Disclaimer: I do not own Relic Hunter – Relic Hunter e suas personagens pertencem a Fireworks Entertainment. Esta fic não possui fins lucrativos.

Summary: Nigel narra a busca de Sidney por uma relíquia que pode mudar o destino, a fim de salvar um amigo de longa data. O novo rumo dos acontecimentos trazido pela relíquia trará um futuro melhor ou pior para todos?

Beta: BlackJake, minha beta master!

N.A.: Vi, minha ídala, muito obrigada por me ajudar nessa fic mesmo sem curtir o ship! Aqua, amorrr, obrigada por acompanhar minha outra fic! Isa, xuxu, valeu por surtar comigo até agora!

Esta fic será bastante angst. Se não gosta de ver o Nigel sofrer, VOCÊ sofrerá muito com esta história. Sempre adorei quando os ficwriters torturam nosso inglês preferido e quis fazer isso também.

Por favor, DEIXE UM COMENTÁRIO, "Este é o alimento de quem escreve fics!" Postarei o próximo capítulo assim que conseguir finalizá-lo ;) !

Beijos e mais beijos a todos os fãs da Caçadora de Relíquias!

Não esqueça de comentar, PLEASEEEEEE REVIEW!


Caminhos errados

1. O dia do enterro

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Dia n. 59: Este dia foi importante. Nele, tudo se iniciou. E nele, tudo começou a terminar.

Lembro-me perfeitamente. O céu estava escuro, embora ainda fosse dia. Uma nuvem cinza cobria o sol, impedindo qualquer um de sorrir em um momento tão deprimente. Não pensei que seria capaz de testemunhar aquele lado da caçadora. O céu não parecia ser o único prestes a desabar, por várias vezes vi lágrimas tentando se formar nos lindos olhos castanhos da professora de História.

Quando recebemos a notícia, Sydney ficara em estado de choque. Acho que ela gostava mais dele do que se permitia demonstrar. E ela não era a única. À nossa volta, enxergava vários rostos conhecidos e inúmeros que nunca havia visto. Ele acabou fazendo muitas amizades em suas andanças pelo mundo atrás de relíquias.

O ar estava perfumado. Sentia o cheiro de jasmim quando suspirava. Aquele era um belo local, embora não fosse onde gostaria de encontrá-lo depois de tanto tempo. As árvores e flores davam uma beleza lúgubre ao lugar. Era ali que ele ficaria a partir de agora, acompanhado por nada mais do que aquele lindo jardim depois que todos nós voltássemos para nossas rotinas assoberbadas e esquecêssemos mais uma vez de como a vida é frágil.

Todos ali estavam olhando para o mesmo ponto, no centro da multidão. 'Amado Amigo e Professor'. Algumas das pessoas pareciam mais abaladas. Eu podia olhar no rosto de cada um que estava à minha frente e avaliar quem eram os verdadeiros amigos e quem estava ali apenas por uma questão de obrigação, por uma pequena formalidade.

Sydney com certeza estava incluída entre os amigos presentes no enterro. Talvez ela não fosse como a maioria, que simplesmente viraria as costas para a nova lápide que agora sustentava o nome daquele homem. Talvez ela estivesse considerando a facilidade como as pessoas que conhecemos podem ser arrancadas de nós. Talvez por isso eu estivesse vendo lágrimas cobrirem seu rosto silenciosamente naquele momento.

As primeiras gotas começaram a cair do céu, e ao que parecia, ninguém tentaria se proteger daquela chuva. Vi nos minúsculos pingos sobre o caixão de mogno aos nossos pés que o dia também chorava, umedecendo além do vasto gramado, nossas faces, mascarando a vulnerabilidade da mulher ao meu lado.

Estamos cercados de lápides – pensei naquela hora. Todas são exemplos de vidas que se foram, e nos aguardam depois de nossa jornada. Jornadas muito parecidas em alguns aspectos para Sydney e o homem cuja vida estávamos vendo ser encerrada pelas palavras abençoadas do padre.

As pessoas envelhecem, algumas delas adoecem e certamente todos nós morreremos. Estava escrito no olhar da historiadora. Não sabemos o dia que será o último, devemos prezar as vidas à nossa volta. De um caçador para outro, ela estava oferecendo suas homenagens ao antigo colega com cada lágrima que escorria de seus olhos e perdia-se na chuva.

O local começou a esvaziar. A pequena multidão aos poucos diminuiu, deixando para trás o que era um homem, e que daquele momento em diante não passaria de memórias. Restávamos apenas eu e Sydney ao lado da cova.

Ela se aproximou do vaso de flores que adornou a pequena cerimônia que se encerrara há alguns minutos. Uma das flores foi retirada do vaso, ela acompanharia nosso amigo a partir dali, pois Sydney a depositou sobre o caixão escuro.

Me peguei chamando-o de amigo. Sim, eu o respeito, dadas as circunstâncias. Sua morte prematura fora causada por um dos males que jamais seria encontrado por nós, caçadores de relíquias, em alguma armadilha antiga de uma caverna. O que havia levado este homem foi muito pior. Seu próprio corpo, tentando viver, acabou se destruindo.

Naquele momento, a chuva começou a diminuir. O cheiro de jasmim começou a retornar, assim como Sydney voltava para o meu lado. Os raios de sol se libertaram no céu e clarearam o nome escrito no mármore da lápide. Percebi que Sydney não estava mais chorando. Não havia mais pingos de chuva. Por que tudo continuava embaçado ao meu redor?

Ela me abraçou, de repente, e a ouvi sussurrar 'Tudo vai ficar bem'.

Eu não sabia que estava segurando a respiração, mas um soluço me fez perceber que não era só Sydney a pessoa abalada pela perda daquele homem. 'Eu sei, Syd', respondi. Permaneci abraçado a ela por alguns momentos. Passei a mão pelos olhos e consegui enxergar de forma clara o nome na inscrição. Sydney se afastou e segurou minha mão.

A caçadora começou a caminhar em direção ao carro, sem nenhuma vez olhar para trás. Lembro que fiquei admirado, imaginando que ela continuaria sua vida e provavelmente conseguiria afastar de seus pensamentos as lembranças deste dia com muito mais facilidade do que eu. Ou talvez ela apenas conseguisse esconder melhor seus sentimentos. Ou talvez o problema fosse mesmo eu e minha personalidade. Eu não sou tão forte. Tive de observar com olhos vidrados, enquanto saía do cemitério, as árvores alinhadas, o enorme gramado, as plantas florescendo, a sepultura diminuindo ao longe, junto de centenas outras.

Nós dois entramos no carro e permanecemos em silêncio. Eu não sabia o que seria de nós ou qual destino nos aguardava. Mas sabia que viveria meses, talvez anos, se o bom Deus me permitisse, até esquecer completamente das palavras que havia lido naquela lápide: 'Stewie Harper – Amado Amigo e Professor'.

Olhei mais uma vez para a mulher ao meu lado, que acabara de dar a partida no veículo e começava a guiá-lo nos levando de volta para casa. Ousei me dar ao luxo de ter ao menos uma certeza naquele instante: eu nunca a abandonaria. Não enquanto estivesse dentro de minhas forças. E assim como me chamo Nigel Bailey, nunca quebraria aquela promessa.

Sydney fez a curva, e eu olhei pela janela, não mais vendo o cemitério que ficara para trás. Eu também seguiria minha vida a partir dali, levando comigo a rara imagem das lágrimas derramadas por minha amada colega.

O que a morte de Stewie Harper causaria na vida de Sydney Fox ainda estava muito além do que eu poderia imaginar naquele momento. Mas eu acabaria vivendo as conseqüências desse acontecimento. E sofrendo. Quando percorremos caminhos errados é muito fácil de se perder. E a partir deste dia, infelizmente, meu contato com a morte se estreitaria mais e mais.

•••

Continua

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N.A.:Awnnn, inicia-se a tortura *.* ! Este é o primeiro cap de muitos. Por favor, deixe um comentário, preciso deles para me motivar TT_TT !

Beijokasssssssss! Logo postarei o próximo!