Orion, o caçador: é uma constelação do equador celeste.Órion é uma constelação reconhecida em todo o mundo, por incluir estrelas brilhantes e visíveis de ambos os hemisférios.A constelação tem a forma de um trapézio formado por quatro estrelas: Betelgeuse (Alpha Orionis), Rigel (Beta Orionis), Bellatrix (Gamma Orionis) e Saiph (Kappa Orionis).

É uma constelação fácil de ser enxergada pois, dentre as estrelas que a compõem, destaca-se a presença de três, Mintaka (Delta Orionis), Anilam(Epsilon Orionis) e Alnitak (Zeta Orionis) , popularmente conhecidas como "As Três Marias", que formam o cinturão de Órion e estão localizadas no centro da constelação.

Nesta constelação também encontra-se uma das raras nebulosas que podem ser vistas a olho nu, a Nebulosa de Órion que é uma região de intensa formação de estrelas.

As constelações vizinhas são Gemini (Gêmeos), Taurus (Touro), Eridanus, Lepus (Lebre) e Monoceros (Unicórnio).

Ela não era como a santa que lhe dera o nome. Em meus quatorze anos, quando encontrei minha prima pela primeira vez, Walburga era somente mais uma menina Black fútil e graciosa.

Ria leviana como se os problemas dos trouxas europeus não fizessem parte de seu mundo; como se muitos bruxos não morressem em batalhas dos trouxas. Ela era só mais uma menina incomodada com promessas de casamento, que teria de cumprir.

Eu não me incomodava em ter de me casar com quem meus pais designassem. Porém, minha rebelde prima - e futura esposa - não compartilhava da mesma opinião, talvez se achasse melhor ou mais pura do que eu; ela era arrogante como qualquer Black e discordava de mim sempre que conversávamos. Desprezava minha vontade e pensamentos, rindo ,superior a todas as minhas tentativas de me aproximar de uma pessoa que desejando ou não eu teria que desposar.

Em meu favor estava sempre meu pai, sorridente falava que casamentos entre a família eram correntemente mal quistos por uma das partes. Além disso, sempre que Walburga se excedia ele ameaçava coagir Pollux para que seu futuro marido fosse um sangue ruim; quando acontecia a garota fechava os olhos e murmurava como se estivesse rezando, segurava o vestido como se estivesse prestes a vomitar seu almoço e mordia o lábio inferior com tanta força que uma vez o vi sangrar.

A vontade de Walburga não se prolongou por muito mais tempo, assim que ela completou dezenove anos nos casamos em Glastonbury, no antigo monastério. A maior festa feita pela família, como dizia minha mãe. Todos os presentes, até mesmo aqueles que tiveram o rosto queimado na famosa tapeçaria familiar foram perdoados por meu pai e compareceram.

Eu sorria para todos os convidados.

Walburga forçava seu sorriso.

Mas ainda assim, estava linda e me abraçava como se me amasse. Como se fosse o seu desejo. Como se eu fosse a sua escolha desde o início.

Ela segurava meu braço como se seu orgulho inerente não perdesse qualquer batalha. E todos acreditavam em seu sorriso e seus olhos verdes brilhantes, marejados de felicidade não de raiva por ser contrariada durante pouco menos da metade de sua vida.

Até mesmo eu, que conhecia melhor do que qualquer um o quanto cruel poderia ser a aversão daquela mulher, acreditei por várias vezes que ela me queria tanto quanto eu a queria. O ambiente decorado fazia sua mágica; parecia que o local não havia sido demolido e reconstruído inúmeras vezes. Parecíamos mais um jovem casal feliz, pedindo a benção de qualquer deus dono daquele local.

Logo a celebração terminou e fomos para o quarto que nos foi preparado; eu segurei a sua mão tentando ser carinhoso, mas seu olhar distante e perdido me fez perceber que se ela correspondesse ao meu toque ainda era contra sua vontade. Ela ainda era a mesma garotinha contrariada que tinha horror ao matrimônio - ou a mim.

Sentei-me com ela no pé da cama, suas mãos tremiam - vindo dela eu tinha absoluta certeza que não era por medo, mas sim raiva-. Ela inspirou todo o ar que conseguiu, numa tentativa falha de se acalmar.

"Walburga, eu sei que está muito cansada. Por que não descansamos por hoje?" sorri-lhe gentilmente - o melhor sorriso Black, nada menos do que perfeito.

"Obrigada por importar-se tanto comigo, Orion" ela pareceu se animar e também me jogou um sorriso falso. "Podemos deixar nossos deveres para amanhã."

Walburga nem mesmo trocou de roupa, ela deitou e fingiu adormecer.

Nos primeiros anos de nosso casamento eu nunca suspeitei de Walburga. Eu achava que não tínhamos filhos por sermos um casal estéril. Tentávamos, mas nunca éramos abençoados com um filho.

Até ela ter o meu primeiro menino. Nunca me importei, na realidade, se minha esposa fingia tentar engravidar e depois tomava poções abortivas. Eu só precisei de uma única ocasião e todos os seus esforços se perderam quando ela me deu meu menino, meu Sirius.

Ele era tão pequeno e bonito, que eu não acreditava ser possível seu nascimento; Sirius sempre fora o meu sonho; um forte garoto Black de cabelos escuros e olhar cativante.

Walburga também o amava. No fim das contas seu instinto maternal aflorara e ela idolatrava Sirius, nosso bebê sorridente e de orbes cinzentos.

"Ele não é lindo, Orion?" ela me perguntava enquanto o embalava em seus braços pequenos. Quando ficava feliz dessa maneira, parecia ser novamente uma menina despreocupada e graciosa. Parecia que me amava por ter-lhe dado Sirius.

"Ele é lindo" eu concordava enquanto olhava seus olhos cinzentos que pareciam compreender o que acontecia.

Eu sempre iria proteger aquele garoto, não importava se o mundo iria ficar contra ele; eu negaria qualquer valor para vê-lo fora de perigo.

Walburga era doce com Sirius como nunca fora com ninguém, por isso eu não pude acreditar em como era indiferente com Regulus.

Quando nosso segundo filho nasceu, ela segurou sua mãozinha mínima de prematuro. A pele enrugada hesitante em relação ao seu novo mundo. Eu pensei que Regulus morreria porque nascera muito cedo e ainda era demasiadamente frágil. Mas ele sobreviveu, fazendo-me o pai mais feliz do mundo, enquanto meus dois meninos adquirissem saúde; enquanto os via brincar, os dois se dando tão bem. Era lindo, eu não poderia esperar mais.

Porém, Walburga não amava Regulus como amava Sirius. Enxergava nosso primogênito como um milagre. Enxergava Regulus como sua falha. E eu fazia de tudo para mantê-lo afastado de sua mãe, que aos poucos perdia a sanidade.

Mas esse dia não demorou, e eu nunca culpei meu filho por isso. Ela não superou a ida de Sirius à Griffindor, sua obsessão com tradição e pureza era tamanha que suplantou o amor que sentia por seu filho mais querido.

"Ele nos traiu, Orion!"ela gritava em nosso quarto, as lágrimas escorrendo pelo rosto que já não era mais tão jovem"Ele traiu a família" ela se jogou na cama e pegou a travesseiro, se abraçou nele como uma menininha.

"Não é uma escolha que cabe a ele" eu respondi assistindo com pena àquela cena deplorável; sentei-me a seu lado, tentando encontrar a mulher que acabei me apaixonando naquela senhora chorosa sem força de vontade.

"Meu bebê! Não meu bebê!" ela murmurava, mal conseguindo falar entre seus soluços" o primeiro! O único!"

Ela escondia o rosto nas mãos, que logo ficaram encharcadas.

Eu coloquei a mão em sua cabeça, esperando que seu devaneio louco fosse embora.

Mas nunca foi.

Ela aprendeu a se controlar na frente dos outros, mas sua lembrança de decepção em relação a Sirius era constante - toda vez que olhava os brasões com a cobra de Slytherin, ela sabia que a casa de seu filho não tinha como cores verde e prata.

Nada a prendia fora de um mundo louco à parte, exceto Regulus. Ela voltou toda a sua loucura para nosso menino mais novo; jogava constantemente suas mentiras e expectativas em cima do pobre Regulus.

Ele ficava confuso, e aos poucos ela foi minando a mente dele. Ela o encorajava a fazer coisas que poderiam matá-lo e prejudicar sua vida, quando ele ainda tinha quinze anos. Tentei afastá-lo dessa má influência que sua mãe se tornara e meu único conforto era que Sirius não se importava mais em escutar as palavras de sua mãe - eu não podia nem queria repreendê-lo por isso.

Inevitavelmente, ela afastara Sirius e ele fugiu de casa, deixando-me com uma esposa louca e um garoto que se decidira por lutar e morrer por seu Lorde.

Ela me privou de tudo que eu amava, a companhia dos meus meninos e a companhia da garota sorridente que um dia me encantou.

N/A: em primeiro lugar, esse capítulo é dedicado à Souhait que adora o Orion! Espero que você goste porque fiz com muito amor e carinho! Eu sei que dei mais ênfase com a relação dele com a Walburga, mas deixa quieto...

Então, eu sei que o Orion apoiava a causa do Voldemort, mas - na minha opinião – quando isso começou a destruir a família dele acho que decidiu repensar o assunto. XD

Outra coisa, o casamento foi em Glastonbury por um motivo muito especial! X3

Se você leu e gostou- ou não – dessa fic deixe uma review! Eu juro que eu respondo!