I Hate You, Kiss Me

Sinopse: Bella desistiu de namoros, mas tem uma noite com o misterioso Edward Cullen. Ambos são surpreendidos quando ele consegue um emprego em seu escritório de advocacia! Os Colegas de trabalho Alice e Jasper, seu melhor amigo Emmett e a chefe sensual Rose, desempenham um papel na vida amorosa de Bella.

Disclaimer: A fanfic pertence a BittenBee que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer. Não copie a tradução e nem a história, tudo é da BittenBee.


"Essa é a inconsistência do verdadeiro amor, que está sempre desperto para a suspeita, porém razoável, sempre exige garantias novas do objeto de seu interesse." Ann Radcliffe.


Capítulo 20

(Traduzido por NaiRobsten)

"Bella?" ele perguntou de novo, com menos paciência.

Olhei para a foto na mão. "É... é de James..." Depois de perder a minha voz momentaneamente pelo choque do bilhete de James, minhas palavras saíram rachadas.

Edward ficou completamente rígido. "James escreveu isso?" ele verificou, dando passos em direção a mim, ainda tentando compreender. "James que..." Sua mandíbula se cerrou, incapaz de terminar.

Eu balancei a cabeça, observando a mudança nele com inquietação. Meu olhar caiu, incapaz de se concentrar em qualquer coisa, exceto a maneira como ele dava passos deliberados, parando no capô do meu carro.

"Eu iria lhe dizer..." eu comecei.

"Me dizer o que?" ele interrompeu, fazendo com que eu me obrigasse a olhar para cima. "Ele está te seguindo ou algo assim? Perseguindo você?" Edward disparou alguns olhares em torno de nós para confirmar que estávamos sozinhos. Eu segui o seu olhar. Será que ele acha que James estava aqui? Ou ele estava preocupado em ser ouvido?

"Eu, sim, acho que sim...", eu disse lentamente, considerando tudo e decidi ficar com a verdade.

Seus olhos voaram de volta para os meus enquanto ele se movia para o meu lado do carro. "O que você quer dizer com 'eu acho que sim'?" Seu tom soou suave como a primavera juntamente com uma borda afiada que poderia cortar.

"Bem... eu recebi outro bilhete em uma entrega de flores"

"Vocês ainda estão se vendo?" ele acusou enquanto um brilho perigoso passava por seus olhos cerrados, me enervando ainda mais.

Eu fiquei ofendida por sua suposição. "Claro que não." Será que ele realmente acha que eu estaria namorando outra pessoa além dele? Receber presentes de outros homens? Especialmente de alguém como James? Os pensamentos afundaram meu estômago como o peso de argila. "Por que você pensaria algo assim?" Eu olhei para o chão, cavando um buraco no chão duro com a ponta do meu sapato.

"Talvez você possa ter entrado em pânico sobre passar algum tempo comigo, e o manteve por perto para o caso..."

"Eu não sou assim", eu falei mais para mim mesma, e em seguida, acrescentei: "mais...", enquanto o verdadeiro significado de suas palavras rastejavam para dentro de mim.

"Ou talvez você goste de se colocar em uma situação perigosa", ele meditou, obscuramente.

Olhei para ele, confusa com o seu raciocínio e descrente de suas implicações. "Isso é... impensável até mesmo de se sugerir como motivo." Eu segurei a minha raiva. Não faria nenhum bem instigar uma competição de gritos. "Eu estou tentando fazer você entender, explicar as coisas..."

Ele olhou para cima, me lendo. Eu mantive o meu olhar fixo no dele. Não havia nenhuma maneira de eu estar disposta a me colocar nessa posição vulnerável, ser vítima de James. Eu sabia disso. Eu disse a mim mesma que suas acusações não eram importantes, porque elas não eram verdadeiras. Mas eu encontrei-me preocupada, me perguntando se ele realmente achava isso.

Ele suspirou, sua fúria inicial suavizada, substituída por determinação. "Tudo bem, então vamos entender." Ele parecia surpreendentemente calmo agora, parecendo mais profissional. Talvez um pouco calmo demais. "Como você sabe que o primeiro bilhete era dele?"

"Não estava assinado, mas eu tenho quase certeza de que era. Ele se referia e um encontro passado, mas eu não..."

"Quando você recebeu essas flores?" ele me cortou, gradualmente se transformando no Sr. Cullen da sala do tribunal, questionando-me. "Quando?" ele enunciou, parando para olhar para mim com olhos que agora eram monótonos e frios. Talvez não tenha sido tão gradual.

A mudança instantânea nele era inquietante. Mordi o lábio, pensando. Mas o meu nervosismo passou despercebido por ele. Tentei manter contato com seus olhos, reunindo a minha coragem. "Na semana passada. Como eu disse, eu ia lhe dizer", eu acrescentei rapidamente.

"Na semana passada...", ele repetiu, ignorando a última parte da minha afirmação. Ele começou a andar, pensando consigo mesmo, aparentemente de forma casual, mas a tensão em seu corpo era aparente. Eu me senti chiando sob o seu temperamento. Eu não podia imaginar o que se passava em sua mente. "E o que dizia o tal bilhete?"

Eu soltei um suspiro, me lembrando da mensagem desconcertante. "Que eu não deveria sair sozinha..."

"Ele deu detalhes?" ele interrogou em seu tom cortante, parando para olhar para mim com seu olhar penetrante.

Eu podia ver porque as testemunhas suavam e se encolhiam no tribunal agora. Engoli em seco, tentando organizar os meus pensamentos. Eu não conseguia, embora. Suas perguntas rápidas exigiam respostas verdadeiras e definitivas, sem tempo para adoçá-las. "Hum, ele apenas deixou implícitos os arbustos perto do meu apartamento... ele se referia à noite que brigamos sobre o caso Daniels".

Ele parou seus passos e nossos olhos se encontraram novamente. "Porra, Jesus, ele estava lá naquela noite? Escondido no mato?" Ele passou a mão pelo cabelo com frustração e alarme indisfarçáveis. "Quando eu lhe disse que não era seguro eu não..." Ele andou mais rapidamente, acredito eu que para gastar um pouco de energia.

Eu tentei pensar em algo de imediato para dizer, para tranquilizá-lo. "Ele poderia ter mentido sobre isso só para me assustar".

"E o que você fez com a entrega após recebê-la?" ele gritou, continuando com seus passos.

Eu levantei meu queixo um pouco, não apreciando sua grosseria. "Eu guardei o bilhete para caso eu precisasse de provas. O restante foi despejado no lixo na garagem do Nível B. – eu pedi ao serviço de limpeza".

Ele parou de novo, incrédulo. "Elas foram enviadas para você no trabalho?" Ele beliscou a ponte de seu nariz, por um momento, sua mandíbula ficando cada vez mais tensas diante de suas palavras. Eu estava muito perplexa com a reação dele para continuar. Em seguida, sacudi os ombros e ele começou a rir de forma escura e sem nenhum traço de humor. "Inacreditável".

"Eu não vejo o que é tão engraçado", eu disse calmamente.

Seus olhos duros e verdes se conectaram com os meus confusos e castanhos. "Você recebeu um presente ameaçador no escritório, e ele passou por um andar inteiro de advogados, completamente despercebido. E o que é ainda mais incrível, ele tem estado lá, apenas apodrecendo andares abaixo, de onde trabalhamos. E passou despercebido por todos, inclusive por mim..." Ele balançou a cabeça com descrença, sua expressão escura. Seus dedos se infiltraram através do seu cabelo novamente, fazendo as extremidades se arrepiarem.

"Bem flores não são incomuns de receber em um escritório", eu disse através dos meus dentes.

Ele bufou com desdém. "Sim, não incomuns para você."

"Que diabos isso quer dizer?" Eu perguntei, irritada e machucada com o tapa mental.

"Nada."

A amargura em sua voz causou um silêncio momentâneo. Eu ainda podia ouvir a música do parque de diversões a distância, lembrando-me quão maravilhosa a noite tinha sido até momentos atrás. Eu suspirei, sentindo-me agravada com ele, mas querendo desesperadamente que as coisas voltassem à nossa noite feliz. "Olha... eu iria..."

"Sim, sim. Você ia me dizer." Ele rudemente acenou-me com a mão. "Quando, exatamente? Até agora você não se mexeu para escondê-lo." Edward ainda estava chateado, irritado, caminhando e pensando.

Eu nunca o tinha visto assim, mas fui em frente. "Amanhã, eu não sei..." Eu parei intimidada pelo olhar que ele atirou em mim. Minhas mãos não paravam – inquietas - quanto eu mudei meu peso para a outra perna, tentando explicar. "Apenas nunca apareceu o momento certo para lhe dizer." Eu não queria estragar a nossa noite...

"E quando seria um bom momento para você?" ele perguntou com um sarcasmo amargo. "Agora é um bom momento para você confiar em mim sobre receber bilhetes ameaçadores? Você pode me colocar em sua agenda ocupada, porra?"

Eu vacilei diante do seu tom, mas senti minha própria raiva faiscar. "Tudo bem, talvez eu devesse ter mencionado isso antes! Já lhe disse o que aconteceu, agora, porque é que isto ainda é um grande negócio para você?"

"Por quê?" Ele pareceu surpreso com isso e com raiva jogou o bilhete de volta no meu pára-brisa. "Você é realmente tão cega Bella?" Ele rosnou.

Eu não gostei quando ele insinuou que eu era ignorante sobre algo que eu já havia tomado medidas para resolver. "Eu não sou cega. E eu já tomei as precauções necessárias. Estou usando o sistema legal devidamente".

"E, apesar de seus esforços aparentemente bons, aqui está ele deixando uma ameaça maldita em seu carro, te seguindo! Nos seguindo por aí."

"Mas nada aconteceu! James é muito covarde para fazer qualquer coisa além de deixar bilhetes."

Ele se aproximou de mim, me olhando com fogo em seus olhos e gelo em sua voz. "Você não o conhece. Ele parecia muito determinado naquela noite, na abertura da galeria de artes, para conseguir o que queria."

Eu não me coibi diante de sua intensidade. "Eu não vou negar que ele seja um canalha delirante, mas ele está apenas tentando me assustar, porque eu feri o orgulho dele."

"Ou talvez ele tenha voltado para terminar o que começou. O que teria acontecido com você? E se eu tivesse ido comprar comida ou te deixado sozinha por um momento e ele pegasse você?"

A possibilidade de James cumprir o que prometera era perturbador, mas improvável. "Isso não aconteceria." Eu continuei, vendo o protesto de Edward pairando em seus lábios. "Não pense que você pode seguir meus passos como uma sombra agora. O que você vai fazer, me colocar sob prisão domiciliar?"

"Como se isso fosse ajudar." Ele rosnou. "Você não ouve ninguém."

"Porque eu não preciso de uma babá, Edward."

"Inferno que não. Você é muito auto-suficiente para o seu próprio bem e James está contando com isso. Ele fodeu essa situação em mais de uma maneira, e você é uma tola por não enxergar. Você não pode fugir disso e você não pode fugir de mim."

As palavras de Edward voaram como um cânone solto, me envolvendo por todos os ângulos. Ele certamente sabia como me provocar, e a minha raiva borbulhava. "Eu não estou fugindo de você..." Eu rebati.

"Você está fugindo de alguma coisa, e com certeza não é de James."

Eu entendia a situação melhor do que ele pensava e tais acusações me incomodaram novamente. Mas a maneira como ele falou comigo me incomodou mais. "Eu não estou fugindo, porque eu vivo em uma cidade cheia de policiais e sei como me comportar. Eu contratei um detetive particular, informei o fato a SPD*, pedi uma ordem de restrição."

*Seattle Police Department – Departamento de polícia de Seattle.

"Basta parar, Bella. Isto não é sobre a lei ou o seu trabalho, isso é sobre..." Ele parou e exalou duramente. "Você não tem ideia do quão perigoso James realmente é." Ele disse baixinho, tentando controlar sua fúria.

Além de seu temperamento, foi a última parte que me tirou do sério. "E você?" Eu estava confusa e com raiva de novo.

Por uma única vez, ele parecia inquieto como se tivesse falado demais. Mas as palavras nunca derrubavam Edward Cullen. Ele cerrou os punhos, recuperando a confiança. "Sim, eu sei. Eu o investiguei depois daquela noite. Algo em que você deveria ter investido o seu tempo, mas, mais uma vez, você está muito envolvida em seu próprio mundo." Ele estava a centímetros de distância, olhando para mim de forma crítica.

Suas palavras eram frustrantes e dolorosas. "Por que diabos você não compartilhou nada disso comigo? Como você se atreve a me criticar por manter segredos quando você está escondendo informações importantes." Todo esse tempo ele estava me dando lição de moral sem nenhuma preocupação. Eu estava tão furiosa com ele que eu cerrei minhas próprias mãos em punhos para evitar que tremessem.

Sua mão se infiltrou através de seu cabelo novamente. "Eu não estava ciente de que seria necessário você saber, porque eu não sabia que isso estava acontecendo. Mas, dadas as atuais circunstâncias..."

"Você ainda assim agiu pelas minhas costas", eu disse, ainda fervendo.

"Foi só uma precaução", ele cuspiu furiosamente, quase gritando no meu rosto. "Ao contrário de você, Bella, eu não fiz nenhum esforço para escondê-lo."

"Mas você..."

"Você ainda se lembra daquela noite? Como você era indefesa contra ele?" Havia uma tensão em sua voz que eu nunca tinha ouvido antes.

Eu tomei uma respiração profunda, tentando controlar um pouco a raiva. Eu tentei muitas vezes bloquear aquela noite. James estava com raiva, controlador, obsessivo. que eu não poderia suavizar isso mais. A realidade que Edward estava pintando me fez sentir pior, doente. Todas as noites eu caminhava até a minha porta, sozinha, vulnerável e sem saber... Eu achei que ia vomitar.

Mas o que ele quis dizer antes? O que diabos ele sabia sobre James que eu não? "Edward, eu quero saber por quê." Eu me segurei firme em uma tentativa de controlar as minhas náuseas.

"E eu também", disparou ele. "Você teve dias para me dizer o que estava acontecendo. Todo dia você me vê e... nada. Nem uma maldita palavra." Seus olhos brilharam com a dor que ele tentou esconder desviando o olhar, mas sua voz o acabou traindo.

Eu já tinha lhe dado a informação, mas Edward ainda estava com raiva de mim. O que mais eu poderia fazer? "E se eu tivesse lhe dito imediatamente, o que você teria feito? Não mudaria nada do que aconteceu. James ainda seria persistente e em poucos dias, eu terei os procedimentos legais resolvidos. Você acha que pode montar em um cavalo e consertar tudo para mim?"

"Você nem mesmo confia em mim para me deixar a par da situação, porra!"

"Não é isso, é só que... você não pode fazer nada sobre isso", eu respondi, controlando a minha raiva na esperança de apelar para a sua lógica.

Inesperadamente, o temperamento queimou em seus olhos. "Eu pensei que nós", e ele fez um gesto com a mão entre nossos corpos, "que isso estava chegando a algum lugar, Bella".

"Nós somos. Nós estamos." Eu disse. "Eu..."

"Obviamente não estamos. Você ainda está constantemente repelindo relacionamentos, aparentemente feliz consigo própria. Se segurando em suas crenças de que 'os homens são babacas mentirosos indignos de confiança', ele zombou. "Nada de bom pode vir de nós que não seja cumprir a sua satisfação temporária." Suas palavras me cortaram, a dor inundando a minha raiva.

"Bem, você não estava reclamando no início, quando me seduziu e me levou até o seu apartamento e depois me confundiu por meses. Você voluntariamente se tornou um produto das minhas teorias", Eu rigidamente o lembrei, por dentro ainda chocada com suas palavras. Eu não queria começar com isso, mas ele me instigou.

"Um produto? Outro resultado em seu livro de fatos destorcidos? Um maldito descartável para você?"

"Não, mas você não confia em mim. Uma escorregada minha e você está pronto para questionar tudo, inclusive o meu caráter. De repente, você não tem um pingo de fé em nós e está prestes a desistir. Você é um mentiroso, sem compromisso e imbecil quando confrontado com uma mulher imperfeita." Meus nervos estavam saltando de forma irregular por todo o interior do meu estômago.

"Isso é a maior besteira que eu já ouvi." A veia em sua testa flexionou enquanto seus olhos ardentes procuravam os meus. "Eu já sabia há algum tempo no que estava me metendo. Eu roubei cada pedacinho de seu tempo e atenção que pude. Depois de todo esse tempo, como você pode ainda ter reservas sobre mim? Me preocupar com a sua segurança quando você doentiamente não se importa? Salvar você de uma agressão sexual não é suficiente? Do que mais você precisa? Por meses eu tentei conquistá-la dançando em torno dos seus sentimentos enigmáticos. Acho que é óbvio que você não facilitou em nada as coisas para mim, mas eu ainda estou aqui", explicou friamente.

"Porque você gosta da perseguição e da sensação de vitória. Você pode até mesmo lidar com uma mulher como eu? Esta é quem eu sou, uma pessoa que vive de forma independente, com sucesso. Você não pode apenas se infiltrar na minha vida e esperar que eu mude."

Ele balançou a cabeça para mim. "Você alega que os homens não são confiáveis e descompromissados, mas você provou ter essas duas qualidades." A indignação se dissipou de seu rosto. "Eu tenho tentado fazer tudo que eu posso para fazer você confiar em mim. Tenho tentado provar que todas as suas teorias estão erradas. Mas você continua a fazer essas escolhas..."

Minha linha de pensamento foi interrompida, deixando suas palavras afundarem. Era verdade, eu era sem compromisso... Havia sido um homem a me fazer assim ou havia algo de errado comigo? Mas o que mais havia me incomodado era a sua outra opinião. Eu era tão indigna de confiança? Confiável? Eu estava gritando com ele pro perder a fé em mim, mas eu não tinha correspondido com qualquer segurança. Meu coração se afundou ainda mais. Se ele acreditava nessas coisas, por que Edward ainda está investindo todo esse tempo em mim? Por que ele ainda estava tentando? Algumas coisas simplesmente não faziam sentido. "Eu quero saber por que você averiguou os antecedentes criminais de James."

Sua mandíbula se flexionou e seu temperamento difícil estava de volta. "Para ver se eu poderia incriminá-lo se um dia ele voltasse."

Eu não estava totalmente convencida com a resposta dele. Uma simples precaução para incriminar um homem que não tinha visto mais de três vezes? Ele não sabia que James estava me seguindo até agora. Eu olhei para ele, diretamente em seus olhos, tentando entender. Ele olhou para mim. "Por que você gastou a sua energia com isso, em primeiro lugar?"

Ele se afastou um pouco, deixando escapar um suspiro pesado. "Você tem alguma idéia do que iria fazer comigo se ele... se ele fodidamente a tocasse outra vez?" Seus olhos se reorientaram, a fúria fazendo com que escurecessem ligeiramente. "E por acaso lhe ocorreu que eu gostaria de saber sobre tudo isso, porque eu me importo com você, porra?"

Minha frustração se sufocou e eu esqueci a minha raiva, atordoada demais para replicar. Eu sabia que ele se importava, mas ouvi-lo dizer aquilo me atingiu profundamente.

Aproximando-se, ele ergueu as mãos para segurar o meu rosto, mas eu não recuei de seu toque. Ou dele. Sua voz tornou-se baixa e grave, com uma nota de desespero. "Eu não entendo você, Bella. Você diz que não pode ficar longe de mim, mas você me empurra para longe quando é preciso." Seus olhos estavam fixos, hipnóticos, e penetrantes. "Isto não é sobre orgulho ou ganhar um argumento estúpido. Eu penso e faço planos só por você, porque eu sei o quanto estamos juntos. Talvez você goste de ser perseguida... Mas, eu me antecipei a você. Esse é apenas eu."

Eu estava muito chateada, culpa e tristeza se espalhando, ameaçando me sufocar enquanto eu tentava separar os meus pensamentos. O olhar em seus olhos, seu toque e proximidade, a borda selvagem em sua voz, me dominou completamente. Suas mãos emolduraram o meu rosto com mais firmeza, ansiosas e suplicantes. "O que você acha que há entre nós? O que você quer?"

A guarda baixou em seus olhos e eu vi esperança e dúvida, do jeito que ele me olhou na garagem, mas agora estava em pleno vigor. A familiaridade me inundou, percebendo que ele tinha sentimentos por mim desde então e que sabia quanto tempo antes de... Flashes de suas palavras de meses atrás me atingiram.

"Eu não sou do tipo que se apressar em nada a menos que eu tenha certeza de que o sentimento é mútuo. Eu quero você, tudo de você."

Não tinha havido decisão, fugaz imprudente a fazer de sua parte, concluindo que ele viu algumas coisas no meu comportamento e o anseio sob as minhas carrancas. Tinha sido concreto suficiente para convencê-lo quando eu estava em negação? Tudo o que eu podia pensar era que ele vinha trabalhando por algo significativo durante todo esse tempo, enquanto eu dando voltas com os meus truques. Eu era egoísta? Eu vivia em meu próprio mundo, incapaz de dar tempo para ele, enquanto ele estava aqui, esperando, perseguindo, querendo?

Incapaz de suportar a culpa recém descoberta, meu olhar caiu de sua expressão ferida. Eu sabia que tinha jogado com ele, nunca realmente o empurrando para longe. Era impossível ter compreendido a intenção em suas ações, mas eu sabia que no fundo, apesar de tudo, eu estava "envolvida no meu próprio mundo", como ele havia dito e essa verdade foi o que doeu mais. Eu não tinha previsto ou notado James, até recentemente, não tinha levado o aviso de Jasper suficientemente a sério, não tinha compreendido Edward até agora...

Como sempre seus jogos de conquista havia, começado, ele estava querendo e desejando e se importando além da razão ou garantia. Eu não entendi porque eu era egoísta... Eu o havia ferido, mas ele ainda estava aqui. Eu estava tão triste por ele e me senti ainda pior por mim mesma. A vergonha tomou conta de mim em um grau devastador.

Ele suspirou em derrota, arrancando-me dos meus pensamentos. Ele confundiu o meu silêncio e balançou a cabeça, sua expressão de dor focou no chão. "Eu não... Eu não posso mais fazer isso..." Ele disse em um sussurro. Ele virou-se com os ombros caídos e enfiou as mãos nos bolsos, se afastando de mim.

Eu queria correr até ele tanto quanto eu queria gritar com ele. De alguma forma, esta situação tinha ficado pior do que um encontro as cegas ruim. Eu olhei para o bilhete no meu pára-brisa onde Edward com raiva havia jogado. Eu o tinha feito se sentir desta forma e fiquei chateada comigo mesma mais uma vez. Quanto mais ele se afastava, mais doía.

"Espere", eu botei para fora, minha garganta quase fechando de emoção. Ele já estava na rua. "Edward... Edward!" Chamei por ele, desejando que ele voltasse, ferozmente querendo que ele voltasse. Eu sou uma covarde egoísta... Sinto muito por ter sido cega e tê-lo empurrado para longe. Ainda havia muito a explicar, tanto para dizer e eu não tinha ideia do que eu poderia dizer neste momento para ajudar. Mas fiquei com ainda mais medo dele ir embora, fechando a porta para sempre.

Irado, ele chutou uma pedra no caminho, pouco antes de desaparecer na noite. A pedra atingiu uma lata de lixo e desviou, derrapando na calçada. Foi o único som que permaneceu após o seu desaparecimento.

Parecia que o meu peito estava rachando, se espalhando como vidro quebrado. Ele realmente foi embora... ele se foi. As lágrimas brotaram, mas eu as pisquei, ainda não acreditando, me agarrando àquele fio de esperança de que ele iria reaparecer.

O silêncio me atingiu, o burburinho do parque de diversões tendo desaparecido há muito tempo. Minha respiração engasgou enquanto eu arrancava os olhos ardendo do lugar vago no escuro para o maldito bilhete no meu pára-brisa novamente. Maldito seja, James. Ele arruinou chance que eu tinha de seguir em frente tinha sido puxada debaixo de mim.

Roboticamente, eu entrei no meu carro e bati a porta, jogando o bilhete enrolado no assento do passageiro. Incapaz de segurar por mais tempo, um soluço rasgou através de mim. Eu dei um soco no volante com a palma da minha mão, enquanto as lágrimas queimavam pelo meu rosto. Então, eu me agarrei a ele por apoio, a mágoa brotando enquanto as lágrimas caíam pelo couro e os meus jeans. Eu queria estrangular James sem sentido e eu estava fervendo de fúria. Era isso o que Edward tinha sentido? Traído e ferido por esta violação? Mas não era apenas isso. Ele tinha perdido a esperança em mim...

Minha garganta estava quase fechada, fazendo-me tossir e chorar enquanto a minha visão ficava turva. Porque isso teve que acontecer? Eu chorei mais e mais, limpando o nariz com a manga.

Ele finalmente desistiu de mim e dos meus métodos prejudiciais, e só de pensar me fez querer me afundar nos mais escuros confins dentro de mim. Seus olhos doloridos e desconfiados brilharam na minha mente de novo, e eu sabia que isso não poderia ser resolvido, que ele nunca iria me perdoar. Eu chorei mais, não me importando com os casais ocasionais que passavam a caminho de seus carros.

Eu tentei me acalmar, pensar claramente, mas eu não conseguia. Não conseguia me concentrar em nada, exceto a desesperança ameaçando me engolir. Eu liguei o motor, apenas querendo ir para casa e me enrolar na minha cama para que eu pudesse mergulhar no meu desespero. Refletir sobre como uma noite perfeitamente boa, como nenhuma outra havia sido arruinada instantaneamente por minhas próprias ações.

Como se para completar a minha sorte, os céus nublados de Seattle se abriram, chovendo forte no meu pára-brisa. Os limpadores espirravam a água longe enquanto eu limpava os meus olhos várias vezes para poder ver a estrada. Eu repassei a noite mais e mais na minha mente, vendo os sentimentos em suas palavras contra as minhas respostas equivocadas, insensíveis. Eu tentei mostrar a ele que eu tinha tudo sob controle, pensando que ele estaria orgulhoso dos passos que eu tinha dado e que ele ficaria menos preocupado. Ele estava completamente pela culatra para mim. Eu deixei passar o detalhe óbvio, algo que Jasper tinha tentado me dizer. Eu não o tinha ouvido corretamente.

A verdade era que, mesmo se eu tivesse escutado, eu não teria sido aberta tanto quanto eu deveria. Eu não gostava da ideia de depender de Edward, nem de ninguém. Por mais que ele fizesse parte da minha vida e minha afeição por ele crescesse a cada dia, ainda era algo que eu estava lutando para aceitar, depois de tantos anos fazendo as coisas por conta própria. Todos esses anos de autoconfiança e buscando apenas os meus próprios conselhos, eu tinha me tornando muito aborrecida e cínica além do reparo?

Eu continuei a absorver a perda recente de Edward e percebi o quanto eu tinha ficado dependente dele. Eu sabia que qualquer desculpa para me irritar era a maneira que ele usava para tentar se aproximar de mim, mas ele estava realmente lá para mim quando a merda aconteceu. Minhas memórias brilharam com tudo, os sorrisos, a provocação, o café, os projetos, os almoços, e todo o tempo ele estava me observando e cuidando de mim. Eu não procurei a sua aprovação para me sentir bem comigo mesma, eu... Eu só precisava dele.

Eu não poderia ter as duas coisas. Esta noite provou isso. Se eu queria que ele fosse parte das coisas que eu fizesse, eu tinha que me compartilhar com ele. Isso me assustava muito, e me vi me perguntando se eu ia me perder para este homem forte e poderoso. Mas eu tremia mais, só de pensar na possibilidade de ficar sem ele inteiramente.

Eu estacionei na frente do meu prédio, respirando muco e esfregando meu rosto antes de enfrentar a solidão tranquila do meu quarto. Eu estava exausta e sem vida, arrastando minha auto tristeza pelas escadas, posteriormente pela porta, automaticamente chutando meus sapatos. Eu me sentia ainda pior do que há cinco minutos e abafei outro soluço. Inclinando-me contra a traseira do meu sofá, eu caí, permitindo que a dor vívida cavasse o seu buraco.

Como as coisas seriam sem Edward Cullen? Eu não conseguia nem pensar direito, enxugando os olhos doloridos, chorando de novo. O que eu iria fazer sem ele? Eu imaginava intermináveis noites solitárias comigo mesma e um jantar na frente da TV, ser deixada para trás por Emmett enquanto ele se ocupava com uma bela mulher, e sendo uma terceira roda para Alice e Jasper. Imergindo-me em um mundo de pessoas isoladas, só fechando a lacuna através de fugazes encontros sexuais. Na realidade, eu não tinha nada, senão as conversas esporádicas com os meus pais, o amor dos meus amigos, e a paixão pelo meu trabalho. Minha fortaleza usava ser satisfatória, mas Edward lentamente se infiltrou por ela e, de repente, a consciência da minha privação era a diferença que ele tinha feito na minha vida.

Minha clareza recém adquirida rodou, aprofundando a mágoa em meu peito. Edward estava certo. Metaforicamente, eu era uma garota sozinha em uma sala cheia de pessoas, secretamente esperando que alguém na multidão apertasse a minha mão e fizesse tudo ir embora. Eu olhei para as minhas mãos, lembrando a forma como se sentia nas dele.

Eu tinha um homem maravilhoso, persistente, tentando levar a minha mão na sua por muito tempo, enquanto eu virava as costas para as suas tentativas incontáveis vezes. Ele queria ser o único, mas eu esperava que ele fosse como todos os outros. Bem, ele finalmente desistiu de sua missão e foi embora. Peguei meu casaco e atirei-o no sofá atrás de mim. Eu queria me enrolar no escuro e sonhar com Edward enquanto me odiava. Meu rosto ficou tenso, o transtorno da tristeza ameaçando assumir. Eu tentei me acalmar e organizar meus pensamentos novamente.

A bola estava no meu lado da quadra, como eu sempre quis que estivesse. Mas agora... eu tinha que usá-la para um propósito. O que aconteceria na segunda-feira seria dependente das minhas ações. Eu tinha a sensação de que Edward não iria me encurralar na cozinha desta vez. Eu não estava esperando que ele tentasse mais e eu não o culparia se ele não o fizesse. Então, ocorreu-me que isso era uma possibilidade real. Se eu me sentasse e deixasse crescer este abismo entre nós, poderia ser mais prejudicial. Edward teria tempo para pensar na sua solidão e a minha omissão o convenceria ainda mais a me deixar. A própria idéia de vê-lo todos os dias no escritório, revivendo o meu erro e incapaz de me aproximar dele era insuportável.

Eu deveria ir até o seu apartamento e forçá-lo a ouvir as minhas explicações nenhuma das quais parecia razoável agora. E se ele se recusasse a me ver? Minhas dúvidas começaram a surgir. Eu sabia que, com base no meu comportamento passado, sua confiança em mim não valia muito. Talvez ela nunca fosse recuperada de novo... Eu balancei a cabeça, jogando para longe essa possibilidade. Se fosse para realmente perdê-lo desta vez, não seria pela repetição das minhas besteiras. Uma mulher que evitava seus sentimentos era, na verdade, indigna deles. Eu via isso agora.

O impulso de agir me tirou da minha neblina ferida. Eu peguei meu casaco e coloquei meus sapatos ainda mais determinada. Assim que eu peguei a minha bolsa, uma batida soou na porta, fazendo-me me afastar da maçaneta. Meu alarme desapareceu quando o aborrecimento tomou seu lugar. Fodido Marc e seu açúcar. Eu não estava a fim de atender a vizinhança, a essa hora da noite. Eu iria sair de qualquer maneira. A batida soou novamente, mais firme e com impaciência. Eu quase rosnei, enxugando os olhos pela última vez antes de abrir a porta.

"Marc, este não é um bom..."

Eu perdi a minha respiração, vendo Edward parado na minha porta, os nós dos dedos levantados em posição de bater e seu cabelo molhado caindo na testa. Ele olhou para mim com um misto de angústia e alívio, percorrendo o meu rosto e checando os meus olhos. A dor incômoda no meu peito me fez lembrar de respirar.

"O que você está fazendo aqui?" Sussurrei, observando as gotas de água se formando nas pontas do seu cabelo.

"Sinto muito", disse ele, com um abraço de esmagar, as roupas molhadas encharcando a minha blusa. "Bella..." Ele suspirou no meu cabelo. "Você me disse sobre James... e como eu poderia deixá-la vir para casa sozinha, te abandonar? Se qualquer coisa acontecesse com você..." Ele me apertou em seus braços em um aperto de morte enquanto o meu casaco e bolsa caíam no chão.

"Eu estou bem. Está tudo bem," Eu garanti incapaz de respirar, fechando meus olhos contra seu peito.

Seus braços me soltaram enquanto ele se afastava um pouco para olhar para mim, a respiração dele batendo em meus lábios. "Tudo o que eu sempre quis..."

"Shh..." eu pressionei meu dedo indicador aos lábios dele, aliviada por ele estar aqui. Ele não tinha necessidade de me tranquilizar, eu precisava tranquilizá-lo. Sua mandíbula estava tensa, mas eu nunca o tinha visto parecer tão perturbado e vulnerável. Eu não era a única ferida e chateada, e eu precisava resolver isso agora. Tornou-se claro o quanto precisávamos um do outro e como era impossível ficar longe por mais tempo. "Sinto muito, também. Está tudo bem, Edward. Nada de ruim irá acontecer comigo, eu tenho que..." eu disse suavemente, meu dedo traçando levemente sobre os lábios dele.

Suas mãos deslizaram até o meu rosto, segurando-me a ele com cuidado como se eu fosse quebrável. "Será que alguma coisa aconteceu?", ele perguntou profundamente preocupado.

"Sim. Eu sinto muito por ter te afastado... eu... quando você disse que não poderia mais fazer isso... Achei que você quis dizer 'adeus'", eu murmurei entrecortada, lutando contra as lágrimas frescas enquanto olhava para cima em seus lábios.

"Eu quis dizer que não poderia lutar com você sobre isso..." Ele me puxou para mais perto com um suspiro e minhas mãos foram hesitantes para as laterais da cabeça dele, meus dedos se arrastando em seu cabelo molhado, só para ter certeza de que ele era real. Seguramos o rosto do outro, nos olhando, deixando o momento se solidificar e aprofundar.

Estendendo o dedo indicador, ele tocou levemente meus olhos vermelhos e inchados, considerando-os.

"Eu não sabia que eu ficaria tão chateada", eu admiti com uma fungada.

Ele suspirou de novo e empurrou uma mecha emaranhada de cabelo do meu rosto. "Eu sou um idiota Bella..."

Eu pisquei de volta. "Do que você está falando? Eu sou a idiota aqui," eu disse em uma voz arranhada, colocando a mão sobre a sua na minha bochecha.

Eu não percebi mais lágrimas escaparem até que os polegares de Edward as enxugaram. "Você me frustra além das palavras, mas, você é uma pessoa incrivelmente independente e eu me apavorei com isso. Eu não deveria ter feito isso. Eu só..."

Eu coloquei o meu dedo sobre seus lábios de novo, suavemente acalmando-o. Eu não queria que ele ficasse mais angustiado.

Ele fechou os olhos por um segundo e beijou o meu dedo indicador. Nossos olhos se cruzaram quando ele se inclinou ainda mais, minha outra mão se arrastando ainda mais em seus cabelos com o movimento enquanto ele pressionava os lábios a uma lágrima perdida. "Eu fui horrível com você também. Eu... eu não posso fingir que não há nada mais entre nós", eu disse, exalando trêmula. "Eu sinto muito..." Eu não consegui terminar, a emoção havia emaranhado as palavras na minha garganta. Entristeceu-me mais pensar no dano que eu tinha causado, mas eu não poderia descrever a felicidade que eu sentia, agora que ele estava aqui, me dando esta chance de fazer as coisas direito.

Ele deslizou as mãos até meus ombros, me segurando perto, e moveu seu rosto até a minha testa. O silêncio se aprofundou enquanto meu coração batia constantemente. E então acelerou. Minha boca estava perto de seu pescoço e eu respirei seu cheiro misturado com a chuva. Virando a cabeça uma fração, eu coloquei um beijo de verdade na pele lá. Ele era tão sólido e quente e eu fechei meus olhos, revelando-o enquanto a dor dentro do meu peito se esvaía. Seu cabelo fez cócegas quando ele se moveu para beijar o meu rosto perto da minha orelha, me abraçando com mais força.

Eu estava segura e confortável como nunca tinha me sentido antes com ninguém. Enterrando a minha cabeça em seu ombro, eu lentamente coloquei pequenos beijos em seu pescoço até que a gola da sua camisa me impediu. Ele se esticou e estremeceu com a sensação.

Segurando a parte de trás da minha cabeça para olhar para mim, ele disse, "Eu não vou me afastar de você assim de novo." Seus olhos verdes eram brilhantes, mas haviam amolecido, e então ficaram mais ansiosos enquanto percorriam todo o meu rosto.

"Eu não vou te dar uma razão para..." Um formigamento nervoso cantou no meu estômago como um tilintar agradável quando ele se inclinou para baixo, tocando seus lábios nos meus. Sua boca era macia e cheia e eu podia sentir as gotas da chuva em sua pele. Eu queria tranquilizá-lo de quão profundamente eu me importava e queria provar isso a ele. Que eu era capaz de dar afeto e ternura. Minha língua lentamente se enroscou com a dele, roçando levemente e de forma tão completa que eu podia provar os sabores suaves do algodão doce de antes. Eu queria mostrar-lhe que todos os seus esforços não haviam sido em vão.

Minhas mãos traçaram seu pescoço, meus dedos se agarraram à gola do seu paletó e na camisa por baixo.

"Você ainda está molhado... suas roupas ..." Eu comecei, ciente de que ainda estávamos no corredor gelado. Em um movimento rápido, Edward deu um passo para frente, pressionando-se contra mim, e chutou fechou a porta.

"Não é nada", ele murmurou, puxando-me para ele com uma nova urgência e capturou a minha boca novamente. Minhas costas foram pressionadas contra a parede enquanto ele me beijava com firmeza. Eu empurrei o casaco de seus ombros.

"Eu não quero que você pegue um resfriado", murmurei contra seus lábios. Sorrindo enquanto beijava, o tecido molhado bateu alto contra o chão no silêncio da sala.

"Mmm..." Ele gemia baixinho e seus braços me seguraram mais perto, envolvendo a parte de baixo das minhas costas. Tomei consciência de seu corpo pressionado contra mim, as linhas duras do seu peito arfante contra o meu, suas mãos deslizando para cima.

Ofegantes e oprimidos, permanecemos nos tocando e beijando e começamos a ficar mais e mais ansiosos para saborear o outro e estar perto. As coisas estavam indo rápido, mas eu não queria parar. Ele precisava de mim e, em vez de questionar tudo, eu relaxei. Sua língua estava em toda parte na minha boca, hábil e surpreendentemente natural. Mãos fortes deslizaram pelo meu cabelo, provocando prazer e necessidade, meus dedos ligeiramente se enrolaram.

Sua boca procurou meu pescoço, lábios se arrastando ao longo da minha pele, antes de se abrir para me provar. Um gemido escapou de mim, havia desejo mais era como se algo tivesse mudado entre nós. Algo irrefreável.

"Edward... Eu sei que temos muito a dizer... mas..." eu murmurei em seu ouvido, perdendo meus pensamentos enquanto seus lábios percorriam a minha pele.

"Eu quero você". Firmemente, ele puxou o decote da minha blusa, expondo o meu ombro, beijando, lambendo e provocando. Isso era tão bom...

"Eu quero você também." Oprimida, meus joelhos quase dobraram.

"Não como uma válvula de escape...", ele murmurou contra a minha pele.

"Nunca mais. É só eu e você..." Seus lábios instantaneamente cobriram os meus e eu estava perdida nele. Gemendo, eu enrolei meus dedos em seu cabelo molhado, pressionando a minha boca mais firme na dele, ofegando enquanto seus lábios se moviam sobre os meus com mais força. O aperto no meu peito aliviou, querendo ceder e experimentar. Eu sabia que eu simplesmente tinha que tê-lo e nada poderia me parar, exceto a mim mesma.

Liberando seus cabelos, minhas mãos percorreram seu peito, agarrando sua camisa e puxando. Ela estava presa em algum lugar e eu a queria fora.

Ele riu contra a minha boca, sentindo a minha impaciência quanto eu lutava contra a camisa, ansiosa para sentir a sua pele. Ele fez uma pausa, puxando-a sobre a cabeça, o abdômen foi flexionado com o esforço. No instante em que ele a tinha fora do meu caminho eu engoli em seco, lutando contra os nervos.

Ele era tão sexy, músculos definidos e quentes sob as minhas mãos. Eu me imaginei tantas vezes debaixo de sua camisa e gravata, tentando preencher as memórias daquela noite de bebedeira, mas isso era real. Iríamos finalmente fazer isso... e mais do que tudo, eu queria isso.

Eu o puxei para mim, beijando sua boca novamente com urgência, que ele definitivamente estava sentindo também. Eu não tinha certeza de como ele gostava de ser tocado ou o que lhe agradava mais, mas eu queria adivinhar.

Talvez ele tenha visto a minha incerteza, porque, de repente, levantou-me na borda traseira do meu sofá, segurando-me de forma com que as minhas pernas estivessem abertas com ele no meio. A nova posição me colocou mais ao seu nível e o senti duro contra a minha perna. Excitada e impaciente, eu brinquei com o cós da calça jeans em um torpor, pronta para mostrar o que eu queria, pensando no quão bem ele iria se sentir nas minhas mãos.

"Bella, eu não acho que eu possa parar", ele gemeu, suas próprias mãos deslizando debaixo da blusa na parte de trás do meu quadril, em busca de um pouco de pele.

"Eu não quero que você pare", eu respondi, minha boca se arrastando por seu ombro, pescoço e peito. Nenhum de nós fez uma pausa enquanto nós explorávamos e nos livrávamos de nossas roupas.

Lentamente, ele retirou minha a minha blusa, o material molhado escorregadio me fazendo sentir frio. Exposta, eu tremi, mas não por causa do ar. O olhar em seus olhos era pura carência, desejo e excitação.

Arrepios subiram pela minha pele onde ele traçou as bordas da minha clavícula e seios, seus dedos deslizando pela renda do meu sutiã. Era tão bom e isto era apenas o começo...

Seus dedos levemente escovaram meus mamilos, gemendo quando sentiu o quanto eu estava excitada. Um formigamento instantaneamente passou por mim enquanto a minha testa caía em seu ombro, gemendo e querendo mais.

Empurrando um fio de cabelo fora do caminho, ele inclinou a cabeça para o lado enquanto acariciava e lambia ao longo da minha pele. "Você é tão bonita", ele sussurrou asperamente.

Ele era tão doce e eu senti a verdade em suas palavras. Mas era ele que era bonito. Forte, mas gracioso, controlado, porém sensível. Eu imaginei o cabelo acobreado contra os meus travesseiros, absorvendo seus beijos, agradando-o apenas porque era certo. Nós estávamos nos abrindo, não se ocupando de que nós mergulharia no desconhecido, segurando um ao outro com força. "Leve-me para o meu quarto..." Engoli em seco contra seu peito.

Sua boca macia encontrou a minha novamente com uma nova sensualidade ardente que agitou algumas das partes mais profundas dentro de mim. Eu gemi e beijei sua orelha, respirando, "Estou tomando pílula", enquanto passávamos pelo corredor até o meu quarto escuro, com toques de lábios e mãos impacientes. Achei melhor colocar essa informação para fora antes que a minha coerência escorregasse. Eu queria que ele se sentisse completamente seguro sobre tudo isso.

"Eu me lembro...", respondeu ele, sorrindo contra a minha pele.

Isso me surpreendeu, incapaz de me lembrar daquela troca.

Sem perder o ritmo, ele passou as mãos pela lateral do meu corpo, os polegares traçando sobre meus quadris enquanto nos aproximávamos da minha cama. Eu senti a colcha fria sob a minha pele quando ele se ajoelhou em cima de mim, puxando meus jeans para baixo rapidamente, deixando meus sapatos escorregarem com o material. Eu tremi de novo enquanto ele tirava os próprios sapatos, se juntando a mim na cama.

Quando ele se ajoelhou, eu me movi ao lado dele, empurrando-o de costas e montando seus quadris. "Eu preciso de você agora," eu disse, desafivelando seu cinto habilmente.

Em um flash, eu estava em minhas costas com Edward me prendendo. Eu comecei a respirar de forma irregular. "Você quer a satisfação rápida, sem intimidade?" ele sussurrou acima dos meus lábios. Eu choraminguei insegura. Eu estava doendo, pulsando por ele. Eu não sei se eu poderia tolerar as agonias das preliminares, o lento e torturante.

Então ele me beijou profundamente, sua língua empurrando a minha. Meu coração estava batendo louco contra o meu peito, incomodado com a falta de controle. Tentando recuperá-lo, eu me arqueei contra ele. Eu o senti tenso e endurecer ainda mais, gemendo em meus lábios.

"Você não tem idéia de quanto tempo eu esperei por isso... por você." Ele mordiscou levemente o meu pescoço. Seu tom de voz áspero de costume era encantador e desesperado agora.

"Eu acho que eu tenho... Mesmo quando eu odiava você, eu te queria", eu respirei.

"Eu sei. Você não conseguia ficar longe de mim." Ele mudou para o outro lado do meu pescoço. "Toda vez que você saía do meu escritório eu queria agarrá-la e..."

Seus lábios aceleraram para baixo ao longo do meu ombro e eu o senti crescer mais. "E o que?"

Alisando meu cabelo para trás, ele tocou minha bochecha vermelha. "Deitar você na minha mesa, imaginando o seu cabelo se espalhar e sua pele macia..." Ele traçou os dedos pelo meu lado e sobre a curva de minha cintura, deixando um rastro de arrepio e fogo.

Eu o olhei com uma nova adoração, levando as minhas mãos até o seu rosto. Sabendo que ele tinha pensado em mim dessa forma, eu me lembrei de como ele manteve a distância, nunca se movendo além dos nossos beijos. Ansiando de forma tão paciente, pensativa... e silenciosamente por mim... Eu trouxe seus lábios nos meus, sugando suavemente com um calor renovado.

"Eu pensava em como seria bom me sentar com você em sua cadeira..." Eu admiti. "Com as minhas pernas em volta de você." Eu mordisquei sua orelha com um sorriso.

Ele gemeu baixinho enquanto as minhas palavras aumentavam sua fantasia. "Essas suas pernas são tão lindas e sexy...", disse ele, lentamente acariciando da minha coxa até o joelho. Eu me mexi com o movimento delicado, mas ele me segurou firme, levando meu joelho até a sua cintura."E eu amo seus quadris, a maneira como você se move..." Ele mordeu o lábio como se resistindo a provar tudo isso.

Eu relaxei nos travesseiros. "Mostre-me", eu sussurrei, puxando o lábio de seus dentes com um beijo, levemente percorrendo com a minha língua seu lábio inferior.

Nós nos beijamos enquanto seus dedos foram para as alças do meu sutiã, puxando-as para baixo, expondo-me. "Há um monte de coisas que eu me lembro de você." Tão, enigmático e provocante.

Eu engoli a minha resposta, ofegante, quando ele tocava o meu seio. Mais uma vez, eu queria pedir esclarecimentos, mas encontrei-me incapaz de me concentrar em qualquer coisa, exceto em suas mãos.

"Ainda bonita e delicada", ele murmurou. Suas mãos eram fortes e graciosas ao mesmo tempo, seu polegar me provocando. Engoli em seco suavemente enquanto a outra mão explorava, tocando, deslizando, e provocando desde o meu ombro até o tornozelo, demorando-se em minhas curvas, acendendo pontos de prazer através do toque. "O que eu mais gosto são os sons que você faz." Ele sussurrou com a voz trêmula, com as mãos ansiosas, mas cuidadosas.

Uma pontada de luxúria ondulou através de mim e eu pensei que meu coração não poderia bater mais rápido. Senti seu cabelo fazer cócegas quando ele abaixou a cabeça, deixando trilhas de beijos pelo meu peito até que eu senti sua língua, queimando quente e molhada no meu seio. Minha respiração engatou pela da sensação, enquanto outro ataque de desejo me inundou. Meus olhos deslizaram completamente fechados, enquanto cantarolava a paixão entre nós.

Eu ouvi a nossa respiração se misturar, o farfalhar dos meus lençóis, e a sensação de suas mãos e lábios me levando a alturas que eu nunca tinha sentido antes. Agarrei seu cabelo úmido entre meus dedos. Um homem nunca tinha tirado tempo para me tocar desta maneira e Edward estava concentrando todos os seus esforços em me agradar.

Em me ter. Assim como ele sempre teve...

Eu queria fazer o mesmo por ele. Fazer com que ele soubesse que nós poderíamos ser íntimos assim.

Minha memória brilhou, lembrando nossos almoços. A forma como seus lábios se moviam e sua língua lambia, especialmente, os pequenos ruídos de contentamento que ele fazia durante a mastigação. E agora sua língua parecia incrível em mim, se movendo em pequenas trilhas, persuasivamente reacendendo a dor latejante. Ele tinha a boca mais sensual que eu já tinha experimentado.

Foi demais e eu comecei a choramingar, contorcendo-me debaixo dele. Ele ergueu a cabeça e voltou ao meu pescoço me provocando, sorrindo contra a minha pele. Respirando de forma desigual, eu usei o momento para desabotoar sua calça jeans, querendo-o dentro de mim mais do que nunca. Quando eu cegamente me atrapalhei com o zíper, Edward colocou sua mão sobre a minha, arrastando-o para baixo, me guiando para sua ereção. Isso era mais do que bom para mim.

Eu pressionei minha palma contra ele, querendo fazê-lo se sentir bem. Ele estava incrivelmente duro para mim, o que provocou em mim uma emoção feliz e corajosa. Eu o fazia sentir-se dessa maneira. Ele exalou um gemido, desfrutando do contato e orgulho inchou dentro de mim.

Mergulhando a mão sob o tecido de sua cueca boxer, eu corajosamente passei meus dedos em torno dele, sentindo-o duro, a pele macia pulsar na minha mão. Ele gemeu, mergulhando um pouco a cabeça com um arrepio quando eu comecei a acariciá-lo lentamente com uma mão firme. Eu me perguntei mais uma vez do que ele gostava especificamente, querendo agradá-lo. Isso tudo era tão novo, estes toques com propósito e consideração, totalmente engajados em estar juntos.

"Mmm... Bella... isso é tão... bom..." ele gemeu baixo e de forma superficial enquanto seus quadris suavemente empurravam para frente em busca de atrito. Cativada por suas respostas, continuei trabalhando nele mais rápido e nossos lábios se encontraram novamente. Sua respiração contra os meus lábios veio mais pesada, seus beijos quase ásperos. Nós dois estávamos tão ansiosos agora, como se todo o resto tivesse desaparecido.

Era só Edward e eu, com apenas este momento entre nós. Era sexy e verdadeiro.

Sem me esquivar em torno da incerteza e frustração, para ver suas barreiras descer esta noite, compreendê-lo, a nossa conexão muito mais aberta e terna. Eu nunca conseguiria afastar esse homem novamente. Eu estaria negando a atração magnética de nossas mentes e corpos. No fundo, eu sabia que nunca teria desistido dele, mesmo que a sua paciência tivesse se esgotado antes disso. Mas eu queria recuperar o tempo perdido.

Nós estávamos girando esta noite mágica e eu queria ser a força motriz que faria isto emocionante e feliz. Eu pressionei beijos por seu rosto e pescoço, mostrando a ele o quanto eu me importava em agradar-lhe. Eu queria mantê-lo em minha bolha e deixar tudo ir por ele, lhe mostrar o que eu poderia sentir por ele também.

Todos estes pensamentos, desejos e oportunidades fizeram meu coração disparar de emoção, misturada com o desejo que corria através de mim. Olhei entre nós, seus membros longos e corpo tonificado em exibição, seus quadris levemente balançando para fora da calça jeans enquanto eu o segurava firme. Droga... perfeição. Observei a minha mão circular sua ponta e, em seguida, mover-se novamente, apalpando e acariciando-o enquanto ele gemia de prazer.

"Eu quero você... tanto", eu sussurrei através da minha respiração, libertando-o para deslizar o jeans para baixo o melhor que pude. "Você não sabe o que tem sido para mim."

Senti os músculos de seu estômago apertar quando ele recuou, balançando fora de seu último artigo de roupa, enquanto olhava para mim através de olhos escuros, fervendo. "Hmm... Eu acho que tenho uma ideia."

Eu suspirei com maior consciência da minha calcinha encharcada. "Eu não me lembro daquela noite muito bem e todo esse tempo, eu queria você assim... muito", eu admiti.

"Bella...", ele respirou, pressionando seu corpo contra mim com uma excitação crescente. "É ainda melhor desta vez." Sua mão deslizou pela minha pele com um propósito. "Mas eu vou ajudá-la a se lembrar." Ele era brincalhão agora, charmoso me envolvendo em um êxtase provocante.

Infiltrei minhas mãos pelo seu cabelo, colocando pequenos beijos impacientes em seu rosto e ombros. Ele estava tão quente, duro e perfeito. Eu não queria esperar mais. "Por favor." Eu abri as minhas pernas ainda mais, pedindo-lhe para descansar ali e me encher. Eu tinha Edward completamente nu na minha cama e queria saboreá-lo.

"Primeiro, eu quero ver você se desfazer em meus braços..." ele sussurrou com os dedos à direita na parte de fora da minha perna e depois na minha coxa, se movendo para puxar a minha calcinha de renda para fora. Sem o meu consentimento, minha umidade escorreu, fazendo a antecipação correr através de mim. Eu gemi em resposta, sentindo-me nervosa.

"Eu vou fazer você se sentir tão bem", garantiu confiante. Meu pulso acelerou enquanto seus dedos se aventuraram mais abaixo, deslizando entre as minhas pernas. Engoli em seco e estremeci com a minha reação, meu corpo estava tenso como um fio desencapado. Ele cutucou a minha abertura, fazendo a minha mente girar com o prazer sensível. Sem lutar, eu relaxei na cama, deixando seus dedos assumirem o meu mundo.

Ele gemeu, beijando a minha boca enquanto eu gemia quando ele começou a trabalhar em mim. "Eu me lembro agora..." Suas pálpebras tremularam brevemente fechadas, logo depois as abrindo para transmitir nada mais que pura luxúria.

Nos olhamos por um momento, mas eu não conseguia manter meus olhos abertos. Seus dedos eram qualificados, trabalhando e mais, cravando em mim as sensações. Minhas mãos subiram sobre seus ombros, pescoço e cabelo, tentando ancorar a mim mesma, mas ele continuou me trazendo mais e mais perto, se movendo mais rápido. Minha coerência escapou.

Edward circulou aquele ponto implacavelmente, minhas pernas enfraquecendo, relaxando em seu toque. Tentei abafar os meus sons enquanto ondas de felicidade rodavam sobre mim.

Pressão e calor se construíram ainda mais, viajando e apertando a minha garganta seca até o meu peito, em meu estômago, bem de onde ele estava me tocando. Eu gemi, sentindo o orgasmo se aproximar. Tinha sido há tanto tempo, e nunca com ele... que eu pudesse me lembrar.

"Eu quero que você deixe ir, Bella... por mim..." ele sussurrou ansiosamente, sua voz profunda com uma luxúria apaixonada. A partir das fendas da minha visão, nossos olhos se encontraram novamente e a baixa vibração de suas palavras me enfraqueceu ainda mais, o meu corpo tremeu sob seu controle.

Ofegando e tremendo, eu deixei ir, minha garganta seca doendo ainda mais enquanto eu ofegava e gemia. Ele continuou a me tocar, embora de forma mais suave, mais suave do que antes. Seu braço em volta das minhas costas, me puxando para perto, enquanto eu tremia em seus braços. Sua outra mão deslizou até a minha cintura, se arrastando até os lábios. Eu o vi através da minha impotência envidraçada, fechar a boca sobre seus dedos, me saboreando.

"Lembro-me disso também...", ele sussurrou, suas palavras e a ação provocando o meu desejo novamente.

Suspirei, puxando seus lábios de volta para os meus, provando a mim mesma em sua língua em um beijo profundo, agradecendo-lhe. Apreciando. "O que mais?" Eu perguntei, sem fôlego, fraca e formigando, lutando contra a névoa na minha cabeça enquanto eu colocava meus dedos em seu peito.

"Eu me lembro... como você era atrevida, me atacando e quebrando os meus móveis", disse ele, brincando.

Eu senti meu rosto ficar quente na quase escuridão, assustada em seus braços. Ele impediu a minha agitação com uma mão suave na minha bochecha, rindo baixinho. "Você está corando de repente?"

Eu ri, me sentindo boba depois do que eu tinha acabado de fazer em seus braços, e relaxei um pouco da minha tensão. Eu deixei meu corpo relaxar contra ele, escovando meus dedos em seu mamilo. "Eu... você gosta disso... com força?" Novo calor aqueceu meu rosto de vergonha. Eu me senti ridícula por perguntar.

"Eu gosto de você..." ele disse, cortando o meu riso enquanto se esfregava contra mim, acelerando a excitação quente e estimulada. Essa foi uma resposta boa o suficiente para mim. Nós nos beijamos febrilmente, deslizando nossas línguas juntas.

Eu coloquei meus dedos em seu cabelo e as mãos de Edward estavam em cima de mim, e então, beijando um caminho até o meu pescoço e lábios, nublando minha mente novamente.

Eu gemi e me arqueei contra ele, tão pronta para estar mais perto. Ele me segurou pela cintura até que inesperadamente me levantou de joelhos. Eu caí contra o seu peito com a minha cabeça em seu ombro, incapaz de pensar. Meus membros ainda chiavam com o formigamento, relaxados e dormentes ao mesmo tempo.

Ele virou o meu rosto e pressionou a sua boca na minha num beijo duro. Eu segurei seus ombros enquanto ele colocava as minhas pernas em volta dele e agarrava os meus quadris com as mãos. "Bella...", ele sussurrou, seus olhos famintos nos meus.

Mais uma vez, eu o tranquilizei, colocando o dedo sobre seus lábios. "Shh... Eu quero... Eu quero você. Sempre quis, eu só..."

Lentamente, ele lambeu os lábios, engolindo alto enquanto empurrava para dentro de mim. Ele me estendeu, queimando um pouco enquanto ofegávamos e gemíamos juntos, adequando-se ao sentimento. Disso, eu podia me lembrar...

Eu ainda estava tensa do meu clímax, mas tentei relaxar, permitindo-lhe penetrar ainda mais fundo. Ele ficou tenso com um gemido e parou.

"O que foi?" Eu sussurrei em seu pescoço, mordendo um gemido, arrastando minhas unhas levemente em suas costas. "Estou estourando sua cereja?" Eu o provoquei, sorrindo e brincando.

"É que... Tem sido um tempo." Ele beijou a minha clavícula, puxando para trás e, em seguida, empurrando lentamente, enquanto as minhas mãos suavemente brincavam com seu cabelo. O sentimento era... indescritível. Tão bom...

"Você não esteve com ninguém?" Eu perguntei, sem me preocupar em esconder a minha surpresa. Eu assumi... Eu não sabia o que realmente pensar.

"Não, desde você", ele admitiu, relaxando um pouco, puxando para fora e, em seguida, empurrando uma vez mais, finalmente me enchendo por completo.

Eu gemi e respirei de forma desigual com o quão bom ele se sentia dentro de mim. "Por quê?" Minha curiosidade permaneceu por pouco tempo enquanto meus instintos eram inundados. Seu braço estava tremendo, segurando-se, o outro embrulhado em torno de mim, enquanto seus olhos se fechavam em concentração.

Ele exalou com impaciência. "Chega de conversa", ele rosnou. "É melhor que a única palavra a sair de seus lábios seja o meu nome", brincou ele docemente, beijando-me com força.

Antes que eu pudesse responder, ele segurou meus quadris, abruptamente empurrando novamente, parecendo mais apertado neste ângulo.

Perdido em mim mesma, eu comecei a explorar as sensações acendendo no meu corpo. Nossos sons se misturavam tranquilos. Eu segurei Edward enquanto nós naturalmente e instintivamente formávamos nosso ritmo. Agarrei seus ombros com mais força, gemendo baixinho sobre seus lábios enquanto respiramos juntos. Eu estava mais convencida do que nunca de que este não teria sido tão importante se eu tivesse apressado as coisas. Ele apertou minhas curvas em arco contra ele, enquanto seus quadris encontraram os meus e o suor se construía sobre os nossos corpos. Minhas mãos foram para os seus cabelos novamente, mantendo-o perto enquanto abafava os meus gritos e gemidos em seu pescoço. A tensão aumentou, arrepiante e esmagadora, girando em espiral.

"Eu quis isso por um longo tempo, tudo em você." Ele resmungou em um sussurro áspero, nos jogando de volta nos travesseiros. Eu o sentia em todos os lugares, desde o preenchimento de todos os meus sentidos, aos pensamentos que se estendiam em toda a extensão da minha mente. Agarrei suas costas, segurando-o contra mim enquanto o nosso ritmo continuava com aumento de energia, acariciando-me profundamente. Pressionando a palma da mão em meu joelho, ele levantou minha perna até a cintura, espalhando-me e empurrou mais forte, mais profundo, esmagando o peito contra o meu.

"Sim..." Eu respirei acentuadamente enquanto se dirigia dentro e fora de mim, seus movimentos ficando instáveis e rápidos. Eu sabia que ele estava perto da libertação e mais do que tudo, eu queria que ele gozasse, que tomasse o seu prazer de mim. Nós balançamos juntos, nossos membros grudados, e nossa respiração áspera misturada. O calor subia entre os nossos corpos enquanto ele me penetrava completamente, grunhindo baixinho no meu ouvido, os lábios roçando o meu pescoço, cavalgando-me mais alto.

"... Edward", eu soluçava, sentindo o ataque do meu êxtase rasgar por mim. Minhas unhas cravaram em suas costas, e eu enrijeci debaixo dele.

A cabeceira da minha cama balançou, fazendo barulho nas placas de madeira. "Ugh, porra... Bella..." Ele arquejou, suando pelo esforço, respondendo aos meus gritos suaves. Nós agarramos um ao outro enquanto ele estremecia com suas estocadas finais, se libertando em mim.

O sangue martelava em meus ouvidos e a testa de Edward descansou na curva do meu pescoço enquanto os sons de nossa respiração se esparramavam na escuridão do meu quarto. Eu não sei quanto tempo nós ficamos ali presos um ao outro, respirando mergulhados nos lençóis, enquanto as batidas dos nossos corações desaceleravam. Ele gemeu, aninhando meu pescoço com beijos enquanto eu segui meus dedos para baixo, na lateral do seu corpo para acalmá-lo, o brilho de suor em seu corpo parecia glorioso.

Eventualmente, ele levantou seu peso de cima de mim para se apoiar nos cotovelos e eu inalei um hálito fresco, inflando embaixo dele. O silêncio encheu o ar quando ele me olhou sério, me mantendo presa entre os braços a cada lado da minha cabeça. Eu olhei para ele, observando a forma como sombras azuis brincavam através do seu rosto. Me aproximando, eu escovei meus dedos através do seu cabelo encharcado da chuva e do suor em sua testa.

Seus olhos percorreram rapidamente o meu rosto antes de lentamente se inclinar para me beijar com tanta ternura que a minha garganta se fechou e os dedos dos meus pés se enrolaram. Nenhuma palavra era necessária por agora.

Cuidadosamente saindo de mim, ele se instalou ao meu lado, colocando o cobertor sobre nós, e abraçou o meu corpo contra o seu peito. Sentindo-me oprimida e exausta, a mão de Edward suavemente esfregou as minhas costas e ombros, e sono rapidamente nos alcançou.

Antes de cair, eu respirei com felicidade, doçura e alívio. Se era em sua casa ou na minha, eu não sairia ao nascer do sol novamente.


PREVIEW DO CAPÍTULO 21

"Ainda temos algumas coisas para resolver." Sua voz firme vibrou em seu peito e em meu ouvido, me tirando do meu conforto. "Você guarda muitos segredos." Havia uma nota estranha em sua voz.

"Sim ... eu sei", admiti, meu mal humor crescendo. Eu relutantemente estiquei meus braços e pernas para me despertar, mas ainda me mantive agarrada a ele.

"Detalhes que ainda me iludem", ele continuou, e eu deixei. "Eu pensei que eu estivesse me enganando em um certo ponto ... tentando encontrar a última peça do quebra-cabeça. Tentando entender os seus métodos ..."

"Eu vou explicar o que puder pra você, Edward", eu assegurei novamente, preocupada com as suas lamentáveis declarações.

"Eu sei que você vai", ele disse, com a mesma nota estranha em sua voz. Uma tensão atrelada a ... sarcasmo? Intrigada, eu estava prestes a começar a contemplar perguntar quando eu senti algo gelado no meu ombro, e me virei.

Eu estava cega pela cor amarela e por dois olhos redondos.

Atordoada, o meu pensamento correu compreendendo antes da gagueira e do impasse. Era o Pato de número seis!

Eu gritei em voz alta, me separando de Edward e do emaranhado de lençois. Eu não pude começar a compreender o meu estado de surpresa, medo e pânico. Eu tinha que agir rápido. "Oh meu Deus ... me dá de volta o pato!"

Edward caiu na gargalhada, levantando a mão no alto, balançando o pato de número seis como se fosse uma medalha de ouro.


Eles foram da briga aos finalmentes! É engraçado que eles começaram a fic transando, mas essa pra mim parece como se fosse a primeira vez deles.

Olha vou dar puxão de orelha, vocês estão lendo, mas não estão comentando. Quanto mais demoram pra comentar, mas demoro pra postar. Então faça a parte de vocês que eu faço a minha.

Eu tenho um Outtake para postar antes do capítulo 21, então coloquem o outtakes no favorito/alerta e fiquem de olho

www(ponto)fanfiction(ponto)net/s/6658806/1/I-Hate-You-Kiss-Me-Outtakes

Beijos

xx