Pela Estrada

Título: Pela Estrada / Por Carretera
Autor(a): sombrerodecopas
Tradutor(a): Leili Pattz
Shipper: Bella/Edward
Gênero: Romance
Censura: T
Sinopse: – Entendo que possa não se interessar – Edward disse de repente – mas estou indo para Forks. Perto de Seattle. Vou pela estrada – o escutava, mas não entendia suas palavras. Ele só sorriu torto e acrescendou: - Pode vir comigo se quiser. ByE em uma Road Fic.

Disclaimer: A história pertence a sombrerodecopas, Twilight e os personagens em sua maioria Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


Capítulo 1 – Sobre o Cullen*

– Ang – a chamei elevando a voz por cima do ruído do lugar – Estou cansada. Acho que vou dormir.

Estávamos em um bar próximo da universidade. Ângela, Ben e eu. Havíamos decidido sair para festejar o termino do nosso primeiro semestre de bacharelado.

– Vamos Bella, os exames acabaram temos que comemorar – disse a garota tomando outro gole de seu corpo de cerveja.

– Eu sei, mas acabaram essa manhã. Preciso dormir – implorei.

Ângela e eu nos conhecemos no primeiro dia de bacharelado e resultou em minha companheira de quarto. Somos bastante parecidas o que permitiu uma agradável atmosfera para viver e, claro, uma boa amizade entre nós.

É nosso primeiro ano de bacharelado na Universidade de Chicago e ainda que ela vivesse só a uma hora do centro da cidade, prefere ficar nos dormitórios da universidade. Disse que é a única maneira de concentrar-se e render bem. O certo é que assim também aproveita para passar tempo com seu namorado, Ben.

– Esta bem, vamos – Bem concordou, levantando-se.

– Não, não é necessário gente, vocês podem ficar.

– Não pensa que vai só Bella – Ben voltou a dizer, e não é que quisesse me fazer de valente nem muito menos, mas na verdade estávamos somente a três quadras do campus.

– Sério, não tem problema. Estamos só a umas quadras, nada vai acontecer – o tranqüilizei.

– Tem certeza?

Ângela sempre estava se preocupando por mim: por minha saúde, minha alimentação, meus estudos e, claro, por minha diversão; Ben também o fazia. Diziam que eu era uma garota bastante despistada e desajeitada que precisava ser protegida.

– Sério – voltou a dizer e me levantei segura – Boa noite garotos, divirtam-se.

Não estava passando mal, era só que a cabeça havia começado a doer e o ruído e sufoco do lugar não ajudavam a melhorar. Havia passado a noite anterior estudando para meu ultimo exame. Agora só podia pensar em deitar na minha cama, fechar os olhos e descansar. E também precisava algo de água, a garganta estava me incomodando um pouco.

Saí do local; o frio penetrava essa noite de quinta-feira. Claro, se estivéssemos no inverno – final de dezembro – no meio de Chicago. A rua não estava vazia: alguns jovens andavam pela calçada em direção ao bar à procura de diversão, ainda era cedo. Eu ajustei o cachecol tentando parar o frio que começou a subir no meu corpo, ainda assim não me proibi fechar os olhos um segundo para inspirar profundo: o frio entrando em meus pulmões me fazia sentir tão bem.

– Te acompanho – disse uma voz a uns metros de mim.

Sobressaltei; não achava que conhecia qualquer das faces que tinha visto lá fora. Eu virei para olhar para o meu interlocutor e, mesmo com a escuridão da noite, que deixava vencer pela luz emitida pelas placas de néon nos locais, eu o reconheci. Como não imaginei que somente alguém como ele poderia expressar como ordem aquilo que, por simples cortesia, deveria soar como uma pergunta? Não pense duas vezes para responder:

– Não é necessário – lhe dei as costas e comecei a caminhar com a idéia de evitar aquela conversa.

– De qualquer forma vamos para o mesmo lugar – acrescentou arrogante e apertou o passo a uns metros de mim sem fazer caso a minha negativa.

– Como quiser – respondi indiferente. O que menos queria era cair no jogo de provocação de Edward Cullen.

E seguimos avançando agora em silêncio.

Edward Cullen nunca havia me agradado. Bom, não nunca, mas sim a maior parte do tempo em que pedia quase a gritos para ser odiado. E quando descobri que havíamos terminado na mesma universidade, comecei a acreditar no karma porque só uma vida passada de muita maldade me condenaria a tal tortura como penitencia.

– Vai viajar para Forks, ou não? – o ignorei e decidiu ignorar minha indiferença. Continuou –: para visitar seu namorado? – brincou.

Voltou a respirar fundo. Precisava me acalmar já.

– Não é assunto seu – sim, ia para Forks para passar as festas de fim de ano com meu namorado e sua família, mas isso não importava ao Cullen.

– Tomarei isso como um sim.

Deus! Esse tipo não se tocava. Decidi voltar para ignorá-lo. Não entendia qual era a idéia de seu jogo – e que alem do mais não me gostava no absoluto – mas não tinha intenções de cair na dele. Não queria que minha dor de cabeça aumentara só porque Cullen, de um instante a outro, queria me deixar louca.

– Suponho que já reservou sua passagem – não respondi tentando fingir que não me interessava seguir com sua conversa. – Digo... será natal e há poucos vôos – e já feliz com isso, Edward emudeceu.

Nunca havia sentido ódio por ninguém e não acho que sentia por Edward. É dizer, tão pouco me importava tanto sua pessoa para conceder o prazer de sentir uma nova emoção – e bastante importante no ranking das emoções – só porque ele havia aparecido naquela noite para distorcer o meu mundo. Vamos! Edward Cullen era um total desconhecido em minha vida.

Um total estranho, para meu azar, tinha toda a maldita razão: não havia reservado a passagem de avião. Minha cabeça tinha sido ocupada pela literatura inglesa e ensaios sobre a ética do século XVIII, nas últimas semanas, de modo que lembrar que vinha a época do Natal, onde os vôos diminuíam pela metade, enquanto as vendas de bilhetes reagiam inversamente, não havia sido uma prioridade na minha cabeça.

E tinha que vir o Cullen para me lembrar. Odiava que tivesse razão, mas não ia conceder-lhe o prazer de saber, aquilo ficaria guardado debaixo de quatro chaves.

Fiquei em silêncio com a idéia de que Edward simplesmente acreditava e entenderia que a conversa entre nós não ia acontecer, coisa que compreendeu de imediato porque não voltou a tocar no tema nem a tentar outro. Ele continuou avançando pela rua, com os mesmos metros separando-nos como se uma força invisível não permitiria que esta distância se romperia.

Só o asfalto seguia ressoando úmido debaixo de nossos pés; atrás haviam ficado os ruídos dos jovens, musicas e copos tinindo produtos do ambiente do bar. Pigarreei: a garganta continuava incomodando. Coçava. Talvez eu tinha pegado um resfriado.

Na esquina seguinte, e sem me incomodar de avisar, pois a minha idéia era de seguir sozinha na rua, parei em frente a uma máquina de bebidas. Não escutei as pisadas de nada avançar: Edward também tinha parado.

Coloquei minha nota restante e, outra vez, sem me incomodar de perguntar se ele queria algo, pressionei o botão de uma garrafa de água. Quase morri: minha boa sorte, que essa noite havia entrado em greve, fez que a máquina engolisse o ultimo dólar que ficava.

– Deus! – exclamei apoiando minha cabeça sobre o vidro como uma perdedora, e dando um pequeno golpe com meu punho sobre os botões que deveriam ter entregado minha bebida.

– O que aconteceu? – implorei não tem falado tão forte como havia feito.

Me ajeitei digna para poder continuar, mas Edward já havia plantado ao meu lado sem ter advertido em que momento havia se aproximado.

Não me olhou, não falou e tão pouco duvidou quando pegou um dólar do seu bolso e o colocou na fresta da máquina, que para maior cúmulo o aceitou sem problemas, tudo antes de que pudesse sequer dizer "pare".

– O que vai tomar? – perguntou com naturalidade como se todos os dias me oferecessem algo para beber. O que dizer! Na verdade, foram todas as tardes com Eddy tomávamos bebidas juntos em trajes de banho enquanto planejávamos nossa próxima viagem ao espaço.

– Não tem que... – consegui articular, mas Edward pressionou o botão indicava uma garrafa de água e não pude terminar minha frase.

A máquina liberou sem problemas a garrafa que devia ter me entregado antes de que se converter em misógina e me discriminasse. Edward a pegou com elegância – maldito! –, girou para mim e, pela primeira vez nessa noite, pude fixar-me em seus olhos verdes vendo-me – que brilhavam especialmente diferentes a todas as outras poucas vezes em que nos havíamos visto – quando me ofereceu a garrafa sem dizer uma palavra.

Não respondi com negativas, não neguei com um gesto. Não reagi. Fiquei de pé petrificada. Meus olhos deviam transmitir-lhe toda a confusão que me produzia aquela situação. Meus olhos e, claro, meu repentino congelamento muscular.

– Pegue – insistiu.

Hesitante, como se Edward estivesse realmente me oferecendo algo perigoso, – ou pior, tentador – estiquei a mão inconsciente e peguei a garrafa.

E Edward voltou para sua posição inicial, longe de mim. Eu levei um par de segundos para retornar a si, mas no final eu reagi de maneira bastante decente. meu cérebro voltou a fazer sinapses. O que dizer! Aquele gesto de.. bondade? Não apagou todo o tempo que levávamos sendo indiferentes. Menos uma garrafa de água ia atuar como "celestial" para tornarmos melhores amigos.

– Não precisava me comprar nada – falei segura. Edward, retomando sua atitude original, decidiu ignorar minhas palavras olimpicamente.

– Continuamos? – propôs. Retomei a caminhada e ele avançou.

– Te devolveremos o dinheiro – não queria que os estranhos acontecimentos em torno da máquina discriminadora ficaram em nada, com Edward comportando-se tão bem comigo. Ia deixar claro que, ainda que se tratasse de um simples e banal dólar, e eu não ia lhe dever nada. Não para Edward Cullen.

Mas como levava fazendo toda a noite, Edward voltou a ficar com a última palavra:

– Sei que vai.

Não soube o que responder. E não quero mais opção para continuar avançando acompanhada da escuridão da noite e... Edward Cullen, claro.

O campus da universidade foi finalmente sua aparição diante de nós. Atravessamos os jardins e entramos no prédio. Ninguém disse nada depois do assunto frente a máquina, dois quarteirões atrás; realmente nada tinha a dizer. Uma simples casualidade trouxe-nos a estudar na mesma universidade, mas além disso, não havia nenhuma ligação que podia nos unir até mesmo como conhecidos. Os corredores e as aulas do campus não haviam presenciado nenhum cumprimento ao longo do semestre e, com o pouco que restava dele, não faria isso agora.

Chegamos ao corredor que separava garotos e garotas. Edward parou de andar por uma fração de segundos e se virou para mim:

– Boa noite – disse de uma forma indiferente. Seus olhos voltavam a ser os mesmos frios que contemplei poucas vezes que me fixei nele, e sua voz denotava o mesmo desinteresse com o que me havia falado pela primeira vez que nos conhecemos, foram a três verões atrás.

Se perdeu no corredor sem me dar opção de responder a tão encantadora despedida. Virei para meu caminho com a, ainda, ardente necessidade do meu quarto.

Suspirei. Não ia esquentar a cabeça buscando-lhe um sentido a essa noite pois as coisas, no final, haviam voltado a avançar como deviam: Cullen e eu nos tratando com total indiferença. A ordem universal de como deviam ser nossa relação havia sido restabelecido.

Bom, não totalmente indiferente. Se fosse assim não teria agora seu desagradável tom de voz dando voltar em minha cabeça me lembrando o por que não havia comprado minha passagem de avião.


*Adaptado do filme "About Schimidt", de 2002, de Alexander Payne.


Nota da autora: Essa é uma Road Trip Fic (duvido que exista um termo, então eu criei) Bella e Edward. Não sabe o que é? Eu explico: há um gênero de filme chamado Road Trip Movie (Road Trip = viagem, movie=filme) que desenvolve o argumento e os personagens através de uma viagem física. Como isso não é um filme, mas uma fic .. minha cabeça juntou dois neuronios e criou o Road Trip Fic

Ainda quando próximo capítulo traz o inicio da viagem, o que dizer... espero que tenham gostado dele, e se não, de qualquer forma o saberei somente se deixarem um review com seus comentários. Sejam lindas!

Queridas garotas, nos vemos logo.


Nota da tradutora: Nova fic! Espero que gostem, a história é muito legal.

Bem agora que meu curso acabou vou poder me dedicar totalmente as fics assim sem precisar me preocupar com outra coisa, pelo menos até a metade do ano. Sendo assim não se preocupem, vou voltar com todas as fics, não vou deixar anda sem desatualizar, só terem paciência que aos poucos volta ao normal.

Comentem o que acharam da fic, por favor.

Bjs xx