I Hate You, Kiss Me

Sinopse: Bella desistiu de namoros, mas tem uma noite com o misterioso Edward Cullen. Ambos são surpreendidos quando ele consegue um emprego em seu escritório de advocacia! Os Colegas de trabalho Alice e Jasper, seu melhor amigo Emmett e a chefe sensual Rose, desempenham um papel na vida amorosa de Bella.

Disclaimer: A fanfic pertence a BittenBee que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer. Não copie a tradução e nem a história, tudo é da BittenBee.


"O que está por trás de nós e o que está diante de nós são matérias minúsculas comparadas ao que está dentro de nós." - Ralph Waldo Emerson

"Nunca tenha medo das sombras. Elas simplesmente querem dizer que há uma luz brilhando em algum lugar próximo." - Ruth E. Renkel


Capítulo 23

(Traduzido por NaiRobsten)

Minhas entranhas se agitavam lentamente, meus nervos estavam estirados. Eu tinha uma boca seca e um coração pulando como um velho despertador. Doente, mas alerta. Você nunca saberia me vendo em meu terninho e saia lápis combinando, no entanto. Eu estava determinada a acabar com isso da maneira que você se livra de uma pneumonia.

Enquanto eu olhava para os meus formulários preenchidos pela milionésima vez em busca de erros, até mesmo para ver se meu nome não tinha sido escrito errado, eu sabia que meu stress ia me levar ao meu juízo final.

Uma mão grande e quente foi colocada sobre a minha, estável e firme. "Bella, você precisa relaxar." O rosto de Edward carregava uma expressão cuidadosamente enigmática, mas seus olhos se suavizaram em minha direção.

Nós brigamos o caminho todo até o tribunal. Tudo começou quando brigamos sobre quem iria dirigir, puxando um ao outro em direções opostas na garagem até que Edward teve o suficiente e me jogou por cima do ombro como um Neandertal. Ele alegou que eu não estava emocionalmente apta para dirigir. Ridículo. Quase deixando cair a minha pasta por estar pendurada de cabeça para baixo, eu continuei a me contorcer, soprando meu cabelo para fora do rosto com uma série de maldições. Não precisando brigar mais, desde que ele tinha conseguido o que queria por pura força, eu finalmente me cansei, tonta com o sangue correndo para o meu lobo frontal e fiquei parcialmente preocupada que meus chutes nos fariam beijar o concreto.

Tínhamos continuado até lá em meio a birras e murmúrios de aborrecimento sobre o que dizer e o que não dizer e a interferência geral de Edward. Eu o deixei se juntar a mim, mas eu estava inflexível sobre segurar as minhas pontas até depois, quando eu poderia me aconchegar em seu peito e respirar aliviada. Mas, naquele momento, eu queria estrangulá-lo e jogar alguma coisa nele.

Assim que chegamos, eu estava uma bagunça por dentro. James estava atrasado ou não apareceria. Seu paradeiro sinistro era o seu método de alimentar os meus medos, mas eu tinha que me lembrar de que ele era apenas um homem. Um homem perigoso. E agora um homem atrasado. Dizer que eu estava nervosa seria altamente impreciso. Eu estava com medo de enfrentar a minha sombra.

A mão de Edward mudou-se para pressionar levemente o topo do meu joelho em um conforto silencioso. Ele sabia que eu não queria grandes gestos de heroísmo e um simples toque era exatamente o que eu precisava. Eu tinha que me concentrar em apresentar o meu caso para o juiz ou a audiência seria discutível.

Não foi simplesmente o fato de ter que confrontar James que me assustava, mas o que isso representava. Eu nunca deveria ter me preocupado com Edward comprometer a minha independência, tinha sido James gradualmente sugando que a qualidade do meu espírito o tempo todo. Eu tinha percebido isso depois do meu último encontro com Laurent.

"Boa tarde a Srta. Swan", cumprimentou Jane, do seu lugar na mesa do lado de fora do escritório de Laurent.

Edward insistiu em vir comigo, mas ele não parecia surpreso com a decoração ousada de erotismo na sala de espera. Qualquer pessoa normal ficaria surpresa e talvez um pouco desconfortável com o gosto de Laurent na decoração. Este detalhe não passou despercebido por mim. Claramente, Edward já tinha estado aqui. Eu tinha permitido que Edward estivesse na minha situação, entendendo muito bem o que ele era capaz e de seu rigor teimoso para verificar todos os meus recursos. Ele entrelaçou os dedos longos em seu colo, a sua mente em algum lugar perdida em um pensamento profundo.

Eu senti a mesma sensação de calma determinação, me preparando para o pior.

Não demorou muito para que Laurent aparecesse na porta aberta em um terno rosa choque ajustado elegantemente à sua forma musculosa. Um brilho parecia viajar sobre ele. As estreitas pontas de sapatos de verniz brilhavam, acentuando o prendedor de gravata de bronze colocado ordenadamente, antes piscando em seu olhar fixo. Jane estava perdida em uma revista, familiarizada com exposição pródiga de Laurent, e virou uma página, sem reconhecer sua entrada brilhante.

"Senhorita Swan", ele cumprimentou com um sorriso cremoso. "Por favor, junte-se a mim em meu escritório." Ele conduziu Edward e eu no interior antes de fechar a porta. Quando nos sentamos, Laurent estendeu a mão para Edward para se apresentar, os anéis de ouro adornando seus dedos tendiam a piscar meticulosamente.

"Eu sei que ele já o visitou, não vamos perder o tempo de todos", eu disse nitidamente enquanto Edward se inclinava de mão estendida para Laurent.

Ambos os homens se ajeitaram e olharam abertamente para mim por um momento.

Embora os esforços de Edward me confortassem, eu senti que as apresentações educadas eram extremamente desnecessárias para o meu benefício. Edward limpou a garganta e Laurent imediatamente focou novamente em mim.

"Ceci ne me surprend pas. Nada lhe escapa, senhorita Swan". Suas íris de chocolate pareciam derreter as minhas, o encanto irradiando dele. "É bom ver você de novo, senhor Cullen." Uma troca, em silêncio ambíguo passou entre eles.

Foi a minha vez de limpar a garganta. Abruptamente começando a trabalhar, Laurent pegou um arquivo atrás de sua mesa e silenciosamente deslizou para mim.

Nada poderia ter me preparado para o que eu estava prestes a colocar os olhos.

Estranhamente, minhas mãos tremeram contra a pasta de cartolina. Como arrancar um band-aid, com determinação eu olhei para dentro. Edward enrijeceu ao meu lado e meu coração ficou preso na garganta. Lentamente, a princípio, eu passei cada foto para Edward, absorvendo as cenas diante de mim. James estava em cada foto, todas elas em conjunto com Edward e eu...

Folheei-as mais rapidamente, girando-as na direção de Edward enquanto o medo frio corria em mim. Uma foto de Edward e eu sentados no nosso restaurante chinês me congelou no lugar. Um choque passou pela minha espinha. Detalhes pareciam passar pelo papel como um efeito dominó. A blusa creme que eu estava usando, o clipe familiar preto prendendo o meu cabelo de forma casual e bagunçada... Eu estava sorrindo, um gesto de pousar o garfo no prato e Edward aparecendo como se estivesse rindo para mim.

E então James, de pé ao lado de trás de uma árvore de bordo em plena cidade, nos observando. O fotógrafo estava no canto oposto, formando um triângulo de posições, a cena se desenrolando diante de sua lente.

Esta foto foi tirada há dois dias.

Edward engasgou no mesmo momento em que eu tinha chegado a esta conclusão.

"Foda-se", eu assobiei, minha voz presa sob minhas costelas. Eu me empurrei para fora da mesa, a cadeira derrapou e as fotos foram espalhadas pelo chão. Meus olhos percorreram em volta desfocados enquanto eu tentava recuperar o fôlego. Estaria ele do lado fora da casa Laurent neste exato momento? Será que ele sabia o que eu estava fazendo aqui? A bile se agitou no meu esôfago como a água lentamente a preenche uma mangueira de jardim. A ansiedade me submergiu a pleno vigor e eu me virei, apoiando uma mão contra a parede, a outra pressionando o meu templo.

James tinha me perseguido o tempo todo... nós.

Ele estava nos observando em cada foto: Edward e eu passeando pela calçada, jantando em vários restaurantes... no almoço, no café, do lado de fora da minha porta, no parque de diversões... Ele era como uma criatura nos cantos do meu mundo, sinistro e invasivo, vivenciando cada nova e agradável ocorrência em minha vida durante o mês passado, pelo menos. Minha risada, meu sorriso, meus flertes, eles eram todos dele, também.

Eu me assustei quando duas mãos se colocaram sobre meus ombros. Edward me apertou com firmeza contra ele, esfregando os meus braços, impaciente. "Bella..." ele falou com uma calma urgente, tentando me tranqüilizar. "Ele não vai tocar em você", ele sussurrou.

Naquele momento, nada que Edward dissesse poderia me ajudar, eu estava no limite quando a minha mente absorveu a extensão da obsessão inabalável de James. Ele era mais perigoso do que eu poderia imaginar - totalmente, a prova evidente de como ele tinha estado firme nas sombras. Talvez James nunca fosse me tocar, mas esses princípios maravilhosos, com Edward e os pedaços da minha vida não poderiam ser preciosos e privados com a proximidade de James contaminando-os. Eu lutei contra a vontade de vomitar bem ali no tapete Laurent.

"Eu sei que esta notícia não era o que você estava esperando, senhorita Swan", Laurent falou quase clinicamente, pisando delicadamente.

"Não esperava, mas não descarta a possibilidade", Edward respondeu em uma voz isolada. Eu reconheci o seu tom profissional e respirei asperamente contra ele, sua forte presença começando a me acalmar.

Eu me recompus, mentalmente preparada para esta audiência, empurrando para trás as memórias. Um suor frio residual permaneceu na minha pele, meu interior continuava uma zona. Minha tensão não passou despercebida por Edward e ele deu outro aperto meu joelho.

De repente, as pesadas portas se abriram atrás de nós e Edward e eu nos separamos, voltando a nossa atenção para a parte de trás da sala.

Um guarda entrou, tomando o seu lugar na frente. Minha respiração escapou de onde havia se construído no meu peito, o baque estridente do meu coração enchendo meus ouvidos. Nós estávamos visivelmente tensos e eu sabía que precisávamos nos conter e ficar equilibrados.

Meu nome foi chamado e isso nos tirou de nossos lugares. Eu me coloquei em pé diante do juiz atrás de uma mesa, segurando a pasta em minhas mãos como uma tábua de salvação. Eu entreguei meu documento escrito para estender a ordem temporária e os documentos do tribunal original.

Então, esperamos por James caminhar através das pesadas portas a qualquer momento.

Tribunais sempre pareceram seguros para mim, onde a justiça era mantida em sua forma mais digna. Pela primeira vez, eu queria correr para fora do tribunal, sem olhar para trás. Edward estava perto, nossos ombros quase pressionados. Apesar da minha aparência calma, minhas mãos não paravam de tremer.

James nunca apareceu.

A boca do juiz terminou pressionada com um bico em uma carranca, acentuando as linhas duras de desaprovação. No entanto, eu apresentei o meu caso, na ausência de James, submetendo as minhas provas recolhidas, e foi concedida uma ordem de restrição de um ano. Nós teríamos que ser cautelosos de nosso paradeiro de agora em diante e um escorregar de James iria resultar no envolvimento imediato da Central de Polícia de Seattle.

Saímos da sala de audiências, o bom tempo arejando nosso cabelo enquanto nós respirávamos fundo com um pouco de esperança renovada. Eu olhei em volta cautelosamente, não vendo nada, exceto o céu brilhantes cheio de cantar de aves e pessoas andando pela cidade em suas disposições habituais. Casais passeando, os indivíduos fazendo suas coisas, esperando na fila do ponto de ônibus, sentados em bancos lendo, e o proprietário da loja limpando a vitrine da frente. Enquanto descíamos as escadas de mármore, Edward começou a rir de si mesmo.

"Essa parte certamente virou a nosso favor", comentou ele, exalando um pouco da tensão.

"Eu estava com medo de que as coisas nunca voltassem a ser sem problemas. Fiquei mais surpreso que ele não apareceu para contestar a ordem..." Eu estava preocupada que James aparecesse e tentasse mentir para se safar. O sol fraco parecia suavizar a minha tremedeira interna. No entanto, eu continuava pressionada ao lado de Edward.

"Ao não aparecer, ele basicamente entregou a coisa toda a você." Era verdade. Em sua ausência, o juiz poderia conceder-me o que eu queria. Ainda assim, eu não me arrependia da contratação Laurent. Após pisar a uma distância razoável do tribunal, Edward gentilmente virou-me pelos ombros para enfrentá-lo. "Você não vê, Bella? A covardia que o manteve nas sombras foi a sua própria ruína. Essa ordem está definida agora. Deu-lhe a oportunidade de desafiá-lo, e agora... esqueça contestações, ele não ter aparecido cai sob medida para os seus motivos. Ponto final."

Edward disse "motivos" com um traço de desgosto. A luz do sol acentuou seus fios cor de fogo do grosso cabelo, fazendo-o parecer ainda mais feroz e quase deus em seu papel protetor e mestre da profissão que escolheu. Então me trouxe para perto de novo, envolvendo os braços em volta de mim. Eu fechei meus olhos, inalando o perfume delicioso de seu paletó, querendo acreditar que as coisas seriam melhores agora. "Você vai ficar bem?" ele perguntou no meu cabelo.

Eu sabia que ele quis dizer emocionalmente, e concordei com a cabeça contra o peito dele, concentrando-me em nosso pequeno sucesso. "Eu estou bem agora. Admito que estava com medo antes, o pensamento de ficar frente a frente com ele..."

"Eu sei." Ele apertou seus braços em mim e eu mantive-me momentaneamente enterrada em seu abraço. "Nós devemos conseguir algo para comer."

Eu estava comendo com moderação, desde ontem, nervosa demais para manter qualquer coisa no estômago. Neste ponto, eu estava faminta. Voltamos para o Jaguar e Edward segurou a porta do passageiro aberta para mim antes de deslizar para o lado dele.

"Tão nojento quanto parece, eu acho que eu encharquei de suor o meu terno e preciso me trocar". Minha blusa estava colada em minhas axilas. No geral, eu sentia nojenta.

"Hmm, suor... remover suas roupas... isso soa como algo que você possa precisar de ajuda". Ele girou a chave na ignição, olhando para mim com um sorriso, de volta para suas velhas travessuras sedutoras.

Revirei os olhos com um pequeno sorriso. "Quando você disse 'alguma coisa para comer", eu achei que você quis dizer comida. "

Ele riu, atravessando o console e divertidamente apertou minha coxa. "Eu nunca consigo resistir... Mas você realmente deve comer algo bom. Vou levá-lo para sair esta noite para uma refeição de verdade." O motor ronronou quando ele saiu do estacionamento no local, se infiltrando no leve tráfego.

"E já que você desfruta de comer em lugares variados, eu acho que devemos ter a sobremesa na sua casa." Eu dei-lhe um olhar sugestivo através de meus cílios, apertando sua mão que descansava na minha coxa, por sua vez.

Edward colocou mais pressão no pedal do acelerador e o cenário começou a passar rápido por nós. Meu sorriso desapareceu quando paramos em um sinal vermelho e eu olhei pela janela, pensando ter visto James na esquina do cruzamento, ou onde ele estava, em geral. A cidade estava cheia de corpos ocupados e fendas que era quase demasiado fácil para um perseguidor.

Eu olhei de volta para Edward, observando suas características bonitas concentrando-se na rua em frente de nós e sentindo o calor constante de sua mão na minha. "Estou feliz por você estar comigo, Edward," eu falei baixinho.

Seu rosto brilhou com surpresa diante da minha explosão. Formando uma expressão suave, eu sabia que ele havia entendido que eu quis dizer mais do que apenas por hoje. "Eu também", ele respondeu com um sorriso tenso, apertando minha mão de novo. "Eu vou parar no escritório para pegar a papelada para levar comigo para casa mais tarde."

Na frente do meu prédio, eu tirei o cinto de segurança com um adeus apressado. Eu precisava de um banho para relaxar do stress e do esgotamento, também. Edward pegou meu pulso.

"Nem mesmo um beijo de despedida?" ele perguntou com um falso horror.

Minha expressão ranzinza se transformou em um meio sorriso. "Mas esta roupa está realmente fazendo-me sentir bruta", eu choraminguei.

"Você não parece bruta", disse ele alegremente, passando o dedo sobre um dos botões do meu blazer.

Eu deixei a maçaneta da porta, permitindo-lhe me trazer de volta por um momento.

O motor cantarolava em ponto morto, a música baixou, e eu fechei os olhos para o calor suave de seus lábios enquanto nós compartilhávamos um beijo. Eu adorava as reações que ele tinha quando me beijava, mas eu não iria deixá-lo sair de mão desta vez.

"Mmm..." Eu gemi, pronta para fugir.

Sua mão segurou meu queixo, puxando-me mais para perto, aprofundando o beijo. Afundei nele enquanto seus lábios docemente me influenciavam. Eu senti como se estivesse em um sonho, quente e confortável. Colocando minhas mãos nas laterais de seu rosto, eu recuei, levando comigo uma respiração dele. "Obrigada", eu sussurrei, meus olhos fechados contra a testa dele.

Edward respondeu com um último beijo suave, fazendo meus dedos enrolar. "Vejo você em algumas horas. Descanse."

Eu balancei a cabeça, afastando-me finalmente em um salto e fechei a porta atrás de mim. Com um piscar poucos no meu ambiente eu fui capaz de recuperar o equilíbrio de qualquer feitiço que Edward tinha lançado sobre mim, e dancei até meus degraus da frente, tirando as minhas chaves do bolso do casaco. Com um último aceno entrei, ouvindo o Jaguar de Edward se afastar depois que eu já estava dentro do prédio. O esgotamento bateu no meu corpo assim que eu entrei no meu prédio.

A audiência tinha acabado, eu tinha me equipado, tinha um homem que cuidava de mim, e uma perspectiva mais otimista sobre o futuro. Imediatamente me esperando estava um banho quente, roupas limpas, e uma reunião com o meu sofá.

E, no entanto... A falta de confronto com James me roubou o encerramento. Ele nunca apareceu no tribunal, mas onde estava ele? Instável, eu caminhei mais rapidamente para o meu apartamento, precisando me trancar um pouco e pensar.

Virando a chave, eu empurrei a porta aberta, deslizando minha mão familiarmente ao longo da parede para o interruptor de luz, já meio fora do meu casaco. O silêncio parecia errado.

Fiz uma pausa na escuridão, meu corpo inundando com hipersensibilidade instantânea. Era a mesma inquietação de quando eu caminhava para a Festa de Natal da Lawrence, e algo que eu havia sentido em tantas outras pequenas ocasiões que foram ignoradas. Segurei minhas chaves, colocando-as entre os dedos como garras salientes, minha mão formando um punho. Com apenas um instante de hesitação, eu continuei arrastando a minha mão livre ao longo da parede.

Luz expõe verdade, uma realidade transparente. Empurrando o interruptor, a luz amarela inundou a minha sala de estar, revelando James sentado em uma cadeira do outro lado da sala.

Meu estômago embrulhou na minha garganta. Ele estava me esperando. A luz não fez nada para acabar com o terror instantâneo em meu corpo como se eu o olhasse pela primeira vez em meses. Ele parecia exatamente o mesmo, usando um par de jeans casual e uma camisa de botão branca.

"Parabéns por seguir o seu instinto. Achei que você ia iria cegamente pular pra dentro até mim. Muito ruim para você que você não ouviu os seus instintos quando nos conhecemos."

Sua voz profunda pareceu tirar-me do choque inicial de sua presença.

"Eu deveria ter escutado um monte de coisas sobre o meu instinto, e eu vou começar seguindo-o agora." Minha voz tremeu sob estresse, mas eu estava mais alerta do que eu já estive em toda minha vida.

Ele levantou-se da cadeira, e minha mão se fechou mais apertado em torno das chaves. A necessidade de fugir era mais forte do que nunca. Possibilidades turbulentas derraparam através da minha mente, calculando o quão longe eu iria chegar, se os meus pulmões relaxassem e eu explodisse com um grito. A voz de James cortou a minha fuga ou luta interior.

"Nesse caso, feche a porta." Seus olhos escuros que estavam fixos em mim, brevemente desviaram para o brilho das garras de latão. Eu não sabia exatamente o que ele tinha planejado, mas eu notei que ele não estava carregando nenhuma arma visível. Observando-o com cuidado, eu fechei a porta do meu apartamento. Ganhando ou perdendo, eu receberia o encerramento desta vez.

Minha respiração parecia falhar no ritmo em que eu dei alguns passos para dentro, e coloquei as chaves na borda de cima do balcão da cozinha, fingindo uma forma descontraída.

"O que você quer, James?"

Ele chegou mais perto, parando no lado oposto da ilha de cozinha, apoiando as mãos no balcão. "Primeiro de tudo, esvazie seus bolsos sobre a mesa. Eu não quero que você chamando-o e arruinando os meus planos", ele rosnou.

Eu obedeci novamente, tirando o meu celular e colocando ao lado das minhas chaves. Lá se foi o meu plano para silenciosamente mandar uma mensagem para Edward do meu bolso. Foi como um chute no estômago, sabendo que eu tinha acabado de sair de seu carro minutos atrás, e agora ele estava muito longe, no distrito financeiro. James fez um gesto para que eu o deslizasse através da bancada até ele e relutantemente eu fiz o que ele queria. Fiquei com nada, exceto as roupas do corpo e, mesmo assim, eu esperava poder mantê-las, também.

"Eu vou perguntar de novo, o que diabos você está fazendo no meu apartamento?" Repeti através de meus dentes, irritado com as suas exigências, lutando contra os nervos.

"Eu vim para conversarmos", ele respondeu vagamente.

Meu coração se apertou com a ansiedade, minha pele vibrando com uma apreensão desconfortável. "Eu tenho uma ordem de restrição contra você. Você está em violação da mesma, mas eu tenho certeza que cumprir a lei nunca esteve em sua lista de coisas a fazer..." Edward e eu havíamos descoberto tão pouco sobre seus negócios escusos, mas eu tinha certeza de que James estaria flutuando em algum círculo do inferno eventualmente.

James soltou um riso perverso, me irritando ainda mais. Seus olhos escuros encontraram os meus novamente, e sua próxima declaração trouxe calafrios para a boca do meu estômago. "Um pedaço inútil de papel? Nunca houve qualquer coisa que você pudesse fazer para me impedir de tomar o que é meu. Nada".

Havia finalidade no seu tom, e eu quase acreditei nele. As palavras ficaram presas na minha garganta, porém, não tendo nada a disputar no momento. Era evidente que ele foi ameaçado por minha ordem de restrição, de repente, agindo agora, mas eu não ia negar a realidade da minha situação, refutando a sua declaração. Nós dois sabíamos disso. Eu senti a minha compostura deslizar.

"Você vê, Bella, eu estive esperando por esse momento por muito tempo. Meus esforços valeram à pena."

Meu olhar vagou em torno da cozinha, observando os objetos mais próximos de mim como possíveis armas. "Você tem sido excepcionalmente bom em seguir por tanto tempo. Por quê?"

"Você tem algo que eu quero", respondeu ele, olhando-me mais como um lobo faminto.

Engoli em seco para conter a náusea, e meus olhos se fixaram na faca de cozinha situada ao lado da pia. "Eu não vou te dar nada", eu respondi, olhando para ele. A raiva parecia me ajudar a manter os nervos sob controle.

James riu perversamente. "Você realmente não tem escolha neste momento."

Eu tremi de desgosto. "Eu me pergunto por que alguém tão empenhado em um comportamento sombrio se incomoda em ir atrás de alguém tão próximo da lei. Você poderia ter problemas sérios".

"Eu não pretendo dar uma merda", ele rosnou. Ele tomou uma respiração calmante, substituindo a sua raiva com um sorriso afiado como uma navalha. Ele era louco. "Você sabe o que? Eu sempre amei você, Bella. Você é inteligente, mas não mais esperta do que eu. Eu sabia que você era teimosa e evasiva, mas o fato de que você passou muito tempo comigo, me deixou te beijar e nunca realmente disse "não", foi a sua fraqueza. Eu quase tive você. Quase", disse ele com uma carranca. "Então aquele filho da puta veio varrendo, confundindo-a e desviou do caminho do que tínhamos."

"Bem, você tem a mim agora. Que mais você poderia querer?" Eu perguntei, esperando dar-lhe uma falsa sensação de realização e de segurança.

Sua expressão se transformou e ele corou com raiva de novo e seu punho bateu em cima do balcão, balançando minha fortaleza. "Mas eu não tenho tudo! Ele tem tudo. Você tem tudo. Eu? Eu estava brincando com ambos, mas isso acaba agora. Eu estou apenas começando."

James deu vários passos em direção a mim e eu dei vários para longe dele, mantendo-me no lado oposto do balcão. Ele sorriu com um humor negro enquanto eu continuava polegada por polegada para trás na direção da pia.

"Não vamos fazer isso difícil, Bella."

"Eu entendo que você está ganhando, mas eu nunca vou me entregar de novo. Pensei que você me conhecia melhor do que isso."

Ele deu de ombros como isto não fosse um obstáculo significativo em seus planos. "Isso não importa. Não há nenhum outro lugar para você ir."

O que ocorreu em seguida aconteceu rapidamente. James se lançou ao redor do balcão, e eu peguei uma faca em seu display de madeira.

James foi mais rápido.

Eu cortou o ar enquanto recuava a ponto de a lâmina só pegar em sua camisa. Determinada a me defender, eu perseverei e arrastei a arma ao longo das fibras onde estava enroscada, rasgando a pele logo abaixo.

Ele rosnou, golpeando-me na bochecha com tanta força que eu caí no chão, a lateral da minha cabeça batendo contra a porta da geladeira. O golpe não foi inesperado, só a dor imensa que me inundou quando o tremor se dissipou. Eu fiquei desorientada, minha visão nublou, rodopiou e ficou sem foco, meu coração batendo em um frenesi caótico. Um triste gemido escapou-me enquanto eu estava deitada sobre o azulejo frio, pensando que minha cabeça tinha cruelmente se dividido ao meio.

A sombra demoníaca de James pairou sobre mim enquanto eu tentava me sentar e recuperar o rumo. Tarde demais. Ele agarrou-me pelos braços, puxando-me, me pressionando contra a parede com força. Um tom vermelho se infiltrou em sua camisa branca, o sangue ainda escorrendo lentamente de seu ferimento.

"Bem, se isto não é familiar", gabou-se, levantando-me para longe da parede e me batendo na superfície vertical mais uma vez.

Eu gritei de dor, o impacto do espancamento e a fragilidade do meu corpo contra a sua força. Ele estava se aproximando com um sorriso malicioso, encantado com meu fracasso. E virei o rosto do dele, ofegante. "Vai se foder".

Irradiando mais força, ele pressionou seus dedos em meus ombros, dando-me as contusões familiares novamente. Sua respiração era pesada em meu pescoço, inclinando-se para inalar a fragrância da minha pele. Então eu senti sua língua quente na minha garganta, deslizando uma trilha molhada até meu rosto dolorido. Meu corpo estremeceu de repulsa.

Sua voz era perigosamente baixa em meu ouvido, florescendo em seu elemento no meu estado indefeso. "Você vê, Bella, eu tenho grandes planos que vão além de você. Mas você tem algo que eu preciso. Acesso. Quando Emmett me disse que você trabalha em um escritório de advocacia, eu sabia que essa era uma oportunidade. Você era uma solitária mulher, ansiosa por um bom divertimento. Eu preciso do seu conhecimento da lei para preencher a papelada e abrir portas para mim." Suas mãos foram para o meu cabelo como as de um amante, retirando os fios do meu rosto na direção dele. Seus dedos puxaram dolorosamente com certeza deixando hematomas no couro cabeludo. "Eu tenho de fazer ofertas, documentos que tem que passar, e você, doce Bella vai me ajudar." Seu olhar sinistro travou no meu. "Eu estava perto antes... Eu quase tive a sua confiança, sua adoração, o seu corpo."

"Você está delirando. Você nunca chegou perto", eu cuspi em um tom grave. "Toda vez que você me beijou e colocou suas mãos sujas sobre mim foi nada menos do que repugnante. Eu não me importo com os seus planos. Você é uma merda de desculpa para um homem. Eu não pertenço a ninguém." Nesse momento, meus músculos vibraram contra sua contenção. Eu não sabia de onde vinha a minha coragem de falar aquelas palavras.

Nossos corações estavam subindo e descendo rapidamente com o desafio. Era claro que eu havia ferido seu ego como e a fúria apareceu em suas características.

De repente, ele me agarrou pelo blazer, rasgando-o e me atirou contra o balcão. Minhas mãos bateram na superfície, amortecendo a minha queda, mas James foi rápido novamente, a raiva estimulando-o enquanto pressionava a minha barriga para baixo - a cabeça contra o mármore.

"Oh, você pertence a alguém, Bella", ele rosnou em meu ouvido, torcendo os meus braços atrás das costas.

"Edward", eu fervi de dor.

"E imagine o que Edward está fazendo agora. Ele está pensando ingenuamente que vai te ver mais tarde. Planejando o encontro, escolhendo a gravata, comprando flores... E tudo por nada."

Como se estivesse participando da conversa, o meu celular tocou, iluminando e vibrando contra o balcão. Eu sabia que era Edward, e meu coração acelerou com uma esperança desesperada. Cada segundo que eu o assisti, impotente sob o controle apertado de James parecia mais doloroso do que o último. De repente, o toque foi interrompido por seu punho batendo o transformando em uma confusão de peças quebradas. Com o seu silêncio iminente minhas esperanças foram também quebradas em desespero.

"Não há ninguém para salvá-la desta vez." James riu baixinho no meu ombro, pressionando seu corpo contra o meu. Com uma mão segurando meus pulsos, a outra desceu a lateral do meu corpo e deslizou sob a barra da minha blusa. Eu me contorci em suas mãos sujas na minha carne, na tentativa de cravar o meu salto em seu pé. O esforço só resultou nele me pressionando mais contra o balcão. A superfície dura sob a minha bochecha machucou a minha mandíbula e esterno. Era assim que acabaria para mim? "Você é uma mulher bonita, Bella, mas você acha que é boa demais para mim. Vou te mostrar a quem você pertence e Edward terá que conviver com isso."

Edward terá que conviver com isso. Foram essas as últimas palavras que fizeram com que alguma coisa para deslocasse dentro de mim. Meu coração chorou com o pensamento de ser deixada quebrada para Edward. Eu pisquei as lágrimas, apesar da ereção de James crescente e duro em minhas costas, seus dedos viajam em cima de mim. Sua distração perversa afrouxou o aperto em meus pulsos e, por um momento, eu acreditava que poderia vencê-lo com tudo o que tinha em mim.

A energia correu pelo meu corpo, se alojando no meu intestino. Mordendo meu lábio inferior entre os dentes, juntei a minha força e me soltei com um grunhido, batendo a minha cabeça já ferida em seu rosto. Eu senti a crise de ossos contra a parte de trás da minha cabeça latejante.

James gritou em fúria e me soltou, segurando o nariz em ambas as mãos. Eu assisti sem remorso como trilhas espessas de sangue escorriam pelo seu pescoço, seus olhos escuros de dor selvagem. Minha cabeça latejava dolorosamente pelo impacto, meu corpo tremendo com o esforço e o medo. Eu peguei a faca que tinha caído no chão antes, posicionando-me em uma posição defensiva. Eu poderia matá-lo? Não poderia?

Chocando nós dois houve uma explosão repentina na minha porta. A madeira velha balançou, quase arrombada pela força. Eu tinha certeza que não era Marc pedindo açúcar desta vez. Eu reajustei a minha posição, não sabendo o que atacar, James ou este outro intruso. Eu não tive que debater comigo mesma mesmo por muito tempo.

A porta foi arrancada de suas dobradiças com um som ensurdecedor, batendo no chão com um estrondo ensurdecedor. Edward passou pela porta agora aberta, respirando com dificuldade com uma fúria assertiva que eu nunca tinha visto antes.

Uma pessoa mais fraca do que eu teria desmaiado com a visão. Instantaneamente nossos olhos se conectaram e eu fiquei além de aliviada por ele estar aqui. Seu olhar cintilou no meu rosto machucado, sua expressão preocupada escurecendo.

Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, Edward pegou James em seu aperto sólido, arrastando-o como uma boneca de pano. "O que diabos você faz com ela!?" ele gritou com raiva, seu punho cambaleando para trás, em preparação para um golpe.

"Não!" Eu gritei, movendo-me pela primeira vez. "Edward, não", eu pedi e a cabeça de James rolou para trás, revelando seu nariz, grotescamente quebrado.

Só então, eu me dei conta de que Edward havia trazido companhia. Ninguém menos que Laurent passou pela porta caída, Marc o seguindo como um pássaro em seus calcanhares.

"Bella, você está bem?" ele chiou por trás do terno de três peças elegantes de seda cor de vinho de Laurent.

"Chegamos assim que foi possível", disse Laurent se desculpando.

"Eu vou ficar bem." Eu olhei de volta para Edward, mãos ainda punhos na camisa ensanguentada de James.

"Por quê?" ele rosnou, respondendo à minha explosão anterior.

Eu coloquei a faca em cima do balcão, flexionando a mão dolorida do aperto tenso que eu tinha em torno do cabo. "Porque, a polícia vai levar em conta o seu abuso, e eu não quero que James encontre qualquer lacuna contra nós. Vamos deixá-lo como auto-defesa. Por favor, Edward." Eu queria matar James mais do que ninguém, mas um de nós tinha que permanecer equilibrado no meio daquela loucura.

Olhamos um para o outro, meus olhos implorando com o olhar mortal. Desenrolando seus dedos, Edward finalmente lançaou James com um empurrão e se levantou, seus olhos treinados como um caçador. "Laurent, ligue para a polícia e os informe sobre a situação."

Os olhos amendoados de Laurent encontraram os meus brevemente antes de ele elegantemente se retirar da sala com o celular na mão.

"Bem, parece que meu trabalho está feito..." Marc começou, parecendo doente com a cena diante dele. "Eu deixei os dois entrarem no prédio quando disseram que era urgente... que você poderia estar em apuros." Ele olhou para James, inquieto, um pouco horrorizado com o que poderia ter acontecido.

"Obrigada, Marc," eu disse suavemente, dando um beijo em sua bochecha. "Eu devo-lhe mais do que eu posso dizer."

Ele sorriu, ficando vermelho como uma beterraba, murmurando sobre verificar Laurent enquanto saía.

Nem bem ele havia se virado, Edward me pegou em seu abraço, me segurando perto e com cuidado como se eu fosse feita de cristal. Nós não falamos, e Edward me olhou mais de perto. A parte de trás de sua mão levemente escovou sobre a contusão no meu rosto, sua expressão era de preocupação e de dor.

"Você não sabe", eu sussurrei.

Edward colocou um dedo sobre os meus lábios e balançou a cabeça, seu olhar me levando com nova determinação, sua mandíbula tensa. Era a sua maneira de me mostrar o quão chateado ele estava e eu me perguntava o que a minha própria expressão mostrava. Embora eu continuasse a tremer, senti como se nada de ruim pudesse me tocar de novo na sua presença.

"Arrume algumas roupas. Depois de resolver tudo com a polícia, eu vou te levar embora." Sua voz era baixa e cuidadosamente calma.

Evitando que os meus olhos fossem em direção a forma ofegante de James, eu fui para o meu quarto para fazer o que Edward me disse. No banheiro joguei água na minha cara, olhando para os danos. Minhas mãos ainda estavam tremendo enquanto eu as revestia em sabonete líquido, tentando esfregar da minha pele a experiência que eu tinha acabado de passar.

Minha mente ainda estava lidando com o que poderia ter acontecido. Eu afastei os pensamentos repugnantes para a minha própria sanidade, e olhei para mim mesma no espelho. Minha pele estava horrivelmente pálida e manchada com o estresse, e havia uma grande mancha roxa e vermelha na minha bochecha. Meus olhos estavam com problemas, endurecidos e vítreos. Eu desabotoei minha blusa rasgada, tentando respirar de forma lenta e profunda para manter a calma. Cautelosamente, eu examinei superficialmente os hematomas no meu corpo no espelho: impressões digitais vermelhas em meus braços e pulsos, as marcas no meu quadril. Minha cabeça ainda estava latejando de dor e minhas costas e ombros doíam por causa da parede.

Depois de ajeitar minha blusa, eu cuidadosamente prendi meu cabelo despenteado em um coque bagunçado e peguei as coisas no meu armário. Eu mal registrei meus movimentos enquanto fazia uma mala com os meus pertences. Fechando os olhos, eu levei um momento para me preparar mentalmente para o caos que se seguiria com o interrogatório de polícia.

Quando eu reentrei na minha sala de estar com uma mentalidade mais estável, James estava enrolado em posição fetal, tremendo no chão. Corri em pânico, minha reação contrastando fortemente para Edward, que estava casualmente encostado na porta danificada, olhando.

O rosto de James estava branco como uma folha misturado com verde para completar uma tez aterrorizada. "O que diabos você fez com ele?" Eu perguntei, meus punhos cerrados. Edward e eu sendo responsabilizados por isto era a última porção de estresse que eu precisava agora.

James respondeu com um gemido patético, encolhendo-se ainda mais como uma centopéia. Edward no entanto, estava novamente enigmático, sua postura aparentemente relaxada.

"Eu pedi para você não abusar dele. A polícia provavelmente estará aqui em breve e verá..."

Edward empurrou para fora da parede, despreocupado com esse detalhe. "Acredito que o objetivo de seu pedido era não deixar uma marca para os outros a ver. Eu te garanto, Bella, uma investigação penal não vai encontrar nada", ele respondeu suavemente.

"Mas..." Olhei para James com um olhar crítico.

Ele tremia de medo, qualquer pequeno ruído fazendo-o se calar mais. Foi surreal ver o resumo dos meus medos enrolado como uma criança assustada no meu piso. Eu não podia imaginar o que Edward tinha feito ou dito a ele, e eu não tinha certeza de que eu realmente queria saber.

Depois de um interrogatório minucioso com a polícia, James foi transportado para fora e meu apartamento foi temporariamente colocado em estado de espera. Edward falou com a minha síndica sobre a segurança ou falta dele no edifício, quando nós lhe informamos da situação.

Laurent e Marc tinham partido há muito tempo e pelo tempo que tudo foi resolvido, Edward estava nos levando de volta ao seu apartamento às três horas da manhã.

Eu estava além de exausta, mas a minha mente estava inquieta, repetindo os eventos, vagando através de pensamentos aparentemente aleatórios, e ocasionalmente eu me vi olhando fixamente para fora da janela. "Como você sabia que tinha que se apressar?" Eu estava mais interessada em saber como as coisas tinham acontecido antes de Edward quebrar a minha porta.

"Eu não sabia no primeiro momento..." ele respondeu com a voz firme. "Você deixou sua bolsa no meu carro e eu pensei que você poderia precisar de algumas coisas dela. Eu fiz a volta e dirigi em direção ao seu apartamento. De dentro do carro eu vi Laurent falando com um homem que eu não reconheci que estava segurando uma câmera em torno de seu pescoço." Edward olhou para mim e eu balancei a cabeça em compreensão. "Aparentemente Laurent ficou preocupado quando James não apareceu no tribunal, e deixou seu câmera-man, John, em vigilância. Ele seguiu James direto para o seu prédio, e o viu deslizar para dentro com um vizinho insuspeito. Imediatamente, John ligou para Laurent entrar em contato com você."

"Espere, então foi Laurent quem me ligou mais cedo? Eu pensei que era você antes de James quebrar o meu telefone em pedaços."

Ele balançou a cabeça. "Eu já tinha voltado para o seu apartamento quando vi Laurent na entrada do prédio. Ele me disse que o seu telefone havia sido cortado quando ele tentou falar com você e temia o pior. Eu... eu me lembrei que você pensou que eu era Marc na sua porta, naquela noite depois do parque de diversões, então eu procurei pelo nome dele na lista de apartamentos e o chamei. Marc desceu ao nosso encontro, muito suspeito, mas Laurent explicou-lhe a situação e corremos até as escadas. Eu não podia parar para falar com ele. Havia apenas uma coisa em minha mente e eu temia que fosse tarde demais."

Superada com os acontecimentos, eu não sabia pelo que chorar de alívio primeiro. Por deixar a minha pasta no carro de Edward, por James quebrar o meu telefone quando Laurent ligou, por Marc deixá-los entrar, ou por Edward ter feito a volta em seu carro quando percebeu. Eu apertei a mão dele. "Você não chegou tarde demais."

A conversa parou e eu engoli as emoções pesadas com gratidão. Edward dirigiu com uma postura tensa, enquanto eu continuava a processar os eventos. O ar entre nós estava tranqüilo e desconfortável, mas estávamos juntos, que era tudo o que me preocupava no momento. Edward tinha me resgatado hoje à noite e continuava a ser uma estrutura forte na minha vida pessoal. Se nossas situações fossem invertidas, eu teria derrubado a porta, sem hesitação, também.

Em silêncio, Edward levou a minha bagagem para o seu quarto, me observando como um falcão enquanto eu tirava os meus sapatos.

"Eu vou te preparar um banho", ele ofereceu silenciosamente, desaparecendo em seu banheiro. Os salpicos suaves de água podiam ser ouvidos do outro lado da porta e tirei a minha roupa rasgada em seu quarto, às pressas me encobrindo em um roupão de banho.

O banheiro de Edward era de azulejos branco-puro, as luzes do teto expressas. Havia duas pias estabelecidas em balcões de mármore polido, um suporte espaçoso para o chuveiro cercado de vidro no canto, e uma banheira de hidromassagem na outra extremidade, onde Edward estava. Ele ainda estava vestindi sua calça, camisa e gravata, inclinando-se sobre a borda enquanto ajustava as torneiras. Ele estava perdido em pensamentos, não reconhecendo-me até que eu estava quase em cima dele.

Pequenos traços de sua expressão preocupada rapidamente desapareceram, seus traços suavizando quando pegou minha mão, me trazendo mais para perto das bolhas perfumadas. Elas flutuavam na superfície da água, convidativas e aconchegantes.

"Obrigada", eu disse suavemente. Não querendo sobrecarregá-lo ainda mais com a bagunça que eu estava, eu puxei minha mão de seu alcance. "Eu acho que eu estou pronta agora."

"Não", ele disse com firmeza, olhando para mim. "Você não vai se livrar de mim tão facilmente."

"O que eu posso fazer que será mais eficaz?" Eu estava falando sério, em silêncio, suplicando-lhe enquanto eu olhava de volta em seus guardados, e profundos olhos verdes.

As mãos dele levemente chegou até o veludo do meu roupão. "Não esconda isso de mim. Eu quero ver." Ele engoliu alto, sua voz quase instável. Nossos olhares estavam fixos um no outro, quando eu lhe permiti abrir o roupão. Foi um momento até que ele baixou os olhos para o meu corpo. Sua observação não durou muito tempo. Edward virou-se, apoiando os cotovelos nos joelhos, cobrindo o rosto com as mãos.

Eu entrei na banheira, estabelecendo-me na água fumegante e perfumada. Era o paraíso contra meus cansados, e doloridos membros e eu fechei os olhos contra o latejar sem graça da minha cabeça.

A suave carícia fez meus olhos se abrirem lentamente até a metade. Edward estava lavando o meu cabelo, curvando seus dedos nos fios úmidos para espalhar o shampoo. Ele tinha as mangas arregaçadas até os cotovelos, inclinando-se sobre mim para se concentrar na tarefa delicada. Através da minha visão meio turva de sono, uma lasca rápida da minha visão focou em seu rosto. Sua expressão era intensa e aberta, uma mistura de dor e exaltação. Eu não conseguia entender as emoções contraditórias. Minhas pálpebras se fecharam enquanto ele continuava seu trabalho suave, aplicando o condicionador e enxaguando.

Devo ter cochilado completamente na banheira, porque horas depois encontrei-me acordando em lençóis de seda e travesseiros fofos. Piscando contra a escuridão, eu me virei um pouco, estremecendo com a dor na minha cabeça e mandíbula. Edward estava de frente para mim de lado, seus lábios em um beicinho com o cenho franzido, testa enrugada enquanto dormia. Virei-me para o outro lado, e encontrei comprimidos de aspirina na mesa de cabeceira e uma garrafa de água. Meio sem jeito, me aproximei para tomar o medicamento, levando muito tempo aproveitando o líquido frio.

Quando eu me virei novamente para enfrentá-lo, Edward se mexeu e suspirou, pegando a minha mão e levando-a aos lábios. Ele a segurou lá em seu sono, nossas mãos entrelaçadas facilmente tornando-se uma ligação que eu nunca mais queria quebrar.

Eu me aconcheguei mais a ele, dando um pequeno beijo em seu queixo. Ele se mexeu com um gemido suave, o lençol azul deslizando de seu peito. Minha mão escapou para baixo pela pele aquecida, traçando ao longo dos ângulos dos seus músculos abdominais.

"Bella", ele sussurrou, trazendo a minha mão de volta para a dele. "Descanse agora."

Aproximei-me mais, puxando minha mão para colocá-la de volta em seu peito. "Eu quero você".

"Você tem a mim."

"Eu quero que você faça amor comigo", eu esclareci, arrastando meus dedos ao redor de seu mamilo.

Ele se afastou de mim, seus olhos se abrindo na escuridão da madrugada. "Você precisa se curar, se recuperar... você está chateada e não está pensando com clareza."

"Meus pensamentos nunca foram mais claros", eu insisti.

Ele se apoiou em um dos braços, olhando para mim com uma expressão indefinível.

"Não."

Meu peito ficou apertado enquanto lágrimas repentinas se formaram em meus olhos. "Por quê?"

Um dedo arrastou com o mais leve dos toques através de uma contusão nublada no meu braço, depois subiu para afastar uma lágrima que havia caído, demorando-se na mais escura contusão na minha bochecha. A pele estava macia ainda, ardendo sob o seu dedo magro. Ele percebeu meu recuo pela dor e se mudou para o meu templo, colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. "É só iria ferir o seu corpo mais. E eu não vou tirar vantagem de você assim." Sua mão caiu de volta para o seu lado, colocando os cobertores ao redor dos meus ombros nus.

Edward não poderia estar olhando para mim dessa maneira... Um soluço borbulhava em meu peito.

Ele exalou com impaciência. "Por favor, Bella, não faça isso agora."

"Fazer o quê?" Eu chorei, fungando nos lençóis. Eu me encontrei chorando muito na frente de Edward nos últimos dias. Situações difíceis normalmente nos aproximavam, emocionalmente e fisicamente. Eu tinha me surpreendido com o quanto melhor eu me senti após me abrir e estar com ele. Precisávamos um do outro, mas ele era o único resistindo agora.

"Shh," ele me acalmou, passando a mão no meu braço. "Eu não mereço isso. No meu descuido eu quase te perdi."

"Nem pense em assumir a responsabilidade pelas ações dele. Eu estou aqui por sua causa."

Edward se virou, deitado de costas, com um suspiro pesado. "Eu ainda quero matá-lo."

Eu cheguei mais perto, colocando um beijo em seu ombro, desesperada por carinho e querendo acalmar a sua raiva. "Você realmente não quer fazer isso."

"Por quê?", ele perguntou em uma voz dura.

"Porque, você foi feito para estar na minha vida." Não apodrecendo em uma cela de prisão.

Ele rolou de volta para mim. "E você na minha."

"Então pare com isso..." Eu sussurrei, deslizando minha mão por baixo do lençol, segurando-o. Ele gemeu, me pressionando suavemente em minhas costas e alisou o cabelo do meu rosto. A relutância estava escrita por todo o rosto dele, mas minhas mãos se moviam pelos braços e ombros. "Eu preciso de você."

Aos poucos, meus lábios secos sentiram o calor de sua boca macia, mas o beijo foi duro, a aspirina não tinha feito efeito ainda. Ele fez um caminho com cuidado em torno do meu queixo e na minha garganta. Minha necessidade por ele era urgente, mas ele tomou seu tempo pressionando os lábios, aparentemente em cada centímetro da minha pele. Até o momento ele deu atenção para os topos dos meus seios, eu estava vibrando debaixo dele, com a respiração pesada e quente com a necessidade. Automaticamente eu embalei a cabeça contra mim e sua boca suavemente chupando enquanto sua mão levemente acariciava a lateral do meu corpo.

Nós não falamos muito, o que permitiu que as nossas ações mostrassem o que sentíamos.

Beijando sob a curva dos meus seios, os lábios de Edward se arrastaram pelas minhas costelas com mais energia. Sua respiração dançou ao longo da minha pele e minhas mãos acariciaram seus ombros e se voltaram para o seu cabelo.

Sua trilha desacelerou no meu estômago, apertando seu rosto ao meu abdômen antes de me dar suave atenção com a boca aberta. Eu enrolei meus dedos em seu cabelo, arqueando contra ele, quando ele se aventurou mais abaixo, as dores latentes em comparação com prazer.

Em vez de tomar o que eu ofereci, ele trabalhou para me fazer sentir adorada exatamente o oposto de como James tinha me tratado - como um objeto dispensável para seu controle. Edward estava restaurando-me, beijo por beijo. Era uma construção lenta, mas não havia mais dúvidas de que era consumida por nós.

Quando ele me beijou na curva interior do osso ilíaco, seus dedos encontraram a minha umidade, e um tremor de prazer sensível se espalhou pelo meu corpo. Igualmente absorvida pelas minhas reações, sem pausa, ele beijou o ápice entre as minhas coxas, fazendo-me me retorcer com um gemido. Sua língua trabalhou em mim e com alguns golpes, meu orgasmo cantou por todo o caminho até os meus dedos dos pés.

Eu tremia com a cabeça leve de euforia, enquanto suas mãos se moviam para os meus membros fracos, continuando sua fuga ardente de beijos. Dobrando cada perna de cada vez, ele beijou as minhas coxas, e atrás do joelho, ao longo da curva das minhas panturrilhas, para os topos dos meus pés. Eu assisti com apreciação a extensão dos seus cuidados.

Puxei-o de volta para mim em um estado de profunda paixão, e envolvi as pernas que o adoravam ao redor de seus quadris. Ele pulsava contra a minha entrada, ainda hesitante, respirando rapidamente enquanto olhava para o meu rosto. Minha visão estava vítrea enquanto eu tentava mostrar a ele que estávamos profundamente unidos nas formas que importavam. Apesar das minhas circunstâncias vulneráveis, eu não queria que ele ficasse incerto do meu julgamento ou raciocínio. Conectando meus tornozelos, eu empurrei contra sua parte inferior das costas, envolvendo-o no calor escorregadio, fazendo-o ofegar.

Começamos devagar, gradualmente acelerado com desespero. Nossos lábios se tocaram juntos intermitentemente através de gemidos, nossos olhares pesados e conectados, assistindo um ao outro e nosso prazer.

Edward gozou em mim e eu abertamente absorvi a intimidade emocional criada entre nós. Quando uma fina corrente alaranjada do nascer do sol surgiu no horizonte, pela primeira vez, eu sabia que estava exposta em vários níveis. E, no entanto, eu me senti totalmente segura.


PREVIEW DO CAPÍTULO 24

Eu facilmente comecei a sentir o controle das tarefas metódicas das técnicas de cozinha da preparação normal de alimentos. Edward gostava da minha comida e eu não conseguia pensar em uma maneira melhor de agradecimento de uma convidada mais do que isso. Ele me assegurou que eu deveria me sentir em casa enquanto eu estivesse em seu apartamento, mas eu não me sentia confortável neste comportando rotulado.

Edward e eu caímos em uma rotina onde eu tinha o jantar pronto para ele quando ele caminhava pela porta após o anoitecer. Ele ficou surpreso na primeira vez que eu estava ocupada pondo os talheres na mesa. Eu sorri timidamente. Bastava a sua presença para encher o apartamento e fazer meu corpo relaxar e se aquecer todo.

"O que é tudo isso?" ele perguntou gentilmente me trazendo para o seu peito, por trás. Sua barba crescida no início da noite roçou a curva do meu pescoço enquanto ele beijava meu ombro. "Cheira bom."

Eu me inclinei contra a sua estrutura sólida. "Jantar. Preciso voltar à rotina da minha vida" suspirei, inclinando minha cabeça para lhe dar mais acesso a minha pele.

"Eu poderia me acostumar com essa rotina", ele murmurou.

Eu poderia também, o que era um pouco assustador em se admitir pra mim mesma. Eu não tinha pensado no meu apartamento ou no meu próprio espaço desde que fiquei com Edward e estava gostando de ter ele só pra mim, sem me preocupar com o nosso comportamento no trabalho. Eu estava... surpresa com o quão natural isso me fazia sentir.


Capítulo mais do que tenso! Quase que James consegue machucar a Bella, mas o Edward chegou e salvou sua garota. Esse final foi perfeito, esses dois são muito amor juntos. E pela preview da para perceber que ela está se encaixando na vida dele, em sua casa, será que isso é um sinal? Hmm...

Bem, vocês comentaram pouquíssimo no capítulo anterior, mas eu não queria demorar mais para postar. Mas comentem que o 24 vem mais rápido ;)

Beijos

xx