PORCELANA

Sinopse: Quando ela entrou na clínica psiquiátrica nunca imaginou apaixonar-se por um paciente, que cuida dela como sua boneca de porcelana. Será mais forte o amor, doçura e paciência do que os traumas e problemas?

Disclaimer: A história pertence a Kira, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.


Epílogo – Esperanças

- Como está tudo querido?

Mesmo dois meses depois que comecei a viver com Bella, Esme ligava quase que diariamente para saber como estávamos. Eu não me importava, pelo menos não mais do que qualquer pessoa.

- Você sabe que estamos bem, Esme. Eu lhe disse ontem – respondi meio rindo. Do outro lado do telefone também podia ouvir seu suave riso.

- Você está certo – comentou de maneira pacifica – Está tudo bem com Bella?

Eu fiz uma careta com a memória.

Havíamos discutido há dois dias.

Era difícil perceber muitas coisas antes e um dessas era o fato de que havia contas para pagar. E quando eu entendi isso e que Bella teria que cuidar sozinha não somente das suas despesas normais, mas também as minhas, me senti realmente muito mal porque agora seria um fardo para ela. Então, falei com Carlisle e ele me deu um talão de cheques com fundos das contas que pertenciam a mim. Não era exatamente o que queria fazer, mas no momento talvez era o mais sensato.

Ainda que aparentemente Bella não pareceu porque começamos a discutir. De uma maneira estranha e meio retorcida me parecia engraçado. Parecíamos um casal normal argumentando, não que eu gostasse de brigar com ela, mas era algo normal na minha vida.

Não demorou mais do que algumas horas para que voltássemos a estar bem e, relutantemente aceitou a pouca ajuda que estava oferecendo. Acho que a fiz aceitar com o meu argumento de querer cuidar ambos ou apenas ára me fazer feliz.

- Sim, Esme. Já resolvemos, não se preocupe.

- Fico feliz querido, mas como eu te disse é bastante típico para um casal ficar chateado quando não estão de acordo. O importante é conversar logo.

- Tem razão.

- Oh, querido, eu estou feliz que tudo está bem com você. Agora devo ir porque Emmett tem visita e eu quero fazer alguns cookies.

- Rose?

- Sim, é uma menina tão linda. Fico feliz de ter feito amizade com Emmett. Bem, cuide-se querido.

- Você também. Mande olá para Carlisle por mim. Então como ele está indo com Alec?

- Tem muita esperança no seu caso, apesar do diagnóstico de outros médicos ele esta certo de que poderá ajudá-lo. Ele é assim, vê esperança onde outros não.

- Tem muita razão, ele é assim. Bem, tchau tia Esme.

- Cuide-se querido.

Coloque o telefone no seu lugar tendo um sorriso nos lábios.

Eu não sabia que tinha feito Emmett para Rose mudar de idéia com relação a ele, mas agora o visitava muito, ou ele vinha com a desculpa de me ver, mas corria para a casa da sua amiga. Bella só sorria ao vê-lo, mas não dizia nada, aparentemente ela sabia mais do que eu sobre isso.

Fui para o quarto que compartilhava com Bella para me trocar. Hoje nós iríamos visitar o túmulo de meus pais, faz tempo que queria fazê-lo, precisava fazer porque não os esquecia e mesmo que já não estavam aqui queria envolvê-los em algumas coisas, de alguma forma.

Remexi na gaveta em busca da caixa de música, dentro ainda mantinha o anel que havia sido encontrado.

Agora eu estava pronto, só tinha que esperar Bella chegar.

Quando ouvi o som da porta da sala abrindo eu estava saindo do quarto.

- Como ela está? – perguntei depois de lhe dar um beijo de boas-vindas.

- Esta triste, passei algum tempo tentando animar, mas eu acho que nada o fará – disse com desapontamento – Pobre Alice, de verdade sente muita falta dele.

- Eu sei e a entendo. Mas, ele vai voltar em poucos dias certo?

- Eu disse a ela.

Naquele dia que Alice saiu rumo ao aeroporto atrás de Jasper, muitas coisas mudaram para ela. Não conseguiu alcançá-lo, mas isso não importou, tomou um avião com o mesmo destino que o de Jasper. Nós não sabemos o que aconteceu lá ou como Alice o encontrou. Só sabemos que uma semana depois ela voltou para casa e disse que Jasper teria que arrumar algumas coisas antes de voltar com ela.

Agora ela passava os seus dias sentindo falta dele, mas que se falassem quase diariamente, tanto como seus trabalhos permitiam a cada um.

- Você está pronto? – Bella entrado no quarto e saído com um casaco.

Assenti sem dizer nada.

.

.

.

Nós chegamos ao cemitério, onde estavam os túmulos de meus pais. Bella pegou minha mão e caminhamos em torno das muitas dispostas ao longo do percurso. Apesar de já ter estado aqui tinha uma estranha sensação. Mas não era ruim, era quase como estar em paz.

Ao contrário da primeira vez que havia vindo aqui, não estava nervoso, eu sabia o que iria encontrar.

Era tudo tão diferente, porque agora sabia tantas coisas, tantas coisas que desconhecia e que agora entendia.

Sem perceber, chegamos ao pé da pequena colina onde estavam seus túmulos.

- Você quer um momento com eles? – perguntou docemente sem soltar minha mão.

Assenti e ela afastou-se silenciosamente.

Na frente dos túmulos percebi que ainda tinha os ramos secos que havia deixado há alguns meses atrás. As pus de lado e coloque o novo campo que trazia.

- Oi, mãe. Oi pai. Desculpe por não ser capaz de vir antes, faz muito tempo desde que os visitei, mas... – minha voz cortou um pouco, as lágrimas traiçoeiras começaram a se formar em meus olhos sem que eu percebesse –... aconteceram muitas coisas.

Comecei a me dizer tudo o que aconteceu, tudo o que havia superado, tudo o que mudou em mim. Eu disse minhas realizações e progressos, meus momentos de medos e tristezas. Era bobo, porque eu sabia que eles não ouviriam, mas de alguma forma me reconfortava que eles soubessem da minha vida.

- Carlisle me levou para nossa casa. Bem, a que foi nossa casa. Eu não reconheci que já não é o lar que vocês formaram. – disse engolindo um soluço enquanto tirava caixa de música da minha calça. – Mas eu achei sua caixinha, mãe. Lembrei-me de sua música e também encontrei no interior o anel que meu pai de deu. Carlisle me disse que lhe deu quando pediu para casar com ele.

Removo o pequeno anel de seu esconderijo, para mostrar-lhes, como se precisasse.

- Você sabe? Eu quero pedir Bella que se casar comigo. Perguntei a Carlisle se você ou o papai iriam se incomodar se lhe pedisse com o seu anel, ele disse você que ficaria muito feliz porque o daria a alguém que me ama muito. Eu também ficaria feliz porque sei quando papai te amou e sei com quanto amor te deu esse anel. Agora eu quero dar a Bella com todo esse amor nele. Eu realmente espero que não se importem, nenhum dos dois.

Apesar de minhas palavras eu sabia que não estava mal. Eu só queria dizer-lhe meus planos. Queria que Bella fosse minha esposa, ao menos queria perguntar. Ter a oportunidade de vê-la lindamente vestida de branco.

O desejo havia surgido depois de assistir ao casamento de Demetri. Sua noiva, Heidi, estava tão feliz enquanto caminhava até o altar. Mas durante toda a cerimônia eu tinha imaginado que éramos Bella e eu que estávamos dando-nos os votos de amor e fidelidade.

Havia sido um belo sonho, sem dúvida.

- Acham que ela vai dizer sim? – perguntei em voz alta enquanto guardava o anel em lugar – Eu espero que sim.

Eu sorri, apesar das lágrimas. Quanto desejava que eles pudessem me ouvir, falar comigo, aconselhar-me. Mas já o havia aceitado, eles não estavam mais neste mundo.

Comecei a ficar de pé para acomodar as flores. Descuidadamente dirigi o olhar para a lápide da minha mãe. Onde estava a bonequinha. Já não era bonita como havia sido por muito tempo. O sol a tinha desbotado e a inclemência do tempo tinha sujado a roupa.

Sorri tristemente, de alguma forma me incomodava vê-la dessa maneira, mas esse era o seu lugar. Junto com esta lápide.

- Prometo voltar mais vezes. Amo vocês – sussurrei o ultimo com meu coração apertado por tantos sentimentos.

Enquanto descia a colina eu pude ver Bella que esperava por mim na sombra de uma árvore e eu não pude deixar de sorrir.

Ela tinha se tornado a minha luz, mesmo nos momentos escuros, nos mais terríveis, nos mais solitários e tristes, ela me fazia sorrir e me fazia pensar que havia esperança.

Esperança para tudo. Para todos.

Quando cheguei ao seu lado peguei sua mão quente e a apertei com carinho.

Hoje à noite eu lhe pediria para casar comigo.

Tinha grande esperança que diria que sim.

Ela diria que sim. Sim, claro que o faria.

~• FIM •~


ACABOU D: D: D: D: *chora*

Oh nem acredito que terminei essa história. E antes que perguntem, NÃO TEM CONTINUAÇÃO, e não, eu não posso escrever porque a fic NÃO é minha.

Primeiro gostaria de agradecer a TGKira, a autora, que me permitiu traduzir essa fic linda para vocês, e por ser tão doce em todos os capítulos.

Segundo, quero agradecer a vocês, que sempre estiveram aqui, acompanhando desde o começo, e se apaixonando por esses dois lindos que tanto nos encanta.

Apesar das minhas muitas broncas com vocês, eu amei traduzir essa fic, a satisfação de ver como vocês aceitaram bem essa história, como comentaram colocando os sentimentos de vocês sempre foi importante para mim.

Eu amei cada momento e espero que tenham amado também.

Esse é o fim de Porcelana, e nos encontramos em outras fics.

Beijos

Leili Pattz

xx