Disclaimers: Harry Potter e companhia não me pertencem... infelizmente... isso quer dizer que eu não ganho nada por escrever essas histórias! (awwwww)

Avisos: Pré-slash/Slash (não é o tema principal, mas vai existir!); HP/(F/G/C/B)?W; abuso infantil (Dursleys – leve); xingamentos; cenas de sexo não necessariamente explícitos;

Aviso2: Os capitulos dessa fic estão tendendo a serem curtos... o que pode querer dizer que eu vou escrever eles rapidamente... por outro lado, mesmo que digam o contrário, eu não tenho um real controle de quão longo eles serão, então, por favor, não reclamem do comprimento dos caps... eu vou tentar fazer eles mais longos... mas não garanto nada!

Capitulo revisado e re-postado em 16/11/12

Capítulo 1 – Varíola de Dragão

Severus Snape não sabia ao certo como tudo aquilo tinha começado. É verdade que ele ainda estava irritado com fato de a Sonserina ter perdido não só a partida de quadribol, mas também o campeonato mesmo tendo cento e cinquenta pontos de vantagem sobre os malditos leões, mas duas semanas já haviam se passado e ele ainda não tinha conseguido tirar da cabeça que a culpa de todos os seus problemas era de uma única pessoa. Um grifinório que parecia existir apenas para irritá-lo.

Com cuidado, Severus voltou a prestar atenção na poção que estava fazendo. Um dos pontos mais críticos dela era a adição da rara raiz de Mimbulus mimbletonia, que ele adicionou à poção com suas mãos enluvadas. COMO Harry Potter conseguiu contrair Varíola de Dragão ainda era um mistério não apenas para ele, mas também para a enfermeira da escola. Em todo caso, era tudo culpa de Potter ele estar ali, preparando a poção para combater a doença em vez de corrigir testes, ou até mesmo começar a preparar a poção mata-cão para o maldito lobisomem. A presença do lobo também era culpa de Potter, por sinal.

Foi com satisfação que Severus engarrafou a poção e a levou até a enfermaria. Pelo menos enquanto o garoto estivesse em tratamento, Severus não precisaria ver ele arruinar mais uma poção em sua sala de aula. Entregada a poção, Snape voltou para sua aconchegante sala, onde se sentou à mesa pronto para escrever comentários maldosos nas redações mal-feitas de seus alunos.

Sua paz não durou 10 minutos, infelizmente. Poppy Pomfrey apareceu completamente descabelada pela lareira, sem sequer perguntar antes se podia lhe fazer uma visita.

-O que foi dessa vez, Poppy? - perguntou ele irritado – Potter conseguiu escapar da cama mesmo fraco do jeito que está?

-Não, Severus, mas... ele teve uma reação extremamente violenta a poção! Está todo empelotado, coitadinho e inchado também! Tive que fazer uma traqueostomia para que ele pudesse respirar! - disse a enfermeira preocupada.

-Potter teve uma reação alérgica? - perguntou Snape, e sem perder mais um minuto sequer, ele usou a rede de flu para ir até a enfermaria ver em que Potter havia se metido daquela vez.

A visão que ele encontrou não era nada bonita. Potter estava deitado em uma das camas, o rosto e o pescoço inchados, o corpo coberto de pústulas causadas pela varíola, assim como a pele meio esverdeada, mas além disso era claramente visível que todo pedaço de pele que não tinha pústulas da varíola estava coberta por um grosseirão de erupções, característicos de uma reação alérgica muito forte. Um tubo saía da garganta dele, soltando um chiado conforme ele respirava.

Na mente do professor passaram todas as razões possíveis para deixar Potter naquele estado, e no fim, apenas um ingrediente em sua lista poderia ter causado uma reação como aquela para piorar ainda mais a situação do garoto. Voltando para seus aposentos, Severus começou a preparar os ingredientes necessários para mais uma poção para Potter, dessa vez para combater a alergia.

Por sorte, a poção demorava apenas meia hora para ficar pronta, e então o professor poderia se concentrar em procurar a receita de um medicamento alternativo para a varíola de dragão. Potter, sempre causando problemas para ele, ainda precisava de remédio contra a varíola, ou então o mundo mágico arriscaria perder o seu queridinho menino-que-sobreviveu (por favor, notem o sarcasmo).

Dessa vez, Severus ficou na enfermaria para ver Pomfrey ministrar a poção, mais uma reação como aquela e Potter com certeza não sobreviveria. Para o alívio tanto da enfermeira quando do mestre em poções, o medicamento funcionou como esperado, e Potter voltou a ser assolado apenas pelas pústulas causadas pela doença.

Foi quando Severus se viu mais uma vez preparando um remédio para combater a varíola de dragão que um pensamento estranho lhe ocorreu.

Alergia a raiz de Mimbulus mimbletonia é uma alergia incrivelmente rara. É também uma alergia hereditária. E para completar, comprovadamente não-existente em nascidos trouxas. COMO, exatamente, Harry Potter conseguiu ser alérgico a essa raiz? Poppy com certeza saberia se Potter (James) tivesse sido alérgico a ela, levando-se em conta que fora a enfermeira que o trouxera a luz e que tratou dele antes mesmo de Potter (James) ser um aluno de Hogwarts.

Um outro pensamento ocupou a mente do mestre das poções enquanto ele adicionava as pétalas de lírio branco à poção. Uma memória, na verdade. Uma das melhores memórias que ele tinha.

Lily, sua amada Lily, estava gemendo embaixo dele. Seus corpos unidos. O suor escorrendo pelas suas costas a cada vez que ele entrava ou saia do corpo dela. Os beijos quentes, as mãos acariciando cada curva do corpo dela enquanto ela arranhava-lhe as costas pedindo por mais e mais e mais até que os dois chegaram ao ápice do prazer e caíram molemente na cama, completamente satisfeitos. Pelo menos naquele momento.

A continuação da memória não era a parte preferida dele, com certeza. Lily confessara ser completamente apaixonada pelo marido. Que aquele momento, por mais intenso que tivesse sido, tinha sido um erro. Que nada como aquilo poderia acontecer entre eles de novo. E ela o deixou. De novo. Mesmo sabendo que ele guardaria aqueles momentos sublimes na memória para sempre.

Severus quase derrubou no chão as pernas de aranha que tinha na mão. Aquela memória o levou a pensar em sua própria família e no fato de que a família Prince era uma das poucas famílias que tinha hereditariamente alergia a raiz de Mimbulus mimbletonia. Mas não podia ser verdade. Lily havia ficado grávida um mês depois daquele encontro. E Harry com certeza era um Potter! O cabelo! A atitude! Ele era o herdeiro da família! Não tinha nada no mundo que poderia fazer de Harry Potter filho de Severus Snape. Não podia ter! E ele comprovaria isso. Ele só precisava conseguir convencer Poppy a tirar um pouco de sangue do garoto e tudo voltaria ao normal. Harry continuaria a ser um Potter e ele continuaria a ser um homem solteiro, apaixonado por uma mulher morta e sem filhos. Com certeza. Certo?