PHONOGRAPHY

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Liz19forever que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Uma simples e inocente ligação, se transformou em um jogo obsessivo, levando-os a descobrir a química que às vezes pode ser a maior aventura de suas vidas. Porque quando se deseja algo com muita força, o universo inteiro conspira para que o consiga.

Advertência: Adequado apenas para maiores de 18 anos contem cenas não adequadas para aqueles sem critério formado.


Capitulo 15 — Sangrando por Amor

(Traduzido por Maiza Yori)

— Já cheguei – gritei quando entrei no quarto do meu filho. Eu odiava deixá-lo aos cuidados de outra pessoa, mas tinha que trabalhar e pagar as contas. Só queria não ter entrado no quarto, Edward estava lá com meu pequeno chutador em seus braços. Genial! Eu tinha esquecido que este fim de semana era dele. Ele levantou os olhos e me olhou torturado, isso já estava ficando cansativo. Não só para ele, mas para mim. Será que nunca deixaria de olhar para mim com uma cara de arrependimento? Supere isso! Gritei para ele com o olhar e foi como se seus olhos verdes fossem dois espelhos que refletiram aquele pedido para mim. Supere isso Bela!

Eu fechei os olhos, e mais uma vez o orgulho foi maior. É claro que eu superei isso! Eu disse a mim mesma ao descer as escadas de dois em dois degraus sem nem deixá-lo falar ou explicar, ou nem me cumprimentar. Sentei-me no sofá da sala e liguei a televisão, logo ouvi seus passos confiantes e lentos pelas escadas. Verifiquei meu e-mail, como se ele não estivesse lá e assim era a nossa relação – Indiferença – era o que havia sido estabelecido entre nós. Naturalmente mais da minha parte do que a dele. Essa estratégia de só falar estritamente o necessário e relacionado à Cameron estava dando resultado, minha dignidade estava completamente restaurada, mas não tinha tanta certeza sobre o meu coração.

— Eu já vou... vou pegá-lo na sexta-feira – ele anunciou hesitante e meu coração se apertou, queria encará-lo enquanto falava comigo, trata-lo com cortesia, mas eu não era corajosa, o orgulho era maior, com os olhos cravados na tela, mas obviamente com a minha atenção nele lhe respondi.

— Que horas? – E eu fiz isso soar como se eu tivesse que dar espaço na minha agenda ocupada, o que era uma mentira, minha sexta-feira eram tão ruim que eu adormecia as nove.

— Às sete? – Ele parecia duvidoso.

— Perfeito, mas não se atrase, tenho planos – anunciei e esperava estar sendo uma boa atriz, senão conseguiria que percebesse o patética que poderia ser nesse tipo de vingança. Edward esperou um momento antes de responder.

— Como a senhora quiser – respondeu entre dentes. Andou até a porta da frente, eu contava seus passos, e quando ele estava prestes a girar a maçaneta, falei:

— Não tenho que lembrá-lo que domingo deve trazê-lo no mesmo horário, certo? – Lembrei-lhe irônica e ouvi como deu uma pequena batida na porta, mas uma batida no final. Desligue a TV e imediatamente me levantei do sofá, corri para a janela para espiar. Na verdade, eu não sabia o que conseguiria com aquilo, mas como uma verdadeira garota fiquei ali, tratando de espiá-lo com cuidado para que ele não me visse, com o estômago contraído e com o desejo de ceder a seus encantos me contive triunfante. Outra pequena batalha ganha. Swan 1 – Cullen 0.

Ao contrário do que eu queria a cada dia que passava ele parece ficar mais malditamente sexy — Vamos Bela, você tem que ser forte – lembrei, mordendo meu lábio enquanto me deliciava à distância olhando seu corpo tão bem cuidado. Só de imaginar a suavidade da sua pele, me fazia estremecer. Memórias viam a tona antes que eu pudesse detê-las. E, apesar de que haviam passado três meses desde que eu tinha decidido ir embora, eu ainda estava lutando com meu coração traiçoeiro. Não cairia em seus encantos novamente! Havia me prometido muitas vezes, e em cada uma dessas vezes, que ele aparecia tornava tudo cada vez mais difícil. – Estúpida – censurei-me ao lembrar um dia em especial, um dia em que quase cedi aos encantos de Edward Cullen. Esse homem me conhecia muito bem.

O que você estava dizendo?

Perguntou aproximando-se perigosamente com aquele olhar sexy irresistível, com barba por fazer de dois dias, eu odiava quando ele lia a minha mente dessa forma, e eu o queria tanto que estava ficando excitada só de olhar!

Eu precisava de seus lábios, seus beijos, seu toque... Era tudo tão injusto!

Tê-lo tão perto, vestindo essa camisa azul, o cabelo bagunçado o seu perfume estava tirando minha respiração a cada minuto, ele tinha me pegado de guarda baixa e Edward tinha notado isso, e estava determinado a usar esse momento de fraqueza ao seu favor.

Dizia que você não pode entrar no meu quarto como o dono do lugar. Será que seus pais não te ensinaram algo sobre privacidade?

Eu respondi, tentando fazer com que minha voz soasse rouca e com raiva, mas fluiu suave. Havia provas suficientes de que ele queria. E ele tinha razão eu estava perdida em seus lábios, embobada pela a forma hipnótica e quase ritualística de como seus lábios vermelhos chegava mais perto do meu. Ainda acreditei que ele estava movendo em câmera lenta.

Seu perfume era intoxicante e estava desfrutando do vai e vem da sua respiração. Para cima, para baixo, para cima, para baixo, este movimento tão sutil e imperceptível, para mim hoje não era.

Desculpe, não sabia que você estava na casa.

Respondeu como um cachorrinho tonto e tive que admitir que Edward era um excelente ator. Esse olhar triste e arrependido parecia tão real, muito real que até o meu coração estava a ponto de acreditar em seus olhos suplicantes.

Seus lábios se torceram em um sorriso sedutor e, naquele momento, seu lábio inferior roçou no meu. Oh por Deus! Respire Bela! Respire! Eu disse a minha consciência, meu piloto automático, mas obviamente o sentido estava danificado.

Sem pedir já me tinha com os olhos fechados, a ponto de cair rendida a seus pés e beijá-lo, porque um impulso tão forte que eu estava gritando para que me aproximasse e selasse o momento com um beijo. Meu coração saltou e tentei manter a compostura Poderia?

Ele não merece você! Ele te enganou! Ele é um mentiroso!

Eram as palavras que tratava de repetir em minha mente para manter longe esse desejo tão doentio de beijá-lo e tê-lo outra vez em meus braços. A verdade é que eu não poderia mostrar que ao contrário de todas as declarações que eu tinha lhe dado, ainda o amava de uma maneira desoladora e acima de tudo necessitava.

De qualquer forma, da próxima vez bata antes de entrar.

Exclamei no segundo exato em que ia beijá-lo.

O farei.

Assentiu em um murmúrio apenas audível. Seu hálito quente inundou meu nariz fazendo a pele dos meus braços e coxas arrepiarem.

Então eu percebi a cena que estávamos montando. Eu estava totalmente nua, coberta apenas com uma toalha que, graças a Deus ainda estava preso ao meu peito, e a última coisa que eu queria era soltá-la. Vamos Bela, pensa... pensa... Você pode ser forte!

Eu gritei para mim mesma.

Fique longe! Para trás! Fique longe!

Mas Edward decidiu testar sua sorte um pouco mais, e deu o passo necessário para fazer a distância entre nós ser completamente inexistente. Nossos narizes se tocaram e nossos lábios se estreitaram, senti a umidade de sua língua lutar ferozmente por seu caminho entre meus lábios e o concedi com a necessidade de todos aqueles meses. Nós nos beijamos acariciando nossas bocas, impotente, soltei minhas mãos e cruzei atrás de seu pescoço puxando-o para mim. Eu senti uma de suas mãos foi posicionada bem no meio de minhas costas. E a outra me segurou com força pelo pescoço, Edward não queria que eu me retraísse daquele beijo, isso era certo.

Perdida em seus beijos o desejo e a paixão venceram. O beijo se aprofundou e senti como a mão que ele tinha em minhas costas começou a descer para as minhas nádegas, puxando magistralmente a toalha do seu caminho. Minha temperatura se elevou, minha respiração tornou-se irregular e ofegante com seus toques, foi quando acreditei que finalmente sucumbiríamos o grito abafado e irritado da minha mãe nos interrompeu. Nos separamos imediatamente. Eu tentando regular minha respiração, Edward fulminando minha mãe com os olhos.

Bella!

E como achava minha mãe não confiava tanto em mim. Se aproximou de nós e foi ela mesma quem me separou dele. Eu só consegui segurar a toalha forte, que para a minha sorte permanecia em seu lugar, tentando regular minha respiração.

Naquele dia, tinha perdido a cabeça. Hoje não a perderia, não senhor! Eu disse a mim mesma, mas não poderia abafar o sorriso que tinha tatuado, permanentemente, em meu rosto, lembrando da cena. Suspirei quando cheguei ao quarto do meu filho, na verdade, suspirei porque Edward ainda não me abandonava. Mas então, as imagens dele com ela voltaram com tanta força que doeu ainda mais, imagina-lo com ela, juntos, se beijando, fazendo amor. Foi suficiente para o ódio e rancor invadir meu coração. Eu fiz uma careta que sumiu quando finalmente cheguei o lado do meu pequeno. Espiei Cameron dormindo em seu berço alheio a tudo. – Tudo poderia ter sido diferente – e essa ideia tinha me sufocado muitas noites.

Como não pensar no pai de seu filho? Quando você tem uma prova viva dele.

Parar de pensar em Edward era a tarefa mais difícil que eu poderia alguma vez me dar. E a fim de cumprir o meu propósito e deixar de pensar sobre ele, decidi que eu precisava de uma melhor maneira de passar as horas que faltavam até que ele viesse buscar o nosso filho. Faltavam dez minutos para as sete da noite, a hora marcada, e eu senti como se quase ia me faltar o ar quando a campainha finalmente tocasse.

Eu não podia evitar a ansiedade cada vez que Edward fazia uma aparição em nossas vidas. Mas como um bom calmante o riso do meu filho me tranquilizou. Eu fiquei brincando com ele enquanto em minha mente prometia não ser grosseira com seu pai dessa vez.

Eu comecei a brincar com ele e perdi a noção do tempo, até mesmo eu esqueci que Edward viria. Tanto foi assim que eu não notei ele chegar, até que eu ouvi sua tosse.

— Desculpe, não queria interromper, mas... sua empregada abriu a porta – ele explicou com seus olhos verdes fixos em mim.

Para variar se vestia como um deus grego, com um suéter preto apertado e um par de jeans, parecia ter saído de um catálogo de moda. Ele colocou a mão casualmente no bolso e a outra de um lado, apertava os dedos nervosamente. Sorriu percebendo que eu o estava examinando, quando eu percebi que estava sendo muito óbvia desviei meus olhos dele para o nada. O sorriso em meu rosto, involuntário é claro, desapareceu e eu estava em guarda novamente.

— No domingo, você tem que... – Eu não cheguei a completar a frase quando ele interrompeu-me solenemente.

— Trazê-lo as sete, eu não esqueci – respondeu com uma careta em seus traços. O brilho em seus olhos desapareceu e eu podia sentir seu desconforto.

Sem mais delongas eu lhe entreguei a bolsa do meu filho, claro que ele não se dava por vencido, roçou em meus dedos premeditadamente, mas eu retirei minha mão rapidamente. Entreguei o nosso filho retrocedendo de volta imediatamente para colocar a necessária distância entre nós. Ainda não confiava em mim totalmente, para ser honesta.

Nos olhamos alguns segundos e eu odiava esses momentos, eu senti que ele queria se aproximar para despedir-se, mas se conteve, não era difícil adivinhar a motivação: minha cara de fique a dois metros.

— Nada vai acontecer – soou irritado porque eu o seguia – Eu sou seu pai, Bella! – reclamou entredentes muito mais irritado do que antes, o observei duvidosa – Nos vemos domingo – acrescentou e caminhou para ir embora sem dizer mais nada.

Se havia uma coisa que eu poderia ter certeza era do amor que Edward e tinha pelo seu filho, mas eu ainda achava difícil confiar nele.

Depois que eles se foram eu me sentei no sofá pronta para assistir um filme, mas o cheiro do meu ex-namorado estava impregnado em cada célula olfativa do meu nariz fazendo com que as imagens dos momentos passados com ele voltassem a mente. Eu tentei um par de horas, mas quando eu percebi que não importava o que fizesse não havia nenhuma maneira que eu poderia concentrar em algo diferente de Edward e Cameron, decidi que eu precisava me distrair de outra maneira.

Olhei para o relógio e não era uma má ideia de ir às compras, lembrei-me que há mais de duas semanas que eu tinha jurado a mim mesma em ir, me levantei do sofá e sai.

A vantagem de chegar um pouco antes do shopping fechar era que as lojas estavam quase vazias, então a probabilidade de que alguém me reconhecesse eram baixíssima. Mas, como era de se esperar, comprar roupas pode aliviar a ansiedade, por um momento, mas e depois? Outra vez eu estava olhando as vitrines, desesperada para que Cameron voltasse.

Em seguida, passando do lado de fora de uma livraria eu sabia do que precisava realmente para me distrair. Quanto tempo eu não lia um livro? Desde que eu tinha encontrado outros passatempos tecnológicos... Eu fui sem hesitação, mas logo percebi que talvez não fosse uma boa ideia, afinal.

Depois de ler um par de capas, cheguei a parte que eu pensei que já não encontraria. Revistas, em todos os lugares e para a minha sorte, antigas, porque não tinha explicação para o meu rosto aparecer junto o seu e um lindo e idiota titulo amarelo: bonito Acabou a magia? — A verdade por trás da traição de Edward Cullen.

Aquele título atingiu no fundo do meu ser , como se fosse ontem, quando eu descobri sua infidelidade. Droga! Eu nunca seria capaz de superar?

Então, quando eu achei que nada poderia fazer-me sentir pior, eu vi outra revista e perdi todo o ar dos meus pulmões aP ver a foto dele ao lado dela. Isso não tinha terminado?

Murmurei sem querer controlando a raiva, e as lágrimas que me invadiram como lâminas rasgando minha alma e meu ser. Principalmente porque eu estava certa de que a foto era recente e quem sabe não teria visto nunca. Edward estava vestido da mesma maneira que ele tinha vindo para a minha casa para pegar o nosso filho. – E o que isso me importa! – murmurei soluçando. Justo quando eu finalmente soltei o meu choro discreto, ouvi uma voz atrás de mim.

— Ler as notícias é ainda pior... jornalistas podem ser ruins o suficiente quando eles querem – exclamou com nostalgia – a dor aumenta... Eu estou dizendo a você por experiência própria, apenas deixe ir – aconselhou e sua voz sumiu, suas mãos tiraram a revista de seus dedos.

Ergui os olhos vidrados, produto das lágrimas, e me surpreendi. Eu não estava preparada para ver aqueles olhos negros tão profundos, mas cheios de carinho, voltando a me olhar.

— Jacob? O que você está fazendo aqui? – perguntei deslocada por encontrar quem eu menos esperava no momento.

— Venha, eu te convido para tomar um café – propôs estendendo a mão e ainda que hesitei no principio em aceitar seu convite, era certo que eu precisava de alguém que pudesse entender a minha dor e me ajudar a me convencer de que eu tinha feito a coisa certa. Ele inclinou a cabeça insistindo e eu finalmente aceitei, esse dia foi o começo de algo diferente.


Ai esses dois, infelizmente tudo parece bem fodido entre eles, mas o Cameron sempre será uma ligação. Agora o Jacob reapareceu, o que foi bem inesperado.

Essa fic vai dar um salto no tempo de 2 anos, ela é assim mesmo, não se assustem quando forem ler o 16 lol

Vou postar ele na semana que vem

Beijos

xx