Disclaimer: Nem me pertence. –q


Pais e Filhos

Farid cobriu o rosto com as mãos, o sol forte fazendo com que seus olhos ardessem. Sentia a areia em seus pés e o suor fazer suas roupas grudarem em seu corpo, mas não tinha tempo para se incomodar com aquilo. Se não voltasse logo, aqueles ladrões acabariam por castigá-lo com uma bela surra e provavelmente o deixariam sem comer por uns três dias. Porém, antes que pudesse fazer o caminho de volta para casa, viu passar um pequeno príncipe passar com seu pai em uma carruagem.

Farid apertou os olhos para ver melhor. O garoto ria enquanto conversava com o pai, e este olhava o garoto com tanto orgulho e amor que Farid quase podia sentir. Decidiu que queria ir embora – não gostava daquelas coisas. Ele não sabia o que era ter uma família, ou o que era ter um pai, porque esses eram luxos aos quais pés-rapados como ele não tinham direito.

(Farid trapaceou e deu uma última olhadela para trás. Queria saber como era ter os cabelos afagados, também.)

Farid foi jogado naquela cela com aquelas pessoas estranhas e estava muito assustado. Queria saber o que estava acontecendo, onde estava, como havia parado lá. Queria voltar logo para casa ou então não voltar nunca, caso contrário seria castigado.

Enquanto estava em seu canto, abraçando os joelhos e tentando organizar seus pensamentos, olhou para a garota loira, que conversava com seu pai e o abraçava enquanto este a consolava. Sentia um pouco de inveja dela, também. Queria ter alguém que a consolasse, mas não qualquer um. Alguém que realmente o amasse e realmente estivesse preocupado com o bem estar dele.

(Farid se sentiu tentado a ir até Mortimer e pedir consolo, mas conseguiu agüentar as pontas.)

Jogou a mochila sob as costas, com a marta nas mãos. À sua frente, Dedo Empoeirado apagava a fogueira que havia feito. Assim que terminou, fez um sinal para que Farid o seguisse, e ele o fez com alegria. Os dois caminhavam à beira de uma estrada que se encontrava deserta naquele momento. Dedo Empoeirado a havia escolhido porque ela era mais parada, porém havia movimento o suficiente para que eles conseguissem despistar qualquer um que os seguisse.

Umas três vezes, Dedo Empoeirado perguntou a Farid porque ele o seguira ao invés de ficar com Língua Encantada e sua filha bonita – de quem Farid obviamente gostava. E, toda vez, Farid dava a mesma resposta: porque preferia Dedo Empoeirado. Este ainda procurava um motivo para isso, mas depois de um tempo decidiu deixar para lá. Também gostava da companhia do garoto, mesmo que relutasse em admitir, então não iria reclamar por tê-lo ao seu lado.

(E Farid estava feliz por ter achado um pai.)


N/A Fic atrasadíssima de Dia dos Pais, mas releva. Enfim, eu disse que iria voltar para esse fandom, e voltei! HAHA! Agora só falta escrever uma fic sobre a Elinor pra ficar feliz. -qs

Btw, eu adoro o Farid e o Dedo Empoeirado. E não há Cristo que me tire da cabeça que os dois realmente se viam como pai e filho. Enfim. Essa fanfic também vai ficar de presente de aniversário para mim mesma. E para os pais do mundo. Dois coelhos com uma só cajadada e q.

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