O lugar onde eu nasci é uma cidade nos arredores, nem tão pequena nem tão grande. Não é rural, mas não é uma metrópole. Além disso, não tem nenhuma atração turística interessante...

Cresci normalmente, sem muita pressão dos pais, que não eram pobres nem ricos. Apesar da aparente normalidade, eu estudava na melhor faculdade de Direito de todo Reino Unido. E eu tinha certeza de que era a melhor no que fazia.

E eu estava prestes a me formar, logo o saudosismo tomava conta da minha cabeça ruiva e me fazia chorar copiosamente.

Pensando bem não seria exagerado afirmar que a minha faculdade começara com uma paixão e acabara com outra. Logo na primavera do primeiro período, quando eu estava desesperada, achando que não encontraria ninguém em meio a tantas garotas bonitas e espertas... me apaixonei. Foi à primeira vista pelo veterano mais convencido de todo o campus.

Ele ajudava alunas- e alunos, claro- com debate, literatura e línguas. Eu nunca precisei disso, lógico. Mas decidi aceitar sua ajuda no grupo de estudos. Eu era incrível me fingindo de burra e inocente, abrindo meus olhos verdes com interesse.

Mas ele se formou e me abandonou sem que nada tivesse acontecido.

A próxima paixão veio logo depois, foi o Robert, o atendente da locadora que abriu perto da minha casa. Ia lá todo dia após a aula só para vê-lo por alguns minutos, ter uma conversa boba sobre o tempo e ver seu melhor sorriso de "volte sempre". Sentir seus dedos roçando nos meus enquanto ele me entregava o dvd.

E apesar do meu grande amor, tudo o que consegui foi uma grande rejeição...

Desde então me apaixonei diversas vezes, Henry do restaurante onde comia. Jack, o lindo entregador de pizzas. Arthur, assistente do meu dentista - seu sorriso era o mais branco que eu já vira, incrível.

Então, depois de tantos romances - o termo mais adequado seria amor unilateral, mas tudo bem- frustrados eu comecei a pensar que o problema era minha aparência. E depois de ouvir um protesto sem tamanho de Marlene eu comecei uma dieta.

" Como uma pessoa tão inteligente pode ser tão tapada? Lilly, como você consegue se apaixonar tão facilmente" ela costumava dizer de modo sério, mas logo depois sorria. Então eu não levava à sério o que Lene dizia, comecei minha dieta.

E por causa dela eu o conheci.

Em uma sexta feira metódica de ida ao cinema- eu adorava filmes, mas nem morta voltava à uma locadora- eu conheci o amor mais frustrado que uma garota poderia ter.

Eu tinha acabado de prometer que eu conheceria melhor antes de amá-lo...Mas a promessa foi em vão. EU passei mal logo após a sessão, sem conseguir ficar em pé eu me sentei no chão. Foi no início do verão que acabei me encontrando com ele.

Foi ele o primeiro a me estender a mão.

"Ei, está se sentindo bem?"

"Ahn...desculpe, estou bem."

"Você está pálida. Acho melhor você se sentar naquele banco."

"Estou bem"

"espere aqui que vou buscar alguma coisa pra você beber"

Seus olhos azuis muito escuros encontraram os meus. Ele era lindo e seu sorriso encantador.

Frank Longbottom... pensando bem ela poderia estar inventando um nome falso, também poderia ter mentido sua idade.

Entretanto eu não pude evitar, foi amor à primeira vista.

"Dieta?"

"Pois é...por isso sinto tontura" expliquei- lhe novamente com um pouco de vergonha.

" E você vem sempre ao cinema sozinha?"

"Bom , eu adoro cinema... e quando estou sozinha não tem ninguém para distrair"

"Ah sim. Eu entendo. Também prefiro" ele sorriu para mim tão sinceramente que se ele dissesse que era a rainha da Inglaterra em pessoa eu teria acreditado.

"Bem preciso ir. Já está tarde. Vá para casa com cuidado" Frank começou a se afastar, meu desespero sem tamanho me fez agir sem pensar.

"Eu trabalho no restaurante no final da rua. Apareça lá quando quiser"

Ele sorriu gentilmente. E durante duas semanas esperei por ele, ma ele não apareceu. Enquanto isso meu sentimento e vontade de reencontrá-lo só crescia.

Analisando a situação friamente aquele período de espera foi proposital com certeza.

Por isso naquele dia quando saí do trabalho e percebi que ele me esperava na porta do restaurante, eu já estava perdidamente apaixonada.

Entrei no seu carro e reparei na aliança em sua mão esquerda. O anel brilhante e dourado teimava em chamar minha atenção, mas decidi ignorar. Principalmente quando ele me puxou em sua direção e me beijou.

Eu nunca havia ido para cama de um homem por tão pouco...alguns beijos foram o suficiente para irmos ao motel mais próximo.

Se alguém dissesse que eu estava no cio, não teria como argumentar. Mas eu o amava de verdade e acreditava que era amada.

Quando eu lembro vejo que o número de seu celular era tudo o que eu sabia sobre ele. Nunca soube onde morava ou onde trabalhava. Nos encontrávamos duas ou três vezes por mês. E o programa era sempre o mesmo: passeio de carro, depois motel. Somente espaços fechados

E mesmo assim, acreditei que eu era correspondida...

Não deveria ter ficado surpresa quando sem nenhum aviso Frank sumiu.

E foi nesse momento decisivo que eu, Lilly Evans, comecei da forma mais infantil e previsível idealizar absurdamente meu par ideal.

N/A: Olá! Espero que tenham gostado do primeiro capítulo! O próximo será uma profunda narração do James sobre sua infância. É a minha primeira fic U.A, então me desculpem se desapontei alguém porque a história está desconexa ou meio besta.

Se você leu e gostou – ou não- dessa fic deixe uma review. Eu juro que respondo!