DISCLAIMERS: Eu NÃO sou dona de Harry e sua turma, infelizmente. Escrevo única e exclusivamente para a minha diversão e daqueles que leem o que escrevo.

Avisos: Parte do cap foi tirado de Harry Potter e o Cálice de Fogo, essa história se baseia nos acontecimentos deste livro e, portanto, existirão passagens que são idênticas aquelas do original. Eu espero fazer mudanças o suficiente para que a história não fique chata e/ou repetitiva.

N/a: Cap novo na área, espero que gostem!

Capitulo 3 – Tri o que?

A chuva fustigava as janelas do expresso de Hogwarts enquanto este fazia sua jornada ao norte. Harry encontrou-se com Hermione e Ron na plataforma e eles logo entraram no trem e acharam uma cabine vazia, antes de voltarem para se despedirem de Sirus, Remus, Molly, Bill e Carlinhos.

-Talvez eu volte a ver vocês mais cedo do que pensam - disse Carlinhos, rindo, ao dar um abraço de despedida em Gina.

-Por quê? - perguntou Fred interessado.

-Você verá - respondeu Carlinhos. - Só não diga a Percy que eu falei isso... porque afinal é informação privilegiada, até o Ministério resolver divulgá-la.

-É, eu até sinto vontade de estar estudando em Hogwarts este ano – disse Bill, as mãos enfiadas nos bolsos, contemplando com um ar quase saudoso o trem.

-Por quê?- perguntou George impaciente.

-Vocês vão ter um ano interessante - comentou Bill, com os olhos cintilando. - Talvez eu até peça licença para ir dar uma espiada...

-Uma espiada em quê? - perguntou Ron.

Mas nessa hora ouviram o apito e a Sra. Weasley conduziu-os impaciente às portas do trem. Sirius e Remus riam as costas deles, vendo as tentativas de descobrirem o que estava para acontecer não darem certo. Um aceno e uma piscadela para Harry, e os dois marotos se juntaram aos Weasleys mais velhos para verem o trem partir.

Por sorte, eles conseguiram voltar a cabine deles sem se encontrarem com Draco Malfoy. Harry ainda se lembrava de como ele tirara sarro da cara deles por não saberem sobre o torneio mesmo com dois membros da família trabalhando no ministério.

-Vocês realmente querem saber o que vai acontecer em Hogwarts esse ano? - perguntou Harry aos amigos quando todos já estavam acomodados na cabine.

-Você sabe? - indignou-se Ron.

-Sirius me contou. - mentiu Harry – mas eu achei melhor não dizer nada na frente da sua mãe... ela estava tão certa de que nós só poderíamos saber disso quando Dumbledore resolver nos contar...

-E o que é que vai acontecer esse ano? - perguntou Fred curioso.

-Eles vão fazer o Torneio Tribruxo em Hogwarts, esse ano. - respondeu Harry.

-Você ta BRINCANDO! - exclamou George.

-Não... foi o que Sirius me contou... - respondeu Harry.

Depois disso, Fred e George foram procurar por Lee Jordan, e Neville entrou na cabine deles. A conversa, daí, passou para a copa de quadribol, a qual Neville não pode ir.

-Vovó não quis ir - disse ele, infeliz. - Não quis comprar as entradas. Mas parecia fantástico.

-Foi - disse Ron. - Olhe só para isso, Neville... - Ele meteu a mão no malão guardado no bagageiro e puxou a miniatura de Vítor Krum.

-Uau! - exclamou Neville, invejoso, quando Ron equilibrou Krum na mão gorducha.

-E vimos ele de perto, também - continuou Ron. - Ficamos no camarote de honra...

-Pela primeira e última vez na vida, Weasley.

Draco Malfoy aparecera à porta. Atrás dele vinham Crabbe e Goyle, seus enormes sequazes agressivos, que pareciam ter crescido no mínimo trinta centímetros durante o verão. Evidentemente tinham ouvido a conversa pela porta da cabine, que Dino e Simas deixaram entreaberta.

-Não me lembro de ter convidado você para a nossa cabine, Malfoy - disse Harry friamente.

-Então... Vai entrar, Weasley? Vai tentar trazer alguma glória para o nome da sua família? E tem dinheiro também, sabe... Você vai poder comprar umas vestes decentes se ganhar... Suponho que você vá, Potter? Você nunca perde uma chance de se exibir, não é?

-Se você está falando do torneio, Malfoy, eu tenho certeza de que seu pai ficaria extremamente decepcionado se você, não fosse escolhido. Mas também, talvez seja melhor você nem tentar, ser desclassificado logo no começo com certeza traria ainda mais vergonha pra sua família do que você seria capaz de suportar.

-Você sabe do torneio, então? - perguntou Malfoy tentando tirar mais informações de Harry – sabe quais são as regras que foram mudadas, também.

-Mas é claro que sabemos. - respondeu o moreno – Sirius me contou tudo sobre isso séculos atrás. Porque? Seu pai que é todo amiguinho do Ministro não te contou tudo o que vai acontecer esse ano em Hogwarts?

Draco não se deu ao trabalho de responder, dando as costas para eles e marchando para fora da cabine, sendo seguido por Goyle e Crabbe.

-Você viu a cara dele! Hahahahahahaha – rio Ron – eu acho que o pai dele não contou os detalhes do torneio pra ele! Hahahahahaha.

O fim da viagem logo chegou, e eles tiveram que enfrentar a chuva para entrar nas carruagens puxadas, Harry já conseguia ver, por Testrálios.

Foi ensopados que eles entraram no hall de entrada, para serem atingidos por balões de água jogados por Pirraça. Entrar no salão principal foi perigoso, já que o piso estava escorregadio, mas Harry, Ron, Mione, Ginny e Neville conseguiram chegar até a mesa da grifinória sem cair.

Depois de acomodados em seus lugares, Harry olhou para a mesa dos professores. Parecia haver mais lugares vazios do que habitualmente. Hagrid, é claro, ainda estava lutando para atravessar o lago com os alunos do primeiro ano, a Professora McGonagall provavelmente estava supervisionando a secagem do piso do saguão de entrada, mas havia ainda outra cadeira desocupada e ele não pode deixar de pensar que o impostor deveria estar esperando do lado de fora, para poder fazer uma entrada chocante para os alunos

-Onde é que está o novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas? - perguntou Hermione, que também estava olhando para os professores . Quem sabe não conseguiram ninguém! - sugeriu Hermione, parecendo ansiosa.

Logo, a professora McGonagal estava entrando, sendo seguida pela habitual fila de alunos do primeiro ano. Um deles, Denis – Harry se lembrava – estava coberto pelo imenso casaco de Hagrid.

-Caí no lago! - disse o garotinho para Colin Creevey, que olhava para ele. O garoto parecia decididamente encantado com o ocorrido.

Depois disso, a seleção aconteceu normalmente. Denis se tornou um grifinório e se sentou exitado ao lado do irmão.

E, finalmente, com "Whirby, Kevin!" (Lufa-Lufa.") encerrou-se a seleção. A Professora Minerva apanhou o chapéu e o banquinho e levou-os embora.

-Já não era sem tempo - exclamou Ron, apanhando os talheres e olhando esperançoso para seu prato de ouro.

O Professor Dumbledore se levantara. Sorria para os estudantes, os braços abertos num gesto de boas-vindas.

-Só tenho duas palavras para lhes dizer - começou ele, sua voz grave ecoando pelo salão. - Bom apetite!

A comida apareceu nas travessas, e eles começaram a comer com vontade. Harry quase não percebeu que, dessa vez, mesmo Nick quase-sem-cabeça mencionando os elfos domésticos de Hogwarts, Hermione não parou de comer. Aparentemente, conhecer Winky é o que realmente fez com que ela se interessasse pela espécie.

Quando, por fim, todos estavam saciados, Alvo Dumbledore tornou a se levantar. O burburinho das conversas que enchiam o salão cessou quase imediatamente, de modo que somente se ouviam o uivo do vento e o batuque da chuva.

-Então! - exclamou Dumbledore, sorrindo para todos. - Agora que já comemos e molhamos também a garganta ("Hum!", fez Hermione), preciso mais uma vez pedir sua atenção, para alguns avisos. O Sr. Filch, o zelador, me pediu para avisá-los de que a lista dos objetos proibidos no interior do castelo este ano cresceu, passando a incluir Ioiôs berrantes, Frisbees dentados e Bumerangues de repetição. A lista inteira tem uns quatrocentos e trinta e sete itens, creio eu, e pode ser examinada na sala do Sr. Filch, se alguém quiser lê-la.

Os cantos da boca de Dumbledore tremeram ligeiramente. Ele continuou:

-Como sempre, eu gostaria de lembrar a todos que a floresta que faz parte da nossa propriedade é proibida a todos os alunos, e o povoado de Hogsmeade, àqueles que ainda não chegaram à terceira série.

-Tenho ainda o doloroso dever de informar que este ano não realizaremos a Copa de Quadribol entre as casas.

-Quê? - foi a exclamação ouvida de vários lugares.

Xingaram Dumbledore em silêncio, aparentemente espantados demais para falar. Dumbledore continuou:

-Isto se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo, mobilizando muita energia e muito tempo dos professores, mas eu tenho certeza de que vocês irão apreciá-lo imensamente. Tenho o grande prazer de anunciar que este ano em Hogwarts...

Mas neste momento, ouviu-se uma trovoada ensurdecedora e as portas do Salão Principal se escancararam.

Apareceu um homem parado à porta, apoiado em um longo cajado e coberto por uma capa de viagem preta. Todas as cabeças no Salão Principal se viraram para o estranho, repentinamente iluminado por um relâmpago que cortou o teto. Ele baixou o capuz, sacudiu uma longa juba de cabelos grisalhos ainda escuros e começou a caminhar em direção à mesa dos professores.

Um ruído metálico e abafado ecoava pelo salão a cada passo que ele dava. Quando alcançou a ponta da mesa, virou à direita e mancou pesadamente até Dumbledore.

Mais um relâmpago cruzou o teto. Hermione prendeu a respiração. Seu rosto parecia ter sido talhado em madeira exposta ao tempo, por alguém que tinha uma vaguíssima idéia do aspecto que um rosto humano deveria ter, e não fora muito habilidoso com o formão.

Cada centímetro da pele do estranho parecia ter cicatrizes. A boca lembrava um rasgo diagonal e faltava um bom pedaço do nariz. Mas eram os seus olhos que o tornavam assustador.

Um deles era miúdo, escuro e penetrante. O outro era grande, redondo como uma moeda e azul elétrico vivo, O olho azul se movia continuamente sem piscar, e revirava para cima, para baixo, e de um lado para o outro, independentemente do olho normal, depois virava de trás para diante, apontando para o interior da cabeça do homem, de modo que só o que as pessoas viam era o branco da córnea.

O estranho chegou-se a Dumbledore. Estendeu a mão direita, que era tão cheia de cicatrizes quanto o rosto, e o diretor a apertou, murmurando palavras que Harry não pôde ouvir. Parecia estar fazendo perguntas ao estranho, que abanava negativamente a cabeça, sem sorrir, e respondia em voz baixa. Dumbledore assentiu com a cabeça e indicou ao homem o lugar vazio à sua direita.

O estranho se sentou, sacudiu a juba grisalha para afastá-la do rosto, puxou um prato de salsichas para si, levou-o ao que restara do nariz e cheirou-o.

Tirou então uma faquinha do bolso, espetou a salsicha e começou a comer.

Seu olho normal fixava as salsichas, mas o olho azul continuava a dar voltas na órbita registrando o salão e os estudantes.

-Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas - disse Dumbledore, animado, em meio ao silêncio. - Professor Moody.

Era normal os novos membros do corpo docente serem recebidos com aplausos, mas nem os colegas nem os estudantes bateram palmas, exceto Dumbledore e Hagrid. Os dois juntaram as mãos e bateram palmas, mas o som ecoou tristemente no silêncio e eles bem depressa pararam. Todos pareciam demasiado hipnotizados pela aparência grotesca de Moody para ter qualquer reação exceto encarar o homem.

-Moody? - murmurou Hermione para Ron. - Olho-Tonto Moody? O que o seu pai foi ajudar hoje de manhã?

-Deve ser - disse Ron baixo, em tom de assombro.

-Que aconteceu com ele? - cochichou Hermione. - Que aconteceu com a cara dele?

-Não sei - cochichou Ron em resposta, mirando Moody, fascinado.

Moody parecia totalmente indiferente à recepção quase fria que tivera. Ignorando a jarra de suco de abóbora à sua frente, o homem tornou a enfiar a mão no interior da capa, puxou um frasco de bolso e bebeu um longo gole. Desde o primeiro dia... e ninguém percebeu que ele não é quem pensam que ele é... como é que Dumbledore foi enganado desse jeito? Quando levantou o braço para beber, sua capa se elevou alguns centímetros do chão e Harry viu, por baixo da mesa, um bom pedaço de uma perna de pau, que terminava em um pé com garras.

Dumbledore pigarreou outra vez.

-Como eu ia dizendo - recomeçou ele, sorrindo para o mar de alunos à sua frente, todos ainda mirando Olho-Tonto Moody, paralisados -, teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não é realizado há um século. Tenho o enorme prazer de informar que, este ano, realizaremos um Torneio Tribruxo em Hogwarts.

Houve uma gritaria geral entre os alunos, todos entusiasmados e exitados com a possibilidade de participarem de algo que a tanto tempo não acontecia.

Dumbledore continuou contando sobre a história do torneio e que os participantes seriam escolhidos no dia das bruxas. A mente de Harry, por outro lado, se voltava para outras coisas. Para como ele iria realizar os planos que ele, Sirius e Remus tinham feito em relação ao torneio, e também em como desmascarar o impostor. O fato de que Dumbledore estava sendo tão facilmente enganado não saía da cabeça dele. Eles eram, supostamente, grandes amigos. Como Barty Crouch Jr. Conseguiu enganar tantos bruxos poderosos por tanto tempo?

-As delegações de Beauxbatons e de Durmstrang chegarão em outubro e permanecerão conosco a maior parte deste ano letivo. Sei que estenderão as suas boas maneiras aos nossos visitantes estrangeiros enquanto estiverem conosco, e que darão o seu generoso apoio ao campeão de Hogwarts quando ele for escolhido. E agora já está ficando tarde e sei como é importante estarem acordados e descansados para começar as aulas amanhã de manhã. Hora de dormir! Vamos andando!

Dumbledore tornou a se sentar e virou-se para falar com Olho-Tonto Moody. Ouviu-se um estardalhaço de cadeiras batendo e se arrastando quando os alunos se levantaram para sair como um enxame em direção às portas de entrada do Salão Principal.

Harry ouviu com apenas meia atenção às reclamações dos gêmeos por não poderem participar, já com receio da reação de toda a escola que, com certeza, não iria gostar muito (como da primeira vez) de que Harry seria permitido participar do torneio.

Foi com essas preocupações em mente que Harry subiu para o quarto que dividia com Ron, Neville, Seamus e Dean, trocou de roupa e se deitou, tentando dormir e se preparar mentalmente para um novo ano letivo ainda mais difícil do que o anterior. Mesmo que as aulas fossem a última coisa a preocupá-lo.

N/a: Olá, meus amados leitores! Aqui foi mais um cap de Walkinng Away... No próximo, Harry cria um tremendo Caos no torneio. Ainda mais do que ele causa no livro! Até a próxima! E deixem reviews, elas fazem meu dia!