O PIOR ENCONTRO, O MELHOR

Disclaimer: A história pertence a Mariale Sparkies que me deu a permissão de traduzir. Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward Cullen é um mulherengo que se dedica a dar os piores encontro as mulheres. Um dia, seu melhor amigo o contrata. Mas o que vai acontecer quando ele começar a sentir algo por sua vítima.


Epílogo

A Surpresa

10 meses depois...

— Acha que ela gostará desse? — Angela perguntou levantando um curto vestido branco com pequenos pontos amarelos.

Inclinei a cabeça, pensativa, para depois assentir.

— Embora eu acho que deveríamos levar algo para recém-nascido, você não acha? — lhe perguntei observando os demais conjuntos penduradas nas prateleiras.

— Tenho certeza de que Alice já tem uma pilha de roupas para recém-nascido,, isso eu tenho por certo — riu e a acompanhei.

Angela, a menina que trabalha na biblioteca durante a quarta-feira, recentemente tornou-se uma das minhas melhores amigas. Depois de ter passado por todo aquele drama e restabelecer a normalidade em nossas vidas, retornei à minha rotina da biblioteca, e, portanto, Angela e eu nos comunicávamos sempre que nos víamos. Nós nos tornamos tão boas amigas que eu comecei a convidar ela e seu namorado Ben nas saídas que eu tinha com Edward e Alice e Jasper. Já Jacob lamentavelmente, nãoe estava incluindo, ele conheceu uma garota chamada Irina em uma de suas muitas viagens de negócios e está agora a vivendo com ela em Evanston, cidade que fica a menos de uma hora de Chicago.

Então todos imediatamente gostaram dos novos integrantes, Ben e Ángela, e rapidamente se tornaram parte do nosso grupo. Era genial ter outra amiga além de Alice, às vezes era bom me afastar das loucuras daquela doente e sem capaz de passar um tempo com uma garota que gosta do silêncio como Ángela.

— Bem, então continue procurando roupas para bebês de doze meses. — Eu concordei e logo Angela e eu começamos a escolher roupas que iria decidir depois o que comprar, afinal, não tínhamos todo o dinheiro do mundo.

Atualmente estávamos em busca do presente perfeito para o baby shower* que iriamos em três dias. E, obviamente, o presente perfeito é roupa, roupas perfeitas para bebês de doze meses, especificamente para o bebê Alice. Sim, o bebê de Alice. Minha melhor amiga, e casada à oito meses, estava grávida do mesmo tempo.

*Baby Shower: Chá de bebê.

Ainda lembro da realção da Alice quando descobriu, quando estava com três semanas de gravidez. Um sorriso se instalou em meu rosto sem poder evitar. Foi simplesmente inesquecível...

— Aqui está seu caffe mocha senhorita. Desfrute — O garoto sorriu de um modo que dizia que ele estava tentando flertar comigo, mas foi erro dele. Sorri de forma quase imperceptível e tomei o meu café rapidamente.

Nesse momento eu estava no shopping fazendo compras necessárias para o apartamento e tomei um descanso para beber um café e podia sentir-me suficientemente ativa para continuar com o que tinha que fazer. Sentei em um banco no meio dos largos corredores, que estavam cercados por lojas, ao lado de um homem notavelmente entediado com numerosas bolsas entre suas pernas.

Meu telefone vibrou em minha bolsa logo depois de tomar metade do café e suspirei de forma exasperada quando vi quem estava ligando. Quando disse a Alice que ia fazer comprar, obviamente me disse que devia ir comigo. Eu insisti que não era necessário, já que eram compras chatas. Ela me soltou que nunca mais falaria comigo já que segundo ela eu não queria que minha melhor amiga do mundo todo fosse as compras comigo. E aqui está. Logo depois de duas horas me dizendo que ia me aplicar a lei do gelo para sempre, estava voltando a me ligar.

Deixei que continuasse tocando e terminei de tomar meu café.

Em poucos minutos, estava caminhando pelos corredores buscando as últimas coisas que faltavam comprar, quando um som me fez congelar por completo.

— ISABELLA SWAN! I-SA-BE-LLA SWAAAAN! — escutei a voz de Alice gritar através dos alto-falantes do shopping. Sua vez era completamente reconhecível e ainda que naad soubesse que eu era Isabella Swan e que uma louca irremediável estava me chamando, senti minhas bochechas queimarem de vergonha.

Os gritos de Alice nos alto-falantes continuaram, para minha vergonha.

— SEI QUE VOCÊ ESTÁ POR AI, ESCONDENDO-SE DE MIM. MAS ISSO NÃO IMPORTA, BELLA, VOCÊ NÃO SABE O QUE ACONTECEU! BELLA EU ESTOU GRÁVIDA! GRÁ-VI-DA! PREGNANT! ENCEINTE! SCHWAGER!... — começou a gritar de alegria, falando a palavra grávida em todos os idiomas possíveis. Ainda que isso era pouco comparado ao choque da notícia. Alice estava grávida!

— … EMBARAZADA! INCINTA! — seguia gritando e pude ver ao meu redor as expressões atônicas de todos. Alguns pareciam irritados pelos gritos enquanto que outros aplaudiam a notícia.

Soubesse nesse momento que devia encontrá-la. Era óbvio que estava feliz, mas acho que já havia passado um pouco os limites.

Me dei conta de que não sabia onde encontrá-la, e como se minha melhor amiga tivesse lido minha mente, respondeu minha silenciosa pergunta através dos alto-falantes, sua voz ressoava por todos os corredores do imenso shopping.

— Bella, encontre-me na entrada do shopping. Estarei te esperando! Adeus! — e com isso o lugar caiu em um completo silêncio. As pessoas que se encontravam paradas no meio do caminho escutando os gritos loucos e cheios de júbilo, continuaram andando em diferentes direções.

Caminhei, ou melhor dizendo, corri em direção a entrada. Quando cheguei pude ver sua pequena forma pulando quase dois metros no ar repetidamente. Sorri grandemente e nós nos encontramos em um abraço.

Sacudi minha cabeça rindo ligeiramente e Angela, que estava olhando a mesma peça que eu, olhou-me com a testa franzida.

— Suponho que os rumores estão certos, você está louca — riu e eu rodei os olhos.

— Eu estava lembrando da notícia da gravidez de Alice no shopping. — ela soltou um 'Oh', e também riu ao lembrar. Embora no momento em que tudo aconteceu Angela e eu ainda não éramos tão próximas como agora, ela acabou por estar no shopping naquele dia e também tinha ouvido os gritos. Fiquei muito surpresa quando perguntou a Alice se ela se foi ela a dos gritos quando a apresentei. Suponho que é bastante perceptiva.

Angela e eu finalmente acabamos escolhendo cinco conjuntos diferentes que pagamos entre as duas. Ainda que eu odeio ir as compras, Alice sempre disse que eu tinha bom gosto quando me esforçava em escolher, por isso procurei selecionar as roupas que eu gostava e que pareciam lindos para a bebê de Alice, que de acordo com ela e Jasper se chamaria Madison, para poder chamá-la de Maddie.

Depois de comprar a caixa de presentes 'perfeita' e ter guardado os conjuntos nela, Angela e eu fomos até seu carro para que me deixasse no apartamento de Edward e meu, já que ela tinha ido me buscar para ir as compras.

— Ups — a escutei murmurar ao meu lado enquanto caminhávamos através do estacionamento e parou em seco ao lado de uma camionete.

Olhei para ela com a testa franzida. Estava olhando para o relógio com uma expressão assustada no rosto.

Olhei para o meu. Eram duas horas. O que havia de errado com isso? Era terça-feira, seu turno na biblioteca era amanhã ..

— Aconteceu algo? — Perguntei depois de alguns segundos cheios de um silêncio tenso.

Ela levantou o olhar lentamente e olhou para mim seus olhos marrons estavam arregalados.

— Uh... er... ah ... — começou a balbuciar e parecia como se estivesse procurando uma boa desculpa, ou melhor, uma mentira.

A olhei com olhos entrecerrados.

— Angela, não tem algo que você quer me dizer? — ela me olhou enquanto mordia o lábio e imediatamente me arrependi pela minha forma de reagir. Certamente era algo pessoal — oh, Angie, olha se é algo particular, desculpe, eu não-

— Não! — sacudiu a cabeça e depois riu nervosamente — Desculpe. É que me lembrei de algo. Hoje... hoje é aniversário do Ben — soltou olhando para qualquer lugar, menos para mim. Era difícil saber se estava mentindo ou não, sua expressão era indecifrável.

— Oh — sussurrei, não sabendo o que dizer e cheia de confusão, não sabia como relacionar o que a tinha assustado pela hora com ter esquecido o aniversário do seu noivo.

Suspirei.

— Bom, será melhor que me leve para casa então, não vai querer perder tempo-

— Não! — voltou a exclamar e eu a olhei incrédula. Por que não queria que eu fosse para a minha casa?

Eu levantei uma sobrancelha e a olhei esperando que aprofundasse sua resposta.

Ela encolheu os ombros, e pude vê-los tremer um pouco.

— Vamos, o que você vai fazer sozinha em casa? Não é hoje que Edward tinha essas aulas particulares com Tommy? — Perguntou, e eu franzi a testa. Segundo eu sabia, as aulas com Tommy eram as quartas.

Oh sim. Edward dava aulas. Fiquei feliz de que finalmente tinha conseguido um trabalho, especialmente como professor de música em uma escola e tutor particular de lições de piano. Adorava ver como Edward lhes ensinava com gentileza os pequenos garotos de seis e quinze anos a tocar piano.

Tommy era um garoto de oito anos que tinha programadas classe de piano com Edward na quarta-feira, mas aparentemente estou errada e na verdade são na terça-feira, de acordo com Angela. Embora fosse normal que eu confundisse as datas, algo no rosto de Angela era muito suspeita.

Eu balancei minha cabeça lentamente.

— Acho que não... — murmurei olhando para ela com cautela. Ela suspirou.

— Bella, você não pode ir para casa.

Eu a olhei perplexa. Do que estava falando? Imediatamente o medo me invadiu.

— Oh não! Por acaso aconteceu algo com-

— Não, nada! Relaxe Bella, não aconteceu nada de mal. Olha... sou eu — disse em forma de confissão e eu a olhei como se tivesse duas cabeças. Era ela o que?

— Bella eu tenho... er... — franziu a testa e pareceu como se estivesse corroendo o cérebro em busca de uma palavra — Autofobia. Sim, isso! — suspirou e relaxou os ombros.

— Hein? — Eu não tinha ideia do que estava autofobia. Mas eu estava muito surpresa. Angela tinha uma fobia? E nunca tinha me dito?

— Sim, é medo de ficar sozinha. Bella, Ben não está em casa e posso... fazer loucuras se ficar sozinha! — me olhou com as sobrancelhas levantadas enquanto eu estava completamente congelada. Mas o que diabos?

— Angela você está bem? — perguntei lentamente. Seu rosto estava completamente roxo, se não tivesse escutado suas palavras diria que estava completamente morta de vergonha.

— Não! — gritou — Eu não posso ficar sozinha, Bella! Sempre que o faço, acredito que sou um pássaro e tento voar saltando pelas janelas! Olhe, assim!

Ela começou agitar seus braços enquanto fazia sons que pareciam de pintinhos e eu a olhei cética. Eu nunca tinha conhecido esse lado de Angela, e ainda que fosse extremamente incomum, supus que era por causa de sua condição "autofobica". Definitivamente precisa de uma consulta com Jasper.

— Piu! Piu! — seguiu exclamando e pude ver que ao meu redor todos nos olhavam pelo canto do olho. Fiz uma careta e rapidamente a segurei pelo braço e a coloquei no assento do passageiro. No tempo recorde já estava me dirigindo até seu apartamento.

— Obrigada Bella. De verdade. Não sei o que teria sido de mim... — baixou a cabeça, ocultando seu rosto no seu cabelo escuro e vi seus ombros tremerem. Pensei ter visto através do seu cabelo preto um sorriso, mas deixei passar, certamente estava chorando. Eu suspirei e me aproximei para rodeá-la com meus braços em um abraço.

Ben chegaria do trabalho mais ou menos ás seis horas, então eu fiquei com Angela durante o tempo que faltava para o seu namorado chegar. Ainda parecia irreal o que tinha acontecido no estacionamento do shopping e a confissão de Angela, mas ela não era uma garota que mentia seguidamente, então eu preferi confiar nela. Além disso, por brincaria com algo assim? Simplesmente não havia explicação razoável.

— Angela, eu deveria ligar para o Edward, certamente esta me esperando e-

— Não! — gritou enquanto abraçava as minhas pernas no sofá e escondia seu rosto entre meus joelhos — Ele vai te tirar daqui, eu sei. Não vai querer que fique. Não se atreva! — gritou, sua voz sufocada. Meus olhos estavam a ponto de pular, e estive um par de segundos congelada, mas depois abaixei o telefone que tinha tirado do meu bolso e voltei a ocultar em seu lugar lentamente, olhando a minha estranha amiga com cautela.

— Hum, está bem... — disse lentamente e pude ver seus ombros tremer de novo. Pobre, certamente o de não poder ficar sozinha era realmente sério.

AngPDV

Meu Deus. Eu já não podia mais! Por quanto tempo mais eu devia seguir com essa farsa? E a pergunta mais importante, por que eu aceitei fazer isso!

Oh sim. Pelo olhar de cachorro perdido que o Edward me deu para me convencer, e para fazer que sua surpresa preparada para Bella funcione como deve ser. Por mais que me alegre o que Edward fará para Bella, definitivamente não me agradava o papel que devo assumir nessa atuação. É sumamente exasperante. Fui sortuda de ter tomado aulas de teatro na secundária, se não isso não teria podido funcionar. Bella é uma mulher bastante perceptiva, e estava genuinamente surpreendida de que todavia não teria notado que toda essa loucura da fobia era uma completa e total mentira.

Devo admitir que foi minha culpa que isso tinha saído das minhas mãos. Ao princípio só ia ter de mantê-la ocupada durante o dia, indo as compras para o baby shower de Alice, mas o que menos tinha imaginado era que íamos terminar as compras as duas da tarde, quando deveria estar mantendo ela longe de seu apartamento até a hora do crepúsculo. Minha mente imediatamente começou a produzir centenas de ideias para mantê-la perto de entrar naquele carro. A ideia de aniversário de Ben foi fatal, e eu estava completamente grata de ter ligo no dia anterior aquela página na internet sobre fobias enquanto estava completamente entediada. Sei que foi a coisa mais estúpida que eu poderia ter dito como uma desculpa, mas sinceramente foi o melhor que me ocorreu para manter Bella comigo.

E graças a toda aquela loucura saída da minha cabeça, agora eu tenho que ficar no meu sofá parecendo uma louca enquanto me faço de pássaro quando Bella assume algo sobre sair por essa porta. Eu não pude evitar esconder meu rosto entre meus joelhos e rir silenciosamente. Isso estava na borda do ridículo e absurdo, e eu poderia imaginar o riso de zomba de Edward, Alice, Jasper e Ben quando souberem disso. Embora, no fundo, eu tenho bastante medo sobre a reação de Bella. Eu tenho certeza que não será muito agradável de ver.

As horas passaram enquanto o único que me permitir foi ver televisão. Estava certa de que parecia uma completa louca, e no meu caro, isso era positivo.

Finalmente pude ver que ao meu lado Bella acabou dormindo às seis da tarde, e tomei esse momento como perfeita oportunidade para ligar para Ben, que havia tomado o dia de trabalho livre para ajudar Edward, Jasper e Alice a planejar tudo.

Angie? Sabe que não pode me ligar! — exclamou Ben logo quando atendeu a ligação.

— Ben, escute — sussurrei baixinho para não despertar Bella — Isso tinha me saído das mãos. Tenho Bella aqui em minha casa, e se não vem agora mesmo como se tivesse vindo do trabalho, Bella vai começar a suspeitar e ir embora. Tem que vir — a última frase soou um pouco dura, algo raro em mim, mas suponho que já a loucura que estava fingindo me estava afetando.

O que? — pareceu desconcertado por um momento — Mas ainda nos falta-

— Nada Ben! — sussurrei um pouco alto — coloquei os pés pelas mãos e tem que levar Bella daqui agora mesmo ou tudo sairá mal.

Espera um momento.

Escutei ruídos do outro lado da linha e pelos sons deduzi que eram vozes conversando entre si. Finalmente ouvi a voz do Ben no telefone.

Está bem — suspirou — acho que poderemos fazê-lo. Espere-me em uns segundos estarei ai.

— Bom — exclamei já não mais em sussurros para depois desligar.

Virei para voltar a sentar no sofá, mas parei de repente e meus olhos arregalaram.

Bella estava ali, sentada no sofá, com os olhos bem abertos e as sobrancelhas franzidas.

— O que é 'tem que levar Bella daqui agora mesmo ou tudo sairá mal'? — perguntou com os olhos entrecerrados, analisando a minha reação.

— Eu Bella... quanto escutou? — perguntei temerosa.

Ela suspirou.

— Acordei escutando você dizendo que colocou os pés pelas mãos. Ao que se refere com isso Angela? O que está me escondendo? — seguiu mantendo esse olhar analisador sobre mim e comecei a sentir náuseas.

— Eu, olhe, Bella..

— Nada Angela. Se não me disser nada, irei embora nesse mesmo instante. Suspeito que essa sua fobia é só uma mentira. Mas para que? Não sei! — último pareceu dizer a si mesma.

— Não! Bells, juro que não é mentira! É que você não entende! Nunca poderá entender! — decidi ir para a tática de "você não entende", sempre funciona.

— Exato! Se importaria de me explicar?

— Não! Porque é impossível! Nunca vai entender.

Ela levantou o queixo defensivamente e suprimi um impulsos de rir.

— Está bem. Então, estou indo embora.

Meus olhos se arregalaram.

— Não! Não! Por favor Bella! — choraminguei lançando-me no chão e abraçando suas pernas. Ela se remexeu, tentando me soltar, mas não a deixei se afastar. — Tem que entender que não posso ficar sozinha! — comecei a solução com força, esperando que soasse crível.

A vi rodar os olhos e se afastou quando em algum momento meu aperto se afrouxou ligeiramente.

— NÃO! — gritei engatinhando até ela que se dirigia com passos rápidos até a porta. Não, não pode ir. Simplesmente não podia! Tudo iria se arruinar. Tudo acabaria. Tudo-

— Angie, estou em casa!

Ouvi a voz do meu salvador chamar, e subi o olhar do chão para vê-lo com a mão na maçaneta da porta enquanto Bella o olhava incredulamente. Eu podia ver que Ben tinha sido preparado para a ocasião. Ele estava vestido para o trabalho, e carregava uma maleta.

— Ben! — choraminguei enquanto me levantava e saltava até os seus braços. Ainda estava no modo atriz, mas dessa forma o recebia quase todo o tempo.

Olhei para cima para ver Bella e pude ver que tinha um olhar cheio de suspeita.

— Não acredito em nada! — gritou olhando-me e apontando-me com o dedo — Sua ligação dizia tudo.

Bella contou a Ben o que eu tinha dito sobre a fobia e o que tinha escutado da ligação. Eu fiz uma careta e me repreendi internamente. Eu deveria ter me escondido no banheiro, para não ficar tão perto dela durante a chamada. Foi muito estúpido da minha parte.

Mas Ben não se abalou. Sorriu de forma compreensiva e colocou um braço em volta dos meus ombros.

— Oh Bella. Acho que você entendeu tudo errado — começou e escondi meu rosto em seu peito. Não queria delatar nada com minhas expressões enquanto Benn vocilerava as invenções que seu cérebro havia maquinado rapidamente. — Veja, ela... não tinha intenções de te contar sobre sua fobia. Foi algo que saiu e a isso se referia quando falou sobre ter metido os pés pelas mãos. Era mais ou menos como um segredo, nada mais além das nossas famílias sabe. Ela não tinha planejado dizer a nenhum de seus amigos, mas suponho que o desespero a fez admitir.

Eu estava sumamente surpreendia, onde Ben tinha aprendido a atuar assim? Meu namorado continuou com a farsa sem gaguejar nem tremer a voz.

— E pois, pelo demais que você escutou, também há algo que não dissemos, mas suponho que tenhamos que fazê-lo para que entendas. Angela fica muito ansiosa à noite — pigarreou — digamos que precisa estar comigo ou simplesmente... perde o controle — fez uma pausa, como aparentando tristeza — Ela não queria que você passasse nada mal Bella. Por isso queria tirá-la daqui.

Ben finalmente terminou de falar e beijei seu peito, em silêncio, agradecendo-lhe por me salvar de toda essa confusão estranha que eu tinha começado.

Eu olhei para cima para ver Bella com a cabeça para baixo e uma expressão cheia de culpa. Eu suprimi um sorriso que ameaçava se espalhar por todo meu rosto.

— Oh, Angela. — Em menos de um segundo senti os braços de Bella espremer-me em um abraço apertado -. Eu sinto muito por ter duvidado de você. É que isso tudo... parecia tão surreal. Desculpe. De verdade. — disse para logo se afastar sorrindo. Eu sorri de volta, sentindo o alívio ao poder curvar meus lábios livremente.

— Não se preocupe. Por isso não queria que você soubesse — acrescentei para tornar a situação um pouco mais real -. Eu sabia que no começo não ia entender.

Bella e eu voltamos a nos abraçar e Ben voltou a falar.

— Bom, Bella, já que não tem carro aqui, por que eu não te levo em casa?

Bella arregalou os olhos.

— M-mas... Angela... ela... sozinha... — enviou seu olhar de mim para Ben rapidamente.

Eu encolhi os ombros.

— Vou ficar bem — sorri para depois sentar no sofá e ligar a televisão.

BPDV

Estava totalmente e completamente confusa.

Em um momento Angela não suportava a ideia de que eu pudesse sair da sua casa.

Mas no outro, Ben disse que ficasse sozinha, e ela, em vez de brigar e choramingar, simplesmente sorri! Sorri! E diz que tanto faz!

O que diabos está de errado com esse casal?

Olhei incrédula para o Ben, mas ele simplesmente sorriu e abriu a porta mais amplamente para que eu pudesse sair.

Caminhei com os pensamentos confusos. Esse dia sem duvidas era de loucos. Até cheguei a pensar se era um sonho. Por acaso é um sonho? Me belisquei fortemente.

Suspirei, e simplesmente deixei de analisar tudo. Nada tinha sentido, para que buscar explicações? Assim que simplesmente segui Ben com a ideia de que finalmente poderia ver Edward logo depois desse dia exaustivo.

Ben me levou em sua camionete até o meu apartamento e em uns poucos minutos já estávamos fora do meu edifício.

— Bom, Ben... foi, bom te ver – me despendi, não muito certa do que ele ia dizer depois de tudo o que escutei ultimamente.

Ele sorriu.

— Igualmente. Estou certo de que vai passar uma boa noite – piscou um olho e eu desci do carro com a testa franzida diante a sua 'despedida'.

Subi no elevador e arrastei os pés até a porta. A abri cansadamente e ao passar para a sala de estar parei de repente e minha respiração cortou.

Todo o lugar estava completamente cheio de flores. Rosas, margaritas, violetas, todo o tipo de ramos estavam colocados em todos os cantos igual que globos e diferentes pelúcias com mensagens de amor. Meu coração acelerou diante a emoção que me dominou.

Pude ver que de onde estava parada, havia um caminho claro para poder caminhar entre as flores e pelúcias, a no final do caminho, o qual acabava no meio da sala, estava uma pelúcia maior que todo o cômodo. Era um grande urso de pelúcia cor de creme, e em suas mãos juntas havia um ramo de rosas com uma carta branca sobre estas. Imediatamente soube que devia pegar e passei pelo caminho arrumado para pegar o bilhete.

O abri com as mãos trêmulas para depois tirar uma folha perfumada dobrada. A abri e identifiquei rapidamente a letra pura do meu Edward.

Minha querida Bella,

Espero que tenha gostado do pequeno arranjo que preparei, ainda que não seja o suficiente quando na verdade queria te dar um mundo inteiro.

Preparei algo muito especial para nós essa noite. Lamentavelmente não poderei te ver ainda, mas espero que no final valha a pena.

Agora, minha Bella, faça algo para mim. Em nosso quarto, tem outra carta onde te darei as indicações.

Estou ansioso para te ver, meu anjo.

Seu Edward.

Mordi o lábio enquanto eles se curvavam em um sorriso, As ocorrências de Edward eram impressionantes e só faziam com que eu o amasse mais. Me pergunto quantos sabiam sobre isso...

Mas os demais não importavam nesse momento. Soltei a carta e rapidamente fui até nosso quarto rindo como uma colegial.

Abri a porta e o primeiro que notei era que tudo estava iluminado com velas. A cama estava decorada de forma impressionante. Pétalas de rosas formavam um grande coração e no meio havia um pacote retangular que parecia ter algo dentro, junto com outra carta branca em cima. Lancei-me sobre a cama sorrindo imensamente e abri a carta rapidamente.

Minha linda Bella,

Alegro-me que tenha decidido seguir as indicações. Como já viu, debaixo dessa carta tem um pacote. Quero que o abra e o use. O escolhi especialmente para você.

No banheiro tem outro complemento para o pacote, sobre o tapete azul. Procurei escolher tendo em conta o adoravelmente desastrada que é.

Outra carta te espera com o complemento.

Estou ansioso para te ver, minha vida.

Seu Edward.

Voltei a rir e coloquei a carta na cama para abrir o pacote rasgando o papel marrom que envolvia o que fosse que Edward havia comprado.

Soltei um grito abafado diante o lindo e delicado vestido que minhas mãos seguravam suavemente. O tecido era de uma cor turquesa e por seu tamanho deduzi que era bastante longo. A parte superior era sem mangas enquanto que detalhes brilhantes adornavam a borda do decote igual que por debaixo da área dos seios. Era simplesmente... impressionante.

Levantei-me da cama e logo sacudi algumas pétalas que haviam grudado no meu corpo, caminhei até a porta branca que correspondia ao banho.

Virei a maçaneta e abri a porta. Ao ligar a luz, as pétalas ressaltaram em todas as superfícies brancas. O lavabo, a base do vaso e uns poucos no chão.

No tapete azul que Edward havia dito, um par de sofisticadas sandálias prateadas de salto baixo e grosso – completamente perfeitas para poder caminhar normalmente – estavam sobre o tecido azul celeste junto com outra carta branca ao seu lado. Logo depois de admirar as sandálias por um par de minutos, tomei a carta e a abri com rapidez.

Minha doce Bella,

Espero que tenha gostado do que comprei. Não sabe quão entusiasmado estou de te ver usando isso, estou certo de que estará como a deusa que é.

Minha Bella, sabe algo que eu adoro em você? Sua essência. Esse perfume doce de morangos em que sempre estás banhada me deixa completamente louco e sempre me perco nele. Quando tomar banho, não esqueça de usar aquele shampoo de morangos que sempre gostei de perceber em seu cabelo.

Quando terminei de tomar banho e me vestir, quero que saia do apartamento e saia do edifício. Ali fora estarão te esperando, eles vão te levar até a mim.

Você é a minha existência. Nunca esqueça.

Seu Edward.

Suspirei sonoramente enquanto sentia como meu coração saltava uma batida ao ler a carta. Era tão perfeito. Muito perfeito.

Tomei banho com os meus pensamentos inundados dele e das suas palavras e já podia sentir minhas bochechas doerem de tanto sorrir.

Finalmente saiu do banho e se vestiu com entusiasmo. O vestido era perfeito, abraçando as partes exatas de meu corpo e parecia ter sido feito especialmente para mim. Eu sorri. Meu Edward tinha escolhido. Obviamente, seria perfeito para mim.

Deslizei meus pés sobre as sandálias de salto baixo e comecei a arrumar o meu rosto e cabelo. Eu sequei o cabelo ligeiramente, apenas o suficiente para que não ficasse excessivamente molhado, e permitindo que as ondas suaves caíssem nas pontas. Eu apliquei um pouco de maquiagem, que consistia em um pouco de pó, rímel, uma sombra leve sobre as minhas pálpebras e brilho labial. Sorri para o meu reflexo. Era incrível como meu rosto parecia brilhante. Meus olhos brilhavam em excesso, e quase parecia que estava prestes a chorar. Minhas bochechas estavam levemente coradas em um tom de rosa claro, e o sorriso parecia star grudada permanentemente preso em meus lábios. Era impossível formar uma linha reta. Soltando uma risada de felicidade, saí do banheiro e do apartamento.

Ainda não sabia a quem Edward se referia como eles. Quem iria me levar? Seguia perguntando-me enquanto saia do elevador.

Soltei o que foi o milésimo grito abafado do dia quando vi o que estava parado na rua em frente ao edifício.

Uma longa, e com longa eu me refiro a exageradamente longa, limusine preta estava em frente a mim. A ultima porta estava aberta, enquanto a maçaneta era segurada por um homem vestindo um traje preto que sorria para mim.

— Exatamente como o Sr. Cullen a descreveu – o escutei dizer ainda sorrindo – Srta. Swan certo? – perguntou e eu assenti incapaz de falar – Entre, senhorita. Eu serei seu chofer e a levarei ao destino que seu namoro mandou.

Sorri nervosamente e entrei no imenso automóvel.

Meus olhos quase saltaram quando apreciei ao meu redor.

Era gigantesco. Os assentos eram de couro negro igual aos estofados. Em frente ao assento, uma pequena mesa de madeira cor de mogno se estendia de um extremo a outro. No meio havia um orifício no qual estava ocupado por um fino vaso largo com uma linda rosa dentro, e me emocionei por completo quando vi o familiar papel branco ao lado.

O peguei e abri ansiosamente.

Minha maravilhosa Bella,

Estou certo de que você está surpresa. Como gostaria de ver sua reação nesse momento...

Não quero que pense que estou comprando com todos esses objetos superficiais. Você sabe que nosso amor vai mais além disso, e espero que nunca duvide disso. Só é uma pequena forma de expressar quando te amo, digo pequena porque isso não chega nem perto do quanto te quero. Seria impossível através de algo material.

Não fique nervosa ou assustada, já está muito perto de me ver. E eu de te ver.

Você é o oxigênio que respiro, amor.

Seu Edward.

Apertei a carta no meu peito. Sentia que meu coração explodiria a qualquer momento. O entusiasmo e a felicidade iam terminar por me dar uma parada cardíaca. Não podia esperar mais. Necessitava vê-lo, necessitava tocar-lhe, abraçar, o que seja, mas ter sua presença perto de mim. Seu calor próximo do meu corpo. Seus olhos verdes observando-me.

Depois de alguns minutos, finalmente senti a limusine parar e estava praticamente saltando em meu assento quando o chofer abriu a porta. Sorriu amavelmente enquanto me ajudava a sair – a pedido dele – e eu comecei a olhar o lugar em que me encontrava.

Não entendia nada. Estávamos em frente de um edifício grande a menos de três andares, em meio do nada. Franziu a testa, mas tudo desapareceu quando o vi.

Ele estava parado na porta do edifício, suas mãos nos bolsos de suas calças pretas. Seu peito estava coberto por uma camisa de botões branca por fora e uma jaqueta preta sem fechar. Seu cabelo estava igual como sempre – sexy e desordenado e incrível. Seus lábios estavam curvados nesse sorriso torto que me tirava o ar – e ele sabia muito bem disso – e seus olhos fixos nos meus.

Meu sorriso se ampliou – se é que isso era possível – e não o pense duas vezes.

Me pus a correr o mais rápido que pude até ele, e obviamente, minha falta de jeito quis aparecer no momento menos correto.

Não me fixei no degrau que tinha no caminho, e preparei para o impacto, mas nunca chegou. Um par de braços que eram impossíveis de não reconhecer para mim, me seguraram fortemente e sua doce essência me inundou imediatamente. Endireitou-me sobre meus pés e levantei o rosto para ver o seu a centímetros dos meus. Seus olhos se derreteram nos meus e me inclinei para frente, nossos narizes roçando. Minhas mãos haviam se apoiado em seu queixo e não as tirei dali, podia sentir seu coração batendo erraticamente contra minhas palmas e era uma sensação incrível e que nunca mudaria por nada no mundo.

— Você é perfeito – sussurrei ainda vendo diretamente até seus olhos.

O negou ligeiramente com a cabeça, enquanto seu cabelo balançava com o suave vento que nos banhava.

— Você que é.

Nesse momento quis o atacar, pegar seus lábios nos meus e beijá-lo com força, para nunca deixa-lo ir. Mas me segurei. Nesse momento era tão mágico que simplesmente pressionei meus lábios contra os seus em um beijo terno e cheio de amor. Ele tinha me dado tanto, devia demonstrar meus sentimentos todas às vezes possíveis.

— Você está linda – sussurrou contra meus lábios e pude sentir minhas bochechas esquentando ainda mais por seu olhar examinador que viajava por todo meu corpo. Sorriu torto para depois dar um passo para trás.

Eu franzi a testa ao ver que tirava do seu bolso um lenço preto.

— O que é isso? – perguntei quando vi que se aproximava de mim.

— Confia em mim Bella. É para que seja uma surpresa – disse perto do meu ouvido enquanto colocava o lenço preto sobre meus olhos e o amarrava com suavidade detrás da minha cabeça. Agora a vontade havia aumentado, o que Edward tinha preparado?

E igual a aquilo, também me chegou um deja vu no momento em que fui cegada pelo pano. Aquele mágico dia no iate de Edward, ele tinha feito o mesmo.

Sorri.

— Edward! Por acaso quer que me mate? – repeti as mesmas palavras que havia dito meses atrás.

O escutei rir.

— Aposto que comigo você não vai cair nem uma única vez – repetiu a mesma frase que ele tinha dito naquele dia. O meu coração envolveu uma onda de calor ao dar-me conta de que tinha lembrado.

— Já veremos isso – ri e senti como seus suaves lábios se pressionavam brevemente sobre os meus.

Edward me dirigiu cuidadosamente até o lugar 'secreto'. Dessa vez não me incomodei em procurar se havia algum obstáculo diante de mim, Edward estava dirigindo e sabia que com ele não caia em nenhum momento.

Pude escutar nossos passos fazer eco em todo o caminho, mas logo o silencio desapareceu para ser substituído por um forte e incessante ruído que tinha conhecido, mas que não soube identificar.

— Edward? – chamei com voz forte, o suficiente para que me escutasse sobre o ensurdecedor ruído.

Nesse momento senti como sua mão desaparecia nas minhas para logo senti-lo mover-se detrás do meu corpo.

Suas mãos começaram a desfazer o lenço preto e fiquei completamente boquiaberta diante o que meus olhos descobertos viram.

Edward se pôs ao meu lado e eu o olhei incrédula.

— Um... j-j-atinho? – murmurei atônita. Estávamos parados em uma pista. Uma pista de voo. E uns poucos metros de mim, um grande jatinho estava parado enquanto a porta estava aberta e uma escada a unia com o chão. Não era tão grande como um avião, mas tampouco tão pequena como um helicóptero.

— E-Edward isso é muito... – disse ainda com a mandíbula escancarada. Já tinha me parecido muito as cartas, mas de verdade, um jatinho? Edward não deveria ter gastado tanto comigo.

Ele me virou para que ficássemos cara a cara, suas mãos colocadas na minha cintura.

— Bella, isso o faço porque gosto de você. Por favor, aceite. É o único que peço como agradecimento – implorou seriamente olhando-me nos olhos. Eu abaixei o olhar, ainda que Edward não se sentisse mal em gastar tanto, para mim era diferente.

Senti como ele levantava meu queixo e me olhou com um sorriso torto.

— Se te faz sentir melhor, Esme e Carlisle me ajudaram bastante. De fato, o jatinho foi ideia deles – eu imediatamente devolvi o sorriso, aliviada de saber que ele não tinha feito tudo isso sozinho.

Assenti e rapidamente me aproximei dele para apertá-lo em um abraço e beijá-lo com toda a energia que pude. Ficamos nessa posição por minutos, ou talvez horas, mas em algum momento Edward se afastou lentamente, deixando seu braço rodeando a minha cintura.

— Deveríamos ir, não acha?

Eu assenti com um sorriso e nós dois fomos para o imenso jatinho particular que nos esperava.

Subimos as escadas com o zumbido das turbinas ressoando em nossos ouvidos e ao chegar a porta uma aeromoça sorriu e a fechou, imediatamente sentindo o alivio de chegar devido ao novo silêncio.

A nossa vista apareceu um homem vestido um traje e com um chapéu que imediatamente o identifiquei como piloto. O homem sorriu amplamente e eu devolvi o sorriso suavemente.

— Bem vindo Sr. Cullen – olhou para Edward e depois para mim – Srta. Swan. Está linda essa noite – eu corei. Não era comum que recebesse tantos cumprimentos de pessoas desconhecidas e algo me dizia que Edward tinha a ver com isso.

O olhei suspeitosamente, mas minha expressão suavizou rapidamente ao nota-lo observar-me com seu rosto tão iluminado e cheio de felicidade. Senti meu próprio sorriso aparecer diante seu lindo rosto.

A aeromoça nos dirigiu até o interior do avião. Era completamente diferente de um avião normal, a área dos assentos estava nada mais do que composto por quatro pares de poltronas de couro bege, cada um com uma mesa de madeira grudada no tapete marrom. Edward me levou pela mão a uma delas e a aeromoça que nos tinha acompanhado pegou uma garrafa que estava guardada em um dos gabinetes da fina mesa em frente e serviu dois copos de vinho branco. Colocou cada uma em uma das bases para copos que havia na mesa igual a garrafa. A aeromoça sorriu.

— Em alguns minutos estaremos decolando. Desfrutem do seu voo, senhor e senhora Cullen.

Sobressaltei diante seu pequeno erro, mas Edward estava tranquilamente sorridente enquanto assentia com a cabeça para a garota. Imediatamente o deixei passar, ignorando as borboletas que haviam aparecido no meu estomago, diante a menção de 'Sra. Cullen'.

Passaram um par de minutos nos que simplesmente me ocupei com os lábios de Edward, quando avisaram que íamos decolar. Soltei-me do Edward e estremeci ao sentir a onde de ar frio que envolveu meus ombros nus.

— Está com frio? – me perguntou ele com a testa franzida. Eu assenti e pude vê-lo tirando a jaqueta preta que levava posta.

— Sabe, você não tem que passar frio por minha culpa... – murmurei enquanto ele terminava de tirar sua jaqueta e a estendia para mim.

— Que tipo de namorado eu seria se não? – sorriu torto e eu rodei os olhos, mas igualmente peguei sua jaqueta e a coloquei, aspirando profundamente a essência de Edward que estava em sua jaqueta.

Pude escutá-lo rir suavemente ao meu lado, seguramente ao perceber e senti minhas bochechas corarem.

— Adoro seus rubores... – sussurrou de forma ausente enquanto roçava seus dedos pela minha bochecha. Meu coração saltou uma batida diante seu toque e só pude conseguir sorrir ligeiramente.

Finalmente o jatinho decolou e fomos capazes de abrir nossos cintos quando estive estabilizado no ar.

— Escute Edward, você não sabe o que aconteceu com a Angela hoje... – comecei entre risadas, mas nisso, ao volver a reproduzir em minha mente cada acontecimento do dia, tudo encaixou – Oh.

— O que aconteceu com Angela? – perguntou com um sorriso suspeito.

O olhei com os olhos entrecerrados.

— Tudo isso de 'não posso ficar sozinha e não pode ir ao seu apartamento' era uma farsa, certo? E eu acreditando no da 'autofobia' – murmurei negando com a cabeça levemente.

Nisso, Edward começou a soltar fortes risadas que ressoaram contra as paredes.

— Autofobia? – disse entre risadas – Nossa, eu só tinha pedido pra que ela te mantivesse ocupada, não sabia que Angela fosse tão criativa! – seguiu rindo e eu simplesmente entrecerrei os olhos e cruzei os braços, afastando o olhar até a janela, parecendo estar irritada.

Finalmente suas risadas pararam.

— Oh, Bella, perdoe-me. Não fique irritada – soava genuinamente arrependido e dessa vez foi minha vez de rir. O olhei soltando umas risadas e ele rodou os olhos.

— Não seja bobo. É impossível que fique irritada com você nesses momento – sorri e rodeei seu pescoço com meus braços. Ele sorriu torto antes de nos fundirmos em um beijo.

Seguimos simplesmente nos beijando lentamente e abraçando. Eu suspirei feliz enquanto ele deixava beijos em meu pescoço e comecei a lhe imitar.

Em algum momento da minha exploração pela pele do seu pescoço, o escutei me chamar, sua voz vibrando contra meus lábios.

— Bella... quero que veja algo.

Subi o olhar e franzi a testa ao ver sua expressão tão cheia de nervoso. Tomou meu rosto e com suavidade o virou até a janela aberta. Soube que queria que eu observasse do lado de fora e aproximei meu rosto para poder ver a visão de forma mais ampla.

Pelas poucas luzes que haviam lá embaixo, pude identificar que era uma grande área verde, um imenso gramado.

Luzes. Haviam luzes, milhares de velas. Todas aquelas velas, formavam grandes letras e em total uma frase de metros de largura, e que podia ler perfeitamente.

Meu coração praticamente explodiu quando pude compreendeu as palavras. As reli e voltei a ler, uma e outra vez, e as repeti em minha cabeça ao menos umas mil vezes.

Seja minha esposa...

Seja minha esposa...

Seja minha esposa...

— Meu Deus... – sussurrei e não demorei para virar até Edward com os olhos arregalados.

Estava mordendo o lábio e olhando-me com todo o nervosismo do mundo, enquanto sua mão brincava com algo dentro do seu bolso. A tirou rapidamente como não querendo que me fixasse no que tinha ali guardado e tomou minhas mãos entre as suas.

— Bella... sabe por que te amo?

Eu simplesmente o olhei, incapaz de fazer minhas cordas vocais funcionarem.

— Te amo... porque tira a melhor parte de mim que pensei que nunca sairia. Me faz ser uma pessoa melhor e graças a você mudei completamente de forma positiva. Te amo porque é a pessoa mais carinhosa, adorável, engenhosa, divertida, reflexiva e milhares de adjetivos mais que não alcançaria descobrir o incrível que é. Te amo porque faz que minhas manhãs sejam radiantes. Te amo porque me dá uma razão para seguir vivendo. Te amo porque é a minha outra metade. Nunca te machucarei e te amarei e apreciarei enquanto viver. Isabella Marie Swan, quer se casar comigo?

Incontroláveis soluços começaram a sair do meu peito enquanto sentia o sabor das lágrimas na minha boca.

— S-s-s-s-im! – tentei dizer e de verdade esperava que tivesse entendido. Não o deixei falar ou fazer algum movimento, lancei-me sobre ele e ele caiu sobre o assento pelo impacto enquanto minha boca devorava a sua. Podia sentir seu sorriso, seus lábios tentando curvar-se contra os meus.

— Mmm... Bella – gemeu, mas soou mais como uma chamada ou sinal para que me afastasse. O fiz sem pensar, ainda mantendo nossos rostos próximos. Justamente ao me afastar já me encontrava sorrindo. Seu rosto estava iluminado como nunca o tinha visto antes, e não afastamos o olhar um do outro enquanto sentia que deslizava o que supus ser um anel no quarto dedo da minha mão esquerda.

Dei um olhar para baixo e meus olhos se arregalaram ao ver o anel.

Era impressionante, e brilhantes. Muito brilhante. O anel era prateado enquanto um lindo diamante redondo ressaltava no meio. Era simples e ao mesmo tempo chamativo. Era lindo. Era único.

Cheia de sentimentos explodindo em meu interior, subi o olhar e nos olhamos intensamente por eternos segundos. Lentamente subi minhas mãos e as coloquei de cada lado do seu rosto.

— Você me tornou a mulher mais feliz do universo – sorri e ele me devolveu o sorriso amplamente.

— E você me tornou o homem mais feliz do universo. – e com essas ultimas palavras, nos unimos em um beijo. Mas não era um beijo qualquer, não era desses que recebia ao chegar em casa ou ao se despedir para ir ao trabalho. Era um desses beijos únicos, uma união de lábios que expressava tudo o que sentíamos nesse momento. As palavras sobravam. Não havia nenhuma conotação no dicionário que poderia escrever exatamente o que estava sentindo nesse momento.

Simplesmente permanecíamos em silêncio, descansando nos braços um do outro, e com grandes sorrisos em nossos rostos.

Minha mente começou a imaginar meu futuro. Seria a senhora Cullen, e levaria o nome com bastante orgulho até o fim dos meus dias.

Sei que ainda nos falta muito pela frente e que teremos nossos altos e baixos, mas também sei que estou completamente disposta a passar por isso se Edward está ao meu lado.

E o estaria.


Glória a Deus, terminei o epilogo e a fic! Demorei, mas apareci, não vou ficar dando desculpas e blablabla, importante é que cheguei.

E por coincidência, hoje na Globo, na Tela Quente, vai passar 'Amigos, amigos, mulheres à parte', filme no qual a autora se inspirou para fazer essa fic.

Mais uma fic concluída e seguimos em frente.

Nos encontramos nas outras fics.

Beijos

xx