Meu ponto de vista sobre o primeiro encontro de Jasper e Alice, espero que gostem *-*


POV Jasper

O céu escureceu de maneira repentina naquela tarde na Filadélfia. Pude ouvir os primeiros pingos de chuva baterem toscamente contra o concreto do chão. Logo, pingos grossos caíam do céu e ficar parado no meio da chuva não era mais uma opção. Puxei o casaco marrom para mais perto do corpo, afim de manter a roupa seca.

Logo à frente, pude avistar uma pequena cafeteria. Poucas pessoas pareciam notar o lugar. Talvez entrar, pedir uma xícara de café e esperar a chuva passar fosse uma boa ideia, a única oposição era minha garganta em chamas.

Tomei uma última respiração e abaixei levemente a aba do chapéu para esconder meus olhos antes de entrar no recinto. O cheiro da cafeína e de sangue humano era forte no local, infiltrava-me as narinas e fazia minha garganta arder mais e mais. E um cheiro distinto, floral e nada humano também me atingiu com a mesma intensidade, assim como o turbilhão de emoções que se seguiu.

Uma vampira, nova o suficiente para ser chamada de menina, desceu de um dos bancos altos próximos ao balcão e veio andando graciosamente na minha direção. Meus instintos me disseram para manter-me alerta.

Ela parou na minha frente, seus sentimentos com nada se pareciam com os que eu conhecia. Seu sorriso era encantador, seus cabelos pretos espetados apontavam para diferentes direções e seu corpo miúdo balançava de um lado para o outro, ansioso.

- Você me deixou esperando por um longo tempo... – Ela disse, sua voz melodiosa ecoando nos meus ouvidos.

- Desculpe-me, madame. – Inclinei-me, o que mais eu poderia fazer? Minha educação sulista não me deixava ser grosseiro com uma mulher.

Ela rio, um riso nervoso e de certa forma aliviado. Ergueu sua mão pálida, um convite. Antes que minha mente pudesse processar minhas ações, levei minha mão ao encontro da sua. E pela primeira vez em quase um século, eu senti esperança.

Chuva? Não aqui. O sol brilhava amarelo e radiante na minha frente, refletido no seu sorriso doce. E no fundo, eu já sabia que pertencia a ela. De corpo, mente e alma.