Os Sete® André Vianco. Miguel, o Gentil; Sétimo, o Maldito® Mells Evans.

Incest. Slash.●


Talvez Miguel não tivesse realmente consciência do que lhe acometia toda noite naquele quarto escuro. Não que ele não se martirizasse depois ou a sua consciência não pesasse e ele tentasse negar qualquer coisa que Sétimo viesse a fazer. Mas suas forças pereciam, simplesmente se faziam sumir quando o contexto se tratava de seu querido irmão mais novo. Miguel realmente queria saber dizer não para aquele desejo implacável. Embora fosse quase impossível não tomar Sétimo em seu colo, não acariciar todo aquele corpo esguio e pálido, não tirar-lhe toda a roupa e lhe deixar apenas com aquele crucifixo pendurado em seu pescoço e fazer-lhe seu.

Aquilo era a mais profunda heresia a Deus.

Aqueles gemidos que Sétimo soltava propositalmente para deixá-lo louco, o arfar descompassado de suas respirações, o coração batendo acelerado, as mãos pequenas segurando com uma força sobre humana os cabelos de Gentil, eram o ápice de seus desejos noturnos. Mas Miguel sabia – sempre soube – o demônio na qual seu irmão sempre foi, sempre soube que as visitas constantes em sua cama não eram inocentes, sempre soube daquela realidade forjada, sempre soube daquele sonho ilusório, sempre soube que aquilo tudo um dia teria volta, que um dia lhes mandariam para o inferno.

Mas Miguel nunca imaginou uma doença maldita, nunca imaginou uma traição urdida, nunca imaginou em 150 anos sem Sétimo e muito menos ter que sumir da existência sem ver aqueles olhos carmesins mais uma vez.

Miguel nunca mais sonhou. Miguel nunca mais teve Sétimo. Miguel nunca mais nada.

Afinal aquela era a vingança de nosso Senhor.

Fim.


Bom, não sei realmente o que dizer, mas, no geral, eu gostei – apesar do clichê e de lembrar a "O desejo do Diabo". Desculpem a falta de beta. Ahh, e Quimerismo – segundo os Gangrel – significa realidade forjada, o que Sétimo fazia toda noite e talz.

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