O Reino de Avalon

DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World" são propriedade de John Landis, Telescene, Coote/Hayes, DirecTV, New Line Television, Space, Action Adventure Network, Goodman/Rosen Productions, e Richmel Productions (não venham nos pentelhar).

Autora: Lady Silver Rox ( ou simplesmente Lady Nathy)

Gênero: Fantasia, romance,ação.

_\o/_

Naquela época as casa era enfileiradas uma do ladinho da outra bem coladas, numa grande fileira de casas. E não posso esquecer de falar do doces...hum..eram muitos mais gostosos do que os de hoje em dia, mais não vou ficar falando muito para não deixar ninguém com aguá na boca.

Capitulo 1º : O garoto em cima do muro

Era uma vez uma menininha de uns doze anos de idade, ela tinha os cabelos cacheados e negros. Seus olhos eram claros num tom de cor indefinido entre cinza e azul, ela usava um vestido vermelho com um laço na cabeça na mesma cor do vestido o seu nome era Marguerite

Ela gostava de brincar de bonecas como qualquer outra menina na sua idade, era raro ter amigos, como a mãe e seu pai viajavam muito ela mal tinha tempo de se enturmar na escola muito menos de arrumar amigos por ai.

Era um dia calmo o sol brilhava forte, quando Marguerite foi para o quintal de sua casa brincar como fazia todos os dias antes do almoço, aproveitando enquanto sua mãe não a chamava para muitas aulas. Ela pegou umas de suas bonecas que lhe dera o nome de Madeleine, era uma boneca escocesa onde esteve ano passado para o natal com seus avôs materno.

Arrumou a mesinha de madeira coberta com uma toalhinha, estava montado o chá com suas bonecas. Ela só não notara o menininho de mais ou menos seus treze anos debruçado sobre o muro de sua casa, olhando atentamente a menina brincando com suas bonecas.

-Quer mais chá senhorita?- Marguerite perguntou a umas das suas bonecas.

O garoto deu uma risada em tom alto e foi nesse momento que Marguerite percebeu o indivíduo que estava a espiando.

-Quem é você? O que faz me olhando? Sabia que não é educado ficar espiando uma dama?_ Marguerite falou ao garoto que continuava debruçado no muro.

- Você não é uma dama é uma menina! E eu não sou mal educado! Minha mãe me deu educação, ao menos não fico falando com bonecas- E deu um sorriso apontando a boneca que a menina tinha oferecido chá.

- Oras sou sim uma dama sim! E minha boneca escuta o que digo! Ao menos não estou espiando as pessoas em cima do muro._ Falou ela ao garoto.

-E então como é seu nome, menina que fala com bonecas- ele falou com um pouco de deboche da menina.

-Marguerite... E o seu, garoto que espia as pessoas em cima do muro- falou no mesmo tom de voz dele.

-John Roxton. Senhorita- Ele falou com um sorriso.

-E o que estava fazendo me espiando em cima do muro?- perguntou pegando uma boneca e penteando os cabelos da mesma.

-Eu não estava espiando, estava vendo quem morava aqui, porque nunca vim nenhuma criança morando aqui antes.

- Eu moro aqui há pouco tempo, meus pais se mudaram para cá há um mês- disse a garota com um sorriso olhando para ele.

- Há! Você fica brincando sozinha?- perguntou o garoto olhando fixamente para a garota.

- Sim, não tenho irmãos e alem do mais, meus pais vivem se mudando não tenho muitas amigas e amigos por causa disso- disse a garota meio triste.

- Há.

- Marguerite, com quem está falando?- perguntou sua mãe indo a sua direção.

- Com o vizinho, mãe.

- Deixe de conversa e venha almoçar.

- Está bem mãe.

- Tenho que ir, minha mãe esta me chamando, Até mais.

- Depois nos vemos. Ate mais- disse o garoto sumindo atrás do muro.

Marguerite adentrou a casa e naquele dia não viu mais o garoto.

No dia seguinte, com esperanças de ver sua nova "amiga", alias ele deduzira que ela era sua amiga. Bem, John esperou a manhã inteira toda, ele estava atento a qualquer sinal da menina, ele não era tão sozinho como Marguerite, alias tinha um irmão e alguns amigos na escola. Bem que tinha, mas inimigos que amigos, por ser menor que os outros meninos ele acabava apanhando.

Já depois da hora do almoço, Marguerite apareceu no quintal de sua casa, esperando John aparecer no muro, mas foi em vão esse tinha se cansando e indo para dentro de casa.

-Venha Madge, parece que vai chover venha brincar dentro de casa- A mãe de Marguerite fala a filha.

-Tá certo mamãe- A menina entrou em casa cabisbaixa.

No outro dia a terra ainda estava úmida, mas estava aquele cheiro de que a chuva tinha passado por ali, Marguerite agora estava a ver as nuvens do seu quintal, às vezes às nuvens parecem ter formas de animas ou de objetos. Uma diversão para quem só tem um quintal para explorar.

-Até que enfim apareceu!-Disse John em cima do muro

-Ué porque até que enfim, se fui eu que te esperei ontem garoto?- Marguerite falava olhando o menino.

-Que nada eu que fiquei aqui plantando igual uma arvore- John dizia apontando para o próprio peito.

-Um... Não posso fazer nada eu estava estudando- Marguerite dizia ainda olhando as nuvens

-Estudando nas férias? Você não está no seu juízo- Dizia o garoto agora olhando o céu para ver o que tanto a menina olhava

-Oras! Eu estudo muitas coisas além de lições de escola se quer saber._ Marguerite olhava John.

-John -disse Marguerite

-Que?

-Você não se cansa de ficar em cima do muro não?

-Bem... Não é muito confortável, mas até que é legalzinho.

Assim de um jeito simples começou uma grande amizade entre as duas crianças. Eles brincavam quase todos os dias juntos, brincavam de piratas, pique esconde, às vezes quando o tempo estava muito quente eles brincavam de explorar a casa e pode-se dizer que podemos encontrar muita coisa dentro de uma casa com apenas um pedaço de vela em mãos.

E era uns dias desses de verão muito quente que as duas crianças resolveram brincar de fazer um tour dentro de casa. A escolhida para fazer o tour foi à casa de Marguerite, e foram brincar, passaram na cozinha, na sala de jantar, na sala de visitas, no andar onde ficavam os quartos. Mas entraram no único lugar onde os pais de Marguerite a proibiam de entrar sozinha, na biblioteca do segundo andar da casa. Mas essa biblioteca era diferente; não tinha estantes de livros ou mesa com cadeiras e nem um pequeno sofá igual à outra biblioteca do andar de baixo. Apenas tinha uma porta, uma grande porta com desenhos cravados nela.

Marguerite e John se aproximaram da porta e ficaram olhando-a, era enorme daria duas portas normais perto daquela. Com uma curiosidade que não podia conter, Marguerite rodou a maçaneta, mas está estava trancada, olhou ao redor com esperança de encontrar a chave, mas não a encontrou.

Então decidiram que no dia seguinte iriam procurar a chave e assim saciar a curiosidade de ver o que tinha atrás da porta.

Continua...