DISCLAIMER:

• Os personagens aqui citados não me pertencem. FATO!

• Betado pela minha lindissíma Amanur.

• Tive essa idéia quando estava vendo algumas promos da Season 6.

• Boa leitura!


AINDA UM WINCHESTER


Tudo o que ele sentia era nada. Dean não entendia, seu avô não entendia, Bobby e nem Cass entendiam. Ninguém entendia como ele gostava do que era agora, ele não chorava mais, não sentia medo, não sentia dor, ele era somente... Ele.

Sam sabia que sua alma não lhe fazia falta e, sinceramente, queria continua sem ela por um bom e longo tempo — quem sabe para sempre? Mas ele poderia mudar de idéia, afinal. Ele não precisava de ninguém, pois sabe se virar sozinho independente da situação. Ele era um caçador, e dos bons. Melhor do que qualquer um que andou por aquele mundo infestado de monstros.

Mesmo ele ainda lembrando-se de tudo, das sensações, dos sentimentos, mesmo isso tudo que ainda o perseguia e o atormentava nada seria capaz de fazer aquele corpo sem alma sentir algo. Ele era oco. Quando Sam Winchester voltou do inferno, ele era apenas um homem sem alma. Sem salvação. Um ser perfeito.

Seu coração poderia bater, mas era tão frio como gelo. E Dean queria seu irmão de volta; aquele Sam que era realmente seu irmão, que era bobo e sentimentalista e dramático e que chorava. Porque aquele Sam não derramava uma lágrima sequer. Dean queria o mesmo Sam que se importava com as pessoas, e não o Sam que as matava sem dó e misericórdia.

E Cass não entendia como Dean não desistira do irmão depois de tudo. Depois de tantas palavras ditas e tantas que permaneceram em silêncio; o esforço de Dean por trazer a alma do outro era incompreensível. O que Dean não faria pelo irmão? Nem o Diabo sabe a resposta.

Mas Sam não tinha mesmo escolha. Mesmo dizendo que não precisava, mesmo exigindo isso deles, tudo o que ele ouvira era um "não". Porque ele sabia que Dean não sossegaria enquanto Sam não estivesse com sua alma intacta novamente, e, por mais que gritassem e brigassem, tudo sempre terminava do jeito que o mais velho queria.

E era bom ver os outros sofrerem — de certa forma, ele não ligava mais, e nem estava interessado pelo que os outros sentiam. Só importava ele mesmo, Sam. Sem sorrisos verdadeiros, sem palavras de consolo, sem amor.

E quando ele tivesse a chance, quando todos menos esperarem, ele daria um jeito de se livrar de tudo; não queria sua alma de volta. O quão difícil era para eles entenderem?

E ele iria fugir disso, de qualquer forma, e bem ao modo dele. Porque, apesar de tudo, ele ainda era um Winchester.