Oi pessoal.

Demorei um pouquinho, eu sei. Mas foi menos de um mês!

Mais umas quantas revelações e o inicio da explicações sobre "o passado da Doremi". Estou obviamente a alucinar se estou a começar a revelar coisas. ;)

Boa leitura!

Respondendo a Reviews:

Ines - Ainda bem que gostas-te. A intensidade ainda vai aumentar durante algum tempinho.

MomoInes - (não me lembro se já te respondi ou ñ... mas de qualquer modo:) Eu gosto muito de música, e uma das minhas coisas favoritas é ler com musica. Inspirar-me em musica é talvez a maneira mais fácil de encontrar um certo sentimento ou ambiente que preciso para uma cena em particular. Mas acho que vou tornar uma coisa recorrente aqui. Se o ppl gostar é claro!

Mafalda - Oi! Ainda bem que gostas-te! Este capitulo já tem uns quantos flashbacks, mas no próximo, Em Principio, há de haver mais. EU agora estou curiosa com essa teoria. Para falar verdade eu provavelmente estou a influenciar a historia demasiado com o meu ódio pessoal pela personagem, mas é só relembrar que a Sophie é de facto um Anjo... :)


A ouvir:

Katie melua - If i was a sailboat
Katie melua - The flood
Katie melua - I cried for you.

(n.a: KAtia MElua FAN! *o*)


POV Emilie Fujiwara

A brisa suave da manhã continuava a bater nas janelas como uma carícia.

A Doremi continuava com os olhos fixados na minha mão. A dela já havia caído para o colo. Tanto a Momoko, como a Nicole, se tinham entretanto sentando em volta da mesa de tampo de vidro. Estávamos as cinco simplesmente há espera. Há espera que a Doremi construísse as palavras que precisava.

Embora cinco anos se tenham passado, ela parece continuar a mesma na sua essência. Ela nunca conseguiu falar sobre os assuntos sérios num de repente. Tinha sempre de ponderar tudo o que dizia, como se a mínima palavra pudesse estragar o efeito final. Por vezes explodia, como tinha ainda há minutos acontecido mas, e principalmente depois da transformação em Anjo-Demónio mas, ela tinha muito cuidado com as palavras. E nós sabíamos porquê. Porque as palavras magoam mais que murros.

- Vocês sabem o que uma caminhante dos sonhos é…?

Sobressaltei-me com o som da voz dela, a ecoar na sala silenciosa. Acenei reticente, vendo a Nicole a encolher os ombros e a Momoko a erguer uma sobrancelha sarcástica antes de responder:

- Foi informação dada pela Rainha… O que é que achas?

A picada na honra da Rainha, ganhou um sorriso leve no rosto da ruiva e com um sobressalto, apercebi-me que era isso que a Momoko esperava com aquela frase em particular.

- Uma das minhas antepassadas era uma caminhante dos sonhos. – começou ela com os olhos fixados num grão de cor na madeira clara do chão. – É do meu entendimento que ela me passou o dom…

- Quem? – perguntou a Bibi com um ar curioso, antes continuar a disparar perguntas com aquele ar de "em pesquisa", que ela gostava tanto de fazer quando algo lhe tomava a atenção. – Isso significa que alguém na família tinha de ter magia, certo? E isso não significa que eu também poderia ganhar a habilidade?

- De certo modo todos temos magia… - replicou a Doremi ganhando a nossa atenção – Vocês não acham que é só ganhar um medalhão mágico e Tachánn! És uma bruxa! – disse ela com um rolar de olhos, como se essa noção fosse ridícula. – Todos possuem magia, mas nem todos o sabem.

Nós acenámos curiosas com o ponto por onde a conversação estava a começar. Começava a perceber o que a Momoko queria dizer com "A Rainha é uma idiota que não nos ensinou nada".

- Foi a nossa tetravó. Mas esta capacidade em especial está na nossa linha há algum tempo. Quanto a magia… Eu acho que a nossa trizavó era uma bruxa. – comentou ela na direcção da Bibi, semicerrando os olhos, quando se tentava lembrar do grau familiar certo. – Tu não podes ganhar esta capacidade em especial, mas tu tens outras capacidades familiares.

- Como assim?

- Capacidades familiares?

- Porquê é que ela não pode ter a mesma capacidade que tu?

- Qual capacidade?

A Bibi, a Momoko, a Nicole e a Hanna começaram todas a falar ao mesmo tempo, tentando compreender a informação dada. Eu também estava curiosa, mas o meu modo de lidar com a informação não era tão barulhento como o delas. A Doremi por sua vez tinha cerrado os olhos com uma expressão entre o, cansada e irritada.

- SILÊNCIO! - gritou a Doremi fazendo-as calar. Depois ela respirou fundo três vezes antes de continuar. – Eu não sei qual é a vossa capacidade, mas podemos resolver isso rapidamente. As capacidades são familiares porque são passadas de geração em geração. Às vezes são muito poderosas e a pessoa apercebesse. A nossa tetravó sabia da sua capacidade, porque era muito forte. A minha capacidade é ainda maior devido a ter magia activa em mim. Mas por vezes pode ser um poder tão gentil que nem te apercebes. – diz ela com um ar pensativo, cruzando as pernas com um movimento descuidado. – Talvez seja daí que vem a expressão "sexto sentido"… - ponderou ela cruzando os braços meditando sobre a conclusão a que havia chegado. – Enfim… E a razão pela qual tu não podes ser uma caminhante dos sonhos como eu, é porque não pode haver a mesma capacidade em várias pessoas da mesma geração. Algo sobre o equilíbrio do mundo.

Nós acenámos, compreendendo.

- Se toda a gente tem "capacidades", - comecei eu tentando fazer sentido – e como nós temos magia essa capacidade é maior… - completei insegura agora da próxima parte. – Então porque é que não sabemos a nossa capacidade?

- Ou fomos treinadas? – completou a Nicole, também ela cruzando as pernas.

- É uma boa questão. A resposta pode ser simplesmente elas não consideraram importante o suficiente para ensinar. Há muitas coisas que com o tempo foram esquecidas ou simplesmente declaradas 'não importantes'. – disse ela encolhendo os ombros, antes de deixar os olhos escurecerem levemente – Eu já tinha alguns sonhos, mas só compreendi tudo lá.

Mais uma vez acenámos percebendo onde era o "lá". Tínhamos de voltar ao inicio da conversa. Tínhamos começado isto para entender o que se tinha passado neste últimos 5 anos e cada vez mais nos afastávamos do assunto.

Mas, ela não conseguia falar disto agora. Não assim de repente. Tínhamos de a deixar chegar ao ponto da história no ponto certo. Ela tinha o seu próprio ritmo e nós tínhamos de respeitar.

- A Hanna… - a Bibi começou reticente reconhecendo as sombras nos olhos da irmã. Nunca fiquei tão feliz com a voz da Bibi a soar num silêncio inconfortável. – A cena da Pintora… Essa é a capacidade dela, certo?

- Porquê é que desmaias-te ao ver o quadro dela? É algo a ver com a tua capacidade? – perguntou a Nicole.

A Doremi acenou:

- Sim. Nós tentamos entender e desvendar a verdade que as Pintoras pintam.

- Consegues ensinar-nos a encontrar e utilizar as nossas capacidades? – perguntou a Momoko, expressando a mesma questão que eu tinha na minha mente.

- Posso ajudar a descobrir as vossas capacidades familiares, mas não posso fazer nada para treinar-vos. – disse ela com um tom evasivo. – Mas depois de descobrirem ao certo onde a vossa capacidade está, o conhecimento básico deve vir com ela. – depois com um tom curioso e uma única sobrancelha erguida ela questionou-nos. – E o treino das vossas capacidades de Anjo? Como é que esse vai?

Agora fomos nós que erguemos as nossas sobrancelhas. O que é que ela queria dizer com capacidade de Anjo?

- Como assim? O que é que queres dizer com isso? – perguntou a Nicole rapidamente.

Imediatamente a seguir a esta pergunta, mergulhámos todas para debaixo da mesa, escapando de uma onda de chamas que escapou da Doremi, que entretanto se tinha levantado e estava a gritar numa língua que não reconhecíamos enquanto dos seus punhos cerrados, bola, atrás de bola de fogo eram disparadas na direcção das paredes, chão e portas.

A Nicole fazia o seu melhor para proteger o nosso pequeno esconderijo com uma muralha de gelo, substituindo-a à medida que ia derretendo com cada bola de fogo que o atingia. Do outro lado da nossa barreira a Doremi continuava a andar de uma lado para o outro como um animal enjaulado e a sua roupa começava a criar buracos, onde a pele se apresentava mais quente.

- Emilie! – exclamou a Bibi, agarrando-me o pulso. – Faz qualquer coisa!

- Alguma sugestão? – perguntei aflita.

- O Fogo não sobrevive sem ar… POR ISSO CRIA UM RAIO DE UM VÁCUO! – gritou ela já irritada.

Acenei, concentrando-me no movimento da ruiva e comecei a retirar ar aos poucos, começando no centro da sala e trabalhando para as pontas. No nosso refúgio, tudo continuava normal, e mentalmente agradeci o facto de as nossas protecções nas portas e janelas ainda estarem seguras, o que tornava o trabalho de selar a sala para retirar o ar, muito mais fácil.

No centro a Doremi começava a ajoelhar-se no chão, continuando com fogo nos punhos cerrados e continuando a murmurar naquela língua esquisita. Por fim ela acabou com cair de facto no chão e o fogo extinguiu-se. Deixando-a a respirar pesadamente com a roupa chamuscada, enquanto estendida no chão.

Com cuidado, comecei a libertar o ar que tinha retirado, deixando-a respirar melhor. Após um minuto, no qual a deixamos acalmar completamente, a Nicole deitou abaixo a sua barreira e nós saímos cuidadosamente debaixo da mesa.

- Doremi? – perguntei com cuidado, aproximando-me devagar. Deixando as outras a pôr as cadeiras caídas de volta à mesa.

Ela acenou ainda com a respiração pesada.

- Desculpem. – disse ela com um ar resignado. – É que apenas… Como é que a Rainha espera que vocês derrotem demónios?

- Ela quer que usemos os nossos poderes. – replicou a Momoko com um tom curioso. Acenei concordando com ela. Não estava a perceber o ponto da Doremi.

Ela suspirou aborrecida.

- Obrigada, ainda não tinha chegado a essa conclusão. – disse ela sarcástica, apoiando o corpo num cotovelo, erguendo-se levemente para olhar para nós. – O que eu quero dizer, é como é que ela espera que vocês o consigam fazer, se não vos ensinou a única capacidade que consegue de facto eliminar demónios.

- Explica, por favor. Que capacidade é essa?

- Como Anjos, vocês têm capacidades próprias.

- Tu queres dizer nós, certo? – questionou a Hanna.

- Não, eu quero mesmo dizer vocês. Eu só partilho uma única capacidade com vocês, que é o Omnilingualismo. – ao ar confuso de todas nós, excepto a Bibi, ela completou. – A capacidade de falar e compreender qualquer língua.

- Porquê é que não compreendemos a língua que estavas agora a falar? – perguntou a Bibi, enquanto nos tentávamos ainda lidar com a nova informação.

- É uma língua demoníaca. – replicou a ruiva com um tom cortante. – Mas vocês devem ter a capacidade de Luminescência. É comum a todos os Anjos. É a capacidade de emitir luz. E os demónios não suportam luz… - completou ela.

- Espera! – exclamou a Nicole irritada – Queres dizer que eles mandaram-nos caçar demónios sem sequer nos informarem que eles não podiam ser mortos sem essa capacidade?

- Basicamente. – respondeu a ruiva levantando-se – A luminescência é a forma mais fácil e natural. De resto tens de mata-los como eu faço. Força bruta.

- ARGH! – exclamou a Momoko, deixando dois raios de electricidade escaparem das suas mãos fechadas, na direcção da parede já negra do resultado da fúria da Doremi.

- Exactamente o meu sentimento. – replicou a ruiva sentando-se elegantemente na cadeira livre. Eu rapidamente sentei-me ao lado dela. Observando a Momoko tentar os seus exercícios de respiração enquanto a expressão da Nicole fechou numa fachada fria.

Eu não sabia ao certo como reagir a esta informação. Basicamente acabamos de descobrir que a Rainha nos estava a mandar para as nossas mortes. Se havia uma coisa que nós sabíamos acerca da nossa natureza angélica é que somos extremamente reticentes a matar qualquer coisa. Nós não somos boas no ataque, mas sim na defesa. Mandar-nos para caçar demónios era uma missão suicida e, no entanto nos nunca tínhamos reclamado. Nunca tínhamos tirado cinco minutos para pensar no assunto.

Era assustador pensar no poder e influência que aquela mulher tinha nas nossas vidas.

- Como é que aprendemos a utilizar essa luminescência? – perguntou a Hanna com uma voz pequena.

- Não faço a menor ideia, bebé. Lamento. – disse a Doremi estendendo a mão à rapariga loira. Ela era verdadeiramente a sua mãe.

- Nós iremos descobrir. – disse num tom final. Nós tínhamos de descobrir.

- Tu tens algum dom que vem do lado demoníaco? – perguntou a Bibi reticente.

- Sim… Chama-se Persuasão. Basicamente é o modo como os demónios conseguem atrair vitimas. Persuadem-nos que é o que eles querem fazer.

Acenámos ponderando o assunto. Fazia de facto sentido, na sua simplicidade.

- De qualquer modo, uma caminhante dos sonhos tem a capacidade de passear por entre sonhos de outras pessoas. – disse ela chamando-nos a atenção. Ela estava a voltar à história original. - Também conseguimos passear nos nossos próprios sonhos, observando memórias, sejam passadas ou futuras. – num tom mais murmurando completou a descrição - Também conseguimos visitar vidas passadas.

De algum modo sabia que a última parte era algo delicada.

POV Doremi Harukase

- Eu… eu tinha sonhado com aquele lugar durante semanas. Eu não sabia o que era mas sabia que era mau. – disse enquanto cruzava os braços – Por isso comecei a procurar nos sonhos de outros. Alguém haveria de saber o que era. E, encontrei.

FLASHBACK

- Espera! – gritou a Doremi de negro. – Acho que reconheço aquela estrutura.

- Aquilo é um polvo. – disse a Doremi de branco à sua gémea. – Concentra-te!

Estavam ambas a flutuar no meio do nada, observando pequenas luzes que representavam os sonhos de outros, há procura naquelas pequenas janelas brilhantes, por uma resposta.

- Ali! – gritou a Doremi de branco.

- Vamos! – exclamou a Doremi de negro, agarrando no braço da sua gémea e puxando-a na direcção da luz que mostrava um pátio de terra batida que ambas reconheciam.

No momento em que tocaram na luz, o mundo desvaneceu-se de repente estavam no sonho de outrem. Uma rapariga de cabelo loiro curto, sobressaída pela aura púrpura que mostrava-a como a protagonista daquele sonho.

Aos poucos as outras pessoas começaram a evidenciarem-se e o som aumentou.

- Mais depressa Kai! – gritou uma mulher de traços severos e feições maliciosas.

- Sim Madame. – replicou a rapariga do seu lugar no chão. A sua perna estava completamente retalhada e os punhos estavam cobertos de sangue seco.

- Mais uma vez! – comandou a mulher.

-Sim Madame.

Com uma feição de aceitação a rapariga levantou-se, avançando na direcção do homem enorme que olhava para ela com divertimento no olhar. Com um movimento rápido Kai tentou esmurrar o homem apenas para ter o chão a fugir-lhe dos pés com um pontapé forte do homem.

- Mais uma vez. – comandou a mulher com uma voz irritada.

Kai deixou-se ficar no chão.

- Não me ouviste? Mais uma vez!

- Eu não consigo! – murmurou a rapariga assustada.

- O quê?

- Eu não consigo Madame.

A mulher sorriu maliciosamente, antes de erguer a mão fazendo um gesto de dedos. No segundo a seguir o homem com quem Kai lutava e outro, aproximaram-se da rapariga, levantando-a bruscamente antes de virar as suas costas na direcção da mulher.

A rapariga aparentemente conhecedora do significado desse facto começou a gemer.

A mulher por sua vez sorriu horrivelmente, desenrolando um chicote de ponta tripla.

- Oh, Kai… Mas tu vais…

O mundo desvaneceu rapidamente sobre os gritos da rapariga de cabelo loiro curto, enquanto eu acordei com medo na minha expressão.

- Soube imediatamente que não era algo que queria. – comentei após editar essa memória. Ainda havia certas coisas que eu não queria que elas soubessem. Em especial, o duo fantástico.

- Conheceste essa rapariga? – perguntou-me a Nicole.

- Não. Ela já tinha… perecido quando eu cheguei. – disse, lembrando-me do horror que me tinha ocorrido ao saber desse pormenor. – Assim que cheguei a Madame chamou-me logo. Queria ter a certeza absoluta que eu era o artigo verdadeiro…

FLASHBACK

- Entre.

Os dois homens que me seguravam empurraram-me para dentro da sala, fechando a porta nas minhas costas.

A sala estava decorada em tons escuros, com uma cadeira, estilo trono, por detrás de uma secretaria régia. E sentada na cadeira, a mulher que me aterrorizada os sonhos há semanas.

- Vejam só… - comentou ela segurando numa pasta vermelho-escura, abrindo-a com um gesto descuidado. - Doremi Harukase.

Revirei os olhos internamente, antes de fazer um espectáculo, de olhar em volta e atrás de mim antes de exclamar:

- Vejam só! Pois sou!

A mulher riu-se, com os olhos frios tal como uma muralha de gelo inquebrável.

- Tu tens uma ficha muito interessante, Harukase. – disse ela parando de rir, tão depressa como tinha começado – Um Anjo-Demónio, uma elementar de fogo, uma bruxa poderosa. E la pièce de résistance, - disse ela cruzando as mãos sobre a mesa com um ar terrivelmente satisfeito – a Vita Key.

Senti um arrepio a percorrer-me o corpo, ao ouvi-la pronunciar aquela designação tão odiada com tanto prazer.

- Sim… - disse a mulher com um sorriso enquanto com um aceno de mão descuidado desenrolou o chicote que tinha em volta do pulso, deixando a pele negra da arma esticar-se com um movimento rápido. – Quase que consigo sentir a vontade de lutar a sair dos teus poros, Harukase. Não o consegues evitar… Obviamente vieste para cá demasiado tarde. Não tens nenhum controlo sobre as tuas emoções, ou poder. És um bebé.

A um sinal que não notei, os dois homens que me tinham conduzindo a esta sala, voltaram a entrar na sala, agarrando rapidamente nos meus braços.

- Não te preocupes Harukase. – disse ela levantando-se continuando a dar impulso ao chicote negro – A scholam irá ensinar-te tudo o que precisas de saber.

Pela primeira vez desde há muito tempo, sentia-me a encher de medo.

- O meu título, pelo qual me irás tratar é Madame. – disse ela com um sorriso malicioso, enquanto os homens me viravam de modo a estar de costas para a mulher. – E a tua primeira lição, é muito simples.

Com um arrepio ouvi o chicote cruzar a barreira do som, umas quantas vezes.

- Controlo.

Primeiro veio a dor.

A escuridão que me levou para a segurança da inconsciência demorou.