No capítulo anterior:

- Venha comigo, Aniki. – Disse Sasuke animado, aproximando-se do irmão e quando chegara a somente quatro pés de distância, continuou. – Vamos nos vingar pelo que Konoha fez com nosso clã, você e eu juntos seremos invencíveis!

E o brilho em seus olhos aumentou quando finalmente se aproximou o suficiente de Itachi para tocar-lhe o ombro direito. – Aquela maldita Vila não terá a menor chance contra nós!

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"Vivemos no mundo do irreal onde tudo o que vemos é somente uma sombra imperfeita de uma realidade mais perfeita".

Platão

Capítulo 13

O que é realidade?

- Então, Itachi, o que me diz? – Indagou o Uchiha mais novo com um brilho de expectativa no olhar.

Itachi fitou seu irmão de tão próximo que era capaz de ouvir sua respiração apressada e os batimentos cardíacos descompassados. Era notório o estado de euforia de Sasuke e a tentativa de camuflar esse sentimento por trás daquela expressão de nada que esboçava em sua face pálida era completamente inútil.

O silêncio que se fazia desde aquela pergunta derradeira era excruciante.

A mão esquerda de Sasuke ainda segurava firmemente o ombro direito de Itachi, talvez num reforço calado de que realmente falava sério.

- Nii-san? – Quebrou o silêncio num murmúrio quando seu irmão calmamente desvencilhou-se de seu toque e caminhou na direção oposta, parando a cerca de dois metros para contemplar os primeiros raios da aurora.

Por mais que seu olhar estivesse perdido naqueles áureos feixes de luz, mantinha-se completamente atento ao que o jovem Uchiha acabara de lhe propor. E sua resposta não tardou a vir.

- Irmãozinho... – Não desviou o olhar do céu. – Você veio até mim para pedir a minha ajuda no seu plano de destruição a Konoha? – Seu tom de voz calmo, cada sílaba que partia de seus lábios eram bem pensadas, afinal ele não era um homem de desperdiçar palavras.

Sasuke ouvia atentamente.

- Sasuke... – E nesse instante ele se virou para fitar o irmão diretamente nos orbes negros. – Se veio aqui me propor tolices desse calibre, volte pelo mesmo caminho que veio, pois não tenho tempo para suas sandices.

Não era nem de perto o que Sasuke esperava como resposta.

- Nii-san! – Seus olhos continham raiva manifesta por um brilho intenso. – Será que não percebe que aqueles malditos foram responsáveis pela desgraça do nosso clã?

Itachi sorriu levemente ao ouvir a indagação provocativa do irmão e não conteve palavras perante tal. – Vejo que continua o mesmo tolo, irmãozinho... A desgraça do Clã Uchiha não fora causada por Konoha... – Sasuke lançou-lhe um olhar ácido e tentou argumentar, mas fora cortado pelo irmão. – Aquele clã estava deteriorado, meu irmão. A sede por poder os cegava, levando-os a crer que através de sangue e carnificina mostrariam ao mundo que eram onipotentes...

- Mas nosso clã sempre foi o mais poderoso! – Itachi ignorou a interpelação do irmão.

- Esse clã era podre! – Exclamou calmante, nunca perdendo o contato visual. – E isso fora sua desgraça. – estreitou os olhos por uma fração de segundo e em seguida deixou que uma elegante sobrancelha arqueasse. – Sugiro que desista desses planos se não quiser se afogar em uma trama movediça de um clã decadente cuja historia fora dragada pelo passado.

E num último conselho, prosseguiu com seriedade na voz. – Não seja tolo, irmãozinho, será que os olhos que lhe dei não conseguem ver a obviedade da situação? – Sasuke sentiu-se insultado, mas não houve tempo para rebater. – Deixar-se manipular pelos ideais de Madara somente lhe trarão desgraça e destruição.

O mais novo não pôde conter-se nem mais um minuto sequer, precisava falar, expressar seu ponto de vista e indignação.

- Ao menos ele não age como um traidor da memória do clã. – Ácido e direto. – Ele é o único Uchiha que quer fazer algo contra a supremacia de Konoha e vou utilizar isso a meu favor. Farei o que for possível para destruir cada um deles!

Um passo a frente e um sorriso cínico apareceu na face de Itachi antes que prosseguisse. – Madara é um tolo, assim como você! Vivendo sob os ideais decadentes de uma sociedade hipócrita.

- Eles tiraram tudo de mim, Itachi!

Nesse instante seu sorriso esvaeceu e as palavras que vieram em seguida provocaram confusão, nublando o raciocínio de seu irmão mais novo.

- Otou-to... Não foi isso que planejei para você e não foi por isso que vivi e fiz tudo o que fiz.

Sasuke fitou-o intrigado e ao mesmo tempo surpreso. Planejar? Itachi queria dizer que havia um propósito em tudo aquilo?

- Irmão... o que aconteceu está acabado, ponto final. – Encarou-o sério e prosseguiu. – Viva e seja livre. Livre do caos de viver sob a carga de ser um Uchiha. - Caminhou lentamente em direção a ele e parou em sua frente. - Seja somente... você, crie uma nova vida e trilhe uma nova jornada.

Seja livre...

Sasuke não imaginava que aquele discurso viria, isso o pegou de surpresa. Fitava incrédulo o homem a sua frente, sem reação.

Até que num sussurro a resposta veio.

Cortante e áspera.

- Não acredito que está me pedindo que esqueça minhas raízes e perdoe os malditos que te fizeram destruir nosso clã, nossa família! – Esboçou um sorriso cínico nos lábios e continuou. – Seus valores morais são patéticos! Se sua ética ou seu ponto de vista não te permitem agir corretamente nessa situação, então eu o farei.

Eu vingarei nosso clã!

Eu farei as bases daquela maldita Vila ruírem e verei o caos alastrar-se e sentirei o sangue em minhas mãos.

Haverá um banho de sangue, irmão, assim como houve naquela noite no Distrito Uchiha.

- Está errado. – As únicas palavras de Itachi.

- Estou? – perguntou insolente, arqueando uma sobrancelha. – o que te faz pensar que será diferente? – sorriu cínico. – Não me diga que você vai me impedir?

A resposta foi rápida e ambígua para a surpresa de Sasuke. – Não.

- E nem irá me ajudar... ou me impedir... então quem o fará?

Novamente uma resposta direta. – Naruto-kun...

Sasuke estreitou os olhos preparando-se para indagar sobre a loucura que seu irmão acabara de proferir, mas algo chamou atenção de ambos.

Um barulho vindo dos arbustos no coração da floresta que cercava a clareira onde estavam nesse momento.

Em menos de um minuto, um shinobi desconhecido apareceu no local.

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Tratava-se de um ninja ANBU ne, elite shinobi que trabalhava em segredo junto a Danzou durante o caos que Konoha atravessou após o ataque de Pain e a queda de Tsunade-hime.

Com o governo desestabilizado e enfraquecido, Danzou tomou as rédeas de cunho político da Vila e detém sobre seus subordinados poder ilimitado para tomar qualquer decisão pertinente aos assuntos relativos à Konoha.

E no momento, o assunto que ocupava sua agenda era: Uchiha Sasuke.

O Uchiha era uma ameaça iminente ao poder absoluto de Danzou e à ordem que impusera à Vila da Folha. Por isso, há cerca de três dias ele havia convocado os dois melhores Shinobis da ANBU ne, entregando-os um pergaminho contendo sua nova missão.

Missão ranking S:

Objetivo Principal: Localizar e assassinar Uchiha Sasuke.

Objetivos Secundários: Localizar a base Taka e assassinar os integrantes do grupo;

Assassinar os membros restantes da organização criminosa Akatsuki;

Destruir toda e qualquer prova de que Konoha autorizou tal ataque sob o comando de

Shimura Danzou

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E sem qualquer aviso prévio, moveu-se tão rápido na direção de Sasuke, que para uma visão comum seria difícil enxergar.

Mas aquele Uchiha podia ser qualquer coisa, menos comum.

Sasuke esperou até o último instante, pensando que seu inimigo o encararia de frente, num combate corpo a corpo.

No entanto, esse fora o seu erro.

Assim que o shinobi chegara a apenas centímetros de distância, evaporou em pleno ar sem deixar qualquer rastro.

O Uchiha mais novo olhou intrigado para um lado e para o outro, analisando analiticamente cada pedaço de cenário que o cercava.

E em uma fração de segundo, num descuido talvez, fora surpreendido pela ação veloz e discreta de seu algoz, cujos movimentos leves e hábeis foram capazes de driblar até mesmo um dos criminosos mais perigosos do mundo shinobi.

Seu inimigo aproximou-se por trás, colou a lâmina da katana em sua garganta e num corte uno, lacerou a pele separando a cabeça de seu pescoço.

Itachi não movera um músculo sequer para impedir o ataque do ANBU.

Permaneceu inerte, observando a ação inimiga com cautela enquanto ouvia o barulho estrondoso do corpo de seu irmão mais novo tombar no chão.

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Itachi sorriu cínico atraindo o olhar do ANBU que trajava uma máscara de felino.

E foi exatamente nesse instante que ele percebera a presença de não somente um Uchiha. Mas sim, dois.

- Uchiha Itachi..?. – Perguntou incrédulo o shinobi que acabara de findar a vida de Sasuke. – Isso é um truque, um genjustu! Você está morto...

O sorriso insolente de Itachi somente aumentou ao ouvir tais palavras. –É definitivamente lamentável que a ANBU aceite shinobis patéticos como você. – Deu um passo à frente em direção ao homem com a máscara de felino. – Não saber a diferença entre a vida e a morte... – Mais um passo. – Ou ... – Outro passo. – Entre a realidade e a ilusão. – Findou num tom calmo mantendo o olhar compenetrante. – Significa, no campo de batalha, a diferença entre sobreviver ou ser morto.

E nesse instante, seu corpo se desfez em dezenas de corvos, dispersando-se por toda a clareira.

O ANBU ficou em alerta. Não esperava encontrar Sasuke junto a Uchiha Itachi. Era para esse estar morto, não é mesmo?

Essa situação era inesperada, por isso medidas drásticas precisavam ser tomadas se quisesse completar sua missão com sucesso. Uma vez que acabara de matar Uchiha Sasuke, agora só lhe restava eliminar Uchiha Itachi.

- Hn.

O ANBU sentiu uma presença atrás de si, virando-se imediatamente para fitar dois orbes chamuscantes a lhe observar de forma predadora.

- O que? – Perguntou-se num misto de surpresa e incredulidade ao notar que Sasuke lhe encarava com um sorriso insolente de canto de boca. – Não acredito! Era o tempo inteiro um justu de substituição? – Olhou para o chão onde o corpo decapitado do Uchiha mais novo deveria estar, entretanto não havia mais nada no local.

- Patético. – A única palavra proferida, antes de se aproximar ágil do homem e quando estava a apenas centímetros de distância, desapareceu, assim como o ANBU lhe fizera minutos atrás. Ataque no qual pensou ter findado a vida de Sasuke.

Aquele ANBU definitivamente era um shinobi treinado e preparado para situações difíceis, mas como atacar um inimigo que não se pode ver? Como lidar com um inimigo com o qual nunca se sabe o que é realidade ou ilusão?

Como atacar um inimigo que já deveria estar morto?

E de repente fora surpreendido pelas luzes eletrizantes do Jutsu de Sasuke que o agrediu cruelmente pelas costas.

- Chidori!

O Uchiha mais novo fitava calmamente o corpo do ANBU ser lançado a metros de distância, atravessando as diversas folhagens e finalmente tombando pesado no chão, onde o Sasuke reapareceu em questão de segundos para saborear o sussurro de dor que o shinobi deixou escapar por entre os lábios abafado pela máscara que trajava na face assim que tocou a superfície árdua do chão.

Sasuke Abaixou lentamente e retirou o pergaminho da missão da bolsa do shinobi e constatou o que já sabia: Danzou fora o mandante do ataque.

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- Onde está seu parceiro? – Uma voz calma indagou ecoando por trás de onde os dois estavam. Ambos giraram levemente o rosto para contemplar a imagem de Itachi reaparecer imponente e aproximar-se com uma expressão vazia na face. – Eu não gosto de me repetir, ANBU-san. Perguntarei só mais uma vez e se não quiser sentir a dor infligida pelo meu poder, responda. – Onde está seu companheiro de equipe? – Indagou novamente mediante ao silêncio do shinobi agonizante no chão.

Ajeitando com dificuldade a máscara rachada, deixou que a resposta viesse ácida por trás do ranger de dentes. – Eu prefiro morrer a delatar meu companheiro!

Os olhos dos irmãos pousaram aborrecidos naquele shinobi, até que o Uchiha mais velho deu mais um passo em sua direção e disse-lhe num tom tão baixo, que soou extremamente ameaçador. – Que assim seja.

E num piscar de olhos, Itachi capturou o shinobi em seu Tsukyomi, transportando-o para a mesma clareira, que agora estava completamente deserta e escura. Só havia ele e Itachi.

Tão logo se deu conta das modificações que o cenário sofrera, sentiu-se surpreendentemente açoitado pelo efeito de centenas de kunais lacerarem seu corpo enquanto assistia impotente a morte chegar pouco a pouco sob tutela de um justu letal de seu inimigo.

Tudo acontecera muito rápido.

Tentava desesperadamente livrar-se daquele tormento que parecida durar uma eternidade, no entanto o enlace do Uchiha, apesar de invisível, era bastante firme e o prendia feroz contra a superfície de uma árvore.

- Argh! – Tentava conter o grito de desespero, mas fora impossível. A dor era macerante.

- Bem vindo ao meu mundo, ANBU-san. – Disse calmamente, enquanto assistia ao sofrimento do homem sem deixar que sequer uma ruga de expressão formasse em sua bela face. – E no meu mundo, as regras sou eu quem faz.

O ANBU perdia uma quantidade incrível de sangue que escorria de diversas partes de sua pele maculada e lhe parecia inacreditável que seu corpo ainda estivesse de pé. Provavelmente não conseguiria, se o Uchiha não estivesse subjugando sob uma força invisível.

- Diga, ANBU-san... – Tornou a se pronunciar. – Você quer que a dor cesse?

Não houve resposta.

- Devo considerar seu silêncio como um 'não'? – Indagou calmo, enquanto uma sobrancelha arqueava sobre seus olhos, aumentando simultaneamente a quantidade de kunais que transpassavam o corpo do homem. De todas as direções, encravando-se em altas profundidades.

- ARGH!

- ANBU-san, o tempo no meu mundo não existe. Podemos permanecer dessa forma até que você sucumba à inconsciência. E isso pode durar horas ou até mesmo dias. – O tom suave e impassível começava a assustar o ANBU, que apesar de seu treinamento intensivo lhe garantir total domínio sob suas emoções, aquele Uchiha parecia ter habilidades sobre-humanas.

Nunca vira alguém tão implacável quanto ele.

- Pare... – Disse num sussurro pesaroso.

- Como?

O ANBU levantou os olhos para fitar Itachi e disse-lhe. – Pedi que parasse. – Rendeu-se após sofrer uma tortura do Tsukyomi equivalente a um dia e meio.

Itachi sorriu levemente, um ar triunfante numa faísca em seu olhar. – Então responda a pergunta.

O shinobi deixou que um riso debochado lhe escapasse com dificuldade, como se o que iria dizer fosse a coisa mais evidente do universo. – Não é óbvio? Danzou-sama nos deu ordens muito claras: Matar Uchiha Sasuke, seu grupo e em seguida eliminar qualquer vestígio de que estivemos aqui, ou seja...

Não precisou terminar a sentença, Itachi já havia entendido perfeitamente o objetivo dos ANBU's. Eles haviam se separado. Um fora atrás de Sasuke e o outro, bem, o outro fora atrás da 'ameaça' em potencial: o vilarejo vizinho.

Eliminar os vestígios que a ANBU havia passado naquele local significa dizer que eles acabariam com todos aqueles que pudessem servir de testemunhas num futuro próximo.

O vilarejo da Fumaça corria evidente perigo.

O local onde Sakura se recuperava corria sérios riscos.

Se um ataque estivesse em curso, Sakura não teria a menor chance uma vez que jazia em sono profundo infligido pelo poder do genjutsu de Itachi.

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Permaneceu silencioso por alguns momentos, planejando seu percurso de volta até o hospital.

Num piscar de olhos, o cenário à sua volta retornou a sua aparência inicial e o ANBU foi liberado da ilusão sob a qual sofrera durante horas a fio. Ele não morrera, mas a escuridão da inconsciência tomou completamente seus olhos, fazendo-o tombar violentamente contra o chão.

Itachi fitou o homem novamente, seu olhar contemplativo... E sem ao menos virar-se para Sasuke, pôs-se a andar na direção contrária.

Em direção a ela.

- Preciso ir. – Foi a única sentença que partiu de seus lábios, num tom monótono.

Entretanto, Sasuke fora tão ágil que o pegou pela manga de seu uniforme, virando seu irmão para que dois pares de ônix se encontrassem. – Nossa conversa não terminou.

Itachi definitivamente não podia se dar ao luxo de perder tempo com Sasuke, por isso tão ágil quanto fora pego tão veloz livrou-se do enlace, afastando-se metros do irmão.

- Não há mais nada a ser dito. – Rebateu num tom calmo e o olhar fixo no do irmão.

Tão logo terminou a sentença, seu corpo fora substituído por dezenas de corvos que se dispersaram no ar. Mas antes de partir, proferiu palavras sábias, cuja absorção talvez não fosse possível, ao menos não no momento de cólera no qual Sasuke se encontrava.

- Irmãozinho tolo, agarrar-se a valores ultrapassados e vazios são a derrota inevitável de qualquer homem. – A voz ecoava entre o bater das asas negras de cada ave profana que estampava o céu. – Para escapar da ignorância, você precisa aprender a enxergar através do que chamam de realidade. Realidade é um estado etéreo, mutável e principalmente, manipulável. – O tom de voz sereno ecoava nos ouvidos de Sasuke de forma ácida. – Procure nuances de cor, onde aparentemente só existe preto e branco. Refine seu olhar, meu irmão, e seja capaz de enxergar a realidade por trás da realidade.

Seja livre, Sasuke...

Essas foram as últimas palavras ditas antes dos corvos evaporarem por completo.

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Itachi pôs-se ágil a caminho do hospital onde Sakura estava internada.

Apesar da expressão serena, a faísca que brilhou em seus olhos em questão de segundos denunciavam sua preocupação com ela. Será que o ANBU havia realmente atacado a Vilarejo?

Deixou que suas pernas o levassem depressa por entre a vegetação vasta, olhos vermelhos atentos à movimentação à sua frente.

De repente algo chamou sua atenção.

Cheiro de fumaça?

Seus sentidos apurados detectaram um aroma tão peculiar aos Uchiha. O queimar do fogo...

E pela intensidade avassaladora que impregnava suas narinas, tratava-se de uma quantidade considerável. Shimatta! O que está havendo?

Tão logo se perguntou mentalmente tão logo fora respondido.

Gritos.

Diversos.

Por toda Parte.

A essa altura já não se importava em se manter incógnito, precisava chegar o mais rapidamente possível até ela. Por isso manteve seus movimentos impecáveis e hábeis numa jornada incansável até os portões do vilarejo e assim que os atravessou, reteve-se por um segundo e contemplou a imagem que cruzara seu campo de visão.

Chamas por toda parte.

Consumiam tudo.

Casas.

Parque.

Escola.

TUDO.

Ele chegara tarde demais para evitar aquela tragédia.

Falhou com ela, novamente.

O ANBU havia destruído exatamente todo o local onde um dia existiu uma vila chamada, ironicamente, Fumaça.

Continua...

Próximo Capítulo: Tsukyomi no Chikara


Olá, gente :)

Bom, finalmente postei esse cpt. Então, gostaria de saber o que acharam...

Quanto à novas atualizações, bom, isso irá demorar. Estou muito desmotivada, essa é a verdade... Capítulos novos tanto de Itasakus quanto de Sasusakus já estão prontos mas não faço idéia de quando estarão online... Enfim, falta incentivo (se ao menos os leitores dos favoritos e alerta aparecessem, as coisas seriam diferentes...)

Enfim, é isso aí. Espero que tenham curtido e até a próxima (?)

Hime-chan.