N/T: E aí, personinhas, como estamos hein?!

. .

Bom flores, como vcs já sabem, esse é o último cpt da sasusaku "Em Nove Dias".

*sim, chora muito!*

Bem, eu me diverti muito ao longo desses posts. E muito disso devo às senhoritas leitoras que encheram minha caixa de reviews e pms com alegria em forma de coment.

Arigatou por isso =D

...

My "special thanks" goes to this kind author that you, ice, are. Thanks for sharing this beautiful piece of story with us.

..

E sim, um bejito enorme pra belita, cuja dedicatória foi feita com todo o kokuro.

Porque, gatinha, vc é uma flor linda que me seguiu por taaaaanto tempo que já nem consigo contar mais! hehehe

Muito obrigada, menina. É sempre uma alegria ter pessoas com ti por perto =D

...

Então (chega de "chorumelas" heheh) e vamos que vamos!

Aproveitem o último cpt e nos vemos por aí (em muitos outros trabalhos que estão por vir e outros tantos já online ;D)

Bjitos e divirtam-se! =D


De Cutecrazyice

Tradu-adaptação por k Hime

Presente pra bela =D

.

.

The Not-So-Happy Ending

O final não tão feliz

.

.


Algo não estava certo.

Sai sabia disso, bem no momento em que entrou em seu apartamento escuro e silencioso.

Tudo estava girando, é claro, isso era um fato, considerando como Tenten e Lee o tinha arrastado por todos os lugares que podiam para celebrar a juventude e a primavera e as shurikens ... e tudo o mais que havia para se comemorar.

Eles tinham sido tão inflexíveis e persistentes sobre o assunto.

E com toda essa celebração, vieram bebidas após de bebidas.

Não era algo tão ruim assim... é claro, se apenas sua cabeça parasse de girar por ao menos um momento...


Tentando colocar os pensamentos em ordem, o shinobi de pele pálida, mais uma vez se esforçou para lembrar por que sentia que algo não estava certo.

Não poderia ser a neblina encantadora em sua mente que de acordo com algum livro que lera (Qual era o título mesmo?), isso se tratava de outro processo de socialização: a bebedeira, que tantos shinobis adoram e sempre que voltam de uma missão complicada e saem bem sucedidos, podem viver mais outro dia, sempre voltam e danam a "encher a cara".

Na verdade, ele não tinha exatamente voltado de uma missão assim, mas ainda assim conseguiria viver mais um dia, não é mesmo? E em sua análise, isso era motivo suficiente para celebrar e aprender mais sobre as pessoas e suas interações.

Ao menos, seria isso o que Naruto diria.

O pinto pequeno sempre fora uma pessoa honesta, por isso Sai nunca teve problemas em confiar nele.

Era apenas uma pena que essa coisa de socialização envolvia tantos pensamentos dispersos e agitação mental.


Então, Sai fez seu caminho (ainda meio tonto) para onde sabia que deveria estar a sua sala de estar (não estava certo de tal, porque no momento tudo era apenas uma grande mancha em preto e branco), e tentou fitar o sofá.

Talvez apenas devesse colocar sua cabeça no travesseiro por um tempo e fechar os olhos. Descansar um pouco.

Já tivera o suficiente para um só dia.

Interação humana era uma tarefa muito trabalhosa às vezes.


De repente, ouviu um sussurro baixinho vindo do canto do cômodo que até mesmo um homem bêbado, no estupor de sua bebedeira, poderia ouvir, não importa o quão baixo fosse.

Por instinto, o shinobi pegou sua kunai e a mirou na direção de tal som.

Tim.

Uma pausa.

- Hey. Você errou.


Com os olhos ainda um pouco vesgos, Sai fitou na direção da voz e descobriu que "aquilo" só poderia ser descrito como um pequeno borrão rosa.

Moveu-se para a frente e tropeçou, caindo sentado em algo macio e mole.

A coisa macia gritou e o empurrou, até que ele começou a afundar em algo mais suave e frio.

- Eita, Sai. Você está cego?

Ahh. Isso explica o borrão rosado.

- Olá, feia.

Silêncio.

Depois, ouviu-se um suspiro, um leve e divertido suspiro.

- Você está bêbado.

Sai sorriu-lhe de forma não-comprometedora.

- O que estava fazendo durante toda a noite? - perguntou a kunoichi.

- Socialização. - Sai disse, pronunciando cada silaba lentamente.


Houve uma risada e então o borrão róseo se aproximou.

Um momento depois, Sai sentiu duas coisas quentes tocando sua testa.

Ele fechou os olhos e deixou-se cair num sono leve.

Depois de alguns segundos, uma onda de chakra o infundiu e ele abriu os olhos mais uma vez. Tudo ainda estava meio embaçado, mas o moço descobriu que não estava mais tonto e sua cabeça não parecia mais como se tivesse sido bombardeada por mil agulhas muito afiadas.

Ou dezenas de Sem Pinto gritando ao mesmo tempo.

- Obrigado, Feia.

– De nada, Sai. Acabo de lhe infundir chakra para dormir, sabia?

- Ok.

- Terá efeito em poucos minutos.

- Ok.

Silêncio.

- O que está fazendo aqui? - O moço finalmente perguntou.


O borrão rosa moveu-se mais uma vez, aproximando-se de si.

Ele pensou ter visto seu sorriso desaparecer e uma carranca triste esboçar em seu rosto, mas Sai não poderia estar muito certo disso agora.

E antes que pudesse compreender o que realmente era, aquele borrão ( Sai agora estava um pouco sóbrio para perceber que era a cabeça de Sakura), deitara-se de repente em seu colo, aninhando-se contra si.

- Eu só não queria ficar sozinha. - sussurrou.

Isso foi estranho.

- Sozinha? É a mesma coisa que solidão? - questionou. - Você nunca ficará sozinha. Você tem amigos como o Sem pinto e a Gostosa e o Teme que ficam contigo o tempo todo.

Silêncio.


Ele pensou que ela não fosse responder, então seus olhos ficaram pesados com a tranquilidade e a serenidade da atmosfera.

- Naruto e Ino só vão me mimar agora e eu odeio isso. - A kunoichi finalmente respondeu. - Eu não quero piedade. Apenas…companhia.

Sai fitou a cabeça rósea por um instante, lembrando-se outra coisa que tinha lido em um livro, 'se alguém está triste, era dever do amigo oferecer conforto, dando-se um ombro para chorar ou seu tempo para ouvi-lo'. Uma vez que Sakura não parecia querer seu ombro pois deitara a cabeça em seu colo, e desde que não parecia que a moça queria falar no momento, ele fez a melhor coisa que achou ser pláusível no momento.

Sai colocou uma mão sobre seu cabelo e começou a acariciá-lo.


Ele sentiu que a moça começara a relaxar debaixo de seu toque, apesar da mão dela de repente, tocar-lhe o joelho num movimento inesperado.

- De que livro veio isto, Sai? - Sakura murmurou.

Uma pausa.

- "Como lidar com o sexo feminino" . - O moço finalmente lembrou do título.

Ela abafou uma risada no joelho dele, sacudindo os ombros.

- Eu acho que vou odiar muito esse livro machista. - disse.


Então, os movimentos agitados da Kunoichi continuaram e por um momento, Sai pensou que a causa de tal não era mais o riso.

Nenhuma risada no mundo poderia molhar suas calças da forma como o estava agora, então imaginou que somente uma emoção forte o suficiente poderia estar causando aquela coisa chamada lágrimas.

Por que ela estava chorando?

Somente pessoas que sentiam muita dor chorariam desse jeito...

- Você está sentindo dor? - perguntou confuso.

Não houve resposta.


E como não tinha mais palavras a serem ditas, Sai finalmente decidiu deixá-la continuar seu choro e molhar toda sua roupa.

Ele continuou a acariciar-lhe os cabelos, tão gentilmente quanto podia.

E, quando o chakra do sono fez efeito e os olhos do moço começaram a lhe trair, ele pensou em uma só coisa.

Talvez emoções não fossem algo que realmente valessem a pena.

Nenhum livro que já lera conseguira prepá-lo para a contração violenta em seu coração quando ele sentiu o estado de miséria e derrota em que sua amiga estava; nenhum livro o preparou para sentir aquelas lágrimas quentes que encharcavam sua roupa, como que num cobertor frio, muito frio.

.

.

.


Infelizmente, quando Ino visitou a casa de Hyuuga Saori supusera que alguém estaria em casa.

Mas ninguém estava.

Ou talvez tenha sido sorte, considerando como a kunoichi loira já não estava no melhor dos humores e uma Yamanaka Ino de mau-humor era como um Uzumaki Naruto em seu cotidiano: agir primeiro, pensar muito, muito mais tarde.

Isso teria sido conveniente, realmente, se o inimigo em questão não fosse um membro talentoso e inteligente de um certo clã de muito prestígio.

Uma vez que essa era praticamente uma bênção disfarçada (não que estivesse disposta a admitir), Ino optou por usar o tempo-livre para repensar suas estratégias.

Isto a levou a vários destinos – o apartamento de Shikamaru sendo um deles.

Mas o cara ainda estava dormindo e ela não se sentia exatamente afim de acordá-lo e utilizar de sua super inteligência.

O cemitério era sua outra opção, mas deixou isso para escanteio depois de um tempo, porque realmente ... seu antigo sensei iria acabar sacudindo os ossos na tumba quando ouvisse o que sua mente maldosa e manipuladora estava maquinando.


Eureka!

Encontrou, no caminho, um bar qualquer, silencioso e discreto.

Com a mente feita, Ino aproximou-se do tal bar - um bar antigo que os shinobi realmente não costumavam freqüentar- considerando o quão pequeno e sem graça era. Não que isso realmente importasse.

Então, a loira estatelou-se num banquinho e disse ao barman que lhe desse o mais forte sakê da casa.

O garçom fitou-a com cautela por um segundo (provavelmente não estava acostumado a ver mulheres sexy, vestidas para matar , pedindo tal tipo de bebida forte logo pela manhã), antes de apressadamente derramar sua bebida goela abaixo, deu mais uma olhadela ao redor para verificar se havia entendido direito.

Sim, é isso aí. Chega de bancar a Ino fofa e engraçadinha. Agora ela estava falando sério. Muito sério.

Porque estava muito preocupada com pensamentos de vingança e de justiça e vingança ... (e sexo selvagem com um certo gênio de Konoha), que não notou quem estava ocupando um dos banquinhos a pouquíssimos metros de distância, nem o murmúrio dessa certa pessoa pedindo uma bebida igualmente forte.

Ela nem mesmo percebeu o barman dar a essa pessoa o mesmo olhar desconfiado que lhe dera ha alguns segundos e que tal pessoa dera ao barman um olhar ainda mais feroz do que o dela mesma.


Mas a loira finalmente percebeu quando o garçom resmungou.

– Droga de kunoichi. Oh raça inacreditável.

E quando a mulher perto de si latiu uma resposta muito temperamental.

- Oh, cale a boca. Estou bebendo no meu canto pra esquecer do mundo, então me deixa em paz!

Não havia como negar a quem aquela voz pertencia.


Surpresa, Ino sutilmente inclinou a cabeça.

Certa de que lá no banquinho próximo estava ninguém menos do que Karin, na mesma roupa de ontem à noite, parecendo um cruzamento entre uma cabra ranzinza e um urso pardo pronto para mostrar os dentes e abocanhar o primeiro que viesse lhe encher a paciência.

De fato, aquela coisa nem parecia com Karin, observou Yamanaka.

Normalmente, isso teria irritado a loira ( sério, como a ruiva pode ainda não tê-la notado?), mas no momento, Ino encarou isso como uma oportunidade para observar a kunoichi de cabelos vermelhos e suas ações.

Karin já havia entornado seu primeiro copo e pedindo (exigindo) ao barman um segundo.

Terceiro.

Quarto.

Quinto.


Ela parecia tão triste...

Ainda relutante, a raiva e ressentimento de Ino para com a moça desapareceram completamente àquela vista desagradável.

Não estava certo sentir-se assim para com alguém que parece tão derrotado.

Então, uma idéia iluminou-se em sua mente.

Ino revirou os olhos, ignorando tal idéia estúpida.

Mas a ideia persistiu.

Ah, tudo bem.


Com um suspiro, a loira saiu relutantemente de seu banquinho e foi até o lugar onde a kunoichi ruiva jazia sentada.

Ela bateu o pé no chão, uma mão nos quadris, ficando impaciente enquanto ainda ignorava a presença da outra.

Então, Ino limpou a garganta com determinação.

- Hey. Você.

Houve uma pausa, antes de Karin finalmente virar a cabeça lentamente na direção do som.

Durou apenas um segundo, antes que prontamente voltasse sua atenção de volta a seu drink.

- Me deixe em paz. - murmurou. - Eu não quero ouvir ninguém defendendo a Pinky agora. Especialmente alguém que a Pinky chama de 'Porca'.

Piscando em surpresa, Ino abriu a boca.

- Eu...

– E daí que você é a melhor amiga dela e ache que ela e Sasuke-kun são feitos um para o outro e toda essa baboseira idiota?

- Que…?

- Eu entendo. Já entendi, ok? Boo-hoo. Acabou , eu perdi.

- Eu...

- Então, pare de jogar isso na minha cara me fazendo sentir...

– Você quer cala a boca, Quatro-olhos? Eu estou do seu maldito lado!

Silêncio.


O barman fingiu não ouvir as duas (no entanto, não estava fazendo um trabalho muito bom em tal tentativa), então às pressas desviou os olhos, quando ambos os olhos azuis e vermelhos o fitaram ferozmente.

Então, ambas as kunoichi se deram uma careta feia.

- Eu não sou Quatro olhos, Porca! - Karin retrucou, ficando de pé.

- Não me chame de Porca!- Ino rosnou, agora as duas mãos nos quadris.

- ótimo.

- Ótimo!


As caretas desapareceram, substituídas por olhares cautelosos agora.

Lentamente, as duas se sentaram nos bancos e se viraram para o garçom mais uma vez.

- Chá. - Ino pediu.

- Sake. - Karin pediu ao mesmo tempo.

– Chá. - Ino repetiu com mais convicção (no seu caso, isso significou com o maior volume quanto possível), desafiando a outra a contradizê-la.

Karin apenas resmungou e esperou que bartender (que já estava nervoso, se afastado pro caso de qualquer eventualidade) trazer os copos da cozinha.

Houve um silêncio longo e pesado.


Depois do que pareceram horas (que foram poucos minutos, na verdade), o chá foi finalmente servido.

Então, Ino tomou-o em goles rápidos (sem muito mais do que três goles, é claro, evitando o grito inevitável por causa da temperatura do mesmo), enquanto Karin tomou um gole pequeno e relutante.

Mais silêncio.

Em seguida, tomando um folego profundo, Ino virou-se para a outra mais uma vez.

- Eu realmente falei sério. – Tocou no assunto com naturalidade. - não vou brigar com você.

A kunoichi de cabelos vermelhos fitou-a com cautela.

- Contanto que não interfira mais no relacionamento da Sakura com o Sasuke.

Silêncio.

Em seguida, Karin suspirou e tomou outro gole de chá.

- Eu sei. Não vou. Como disse antes, acabou.

Satisfeita, Ino contemplou novamente outro pensamento.

- Não é o fim do mundo, sabia. - disse a loira.

Karin ignorou aquilo e continuou a beber o chá.

- Ainda tem o Suigetsu. - e continuou.

Karin prontamente se engasgou com sua bebida.

E tossiu tão violentamente que Ino teve de bater em suas costas.

- Ok, ok. - a loira retrucou às pressas: - Talvez não ele. Mas há muitos shinobi sexy por aí, que poderiam ser muito legais com você. Vá fazer sexo louco e selvagem com eles então!

Recuperada do episódio de engasgo, Karin revirou os olhos. - Puxa, isso é muito amável vindo de você. - zombou, sarcasmo escorrendo pela língua. - Obrigada pela sugestão.

- Não tem problema! - Ino retrucou alegre.


Depois disso, um novo silêncio se impos, mas agora menos penoso.

Karin não era tão ruim assim agora que Ino parou para pensar no assunto. Só ... um pouco sem direção, talvez? A loira não poderia ser como sua melhor amiga (que teria até mesmo compaixão por uma barata na hora de matá-la), mas também não podia ignorar o estado deploravel da ruiva nesse momento, então sua chamada compaixão acabou entrando em ação e fazendo coisas muito importantes.

Primeira: Ter certeza de que Karin deixaria os dois pombinhos em paz.

Segunda: encontrar um shinobi muito sexy para Karin, que lhe desse umas boas palmadas e a levasse para os maus caminhos do sexo e da intimidade.

Terceira: Parar de pensar tanto sobre sexo antes que isso afetasse seu cérebro e a fizesse saltar em Shikamaru antes que tivesse tudo resolvido.

Quarta: fazer uma dupla com Karin para ... realizar uma aventura.

- Ei ... Quatr –er - Karin?

Uma pausa, antes que a ruiva inclinasse a cabeça.

- Hmm.

- Isto então estabelece que não somos mais inimigas, certo?

Outra pausa.

- Se você diz. - Karin murmurou.

- Eu digo sim! - Ino declarou confiante. - Então, você sabe quem é o inimigo, certo?

- Saku...

Ino interrompeu com um rosnado vicioso.

- To brincando, só brincando. - disse Karin. - Eita. Tudo bem, não é a Pink ... er… a Sakura.

Ino acenou afirmativamente. - Isso é bom. Porque você deve perceber que há realmente apenas um inimigo em tudo isso. Aquele que merece punição.

- Se você diz. - Karin respondeu, agora parecendo desnorteada.

Tomando um último gole de chá, a loira levantou-se, os olhos azuis brilhando maliciosamente.

- Karin ... Ei?

- Sim, Porc..er .. Ino?

– Que tal você e eu darmos um belo passeio pelo Distrito Hyuuga e ir dar a alguém uma ... bem merecida visita?

Houve ainda uma outra pausa, pois a confusão de Karin aprofundou-se mais e mais, mas logo depois desapareceu, quando imediatamente a ficha caiu, seguido pela surpresa, pela aprovação, então ... emoção pela antecipação.

Finalmente, a kunoichi ruiva deu-lhe um sorriso verdadeiro pela primeira vez naquele dia.

Ou um sorriso feroz, para ser mais precisa.

Triunfante, Ino sorriu-lhe de volta.

Era a hora de sua aventura começar.

.

.


Uma hora depois, a Hokage encontrou-se olhando para fora de sua janela do escritório dos Kage em plena descrença e profunda confusão.

- Shizune?

- Sim, Hokage-sama?

- Eu não entendo.

- ... Não entende o quê?

- Porque tem outra garota de cabeça para baixo na montanha dos Kages em cima do meu nariz esculpido ...? É um protesto contra mim ou algo assim?

.

.


.

.

Seis meses se passaram

.

.


Para qualquer homem normal, que tinha acabado com seu coração esmagado, por si só, o tempo teria curado as feridas (e muito mais até) e o teria recuperado, embora às vezes num processo lento.

Mas para Uchiha Sasuke não houve tempo de recuperação, principalmente porque não havia realmente nada para se recuperar, nada para ser curado.

Ele cometeu um pequeno erro em sua vida, um pontinho minúsculo que realmente não importava, com o qual realmente não se preocupava.

Ou assim dizia a si mesmo.

Então, a vida continuou.


Ele, sendo um shinobi, sabia disso mais do que ninguém.

Não importava que durante todo o seu período de não-recuperação e de não-cura, que algo estivesse faltando.

... Mas então, Naruto frequentemente o lembrava de tal.

- Oh, cara. Eu não posso acreditar que vamos voltar pra Konoha! Depois de todos esses meses e dessa missão estúpida de reconhecimento! Isso foi uma total perda de tempo!

Falando do diabo.


Sasuke não se importou em ir a essa missão que era apenas de reconhecimento da qual apenas obteriam alguma informação (valiosa ou não) para sua Vila e obtiveram tal informação e isso era o importante, pois talvez fosse se tornar necessária para a segurança das pessoas e da própria Hokage.

Não era como se Naruto estivesse atentando para esse detalhe, afinal, eles simplesmente acabariam trocando argumentos infames como "Dobe" e "Teme" e Sasuke realmente não estava com disposição para isso no momento (não que jamais fosse admitir que às vezes, AS VEZES, ele tinha boa vontade para ouvir as besteiras do loiro. As vezes. E SÓ as vezes).

- Eu finalmente vou poder ver a minha Hinata-chan de novo! Aposto que ela está tão bonita como sempre, eu só quero abraçá-la e beijá-la com todas as minhas forças!

Silêncio.


Após alguns segundos, Naruto finalmente parou no meio do caminho por onde saltava de galho em galho, parando exatamente em frente a seu companheiro de equipe.

Sem ser sequer afetado por tal, Sasuke tentou evitar o loiro tomando o caminho lateral.

Mas Naruto simplesmente bloqueou-lhe o caminho novamente.

- Teme, você sabe em que está, certo?

- Em Irritação. Vamos voltar logo para casa.

- Você está em negação.

- Dobe, eu disse vamos embor...

- está furioso e magoado, porque ela partiu sem dizer uma única palavra e agora você está tentando mostrar que não se importa sendo esse pé no saco que sempre foi.

- Dobe…

- Quando você vai crescer, teme?

- Dobe, cala a boc…

– QUANDO É QUE VOCE VAI CRESCER, SASUKE?

.


Ser chamado pelo primeiro nome tinha-o deixado tão surpreso que Sasuke acabou fechando a boca por um segundo, e Naruto, é claro, viu isso como uma vantagem para continuar.

- Você a ama e ela te ama e não se atreva a negar isso, porque eu vejo o jeito que você se recusa a ficar com outras meninas e que você sonha com ela quase todas as noites! Acha que eu não sabia disso ? Hah! Por que não quer apenas aceitar o fato e ficar junto com quem deveria ficar há muito tempo?

Silêncio.

Havia algo de errado nessa afirmação na opinião de Sasuke.

Ele não se preocupou em tentar se esquivar ou negar.

- Ela não me ama. - entoou, com a voz calma.

- Como diabos sabe isso?

- Ela foi embora. É simples. - disse secamente, num tom que implicava que ele não queria discutir mais o assunto.

Mas Naruto sendo Naruto, continuou persistindo.

- É verdade. E você não a seguiu.

Houve uma longa e pesada pausa. Então, com um suspiro, o loiro falastrão quebrou tal silencio, sacudindo a cabeça e dando um pequeno sorriso triste.

- Ela tentou segui-lo quando você nos deixou há anos, Sasuke. Eu acho que é hora de retribuir o favor da tentativa.

.

E com esse ultimo argumento, Naruto finalmente virou-se e retomou seu rumo, saltando de galho em galho rumando para Konoha.

O silêncio continuou da parte de Sasuke, enquanto simplesmente ficava parado no lugar e fitava para a roupa espalhafatosa do rapaz que considerava como seu quase-irmão.

.


Talvez tivesse cometido um erro.

Um pontinho minúsculo, um pequeno erro.

Mas isso não importa de forma alguma, porque sua vida, agora, estava agora de volta à rotina, com apenas algo faltando.

Mas sempre havia essa dor estranha em seu peito (algo que sempre, sempre ignorava), e que isso sempre acontecia toda vez que seus pensamentos se desviavam para certos olhos verdes e certas mãos em sua pele e um sorriso tão brilhante, e aquela expressão de carinho mesclado com paixão em sua face.

Aquele espírito encantador e aquela alma feroz e leal.

Mas isso não importava.

Não mais.

Importava sim.

Chega.

Acabou.

.

À voz racional dentro de sua cabeça, seu coração fechou-se novamente, uma vez mais, suas emoções enterraram-se debaixo de sua máscara, aquela máscara tão fria.

Não havia tempo para isso agora. Era tarde demais. Era.

… não era?

Foi nesse exato momento, quando as perguntas o cercaram, que a explosão aconteceu, seguida pelo grito alto e horrorizado de Naruto.

A cabeça de Sasuke levantou rapidamente.

E então o mundo desabou.

.

.

.


Quando Sakura acordou no meio de seu sono na primeira noite de seu regresso à Konoha, foi ao som de alguém batendo à porta, em batidas altas e frenéticas, muito insistentes, que ela sabia que só poderia pertencer a uma pessoa ansiosa.

Bem, duas na verdade, mas apenas uma estava na Vila nesse momento.

Resmungando baixinho, Sakura relutantemente começou a chutar as cobertas para longe, o ar frio arrepiando instantaneamente a pele.

Ela havia esquecido que estava usando apenas shorts e uma frente única, pois estava cansada demais para trocar de roupa na noite anterior.

Olhos ainda fechados, os pés automaticamente caíram ao chão (o que lhe garantiu um outro boom de frio intenso), e desceu as escadas, completamente sonolenta, sua mente dividida entre querer voltar ao mundo dos sonhos ou planos para punir o visitante indesejado.

Será que a Ino não poderia ter esperado até pelo menos amanhecer antes de entrar em seu Modo-Fofoca incurável?

A última fofoca ainda estava fresca em sua mente, depois de Ino e Karin se tornarem amigas (quem imaginava o que seis meses poderiam fazer?), e que Karin estava namorando Kiba.

Era surpreendente, mas até legal certo.

.


Isso não muda o fato de que ainda lembrava de outra pessoa, e o que também não muda o fato de que ela realmente não deveria estar pensando sobre o passado agora.

Ela rapidamente desviou sua mente para longe das lembranças, de alguma forma até habilmente (pelo menos, tentava acreditar que sim) e que seis meses havia lhe dado tempo para praticar e tornar-se perfeita nessa tarefa.

Ainda resmungando um pouco, Sakura abriu os olhos e cruzou a sala de seu apartamento e sem a menor cerimônia foi abrir a porta da frente.

Então abriu a boca e estava preparada para dar um baita sermão.

- Porca, este não é realmente o momento...

- Sakura, hospital. Agora.


Algo no tom da voz da amiga fez Sakura ficar tensa e parar. E congelar.

E sua mente desligar de uma vez com a implicação do pânico nos olhos de Ino e o que eles lhe estavam silenciosamente dizendo.

Seus instintos gritavam dentro de si, como que em um golpe interior.

- Sasuke ...? - sussurrou.

.

Por mais que sua mente ficasse aliviada com o aceno negativo que a loira lhe dera, seu coração partiu ouvindo as próximas palavras proferidas.

Quebrou.

- É o Naruto. Ele está morrendo.

.

.

.


Quando Sasuke abriu os olhos, pode vislumbrar um teto branco que lhe parecia muito familiar.

Mesmo em seu estado confuso e desorientado, imediatamente soube onde estava, já esteve aqui muitas vezes no passado.

Levou cinco segundos a mais para se lembrar porque estava aqui agora.

Abruptamente, sentou-se ao mesmo tempo, internamente estremecendo com a dor aguda em suas costelas e ombro esquerdo, mas é claro que isso não transpareceu em seu rosto, óbvio.

Ao lado dele, ouviu um rabiscar de caneta sobre o papel.

- Uchiha-san. - uma voz desconhecida exclamou em surpresa. - Você está acordado! Isso é maravilhoso e…Uchiha-san! Aonde vai? Uchiha-san, não pode… Uchiha-san!

.


O Uchiha ignorou a enfermeira frenética, fazendo sua saída dolorosa do quarto do hospital antes que tal enfermeira conseguisse restringir seus movimentos novamente à cama.

Seus movimentos foram rápidos e silenciosos, embora um pouco tensos, assim que fez o caminho para o lugar onde estava uma das poucas pessoas importantes em sua vida.

Seus punhos cerraram à memória da emboscada, súbita e inesperada. E à sua derrota, não importa quão lenta que tivesse sido.

E à queda de Naruto.

Ele mal teve força suficiente para levar o shinobi loiro de volta para casa bem como os pergaminhos com as informações para Konoha, antes que a consciência o deixasse por completo.

No momento em que chegou ao andar onde a sala de operação ficava localizada, Sasuke se apoiou em uma parede por um segundo, para se recompor.

Então, continuou o caminho, preparado para avaliar a situação.

Recusando-se a considerar que seu amigo pudesse estar em uma sala diferente senão esta. Não.

Nao. Não no necrotério, não Naruto. Não.

.


E foi neste exato momento que a porta de seu destino fora aberta.

E de lá saiu uma cabeça de cabelos cor de rosa, um corpo salpicado de sangue, uma mão segurando a maçaneta da porta e a outra de lado, tremendo sensivelmente.

Ela parou, vendo-o imediatamente.

Então o fitou - ônix encontrando verdes - pela primeira vez em seis meses.

Naquele olhar, Sasuke viu tanto dirigido a si: surpresa, alívio, medo, mágoa, incerteza.

E amor.

Tanto, tanto amor, que ele quase cambaleou, deixando sua boca seca, em vista à vulnerabilidade refletida dentro dela, a paixão crua que sentia. Por ele. Só por ele.

Seu coração voltou à vida em um golpe único e arrasador.

.


E quando ela começou a perceber o quanto estava revelando, recuou um passo, tremendo de novo, antes de apagar todas as emoções e seus tremores cessassem por completo.

Seus olhos verdes estavam apenas cansados agora e quase que em branco.


.

E Sasuke finalmente fez a pergunta que precisava fazer neste momento.

- …Naruto?

Seus olhos vacilaram, o cansaço fluindo completamente. Mas ela sorriu, um sorriso tranqüilizante e cansado, porém belo.

Lindo.

- Ele está bem, Sasuke-kun ... está vivo.

E sorriu novamente.


Então, tão rapidamente quanto seu coração voltou à vida com a visão daquele sorriso e começou a bater forte e vívido com aquela boa notícia, ele ficou frio mais uma vez, por ver o sorriso de Haruno Sakura desaparecendo completamente, seus olhos fechando em exaustão e seu corpo tombando ao chão frio.


.

Ele não foi rápido o suficiente para alcançá-la.

.


O que deveria ter sido um regresso muito agradável e tranqüilo vindo de uma longa missão, não estava saindo do jeito que Sakura havia planejado.

Ela tinha listado tudo, sério: voltar para casa, dar a todos um sorriso tranqüilizador, manter sua cabeça erguida contra os insultos das fangirls, colocar seu traseiro para treinar muito ... e seguir em frente.

Ela nunca esperou que Naruto fosse quase morrer em seus braços e levá-la à uma sensação horrível de pânico e aflição.

... E nunca esperava acordar nos braços de Sasuke.

.


.

Tinha levado um tempinho para perceber isso, na verdade.

Um pouco desorientada, Sakura piscou, olhos turvos olhando para a janela em sua frente, onde a luz não tão brilhante indicava que já era de manhã.

Piscando ainda mais, percebeu que estava cercada por um calor e uma certa presença.

E olhou para cima.

E encontrou-se olhando para um Uchiha adormecido.

.


.

Mais tarde, quando sua mente finalmente acordou, ela começou a perceber que eles estavam na mesma posição que tinham estado quando ela chorou até dormir em seus braços, num passado não muito distante.

Então, Sakura endureceu imediatamente, assim que as lembranças vieram à tona com força e muita intensidade.

Sem pensar duas vezes, a moça começou a empurra-lo.

Ou pelo menos, tentou.

Ela realmente tentou.


Mas de repente, os braços masculinos apertaram seu enlace em volta de si, quase que instintivamente.

Foi um gesto quase que descaradamente possessivo, mas também, ao menos tempo protetor.

A cabeça dele se moveu, instalando-se na curva do pescoço feminino, como se ali fosse o lugar onde sempre pertenceu.

Em seguida, moveu-se novamente, sua boca tocando suavemente os cabelos róseos, e agora era a cabeça dela que se moldava na curva do pescoço dele.

Ele tinha o mesmo cheiro.

E ela descobriu que não podia resistir aquilo.

.


Cegamente, Sakura fitou o chão (ela estava consciente o suficiente para reconhecê-lo como o chão de seu quarto de infância, na mansão Uchiha), suas mãos ficaram firmes em punhos cerrados sobre o colo. É claro que ela tinha que resistir – não fazê-lo estava fora de questão.

Seu coração doía e quase se derreteu quando sentiu uma mão dele acariciar-la levemente, quase como num carinho afetuoso.

Com muito esforço, sua resolução voltou e ela se endireitou mais uma vez, afrouxou os punhos deixando as mão livres para levantar-se e ...

Ela congelou.

Ele estava acordado.

.


E ele a fitava calmamente nesse momento.

Surpresa, a kunoichi olhou para ele por um momento, verdes fitando ônix, pela segunda vez desde seu regresso.

- Sakura.

- P-por que estou aqui?

– A Hokage pediu que fosse enviada pra casa. Você desmaiou no hospital.

Realmente não lhe pareceu importante discutir com ele sobre o fato dele ter errado o caminho de seu apartamento e ter ido parar no Distrito Uchiha (bem, foi isso que tentou dizer a si mesma).

- Ela te pediu para fazer isso? Como pôde fazer isso sabendo que você está ferido e...

- Eu me ofereci.


Isso a calou novamente.

Mas uma Sakura nervosa era uma Sakura que não parava de falar.

Então, ela persistiu e ainda tentou resistir estar em seus braços, empurrando-o novamente. A ação a fez perceber que não estava mais usando suas roupas cheias de sangue, mas sim uma camisa. Uma camisa azul, para ser mais precisa, que sem nem sequer ter de olhar mais, Sakura já sabia que havia um símbolo do clã dele nas costas.

E isso foi o suficiente para deixá-la levemente em pânico.

- Er, não é realmente necessário. Eu preciso voltar pra ver o Naruto...

- Ele está bem. Está estável.

- Mas ainda preciso verificar de vez em quando e...

- A Hokage está fazendo isso pessoalmente.

Ela não podia evitar o bla bla bla. Então continuou a tagarelar.

- Ok, isso é bom. Mas eu preciso ir... er... falar com Ino. Eu não a vejo desde que saí da Vila e preciso ver alguns detalhes da aposta... - Neste momento, Sakura já lamentava o que tinha acabado de dizer, e principalmente porque a expressão dele não mudou, ela simplesmente continuou a balbuciar.– Não é.. é que eu realmente não quero levar isso adiante, mas preciso acabar logo com isso. E eu preciso treinar, não tenho treinado durante todos esses meses e estou enferrujada e...

Desta vez, foi ele quem calou sua boca.

Desta vez, ela não conseguia balbuciar mais, pois estava chocada demais com os lábios colidindo contra os dele.

.


.

Foi um beijo quente, muito mais quente do que seu abraço.

A boca masculina se movia gentil e paciente, convidando-a a participar do beijo. Do calor. Do...

Seus olhos verdes arregalaram, ao que ela estava começando a sentir . Não podia ser. Não podia. Apesar disso, Sakura encontrou-se bastante responsiva e beijando-o de volta.


E em menos de um segundo, o beijo de repente se transformou em fome. Em puro calor. Tão quente que podia sentir o desespero nele, como se ele estivesse sedento por ela de uma maneira inimaginável.

As mãos masculinas tocaram sua pele em todos os lugares corretos (aquecendo-a em graus intensos que a queimava além do prazer), assim como sua boca tocou a dela.

Sua barriga deu um nó, seu coração bateu mais rápido, assim que um bramido súbito invadiu sua cabeça ameaçando a consumi-la e engoli-la por inteiro.

E porque ela sabia que era mais forte que isso, tentou parar de beijá-lo e resistir mais uma vez.

Ele deve ter percebido tal, porque parou de beijá-la na boca e foi trilhando um caminho de beijos na bochecha da moça e pelo queixo, antes de enterrar-se em seu pescoço alvo e escondendo o próprio rosto naquele local.

Levou um tempo para perceber que sua respiração estava selvagem e instável, e ela não queria nada mais que ficar nos braços dele por um longo, longo tempo.

Silêncio.


- Eu pensei que tivesse te perdido.

A declaração masculina, depois de uma pausa tão aquecida, a congelou novamente.

- Eu achei que tivesse morrido quando desmaiou.

Seu enlace sobre ela apertou novamente, mas ela quase não notou, e então ouviu-o murmurar mais uma vez contra sua pele.

- Eu não fui rápido o suficiente.

E então ele caiu, depositando seu peso totalmente em cima dela.

... silêncio.


Não demorou muito para Sakura descobrir que Uchiha Sasuke tinha desmaiado.

E não demorou muito para sua decepção engoli-la, pois percebera que ele estivera delirando por todo esse tempo.


Acordar uma segunda vez com algo quente sobre sua barriga era melhor do que ele pensava que seria.

- Sasuke. Sasuke, acorde.

Ele abriu os olhos e encontrou nada menos que Sakura olhando para si, preocupação e cuidado em seus orbes verdes.

Ela estava ajoelhada em sua frente, as mãos levemente tocando-o.

Quando finalmente viu que ele estava acordado, soltou um suspiro de alívio.

E então sorriu para ele, de forma tão brilhante, que ele só pôde olhar para ela em completo silêncio.

– Você está bem. Graças a Kami que está tudo bem. Seu estômago ainda estava lesionado. Eu não sei o que faria se...

E então parou, como se lembrasse a si mesma para ser forte.

A expressão de Sakura endureceu de imediato, olhos tornando-se incertos novamente, antes que fizesse um movimento para afastar-se.

Mas ele não deixou.

.


Sem sequer pensar no que estava fazendo, Sasuke se inclinou, sentou-e na cama, colocando as mãos sobre os braços dela e a puxou para si.

O corpo feminino deslizou naturalmente, quase como se estivesse esperando por tal ação.

Ele colocou a boca sobre a dela e deixou que um beijo pairasse sobre o local. E a consumisse.

Ela respondeu e simplesmente, oh-tão simplesmente derreteu-se nos braços dele.


.

Não deveria ter um gosto tão doce.

Não quando ele se movia tão rápido e frenético e estava na fronteira da loucura e não podia quase se controlar.

As mãos femininas vieram em punhos cerrados somente para pousar sobre o peito dele, as palmas abrindo-se lentamente. Tais palmas deslizaram até os ombros do moço como se estivesse tentando se equilibrar.

Sua resposta foi lenta, mas constante, incitando um desejo profundo em si, mas a luxúria era realmente algo bastante palpável em tal ação.

Ainda que não estivesse preocupando em pensar sobre tal (porque realmente, ele não podia sequer pensar mais à essa altura, principalmente com a maneira como ela se movia contra si), ele mordiscou o lábio róseo inferior, saboreando-o a cada pedacinho, usando língua e dentes, querendo sentir somente o gosto dela.

Tão doce.

Tudo sobre ela tinha um gosto tão doce.

Era o suficiente para levá-lo à loucura.

E quando um som foi emitido de sua garganta e quando ela apertou-se ainda mais contra sua excitação, aquilo fora tudo o que precisava para fazê-la sua ali mesmo, sem pensar nas conseqüências.

.


.

Ele não queria que fosse assim, não mais.

Então...

Lentamente, com todas as forças que possuía em si, Sasuke mordiscou-lje mais uma vez o lábio inferior, provocando outro gemido suave.

E então parou de beijá-la completamente.

.


Houve um silêncio profundo, uma vez que ambos respiravam um ao outro por um momento – um ato de intimidade que nunca existiu antes, porque ambos nunca tinham se dado tempo suficiente para tal ato tão simples.

Sakura levantou a cabeça, olhando para ele com olhos atordoados.

Algo cintilou naqueles verdes, antes que desaparecesse por completo e ela se firmasse.

Então, Sakura se desembaraçou dele e se afastou, levantando-se no processo.

Ele ja esperava por isso, de alguma forma.

O que não esperava foi o que ela fez em seguida.

Ela fugiu.


Sua resistência ainda grande, ainda intacta, Sakura fugiu com a intenção de esquecer tudo, para continuar com sua vida e não deixar que ele a afetasse mais. Ele a queria, isso era óbvio.

E ela precisava mais do que isso.

Então ela fugiu e deixou seus passos levá-la para longe dali.

E acabou parando no meio do Distrito Uchiha.

E pôs-se a olhar em volta.

E o que viu fez derreteu toda a resistência que ainda restava.


Ele acabou parando na varanda de sua casa e olhando a vista à sua frente.

Lá estava ela, fitando o túmulo de seus pais, que agora jazia cheios de flores e grama verde, depois de seis meses, ele tinha finalmente dado início ao plano de sair de seu apartamento e viver em sua verdadeira casa.

De finalmente ter a coragem de pisar ali.

Tinha valido a pena.

Uma etapa longa e dolorosa, mas tinha valido a pena.


Havia apenas algumas coisas que Sasuke queria na vida e tinha certeza disso agora.

Redenção pela sua família tinha sido uma meta há muito tempo atrás.

A paz de espírito também, depois que tudo havia acabado.

O respeito de Naruto, embora isso, nunca fosse admitir em voz alta de maneira nenhuma.

E uma mulher.

A mulher de pé no meio do que agora voltara a ser seu Lar, fitando o cemitério de sua família com algo parecido como tristeza e admiração nos olhos.

E amor.

Mais uma vez, exatamente como antes, havia tanto amor naqueles orbes esverdeados que ele podia sentir dessa distancia.

Era tão real, tão sólido.

.


.

- Sakura.

Ela virou a cabeça ao chamado masculino e todo aquele amor se focalizou na direção dele.

- Ficou lindo. - murmurou pensativa.

Precisou de toda sua força de vontade para não pular ao sentir o tranco que seu estômago lhe presenteara e dizer que não, que havia somente uma coisa bela no mundo, e essa coisa era ela.

Ele não era um poeta e nunca seria, sabia disso.

- Eu realmente deveria ir agora. - disse a kunoichi.

Calmamente.

E então ele estava se movendo para a frente, até que parou bem na frente dela.

- Tenho uma proposta.

Silêncio.

- Eu te curo mais tarde se é isso que voc…

- Eu preciso que você me ajude a me livrar das fangirls. De novo.

.


Algo cintilou em seus olhos verdes mais uma vez, antes que ela se firmasse novamente e olhasse para ele com determinação.

O fogo em seus orbes ardeu, uma energia invisivel tornou-os faiscante.

Levou apenas um instante para perceber que os verdes foram preenchidos com uma espécie de fúria silenciosa.

- Não. - disse, quase que em desafio.

- Sakur…

- Eu disse que não. – Rebateu. Um dedo o cutucou-o no peito de forma áspera. E o rosto do shinobi não mostrou sequer por um segundo como sua força bruta o fez cambalear. - Eu não vou mais jogar esse jogo. Eu pensei que já tivesse entendido como tudo isso é inútil.

- Não é inútil.

Ela não estava escutando.

A fúria havia consumido seus olhos agora, então Sakura se aproximou e encarou-o tete a tete.

- Isso é porque você sai ganhando um monte de sexo no final! E eu, o que eu ganho?

Ele não pôde evitar a resposta contundente. Não mesmo.

- A mim.

.


Uma resposta que a deixou pasma, incrédula até que quando a ficha finalmente caiu, ela começou a gritar furiosamente, novamente.

- Ah, certo. Você se acha um máximo, né. Acha que eu estou apaixonada por você ou algo assim. Quantos dias ainda tem em mente? Outros nove ou oito pra satisfazer seus desejos sexuais? Pra satisfazer suas fantasias sexuais? Pra deixar suas fangirls estúpidas cheias de ciúme e...

- Eu estava pensando em uns 50 anos.

-… aquelas estúpidas e vingativas e … O q-quê?

A boca da kunoichi abriu e fechou.

Em seguida, abriu novamente, embora nenhum som dali saísse.

- Ou mais, se você quiser. - disse Sasuke numa voz decidida.

Silêncio.


Sua boca fechou mais uma vez. E abriu.

– S-Se acha que essa piada vai me fazer acreditar que… - disse, antes que ele a cortasse chamando-a pelo nome.

- Sakura.

-… Quero dizer, tenho certeza que poderiam haver algumas fangirls escondidas nos ouvindo agora, o que é muito provavel, mas não interessa porque eu não vou jogar mais esse jogo e...

- Sakura.

-...Eu não quero isso, eu não quero mais jogos, não... não mais... - Sua respiração engatou.

A raiva desaparecendo, assim que a dor surgiu em seus olhos, antes que ela impiedosamente a mandasse embora.

Sakura era boa nisso agora, ele notou.

Mas também viu - e foi incapaz de evitar a si mesmo (porque negando ou não, observava tão pacientemente quando se tratava dela), e a puxou para si.

- Cala a boca, Sakura.

.


.

E pela terceira vez naquele dia, ele a beijou, com a fome e a sede que tinha sentido durante um longo, longo tempo. Seis meses agora.

Ou talvez fosse mais tempo que isso e ele tinha sido apenas estúpido demais para perceber tal anteriormente.

Imagina só. Uchiha Sasuke, estúpido. Era irônico, fala sério.

Mas ao menos aprendeu sua lição agora.


A ternura em seu beijo a deixara desconcertada e incapaz de se mover.

E mais, os sentimentos no beijo dele a fizeram finalmente perceber que não, aquilo não era uma brincadeira.

E foi lentamente, muito lentamente aquecendo-a.

Os lábios masculinos se afastaram da boca da moça por um instante, para tocar-lhe as pálpebras, primeiro a esquerda, e pousando um beijo ali, antes de se deslocar para a direita.

Ela tornou-se consciente de que suas pálpebras estavam úmidas, mas se recusou a acreditar que era porque estava chorando.

Teimosamente (e um pouco atordoada), Sakura se afastou um pouco e enxugou os olhos, certificando-se que ficassem completamente secos e tentou manter a compostura.

Então, deu-lhe um olhar muito determinado.

- Você tem que ser meu amigo. - disse. - Não podemos ter uma relação baseada somente em sexo.

-Hn.

- Não podemos, Sasuke. É sério.

.


Havia algo a ser dito sobre o Uchiha, que ficava sério por um segundo e de repente estava sorrindo no outro.

Era o seu típico sorriso de canto - obscuro, preguiçoso, misterioso.

E sexy.

Tão sensual, que Sakura teve de dar um passo minúsculo para trás (muito, muito sutilmente) antes que realmente acabasse saltando nele (Inner Sakura já estava gritando para fazê-lo).

Ela limpou a garganta.

Ele chegou mais perto.

- Sério. Precisamos estabelecer limites. Você não pode ser um idiota o tempo todo. E-e não espere que eu vá reverenciar seu estado de espírito instável, porque eu não vou. Não é justo e eu também tenho sentimentos e ...e...será que você pode parar de chegar mais perto?


Ele não deu ouvidos a ela, é claro.

Em vez disso, por causa de todos os pequenos passos que dera para trás afastando-se dele, de repente a kunoichi encontrou-se com suas costas colidindo contra algo áspero e que só poderia ser o tronco de uma árvore.

Então, o calor dele estava bem à sua frente novamente, mas ele não estava olhando para ela agora.

Ele estava olhando para a árvore com os punhos cerrados.


Não demorou muito tempo para descobrir que Sasuke estava se lembrando do que havia feito a ela há alguns meses, quando pensara que ela havia destruído as lembranças de seus entes queridos.

O coração da kunoichi parou assim que a mão masculina tocou-lhe o pescoço tão delicadamente quanto pôde.

Então ele fez um movimento para recuar, quase como se estivesse com medo de machucá-la novamente.

O gesto foi tão brusco, tão evasivo. Tão ilegível.

E tão, tão Sasuke de Ser.

Então, o coração feminino cambaleou novamente.

Desta vez, foi ela quem o puxou para mais perto, emoldurando o rosto dele em suas mãos, querendo que ele a fitasse nos olhos agora.

Ele o fez.

Houve uma pausa, antes que ela lhe sorrisse tristemente e deixasse suas mãos caírem de canto.

- Isso é problemático. - murmurou. - Eu posso não querer ter filhos e nem ser a dona de casa perfeita e eu sei que é o que você quer...

- Eu não me importo.

- Mas é o que você quer...

- Eu quero você.

Ela parou e olhou para ele.

Ele a estava fitando pacientemente outra vez, as mãos se fixando em sua cintura.

- Não só agora, Sakura.

O coração dela caiu.

.


.

Era realmente problemático, de fato .

Individualmente, eles eram problemáticos.

Juntos então ... ela não poderia sequer compreender o quanto.

Sakura tinha seus problemas e ele definitivamente tinha os dele.

Não era a escolha mais inteligente, estar com ele, quando deveria apenas continuar sua vida e deixá-lo escolher a candidata mais adequada para seu futuro, para continuar seu novo clã.

Mas talvez fosse hora de parar de analisar demais as coisas.

Talvez fosse a hora de estar com ele.

- Tudo bem. Ok - disse suavemente. - Faremos dar certo.

- Hn.

.


Então, Sakura só pôde dizer mais algumas coisas antes que ele a tomasse e entrelaçasse as pernas dela em sua cintura e a deixasse contornar os braços em volta de seu pecoço, e assim finalmente a pudesse levar para casa.

A casa dele.

A casa deles dois.

- Sakura?

Uma pausa.

- Eu te amo.

Silêncio.


E não havia realmente nada mais a dizer.

Nada mesmo.

Então, Sakura pôs a cabeça na curva do pescoço masculino e deixou-se aspirar o perfume dele e deixou que o silêncio a inundasse numa onda de calmaria.

A consumisse.

A preenchesse.

- Eu também te amo, Sasuke.

.

.

.


- Eu sabia! Eu sabia que meus ferimentos tinham um propósito na vida – eles aproximaram vocês dois! TEME! SAKURA-CHAN! Não posso acreditar que ... FINALMENTE! Depois de toda aquela frustração e negação de desejo, ele finalmente parou com essa idiotice e te agarrou! Ahaha, não se incomodem em esconder – eu sou uma raposa, conheço muito bem o cheiro de sexo! eu também conheço o cheiro da luxúria e obviamente você, Teme, não consegue esperar para agarrar ela de novo, igualzinho o Suigetsu aqui, obviamente, não consegue esperar para pular na Karin-chan! Eu sei que ele nega, mas também sou muito perceptivo, um cara muito esperto! Ahaha, tudo bem,cara de tubarão, Karin-chan te quer também, mesmo estando namorando com o cara de cachorro! Enfim, de volta ao idiota do Teme e suas necessidades de tesão louco e ..ei, espere aí! Ei, Teme! Aonde está indo? Não leve a Sakura-chan com você! A Ino-chan e a Sakura-chan ainda tem uma aposta de ficar pelada no meio da rua pra resolver e a Ino-chan vai ficar nua e ... TEME, PÁRA DE FICAR TODO EXCITADO E VOLTE AQUI! EU QUE TENHO QUE ME CASAR E FAZER BEBES ANTES DE VOCE PORQUE EU E A HINTATA-CHAN COMEÇAMOS A NAMORAR PRIMEIRO, ANTES DE VOCE E DA SAKURA-CHAN! NÃO VÁ ESTRAGAR TUDO! EU QUE TENHO QUE CASAR E TER FILHOS PRIMEIRO!


Juugo olhou para um Naruto berrando a plenos pulmões em sua cama de hospital, onde jazia coberto por diversas ataduras (o suficente para mantê-lo preso à cama).

Ao lado dele estava uma Hinata corada.

Ao lado de Hinata, uma Ino um tanto ruborizada e um Shikamaru com uma carranca muito, mas muito feia.

Ainda no quarto de enfermaria, do outro lado da cama, estava uma incomodada Karin e um igualmente incomodado Suigetsu (que também esboçava uma carranca muito feia para Naruto), que saltou a quase quatro metros de distância da ruiva.

Na frente de Naruto estava Kiba – encarando-o muito feio, tanto Naruto quanto Suigetsu.

Encostado à parede no lado mais distante da cama, estavam Kakashi e Sai - um tirando o olhar de seu livro de laranja para fitar a cena, levemente interessado e o outro fitando tudo com um certo interesse e satisfação radiante (embora tal não transparecesse em sua face que se mantinha sempre em branco).

Juugo sorriu e acomodou o peso de seu corpo enorme mais confortavelmente sobre uma cadeira para visitantes.

Oh sim, a vida era boa.

.

Fim

.


N/T:

Certo, estou curiosa!

VOCÊS CURTIRAM ESSA FANFIC LINDA?

Digam pra Hime ;D

..

bjitos de monte e vamos que vamos! =D