Ricos, Famosos e Felizes?

Disclaimer: A história pertence a Karen Vera, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.

Sinopse: Edward Cullen é filho de um milionário, irmão de Alice e Emmett. Seus pais Carlisle e Esme eram o casal perfeito, até que ele toma a medida drástica de separar. Os olhos não podem acreditar, nunca viram qualquer evidência de desunião, muito pelo contrário.

Mas até então o marido e pai perfeito, esconde um jovem segredo, um amante, Isabella Swan. Edward tenta contato com ela para parar essa relação que terminou com sua família, mas vai ficar chocado quando encontrá-la…


Capítulo 8 – Do ódio...

(Tradução: Ingrid Andrade)

Por um breve momento pude experimentar como seus sensuais e doces lábios se abriam para mim, desfrutar daquela língua deliciosa, viscosa, molhada e sensual, no entanto não consegui mais, porque com um tapa me afastou do seu rosto, colocando sua mão direita entre nós, empurrando minha testa para trás.

— Saia, estúpido! – grunhiu, enquanto fazia força para me afastar. Soltei-a, mas um sorriso sacana adornou meu rosto, foi inevitável. Mordi o interior da minha boca, em um gesto nervoso.

— Você gostou, certo? – elevei o canto dos lábios ainda mais, podia ver em seus olhos chocolates como o desejo a consumia tanto quanto a mim, havia aprendido a reconhecer esse olhar nas mulheres... Ou em seu caso seria raiva? Mm... mm, não acho... descartei de imediato, sua língua havia respondido quase por instinto, sem dúvidas, um segundo depois que o beijo havia se concretizado, certamente os sentimentos de culpa vieram em sua cabeça e me afastou.

— Saia do meu quarto, idiota! – gritou muito irritada para mim. Arqueei uma sobrancelha irônico e saí do seu quarto. Sem dúvidas, ao fechar a porta atrás de mim, as minhas mãos começaram a suar e inclusive podia ouvir o meu coração rápido e barulhento que pulava. Oh, por favor! Jamais havia acontecido comigo algo assim com alguém... isso era incomum. Muito incomum! Essa mulher tinha um não sei o quê diferente de todo o grupo de mulheres que perambulavam por aí. Talvez fosse seu perfume, a sensualidade a flor da pele, da qual parecia inconsciente, um pouco daquela bipolaridade que a distinguia ou... sou eu! Com sorte podia identificar meus próprios sentimentos e nesse mesmo momento não estava fazendo. Arg!

Deixei minha roupa esparramada sobre um dos sofás e assim, como havia vindo ao mundo, dormi, apenas contava com um pouco mais de algumas horas para dormir.

Titititititititit! Titititititit!

Maldita seja! Já tinha que acordar! E meu crânio partia agora mesmo, mas a reunião com os investidores não podia esperar, sim, certamente mudariam meu cargo na empresa, e com o pouco considerado que meu pai andava nos últimos tempos, não tinha nenhuma dúvida. Caminhei sonolento até o banheiro. Tomei um banho rápido, no entanto, fiquei cerca de quinze minutos me barbeando. Com a rapidez da viagem havia esquecido o creme de barbear e tive que achar algo mais próximo: sabonete líquido.

No início apenas senti a máquina mais áspera, mas quando tirei a espuma, tinha a pele horrivelmente irritada! Sobre tudo debaixo do queixo e no pescoço. Cem pontinhos de sangue como cabeças de broche apareceram pelos poros... Arg! Passei o perfume na mão e enchi a cara com ele. Meeeeeeeeeeeeeerda! Que dor! Dei alguns tapinhas, que viraram verdadeiras bofetadas, mas era a única forma de aliviar o ardor. Saí.

Encontrei-me com ela no hall do hotel, passariam para nos às sete e quarenta. Estava de pé com um lindo vestido vermelho – nela tudo caia maravilhoso — , cruzado por um largo cinto preto e saltos do mesmo tom. Nos seus lábios brilhava um gloss suavemente transparente e havia maquiado os olhos com rímel, delineando as bordas dos seus amendoados olhos chocolate. Queimou-me com o olhar.

— Olá – sussurrei em seu ouvido, só para chateá-la.

— Eca! Usou álcool como enxaguante bocal – colocou expressão de antipatia para me irritar, mas não conseguiu fazer isso. De repente virou para mim com um sorriso perverso nos lábios. Seu olhar se cravou no meu pescoço – O que aconteceu, Edward! – exclamou muito entretida – Alguma gata no cio te machucou ou o que? – soltou uma gargalhada íntima. Agora sim havia me picado.

— Sim, uma gata no cio me arranhou à noite para que saísse do seu quarto – curvei os lábios em um sorriso perverso, sem mostrar um ápice de debilidade. Seus olhos se tornaram mais escuros e acabou o sorriso no rosto.

— Idiota! – Respondeu irritada. Ri.

— De todos os modos apenas depende da "gatinha" me receber ou não – Murmurei de propósito para irritá-la ainda mais. Ela pisou no meu pé com o salto agulha.

— Auch! – reclamei, ela esboçou um risinho novamente.

— Senhores, seu carro – um homem de pele canela escura se aproximou de nós, para nos acompanhar. Deixei que ela passasse primeiro, enquanto segurei a porta em todo momento até que entrou no carro com tranquilidade. Seus olhos castanhos não se afastaram dos meus. Ficamos fechados no mesmo lugar por vinte minutos mais ou menos. Ela expelia algumas substâncias invisíveis que me enlouqueciam. A olhei de relance, sorria. Não disse nada, na verdade não parecia muito irritada.

Chegamos a um edifício antigo no centro de Ipanema. Descemos ao subterrâneo e o motorista, sorridente e cordial, nos acompanhou até o quarto andar. Quando pisamos naquele lugar um homem de meia idade, moreno e forte, nos deus as boas vindas. Era Fabricio, o dono da empresa.

— Bem-vindos! – ele estendeu a mão para Bella e logo para mim – Bella e Edward, certo? – balbuciou em espanhol perfeito – falei recentemente com Carlisle e ele me explicou que vocês são a equipe de finanças. Vamos ver o que nos trouxeram! – nos levou a uma ampla sala de reuniões, com uma grande mesa de mogno no centro e cadeiras de couro a rodeavam. Um projetor e os respectivos notebooks. De repente, um jovem casal apareceu, provavelmente um pouco mais velhos que nós.

— Bella e Edward, eles são Janine e Fabio – nosso anfitrião nos apresentou. Estendemos as mãos e eles se sentaram a esquerda da sala. A menina era uma morena incrível, com pouco mais de um metro e setenta, cabelo liso e longo até os ombros, característica caucasianas na pele, bunda e seios muito miúdos. Ele era um mulato sorridente, de um metro e noventa, de feições suaves e de corpo físico malhado. A menina não tirou os olhos de mim em toda a reunião e obviamente, devolvi os sorrisos, sem que Fabricio notasse, é claro.

Eu apresentei primeiro, Isabella me seguiu – devo reconhecer que fazia mil maravilhas, jamais havia imaginado que era uma grande oradora. Nossos clientes trocaram olhares cúmplices. À uma havíamos fechado o contrato, no próximo mês nossa marca de fast food se instalaria Rio de Janeiro. Antes de nos despedirmos, Fabricio se aproximou de nós.

— Foi um prazer fazer negócios com vocês! – estendeu a mão e continuou – lamentavelmente não posso almoçar com vocês, sem dúvida, me sentiria muito grato se esta noite jantassem conosco – olhei sobre o ombro do nosso anfitrião e Janine piscou um olho para mim.

— É claro... às nove? – Bella sussurrou muito contente.

— Claro! No Club Delta às nove. Os espero... – anotou o lugar e a hora e nos conduziu até o elevador. Despedi-me dos demais jovens com aceno a distância. Isabella levantou a mão com um sorriso.

Subimos no carro conduzido pelo amável motorista e fomos de volta para o hotel. Durante o caminho comentamos os detalhes da negociação. Havíamos tido um êxito ótimo!

— Parabéns! – disse sinceramente para minha sócia de negócios. Ela sorriu, mas ao levantar as sobrancelhas de o manifesto de que a surpreendi com meu comentário.

— Parabéns para você também, Edward! Nunca pensei que um menininho mimado fosse capaz de tamanha apresentação – zombou com malícia.

— O menininho mimado, como disse, é capaz disso e muito mais – ri satisfeito comigo mesmo. Ela balançou a cabeça e continuou olhando a paisagem.

Chegamos ao hotel, a essa altura do dia e sem café da manhã, meu estômago relinchava de fome. A única coisa boa era que a dor de cabeça havia se dissipado por completo.

— Vamos almoçar juntos? – ofereci nervoso, sempre me dizia que não, no entanto, desta vez foi diferente, mas não devia me acostumar. Assentiu. Caminhamos até o salão, ela pediu uma salada e eu, filé com batatas sauté. Sua sobremesa foi fruta e a minha, sorvete. A conversa se tornou amena e superficial, embora baseada em nada além do trabalho. Bebemos café brasileiro e com ele concluímos nossa conversa, não queria que isso acontecesse. Engoli a saliva, um pouco nervoso e com voz hesitante, lhe propus que passeássemos pela praia um pouco.

— Fica para outra vez, Edward. Estou com sono, acho que irei dormir um pouco. As nove devemos nos encontrar com Fabricio... – se explicou, mas pelos seus olhos pequenos, notei que dizia a verdade e não era uma desculpa grosseira para me afastar. No entanto, como já havia feito à ideia de passar à tarde sozinha, ela se levantou e beijou minha testa – nos vemos as oito e quarenta, aqui mesmo – sua voz doce deslizou pelos meus ouvidos como música divina e o roçar dos lábios em minha pele me deixou com o coração bombeando com toda sua capacidade. Quis segui-la, mas me reprimi, não queria pressioná-la.

Fui para a praia durante a tarde e me entretive vendo os brasileiros jogarem futebol. Obviamente, minha vista também se distraiu com as bundas abundantes e firmes das brasileiras. Eram impressionantes! As sete voltei ao hotel, já estava escuro. Tomei um banho e coloquei roupa formal para o jantar. Desci às oito e trinta. Ela apareceu cinco minutos depois. Usava um vestido preto muito grudado que marcava seus seios pequeninos e o lado arredondado de seus quadris. Seus lábios intensamente vermelhos e tão incitantes como uma fruta madura, contrastavam com a palidez da sua pele.

— Você está linda – sussurrei em seu ouvido e ela sorriu.

— Obrigada – respondeu com as bochechas um pouco coradas.

O Club Delta era muito bom. Nós cinco comemos calmamente, não havia pressa. Lamentavelmente Fabricio colocou a nota ruim, me cansando de tanto falar de Carlisle. Era seu admirador secreto ou não sei o que! Mas não deixou nem por instante de falar de seus negócios. De repente a conversa tomou outro rumo.

— Como está à bela Esme, Edward?

— Muito bem – respondi. Olhei Bella pelo canto do olho. Ela começou a mastigar mais lentamente, estava incomodada. Tentei desviar o assunto, mas ele continuou.

— Você vai me desculpar Edward, mas acho que poucas vezes na vida o vi com mulheres tão lindas e sofisticadas – Bella se engasgou sutilmente e eu sorri.

— Minha mãe é uma santa – respondi orgulhoso. Ela me olhava suplicante.

Os outros dois, raras vezes se intrometiam na conversa, no entanto, a garota não deixava de flertar comigo.

— Bom, queridos amigos, temo que devo deixa-los na companhia dos meus garotos. Tenho uma reunião que me aguarda... – se levantou para se despedir. Quando se foi, Janine falou.

— O que acham de irmos dançar? – convidou entusiasmada, enquanto por debaixo da mesa tocava meus órgãos genitais com seu pé. Como era ousada! E eu que a primeira vista a achei com cara de mosca morta. Hahaha!

— Claro – Bella respondeu imediatamente e Fabio assentiu em um espanhol pouco claro.

Chegamos a um lugar ancorado exclusivamente entre Leblon e Ipanema, em frente ao mar. Apenas samba, reggaetón* (o que era isso?), salsa e todo tipo de música que se dançava muito perto, corpo com corpo. Era minha oportunidade com Bella! Fomos por algumas caipirinhas, a bebida emblema do Brasil. Tudo ia a vento e popa até que minhas esperanças se foram quando Janine me pegou pela mão para dançar. Em outras circunstâncias estaria feliz de desfrutar como sua bunda redondinha e quadris amplos dançavam sobre minha pélvis, mas agora não! Isso significava que Bella faria o mesmo com o moreno de físico musculoso. Bebi a bebida quase sem respirar. Ela continuava conversando no balcão, sorria demais. Arg!

*O reggaetón, conhecido como new reggae, é um estilo musical que varia do reggae jamaicano, influenciado pelo hip hop das zonas de Miami, Los Angeles e Nova York latina.

A garota sensual se colocou na minha frente, pegou minhas mãos e as colocou atrás de sua costa, obrigando-me a me meter em suas pernas firmes. Seus olhos de oliva estavam incendiados de luxúria. Seu corpo começou a se mover de uma maneira deliciosa. Deus! Como os brasileiros conseguiam dançar isso sem terminar se fodendo? Inspirei ar para não perder o bom senso. Seu corpo emanava uma aura quente e transpiração. Perfeita! Essa mulher devia estar pronta! Começamos a dançar em movimentos rápidos e embriagantes, até que olhei a minha esquerda.

O mulato de filme pornô tinha agarrado ela pelos quadris, bem na altura da sua intimidade. Bella ria, parecia não se incomodar porque sua bunda, dançava no ritmo do samba sem problema. Deixei de desfrutar e lhe dei um olhar irritado que ela ignorou. Em uma de suas mãos segurava um copo cheio de caipirinha, certamente era o segundo. Tinha a pele das bochechas avermelhada e depois de alguns minutos, o cabelo úmido de suor. Aaaaaaaaaaarg! Queria dar um soco nesse imbecil degenerado.

A noite transcorreu intensa e o ciúmes me comia vivo. Sem dúvidas, a menina deusa não deixava de me seduzir nem um segundo, essa era a parte boa. A música se tornou estridente e tive a magnífica ideia de sair daquele lugar, em grande parte para liberar Bella dos braços do símbolo sexual, se continuassem a dançar desse modo com certeza ele a estupraria aqui mesmo. Arg!

Chegamos ao nosso hotel e como andávamos meio bêbados subimos ao terraço, disposto apenas para os quatro. Pedimos mais álcool.

A garota curvilínea sorria e não deixava de me dar olhares sensuais, inclusive me separou descaradamente de Fabio e Bella. Arg! Beijou o lóbulo da minha orelha em repetidas ocasiões, enquanto balbuciava sensualmente em sua língua nativa. Embora a brasileira me atraísse, não conseguia deixar de olha-los.

Os lindos olhos de chocolate se tornaram uma súplica silenciosa. Não queria que eu fosse com ela. Senti como se um balde água fria se esvaziasse dentro de meu corpo. Foi um golpe frio e certeiro no centro do estômago, sem dúvidas, prazeroso. Sorri, negando com a cabeça, enquanto a menina me pegava pela mão com mais força, tentando me arrastar para descer as escadas para nos afundar em um quarto e nos embriagarmos de prazer. Mas... desta vez seria diferente, algo que eu desconhecia me sugeria fortemente que continuasse no terraço.

— Vamos beber outra dose? – sugeri para distraí-la, não podia ser tão rude ao dizer diretamente que não queria transar com ela. Ninguém em seu perfeito juízo iria entender, esse corpo com curvas demais certamente era uma passagem para o prazer, especialmente considerando como aqueles quadris se moviam na dança.

— Outra? Não! – exclamou com um sorriso travesso. Aproximou seus lábios sensuais muito perto do meu ouvido e sussurrou lentamente – o que tenho para lhe oferecer é muito melhor... – Ui, ui, ui! Não tinha dúvida de quão boa sua oferta seria, no entanto, não podia ir, não com ela ali, me observando. Não foi difícil perceber de que apesar de parecer muito animada com "O moreno", seu rosto se virou de vez em quando para saber se eu havia ido ou não. Nossos olhares se cruzaram muitas vezes, mas não parecia lhe incomodar.

— Vamos! – insisti com um gesto suplicante, mas sem deixar de sorrir, essa era a minha melhor carta de convicção. Forcei um pouco para retornar ao terraço.

— Está bem! – assentiu por fim. Ufa! – mas é a última – sorriu sensualmente e tocou sutilmente meus lábios. A arrastei pela mão para fora do terraço. Olhei Isabella, ela sorriu e continuou conversando com seu amigo.

Conseguimos um par de doses a mais no bar. Minha acompanhante casual bebeu a caipirinha abruptamente, eu em vez disso, tomei goles pequenos, já estava tonto o suficiente para arruinar esta noite com uma dose a mais. Ela estava no limite de embriaguez, de modo que um pequeno empurrão foi apenas um incentivo para afastá-la. Logo, como se a natureza estivesse do meu lado, o céu se fechou por completo, começando em poucos minutos a cair gotas tênues que logo se transformara em gotas enormes, simulando uma cortina de água.

A menina, absolutamente bêbada, caiu no sono sobre uma das cadeiras. Era a minha chance. Levantei-me e franzi o cenho em uma falsa, mas crívell preocupação. Aproximei-me de Fabio e Isabella.

— Janine dormiu – passei meus dedos pelo pescoço, mostrando-lhe um "morreu" universal, enquanto sustentei um sorriso condescendente.

— Uf! Que chato! – o morenão exclamou, impotente – Isabella, sinto muito! Foi um prazer... – ele a beijou na bochecha como costumavam os latinos e logo caminhou em direção à outra mulher. O acompanhei, mas ele voltou e se aproximou de Bella com voz alta – Talvez amanhã? – insistiu. Ela me olhou por um segundo e sorriu.

— Claro! – Isso jamais aconteceria. Sorri.

O ajudei a pegar a mulher entre os braços e um funcionário do hotel acabou de ajuda-lo. Voltei imediatamente sob a chuva intensa. Ela continuou parada ali, no meio do nada. Tinha o cabelo completamente molhado, mas ainda assim mantinha um leve rubor em suas bochechas, estava meio bêbada. Ela sorriu.

Aproximei-me certo de queria pega-la em meus braços, mas ela deu alguns passou para trás, parando na borda do terraço, bem no limite do precipício. A segui, aprisionando meu corpo contra o seu. Não tinha escapatória.

Apesar da influência do álcool infringida em meu corpo, o que fiz foi absolutamente consciente. Podia sentir seu corpo quente, mesmo com a chuva intensa e esmagadora, era uma sensação ainda mais sensual, porque era apenas o nosso calor que nos protegia da umidade. Sorri, feliz pelo momento.

— Eles já foram... – sussurrei com meus lábios a alguns milímetros dos seus.

— E? – levantou uma sobrancelha desafiando. Bufei, enquanto sorria e balançava a cabeça, era teimosa até nessas circunstâncias.

— E você não pode escapar – insisti divertido. Engoli saliva e seus lábios separaram-se levemente de modo inconsciente. Era a minha hora. – Me desculpe! – me desculpei sem querer realmente fazê-lo – mas você está estranhamente irresistível – inclinei meu rosto ainda mais e entreabri seus lábios com duas sucções sutis e profundas. Ela suspirou e o nó do meu estômago se contraiu mais. Primeiro senti o calor ardente de sua boca, que por pouco me queimou. E, oh, por favor! Quando minha língua finalmente acariciou a sua, senti como se meu corpo estivesse cheio de uma adrenalina esquisita que me fazia sentir como se este momento não fosse real. Era muito bom para ser verdade! Nossas línguas entraram em uma sintonia perfeita e sensual, batendo de um lado para o outro com necessidade.

Mais relaxado levantei minha mão direita para acariciar o contorno do seu pescoço, fino e suave. Não queria parar de beija-la, apesar da chuva que nos molhava até que nos encharcamos completamente. Seu corpo se acomodou ao meu como se fosse um complemento. A rodeei com meus braços pela cintura. Ela se inclinou para trás levemente, mas a segurei com mais força, até que separei seus lábios dos meus, com a dificuldade evidente, ela não queria parar de me beijar.

— Edward – sussurrou um pouco assustada, seus olhos redondos e atentos deixaram claro – isso não é certo... você e eu... e Carlisle – o nome do meu pai pela primeira vez não me irritou. Ela não estava apaixonada por ele. Peguei a base do seu queixo com carinho e esclareci com certeza.

— O que não está certo, Bella, o que não está certo é o que faz como meu pai, com minha mãe e comigo. Isto – continuei – é a única coisa que está certa – a olhei fixamente, minhas palavras eram sinceras. Bella sorriu pouco convencida, mas se resignou, parecia mais aliviada.

— Isso é o resultado do álcool – exclamou com um sorriso vazio.

— Você sabe tão bem como eu que não é assim – este último lhe disse com meus lábios colados nos dela, entreabrindo-os para beija-la novamente.

Beijamos-nos com ímpeto e necessidade. A forma como ela o fazia, ou como eu me sentia, era muito diferente. As sensações eram estranhamente maiores, distintas, magníficas! A chuva continuou nos aproximando e a roupa já havia se tornado pesada. Com mais dificuldade que qualquer outra coisa que eu já tivesse feito nos últimos tempos, me separei de seus lábios saborosos e lhe disse.

— Você se importaria de sairmos daqui? A água já chegou às minhas meias – sorri. Ela também o fez.

— Claro que não... acho que meus sapatos estão encharcados – riu. A peguei pela cintura e arrastei para fora do dilúvio. Pedimos o elevador e sorrimos quando as portas dele se abriram. Parecíamos dois pintinhos molhados! Nada sensuais. Ela apoiou seu rosto no meu ombro para esconder-se de si mesma e eu ri, feliz pelo o que fez. O elevador se abriu rapidamente e caminhamos juntos pelo corredor. A deixei na porta do seu quarto. Ela tirou o cartão da carteira e abriu a porta do quarto. Fiquei paralisado quando a fechou no meu nariz, embora não o tenha feito de modo rude. Eu queria continuar com ela!

Decepcionado, abri a porta do meu quarto. Tirei meu casaco o estirando e o deixei no banheiro, no entanto, alguns toques me alertaram. Voltei inquieto, as emoções ainda estavam à flor da pele. Caminhei até a porta e peguei a maçaneta para abri-la. Era ela.


AGORA sim vai começar a história deles. E vai ser bom rsrsrs

Confesso que a culpa pela demora foi minha, já faz um bom tempo que a Gui me mandou o capítulo, mas esqueci completamente de revisá-lo e só lembrei tem alguns dias. Vou perguntar para ela se o próximo está em andamento e ai posto o mais rápido possível!

Obrigada pelas reviews, e comentem por favor

Beijos

xx