Capítulo 1 – Notícias e decisões

Um garoto de cabelos pretos e olhos verdes aparentando cansaço espera a volta de seus melhores amigos. Harry Potter estava escondido em uma barraca mágica em um bosque, pois Lord Voldemort tomara o ministério e ele se tornara o Indesejável Número 1; mas como só ele poderia destruir o Mau representado pelo Lorde das Trevas ele tinha que se esconder e ficar longe de todos aqueles que lhe queriam bem. Ou melhor, quase todos, não conseguiu com que seus melhores amigos não o acompanhassem, Rony Weasley e Hermione Granger que eram para ele como irmãos. Ele estes dois que Harry estava esperando. Eles tinham ido até uma cidade próxima para ver se conseguiam alguma noticia sobre a guerra.

Ele apertava um medalhão destruído quando ouviu o som de alguém aparatando, sacou a espada, já que sua varinha ainda estava quebrada. Mas logo reconheceu os amigos, a menina de cabelos rebeldes e o ruivo. Eles pareciam tensos.

- O que aconteceu?

- Quase fomos pegos. – disse o Ruivo. – um gato ficou todo arrepiado perto da gente e quase que nos descobrem debaixo da capa. Você se lembra da Madame Nor-r-ra, foi a mesma coisa, um comensal, aquele bexiguento, ele desconfiou e foi atrás de nós dois só deu tempo de pegar este jornal e o Pasquim.

- Bichento não era assim, não deve ser todo gato que faz isso. – Disse Mione.

- O seu gato era inteligente como você Mi, além do mais ele conhecia a gente e não ficava confuso de "não" ver a gente. – respondeu Rony, o que deixou a menina corada.

- Enquanto vocês namoram, eu vou ler O Pasquim.

- Ei. – disseram os dois mais vermelhos que o uniforme de quadribol da Grifinória.

- Tá sei, vocês não são namorados. – disse, mas que e a minha vida seria melhor se admitissem logo, eu não tenho dúvida. – murmurou só para que ele pudessem escutar.

- Melhor assim Senhor Potter. – Disse Rony.

Harry então pegou o jornal com medo do que poderia ler, se mais alguém conhecido estava preso, desaparecido ou morto, era assim sempre. Apesar da dura repressão do Ministério, O Pasquim divulgava noticias reais do que acontecia no país, enquanto O Profeta Diário divulgava apenas noticias de apoio ao governo, como se nada de errado estivesse ocorrendo, ou seja, era manipulado pelos Comensais.

Só tinha ataques a Trouxas e algumas famílias de bruxos que Harry não conhecia. Ficou um pouco aliviado, mas sabia que a edição da revista era mensal e podia já ter acontecido muito mais coisas neste tempo. Pegou então o Profeta, e sentiu vontade de vomitar ao ler a Manchete.

Harry Potter assassina família de Puros sangues

Nesta manhã foram encontrados em sua residência os corpos de uma das famílias de puro sangue mais antigas da Grã-Bretanha, os Weasleys. Há indícios que de Harry Potter foi o responsável pela chacina, provavelmente por estes quererem entregá-lo para o Ministério, já que o Menino-que-Sobreviveu é procurado por diversos crimes sendo considerado o Indesejável nº1, após o assassinato de Alvo Dumbledore. Foram todos assassinados utilizando a Maldição da Morte, exceto a pequena Gina Weasley que passava o feriado com a família, que não foi encontrada, apenas uma poça de sangue em sua cama, o que leva a crer que "O Eleito" levou seu corpo com ele. Até mesmo seu melhor amigo foi assassinado em sua cama.

Os Weasleys acolheram o assassino quando...

Harry não conseguia mais ler, foi ficando cada vez mais pálido sentia todo o ódio por Voldemort tomar conta de seu corpo e de sua alma. Uma tempestade de repente começa a cair.

- Maldito seja Tom. – Berrou com todas as suas forças. Logo após um trovão ecoa no bosque, mas pareceu que foi mais fraco que o grito do rapaz, mesmo caindo a poucos metros de onde estavam. Outros caiam, mas já não tinha mais o mesmo efeito sobre os três.

- O que aconteceu Harry? – perguntou Mione receosa pelo que poderia ter descontrolado seu amigo.

- Leiam. – ordenou o moreno, demonstrando inúmeros sentimentos.

Os dois juntaram suas cabeças para ler, mas não conseguiram passar da segunda linha. Hermione chorava e se abraçava a Rony que pareceu perder todo seu sangue e estava congelado.

Harry saiu para a entrada da barraca ele sabia que não conseguiria consolar os amigos e nem eles conseguiriam consolá-lo, já que sabiam que eles não leram até onde ele lera. E ver os dois abraçados só aumentava a sua dor. Agora não tinha mais nada na vida, a não ser os dois amigos. Sua segunda família foi assassinada a sangue frio, o suspeito era ele, o pior sua amada morrera, e tudo que ele queria era que ela ficasse protegida.

Foi quando ele se lembrou de um livro que McGonagall tinha lhe entregue antes de sair de Hogwarts. Era um livro do velho diretor, apesar deste nunca ter sido capaz de lê-lo. O convocou sem reparar que não usava uma varinha. "Magia Antiga – escrita por G&R". Abriu no Capítulo sobre o tempo e começou a ler.

O tempo é algo mais flexível do que os bruxos supõem, poucos são capazes de entendê-lo, principalmente a sua primeira regra, Existem coisas que não é possível MUDAR, conhecemos isso como destino (...) Existe apenas um único feitiço capaz de fazer uma pessoa viajar no tempo, além dos vira-tempos que são construídos com as areias do tempo. Este Feitiço só pode ser utilizado por um mago, ou seja, uma pessoa com intimidade tamanha com a magia que ele seria capaz de realizar magias sem a utilização de objetos canalizadores, como as varinhas, além de possuir um coração puro e uma mente aberta, para não interferir muito no fluxo do tempo. Porém para que o feitiço funcione o mago deve desejar de toda sua alma viajar no tempo e principalmente não ter nada a perder, ou seja, já ter perdido tudo aquilo que preza. (...) o Feitiço é Tempus Locomus, deve ser dito com a palma da mão direita apontada para o coração. Mas devemos alertar que o feitiço causar uma mudança no fluxo do tempo e o presente que a pessoa conhece deixará de existir e tudo que ele precisar será levado de alguma maneira para a época que ele escolher (...).

Harry parou de ler, guardou o livro no bolso e olhou mais uma vez para os amigos. Agora era Rony quem chorava, e Mione o consola ainda com lagrimas nos olhos, mas se controlando para ser forte pelo amigo.

Então ele tomou a decisão, voltaria no tempo e concertaria os erros que foram cometidos na sua vida tanto por ele, quantos pelos outros, principalmente Dumbledore.

- Me desculpem – disse para os amigos que o olharam assustados, pensando que ele mais uma vez se culpava pelo que estava ocorrendo. Ele em fim apontou a mão direita para o peito e disse:

- Tempus Locomus.

Tudo aconteceu bem rápido, com um clarão o rapaz sumiu deixando um vazio no peito dos amigos.

- Ele nos deixou, Mi, justo agora, que eu não tenho mais família, e ele me deixou. – disse Rony quando um vendaval começou.

- Não Rony, ele não nos deixou. Eu ainda não acredito, mas o seu amigo encontrou um feitiço que o levara de volta no tempo para que ele possa arrumar tudo e o motivo foi a sua família, ele vai resolver tudo, mas ele era o único a poder ir ele perdeu tudo na vida. Você não. Esta realidade deixará de existir, mas o destino sempre existirá e você terá seu amigo de volta, mesmo que você não se lembre, ele se lembrará de você.

- Como assim destino?

- Ele voltou no tempo, eu não sei para quando, mas algumas coisas ele não poderá mudar, está escrito no destino.

- Então vou dar uma mãozinha para o Destino. – falando isso ele a beijou. De maneira apaixonada, como ela sempre imaginou. Seu ultimo pensamento foi que ela desejava que este fosse realmente o seu destino.

O beijo foi tão espetacular que eles nem viram as coisas desaparecendo e só sobrar eles. No espaço infinito.

Alguns anos antes um rapaz com seus dezessete anos cai em um jardim perto de uma moça ruiva. Ele olha para ela e pergunta completamente desnorteado pelo feitiço:

- Você é um anjo, Ruiva? – e desmaia.

A ruiva se comove com o rapaz e o leva para sua casa.