N/A: Oi gente *-* seguinte, eu queria agradecer de coração a todos que comentaram nas minhas outras fics e... pedir pra que comentem nessa.
Beijos, Mah Soarez

Aviso: Eu não possuo nada, apenas o contexto.


Eu estava sozinho em casa assistindo um jogo de baseball na televisão. Carlisle e Esme estavam em Port Angeles, provavelmente em alguma loja de decoração ou móveis. Rosalie, Alice e Bella estavam fazendo 'coisas de garota' em Seattle, aposto uma grana que estavam em uma loja de roupas ou cosméticos. Edward e Emmett estavam caçando. Os Texas Rangers estavam ganhando dos Minnesota Twins, acabavam de marcar um Home Run quando a porta da frente bateu com força. Me levantei pra ver o que aconteceu, mas a única coisa que vi foi um borrão vermelho correndo em minha direção.

- Renesmée! – Arfei quando minha sobrinha se jogou contra mim, passando seus braços ao redor do meu pescoço chorando de dar dó. A tristeza emanava dela em ondas incríveis, e a raiva pedia por espaço.

- T-tio Jaz-zy! – Ela soluçava – P-por que a vida é t-tão injusta? – Ela colocou a mão no meu rosto, mostrando um carro esmagado por uma pedra enorme.

- Calma, querida! O que aconteceu? Sh... – Eu pedia para ela se acalmar.

- Aquele idiota do Jacob! – Ela gritava e balançava as mãos de um lado pro outro, gesticulando furiosamente. – Ele me trocou por... por... um b-bando de carros inúteis! – Ela se sentou no sofá e colocou as mãos no rosto, soluçando incontrolavelmente.

- O que ele fez? – Ah, o cachorro... a vida dela resumia-se nele agora...

- Ele foi com aq-quele imprestável do Seth num-ma feira de car-ros ridícula em Seattle e nem me avisou! – Ela abaixou o tom de voz, cruzou os braços e fez biquinho.

- Tudo bem, anjinho. Não se preocupe com isso... por que não come um chocolate? – Santo chocolate! O melhor remédio pra uma menina de TPM. Renesmée cresceu, ela já era uma moça. E obviamente, o primeiro a sentir os efeitos fui eu. Depois ela assumiu o namoro com o cachorro, Edward queria matá-lo.

- Até que não é má ideia... – Ela parecia pensar na proposta. Os olhos vermelhos encaravam os dedos, que pareciam dar nó. Ela fungou.

- Claro que não é! Tenho certeza de que vai se sentir bem melhor.

Ela foi até a cozinha e voltou menos de um minuto depois com uma barra de chocolate preto ao leite. Ela se sentou do meu lado, encostando a cabeça no meu ombro. Passei meus braços ao seu redor e ficamos em silêncio vendo o jogo. Até que...

- Tio Jazzy? – Ela me pediu com voz inocente.

- Sim?

- O que carros tem que eu não tenho? – Sua voz chorosa.

- Ness, carros tem muitas coisas que você não tem. São só carros! – Eu falei com objetividade.

- Você entendeu! – Ela acusou.

- Já pensou que Jacob precise de um tempo para fazer, hum... coisas de homem? – Eu perguntei cauteloso. Tinha a impressão de que qualquer palavra atravessada desencadearia uma nova onda de choro e aflição desnecessária.

Ela não respondeu, apenas se aconchegou melhor perto de mim. Ficou no meu colo como ficava quando era menor, com a cabeça escorada no meu ombro, os braços ainda agarrados no meu percoço. Resmungou alguma coisa como 'coisas de homem' e 'ele vai pagar caro'.

Adormeceu, seu ar infantil me fazendo lembrar de quando era pequena, de quando começamos a criar esse vínculo. A boca suja de chocolate nos cantos queria me convencer de que o tempo não passou. Eu sorri com a lembrança. A nossa menina marota definitivamente havia crescido.