B.

Todos os dias, a primeira coisa que Burgin pensava ao acordar era que aquele não seria um bom dia para se morrer. E todos os dias, de todos os anos em que ele precisou lutar, este era o seu único desejo: não morrer tão longe de casa.

Ele tinha que conseguir voltar pro Texas, abraçar seus velhos e zelar pelo irmãozinho. Ele ainda precisava dizer a Florence o quanto a amava e, se aquela australiana quisesse, casar-se com ela numa manhã de abril.

Ele precisava envelhecer ao lado das pessoas que amava e morrer rodeado de filhos e netos, na sua casa, de preferência. Definitivamente, levar uma bala na testa não era a melhor forma de morrer. De que adiantava a glória se não pudesse olhar mais uma vez para sol descendo nos campos, ou beijar os lábios de uma mulher?

Então, Burgin tratava de manter a sua cabeça longe dos tiros e das bombas dos japas.