Primeiramente, acho que seria muito simpático de minha parte se eu me apresentasse. Meu nome é Amy Olsen e eu tenho 14 anos.

Não sou o tipo de menina que você gostaria de conhecer, as vezes posso parecer antipática. Mas isso tudo não passa de timidez. Se eu tivesse como escolher o que fazer o dia inteiro ficaria lendo. Ler é a melhor coisa que existe. Acredite.

Nunca tive um amigo com que pudesse compartilhar meus segredos, por isso, gosto de chamar meus amigos de colegas.

Pronto, agora, fisicamente falando: Tenho olhos azuis, mas meus pais diziam que quando eu estou triste ou com raiva eles ficam cinzas e quando eu estou feliz e alegre eles são verdes. Mas desde que eu tinha cinco anos, meus olhos nunca mais ficaram verdes. Em 20/10/2001 meus pais morreram em um acidente de carro, então eu vim morrar com minha tia aqui na Itália. Bom, sobre esse assunto, você descobre mais tarde okey?

Meu cabelo é muito preto e o tamanho dele é médio. Quanto as minhas roupas, não ligo se estou ou não "na moda".

Agora sim, vocês podem ler a vontade. Só cuidado pra não chorar.

O dia que mudou a vida de Amy (flashback)

- Amy! Venha jantar!

-Já estou indo Grace!

Amy largou os lápis de colorir, pegou seu desenho e desceu correndo as escadas.

-Grace, olhe só o desenho que eu fiz. Vou dar de presente para mamãe e papai. – Disse Amy quando chegou à sala que gostava de chamar de sala grande.

-Como está bonito! Eles vão adorar!

Amy sorriu e se sentou. Ficou olhando as letrinhas da sopa de letras girarem enquanto ela mexia a colher. Já havia passado de seis horas e seus pais não haviam chegado.

- Grace. Quando papai e mamãe vão chegar?

Grace olhou para o relógio e respondeu:

-Eles devem estar a caminho.

-Tomara. – Disse Amy que já estava com a colher de sopa na boca. Ela se deu por satisfeita.

Passou-se dez minutos e o telefone tocou, Grace foi logo atender.

Amy se levantou e foi para o lado de Grace. Ela sentia que eram seus pais, mas então Grace levou à mão a boca e uma lágrima escorreu de seus olhos. Só então, Amy viu que tinha algo errado.

-Grace? O que houve?

- N-Nada querida. Pegue suas coisas e venha. Nós vamos viajar.

-Viajar? Para onde? – Perguntou Amy desorientada.

Grace começou a chorar de verdade.

- Por favor, querida, não faça perguntas. Você já vai entender.

Em meia hora tudo já estava pronto então elas seguiram para o aeroporto. Infelizmente, Amy não podia fazer nada. Ela era só uma menina de cinco anos, e não entendia o que estava acontecendo.

Sentou-se na cadeira do avião e ficou olhando para o seu desenho. Era o melhor desenho que já tinha feito. Com certeza, seus pais iriam amar.

Chegando à Itália, Amy viu onde estava indo. A casa de sua tia Roney.

Assim que Amy entrou viu o rosto de sua tia cheio de lágrimas também.

-Onde estão papai e mamãe? Eles estão bem?

E então Amy viu que sua tia não saberia explicar o que estava acontecendo. E era isso mesmo. Mas Roney não podia deixar Amy viver sem saber o que havia acontecido, então contou para Amy tudo.

Amy chorou e gritou, suas lágrimas encharcavam o desenho mais bonito que ela havia feito. Mas não tinha importância, seus pais nunca iam poder ver mesmo.