A Guarda-Costas

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Naobi Chan que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward Cullen, o presidente de uma importante companhia, está ameaçacado de morte, contacta uma empresa de segurança e eles lhe enviam sua melhor guarda-costas: A agente Bella Black.


Capítulo 1 – Um dia na vida de Bella Black

Bella esvaziava seu armário com um gesto distraído, colocava as coisas em uma bolsa enquanto tentava não lembrar do motivo que a levou a escolher esse caso. Era absurdo, mudar-se para outra cidade, longe de todos que a queriam… mas não tinha escolha, as noites do último mês não a deixava pregar o olho, os pesadelos se tornavam mais recorrentes e acordava gritando e agitada, sentindo-se tão mal quanto naquele dia.

Quando ela fechava os olhos ainda podia ver o corpo de Jake em colapso, podia sentir o cheiro de sangue, ela podia ouvir tiros e poderia se ver chorando e gritando como se isso fosse consertar algo. Nunca poderia esquecer sempre carregaria a cruz no pescoço pagando por seus erros, seu maior erro.

— Você sabe que não precisa ir tão longe… é só conversar com Garrett e estará fora do caso – ouviu a voz de Emmett estava por trás dela.

Fechou os olhos segurando as lágrimas e se virou para encará-lo. Emmett McCarthy vai ser um de seus colegas de trabalho, o único que conhecia sua história completa além de Garrett, o chefe dela. Agora, olhando para ela com tristeza, a tinha adotado como irmã duas horas depois de conhecê-la, a menina com olhos tristes cor de chocolate tinha penetrado profundamente em seu coração, sua fragilidade e força ao mesmo tempo mostrava que a fazia uma mulher impressionante. Emmett adorava, e fazia qualquer coisa para protegê-la, até mesmo colocar em risco sua própria vida.

— Eu não farei… Eu escolhi, não me impôs – protestou Bella, pela décima vez naquela manhã.

Emmett bufou e olhou para baixo, apertou as mãos em punhos e engoliu a raiva que estava segurando, o caso Cullen parecia fácil, mas todos esses casos, escondia algo mais complicado. Bella era um perito com armas, mas tinha apenas quatro meses, como uma guarda-costas e enfrentar um caso sozinha não era imprudente.

— Vai me chamar se acontecer algo fora do normal – não era uma pergunta, cada palavra Emmett disse com firmeza.

Bella acenou com a cabeça e abriu os braços para receber um daqueles abraços de urso que tanto caracterizava seu amigo, mais do que uma vez brincou com ele que se estivesse desarmado poderia aproximar do atacante e abraçá-lo deixando-o inconsciente por não ser capaz de respirar.

Emmett sorriu tristemente quando percebeu o que Bella lhe pedia… uma despedida. Não pense duas vezes, engoliu o nó que havia se formado em sua garganta e apertou-a em seus braços. Sentindo como o pequeno corpo de Bella foi moldado para os músculos fortes do seu peito. Bella não conseguia abafar os soluços e abraçou Emmett ainda mais forte enterrando o rosto em seu peito. Bella respirou fundo embriagada pelo cheiro de seu amigo, ia sentir muito sua falta, mas precisava que mudar, precisava ficar longe de tudo por um tempo e até mesmo algo que não estava naquele dia fatídico.

Separou-se de seu amigo, enxugou as lágrimas com as costas da mão e sem olhar para trás saiu do seu vestiário e acenou para algumas pessoas que cruzaram seu caminho, as pessoas não veria por um tempo, mas não doía tanto quanto ficar longe de Emmett, para todos os efeitos práticos, seu irmão mais velho. Entrou no escritório de Garrett e ele estava esperando na sua mesa com os braços cruzados.

— Tem certeza do que você vai fazer Bella? – Ele perguntou, fixando os olhos sobre a menina.

A aparência deste homem poderia assustar qualquer um, era alto e musculoso, mas não tanto quanto Emmett, tinha cabelos dourados, amarrados em um rabo de cavalo e ia até o pescoço. As feições do seu rosto estavam mal-humorados e afiados, os olhos azul-céu estava frio e distante. Mas Bella sabia que era apenas uma máscara, basicamente, o homem diante dela era um pedaço de pão. Ele amava a sua família, sua esposa, Kate e sua filha Irina, era leal aos seus amigos, entre os quais ela estava, e daria sua vida por seu trabalho, apesar de agora não aceitar qualquer caso, e apenas dedicava ao trabalho de escritório imposto por sua esposa.

Isso era algo quase indispensável para o trabalho, não tendo uma família, não ter ninguém para chorar em seu túmulo, se alguma coisa der errado. Esse era o caso de Bella, seus pais tinham morrido há alguns anos em um acidente de trânsito. Ela era apenas uma criança e seus pais também não tinha família próxima. Nem tinha um parceiro… parceiro… desde aquele dia fatídico, não é mesmo tinha pensado, tinha muito que se redimir. Portanto, se alguma coisa desse errado… não tinha nada a perder, só Emmett choraria a sua morte, e ele era forte, podia superar.

— Tenho certeza Garrett, dá-me essa pasta uma vez que vou perde o avião – Bella tentou fazer sua voz soar forte e conseguiu.

Garrett pegou uma pasta amarela que estava em sua mesa e entregou-a Bella que o pegou com um gesto hesitante.

— Espero um relatório semanal, e se acontecer alguma coisa, me avise imediatamente e mandarei alguém – disse Garrett em tom profissional.

— Eu vou… - disse Bella com tom cansado

— Na entrada vão lhe dar uma mala com diversas armas e suas munições, você também tem uma licença para armas no estado de Illinois, não terá problemas – continuou Garrett em seu papel como chefe – e uma nova identificação… com o seu sobrenome de solteira.

—Por quê? – Bella perguntou com tom azedo.

— Era necessário, quando você lê a pasta que você vai entender – disse Garrett endurecendo o gesto – Não podemos deixar que seu passado se envolva neste caso, o caso Black foi conhecido por todos s lugares, nós não queremos problemas.

— Você não pode inventar um nome ou qualquer outro sobrenome? – Bella perguntou a beira das lágrimas novamente.

— Poderia – Garrett disse suavemente – mas se sua intenção é deixar o passado para trás… Bella Black deve permanecer nestas quatro paredes.

— Não quero deixar o passado para trás – Bella rosnou

— Jacob não esta agora Bella… e nunca mais vai estar – estas palavras abriram um buraco no peito da menina que começou a tremer – você tem que esquecer e continuar em frente.

— O que acontece se eu não fizer isso? – questionou a beira das lágrimas.

— Você deve… se você não fizer eu vou te tirar do caso Cullen – disse firmemente seu chefe – preciso de você cem por cento Isabella, é um caso importante e mais complicado do que parece.

— Ok… eu vou ser Bella Swan de novo, mas quando acabar vai me devolver minha identificação atual – grunhiu Bella resignada.

— Peça quando você voltar, se é isso que você realmente quer – Bella ia protestar, mas Garret a cortou – não me diga nada agora, quando você voltar, teremos uma conversa de você a você – Bella acenou com a cabeça e olhou para o chão ciente destas palavras – Agora vá se não vai perder o avião.

Belle foi embora sem dizer adeus, era uma das regras de Garrett, "se você diz adeus, é que sta resignado de que não vai voltar" e apenas virou-se e caminhou em direção à saída, onde Stefan deu-lhe uma pasta de prata com várias e diferentes armas de grosso calibre. Ela saiu do estacionamento e procurou o seu carro com os olhos, Emmett estava inclinado sobre ele e olhando para ela, impassível. Avançou alguns metros que separavam, com a sensação de que cada passo pesava mais na alma. Quando chegou a altura de seu amigo, pegou a sacola e saco de mão e colocou na parte traseira do seu jipe.

— Eu vou te levar para o aeroporto – Emmett disse em um tom neutro.

Bella não protestou e se sentou no carro de seu amigo do lado do passageiro, sabia que discutir com Emmett em um momento assim era como assinar sua sentença de morte. Ela se atrapalhou dentro da pasta e encontrou seus documentos de identificação de novo, a licença de armas, condução, passaporte… leu Isabella Marie Swan. Formou um nó na garganta e lhe custou um mundo conter as lágrimas. Guardou seus documentos antigos no porta-luvas de Emmett e substituiu pelos novos na carteira de sua bolsa.

Ela não estava bem com essa mudança, seu nome era tudo o que restava dele era a sua estrela pessoal de David, a marca escarlate que a lembraa todos os dias de seu erro. Agora, ela foi forçado a mudar isso… o que você faria para lembrar Jacob? Ela não queria esquecer, recusava-se a isso, a pena ajudou a suportar a ausência, a dor a ajudou a se sentir viva, mas parecia um zumbi. E quando a ferida no peito sangrava e escorria quando ouvia seu nome era quando se sentia próxima dele. Ela se refugiou no sofrimento, Jacob era agora o seu fantasma, que lembrava que foi um dia e que nunca voltaria a ser.

— Bella… – A voz de Emmett despertou-a de seus pensamentos.

Ela olhou para ele com os olhos apertados agüentando o desejo de chorar, não querendo dizer adeus a ele, faria o que Garett sempre dizia e se recusaria a despedir-se, não se resignaria de nunca voltar a vê-lo novamente.

— Eu te ligo quando eu chegar a Chicago – sussurrou Bella olhando a pasta em suas mãos apertadas.

— Lembre-se que eu disse – comentou Emmett – basta ligar e tomarei o primeiro vôo.

— Espero não ter que fazê-lo – Bella disse com um fio de voz.

— Eu também espero…

Bella deu um beijo fugaz no seu rosto e desceu do jipe, tirou sua única mala do porta malas, a bolsa com as coisas que tinha no escritório e a pasta de prata contendo as armas, Emmett também saiu do carro e deu outra maleta com um laptop.

— Para os relatórios ao chefe – sussurrou escondendo um sorriso.

Bella não conseguia esconder o sorriso, e lhe deixou ver todo o esplendor.

— Também para o messenger – disse divertida

— Emmy_ – disse rindo e marcando suas covinhas.

Bella não pode evitar abraçá-lo e uma lágrima aventureira escorreu pelo ser rosto… sentiria sua falta terrivelmente.

— Os passageiros do vôo 626 com destino a Chicago embarque no portão oito – foi ouvido pelo alto-falante.

Bella suspirou e virou as costas sem olhar para trás. Caminhou para que verificassem suas malas para ir embora, tinha que mostrar a identificação para deixá-la passar com a pasta prata, fez uma careta de desgosto e um pequeno verme começou a comer em seu cérebro com isso, mudar o seu sobrenome, não era uma boa idéia.

Quando finalmente entrou no avião, com o laptop de Emmett como única bagagem de mão, sentou em seu lugar e prendeu o cinto. Ela então fechou os olhos e começou a vagar por inconsciência. Esperava algumas horas de horas de vôo, horas nas quais esperava sonhar… ou pelo menos não ter pesadelos.

Despertou por uma conversa insistente, duas moças sentadas em frente a ela não pararam de tagarelar. Realmente só uma deles falava, a outra só ouvia resignada ao monólogo de sua companheira. Pouco depois, ela descobriu que a menina nunca parou de falar se chamava Jessica, e sua pobre companheira era Angela. Agradeceu internamente por não ter amigas, uma amiga assim que Jessica seria letal para sua sanidade.

Depois que uma aeromoça lhe trouxe uma bebida, ela se aventurou a abrir a pasta que Garrett lhe tinha dado, com certeza de que a mulher sentada ao seu lado estava dormindo pacificamente, como as informações contidas era suposto ser confidencial. Havia a guia para cada um dos membros da família Cullen.

Carlisle Cullen, o pai, era chefe de Mercy Hospital depois de vários anos se dedicando a ser o cirurgião-chefe no mesmo centro. Ele era casado. Tinha o cabelo loiro perfeitamente penteados para trás, olhos azuis, na foto se via os seus traços fortes e afiados.

Esme Cullen, a esposa perfeita. Ela era uma dona de casa e era dedicada a design de interiores e paisagismo de jardins nos seu tempo livre. A imagem que a acompanhava mostrava uma mulher com o rosto em forma de coração e profundos olhos verdes, cabelos cor de caramelo, sedosos caiu sobre seus ombros, e suas feições eram macias e quentes.

Rosalie Cullen, irmã mais velha de trinta anos, apenas por quatro minutos. Ela estava fazendo seu doutorado em medicina na Universidade de Chicago. Não tinha um parceiro conhecido. Sua imagem era a de uma garota loira com olhos azuis como o pai, só havia uma palavra para descrevê-la: perfeita.

Edward Cullen, também de trinta anos, era irmão do meio, apenas quatro minutos a menos do que sua irmã gêmea Rosalie. Ele havia estudado economia e finanças, e agora era o presidente de uma multinacional que pertencia à família de sua mãe, Esme, até que a morte de seu avô há um ano. Nenhuma companheira fixa era conhecida, mas sua imagem era sempre vista nos jornais e revistas de fofocas com diferentes modelos e atrizes famosas. Ele era um garoto com cabelo ruivo e desgrenhado, com os olhos verdes de sua mãe, e descreveria como era a sua irmã: lindo. Suas feições masculinas, seu maxilar quadrado, nariz reto, sobrancelhas grossas… tudo nele chamava atenção.

E por último foi a pequena da família, Alice Cullen, que tinha 25 anos, formada em design de moda em Nova York e se preparava para lançar sua própria empresa com o apoio financeiro de sua família. Também não tinha companheiro estável. Era uma menina com aparência miúda, o cabelo preto curto, penteado despreocupadamente, com os olhos verdes como sua mãe e seu irmão e um sorriso radiante.

Todos na família pareciam ter sidos tirados de um filme que foi exibido para a família perfeita, eles eram todos bem parecidos e tinha um aspecto invejável.

Ela colocou os pensamentos de lado e começou a ler os detalhes do caso. Aparentemente, eles receberam várias anônimos informando que eles tinham informações sobre seus movimentos, enviou fotos e relatos para confirmar o que sabiam. Cartas anônimas não tinham qualquer tipo de pista e foram enviados de correios diferentes na cidade, sem seguir qualquer padrão. Quase todas estas cartas estavam ameaçando a integridade física de Edward Cullen, aparentemente, não caiu muito bem de que adquirisse a presidência da empresa por ser tão jovem e inexperiente. Houve também alguns contra qualquer um dos outros membros da família, mas foram menos.

Ela continuou a ler sem muito interesse no que seria seu objetivo, nesse caso, devia acompanhar de perto o filho do meio da família Cullen, Edward, devia ser praticamente a sua sombra. Mas ninguém devia suspeitar que era uma guarda-costas e cuidaria de sua saúde física por isso Bella teria que se passar por sua…

Seu olhar ficou congelado nessa palavra. Ela sentiu que sua respiração se encurtava e seu coração acelerado queria sair do peito…

Devia ser sua noiva?

Quem pensou nessa estupidez?

Ela buscou seu telefone celular no bolso para fazer uma chamada para Garrett e dar suas opiniões sobre o que deveria ser feito, quando ela encontrou se lembrou que ela estava em um avião e não era suposto fazer chamadas. Ela fechou a pasta com mais força do que o normal e olhou um par de artigos sobre a margem esquerda, uma delas era uma cópia de um dos anônimos que recebeu da família.

"Vocês viram a pequena Alice, esta tarde?

Ela estava linda com aquele vestido verde e cabelos desgrenhados.

Seria uma pena não vê-la novamente "

O sangue gelou nas veias, era muito esclarecedor e tinha certeza de que não era a pior coisa que poderia dizer ou fazer, mas colocar-se naquela família, quando um dos seus membros estava ameaçado não devia ser fácil.

Quando o avião aterrissou Bella saiu em plena velocidade. Não suportava espaços fechados, e ficou em um por mais de quatro horas. Ao atravessar o portão de desembarque e encontrou as malas teve que mostrar a identificação a fim de tirá-los de lá. Ela procurou de novo o celular no bolso e, em seguida, discou o numero privado do seu chefe, ela esperava com impaciência a resposta da outra linha.

— É isso que você entende por não revelar o meu nome? – Gritou com raiva quando respondeu ao outro lado.

— Bella… - ele tentou tranquilizá-la.

— Eu não vou fazer isso! Agora eu tomo um vôo de volta e mande alguém – gritou cortando-o.

— Bella eu não posso fazer isso, eles já estão esperando, ficaria ruim fazer esperar outro dia.

— Faça isso! Eu não me importo… Eu não vou ser sua noiva… nunca! – Bella disse em um acesso de histeria.

— Você sabe que é de mentira… não vai realmente se casar – disse Garrett reprimindo um sorriso.

— Garrett – disse Bella em tom ameaçador.

— Bella, vá para casa, apresente-se como a agente Black ou Swan, o que você preferir e faça o seu trabalho – disse Garrett, em seu papel como chefe.

— Eu não vou fazer.

— Faça alguns dias, enquanto que, pelo menos, comece a preparar Emmett para substituí-la… mas não é o mesmo, Emmett não pode estar tão perto de Edward quanto você poderia estar se passando por sua noiva.

— Isso é um absurdo... é a pior idéia que você teve – disse Bella disse entre dentes.

— Bella é a melhor opção…

— Se ele tentar me beijar eu vou chutar seu traseiro e meter uma bala no meio das suas…

— Será que você aceita? – Garrett interrompeu.

— Vou tentar… mas se não conseguir mande outra pessoa – Bella suspirou.

Quando ela desligou o telefone e foi para a entrada do aeroporto, olhando para o seu novo carro não conseguia parar de pensar como era estúpida… Como poderia ter sido convencida tanta facilidade? "Você é uma covarde, Bella." Ela repetiu mentalmente.

Quando chegou ao parking do estacionamento do aeroporto foi encontrada em um dilema, trouxe de volta a pasta e olhou para as chaves de seu carro, buscou o modelo e cor, olhou os papéis para ver se por acaso era também o número do lugar onde ele estava estacionado. Então ela encontrou um Honda Civic azul escuro com vidros fumes, entrou nele pegando o endereço da casa dos Cullen no navegador, sem mais pisou no acelerador e se dirigiu para o seu próximo destino, sem mais delongas, que fosse o que tinha que ser…


O que acharam? Essa fic é muito muito boa, é interessante ver a Bella em uma posição diferente.

Bem espero que gostem, como eu gostei. Deixe reviews se puder.

Beijos, LeiliPattz