Pierre PIERRE ACORDOU SENTINDO-SE muito mais disposto, parecia que tinha ganhado um pr mio na loteria, t o grande era sua anima o e excita o, provavelmente tinha sido o encontro da noite anterior que tinha lhe dado isso. H tempos n o tinha um encontro como aquele, n o conversava com algu m que estivesse mais interessado no seu dinheiro do que nele mesmo, e aquela garota, n o, aquela mulher, Patricia, o fizera se sentir assim.
Desceu as escadas de casa, fazendo sua irm , que tomava caf aquela hora, pular na cadeira e olhar espantada para ele.
De onde vem toda essa anima o? Madeleine perguntou.
De uma mulher, maninha, de uma mulher, Pierre respondeu, enquanto pegava uma fatia de p o.
Nunca te vi assim, t o... excitado, desde que terminou com Mirelle, Madeleine falou.
Porque nunca tive motivos para ficar assim, e n o ficava desse jeito nem quando estava com Mirelle, Pierre respondeu.
Isso bem verdade, maninho, acho que ela fazia menos seu tipo do que essa nova. Madeleine falou, e ent o perguntou logo em seguida. A prop sito, qual o nome dela e quando vai traz -la para nos conhecermos? Chama-se Patricia, e ainda n o sei quando a trarei para te conhecer, ainda lembro que j me fez passar muita vergonha na frente de algumas garotas. Madeleine riu, colocando o peda o de ma que tinha nas m os sobre a mesa, e fazendo figas com os dedos, disse:
Prometo que n o o farei passar vergonha desta vez, Pierre. Madeleine continuou antes que Pierre pudesse dizer alguma coisa, por que n o a traz aqui no almo o de Natal? Pensarei nesta proposta, respondeu Pierre, ent o saiu da cozinha e voltou para seu quarto para se trocar.
Enquanto se arrumava, Pierre pegou o celular que estava sobre a c moda e discou o n mero do hotel em que Patricia estava hospedada. A recepcionista atendeu ao primeiro toque.
Bonjour. Myriad Hotel, disse ela em um franc s perfeito.
Preciso falar com o quarto 204, por favor. Pierre falou.
S um momento, monsieur, logo em seguida ouviu-se um bip e depois a voz de Patricia.
Quem ? Ela parecia estar dormindo ainda, a voz um pouco rouca, mas mesmo isso dava um tom at sexy para ela.
Sabia que j s o oito horas da manh ? Isso n o hora de algu m estar dormindo, Pierre falou em tom brincalh o, e depois continuou, principalmente uma pessoa que est viajando, porque normalmente turistas querem passear por toda a cidade. Pierre! Patricia exclamou, despertando imediatamente.
Sim, espera alguma outra pessoa? Sim... n o... quer dizer, pensei que fosse meu irm o ou minha secret ria... N o precisa se explicar, estou apenas brincando, mas, falando s rio agora, Pierre disse, tem alguma coisa para fazer tarde, s seis horas, aproximadamente? Patricia ficou em sil ncio por alguns segundos, o que fez Pierre pensar que ela recusaria o convite.
Bem... acho que posso dispensar Gillerme por mais uma noite. Gillerme? Quem Gillerme? Pierre perguntou.
Ah, esqueci de falar, meu guia tur stico, Patricia respondeu.
Pierre soltou o ar, aliviado, um sentimento subitamente tinha tomado conta dele, um sentimento que h muito n o sentia. Ci mes. Pierre sentira ci mes. E logo depois de Patricia falar quem era o outro homem, Pierre sentira-se aliviado; aliviado por saber que o outro n o significava nada mais para ela, nada al m de um guia tur stico.
Estou captando uma pontinha de ci mes? Patricia perguntou.
Ahn... ci mes? Quem? Eu? N o... por que sentiria ci mes? N o tenho motivos para isso, Pierre respondeu, na defensiva, e continuou, quer dizer, tivemos apenas um encontro, acho que ainda n o tenho o direito de sentir esse tipo de coisa, tenho? Patricia conhecia bem aquele tipo de situa o, j tinha certa... experi ncia, ent o riu, surpreendendo Pierre.
Que foi? Pierre perguntou, preocupado.
Pierre Chevalier, voc est no meio de um turbilh o de ci mes, Patricia sentenciou.
N o estou... juro... Pierre n o sabia mais o que dizer.
N o precisa ter vergonha, est tudo bem, isso normal. Mas, ent o, posso passar no hotel para te pegar s seis e meia? Pierre perguntou, mudando de assunto.
Claro, estarei pronta, Patricia respondeu.
Ent o, est bem, s seis e meia passarei a . Ok. Pierre desligou o telefone, o rosto estava em brasa, o sentimento fora t o intenso, e os dois tinham ficado juntos apenas algumas horas na noite anterior.

Pierre mal conseguiu trabalhar neste dia, pois seu pensamento sempre voava longe, pensando sobre onde levaria Patricia, se iria com seu pr prio carro ou alugaria uma limusine para lev -los. s quatro e meia, quando saiu do escrit rio, foi a uma perfumaria, comprou um Chanel N. 5 e mandou embrulhar para presente, depois passou em outra loja, onde comprou um smoking preto Armani, um par de sapatos sociais D&G, um vestido de noite vermelho tamb m da D&G e uma sand lia oLoubutin. Ainda comprou uma bolsa de m o Victor Hugo e mandou embrulhar tudo para presente.
Depois de sair da loja carregando cinco sacolas e colocar todas no banco traseiro, se dirigiu ao hotel em que Patricia estava e pediu que entregassem no quarto dela, com um bilhete. Ent o foi para sua casa, se arrumar.