Acordei no outro dia feliz e com uma grande vontade de voltar ao Brasil, no caminho da escola ouço uma linda musica perto de umas árvores.

"Love is the weapon for this lukewarm congregation love is the only thing that's kept me believing, love is the weapon for this wounded generation"

Fui procurar de onde estava vindo aquela linda canção. Era o Chris, isso mesmo o garoto estranho estava com seu violão e cantando.

- Você canta bem! – Falei sorrindo.

- Obrigado.

- A musica também é linda – tentei puxar assunto.

- Eu mesmo que compus – dessa vez ele me olhou e sorriu.

- Eu vou indo, estou atrasada, você não vai a escola hoje?

- Vou, mas não agora – Ele sorriu, era o sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda minha vida, aquele garoto era realmente incrível, conseguia despertar coisas em mim que nem eu mesma imaginava.

- Então eu acho que eu vou indo...

- Ei, espera! – ele puxou meu braço – você está feliz hoje.

- C-como assim?

- Andei te observando esses dias e via seu olhar triste, preocupado... – ele olhava nos meus olhos, era quase hipnotizante – e hoje você está feliz, seu olhar está feliz.

- Nossa... É que um amigo meu do Brasil me deu noticias e o que eu mais quero nesse momento é voltar pra lá.

- As noticias devem ser ótimas então... E o garoto também deve ser muito especial.

- Eu não falei que avia um garoto nessa história

- Não precisa falar, seu olhar te entrega.

- Não há nenhum garoto nessa história, eu apenas quero ir pro Brasil.

- Eu não quero que você vá... – Por um momento meu mundo parou, será que ele realmente se importava comigo?

- Sinto falta dos meus amigos.

- Você tem a Stephanie.

- Ela não é como eles...

- E eu? Eu não sou importante?

- Eu mal falo com você, você é sempre fechado...

- Eu não sou muito sociável, e eu realmente me importo com você, será que você não vê isso? – ele me olhava intensamente.

- Ninguém nunca se importou tanto assim comigo...

Ele se aproximou de mim, e com sua mão fez uma leve massagem no meu rosto, nessa hora o meu coração quase parou, na verdade parou não é a palavra certa, pois ele estava a mil por hora. Ele aproximou seu rosto do meu e me deu um selinho.

- Eu me importo muito com você.

- Mas você mal me conhece – Falei ainda meio desorientada.

- Esse é o problema, eu mal te conheço e parece que você é a única pessoa do mundo pra mim, toda vez que te vejo eu perco meu ar, e eu realmente odeio sentir isso, pois sempre acabo me decepcionando. – vi uma lágrima cair do seu olho e passei a mão para enxugá-la.

- Você deve está brincando, N-nunca ninguém sentiu isso por mim.

- Eu não brincaria com uma coisa dessas, agora vamos, pois estamos bem atrasados – Ele segurou minha mão e fomos para a escola de mãos dadas, era meio estranho andar de mãos dadas com ele, pois ele é muito alto e eu tenho no máximo 1,60m, era como se eu voltasse ao jardim de infância indo de mãos dadas com minha mãe para a escola.

Chegamos na sala de aula e o professor de Sociologia já estava na sala, levamos advertências. OTIMO, minha mãe vai me matar. Isso não foi o pior, quando entramos na sala de mãos dadas todos nos olhavam e cochichavam, era uma sensação terrível.

Sentei na carteira e tentei ignorar todos que me olhavam, tentei prestar atenção, como se desse né. Passei a aula toda tentando organizar minhas idéias, eu realmente não sabia o que fazer, até agora pouco o que eu mais queria era voltar para o Brasil e cair nos braços do Caíque, mas depois do "beijo" que o Chris me deu, eu fiquei confusa, eu não posso está gostando dele, ele é estranho, fora que eu também sinto algo muito forte pelo Caíque.

Continua...