SOULMATE

Título: Soulmate / Alma gêmea
Autor(a): Tinaababy
Tradutor(a): Leili Pattz
Beta: Milena Mendes
Shipper: Bella/Edward
Gênero: Romance, Familia
Censura: M
Sinopse: Edward Masen é um pai solteiro, ex-presidiário e um ex-usuário de drogas. Ele e sua criança mudam para Forks para um novo começo. Bella Swan é uma jovem mulher com a vida limpa. Quando essas duas pessoas se encontram, a atração é inexplicável.

Disclaimer: A história pertence a Tinaababy, Twilight e os personagens em sua maioria Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.

~:~

Tradução dedicada a Milly que me pediu loucamente para traduzir essa fic.


Capítulo 1

EPDV

"De cada ser humano eleva-se uma luz que chega em linha reta ao céu, e quando duas almas estão destinadas a estar juntas elas encontram uma a outra, as correntes de fluxo de luz fluem juntas e apenas uma brilhante luz vai adiante a partir desse para existirem juntas."

- Ba al Shem Tov

Olhei para a criança dormindo no banco traseiro. A criança... minha filha… eu ainda não conseguia me acostumar com a idéia de que eu era pai.

Vanessa Carlie Masen tinha dois anos, e eu a mal conhecia. Na verdade, eu só a conheci há algumas semanas. Eu nem sabia que eu era pai.

Não até a minha mãe me visitar no mês passado, assim eu descobri que minha ex-namorada deu à luz uma menina. Ela não podia cuidar da criança, e eu não esperava isso dela. Kate e eu não fomos feitos para sermos pais. Éramos uns irresponsáveis da porra, e nos habituamos a um caminho demasiado para nós sermos pais capazes.

Há dois anos, fui preso por posse e tráfico de drogas. Eu tinha um laboratório de metanfetamina* no subsolo, e daí? Tudo bem, eu não deveria ter essa atitude insensível. Era infantil, e eu fiquei preso. Eu estava limpo agora. Eu tenho estado limpo por quase dois anos.

* Metanfetamina: é uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), muito potente e altamente viciante, cujos efeitos se manifestam no sistema nervoso central e periférico. A metanfetamina tem-se vulgarizado como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da auto-estima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções. Por outro lado, diminui o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir.

Enfim, meus pais e Kate mantiveram Vanessa em segredo de mim. Eles argumentaram que seria melhor se Vanessa tivesse estabilidade e uma casa em vez de nutrir a vida fodida que Kate e eu teríamos lhe dado.

Quando minha mãe finalmente me disse isso, eu perguntei por que ela não tinha planejado me dizer em primeiro lugar, ela disse que era porque sabia que eu ia ser solto em breve, e que eu mereceria saber.

Eu acho que tive que concordar com ela. Se alguém tivesse um filho gostaria de saber, não é?

No começo, eu tinha minhas dúvidas de que Vanessa fosse minha. Kate e eu fodemos muito, mas eu estava cem por cento certo de que usamos proteção o tempo todo. Eu sabia que o preservativo rompia e que a proteção não era completamente precisa, mas porra.

Minha mãe disse que Kate fez um teste de paternidade só para ter certeza que a criança era minha, e de fato, a criança era minha. Se isso não me convencesse, então os brilhantes olhos verdes de Vanessa convenceriam. Ela se parecia com Kate, mas ela tinha os meus olhos e sorriso. Eu não podia negar que a menina era minha filha.

Enquanto eu ainda estava preso, minha mãe e eu concordamos que Vanessa iria ficar com eles. Ela já estava morando com eles, mas nós concordamos que eu tinha facilidade para a paternidade. Eu não estava completamente pronto para ser pai, e minha mãe sabia disso. Eu posso estar limpo, mas eu não estava paternal.

Quando fui libertado da prisão, eu me mudei para o apartamento dos meus pais em um condomínio no centro de Hancock. Eu tinha o lugar para mim desde que eles se mudaram com Vanessa para sua casa no norte do subúrbio. Isso foi onde eu cresci, e eu gostei muito da idéia da minha filha crescer onde eu cresci.

Minha filha... Eu ainda estava me acostumando a chamar-lhe assim. Ela era minha, mas ainda assim era surreal.

Meus pais queriam que eu conseguisse colocar a minha vida de volta nos trilhos. Estar limpo não foi suficiente para acalmá-los. Eu tinha que me manter em ordem e limitado.

Eu tinha abandonado a faculdade com 25 anos de idade, sem perspectivas e sem talento real. Eu tinha ido para Roosevelt pela música, mas não deu certo desde que decidi fazer e vender metanfetamina.

Drogas foderam a minha vida. Eu não poderia te dizer por que cheguei a elas, porque agora mesmo eu não lembro. Mas a coisa que eu fiz foi entrar na deles e aprendi minha lição.

Eu estava fora das drogas para o bem. Eu não preciso delas. Eu não as ansiava. Eu não poderia, agora que eu tinha uma pequena menina de dois anos que dependia de mim.

Você provavelmente está se perguntando por que eu estava com ela agora. A história era trágica e triste. Eu ainda não conseguia acreditar.

Estive fora por algumas semanas. Eu estava tentando conseguir um emprego em qualquer lugar que me contratasse. Eu tentei em lanchonetes, cafés, lojas de música, e noWal-Mart.

Enquanto eu fiquei tentando fazer algo com a minha vida, minha mãe estava cuidando de Vanessa. Às vezes, ela me ligava e nós todos nos encontrávamos no parque.

Era estranho brincar com Vanessa. Ela ainda era um bebê de várias formas, de modo que ela realmente não podia brincar no parque infantil, como as crianças mais velhas podem, mas eu a coloquei em um dos balanços de bebê. Eu a empurrei e ela não se assustou como eu pensei que faria. Vanessa gargalhou e riu, e isso me fez sorrir.

Vanessa era uma criança fofa e doce. Ela confiava facilmente, e quando ela me conheceu, imediatamente se agarrou em mim e não me deixava ir. Segurá-la não era estranho, porque ela era grande, e eu estava confiante de que eu não iria deixá-la cair.

Por um tempo, eu saia durante o dia e me candidatava a empregos. Mais tarde, eu iria encontrar com a minha família. Passava o tempo com Vanessa e embora eu nunca tenha lhe dito que eu era o pai dela, acho que ela sabia.

Um dia, eu tinha acabado de voltar para o condomínio, quando meu celular tocou. Era a polícia, informando-me que os meus pais estavam em acidente de carro no centro da cidade.

A única coisa que pensei foi Vanessa. Quando eu perguntei sobre ela, eles disseram que ela estava no banco de trás, presa e a maior parte ilesa. Foi um milagre que ela não tivesse se ferido como os outros, apenas com alguns cortes e arranhões por causa do vidro.

Eu tive que ir ao centro e identificar os corpos dos meus pais.

Dr. Carlisle Cullen, cirurgião-chefe do Hospital Infantil e sua esposa, Esme Cullen, foram mortos por um motorista bêbado.

Ah, sim, eu era adotado. Bem, isso foi há muito tempo. Eu nem sequer lembrava dos meus pais biológicos. Eu sempre tinha usado o nome Cullen, mas eu mudei quando fiz dezoito anos. Eu era um adolescente rebelde e eu procurava a independência de qualquer forma. Doeu em Carlisle e Esme, mas, eventualmente deixaram passar.

Depois de fazer arranjos para o funeral, eu tinha que ver o que aconteceria com Vanessa. Meus pais eram os seus representantes legais, mas eles a deixaram para mim. Eu era o seu pai, e declararam a sua vontade de que eu fosse o seu tutor legal se algo acontecesse com eles.

Depois que eu tinha resolvido sobre Vanessa, eu tinha que ver o que aconteceria com os pertences dos meus pais e suas propriedades.

De acordo com a vontade deles, tudo era meu, mas havia um porém.

Minha mãe me escreveu uma carta.

Setembro 2010

Querido Edward,

Se você está lendo isso, então você sabe que não estamos mais vivos.

Seu pai e eu deixamos tudo para você. Isso sempre vai ser seu. Não havia nenhuma dúvida em nossa mente que você voltaria para nós.

Estamos muito orgulhosos por você tentar ser o homem responsável que sempre quisemos que fosse. Sabemos que os últimos anos têm sido difíceis, e nós queremos que você saiba que te amamos muito e não poderíamos estar mais orgulhoso das decisões que você está fazendo agora.

Vanessa é um presente. Ela é a nossa alegria, e eu sei que ela será a sua também. Ela te ama muito, e sabe que você é seu pai. Nós não tivemos que dizer, ela apenas sabia.

Eu sei que você provavelmente está um pouco perdido agora. Você pode não saber o que fazer ou como fazê-lo, mas eu confio que você vai fazer o que é certo para você e Vanessa.

O dinheiro é seu. Os carros são seus. Mas a casa e condomínio precisa ser vendida. Jenks vai te ajudar com isso. Você provavelmente está se perguntando por que vender a casa e condomínio?

Nós queremos que você comece de novo. Você merece isso. Vanessa merece isso. Você se lembra quando o seu pai e eu compramos uma casa de retiro no Estado de Washington? Nós temos uma casa lá em Forks, em Washington. Vá para lá e comece de novo.

Essa é a única coisa que peço a você, Edward. Eu sei que será um bom lugar para você e Vanessa. Por favor, vá para lá assim que puder.

Tudo que eu quero é que você seja feliz, você e sua preciosa filha.

Nós te amamos tanto.

Mamãe e Papai.

Minha mãe estava certa.

Eu estava perdido. Eu não sabia como educar uma filha. Eu mal podia cuidar de mim mesmo!

Mas era seu único pedido, então eu respeito isso.

Liguei para o Jenks, o advogado da família, e nós tínhamos colocado o condomínio e a casa à venda. Eles, sem dúvida, venderiam por um bom dinheiro, então eu fiquei aliviado em poder me mudar para Forks, sem insistir sobre questões de dinheiro. Vanessa e eu poderíamos viver, mas eu ainda tenho que seguir com a minha vida e não tinha certeza de como fazer isso.

A primeira coisa que fiz foi arrumar as nossas coisas. Todas as nossas roupas, brinquedos de Vanessa, e meus pertences estavam em caixas, prontos para ser enviados a Washington.

Jenks me ajudou a adquirir as chaves da casa de Forks, e ele garantiu que ela estava pronta para mim e Vanessa vivermos.

Após esses arranjos serem feitos, eu tinha que resolver entre vender ou deixar para trás muitos dos carros que meus pais possuíam.

Foi deixado a Mercedes do meu pai; o Lexus sedan, o SUV, e o Vanquish da minha mãe. O único carro que eu fiquei foi o Volvo prata. Achei que era um "carro de pai", adequado para a nova vida, minha e de Vanessa.

E foi assim que minha filha e eu nos encontramos em um vôo de Chicago para o Estado de Washington.

Jenks enviou o Volvo para nós, por isso eu fui capaz de pegá-lo no Sea-Tac* aeroporto.

* Sea-Tac: Aeroporto de Seattle.

Vanessa estava dormindo em seu assento do carro. Ela era bonita, mesmo quando estava dormindo. Seu cabelo curto e loiro estava desarrumado pelo vôo, e seu vestido florido estava um pouco enrugado, mas ela ainda era minha menininha linda.

Eu sorri para mim mesmo quando a reconheci como minha. Eu sabia que ela era, mas quanto mais eu dissesse isso, mais eu me sentia confortável em ser um pai. Sim, eu era jovem, com meros 25, mas e daí? Vanessa sabia que ela era minha. Ela já começou a me chamar de "papai." Ainda era meio estranho, mas soou tão doce quando ela me chamou disso.

A coisa toda de ser pai não era tão ruim. Eu não sabia exatamente o que ia fazer, mas tive um sentimento de que eu seria capaz de ir bem com Vanessa. Não era como se ela fosse uma criança mimada, porque ela não era.

Pelo contrário, ela era uma criança muito fácil de cuidar e, por isso, eu estava grato. Eu não tinha dúvida de que minha mãe havia incutido alguma grande personalidade característica em Vanessa. Não é à toa que ela era um anjo para mim.

Eu dirigi ao longo das duas ruas da pista pelos arredores de Forks. Até agora, parecia uma cidade muito pequena. Tinha aquele charme de cidade pequena, e parecia tranqüila. Eu estava começando a pensar que este seria um bom lugar para Vanessa.

Quando eu parei ao longo do caminho de entrada, eu bufei audivelmente.

É claro que os meus pais compraram esta casa. Parecia enorme. Tinha três andares, grandes janelas e um quintal na frente e que se estendia por quilômetros.

Somente uma casa de repouso, esse lugar parecia um spa ou uma casa de praia, mas sem a praia. Ela parecia ótima. Eu sabia que minha mãe devia ter escolhido a casa. Ela tinha um olho para o detalhe e simplicidade. E a casa era simples; ela só parecia grande para um lugar como Forks.

Eu estacionei o carro na frente e tirei as chaves da ignição.

Olhei Vanessa novamente e sorri.

Tínhamos finalmente chegado a nossa nova casa.

Eu saí e abri a porta traseira. Inclinei-me, peguei o seu brinquedo favorito, Ellie, a elefanta de pelúcia que ela nunca ia à parte alguma sem, e desatei o cinto do assento de Vanessa. Ela não se mexeu quando eu a levantei em meus braços para pegá-la.

"Vanessa", eu murmurei enquanto eu tentava acordá-la suavemente. "Baby Chegamos. Estamos em casa agora."

Abri a porta da frente com uma mão, a levando em um ombro e Ellie em cima do outro.

Uma vez eu tive a porta aberta, passei pelo saguão e gentilmente a fechei atrás de mim.

Vanessa ainda estava dormindo, e eu não tive coragem de acordá-la. Enquanto subia as escadas, senti-me feliz por Jenks cuidar de tudo para que Vanessa e eu não tivéssemos que nos preocupar com nada. Todas as coisas dela estavam aqui. Sua cama de princesa, seus móveis, seus brinquedos e roupas já estavam guardados e colocados em seu quarto.

Nos e-mails que Jenks me enviou, eu sabia que o quarto era o mais próximo do quarto principal.

Empurrei a porta branca e caminhei até o final do quarto onde a cama de princesa estava localizada. Sua cama estava virada para a porta, com a janela atrás dela.

Abaixei-me e gentilmente coloquei-a no meio da cama. Eu peguei um cobertor e puxei sobre seu corpo pequeno. Lembrei-me de Ellie, e eu aninhei a elefanta ao lado dela.

Eu dei-lhe um beijo na testa e sussurrei: "Eu não sei o que estou fazendo. Eu não prometo que vou ser perfeito, mas eu vou tentar o meu melhor para ser o melhor pai para você."

Eu estava com medo. Este era um território desconhecido para mim. Eu era um pai solteiro com uma porrada de dúvidas e de bagagem. Eu era a pessoa menos provável para cuidar dessa pequena menina anjinha, mas as circunstâncias da vida me trouxeram aqui. Eu não podia voltar atrás. Eu não podia me esconder.

Pela primeira vez na minha vida, alguém precisava de mim.

Minha filha não era uma drogada à procura de sua tragada seguinte. Ela era a minha carne e sangue. O meu único membro da minha família vivo. Ela era tudo.

Eu empurrei alguns de seus cabelos para longe do rosto e, em seguida fiquei em pé. Deixei-a dormir com a porta aberta para que eu pudesse ouvir quando ela acordasse.

Eu dei um tour pela casa. Era enorme, mas era ótima para nós. Eu estava acostumado a casas enormes, eu cresci em uma casa grande, e esta não era uma exceção.

O lugar não tinha comida. Eu fiz uma anotação mental para sair e fazer compras no supermercado, quando Vanessa acordasse. Precisávamos também pensar em uma creche ou uma babá para ficar com ela quando eu fosse trabalhar.

Hmm, eu tenho que trabalhar. Eu tinha que cuidar de Vanessa, mas eu tinha que conseguir um emprego também... toda essa merda de responsabilidade... a minha mãe teria querido isso.

Eu amava minha mãe. Eu sabia exatamente o que ela esperava de mim, e eu iria tentar viver de acordo com suas expectativas. Deus sabe que eu a fiz sofrer muito ao longo dos últimos anos, com o meu vício em drogas, prisão, e Kate.

A única coisa boa que saiu da minha antiga vida foi Vanessa.

Eu a amava, mas eu ainda estava inseguro sobre a minha capacidade de criá-la. Eu não sabia nada sobre as crianças, muito menos a minha. Eu estava começando a conhecê-la, mas eu ainda não sabia o suficiente. Bem, agora nós teríamos muito tempo para conhecer um ao outro.

Eu estava voltando para cima quando a campainha tocou.

Isso era estranho. Eu não conheço ninguém aqui... eu duvidei que os meus pais conheciam ninguém.

Eu me virei e caminhei até a porta. Quando eu abri, vi uma pequena mulher duende. Ela era pequena, provavelmente nem sequer tinha um metro e meio, com um curto cabelo preto, olhos azuis glaciais.

"Olá!" ela disse alegremente. "Eu sou Alice Whitlock, e eu gostaria de recebê-lo pela vizinhança!"

Eu notei que ela carregava uma cesta de muffins ou cupcakes. Eu tive que segurar uma risada. Isso era muito engraçado. Era como estar em um episódio de Desperate Housewives*, quando uma nova família se mudava para a cidade.

* Desperate Housewives: é uma premiada série de televisão americana, criada por Marc Cherry, e transmitida na ABC desde 2004. Em Wisteria Lane na cidade ficcional de Fairview, o tema da série é a vida de cinco donas de casa, durante as suas lutas domésticas enquanto vários mistérios são desvendados.

"Oi", eu disse, sorrindo. "Eu sou Edward Masen. Obrigado pelas boas-vindas?"

Ela riu. "Por nada! Eu só queria dar-lhe isso." Ela me entregou a cesta e disse: "Eles são da minha padaria. Frescos, feitos esta manhã, e se você comer com café ou leite, vai provar que são dez vezes melhor."

"Obrigado", eu disse, um pouco sobrecarregado por sua bondade. "Minha filha vai adorar isso."

"Oh, você tem uma filha?" ela perguntou animadamente.

"Sim, eu tenho", respondi. "Ela é pequena. Ela está dormindo agora, mas tenho certeza que ela vai gostar disto."

"Que doce", ela emocionou-se. "Bem, se você precisar de alguma coisa... ou se você precisar de ajuda, basta vir à padaria. Você não vai se perder – ela é chamado o The Flower Pot eu adoraria conhecer sua esposa e filha."

"Não há esposa," eu disse, esclarecendo as coisas agora. "Somos somente eu e minha pequena garota."

"Aww!" ela suspirou "Que fofo! Bem, irá achar alguma. Todas vão morrer de vontade de conhecê-lo, especialmente as solteiras. Tenha cuidado, você é um cara legal; as predadoras podem tentar pegar você."

Eu ri. "Por que você não me mostra o que eu deveria evitar?"

"Mostarei!"

"Eu estou apenas brincando", eu disse, ainda rindo. "Eu estou fora de mulheres por agora."

"Oh, você é gay?" ela perguntou, mas eu poderia dizer que ela estava brincando comigo.

Eu balancei minha cabeça. "Seria mais fácil dessa forma, mas eu não sou."

"Bem, Edward, foi um prazer conhecê-lo. Estou ansiosa para conhecer sua filha."

"Obrigado, Alice. Tenho certeza que ela vai gostar dos muffins."

"Por nada!" disse ela novamente. Alice acenou enquanto entrou no carro.

Fechei a porta e sorri. Isso foi divertido. Alice parecia genuinamente amigável e eu estava feliz que ela havia passado aqui. Os muffins também eram um bom presente de boas-vindas… não para mim, mas para Vanessa.

Uma coisa que Alice disse que me assustou foi o seu comentário sobre as mulheres solteiras aqui. Eu nunca tive problemas para transar ou ficar uma mulher, mas já não era minha vida.

Eu geralmente não dormia com todo mundo. Meu último relacionamento foi com a mãe de Vanessa, Kate.

Quando eu estava na prisão, eu vivi sem nada. Kate não me visitou, não que eu quisesse que ela fosse, mas foi apenas para mostrar como não realizada era a minha vida pessoal. Eu não tinha ninguém. E com certeza, uma boa transa me faria algum bem, mas não, não realmente. Nem em longo prazo. Eu não podia voltar para a minha antiga vida de solteiro.

Fiquei meio preocupado agora. Havia mulheres solteiras aqui... e eu só podia imaginar o que Alice iria relatar a elas.

Eu balancei minha cabeça. Não, Alice não parecia do tipo fofoqueira. Eu duvidava que ela realmente fosse amiga de todas as mulheres solteiras a quem ela se referia como predadoras.

Eu estava fora de mulheres por agora. Eu simplesmente não tenho tempo, e eu não queria as coisas ficassem mais complicadas do que eram.

Depois de colocar os muffins, eu fui dar uma olhada em Vanessa.

Ela estava acordando, e quando me agachei ao seu lado, segurando Ellie, ela rolou de lado dela para me encarar.

"Papai", disse ela, só que soou mais como "papi!"

"Olá anjinha," eu disse. "Você quer lanchar?"

Ela concordou e tentou esfregar seus olhos sonolentos. Tirei a mão dela de seu rosto, usando um lenço de papel no lugar.

"Ainda cansada?"

Vanessa tinha dois anos agora, e não três ... ela ainda tinha seis ou mais meses para isso. Ela tinha um domínio muito bom sobre a fala, quase sem fala de bebê.

"Sim."

Eu sorri. "Tudo bem, lanche primeiro, e depois vamos fazer compras e preparar o jantar para que você possa dormir cedo."

Eu não sei por que, mas muitas vezes eu falava com Vanessa era como se ela fosse muito mais velha. Certamente, com dois anos de idade ela não iria entender tudo o que eu dizia, mas era assim que Vanessa e eu éramos. Ela parecia entender um pouco do que eu dizia, de modo que me fazia sentir melhor, e não como um tolo que não sabia como falar com sua própria filha.

Ela sentou-se e abriu os braços para que eu a pegasse. Eu a peguei, e ela me deu um doce beijo de bebê na minha bochecha e depois descansou a cabeça no meu ombro.

Ela era minha anjinha. Sim, eu ficaria bem.


Nova tradução, que como eu disse no começo, é dedicada a Milly que queria muito =P

Essa fic é um amor né, Edward com filha, faz ovários explodirem... Bem ela tem o seu drama como da para ver, e é bem triste Carlisle e Esme mortos logo no começo.

Eu espero que vocês gostem, e eu vou postar ela uma vez por semana, toda a sexta. Pelo fato de que não da para postar duas vezes, e também porque ela ainda ta em andamento na original.

Comentem sobre o que acharam sobre a fic.

Beijos e até semana que vem. xx