N.A.: ESTA FANFIC FOI ATUALIZADA em Março de 2011.

Depois de publicar esta fic, decidi que poderia incluir mais detalhes em alguns trechos e estou postando novamente os capítulos com a inclusão de algumas cenas a partir do capítulo 10 ;).


Disclaimer: I do not own Relic Hunter – Relic Hunter e suas personagens pertencem a Fireworks Entertainment. Esta fic não possui fins lucrativos.

Summary: Syd está passando suas férias com... Preston? Nigel também não acreditou nisso quando encontrou os dois em Londres, mas a mulher parecia decidida. Isso até descobrir que as lindas declarações na verdade foram feitas por um certo TA...

N.A: Sydney e Nigel OMG, amo tanto esses dois! Por que não fizeram a quarta temporada da série? Por quê?


P. Bailey

1. Uma ligação de Londres

Cláudia estava deitada sobre a relva, sentindo os raios de sol aquecendo sua pele nua. Abriu os olhos e pôde enxergar a silhueta de um homem deslumbrante se aproximar. Ele a apreciava com luxúria. Cláudia sentiu seu corpo vibrar por antecipação. Ele se ajoelhou a seu lado e aproximou-se perigosamente de seus lábios. Antes de beijá-la, contudo, sorriu de forma estonteante e disse... "Trim-Trim-Trim!"

A loira saltou da cama com um susto. Olhou para os lados e onde deveria estar o belo homem, agora só havia montes de roupas e sapatos.

Seu quarto estava escuro. O relógio, que ficava perto da cabeceira da cama, indicava 00h32min por entre as revistas de Tarô.

"Trim-Trim-Trim" tocou novamente o telefone. Ela suspirou frustrada. "Droga! Seja quem for, espero que tenha um ótimo motivo para me interromper com o Brad!" e saltou das cobertas, embrenhando-se em intermináveis pilhas de roupas e pacotes de lojas na busca pelo aparelho. Ele tocou mais uma vez antes de Cláudia encontrá-lo e ver o nome de Sydney na tela do celular. Ela se preocupou.

Sua chefe estava em férias e resolveu participar de algum seminário chato em Londres. A loira chegou a oferecer várias alternativas mais interessantes para se visitar durante os dias de folga, mas Sydney insistiu que este era o tipo de programa que ela estava precisando: sem relíquias ou qualquer outro tipo de aventura. Na opinião da garota seria um desperdício passar as férias sozinha, mas sua chefe estava decidida de que não precisaria de nada além de um bom livro para passar o tempo.

Por que, então, estaria Sydney ligando no meio da noite? Cláudia sentiu um frio percorrer sua espinha. Sua chefe só faria isso se tivesse más notícias. Apertou o botão e atendeu a ligação.

"Alô? Syd? Está tudo bem?"


O telefone tocou várias vezes no apartamento de Nigel até ele criar coragem suficiente para sair de baixo das cobertas e atendê-lo. Seu aquecedor estava quebrado e o frio já tinha atingindo seus ossos quando chegou à pequena cozinha onde ficava a única extensão telefônica da residência.

Quem o conhecesse o suficiente para ligar no meio da noite deveria ao menos saber o número de seu celular!

Enrolou-se melhor no pequeno cobertor, que estava arrastando no chão. Retirou o fone do gancho e antes de poder dizer um sonolento 'alô' a voz estridente de Cláudia ecoou do outro lado da linha.

"Nigel! Oh, Deus! Por que demorou tanto a atender? Escute, Syd me ligou, acho que ela está em apuros, você precisa ir para Londres!"

Agora ele estava totalmente acordado. "Como assim? O que aconteceu?"

Cláudia começou a falar tão rápido que era quase impossível compreendê-la. "Eu tive este sonho onde eu estava em um lugar, tipo, cheio de árvores e flores, e o Brad Pitt estava tão lindo, e eu tenho certeza de que desta vez ele ia me pedir em casamento, e então eu ouvi este barulho esquisito e eu pensei: 'Arg! Essa não é a voz do Brad!', quer dizer, o barulho era muito estranho..."

"Cláudia! Conte o que aconteceu com Sydney!"

"Ok, calma aí, eu já ia chegar nesta parte, não precisa gritar comigo, acontece que estou nervosa!"

"Tudo bem. Eu sinto muito por ter gritado, mas, por favor, fale o que houve!"

"Bem, era o número de Syd no telefone, mas a voz não parecia a dela, quer dizer, parecia que ela estava drogada ou alguma coisa do tipo. Ela não conseguiu falar direito, mas eu entendi que precisava de você em Londres. E agora, Nigel? E se alguém a atacou? O que vamos fazer? E se você for até lá e chegar tarde demais? E se ela tiver sido seqüestrada, ou pior, se ela já estiver, tipo... morta?"

"Tudo bem, se acalme. Nós vamos encontrá-la. Eu vou ligar pra Kate e ir para o aeroporto. Irei para Londres no primeiro vôo."

"Certo."


O avião pousou às 13h30min na terra natal do assistente. Perdido entre pensamentos sobre as possíveis formas de tortura que Sydney poderia estar sofrendo, Nigel não havia conseguido relaxar em nenhum momento da viagem. O vôo durou sete intermináveis horas. Quando abriram as saídas, ele foi o primeiro a descer da aeronave.

Pegou um táxi para o hotel que Kate indicou como sendo o último onde sua chefe se hospedou. O fato de que a recepção se negava a passar as ligações para o quarto de Sydney o deixou ainda mais apreensivo.

Ao entrar no hotel, Nigel não deu oportunidade para qualquer pessoa se aproximar. Colocou a mochila, sua única valise, nas costas e saltou do meio da multidão direto para dentro do elevador.

Nenhum funcionário percebeu sua entrada furtiva devido à bagunça em que se encontrava a recepção. Dezenas de pessoas faziam check-out do hotel. Provavelmente haviam se hospedado para participar do seminário sobre História Antiga, assim como Sydney.

Ele rezava que ela ainda estivesse ali. Não havia mais nenhuma pista sobre seu paradeiro. Mesmo com as facilidades da Interpol, Kate não encontrou nenhum dado sobre Syd após ela ter se hospedado neste hotel dois dias atrás.

Quando o elevador alcançou o quinto andar, Nigel avançou como um furacão pelo corredor até a porta que sustentava o número 5044. Bateu e esperou.

Nada.

Bateu novamente, sentindo a familiar sensação de pânico percorrer suas veias. A teriam realmente seqüestrado? De acordo com Kate, não havia indícios de uma ameaça digna de preocupação, pois os inimigos perigosos estavam mortos ou atrás das grades. Mas isso não significava nada, não é mesmo? Alguns dos rivais haviam desaparecido, e a caçadora de relíquias fazia novas inimizades a cada viagem – e ela viajava muito!

Nigel bateu com mais força, chamando por sua amiga. Se ela não atendesse desta vez, ele arrombaria aquele quarto!

Intermináveis segundos se passaram até que a porta se abriu, revelando uma Sydney totalmente desgrenhada, vestindo uma minúscula camisola branca. Nigel jogou os braços ao redor dela, suspirando de alívio.

"Syd! Você está bem, graças ao bom Deus! Pensei que não estaria no hotel!"

"Nigel? O que está fazendo aqui?"

Ele a soltou e começou a inspecioná-la, como um pai preocupado à procura de qualquer dano ou machucado em sua criança. "Cláudia recebeu sua ligação e depois disso não conseguimos mais falar com você. Você está bem? O que houve?"

Sydney esfregou os olhos, confusa, e abriu mais a porta para seu assistente entrar.

O quarto estava uma desordem de roupas, taças e garrafas espalhadas pelo chão. Sydney foi até a cama e revirou os lençóis. Seu celular estava debaixo do travesseiro.

Um grunhido alto veio da cama desarrumada e os dois caçadores de relíquias deram um salto.

Sydney arregalou os olhos, estranhamente surpresa com o fato de que havia mais alguém em sua cama, mas a única coisa que Nigel conseguiu registrar naquele momento foi a voz terrivelmente familiar vinda de baixo das cobertas.

O inglês precisou de alguns segundos para que seu cérebro registrasse o que estava acontecendo e o que acabara de ouvir. Aquela voz não poderia pertencer a quem ele estava pensando!

Para seu terror, no entanto, os lençóis foram empurrados revelando a pessoa que ele menos esperaria encontrar naquela situação.

"Ei, Podge! O que está fazendo aqui em Londres?"


Continua...

N.A.: Hah! Preston se deu mal em entrar na minha história! Este NÃO É um romance Syd&Preston o.o !