Ricos, Famosos e Felizes?

Disclaimer: A história pertence a Karen Vera, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.

Sinopse: Edward Cullen é filho de um milionário, irmão de Alice e Emmett. Seus pais Carlisle e Esme eram o casal perfeito, até que ele toma a medida drástica de separar. Os olhos não podem acreditar, nunca viram qualquer evidência de desunião, muito pelo contrário.

Mas até então o marido e pai perfeito, esconde um jovem segredo, um amante, Isabella Swan. Edward tenta contato com ela para parar essa relação que terminou com sua família, mas vai ficar chocado quando encontrá-la…


Capítulo 6 - Obrigado Papai... Arg!

(Tradução: Ingrid Andrade)

EU NÃO PODIA ACREDITAR!

Pedaço de idiota! Meu pai havia ficado louco, definitivamente, tinha que ir para o hospício, camisa de força, quartos acolchoados e mais! Imbecil!

Todos estávamos perplexos, todos exceto Marco e minha mãe. Carlisle sorriu, exibindo um grande sorriso, digno de uma propaganda de creme dental. Lhe dei um olhar raivoso, mas me ignorou por completo. Três pares de olhos arregalados, cruzaram o centro da mesa. Abri os olhos um pouco mais para Alice para ver se respondia com um gesto o meu grande sinal de interrogação, mas ela tinha um maior ainda no seu rosto.

Bella entrou um pouco ruborizada, havia voltado a ser a menina tímida que meu pai nos apresentou algum dia e não a menina ousada que me desafiou na estrada. Vestia uma calça de estilo clássico, de cor castanho claro, que demarcava muito bem sua bunda rendonda e proeminente. Uma blusa branca, com gola no meio que acentuava mais seu colo largo em embranquecido.

— Nossa nova agente de finanças, eu a roubei de um prestigioso banco de Nova York, relutantemente de seu presidente — Ela trabalhava em um banco? Eu nunca teria imaginado! E deve ter tido um grande posto na entidade bancária? Não acho que Carlisle a trouxe apenas por uma febre, á respeito dos negócios era muito bom, e teria meninas bonitas em massa se esse fosse seu objetivo — ela era sub-gerente de negócios nessa cidade — concluiu feliz, ela era seu novo brinquedo. Descaradamente colocou suas mãos sobre as dela. Bella parecia desconfortável, estava da cor de um tomate maduro.

A minha mãe iludida olhava sorridente. Ninguém falou. O ponteiro do cuco marcava os segundos de maneira ruidosa, para o nosso silêncio ensurdecedor. Carlisle não parecia esperar nossa aprovação, mantinha um sorriso seguro. O sangue começou a correr pelo meu corpo em uma velocidade inesperada até a raiz da raiva, por que não havia nos consultado? Qual era seu plano sinistro? Passar as empresas para o nome de Isabella? Por que não havia a apresentado como sua namorada antes de apresenta-la como integrante da nossa empresa?

— Não estou de acordo! — reclamei, contendo a raiva e inclinando-me para frente. Meu pai virou seu rosto, e cravou seus olhos com uma expressão de desprezo em seu rosto, de uma maneira que eu jamais havia visto, ultimamente eu o desconhecia e muito.

— Qual é o seu argumento, Edward? — levantou uma sobrancelha, claramente irritado.

— Você deveria ter nos consultado... afinal também temos participação na empresa, um percentual nada insignificante entre os três... se lembra! Vinte por cento!

Meu pai respirou fundo, como faz isso na cara dura!

— Desde que quando devo tomar o parecer de vocês para respirar? — ironizou, desagradavelmente — pelo que sei quem sempre dirigiu esta empresa somos sua mãe e eu — respondeu com um sorriso forçado.

— Você mesmo disse, com minha mãe! E agora corre com as próprias cores — Bella estava sentada na cadeira, com o queixo erguido, mas claramente incomodada, ela também era uma descarada!

— Você não sabe o que fala, Edward, sua mãe está ciente e aceitou sem problemas, também acredito que lhe falta um apoio. Você trabalha muito e essa carga de trabalho irá aumentar porque nossa previsão de crescimento está indefinida.

— Mamãe, você sabia? — olhei Esme em busca de uma explicação. Ela assentiu. Arg! Agora sim estava zangado. Minha mãe fazia um verdadeiro papel de idiota ao cubo! Olhei para meu pai, furioso. Sentia meu rosto fervendo e comecei a balbuciar insultos, mas o resto não percebeu. Não suporto mais esta farsa, me levantei, peguei minhas pastas e saí da sala de reuniões, empurrando a porta bruscamente antes de sair.

Nada no mundo me importava exceto o fato de que meu pai era um sem vergonha. Caminhei rapidamente pelo terraço para tomar um pouco de ar. O dia brilhou com um céu azul lindo, no entanto, havia uma brisa morna que soprava no terraço. Pude esfriar a cabeça. Tentei acender um cigarro, e não sei se a raiva afeta o pulso, mas minha mão tremia além de que o vento batia contra para unir o fogo ao tabaco, arg! Eu não seria capaz de fumar um cigarro em paz? Uma onda de raiva me invadiu novamente.

— Edward — minha irmã chamou com cautela. Virei-me mais tranquilo, ela tinha uma espécie de sedativo na veia para mim.

— Você sabia algo sobre isso? — Perguntei um tanto objurgatório.

— Nada Edward, me pegou tão supresa quanto você... — torceu a boca em uma careta de desgosto.

— O que acontece com Carlisle? Faz uma estupidez atrás da outra! Como pensa em colocar sua amante na empresa? E mais, ainda por cima com a aprovação da minha mãe! Arg! — Olhei Alice desesperado.

— Edward... Posso fazer uma pergunta? — Insistiu.

— Diga — O tom inquisitório de sua voz me alertou para sua pergunta.

— Você gosta dela, certo? — cravou seus olhos brindados no meu. Congelei! Mas também tentei me defender.

— Não Alice! Que... Que merda você está dizendo? — Dei meia volta, não podia olhar seus olhos, se não iria perceber imediatamente que mentia, mas de repente me vira para ela, novamente.

— Claro! — Sorriu ironicamente, enquanto negava com a cabeça.

— É só... é só que acho que Carlisle e esta menina são uns descarados — refutei, bagunçando meu cabelo ainda mais.

— Edward! — Alice me interrompeu com um sorriso nos lábios.

— O que? — Perguntei um pouco irritado, abrindo as mãos já agoniado. Por quê ela ria dessa vez?

— Deixe seu cabelo em paz! Parece um bobo da corte... Olhe! — Exclamou divertida. Virei-me para direita para ver meu reflexo nas janelas. De fato! Tinha o cabelo disparado em todas as direções, semelhante a um chapéu de bobo da corte. Comecei a baixar o cabelo, mas foi pior. Minha irmã soltou uma gargalhada.

— E depois diz que não gosta dessa menina. Ela te deixa de cabelos em pé, literalmente! — Ela voltou a rir alto. Fiz uma careta ridícula, de bravo, mas ela riu mais. Se acalmou e falou com uma voz tranquila — Não é tão ruim, Edward, ela não parece uma menina má — piscou um olho para mim — meu instinto não falha — sugeria algo mais como esse "meu instinto não falha". Aperteii os dentes e sorri, enquanto Alice voltou a entrada.

Respirei fundo e tirei novamente um cigarro, mas desta vez consegui acendê-lo na primeira tentativa. Por acaso deveria me acostumar a vê-la todos os dias? Talvez isso não tenha problemas, mas vê-la com ele todos os dias? E se lhes baixasse um ataque de ansiedade no escritório e eu os encontrava fazendo... Eca! Saia, saia, saia essa imagem da minha mente...

No dia seguinte cheguei muito cedo, um pouco antes das oito. No caminho peguei umas rosquinhas e um café no Starbucks, cheiroso e grande para acordar-me da minha noite desgastante com Tanya. O bom era que me serviu para liberar as tensões e acordar renovado.

Caminhei direto para o meu escritório, Carlisle ainda não tinha chegado, no entanto, no escritório continuava a se ouvir alguns murmúrios, Angela estava ajudando Isabella a se instalar. Tive a curiosidade de olhar, mas logo me detive no local. Com que desculpa chegaria naquele escritório? Com um "Olá, seja bem-vinda!", depois que havia saído sem desculpas quando a anunciaram como gerente de finanças.

De imediato me senti sufocado, um pouco confuso, por um motivo estranho meu coração batia em um ritmo estranho. Seria taquicardia? Talvez pelo café? Mas sempre bebia muito por dez pessoas. Esquisito, o ignorei e me tranquei no escritório. Passei a manhã inteira trabalhando no nosso novo mercado: América do Sul, começariamos no Brasil.

Eu devia concluir um relatório para Carlisle, finalmente era ele quem decidia. Havia se tornado claro no dia de ontem! Me mantive entre os números e ações. A sensação estranha no peito já havia ido embora, eu me sentia relativamente tranquilo.

Tentei me concentrar nas minhas tarefas do dia, e no final da tarde já havia conseguido isso. Sim, tudo estava relativamente normal até que ouvi uma batida na minha porta.

— Entre! — Levantei um pouco a voz para que me ouvisse. Não respondeu de imediato, apenas entrou. Continuei com os olhos no meu notebook, até que pelo canto do olho notei uma silhueta esbelta que estava parada de pé na frente da minha mesa. Tentei não me perturbar, mas era tarde. Olhei para ela com ódio.

— O que você quer? — fui rude.

— Posso me sentar? — perguntou respeitosamente, forçando-me a baixar as rotações.

— Claro! — respondi indiferente. "Ela é uma intrusa, uma intrusa trepadora...", tentei me convencer a não sucumbir aos seus encantos sexys.

Ela sentou-se a minha frente, cruzando as pernas daquele modo que me enlouquecia. Parecia determinada, vinha dizer-me algo... Tomei uma outra olhada para o seu corpo. Ela vestia uma saia preta justa que marcou sugestivamente seus quadris redondos e a dobra do nascimento de suas pernas, uf! E ainda por cima a roupa nascia debaixo dos seus seios até um par de dedos sobre os joelhos. Em cima uma blusa branca comum, mas essa pegou suas curvas. Oh, por favor! Me tinha absolutamente desconcentrado. Podia me imaginar navegando no meio das suas pernas tonificadas e sensuais, beijando seus seios e abraçando sua cintura.

—Edward! — Ela levantou a voz e me acordou do meu sonho de luxúria — Edward! Está me escutando?

—Claro! — respondi, tentando passar sem advertências. Me endireitei no assento, enquanto ela sorriu balançando a cabeça.

Oh, não! Precisava de um banho frio. Urgente! Podia sentir o excesso de calor que emanava do meu corpo. Por um momento pensei em ir me refrescar no banheiro, lhe pedir para me dar alguns segundos, mas quando tive a intenção de colocar-me de pé, um rápido olhar para as minhas partes baixas me fez parar. Pare, idiota! Não posso levantar, não com seu amiguinho do meio levantado. Ela nunca mais na vida deixaria de me provocar, e eu conhecia sua faceta ameaçadora. Fiquei quieto e disfarçadamente baixei minha mão direita para bater uma pequena punheta, era o único modo de acelerar o processo de retração na sua presença... o segundo, seria tomá-la com força, beijá-la e fazê-la minha sobre a mesa... Imbecil! Essas imagens em sua mente estão sendo contraproducentes, não ajudou em nada a diminuir sua ereção... e por outro lado, jamais havia tomado uma mulher à força, não dessa maneira pelo menos, só fazia a pedidos da interessada.

— Se você não me ouvir, já vou! Não perderei meu tempo com você... — ameaçou vermelha de raiva. Se soubesse no que eu pensava... não ficaria muito chateada. Tentei esfriar minha mente e me concentrei no que ela dizia. Seus lábios carnudos, vermelhos e insinuantes, se moviam rapidamente — Não quero passar minha vida discutindo com você, somos uma equipe e se queremos que as coisas funcionem bem, devemos começar a nos comunicar... de boa maneira — acrescentou muito séria.

— Penso o mesmo — respondi como um idiota hipnotizado por aquela mulher.

— É o melhor, Edward, não é uma situação fácil para ninguém — continuou.

— Eu sei, mas posso te pedir algo? — falei rapidamente, mas era um pedido pelo meu instinto de sobrevivência.

— É claro — ela sorriu levemente.

— Nada de demonstrações de afeto com meu pai aqui no escritório — coloquei cara de desgosto, não pude evitar. Ela pegou e torceu seus lábios no sorriso mais lindo que havia visto em minha vida.

— Claro, prometo — se levantou satisfeita e antes de abrir a porta para sair se virou indecisa, mas o fez no fim — Sei que você é um menino mimado, Edward.

— Acabamos de selar a paz e já está me atacando — sorri um pouco para mim mesmo, algo em seu olhar, retribuia a atração que eu sentia por ela.

— Não é um ataque... está mais para um elogio — sorriu e fechou a porta atrás dela.

Um elogio? Que tipo de elogio era esse? Nenhum! Mas assim como não me importava, ela parecia determinada a levar as coisas à sério e bem, prometi omitir as cenas de afeto entre meu pai e ela. Isso me fez imensamente feliz.

Na próxima semana meu pai teria que viajar para o Rio de Janeiro para fechar um dos negócios e Bella iria junto. Arg! Era necessário levá-la com ele como se fosse uma extensão do seu corpo? Eca! O velho parecia mais ligado a ela que Isabella a ele! Velho sujo! Porque não ia com seu amigo e parceiro Marco, ele seria de mais utilidade. Não podia fazer nada contra isso, não tinha mais opção a não ser engolir toda essa porcaria, além disso partiriam na próxima terça-feira. Essa ideia me tinha de mal humor todo abençoado fim de semana... seria como uma lua de mel antecipada. Eca!

Na segunda-feira seguinte, um dia antes de sua viagem, meu pai me chamou no seu escritório. Cheguei relutantemente, ultimamente não queria nada com ele, me causava repulsa. Bati sem cuidado porque entrei imediatamente, ele estava reclinado em sua poltrona de couro e se endireitou quando apareci na frente dele.

— Sente-se filho! — sua atitude era estranha, tive a impressão de que estava desconfortável, algo o perturbava, e muito! Sorri, foi o me fez sentir-me melhor, afinal ele não era imune ao que acontecia na vida. Eu o ignorei e sentei-me.

— O que está acontecento, Carlisle? — minha voz soou áspera quando me dirigi a ele.

Ele respirou fundo e se levantou.

— Chegou um rumor aos meus ouvidos e quero saber se é verdade...— cravou seus olhos observadores nos meus.

— O que? — perguntei sem relutância, enquanto me distraia olhando a paisagem. Ele demorou muito para falar — Diga-me! — insisti.

— É sobre Esme...

— O que acontece com a minha mãe? — apertei a mandíbula imediatamente. Eu destestava que ele se referia a ela como se continuasse sendo sua esposa. Ela já não era nada! Ele tinha decidido isso.

Ele se virou para mim, com os olhos prestes a explodir em lágrimas de impotência, no entanto, se deteve.

— É verdade que ela vem saído com Aro? O milionário excêntrico com investimentos no Oriente Médio — tinha a expressão facial tensa.

— É sério? — Arqueei uma sobrancelha divertido.

— Não consigo encontrar graça nisso tudo, Edward — me cutucou. Soltei uma risada irônica.

— Ah, não! E o que eu encontro é fenomenal, um padrasto petroleiro... Não é nada mal! — esbocei um sorriso de vingança. Quase que seus olhos saíram de órbita e deixou seu queixo cair.

— Claro que não! Ele não é bem visto na sociedade — continuou.

— Cínico! — o repreendi.

— O que quer dizer? — retrucou incrédulo.

— Por acaso só você pode andar passeando por aí com sua amante vinte anos mais jovem e minha mãe não tem o direito de reconstruir sua vida. Agora mesmo irei lá felicitá-la! — cuspi com raiva.

—Você age como um menino, Edward — me repreendeu irritado.

—Talvez... — contestei.

— Não se consegue falar com você — ele disse entre dentes, vermelho de raiva.

— Não se você se comportar como um desgraçado — cutuquei.

— Saia daqui, Edward! — me expulsou do seu escritório. Esta atitude dele estava se tornando habitual. Saí dali e bati a porta apenas para irritá-lo.

Nos encontramos para almoçar com Alice e lhe contei o novo rumor do meu pai, ela rompeu a rir, parecia tão divertida quando eu.

— Você sabe se é verdade? — perguntei, pedindo por favor que fosse verdade, eu adoraria ver a cara do meu pai quando se confirmasse.

— Não sei, mas nossa mãe nesta última semana está em estado "radiante", muito contente, talvez seja verdade. Espero! Serei a primeira a lhe parabenizar.

— E eu irei depois de você — confirmei divertido.

Voltamos ao escritório e continuei trabalhando a tarde inteira. Ao finalizar o dia chequei meu e-mail como de costume e encontrei, entre outros, um e-mail de Carlisle, assunto: viagem (urgente).

Cliquei e imediatamente implantou-se um e-mail curto.

"Amanhã você deve estar às cinco da manhã no aeroporto. Não poderei ir ao Brasil, então você irá com Isabella (comporte-se, lembre-se que você está representando a empresa).

Atenciosamente,

Carlisle."

Dei uma segunda olhada para me convencer. Que notícia boa! Há! A lua de mel deles tinha sido cancelada. Uhuuuul! E eu iria junto com ela. Sorri perversamente. Fechei o notebook e corri para casa para empacotar minhas coisas para amanhã de manhã.


Olha quem apareceu, eu! E agora estarei aqui com mais frequencia, graças a Gui que vai pegar alguns capítulos dela e me ajudar a sair da bagunça que me enfiei.

Agora sobre a fic, o Edward está bem afetado pela Bella, e ao mesmo tempo sente raiva pelo o que estão fazendo com a Esme. Será que a Esme está mesmo saindo com o Aro? Seria ótimo rsrs e essa viagem ao Brasil... vai ser bem interessante.

Se alguém ainda estiver lendo e comentar, obrigada você é uma pessoa linda!

Beijos

xx