Sinopse: Bella Swann é uma golpista que se passa pela noiva de Edward Cullen para tentar roubar sua fortuna. Mas ela não esperava se apaixonar por esse estranho lorde, que também tinha lá os seus segredos.


A noiva do vampiro, Por Mari Moon


Londres, Inglaterra, ano de 1832. Mansão dos Cullen.

-Edward, você está insuportável.

Alice sorria com seus dentes enormes, toda esparramada na poltrona da biblioteca, brincando com a capa de couro de um livro. Edward tentava em vão ignorá-la, mas ler era impossível com a outra vampira fazendo barulho com suas rendas. Jasper fora caçar com emmet, e não sobrava mais ninguém na enorme manção Cullen para irritar.

-E o que você sugere que eu faça, Alice? Quer ajuda para costurar seus vestidos imensos? Eu sei o quanto você se diverte com os drapeados.

A essa altura, Edward já tinha fechado o livro e encarava a outra entre entediado e cômico, bebericando o wisky caríssimo que estava na cabeceira.

-Ah não, Edward, eu tenho algo muito mais divertido em mente. Por que você não arranja outra esposa? Um solteirão rico morando com os irmãos desperta bastante o interesse das mães com moças jovens.

Alice se levantou da poltrona e andou em direção ao divã onde Edward se encontrava, arrastando a cauda de seu vestido com a graça de uma rainha.

-Outra esposa humana, Alice? Elas sofrem tanto, quase me dá dó quando elas descobrem que estão casadas com um marido morto.

-Ah, querido, a última foi tão divertida! Como era o nome dela? Heloise? Cheirava até melhor que Emmet, na época que Rosalie o transformou.

-Heléne. Não sei como ela durou três meses inteiros viva na casa de vampiros sedentos como você, Alice!

Alice fez cara de santa e se sentou ao seu lado, cruzando as pernas e espalhando pelo divã sua seda champagne, linda como uma princesa. Havia em seu rosto um sorriso maroto, e não foi difícil para Edward saber o por que.

-Você já planejou tudo, não é? Você não presta, Alice.

A outra começou a gargalhar, e sua risada de cristal encheu o cômodo. Ela abraçou o irmão pelo ombro, novamente sorrindo com todos os dentes.

-Eu nunca disse que prestava,Ed. Enfim. Os Valmorian tem uma filha em idade de casar. Seu nome é Violette, e tem 19 anos recém completos.

-Uma francesa, Alice? Pelo amor de deus. 19 anos já é um pouco velha, não é? É bonita, pelo menos?

-Digamos que tem feições harmoniosas.

Foi a vez de Edward gargalhar. Por que sempre deixava a irmã o envolver nesses empreendimentos?

-Ela é feia, diga logo. Por que você quer que eu me case com ela afinal? Não é bonita, que eu saiba os Valmorian estão quase falidos. Nem dinheiro nem beleza. O que eu ganho? Eu posso conseguir sangue virgem aqui mesmo, em londres.

-Ahh, eu não sei, uma intuição? Vamos, quem sabe você não acaba se divertindo. Você está mesmo um saco, sabia? Eu não aguento mais aquelas sinfonias intermináveis do seu piano. E você se nega a tranformar alguma garota humana! Eu não tive escolha.

Edward rolou os olhos e suspirou. Já explicara para aquela minúscula vampira irritante que as humanas são frequentemente tão idiotas e fúteis quanto Rosalie, e ele não ia se dar ao trabalhar de transformar uma para que ele pudesse passar a eternidade com ela. Infelizmente, quando a irmã colocava alguma coisa na cabeça, era inevitável lutar. Ele sabia que ela tinha algum propósito, mas não ia perguntar nem ler sua mente, ela tinha maneiras de despista-lo.

-E eu tenho escolha?

Ela deu um sorrisinho feliz e tirou alguns papeis de dentro do vestido.

-Aqui está a carta que a mãe dela mandou em resposta à minha, escrita em seu nome, claro. Chegou ontem a noite.

-Você andou forjando minha letra de novo, Alice?

-Leia logo, Edward.

-Querido Senhor Cullen, blá blá blá, Violette está muito feliz com sua proposta, blá, blá, blá, embarcará com o Chaperon para a Inglaterra em 15 de agosto com destino a Portsmauth, blá,blá,blá, com o dote combinado no valor de.. 500 libras! Alice, eu estou me casando por caridade?

-Não seja avarento, Edward. Não precisamos de dinheiro. Continue lendo.

-...Estamos muito agradecidos, e lamentamos que não haja tempo o bastante para um noivado adequado na casa dos pais da noiva. Desejamos muita felicidade ao futuro casal, etc etc, Mrs. Horténse Valmorian." Ela parece bem feliz em se livrar da filha, não é mesmo? Que noiva bem amada eu vou ter, então.

Alguma coisa caiu de dentro do envelope rolando pela seda plisada no colo de Alice. Era uma corrente grossa com um medalhão de ouro enegrecido decorado com algumas inscrições em latim, desses que se abrem revelando uma pintura dentro.

-Um retrato. Vamos ver o que me espera no altar.

Alice o abriu com destreza, exibindo o conteúdo. Era uma pintura pequena e delicada de uma menina muito branca de cabelos claros e muito encaracolados, olhos escuros e feições bastante sérias. Um grande terço de prata envolvido entre seus dedos dominava a pintura.

-Ela tem cara de trinta anos, Alice. E é católica fervorosa. Num país protestante. Com tantas inglesas pouco religiosas e muito mais bonitas por ai, tinha que ser essa francesinha mirrada, pobre e fervorosa?

Ela estava tramando alguma coisa. Mas Edward não perguntou, só riu com seus dentes pontiagudos. Aqueles dias nublados de agosto estavam realmente tediosos, e as artes da irmã costumavam ser divertidas. Alice o encarou, satisfeita.

-Ahh, Ed, por que você está se preocupando com a beleza da moça, com Rosalie morando na mesma casa? ou pior, comigo na mesma casa? Nem acredito que você cogite a possibilidade de uma mortal ser mais encantadora...

Pffff. Rosalie. A mente rasa como uma piscina de bebe e a mania de reclamar a cada segundo era mais que o bastante para apagar a beleza dela, que ele ele aliás considerava comum e vulgar.

-Temos que mandar alguém a Portsmouth buscá-la. Algum dos empregados humanos. Não quero que ela suspeite de nada antes da hora.

-Ela não deve chegar pelo menos até 16 de agosto, Ed, relaxa. Eu já pedi à jane pra espera-la no cais com... meu deus, como é mesmo o nome do choffer? Enfim, eles vão semana que vem. Mais que tempo o bastante para arranjar os preparativos.

E Alice caiu num devaneio prazeroso, que Edward sabia que consistia em planejar e costurar inúmeros vestidos de gala para a convidada. Nada entretia tanto a irmã quanto a moda e a costura dos modelos luxuriantes e exagerados que ela usava para impressionar a alta sociedade londrina. Provavelmente esse era o propósito do ridículo casamento arranjado: Uma desculpa para costurar um guarda roupa inteiro de seda e organza para sua nova bonequinha.

Enquanto esperava a chegada de sua noiva, Edward voltou a seu livro e seu copo de whisky 12 anos. Tinha que arranjar um novo par de alianças, já que as alianças que ele usara com Heléne foram enterradas junto com a noiva, a pedido da família. Fora uma morte tão trágica...


Paris, França. Ano de 1832, no apartamento classe média, na periferia da cidade, de Isabella Swann.

Era meio da noite quando Bella acordou de sua sonolência no colchão sem cama que ela mantinha no segundo cômodo do apartamento. Jacob a encarava do outro lado do colchão, sua pele escura se envolvendo na escuridão, contrastando com os lençóis amarelados que certa vez ela havia roubado da mulher de um amante rico, mas que a agressividade de jacob havia rasgado em vários pontos. O amante estava vestido e coberto de feno, o que dizia claramente que havia chegado do estábulo dos Valmorian, dos braços da jovem Violette.

-Bella, eu te acordei, querida?

Bella grunhiu em resposta. Não estava com paciência, lembrava que amanhã acordaria cedo, apesar de não lembrar-se do motivo. Lembraria pela manhã, quando Jake lhe preparasse uma xícara de chá e torradas. Apenas se virou e puxou o lençol de algodão macio, tentando se livrar da claridade da clarabóia aberta.

-Bella. Bella, olha para mim, eu tenho novidades.

Levou mais dez minutos para Jacob conseguir a acordar a amante, mas ela finalmente se virou e se recostou contra os cobertores, com a maior cara de mau humor do mundo.

-Que é, Jacob? Violette está grávida? Eu já não te disse que isso ia acabar acontecendo?

Jacob era o cocheiro dos Valmorian, uma rica mansão do séc XVI, de comerciantes com nome e sem fortuna. Violette era a mais nova e mais feia das irmãs, o que fez dela um presa fácil para jacob, já que era carente e insegura. Jacob planejava atavés dela planejar um roubo nos Valmorian e depois fugir com a parceira para a Inglaterra fazer mais vítimas.

-Muito melhor, minha cara Isabella. Violette recebeu uma proposta de casamento.

-Não me diga que você está com ciumes, por que se for isso eu vou te dar uma surra monumental, Jacob Black.

-Bella, minha linda, claro que nãaao. Por que eu teria ciúmes da tonta da violette? Nãao, eu estou interessado é no noivo dela.

-Ahhh, Jacob, não me diga que está virando gay. Paris não está te fazendo bem.

Jacob deitou seu corpo pesado sobre a amante, sua pele cor de canela fervendo contra o corpo suave de bella swann, que riu e tentou inutilmente se livrar do imenso peso de jake. Ele era alto e musculoso, como todo tratador de cavalos deveria ser. Além disso, cheirava a madeira e feno, um cheiro amargo que Bella amava. Fazia agora dois anos que tinham fugido da companhia de teatro na itália onde tinham se conhecido, para viver de golpes. Ambos eram bonitos, inteligentes e ambiciosos demais para viver a vida atuando sobre o palco. Preferiam atuar na vida real. Viviam dos golpes que passavam nos palermas da alta sociedade. Bella com seus grandes olhos de chocolate e sua postura altiva que a faziam passar por princesa e Jacob por seu charme rústico de apaixonar as pobres condessas.

Chovia naquela época do ano, e como Jacob viera a cavalo, seus cabelos molhados e sua pele úmida fizeram bella estremecer. O vento frio que entrava pela clarabóia aberta (jacob detestava usar a porta) entrava em choque com a pele fervente do amante, e a sensação era maravilhosa. Sentiu os lábios de jake em sua clavícula, e suas imensas mãos de trabalhador tirarem com destresa as peças de sua camisola.

-Jakeee... me fale logo o que que tem o noivo de violette, estou curiosa...

Jake se sentou sobre ela, sorrindo. Em sua mão, estava a camisola que a amante usava para dormir.

-O noivo dela é um lorde inglês muito rico, da família cullen, já ouviu falar? Edward Cullen?

Bella não precisou nem forçar a memória. A família cullen era muito rica, nobres ingleses que tratavam com a navegação e comércio. Era uma família muito respeitada e também muito fechada, pelo que ouvia das fofocas. Diziam que eram sobrenaturlamente bonitos, mas tão misteriosos que isso podia facilmente ser um boato.

-O que eles querem com Violette? Os Valmorian não estão falidos? Os cullen já são nobres, não precisam do dinheiro nem da importância dos Valmorian.

-Essa não é a questão. Você não está vendo a oportunidade?

Jacob fazia carinho em sua cintura, se deitou sobre ela e voltou a beijar sua clavícula e seu colo, e então começou a mordiscar o seio branco, fazendo a amante arquejar. Bella não estava vendo oportunidade nenhuma, e no momento estava tão consciente do corpo de jake sobre o seu que seu interesse no assunto tinha ela a ver com os assuntos de violette?

Jacob sentiu a tensão no corpo de bella e sorriu satisfeito. Sempre soube que a amava, desde o momento que a vira pela primeira vez na companhia de teatro, órfã e abandonada à sua sorte, corpo e mente de adulta já aos dezessete grande potencial para atriz, parecia esconder muito por trás da inocência de seus imensos olhos castanhos. A voz de veludo e o rosto suave, a pele muito branca e os cabelos muito escuros, a atitude e a suavidade faziam muita gente acreditar em suas mentiras sem perguntar duas vezes. Jacob mal podia acreditar que estivesse apaixonada por ele. Se soubesse que estava para cometer o maior erro de sua vida, ele jamais a pressionaria a conhecer Edward Cullen.

-Eu quero que você tome o lugar de Violette e se case com Edward cullen.

Bella riu, aquela risada que fazia Jacob levitar de felicidade. O absurdo da proposta a fez se perguntar se Jacob não estava bêbado ou sobre influência de alguma droga.

-O que Jacob? Explica direito.

Jacob apoiou sua cabeça no colo de bella e a olhou dentro dos olhos, sorrindo.

-Você subirá no navio como Isabella Swann e descerá em Portsmouth fingindo ser Violette Valmorian. Você se casa com Edward Cullen, e depois de algum tempo de casados, você foge com o dinheiro da conta conjunta e com as jóias de família que ele lhe der, o que vai dar para se mudar desse apartamentinho para alguma casa mais respeitável em Paris, ou onde você quiser morar.

Bella franziu a testa. Ele estava falando sério.

-Jacob, que coisa absurda! E a verdadeira Violette? Aposto que ela não vai gostar dessa ideia não. E muito provavelmente ela mandou um retrato para o noivo, ninguém na casa vai realmente acreditar que eu sou a verdadeira Violette.

-De violette cuido eu. Eu dou um jeito de fugir com ela para algum lugar bem longe depois que nós chegarmos na Inglaterra. E sobre o retrato, eu sei que você é capaz de bolar alguma coisa. As pessoas são fisicamente incapazes de tirar a verdade de você, lembra? E eu dou um jeito de ser o chaperon (acompanhante) oficial de violette durante a viagem de navio, então ninguém da família vai acompanha-la, o quer torna tudo mais fácil.

-Ninguém da família vai acompanhar, Jacob? A filha mais nova de uma família nobre? Parece mais que estamos falando de uma criada.

-Ninguém daquela casa realmente se importa com Violette. As duas irmãs mais velhas são bem mais bonitas e já estão casadas, então qualquer coisa que livre a família de uma futura solteirona como Violette os deixa exultantes. A mãe é uma matrona fria e sem coração, e o pai está muito ocupado tentando salvar a família do buraco para prestar atenção.

-Então, o que você tem em mente?

-Os detalhes, agente discute amanhã. Hoje, eu tenho outra coisa em mente.

Sorrindo, ele beijou bella enquanto habilmente a livrava do short que ela usava por baixo da camisola. De repente, ela também não estava tão interessada nos detalhes daquele plano absurdo.


Violette Valmorian estava acostumada a ser ignorada. Estava acostumada com a indiferença dos pais e das irmãs, exceto quando a mãe a incomodava para fazer algum comentário maldoso sobre a largura crescente de sua cintura ou sobre o estado de sua pele. Nem se incomodava mais com a imagem do espelho, e embora não fosse de meneira nenhuma feia ou pouco feminina, acabaram por convencê-la de que isso era verdade. Estava resignada com a ideia de que nunca iria se casar, e sua única felicidade era as noites no estábulo com o cocheiro, Jacob Black. Ele era carinhoso, gentil e a ouvia até o fim quando ela precisava de alguém para ouvir. Ele estava sempre disposto a fazer um elogio ou um comentário agradável, e foi fácil para ela se apaixonar por alguém tão sincero e gentil, quando todos a sua volta eram sempre tão insuportáveis. Não era uma mulher de ideais apaixonados ou decisões súbitas, mas queria se ver livre de sua família e fugiria com ele se tivesse a chance. Foi na noite que decidiu comunicar isso a ele que a carta chegou.

Ninguém ficou mais surpreso que ela própria. A carta dizia com todas as letras que Edward Cullen, um lorde de família importante e grande fortuna desejava se casar com ela. Sua mãe chorava de emoção enquanto retribuia a carta, e mandou-a procurar o velho retrato que ela fizera com quinze anos, na época do casamento de sua irmã do meio. Ela precisou de duas semanas para contar a Jacob. Estava exultante por não virar solteirona, por poder se casar, mas nada tirava de sua cabeça o pensamento que jamais seria feliz no matrimônio. Quando contou a ele, ele apenas se levantou e saiu com pressa do estábulo, falando que não queria conversa.

Violette estava acostumada a ser ignorada. Por isso, não sabia como agir, quando acordou no dia 15 de agosto, e a casa estava em ebulição. Duas criadas aprontavam seu baú, e uma terceira a puxou para um banho longo, esfregando seus cabelos com pomada para que ficassem brilhantes. Nunca sentira o espartilho apertar tanto nas costelas quando sua mãe em pessoa decidiu amarra-lo. Vestiram-na com um volumoso vestido de organza amarelo canário, com mil fitas e um ridículo chapéu combinando. O cabelo foi preso, o rosto maquiado e os pés apertados num par de sapatos de cetim. Deram-lhe uma sobrinha de renda branca, umbeijo de despedida e um desejo de boa sorte quando a abandonaram no cais, com seu baú atulhado com o enxoval e o pescoço pesando com um imenso colar de prata com uma cruz pendurada.

Jacob Black, com seu infinito charme e graça, convencera Heléne Valmorian de deveria ser o chaperon de violette. Por algum motivo, sua mãe confiava nele, e ela não podia se dar ao luxo de desperdiçar uma das criadas numa viagem de navio, já que pagar uma seria caro demais. Jacob exigiu um valor simbólico em libras, e Mrs. Valmorian nem pensou mais no assunto. Dispençou a empregado (cocheiros eram baratos e fáceis de conseguir) e mandou encontrar sua filha no porto, onde ela embarcaria no Imperatriz em alguns minutos.

-Jacob!

Violette o abraçou, deixando cair o chapéu. Não se sentia mais sozinha.

-Vamos, Violette, ou vamos perder o navio.

Violette sorriu, e Jacob sorriu de volta, enquanto pegava seu baú. Ela estava tão entretida no moreno que não percebeu que uma moça acompanhava a cena de longe, de cima do cais da embarcação, com uma expressão exultante. Se Violette a tivesse notado, com certeza teria ficado com medo do sorriso pretensioso de Isabella Swann.

Mais tarde, quando Violette já tinha jantado e se preparava para dormir, Jacob bateu duas vezes e entrou no quarto.

-Jacob? O que foi?

-Violette, amanhã chegamos na Inglaterra.

-É verdade. Mas não se preocupe Jacob, vai dar tudo certo.

Jacob sentou-se no chão ao lado da cama e respirou fundo, se preparando para a atuação. Talvez fosse preciso chorar, ele precisava se concentrar. Levantou os olhos para ela e se preparou para tocar bem fundo no coração daquela menina indefesa.

-Violette, eu não imagino a minha vida sem você. Não posso te imaginar casando com algum lorde rico e sem consideração nenhuma por seus sentimentos. Por favor, não vá. Você vai ser infeliz, e vai me fazer infeliz.

Violette estava a beira das lágrimas. Estava apaixonada por Jacob Black, mas aquele pedido de casamento fora a melhor coisa que acontecera em sua vida em muito tempo. Finalmente poderia ser independente, uma mulher casada, com um sobrenome importante.

-Jacob, eu preciso fazer isso. Eu já tenho 19 anos, não posso me dar ao luxo de desperdiçar essa oportunidade.

É, seria preciso chorar. Estava sendo mais difícil do que ele planejava.

-Violette por favor, não faça isso comigo. Eu pretendo lutar por você.

-O que você quer que eu faça, Jacob?

-Fuja comigo, Violette. Case comigo. Vamos começar uma vida nova longe da sua família, da frança.

Violette começara a chorar. O que estava fazendo? Trocando Jacob, o seu Jacob, por um lorde, só por que ele era rico? Ele nem a conhecia, e Jacob a amava. Ele arranjaria outra esposa, tão fácil como ele arranjara ela. Ninguém de sua família estava muito preocupado mesmo.

-Sim Jacob Black, eu fujo com você.

Jacob a beijou, feliz. Agora era a vez de Bella. Ele fizera a parte dele. Mal sabia ele que a parte de sua amada Bella era se casar com um vampiro.


O Imperatriz ancorou pela manhã no porto cinzento de Potsmouth, alguns kilômetros ao sul de londres. Violette saiu de sua cabine priemira classe com os braços dados com Jacob Black, feliz pela sua resolução de fugir.Não deixaria mais sua família, ou seu marido, ter o controle de sua vida. Chegou ao cais e olhou Portsmouth da vista privilegiada da amurada do navio. Era uma cidade cinzenta e feia, mas ela estava pronta para fugir para longe. Ventava muito, e a brisa violenta levou seu chapéu. Uma moça elegante vinha atrás, e apanhou seu chapéu. Tinha um rosto bem feito usava um elegante vestido rosa pálido, e a olhou por detrás de seus longos cílios negros e grandes olhos castanhos e inocentes. Por algum motivo, Violette teve medo dela.

-Seu chapéu, miss.

Ela veio andando numa cadência ondulante, como uma sereia, seus longos cabelos escuros escapando do coque despojado. Ela entregou o chapéu e sorriu. Violette percebeu o olhar que ela lançou a Jacob, e se abraçou mais a ele. Pegou o chapéu e agradeceu, tratando de tirar Jacob de perto daquela mulher. Ela não viu que ele retribuiu o olhar, de depois disso ela desceu para o cais, segida pelo criado que levava seu baú.

Uma empregada da casa dos cullen estava sentado no cais dês de cedo, esperando pelo Imperatriz. Tinha entre os dedos o medalhão com o retrato, e procurava miss. Valmorian na multidão que deixava o navio. Por um momento pensou tê-la visto, mas era apenas uma jovem andando de braços dados com um rapaz alto e muitobonito, formavam um belo casal. Estava para desistir quando viu uma jovem sozinha de costas para ela, olhando algo em seu baú. Andou até ela, e rezou que tivesse achado a moça certa, pois se voltasse para a mansão de mãos vazias tinha a impressão de aqueles estranhos patrões iam comê-la viva. Ela nunca esteve tão certa na vida

-Com licença, Miss Valmorian...?

A moça se virou para ela, e ela teve certeza que estava errada, ela não tinha nada em comum com o retrato que ela tinha em mãos.

-Sim, sou eu, Violette Valmorian. A senhora é a criada dos Cullen? Eu achei que eles tivessem esquecido a data...

Ela suspirou alivida. Finalmente achara a moça.

-Eu sou Jane. Vamos, a carruagem nos espera, Londres fica apenas algumas horas daqui.

Bella esperou o choffer pegar sua bagagem e então seguiu Jane até a carruagem que a levaria a seu destino, a manção Cullen. Tinha um pressentimento estranho, mas decidiu ignorar. Ia se casar com Edward Cullen em algumas horas. Edward Cullen. Gostava do nome. Era misterioso e intrigante. Assim como seu destino dali por diante.


Entaaaaão, galera, o que vocês acham? Antes que alguém me ataque com uma faca, a semelhança com o filme "O Pecado Original" (com Antonio Banderas e Angelina jolie, que aliás, eu recomendo) não é mera coincidência. Espero que gostem, por que eu estou apaixonada pela fic! Mas eu só continuarei se tiver uma boa resposta, afinal, não adianta eu continuar se as pessoas não estão gostando, né? Enfim, óbviamente é um Bella-Edward, então não fiquem muito putos com a introduçao Bella Jake haha. Espero que gostem, e é isso ai. Beijos Galera!

Mari Moon