PAPER LOVE

Título: Paper Love
Autor(a):
ManneVanNecker
Tradutora(a):
Leili Pattz
Shipper: Bella/Edward
Gênero: Romance, Comédia
Censura: R-18
Sinopse: Edward é um garoto tímido que sobre de tartamudez, sua gêmea Rosalie o defende diante dos valentões do colégio. Ele se surpreendeu diante da chegada de uma garota que rompe as expectativas do resto e decide conversar, superando o medo do exílio social.


Disclaimer da ManneVanNecker: Os personagens não me pertencen, eles são criação de Stephenie Meyer. A história é minha pelo o qual fica proibida sua reprodução parcial ou total sem meu consentimento.

Disclaimer: A história pertence a ManneSkarsgard, que me autorizou traduzi-la para vocês.


Capitulo 1 – Discurso

Edward levantou-se sabendo que teria um terrível dia. Ele não era um garoto que todos gostavam de antes, muito menos que era venerado na escola, não por Mike e seu time de futebol popular.

Pegou o pote com cereais que sua mãe havia deixado sobre a mesa e ligou a televisão para ver o noticiário.

Na aula de literatura lhe tinham dado a tarefa de criar um discurso e hoje devia ser lido entre toda a turma, algo absolutamente impossível para Edward, que sofria de uma gagueira horrível cada vez que falava em publico.

Sua torpeza e timidez lhe impediam de pronunciar mais de cinco palavras a fio.

— Tudo sairá bem querido – disse sua mãe acariciando seu cabelo acobreado. – sairá maravilhosamente.

Edward não acreditava no mesmo que sua mãe, mas apesar disso lhe deu um lindo sorriso.

— Será fatal – disse enquanto as imagens mentais do momento lhe jogavam um mal momento.

— Só lembre-se de olhar um ponto fixo e esquecer que tem pessoas olhando – sorriu carinhosa.

— I-Isso é impossível quando todos estar rindo enquanto t-tenta dizer uma palavras por mais de s-seis segundos – fez uma carranca e continuou comendo seu cereal.

Dentro da sua família Edward levava uma vida quase normal, a gagueira só aparecia diante os desconhecidos, sendo quase imperceptível quando estava em um ambiente familiar.

— Vamos! – lhe disse sua gêmea que penteava sei lindo cabelo louro no sofá – Minhas amigas e eu não iremos rir de você – lhe dedicou um lindo sorriso.

Edward unicamente era aceito na mesa de sua irmã e amigas, quem sabe por pena, para ele não tinha outra opção. Se não fosse por tão doce que Rose era, quem sabe teria ido almoçar no banheiro.

Lamentou-se para si enquanto terminava com seu café da manhã e foi para o banheiro escovar os dentes.

— Rose – chamou sua mãe – Quero que fique de olho em Edward nas aulas.

A garota loira assentiu em silêncio.

— Se ver que algo está ruim, ligue para mim e irei imediatamente retira-lo da aula – sorriu ternamente Esme.

— Sim mamãe eu ligarei em seguida – lhe devolveu um sorriso, enquanto colocava a alça da sua mochila em seu ombro.

Se despediram da sua mãe e saíram para o jardim para subir no lindo Volvo, presente que tinha ganhado no ultimo aniversário.

Ambos irmãos eram muito unidos e tudo que afetasse Edward, Rosalie também sofria é por isso que ela era grande defensora do seu irmão cada vez que lançavam uma brincadeira em cima dele.

O silencio tomou conta da cabine do carro até chegar na escola. Edward apertou suas mãos no volante, enquanto Rose notava seu desespero.

— Eddie tudo sairá bem, só relaxe – lhe sorriu enquanto retocava o brilho labial rosa em seus perfeitos lábios delineados por natureza.

Edward estacionou o carro e correu para abrir a porta para sua irmã, esta lhe deu outro generoso sorriso e caminharam, como todos dias, de braços dados até seus armários.

Para o resto dos alunos era incrível imaginar que esses dois fossem gêmeos. Rosalie era a garota mais bonita da escola, e a menos acessível, ela não queria nada com os garotos porque a maioria ofendia seu irmão e achava que cada ofensa contra Edward, era generalizada para ela e para sua família também.

Por outro lado estava Edward, o tímido garoto que ninguém se aproximava e ao que todos passavam ao andar pelos corredores. Constantemente nos intervalos ficava sozinho ou a espera de Rosale, ultimamente sua irmã estava ocupada com os preparativos de um baile de caridade, pelo o qual Edward acabava indo a biblioteca, onde não era obrigado a falar nem suportar as irritantes zombas dos demais, e aproveitava para adiantar a tarefa da aula seguinte.

Como não tinha amigos e não saia para as festas, dedicava seu tempo livre as aulas de piano avançado que tinha em sua própria casa três vezes por semana.

Entrou na sala de literatura junto com Rosalie, ali esta se uniu ao seu grupo de amigas.

— Oi Ed – Alice sorriu para ele.

— O-Oi – sorriu em consideração a melhor amiga da sua irmã.

— Nervoso? – Ângela tocou no seu ombro.

— Só u-um p-po-pouco – acrescentou Edward sentindo a pressão no seu estomago que o impedia de falar mais.

Ângela pensou que Edward seria muito mais bonito se sua postura fosse adequada e não se menosprezasse pelo pequeno defeito que tinha ao falar.

Sentou-se junto com Ângela, como todos os dias e escutou a aula do Sr. Manson, que havia começado a sortear a ordem que os alunos começariam seus discursos.

— Sr. Newton você começa – sentenciou o professor.

Edward sentiu um leve descanso ao ver que não seria o primeiro, ainda que não lhe importasse a ordem, sabia que mais cedo ou mais tarde teria que estar atrás do palanque gaguejado e sendo objeto de brincadeiras.

Mike como sempre, pediu para Eric que escrevesse seu discurso em troca de cinco dólares. Eric aceitou feliz já que teria que fazer o trabalho de Mike mais o de todo seu grupo, e cada um pagaria esse preço.

O jovem jogador pigarreou e começou com o discurso.

— O futebol – disse seguro com um sorriso no seu rosto – quem não já escutou falar dele? Quem alguma vez não jogou alguma partida?

Edward imediatamente pensou em ele. Jamais em sua vida havia tocado em uma bola de futebol, não porque não fosse capaz de dominar uma bola, simplesmente lhe aborrecia aquele que andava atrás da bola, já que para ele, naquela escola, tudo relacionado a aquele esporte implicava tardes de brincadeiras e irritações.

Cada vez que tinha ginástica se recusava e ainda que estava ficando sem desculpas as usava de alguma forma para escapulir-se de entre os alunos.

Assim Mike continuou por cerca de quinze minutos dando seu final e ainda que a audiência já estava farta de escutar o mesmo tema, aplaudiram fortemente quando este finalizou seu discurso.

O Sr. Manson voltou a remexer os papéis que continham os números da lista de alunos e tirou um papel.

Rosalie rogava para que fosse ela e não seu irmão que saísse sorteado.

— Serei eu – sussurrou Alice para Rosalie.

— Só sei que não deve...

— Alice Brandon – disse o professor.

Alice sorriu vitoriosa ao ver que poderia falar diante de seus companheiros, mas alem disso porque havia acertado mais uma vez o que ela havia dito.

Rosalie se aliviou ao ver que Edward não havia sido o escolhido.

O professor pediu silencio na turma e os alunos o deram com dificuldade.

— As compras compulsivas – sorriu Alice – Todos alguma vez nos vimos tentados por uma oferta, sejam homens ou mulheres, ainda que os gostos de cada um sejam diversos.

Os homens se queixaram de ter que ouvir falar de compras, muitos deles acham que não se aplicava a eles. Então Alice, prevenindo que aquilo aconteceria havia adicionado a resposta antes de começarem a reclamar.

— Claro que aos homens pouco interessa ter uma quantidade suficiente de óculos e jaquetas, eles se vem tentados por artigos de esporte ou muitas vezes perfumes, tudo isso para chamar nossa atenção seja de uma ou outra maneira.

Mike sussurrou ao seu amigos Tyler que Alice estava louca e que não tinha idéia do que falava.

— Silencio Sr. Newton – lhe advertiu o professor.

Este franziu a testa e voltou a prestar atenção.

Edward começou a tremer ao dar-se conta que Alice estava terminando seu discurso, ele definitivamente não queria falar do Presidente Washington, mas não via outra saída. Não escaparia deixando toda a turma rindo nas suas costas, ele não era covarde, preferia ficar no ridículo diante todos dessa forma a ficar diante deles como um medroso.

Alice foi aplaudida pela maioria das garotas da sala e foi sentar-se dando saltinhos.

— Você o fez muito bem – sussurrou Ângela.

— Foi maravilhoso, você foi incrível – sorriu Rosalie.

— De verdade? – respondeu Alice enquanto seus olhos brilhavam de alegria.

— É-é s-sério – acrescentou Edward para ser cortes com a garota.

Rosalie virou para falar com seu irmão, que estava sentado atrás dela.

— Tudo vai sair bem – sorriu.

Este assentiu em silencio e esperou ansioso novamente que saísse o papel.

Dessa vez demorou bastante, mas uma vez feito, levantou a folha e revelou seu conteúdo.

Buscou na lista o numero e sorriu.

— Cullen – chamou ao palanque.

— Qual dos dois? – perguntou Rosalie um pouco irritada diante a desnecessária tensão.

Então, alguém bateu na porta.

O Sr. Manson levantou-se de sua cadeira e foi até lá.

— Relaxe – Ângela aconselhou a Edward.

Esse voltou a assentiu.

— Não será você, será eu – Rosalie pressionou a mão do seu irmão com carinho – Não é assim Alice?

— Assim será você relaxe – lhe deu um sorriso.

— Turma - Sr. Manson chamou a atenção de todos – Chegaram dois alunos para sua turma.

Rosalie olhou a garota, uma menina esbelta com lindos quadris, e ondas de chocolate que caiam até a sua cintura, levava um cinto lindo e ia muito bem vestida com botas.

— São manolo o que eu vejo? – disse Rosalie em um sussurrou para Alice.

— Sim são! – Alice admitiu.

Ambas ficaram surpreendidas com a forma de vestir da garota, logo se concentraram no garoto.

Edward não prestou atenção aos recém chegados, e dedicou-se a repassar mais uma vez seu discurso estava certo de que seria ele. Jamais havia gozado de boa sorte. Por que agora? Se perguntava.

Ângela viu o garoto que estava de pé, um garoto grande, de quase dois metros, com costas bem formadas e os braços maiores que ela já havia visto, admirou seu cabelo ondulado cor de chocolate, igual da garota.

— Sou Bella Swan – disse a garota bastante segura.

Não era sua primeira mudança de escola, claro que era a primeira vez que ia a um publico, sempre havia tido aulas particulares em sua casa.

— E eu sou Emmett Swan – sorriu o garoto que também havia estado nas mesmas condições que sua irmã.

— Poderiam nos contar de que colégio vem e algo mais de vocês? – perguntou Sr. Manson.

Edward se alegrou ao ver que isso demoraria o suficiente para que o professor esquecesse quem havia saído sorteado.

Mike olhou irritado para o garoto, ao que parece o resto das garotas da turma não haviam tirado os olhos de cima, o via como um rouba pretendentes e não gostava que alguém ronda-se seu território.

— Não sei o que vêem nele – sussurrou Tyler ao ver que Jéssica suspirava enquanto o garoto se apresentava.

Bella começou a explicar um pouco mais deles, enquanto que Emmett olhava a turma.

— Jamais estivemos em um colégio ou escola, sempre tivemos aulas particulares em nossa casa, nosso pai acha que seria bom um pouco mais de interação já que estamos prontos para ingressar na Universidade – acrescentou a garota secamente.

Bella pensou que todos aqueles garotos que a olhavam babosos não eram mais do que idiotas com os hormônios revoltados.

Percorreu o olhar pela sala e se eu conta que o garoto de cabelo acobreado não estava prestando atenção ao que ela dizia, se irritou ao ver que sua presença não era mais impostante que a folha que ele lia.

— Meu pai é Charlie Swan – presumiu ao ver se o desconhecido a olhava, mas falou – É o chefe de segurança da Casa Branca – elevou a voz, mas ainda assim o garoto não a olhou.

Se sentiu bastante irritada ao ver que a ignorou completamente, assim que olhou para Emmett para que intercedesse por ela.

— Estamos aqui porque viemos morar com nossa mãe, Renée uma pintora reconhecida na região – sorriu.

— São filhos de Renée? – Sr. Manson se surpreendeu.

Ambos assentiram em silencio.

— Ela é a professora de artes daqui.

— Nós sabemos – Bella arqueou uma sobrancelha.

Uma vez terminada as apresentações e um pouco irritada, Bella sentou-se junto com seu irmão na mesa disponível, atrás do garoto que não tinha prestado atenção.

— Você percebeu? – disse Jéssica a Lauren.

— De que? – esta se desentendeu.

— Que Emmett não deixou de olhar-me – sorriu certa de que havia flechado o garoto.

— Esta imaginando Jéssica, ele não olhou a ninguém em especial – disse fixando-se que seu esmalte estava desgastando e que teria que dar uma segunda pintura.

Enquanto Bella tomava suas coisas e abria um caderno para a aula, se irritou ao ver que sua mesa estava rachando e parecia suja, tirou um lenço para desinfetante e a passou pela irregular mesa.

— Pare de fazer isso – sussurrou seu irmão.

— Isso é nojento, não sei por que papai nos mandou para esse fim de mundo. – disse irritada.

— Pode ser por que está insuportável esse ultimo tempo – sorriu lembrando o escândalo que havia dado a garota ao fugir de casa com seu namorado.

— Também incluo que você repetiu de ano, não esqueça, o professor Smith, teve que reprovar você porque seus exames livres eram deficientes – sorriu vitoriosa ao ter a ultima palavra.

Emmett e Isabella eram dois irmãos pouco unidos e bastante desordenados, pelo o que Charlie sempre havia preferido manter-los embaixo de sua tutela e procurar que fossem criados como é devido, mas ao ver que o assunto escapava das suas mãos se rendeu a mandar-los para Forks junto a sua mãe que era uma mulher bohemia e liberal.

A desordem voltou a plantar-se na sala, enquanto o Sr. Manson organizava as fichas dos novos alunos.

— Silencio – ordenou uma vez terminada sua tarefa – Bem, onde estávamos?

— Era minha vez – Rosalie levantou-se da cadeira para começar o discurso.

— Não é assim – interferiu Jéssica – Você estava para averiguar se era Rosalie ou E-E-E-Edward que tinha que apresentar seu discurso.

Dito isso Jéssica se sentiu vitoriosa ao fazer o resto de sua turma rir diante seu comentário.

Edward acostumado a esse tipo de insulto, abaixou seu olhar e continuou lendo seu discurso, ainda que não passou despercebido que suas mãos começaram a suar de nervosismo.

Bella e Emmett não riram diante a brincadeira, ao que parece nem seque entenderam o por que.

Ambos continuaram a prestar atenção no que o professor fazia.

— Número...

Que não seja o seis, que não seja o seis.

Implorava Edward em seu interior.

— Numero sete – sentenciou.

Rosalie se levantou triunfante e dedicou um olhar serio para Jéssica, enquanto Edward descansou a pressão de suas mãos no papel.

— Silencio – exigiu Rosalie – Se não se calarem...

— Silencio – ordenou o Sr. Mansom.

Toda a turma ficou em silencio.

— Qual é seu tema? – perguntou o professor a Rosalie.

— Bullying – disse a garota.

Edward sentiu vontade de derreter-se na cadeira, uma vez mais Rosalie o defenderia diante toda a sala, e ainda que ela o fazia de boa intenção, Mike sempre o irritava ao dizer que era um bebê que se escondia atrás de sua irmã.

— Continue – lhe pediu o professor.

Rosalie olhou fixamente o grupo de Mike e continuou.

— O Bullying é algo que um todo o grupo de jovens se deixa ver, pois precisamente nessa sala se há visto muito. Qualquer defeito que ressalte de uma pessoa pode ser tema utilizado por certo grupo de pessoas maiores e covardes que se esconder atrás de seus punhos para ameaçar a outro que aparentemente é mais débil – se deu um tempo para respirar achando que ia rápido demais e olhou novamente para a turma.

Alice sorria triunfante ao escutar sua amiga recitar tão segura seu discurso, o haviam ensaiado uma e outra vez em sua casa, pois não queria que Edward descobrisse e ficasse mais nervoso ainda.

Ângela ao ver que Edward quase caia da cadeira, lhe estendeu a mão e este devolveu um sorriso.

Evidentemente Rosalie recebeu poucos aplausos diante seu tema, já que Mike e o resto ameaçou a todos com o olhar.

Muitos dos que ali estavam, haviam sido ameaçados por seu grupo, mas nunca ninguém havia sido apartado como Edward havia sido.

De fato aquele que ele falava tinha assegurado o silencio do resto por toda a eternidade, era um exílio social.

Apesar disso Rosalie era a capitã das lideres de torcida e ainda que se levava fatal com o resto das garotas, todas tinham grande respeito por ela, sabiam que com Rosalie ninguém poderia mexer.

Finalizou a aula com um alivio para Edward e o resto se foi.

— Eddie – disse sua irmã.

Esse se irritou ao escutar pronunciar seu nome assim e muito menos na escola.

— Esta bem, Ed. Ângela, Alice e eu vamos ao ginásio arrumar os últimos preparativos para do baile desta sexta – sorriu. – Nos vemos no almoço.

— E-E-Esterei na b-biblioteca – sorriu.

A sala estava vazia, começou a arrumar suas coisas em sua bolsa.

— Oi – Emmett lhe cumprimentou.

Edward se surpreendeu ao escutar que alguém falava com ele.

Se virou assustado e levantou uma sobrancelha em resposta ao seu cumprimento.

— Estamos perdidos, onde fica o ginásio? – Bella perguntou.

Edward se viu forçado a falar e ainda que não quisesse teria que fazer, se deu conta que ninguém mais estava na sala.

— F-f-fica n-no c-co-corredor s-s-seis – disse enquanto seu rosto corou diante a evidente vergonha.

Bella pensou que o garoto era estranho e agora entendia as brincadeiras injustificadas de Jéssica.

— Obrigada – Emmett sorriu que tomou melhor a resposta de Edward do que Bella.

Ao se ver assim intimidado Edward saiu quase correndo da sala direto a seu esconderijo, a biblioteca.

— Que garoto mais estranho! – disse Bella.

— Não entendeu que por isso sua irmã o defendeu? – lhe respondeu Emmett enquanto recolhia sua mochila.

— Sim, mas ainda assim me pergunto, por que não falaram com algum médico? Já sabe há tratamento para a gagueira – lhe criticou Bella.

— Quem sabe não tenham recursos – justificou Emmett.

— Sim… e por isso ele vestia um casaco Armani - Bella arqueou uma sobrancelha.

— Por que o gago te chamou atenção? – perguntou seu irmão.

Bella franziu a testa diante o comentário do seu irmão.

— Por que foi o único que não prestou atenção no que dissemos quando nos apresentamos.

— Pensei que agora você gostava dos inaptos sociais – riu.

— Emmett! – lhe criticou.

— Desculpe.

— Se continuar assim você também será um inapto social – disse Bella saindo da sala.

— Desculpe, sem que as vezes me excedo nas brincadeiras – sorriu – Mas é sério pensei que lhe chamou mais atenção, quem sabe agora você gosta dos gagos, já que o filho do presidente te trocou por outra – sorriu.

Bella lhe deu um empurrão.

— O que? Mas se é verdade – riu.

— Pare Emmett! Eu não ando te irritando pelo o que você fazia aos treze na cama – franziu a testa.

— Sua irmã era linda – sorriu.

Bella pensou que seu irmão era o suficiente apaixonado como para que gostar de qualquer garota da escola.

— Vamos, melhor antes que nos percamos nessa coisa – gritou.

Bella levava apertado seus livros enquanto caminhava bastante perdida onde se encontrava.

Enquanto que Emmett olhava a cada garota que lhes cruzava e sorria ao ver que as garotas se caiam em sorrisos para ele.

— Acho que você conquistou mais da metade das garotas daqui – disse Bella ao ver que seu irmão sorria estupidamente. – Não me estranha que em Forks se criem putas.

Disse ciumenta que seu irmão fosse um idiota mais revolucionado pelos neurônios.

Bella se queixou ao sentir um golpe em seu ombro. Diante da colisão deixou cair seus livros.

Olhou furiosa a quem havia sido o culpado e ali viu Edward, o garoto gago.

Emmett riu a gargalhadas e Bella lhe criticou com o olhar.

— D-D-Desculpe – Edward de desculpou sentindo que tinha irritado a garota.

Isso só acontece comigo! Pensou enquanto pegava as coisas de Bella.

— O-Obrigada – sorriu Bella enquanto Edward lhe entregava sua bolsa preta.

— D-De n-nada – disse Edward e se foi.

— O que? – perguntou Bella ao ver que seu irmão quase caia de tanto rir.

— A gagueira pega? P-Porq-que v-você…

— Emmett! – Bella voltou a criticar-lhe.

— Desculpe, é que você parecia tão graciosa ali – sorriu.

— Deixe de rir ou compre fraldas se não vai soltar a bexiga ai – Bella arqueou uma sobrancelha.

Edward foi se criticando por todo o caminho pela sua lerdeza… Duas vezes no mesmo dia teve que falar com a essa desconhecida?

Se criticou uma e outra vez ao ver o estúpido que havia atuado, agradecido que o enorme irmão dela não tinha lhe golpeado por ousar falar com ela.

Enquanto caminhava até a biblioteca se encontrou com Mike e seu grupo.

— Hey Cullen, para onde você vai? – disse Mike.

Edward não respondeu, não quis se sentir mais envergonhado do que já estava.

Os sete garotos rodearam Edward prendendo-o entre eles em um círculo.

— Vamos agora que não está aqui sua irmã você teme se defender? – perguntou Mike.

Edward sentia como sua ira corria por suas veias e apesar de saber artes marciais, se via impedido de atacar alguém que não tivesse seu mesmo conhecimento, pelo o qual ficou em silencio esperando que deixasse seu abuso.

— Garotos vamos o fazer falar, em uma dessas vai terminar pedindo d-d-d-escu-cu-culpas – todos riram.

Os garotos começaram a empurrá-lo de um lado para outro enquanto Edward buscava sair do círculo que estava muito bem armado.

Lamentou estar em um corredor pouco freqüentado, ainda que sabia que nenhuma aluno faria algo por ele, quem sabia tivesse sorte de que um professor os pegasse em flagrante.

Mike lhe golpeou na boca do estomago, enquanto Edward caiu no chão de joelhos diante seu inesperado golpe.

Tentou levantar-se e lhe deu um rápido golpe no queixo.

Mike gritava de dor e ao olhar a sua mão se deu conta que sua boca sangrava.

Os outros seis garotos seguraram Edward enquanto Tyler lhe golpeava uma e outra vez.

Edward se via impossibilitado de defender-se já que o tinham preso pelos braços e pernas.

— O que está acontecendo aqui! – Edward escutou alguém dizer ao longe enquanto Tyler lhe golpeava no rosto.


O que acharam? Essa fic é gamante n.n

Reviews são bem vindos :D

bjs e até semana que vem.