Está é uma obra adaptada do romance de deborah hale, e os personagens pertencem a Stephanie Meyer.

CAPÍTULO I

Northamptonshire, Inglaterra, 1818

— Quem foi que fechou as cortinas em um dia tão lindo? — Isabella Swan irrompeu na sala de estar de Netherstowe, já sem o capuz e segurando um par de luvas em uma das mãos. — Isto está mais parecendo um túmulo!

Ela se encontrava trabalhando no jardim iluminado pelo sol generoso do fim de maio, quando o mordomo lhe anunciara um visitante inesperado. Bella não imaginava por que alguém viria a Netherstowe durante a ausência da família, que viajava pelo continente. Aliás, era uma interrupção bastante desagradável.

Esperava resolver o assunto o mais depressa possível e, em seguida, voltar à sua privacidade.

Com os olhos ainda não acostumados à obscuridade, Bella atravessou o cômodo para descerrar as peças de seda grossa. No mesmo instante foi interrompida por uma voz masculina e profunda que saiu das sombras.

— Deixe-as como estão! Eu as fechei e quero que fiquem assim até ir embora.

Espantada pela ordem brusca, Bella deixou cair as luvas, deu um passo à frente, tropeçou no banquinho baixo, para descanso dos pés de sua tia, e foi lançada para a frente.

E teria se estatelado no chão se um par de braços fortes não houvessem saído da escuridão para agarrá-la.

— Perdão, eu não pretendia assustar a senhorita. Não era preciso ser muito inteligente para descobrir que a manifestação verbal fora emitida pelo dono dos membros superiores musculosos. A frase soara muito próxima da orelha esquerda de Bella, e com tal intimidade que seria possível pressupor que um beijo viria em seguida. Mas aquela voz grave, suave e algo divertida seria a mesma que a assustara com rudeza e fora responsável pela humilhação de perder o equilíbrio?

Porém as duas tinham algo em comum, Bella concluiu. Ambas fizeram seu coração disparar e sua respiração tornar-se arfante... embora por motivos inteiramente diversos.

— Q... quem é o se... senhor e pó... por que vê... veio a Ne... Netherstowe? — Bella gaguejou e em seguida deduziu a resposta à primeira pergunta com o pulso acelerado de medo. Ou o pavor seria por outro motivo?

Ela sentiu na nuca a carícia úmida da respiração do visitante, antes de ele endireitá-la com firmeza. Por um instante, Bella percebeu no cavalheiro uma ponta de hesitação para soltá-la. Ou seria a própria relutância em desvencilhar-se? Afinal, aquela era a primeira vez que era abraçada por um homem.

Embora ele pudesse ser o diabo em pessoa.

— Lorde Edward Cullen, srta. Swan. — Ele fez uma mesura rígida sobre a mão dela. — Às suas ordens.

Talvez não fosse o demónio, mas devia ser um parente próximo que viera esconder-se na sonolenta região rural de Northamptonshire. Embora estivesse isolada da sociedade

londrina, Bella sabia que o recém-chegado, segundo as más-línguas, fora apelidado de Lord Lúcifer. Nos últimos tempos, os habitantes do povoado começaram a usar aquele nome, embora, logicamente, sempre fora do alcance dos ouvidos de milorde.

— Peço-lhe desculpas por havê-la assustado e por tomar a liberdade de interferir em seus arranjos domésticos. — Ele apontou a janela. — Meus olhos são sensíveis ao brilho da luz.

Seria aquela a razão por ele deixar tão raramente a própria residência? Os boatos creditavam motivos bem mais sinistros aos hábitos noturnos de lorde Cullen.

Depois que sua visão se habituou à penumbra, Bella descobriu que Edward Cullen usava uma máscara curiosa que o deixava com um aspecto diabólico bem de acordo com a sua fama. Uma faixa larga de couro preto escondia metade superior de sua fisionomia, das maçãs do rosto à testa, com uma fenda estreita que deixava exposta uma ínfima parte do olho esquerdo.

Seria apenas o órgão visual que não suportava a luz?, Angela perguntou-se. Ou também o seu orgulho? Antes da batalha de Waterloo, lorde Cullen tinha a reputação de ser o cavalheiro mais bonito da Grã-Bretanha. Não obstante a pouca experiência de Bella não lhe permitir fazer comparações, ela pensou que a notoriedade nem de longe lhe fazia justiça.

— Milorde, a que devo a honra de sua visita? Lorde e lady Stanley partiram há uma quinzena, junto com minhas primas, para uma viagem ao continente. Eles demorarão alguns meses para voltar.

Bella não conseguiu disfarçar a satisfação. Várias semanas de primavera e verão com a casa inteira só para ela, sem ninguém para criticá-la ou dar-lhe conselhos ridículos. Um verdadeiro paraíso.

— E meu irmão está no colégio — ela apressou-se a acrescentar, depois de uma reflexão tardia.

Em geral, pensar em Emmet era uma prioridade em sua mente, mas naquele dia Bella desviara a atenção para a jardinagem. Não adiantava preocupar-se com o futuro do irmão, sendo que não possuía meios de ajudá-lo.

Lorde Cullen sacudiu a cabeça.

— Srta. Swan, minha intenção é falar com a senhorita.

— Comigo? E para quê?

Tarde demais Bella tentou disfarçar a pergunta descortês, pressionando os lábios com os dedos. Na verdade, ela fizera duas inquirições semelhantes e milorde não esclarecera nenhuma delas.

E nem a terceira.

— Podemos sentar-nos? — ele perguntou.

— Claro. — Bella afundou na poltrona predileta da tia e demorou um pouco para lembrar-se das boas maneiras. — Milorde gostaria de tomar alguma coisa? Peço que perdoe a minha desastrosa hospitalidade. Nunca tive ocasião de recepcionar ninguém.

— Não quero nada, obrigado. — Lorde Cullen deu alguns passos e sentou-se em um lugar mais escuro. — Esta não é exatamente uma visita social.

Milorde começava a irritá-la. Primeiro interrompera-lhe a tarde alegre no jardim. Depois a assustara. E, como se não bastasse, despertava-lhe todo tipo de sentimentos confusos, muitos dos quais não lhe agradavam.

— Então, milorde, do que se trata "exatamente"?

Tia Lauren teria uma síncope se a ouvisse falar daquela maneira com um lorde e, ainda por cima, rico. No entanto lorde Cullen não demonstrou irritação.

Bella imaginou se ele alguma vez perdera a pose.

— Tudo a seu tempo, srta. Swan, se tiver a paciência de aguardar o que tenho para dizer, em consideração a meu avô — Edward afirmou, sem conseguir ocultar uma emoção ainda maior do que a raiva com que lhe ordenara para não abrir as cortinas.

— Seu avô? — Bella deu um pulo do assento. — Aconteceu alguma coisa com o conde?

O visitante fez sinal para ela tornar a sentar-se.

— Nos últimos anos, ambos tornaram-se grandes amigos, não é mesmo?

Será que ele nunca dava uma resposta direta a uma questão? Bella perguntou a si mesma. Talvez ela devesse ensinar-lhe como realizar a tarefa.

— Não posso responder por seu avô, mas gosto dele mais do que qualquer outra pessoa... exceto de meu irmão.

O querido conde de Forks tinha a habilidade de fazê-la sentir-se capaz, encantadora e inteligente. Coisas que Bella já perdera as esperanças de ser.

— Pode ter certeza, srta. Swan, de que meu avô também a tem na mais alta consideração. Foi muito bom ter-lhe feito companhia com tanta freqüência, enquanto eu estive... fora.

No continente, servindo sob as ordens do reverenciado duque de Voltun, Bella pensou. Lorde Cullen estaria ciente do que ela sabia a respeito de suas atividades na cavalaria? Bella lera alto para o conde todas as cartas do neto e maravilhara-se com as peripécias que ele insistira em desvalorizar.

— Eu detestava a ideia de pensar em seu avô naquela casa enorme, sem nenhuma companhia, a não ser os criados.

— Meu avô ocupa apenas uma parte de seu projeto, não é, srta. Swan? Suponho que deve ter inúmeras outras pessoas sob seus cuidados.

Embora milorde não houvesse erguido a voz sonora e nem falado com rispidez, Bella sentiu um certo melindre no comentário. Ele teria suposto uma insinuação de crítica por ter preferido prestar serviço ao rei e à pátria, em detrimento do dever filial para com o avô que o criara?

— Além de seu avô, há outros que precisam de um pouco de carinho. E eu procuro dar o melhor de mim para confortá-los, já que não posso dispensar-lhes um tipo de assistência mais prática. — Com que freqüência Bella lastimava aquela lacuna... — A solidão é independente da posição social ou da riqueza. — Irritou-se, embora contra a vontade. — Mas está enganado se por "projeto" o senhor pretende sugerir que eu trato meus amigos com superioridade, ou que fico cheia de orgulho pelo pouco que faço por eles.

Por que ela se preocupava em justificar seus motivos diante da arrogância de milorde? A sua tendência em acalentar os "abandonados de Bella", como dizia tia Lauren, havia muito se tornara motivo de pilhéria na sua família. Tinha de admitir que nem ela mesma entendia bem o que a levara a cuidar de pessoas solitárias.

Seria por ela própria nunca ter sido objeto de muitos cuidados, e por isso aproximava-se dos que estavam reduzidos à solidão?

Lorde Cullen sorriu.

— Mas o que é isso, srta. Swan? Parece ter mais espinhos do que um ouriço. Na verdade, não pretendi desfazer da sua bondade. A senhorita tem todo o direito de orgulhar-se, da mesma maneira como outros se ufanam de ter nascido belos ou ricos, o que não lhes confere mérito algum.

Fora um elogio simples, sem excessos ou lirismos, como se fosse uma recriminação contra si mesmo. E a natureza frugal do elogio de milorde agradou-a. Se houvesse sido um pouco mais extravagante, Bella teria imaginado que ele pretendia caçoar.

— Milorde, se eu lhe pareço espinhosa, é por estar desnorteada. — Bella lutou para amarrar as fitas da touca. — O senhor chegou inesperadamente para ver-me e eu nunca recebo visitantes. Afirmou que não se tratava de uma visita social e, em vez de revelar seus propósitos, questionou minha amizade com seu avô. Sinto-me em meio a um jogo de cabra-cega.

Lorde Cullen juntou as mãos grandes, entrelaçou os dedos longos e descansou neles o queixo.

— Alguns o consideram um jogo divertido, srta. Swan.

— Certamente não os que são obrigados a fingir-se de cegos. — Bella tinha motivos para afirmar isso.

Para seu espanto, milorde caiu na risada.

Uma vez, Bella passara a mão em uma gola de zibelina que a prima Tania recebera de presente no Natal. Ela nunca esquecera a textura luxuriante. A risada de milorde lembrou-a da pele. Quente e suave. Provocante. Misteriosa.

— Touché, srta. Swan! Começo a perceber por que meu avô afeiçoou-se tanto à senhorita.

"Afeição".

Bella conhecia o significado abstrato da palavra e já a ouvira antes, mas nos lábios de Edward Cullen era como ouvi-la pela primeira vez.

Um calafrio percorreu-a, em parte por temor e em parte por uma estranha antecipação. Acabara de entender o motivo da visita de Lorde Lúcifer. Tal como seu homônimo fizera com outros mortais ao longo dos tempos, ele viera propor-lhe uma troca. E roubar-lhe a alma.

Edward Cullen irritou-se. Estava fazendo uma trapalhada, embora mantivesse as emoções ocultas, como era seu hábito. Poucas coisas aborreciam-no mais do que um desempenho pálido. E justamente em uma situação emergencial que necessitava de seu sucesso.

A jovem queria saber o motivo de sua visita. Quanto mais ele demorasse para falar, menos ela ficaria disposta a condescender com seu pedido. E ele precisava muito da colaboração da srta. Swan.

Se ao menos ele pudesse assegurar a própria!

Edward Cullen não estava acostumado a hesitar a respeito de nada. Sempre se orgulhara em mirar os mais altos objetivos e reunir todas as suas energias para consegui-los... até aquele dia.

O problema era a srta. Swan. Ele esperava encontrar em Netherstowe a pobre criança com cara de lua cheia transformada em uma mulher corpulenta e mal-arrumada. Tal criatura certamente ficaria mais ansiosa para aceitar a oferta, sem prejudicá-lo.

Em vez disso, encontrara a gorda lagarta transformada em uma borboleta de extraordinária formosura. Quando caíra em seus braços, a srta. Swan o fez lembrar-se de que havia muito tempo não segurava nada tão fragrante e suave. A beleza estonteante e a natureza caridosa eram uma ameaça grave à paz arduamente conseguida por ele. Não obstante se envergonhasse em admitir, a jovem apavorava-o mais do que o ataque de uma unidade da cavalaria francesa.

Para o bem-estar de seu avô, Edward estava preparado para enfrentar seus piores receios. Mas será que não teria de...

— Srta. Swan, sem dúvida há cavalheiros muito mais jovens do que meu avô que também devem valorizá-la. Perdoe-me a curiosidade da pergunta. Existe alguém em particular que esteja lhe dirigindo atenções?

Bella não respondeu de imediato. Edward refletiu se não invadira demais a privacidade da jovem.

Se a resposta não trouxe a indignação com que ele esperava ser repelido, a srta. Swan usou de uma reprovação tranqüila que lhe minou as defesas.

— Milorde deve estar zombando de mim.

— De jeito nenhum!

Edward levantou-se de supetão, foi até a parte mais sombreada da sala e começou a andar de um lado para outro, como uma fera enjaulada.

— Qual o motivo para eu zombar da senhorita?

— E por que milorde supõe que devo ter um admirador? Bella tirou a touca e jogou-a sobre o banquinho baixo que a havia atirado nos braços do barão. Depois ergueu-se e foi até o lado oposto da sala, onde as cortinas estavam pintalgadas com a luz dos raios de sol. Um deles iluminoulhe o alto da cabeça, como a vara de condão de uma fada madrinha, e refletiu-se na cascata de cachos Castanhos.

A réplica à questão de Bella era tão óbvia que Edward quedou-se imóvel e mudo.

Uma dádiva divina. Era o que descreveria bem a aparência da srta. Swan. Olhos castanhos, grandes e luminosos. Lábios carnudos que pediam para ser beijados. Feições suaves que lembravam pêssegos maduros.

A beleza e a graça de Bella encantaram-no e destruíram a severidade com que ele pretendia governar a língua.

— Na verdade, eu imaginava se não teria centenas deles — Edward murmurou, com tom divertido.

Bella fitou-o com intensidade, e Edward foi invadido por uma força poderosa que o fez temer por seu autocontrole.

— Se me parecesse que milorde é dado a lisonjas, eu poderia dizer que está me adulando. A menos que o senhor esteja pretendendo alguma coisa de mim.

A prudência de Bella incentivou a de Edward, sussurrando promessas vãs de simpatia nas quais ele não ousava confiar.

— Sua dedução está correta, srta. Swan.

O barão erguera uma muralha de censura ao redor de si mesmo. Nenhuma palavra ou inflexão de voz, nenhum gesto ou olhar, poderiam transmitir mais do que ele queria demonstrar. Os pensamentos que lhe endureciam a vontade e as emoções aninhadas em seu coração seriam de seu conhecimento exclusivo.

— E eu lhe darei uma régia recompensa por isso.

— É mesmo? — Bella estava tensa. — Eu já suspeitava. O que deseja?

O medo de Bella era quase palpável, embora tentasse esquivar-se atrás de uma máscara de coragem.

E qual mulher não teria medo dele?

"Melhor o medo do que a piedade." Desde Waterloo, esse era o credo de Edward Cullen.

— Vamos falar primeiro do que eu lhe darei em troca.

— Como queira. — Bella aproximou-se da janela. Se ele a atacasse, poderia cegá-lo abrindo as cortinas. — Todavia é melhor que o avise. Minha situação pode ser modesta, mas minhas necessidades também são simples. Duvido que milorde possa tentar-me com algo.

"Eu gostaria de poder dizer o mesmo da senhorita." A frase teve gosto de suco de limão, tamanha era a vontade de cuspi-la. Mas, com grande força de vontade, Edward conseguiu engoli-la. E descobriu que era muito doce.

— Julgue por si mesma, minha querida. — A última palavra mostrou-se ainda mais saborosa. Se não exercitasse logo seu comedimento, poderia tornar-se um apreciador de tais delícias. — Eu soube que seu irmão deseja adquirir uma patente na cavalaria.

O tremor de Bella pareceu ao barão ser do mesmo tipo que vira nos soldados quando experimentavam o aço gelado no ventre.

— Sua informação está correta, milorde — Bella respondeu com voz firme que causou admiração em Edward. — Desde garoto, Emmet desejava voltar para a índia como oficial do velho regimento de nosso pai.

— Patentes são custosas. — Edward inclinou-se no encosto da poltrona na qual estivera sentado antes. — Assim como a indumentária apropriada para um oficial servir na índia.

— Foi o que descobri, milorde.

— Lorde Crowley não patrocinará as ambições de seu irmão? — Edward perguntou apenas para valorizar a proposta que iria fazer. Ele já tivera conhecimento da resposta.

— Milorde tem conosco apenas um parentesco pelo matrimónio. — Era óbvio que a srta. Swan repetia a resposta que recebera do tio. — Ele acredita que já fez sua obrigação em acolher a mim e a meu irmão em seu lar, depois da morte de nossos pais. Ele deseja que Emmet encontre uma colocação na cidade.

Edward anuiu. Não esperava outra coisa do odioso lorde Crowley — Comprarei uma patente para seu irmão e cuidaremos dos trajes adequados para o cargo.

— E o que milorde espera de mim em troca? — Bella Swan endireitou as costas.

Edward desejou admirar-lhe o contorno dos ombros desnudos, pois tinha certeza de que deviam ser tão graciosos como o pescoço.

Como a srta. Swan reagiria se ele se aproximasse devagar e puxasse para baixo as mangas do vestido?, Edward perguntou-se.

Desmaiaria? Sairia correndo aos gritos?

Era perigoso entregar-se a tais fantasias, ele se advertiu.

Entretanto uma vez ele enfrentara o perigo e fora seduzido por seus encantos mortais.

— Apenas um favor, minha querida. — O barão abandonou a peça do mobiliário que lhe servia de fortaleza e deu alguns passos na direção da srta. Swan. — Uma ninharia.

Um desvio ligeiro da postura e um afastamento rápido lateral fez Edward deduzir que a jovem desejava evitar o avanço dele. Ainda assim, ela continuou de queixo erguido.

— Uma "ninharia" para um homem pode ser um tesouro para outro.

— É verdade. — Edward deteve os passos.

A distância entre eles diminuíra muito. Se ambos estendessem as mãos, poderiam tocar-se.

— Suas palavras, senhorita, aplicam-se muito bem a este caso — ele acrescentou. — O que eu pretendo não lhe custará mais do que um pouco de tempo e um mínimo esforço de sua parte. E trará um prazer semelhante a um tesouro para uma pessoa.

— Para o senhor?

— Não.

— Então para quem?

— Talvez a senhorita mesma descubra quando eu lhe disser do que se trata.

— Bem, até que enfim ficarei sabendo do assunto.

Lentamente, Edward ajoelhou-se. Era uma parte desnecessária e ridícula do ritual, mas ele sentiu-se obrigado a cumpri-la.

— Srta. Swan, venho pedir-lhe para que se torne minha noiva.

Bella não se moveu, não falou e nem piscou. Ela permaneceu imóvel como uma estátua dourada, sem deixar de fitá-lo.

Nos olhos dela, Bella percebeu aversão, cautela e muitas outras coisas difíceis de identificar. Foi preciso reunir todas as migalhas de sua considerável força de vontade para lançar-lhe um desafio mudo que a fizesse aceitar seu pedido.

Depois de alguns momentos que pareceram séculos, Bella umedeceu os lábios tentadores com a ponta da língua, e Edward teve de lutar contra as sensações que fingia ignorar.

— Fico sensibilizada pela honra da sua proposta, milorde, mas eu não posso casar com o senhor.

Edward ouviu o próprio riso pela segunda vez em meia hora. Devia ser uma espécie de recorde. Por um instante, todas as preocupações que pesavam em seus ombros ficaram mais leves.

— Entendo, srta. Swan. — O barão ergueu-se tão devagar quanto se abaixara e encarou-a. — Escute, não é isso o que estou lhe pedindo.

Eu li este livro e o amei, quem puder lê-lo, eu indico, esse livro é fantastico principalmente o final, foi emocionante.

beijos.