Autora: Sinto pelo atraso. Realmente espero que gostem.


Eu sou uma idiota.

Idiota.

Eu realmente não sei onde estava com a cabeça ao aceitar sair com James.

Digo, é James pelo amor de Deus!

Mas só de pensar nele eu já sinto um tipo de excitação estúpida. Quero dizer, ele é definitivamente um dos caras mais desejáveis (e parvos também) que tive o prazer/desprazer de botar meus olhos. Lógico que eu não fui também louca ao ponto de convidá-lo para jantar ou algo assim, vamos caminhar pelo parque aproveitando que prometi levar Jumper, o West Highland White Terrier de minha vizinha para passear. Assim, posso manter uma distância segura dele, não é nada que possa ser entendido como: "Passeio romântico no parque", mas sim: "Estou fazendo isso, me deixe em paz".

Jumper estava animado, caminhei com ele tranquilamente até o parque olhando minha roupa diversas vezes, esperando que eu não estivesse de modo algum, vestida de maneira significantemente sexy.

Digo, por favor né? Uma calça de ginástica com uma blusa grande e frouxa estão praticamente na lista de "coisas broxantes". Então estou segura e animada.

Petúnia tentou me fazer mudar de idéia e pôr um dos shorts que eu uso costumeiramente para correr, e uma blusa que não tivesse escrito nada como: "You Rock", "You Rule" com o desenho de uma régua e uma pedra, mas eu me mantive firme e a enxotei de casa antes de vir. Afinal, o objetivo é ser quase repulsiva.

O quanto antes terminar, melhor.

Vi James ao longe, já me esperando. Ele estava com uma calça jeans escura e uma blusa branca de mangas compridas com finas listras azuis. Os cabelos estavam despenteados como sempre, e ele sorria para o nada sentado em um dos bancos do parque.

Eu tinha um sorriso vencedor quando me aproximei de James naqueles trajes nada atraentes. Os cabelos presos em uma trança também não ajudavam. Meu sorriso quase morreu – quase – quando James levantou-se e sorriu para mim como se eu fosse a mulher mais linda de Londres.

Quero dizer, qual é?

Eu estou coberta dos pés ao pescoço praticamente, e esse cara – aka: pegador nato – não saiu correndo atrás de outra presa?

Droga!

Acho que o short de ontem não está ajudando.

- Você está linda Lily. - James disse ainda sorrindo.

- Sério? – Eu perguntei chocada para logo acrescentar – Digo, claro que estou. Eu já lhe disse que sou perfeita em todos os sentidos?

Roupa broxante: no effect.

Personalidade narcisista: on.

Fresca insuportável: plano c.

Louca de pedra: desesperada.

Senhor, não me faça entrar em desespero, por favor.

Eu imploro!

Marlene ensinou-me essas técnicas para se livrar de caras estupidamente insistentes. Ela jura que nenhum deles nunca a fez chegar no estágio "Louca de pedra", todos eles desistem na "Fresca insuportável".

James riu.

- Eu sei que você é perfeita em todos os sentidos. Porque acha que passei o dia em sua porta ontem, senão tentando arranjar um encontro com a mulher mais maravilhosa de Londres?

Oh, merda.

Essa resposta não estava nos planos.

Eu limpei a garganta.

Pensando bem, não é como se fosse ser fácil. Digo, ele realmente passou o dia em minha maldita porta. Infernos, ele me ligou mesmo após ter desligado o telefone na cara dele diversas vezes!

Nós já tínhamos começado a caminhar, pois Jumper – é hiperativo, juro – já tinha começado a ficar agoniado quando estávamos parados.

- Sua irmã parece legal.

Eu o olhei com o canto dos olhos.

- Ela não é pro seu bico Potter.

Ele riu.

- Woah, irmã-protetora mode on. – Ele brincou.

- Bem – Eu comecei – Não é como se Pepê tivesse muito na cabeça, alguém precisa olhar por ela.

- Então você é mesmo perfeita.

Eu corei, mas aproveitei a deixa.

- Eu já não tinha lhe dito isso? – Levantei mais o rosto – De qualquer forma você pode continuar a falar, não vou impedi-lo.

James se aproximou.

- Você é perfeita amor. – Ele murmurou.

Senti as borboletas saídas do inferno se agitarem como loucas em meu estômago, e por um curto momento senti-me tentada a dar-me um soco, para ver se elas paravam.

O negócio é que eu ainda não estava na fase "Louca de pedra".

- Certo, eu sei Potter. Se você chegar um pouco mais perto vai roubar o meu ar.

Ouch, escolha terrível de palavras.

Eu olhei para ele esperando – rezando – que ele não fizesse nenhum comentário irritante. Claro que foi em vão.

- É exatamente o que pretendo fazer Lily. – Ele ronronou.

- "Mar-le-ne-e" – Eu cantarolei em pensamento – "Não está dando cer-to-o"

Esse negócio de ser narcisista é difícil! Sério, não é fácil como parece. Cinco minutos e eu já tinha voltado a ser... Bem, eu.

- Coração? – James chamou.

- O que é? – Eu respondi sem dar realmente a mínima.

- Eu quero que fique bem claro que não quero sua irmã. – Ele fez uma careta – Portanto, não precisa ficar na defensiva por causa dela.

- Eu não estou na defensiva por causa dela!

- Está mentindo. – Ele disse com um sorriso.

- Cala a boca. – Corei – Não estou mentido.

Ele riu com gosto.

- Sabe, não foi na porta da casa dela que eu fiquei – Ele murmurou maroto.

- Que seja. Não sei se notou, Potter, mas eu não ligo se você fica na porta da minha casa, ou na porta da casa de outra pessoa.

- Você parte meu coração dessa forma linda.

- Eu tenho nome, mas vou perdoá-lo pois sei que são tantas que você não tem tempo de decorar um por um.

James pareceu magoado por um instante, e a borboletas se revoltaram um pouco. Ah, qual é? Eu nem fui tão grossa assim.

- Eu acho que deveríamos ir ao teatro da próxima vez. – Ele disse recuperando-se logo – Ou eu poderia levá-la para jantar.

- Não terá uma próxima vez.

- Por que não? – Ele perguntou.

- Porque você disse: um encontro e me deixaria em paz.

- Mas...

- Sem "mas". – Eu disse.

- Por favor coração. – Ele pediu. – Passear com você no parque não pode ser considerado um encontro.

- Eu disse...

- Jumper, amigão? – Ele me interrompeu – Você não acha que a Lily tem que sair novamente comigo?

Jumper latiu e abanou o rabo feliz.

- A opinião de Jumper não conta. – Eu olhei para James. – E você nem sabe se ele está concordando!

- Claro que conta! – Ele falou acariciando o cachorro. – Olha só que carinha esperto.

Eu tive que rir.

- James, se eu for em um "encontro" de verdade com você, você me deixa em paz?

- Eu prometo. – Ele disse e continuamos andando – Você escolhe o dia doçura. É só dizer e estarei lá.

Eu pensei bem.

É verdade que andar no parque enquanto eu tento fazê-lo desistir de mim não é bem um encontro...

Certo.

- Com uma condição. – Eu o olhei – Se você se atrasar, nós nem vamos sair, e você me deixa em paz.

James soltou um grito vitorioso e me agarrou, girando-me algumas vezes. Quando ele me soltou nós estávamos um pouco embolados na coleira de Jumper.

Revirei os olhos totalmente corada.

- Não seja bobo! – Eu disse sem olhá-lo enquanto tentava me desvencilhar da coleira e de seu corpo perfeito. – É só um encontro.

James riu e ajudou-me com a coleira.

- Será o melhor encontro.

Virei o rosto para que ele não visse todo aquele vermelho. Eu certamente não agüentaria um encontro de verdade com James. É pedir autocontrole demais!

Nos soltamos após alguns segundos e voltamos a caminhar com Jumper. Dessa vez um pouco mais afastada de James.

Foi quando à frente, vimos uma pequena garotinha que chorava silenciosamente. Não era bem possível ver seu rosto, mas era fácil imaginar pela maneira como o corpinho tremia com os soluços. Antes mesmo que eu pudesse me mover, James já estava lá, agachado perto dela.

- Ei, ei – Ele murmurou – O que aconteceu pequena?

Ela olhou confusa para James.

- Io non parlo inglese – Ela murmurou antes de chorar novamente.

James arqueou as sobrancelhas surpreso, mas logo sorriu.

- Como si chiama?

A menina olhou para James arregalando seus olhos azuis.

- Sono Francesca Strozzi.

- Io sono James Potter

Ela sorriu.

- Molto lieta, signore Potter.

James riu.

- Molto lieto.

Okay, então eu não sou nenhuma estúpida. Eu tinha entendido que o nome dela era Francesca né? Ela olhou para mim, um pouco desconfiada. De repente desejei estar com uma roupa decente, em vez daquela coisa ridícula.

James adiantou-se.

- Questa è la mia amica, lei si chiama Lily Evans.

Ela o olhou enquanto ele falava a então virou-se para mim.

- Parla italiano anche Lei?

Eu a encarei como uma idiota. Porque eu não fiz italiano em vez de russo?

Droga!

- Purtroppo no. – James sorriu para ela.

- È inglese, signor Potter?

- Sì.

Eles então, iniciaram uma conversa animada, James ofereceu-lhe um lenço que tinha no bolso para limpar o rosto molhado. Francesca aceitou de bom grado. Quero dizer, porque ela não aceitaria certo? Ela ainda é muito nova para entender o quão cafajeste ele é. Eu não a culpo.

E não estou morrendo de inveja dela.

Cinco minutos depois James fez um carinho em sua cabeça e levantou-se para falar comigo.

- Ela se perdeu da família. Queria alimentar os esquilos e voltou para cá enquanto os irmão olhavam os patos.

- Oh James. – Eu franzi as sobrancelhas – Temos que ajudá-la.

- Ela disse que a mãe tem cabelos castanhos e está com um vestido verde, o pai com uma blusa azul e um casaco marrom por cima, ela tem dois irmãos.

Eu o encarei, boba, por um momento.

- Não tinha idéia de que... Falava italiano.

Ele riu.

- Durante cinco anos passei minhas férias na Itália. Você acaba aprendendo. – Ele piscou.

Eu juro – eu juro – que mais uma piscada dessas e eu pulo nele. Meu autocontrole está derretendo como manteiga na frigideira.

James virou-se e falou com Francesca novamente. Ela balançou a cabeça e então acariciou Jumper exclamando: bello!

- E então? – Eu perguntei.

- O pai disse para ela não ir com ninguém se algum dia se perdesse, disse que deve esperá-lo parada.

Eu sorri.

- Bom, vamos esperá-lo com ela então.

Francesca se distraiu com Jumper que, animado, fazia gracinhas para ela. James e eu os observamos calados. Alguns momentos mais tarde vimos um belo homem correr em nossa direção.

- Francesca! Francesca!

A pequena, ao ver o pai, correu de volta pra ele.

- Papa!

Ele a abraçou e respirou aliviado. Francesca começou a chorar em seus braços e ele murmurou-lhe algumas palavras.

- Obrigado. – Ele nos olhou aliviado.

- Não fizemos nada – James sorriu. – Estamos felizes que estejam juntos novamente.

O pai de Francesca sorriu e começou a voltar por onde tinha vindo. Francesca levantou a cabeça dos ombros do pai para sorrir ainda chorosa para James.

- Signor Potter, grazie! Arrivederci!

- Ciao! – James acenou de volta, antes de voltar-se para mim e jogar-me seu sorriso perfeito.

- Então... Você é bom com crianças. – Eu disse.

James riu.

- Filho único. Eu sempre quis ter uma família grande.

Eu preciso me livrar dele.

Agora!

Antes que eu cometa atentado ao pudor ou algo assim.

- Yeah, yeah, claro. – Eu disse sem realmente prestar atenção.

Minha mente trabalhava o mais rápido que era humanamente possível tentando achar um resposta que me fizesse ganhar. Eu tinha que escolher um dia que tivesse mais chances de fazer James se atrasar, mas como? Digo, bloddy hell, eu não sei nem em quê ele trabalha! Foi quando iluminou-se em minha cabeça a idéia mais perfeita. E também a única, ou seja, se não der certo – por favor, dê – eu não saberei o que fazer.

- Coração? – Ele se inclinou para perto, a voz tinha um tom preocupado.

Em um susto, saltei para longe. James apenas riu e Jumper latiu feliz.

- A assustei?

Eu me recompus em segundos e revirei os olhos.

- Claro que não. Não seja tonto.

Eu preciso descobrir quando James estará ocupado.

- Estava pensando em quê? – James perguntou curioso.

Senhor, aí está minha chance.

- Oh, sabe o que é? É que eu estou com uma vontade enorme de comer... – Tentei olhar em volta discretamente, foi quando vi o símbolo da Peyton and Byrne ao longe por trás das árvores – Um Fairy Cake! Da Peyton and Byrne.

Ele riu.

- Tudo para você linda. Qual sabor você quer?

- Toffee & banana. – Eu sorri.

- Não-se-mova. – James beijou o topo de minha cabeça e saiu caminhando até a loja fora do parque.

Respirei fundo e soltei um gritinho interno de "vitória". Nem mesmo preocupei-me em impedir o "beijinho" de James. Afinal, ele vai perder mesmo.

Jumper sentou-se ao meu lado e olhou-me confuso. Certo, agora estou assustando um cachorro. Que maravilhas você faz comigo Potter.

Puxei meu celular da pequena bolsinha que estava presa em meu braço esquerdo, e disquei o número de Remus sem pestanejar.

- Lily! – Ele soou feliz do outro lado.

- Oi Remy, como vai? – Eu falei tentando ficar de olho na direção que James fora e esconder meu celular da melhor forma possível.

- Bem, estou melhor agora. Queria mesmo falar com você – Remus disse amável como sempre. – Está tudo bem? Você está falando esquisito.

Maldito seja Remus Lupin.

Não dava pra deixar quieto?

- Oh, veja bem Remy, estou com pressa. Em que James trabalha?

Ele ficou calado por um tempo, confuso imagino, foi quando respondeu:

- Ele é um advogado. Muito bom, se me permite dizer.

- Claro, claro, deve ser muito bom. – Eu resmunguei raivosa – Afinal ele é muito bom em todos os sentidos huh?

Remus calou-se novamente.

Por Deus! As pessoas vão achar que sou maluca! Digo, eu já acho isso só pelo fato de meu estúpido coração se alegrar de uma forma absurda quando o assunto é James.

- Não ligue para mim. – Eu tentei me apressar – Você sabe se ele estará muito ocupado semana que vem? Quero dizer, muito ocupado mesmo?

- Hum, ele terá uma audiência importante na terça-feira.

- Muito importante?

- ... Sim, muito.

- Adorável!

- Perdão? – Remus disse confuso.

- Abominável! Eu disse abominável. – Eu dei uma risadinha nervosa.

- Entendo... – Eu tive pena de Remus por sua confusão, mas eu explico para ele qualquer outro dia.

- Então... Obrigada Remus. Beijos, e cuide-se! – Eu desliguei e enfiei o aparelho dentro da pequena bolsinha novamente.

Olhei ao redor enquanto fingia fazer uns alongamentos, nem sinal de Potter.

- Bem Jumper, parece que tudo dará certo. – Eu ri e acariciei a cabeça do cachorro.

Quase dez minutos depois James surgiu com um pacote da Peyton and Byrne na mão. Ele estendeu-me o pacote sorridente.

- Desculpe pela demora, a loja estava um inferno.

- Sem problemas. – Eu peguei o pacote – Então, você disse que eu poderia escolher o dia certo?

- Claro – James sorriu e pôs uma das mãos nos bolsos.

- Ótimo! Apareça terça-feira para me buscar e então sairemos para o bom e velho chá da tarde!

Ele ficou sem ação por um momento.

- Terça?

- Sim. Olhe, está ficando tarde, tenho que devolver a coisa fofa aqui – Eu apontei para Jumper com o saco da Peyton and Byrne. – Te vejo terça!

Em um piscar de olhos saí correndo apenas virando-me um segundinho para trás em um curto "tchau". Eu sei, eu sei, "que feio Lily" mas por favor, ele é James Potter afinal. Eu estou apenas tentando me livrar dele. Se ele tivesse sido um bom garoto e desistido ontem – quando ele passou o dia todo em minha porta – não estaríamos passando por isso duh. Quando cheguei em casa, eu estava ofegando, levei Jumper para a pequena construção ao lado da minha e o devolvi para a senhora Reid. Entrei em casa logo, e estranhamente ela me pareceu um pouco vazia.

Revirei os olhos.

Não seja boba.

Deixei o pequeno pacote na mesa da cozinha e subi as escadas depressa, louca por um banho. Quinze minutos mais tarde eu descia as escadas secando meu cabelo com uma toalha à procura de comida.

No instante em que pisei na cozinha, vi o pacote lá.

Fiz James caminhar para fora do parque, até a loja, caminhar de volta, apenas para que eu pudesse descobrir um jeito de me livrar dele.

"Tudo para você linda."

Ah fala sério!

Eu não mexi no pacote, indo até o balcão da cozinha pegar café para moer. Instantes mais tarde eu colocava o café, já moído, na cafeteira e em seguida a água. Apertei alguns botões e esperei a máquina fazer seu trabalho e fiquei olhando para a droga de bolinho. Tamborilei os dedos no balcão e lembrei que tinha que esquentar leite. Fui até a geladeira, pus um pouco em uma jarra e levei ao microondas. Graças ao meu pai lindo e querido, minha cafeteira – que ele comprou – é ultra-rápida, e em minutos meu café estava quentinho e pronto para ser tomado. Tirei a jarra com leite do microondas, preparei uma xícara e fui até o sofá da sala assistir TV enquanto saboreava um bom café.

Troquei de canal umas cinco vezes, e toda vez que o fazia, olhava para o pacote da Peyton and Byrne em cima da mesa.

Que droga!

Eu larguei a xícara na mesinha e caminhei até a cozinha pegando o pacotinho. É só o inferno de um bolinho!

Larguei-me de novo no sofá e dessa vez tirei o bolinho do pacote.

Meu. Deus. Que cheiro bom.

É por causa de porcarias como essa que as mulheres tem que ficar malhando por aí.

Eu olhei feio para o bolinho como se James pudesse ver.

Veja bem, o problema é que eu amo esse bolinho.

A-M-O.

E afinal, o que tem demais? Essa frescura de não comer doces por causa das calorias também é exagero. Eu adoro doces. É só não comer lixo 24/7.

Eu aproximei devagar o bolinho da boca. Olhei bem para ele, e finalmente dei uma mordida. Senhor-dos-fairy-cakes-de-toffee-&-banana, que bolinho é esse?

- Não vou ser comprada por um bolinho James Potter – Eu falei sozinha – Ainda vou me livrar de você e de cada uma maldita borboleta infernal que reside em meu estômago.

Estou louca para vê-lo se atrasar, então eu poderei dizer:

"- Que peninha – not – que você chegou atrasado."

Eu quis sorrir.

Na verdade quis dar uma daquelas risadas maléficas de vilão tipo: "Mwahahahaha."

Só que eu não tive vontade nenhuma.

Suspirei irritada comigo mesma, e terminei o bolinho e o café, subindo mais tarde para meu quarto e deitando na cama para ler algum livro antes de dormir.

Na terça-feira eu estava cuidando de Julian Dukes, o filho de Jennie Dukes, minha amiga da época de faculdade. Eu sempre cuido dele quando ela precisa, não é como se fosse grande esforço. Ele é uma das crianças mais adoráveis que existem.

Obviamente eu não estava esperando que James aparecesse, por isso disse à Jennie que ela poderia levá-lo para mim aquela manhã que eu cuidaria dele até o dia seguinte.

Era tarde, mas Julian havia demorado à dormir por causa dos trovões. Fazia uma hora que ele adormecera, e eu tinha acabado de arrumar a sala onde ele estava brincando, e subido para segundo andar novamente.

Estava chovendo a droga do oceano lá fora e a porcaria da energia tinha que ir embora. Eu olhei mais uma vez o quarto de hóspedes onde Julian estava, ele ainda dormia como um anjo mesmo com os trovões. Eu sorri e fechei a porta.

Eu ia para meu quarto trocar meu babydoll por um pijama de verdade - digo, um com calças compridas e algo com bastante lã de preferência, obrigada – quando ouvi um barulho.

Que infernos?

Parei e tentei decifrar o som, mas a chuva estava forte e não consegui distinguir logo. Foi então que entendi que era algo batendo. Será que deixei alguma janela aberta?

Peguei um robe para tentar me esquentar – já que o meu projeto de pijama não estava fazendo um bom trabalho – um pouco mais, e desci as escadas com pressa à procura do barulho. Quando passei pela porta ouvi as batidas novamente.

Congelei ali mesmo.

Tinha alguém à minha porta.

Procurei o relógio na parede. 12:32

Aproximei-me devagar e olhei pelo olho mágico. Completamente chocada, abri a porta para James Potter.

Ele estava encharcado, segurando a parte de cima do paletó por cima dos ombros. Eu o puxei para dentro, ainda estonteada, livrando-o da chuva.

James sorriu safado e seu olhar percorreu meu corpo como uma carícia.

- Você está deliciosa coração.

- O que você...? – Eu tentei formar uma frase decente, mas tudo o que saiu foi: - Qual é o seu problema? Não tem parte do cérebro? Está caindo o céu aí fora!

James me encarava com um pequeno sorriso.

- Eu vim.

- Você veio? – Eu disse como uma retardada.

- Lembra? – Ele perguntou – Disse que me daria outro encontro se eu aparecesse hoje.

Minha boca abriu-se.

- Eu quis dizer que se chegasse na hora, eu concordaria em encontrá-lo novamente.

Ele franziu o cenho.

- Não, eu lembro claramente que me disse: "Apareça" e não: "Venha na hora".

- James... – Eu ia dizer algo realmente profundo, mas quando o vi em cima de meu tapete soltei: - Dá pra sair de cima da droga do tapete? Você o está encharcando!

Ele olhou para baixo antes de mover-se para longe da peça.

- Que horas são? – James perguntou sério.

- Hã, por volta de 12:30. – Eu respondi confusa.

- Ainda é terça-feira. Eu vim, não vim?

- Olha, agora realmente não é a melhor hora para conversar sobre isso. – Eu falei irônica.

- Sabe o que passei para vir até aqui? – Ele se aproximou perigoso mas eu recusei-me a ceder um espacinho – Essa chuva estúpida resolveu cair no instante que pus os pés para fora do escritório. Não dá pra enxergar diabos lá fora e...

Eu tapei sua boca com minha mão, para calá-lo. Levei meu olhar até a escada, tentando enxergar algo. Ficamos quietos por uns segundos e fiz o possível para escutar alguma coisa lá em cima. Eu jurava que tinha ouvido a voz de Julian.

James seguiu meu olhar mas ficou quieto. Depois de me certificar que não ouvira realmente nada, afastei minha mão de sua boca.

- Você pode fazer o favor de falar baixo? – Eu ralhei com ele.

Ele de repente pareceu irritadiço e no instante seguinte eu senti sua mão tocar meu rosto e seus lábios alcançarem os meus.

E pronto.

Tudo o que eu tinha na cabeça – que na real era ele – foi pro espaço.

James beijou-me com uma urgência deliciosa, minha mão alcançou seu braço para impedi-lo de soltar meu rosto. Nesse exato momento senti seus maravilhosos bíceps perfeitos pela camisa molhada e quando ele circundou minha cintura e puxou-me para perto eu nunca me senti tão perdida.

Sua roupa molhou a minha no instante em que nossos corpos se tocaram, e soltei uma exclamação baixa por causa do frio. Seus cabelos molhados pingavam em meu rosto e ele apertou-me mais contra ele quando eu o correspondi com todas as forças. Os lábios estavam gelados por causa do frio mas ainda eram macios, enlouquecedores e bem... Eram os lábios de James Potter, não há muito o que dizer.

James empurrou-me contra a parede e sua língua pediu passagem. Eu logo permiti e uma das minhas mãos achou o caminho até seus cabelos lindos em uma carícia lenta. Ele gemeu baixo e desceu uma das mãos para minhas coxas, eu aproveitei o momento para circundar seu corpo delicioso com minhas pernas. Ele ofegou durante o beijo, nossos lábios separaram-se por segundos antes de procurarem o outro novamente.

- Lily?

Oh, meu Deus.

- James! – Eu parei de beijá-lo e o estapeei para me soltar – James! Pare!

Ele soltou um grunhido baixo e murmurou:

- Logo agora?

- Solte-me – Eu falei entre dentes.

Ele suspirou e soltou-me para que eu pudesse virar em direção a escada. Lá estava a pequena silhueta de Julian no escuro. Eu corri até ele e o peguei nos braços.

- O que foi meu amor? – Eu disse carinhosa – Se assustou com a chuva?

Ele agarrou-se em meu braço e concordou com a cabeça.

- Não se preocupe. Nada vai acontecer com você, estou aqui. – Eu sorri enquanto o levava de volta para o quarto.

- Você está molhada Lily. – Ele disse.

Oh, merda!

- É que fui pegar uma coisa que tinha esquecido no quintal amor, não foi nada.

Eu o coloquei na cama e tirei o meu robe molhado antes de atravessar o corredor e jogá-lo no chão do meu quarto.

Aconcheguei Julian entre as cobertas e sentei-me no chão, próximo de sua cama, acariciando sua franja.

- Vai ficar aqui até eu dormir?

- Claro querido – Eu sorri.

Fiquei com ele por mais cinco minutos até ele adormecer de novo. Chequei seu cobertor e no instante que me levantava vi James, descalço, à porta do quarto com um pequeno sorriso. Encharcando a porcaria do chão.

- James! – Eu gritei-sussurrei antes de levantar depressa e empurrá-lo para fora do quarto fechando a porta atrás de mim.

- O que eu fiz? – Ele levantou as mãos.

- Está como um cachorro molhado melando a casa toda! Serve para você? – Eu resmunguei indo até meu quarto procurar toalhas para ele.

De repente ouvi a risada de James e olhei para ele confusa.

- O que deu em você?

Ele passou um das mãos pelos cabelos molhados.

- Quando você brigou comigo lá embaixo, eu achei que tivesse um cara com você.

Eu congelei com seu comentário.

- Nunca tinha ficado tão irado em minha vida. Os ciúmes me partiram por dentro, e eu a beijei reclamando-a para mim.

Eu ainda o encarava atônita.

- Perdoe-me Lily. – Ele pediu sincero – Eu nunca a beijaria sem sua permissão.

Ao lembrar dos beijos, e que minutos antes eu estava com – por Deus! – minhas pernas ao redor dele, corei como nunca e agradeci por estar escuro.

Claro, vou perdoá-lo pelo melhor "quase rala-e-rola" que tive em minha vida.

- Esqueça. – Eu disse e voltei a procurar uma toalha para ele.

Assim que achei a que estava procurando, uma grande, – afinal ele não é exatamente pequeno certo? – eu fui até ele no corredor.

- Tome. – Eu entreguei à ele – Tire sua camisa.

Ele sorriu maroto do jeito que só ele sabe sorrir e começou a tirar lentamente a gravata.

Eu virei o rosto e rolei os olhos para fingir que não estava interessada. Logicamente isso é uma mentira descarada, mas ele não precisa saber.

- Ande logo! – Eu perdi a paciência.

Ele riu rouco.

Aquele tipo de riso com aquele tipo de promessa.

Senti cada mísero pelo de meu corpo se arrepiar.

- Pegue – James entregou-me sua camisa e a gravata e, com elas na mão, desci as escadas indo até a lavanderia.

Logicamente, sem energia não poderei colocá-las para lavar ou secá-las na secadora, então eu apenas as estendi para tentar tirar o excesso de água. Eu a espremeria, mas não quero acabar estragando a blusa – sabe-se lá quanto custa – dele.

Quando voltei-me para sair da lavanderia, dei de cara com James que enxugava os cabelos com a toalha, e – meu Deus – os bíceps perfeitos ficavam em evidência com o movimento.

Não deveria ser permitido ser tão bonito assim.

Ele se aproximou, prendendo-me entre o balcão e seu corpo com um braço de cada lado. James estava tão perto que eu podia ver uma solitária gota ainda pendurada em seus cílios, e eu imediatamente quis que ele me beijasse novamente. Seu maldito provocador.

- Acho que não é plausível voltar para casa com essa chuva.

- Oh, eu tenho um guarda-chuva, você pode usá-lo para chegar em seu carro sem problemas. – Sorri.

- Mas – Ele murmurou galante - Não seria nada responsável deixá-la sozinha com seu amiguinho em uma noite como essa.

- Eu sei tomar conta de mim Potter – Cruzei os braços sentindo meu controle voltando – Não se preocupe.

- Hum, ainda acho que vou ficar para protegê-la.

Acredite, faz melhor indo. Só pelo fato de estar em minha casa meu autocontrole já corre perigo.

Revirei os olhos para ele, quando ouvi sua barriga roncar. Olhei para seu abdômen e pude vê-lo sorrir.

- Estou com fome – Ele disse como se estivesse se desculpando.

- Posso ver – Falei – Não comeu antes de vir?

James riu.

- Saí de casa depois do almoço para resolver esse caso. Acabei de deixar o escritório.

Arregalei os olhos e minha boca se abriu surpresa.

- Não comeu nada? Deus, James! Você não pode ficar sem comer assim!

- Isso quer dizer que você vai me alimentar? – Ele se aproximou um pouco mais, e eu pude sentir perfeitamente seu cheiro cítrico misturado com cheiro de chuva.

- Claro, claro. Agora se afaste, estou com frio. – Eu endureci a voz novamente.

Ou tentei pelo menos.

James se afastou deixando-me ir, uma deixa que não perdi.

- Não me admira que esteja.

- Huh? – Eu parei na entrada para a cozinha confusa.

Ele veio andando como quem não quer nada.

- Esses minúsculos pedaços de pano cobrindo o seu corpo não devem aquecê-la propriamente.

- Bem, eu acho que fico bem nesses "pedaços de pano", Potter.

- E eu acho que está divina neles doçura. – Seu olhar percorreu meu corpo – Só que o propósito de roupas assim é excitar um homem como eu, para que eu venha mantê-la aquecida durante a noite.

Há.

- Eu creio que esteja equivocado James – Sorri – O propósito dessa roupa é me vestir bem, como você mesmo já concordou que veste, e não excitar algum cara.

- Eu não disse algum. – Ele sorriu maroto.

- Bom eu certamente não o comprei pensando em você, coração. – Eu disse ainda sorrindo e arqueando a sobrancelha.

- Lily, eu não estou planejando agarrá-la aqui e agora. – Ele disse sério.

Eu engoli em seco e comecei a falar.

- Que bom, porq...

- Mas se você continuar a me provocar, eu juro que vou fazê-la admitir que me quer também. E vou provar que somos perfeitos juntos. – Ele interrompeu-me rouco.

Eu realmente não queria sequer pensar em como ele pretendia provar.

A chuva continuava forte, e só era possível ver algo com clareza quando um dos raios cortava o céu. Certo – certo – eu admitia que o queria mais do que achava ser possível querer alguém. E okay, talvez ele pegue o beco antes mesmo de eu acordar – como eu sabia que ele era conhecido por fazê-lo – mas, que droga, somos dois adultos! Eu não estarei sendo ingênua ao ficar com ele agora, pois tenho plena consciência de que não irá durar. Sinceramente não me importo mais, a minha decisão será minha.

E eu o quero demais.

Engoli novamente antes de respirar lentamente e falar.

- Então prove. – Eu corei.

James me olhou tão surpreso, que achei que ele fosse desmaiar ali mesmo por causa da fome. Mas no segundo seguinte ele já me tinha nos braços em um beijo enlouquecedor. Minhas mãos percorreram seu torso maravilhoso e pude senti-lo responder de imediato aos meus carinhos.

Entre os beijos eu tentei fazê-lo esperar.

- James... – Ele me beijou novamente, e com certa dificuldade eu me desvencilhei de sua boca – James!

- O que é? – Ele murmurou descendo os beijos para meu pescoço.

- Você tem que comer... – Eu mordi os lábios e minhas unhas cravaram em seus ombros para evitar um suspiro quando seus lábios alcançaram a curva de meu pescoço - ...Algo.

Ele riu e levantou o rosto para mim.

- Agora? – Ele deu-me um rápido beijinho nos lábios – Coração, por nada no mundo vou parar.

James me carregou nos braços e sua calça molhada deixou um rastro d'água enquanto ele fazia o caminho para meu quarto. Assim que ele fechou a porta com o pé e colocou-me na cama eu nunca estive tão certa sobre algo.

Acordei com o barulho de chuva fraca batendo contra a janela de meu quarto. Meus pés estava para fora do cobertor e eu logo os puxei para dentro com frio, voltando-me para o estranho calor que irradiava ao meu lado. Foi então quando lembrei de Julian, abri os olhos depressa e comecei a levantar da cama para ir checá-lo. No instante seguinte fui parada por um braço em minha cintura que eu não havia notado pela sonolência, e meus pelos arrepiaram-se quando ouvi James murmurar:

- Hn, está cedo demais linda. Fique mais um pouco na cama. – Ele me puxou para perto.

- Mas eu tenho que dar uma olhadinha em Julian. – Falei.

- Eu já o olhei, faz uns dez minutos. Ele está dormindo como uma pedra. – Ele disse preguiçoso e ainda com os olhos fechados encostou a cabeça na minha suspirando deliciosamente – Durma mais um pouco.

Eu o observei em total surpresa. Quero dizer, eu realmente esperava que ele já tivesse vazado. Afinal, ele conseguiu o que queria certo? Então porque...?

- Espere. Você olhou Julian?

- Sim. – Ele disse – Porque?

- Nada, é só que... Por que ainda está aqui? – Eu disse de repente.

Ele riu e disse irônico:

- Também achei nossa noite incrível, que bom que você não quer se separar nunca mais de mim. Eu me sinto da mesma forma.

Eu ri.

- Você não precisar dar uma de príncipe encantado para mim James. Pelo que ouvi você costuma estar longe uma hora dessas.

Ele beijou meu olho esquerdo – aparentemente com preguiça de se mover para alcançar meus lábios – e acariciou meu corpo nu com a mão que me prendera instantes atrás na cama.

Eu soltei um gemido baixo e agarrei seu ombro. Meu corpo projetando-se para perto do dele inconscientemente.

- Ouviu bem, eu não vou negar.

- Então porque ficou? – Eu perguntei tentando não ser distraída com sua mão que fazia pequenos carinhos percorrendo minha costa.

- Por que eu nunca quis alguém como quero você coração.

Levantei o rosto para olhá-lo.

- James... Eu..

Ele finalmente se moveu, e ficando por cima de mim, alcançou minha boca com a sua. Seu beijo era intenso como sempre, e eu logo senti meu corpo esquentando-se em expectativa. Sua mão subia lentamente minha cintura e eu já havia soltado um gemido pelo estava por vir... Quando a barriga de James roncou pra valer.

Nós dois congelamos no ato, e eu comecei a rir com a situação.

- Não achei engraçado – James resmungou corado para murmurar – E eu já disse que você me deixa louco quando diz meu nome.

Eu me desvencilhei dele o mais rápido que pude, James ainda tentou segurar-me mas saltei da cama antes puxando parte do lençol comigo. Ele suspirou e jogou-se entre os travesseiros.

Olhei o quarto à procura de minha calcinha, e qual foi minha surpresa ao encontrá-la em cima da cômoda onde ficava a TV?

- Como aquilo foi parar lá? – Eu olhei para ele abismada.

Ele me olhou maroto.

- Ah, você sabe como é Lily – Ele ronronou – Você me deixou tão ansioso e apressado para despi-la que apenas a joguei longe.

Corei com seu comentário estúpido e desnecessário.

- Bom, eu preciso ir fazer o café de Julian e se você desmaiar de fome em minha casa acharão que a culpa é minha.

James apenas sorriu e disse:

- Vá em frente.

- Eu adoraria, mas você está me impedindo.

Eu tentei puxar o lençol para ir até a pequena peça, mas não obtive sucesso algum.

Ele esticou-se preguiçoso, o lençol ainda cobrindo sua nudez, para então colocar os braços para trás da cabeça e se acomodar em minha cama sorrindo-me inocente.

- Tem certeza? Meus braços certamente não a estão segurando.

- Eu odeio você – Falei inclinado-me um pouco para a cama e semi-cerrando os olhos.

James riu deliciado.

- Não foi isso que eu ouvi durante a madrugada.

- A situação era outra – Eu corei.

Ele permaneceu lá, olhando-me. Percorrendo meu corpo com seus lindos olhos castanho-esverdeados. James tem esse dom, eu podia praticamente senti-lo me acariciando. Mordi os lábios tentando fazer meu coração demente controlar-se para não pular na cama com ele novamente.

- James, largue o lençol. – Falei.

- Não o estou segurando amor. – Ele sorriu preguiçoso.

Deus! Eu gostaria de poder odiá-lo, mas é impossível! Quando meu olhar caiu sobre os bíceps – Senhor, como esses bíceps me atormentam – que estavam evidenciados agora que ele colocara as mãos para trás da cabeça eu realmente quis voltar para a cama e repetir tudo o que fizemos durante a madrugada.

E Deus sabe que não foi pouco.

Corei com a lembrança.

Bem, você quer jogar James-eu-sou-delicioso-Potter?

Vamos jogar.

Altiva, empinei o nariz e larguei o lençol, deixando-o cair parcialmente no chão. Então ouvi um gemido baixo de James quando caminhei sensualmente até minha calcinha. Eu a vesti com toda delicadeza possível, e então andei um pouco mais para juntar as duas pequenas peças de meu pijama.

Coloquei a blusa sem mangas e o shortinho, e caminhei até a porta.

- Pronto. – Coloquei a mão na maçaneta – Você perdeu, agora venha tomar café.

- Lily, eu só tenho as roupas molhadas de ontem. – Ele disse rouco.

Eu me afastei da porta e fui até meu pequeno closet. Abri a última gaveta e peguei uma bermuda antiga de papai que ficara da época que a casa deles estava reformando e eles vieram morar comigo.

Voltei a caminhar para a porta, e de lá mesmo, joguei a peça em James.

- Resolvido.

Ele riu.

- E se eu disser que o que quero comer é um prato especial?

Eu arqueei uma sobrancelha com um sorriso maroto.

- Eu lhe direi que o que você quer não está no menu... – Abri a porta para sair – ... Por enquanto.

Fechei a porta atrás de mim ainda a tempo de ouvir James soltar um grunhido. Ri comigo mesma e desci as escadas para começar a fazer o café. Prendi os cabelos em um nó frouxo já que não queria subir novamente apenas para pegar uma liga. Arrumei a mesa da cozinha com rapidez e eficiência como sempre, e comecei a preparar o café.

Meia hora depois eu já tinha praticamente tudo pronto e resolvi subir para acordar Julian. Mal cheguei à sala e vi ele e James descendo as escadas, James o tinha nos ombros e Julian tentava tocar o teto.

Ainda mesmerizada, só observei enquanto James se aproximava de mim sorridente e deixava um beijinho rápido em meus lábios antes de ir para a cozinha com Julian.

- Estou faminto! – Ele exclamou.

- Eu também! – Julian disse olhando para James.

- Oh, eu não tinha idéia de teria que alimentar dois ursos famintos – Eu sorri para o pequeno – Mas não se preocupe, tem comida suficiente.

Julian sentou-se em um banquinho que ficava em cima da cadeira para deixá-lo no mesmo nível da mesa. Servi-lhe um sanduíche quente com presunto e queijo prato e uma xícara de café com leite, docinho do jeito que ele gostava.

Eu ia cortar o sanduíche no meio como ele costumava comer, mas ao ver James comendo o seu inteiro, ele não me deixou fazê-lo. Apenas ri de seu comportamento, e fiquei pensando se ele me deixaria dar-lhe na boca o iogurte que ele tomava após o café.

No final, Julian aceitou quando quis dar a ele o iogurte. E James comeu tanto que achei que fosse passar mal. Após o sanduíche ele aceitou de bom grado a omelete que eu havia preparado, tomou duas xícaras de café com leite e terminava copo de suco cheinho quando Julian terminou de comer.

- James! – Ele exclamou – O que você vai comer agora?

James riu para ele.

- O bolo de cenoura de Lily.

O meu o que?

- Meu bolo? – Eu perguntei.

- Sim, ele parece delicioso.

Eu olhei para o bolo coberto com chocolate no balcão e dei de ombros.

- Se quiser um pedaço... Mas já vou avisando que o meu bolo é uma receita caseira, aprendi com minha avó e por isso não é como esses bolos que vendem por aí.

- É por isso que tenho certeza que estará delicioso. – Ele sorriu.

Revirei os olhos com um sorriso.

É possível ser tão bobo e apaixonante assim?

Aparentemente...

Cortei um bom pedaço de bolo para James – eu ia cortar um menor pois ele já havia comido tanto, mas ele pediu um maior e eu não pude negá-lo – e Julian olhou paa o bolo curioso.

- Se você passar mal por comer demais, não me culpe mais tarde.

James olhou para Julian que ainda encarava o pedaço de bolo.

- Você quer um pouco campeão?

Julian fez uma careta e eu e James rimos.

- É de cenoura!

- Eu prometo que você não vai nem lembrar da cenoura se provar – Eu disse.

Julian olhou para mim, e então para James.

- Então eu quero um pouco.

Eu parti um pedaço menor para ele e coloquei em seu prato. Logo, fui até a lavanderia colocar as roupas de James para lavar. Eu também não podia esperar que ele se mandasse nu certo? Ele certamente causaria um ataque cardíaco em minha vizinha, quero dizer ela já é uma senhora. Quando voltei para a cozinha minutos mais tarde, vi James com seu pedaço de bolo nas mãos com chocolate no canto esquerdo da boca, enquanto mastigava deliciado e ao lado Julian, que pegara o bolo na mão imitando James e tinha não só a boca suja como uma mancha de chocolate no pijama.

Eu ri, com o concentração dele em olhar para James e fazer igual.

Assim que eles terminaram Julian exclamou:

- James, vamos jogar com o meu DSi?

Eu peguei um guardanapo e limpei-lhe as mãos e a boca.

- Só depois que você tomar banho meu amor. Você sabe qual é o trato.

Ele me olhou com uma carinha e pediu:

- Por favor Lily...

- Se você não levar metade de seus brinquedos para o banho, vai ser bem mais rápido.

Julian se deu por vencido.

- Ta bem. – Ele estendeu os braços para que eu o tirasse da cadeira.

No instante que seus pés tocaram o chão ele correu até a escada.

Eu ri.

- Cuidado Julian!

- Certo! – Ele gritou de volta.

Voltei-me para James ainda na mesa após pegar outro pedaço de bolo.

- Calma, desse jeito você terá que ir ao supermercado comigo reparar todo o prejuízo que causou à minha dispensa. – Eu ri novamente.

James riu.

- Sua comida é deliciosa amor. – Ele deu outra mordida no bolo.

Mordi os lábios, meus olhos ainda de olho naquele chocolate no canto de seus lábios tão beijáveis.

Foi quando uma idéia marota me veio a cabeça.

- Então... – Eu tamborilei os dedos pela mesa enquanto me aproximava de James.

Ele parou de mastigar e vi seus olhos escurecerem ao olhar para mim.

- Você tem um pouquinho de chocolate na boca, coração. – Eu sorri.

James engoliu o que mastigava.

- Hn, suponho que você possa limpá-lo para mim? – Ele perguntou rouco.

- Porque não? – Eu lhe sorri e o olhei como um gato olha preste a dar o bote.

Inclinei-me pela mesa e meus lábios alcançaram os seus em segundos. Eu o beijei lentamente, incitando-o, antes de levar meus lábios para a manchinha de chocolate ao lado de seus lábios. Pouco antes de largá-lo mordi seu lábio inferior carinhosamente e James tentou impedir-me de ir, mas eu logo deixei a cozinha dizendo:

- Vou ver como Julian está – Eu pisquei-lhe um olho e joguei-lhe um beijo.

Ele me encarou ainda com os lábios entreabertos, antes de totalmente sumir de sua linha de visão.

Subi rapidamente as escadas e procurei Julian no banheiro. Ele estava com um dinossauro/dragão roxo embaixo do chuveiro. Eu sorri, pelo menos não era a manada inteira.

Depois do banho, Julian mal deixou-me pentear seus cabelos quando desceu correndo – mesmo com meus protestos – as escadas procurando por James. Eu desci após tomar um banho rápido, colocar um vestidinho branco com detalhes verdes e arrumar a mochila – que mais parecia uma mala, Jennie é um pouco exagerada mesmo – de Julian. Na sala, James tinha Julian no colo, e esse estava deveras concentrado em explicar à James como jogar naquele aparelhinho.

Eu não pude evitar sorrir ao ver a cena, e logo fui até a cozinha para arrumar as coisas. Só que quando cheguei lá, estava tudo arrumado! A lava-louças já estava funcionando e tudo estava em seu devido lugar.

Olhei para James confusa. Então ele, ainda no sofá, estendeu-me uma das mãos e puxou-me para sentar-me lá com os dois. Seu braço livre circundou-me, e eu suspirei encostando a cabeça em seu ombro enquanto ele conversava com Julian.

- Você apertou o botão errado James! – Ele reclamou.

James ria divertido.

É quase inacreditável que outro dia mesmo eu estava tentando chutá-lo para fora da minha porta e hoje ele está aqui, dessa forma tão confortável... Tão familiar.

Ele sem dúvida continua sendo James Potter, mas eu já sabia desde o começo que meu coleguinha parvo aqui, coração, se animava demais perto dele para ser normal. Mesmo sendo tão ilógico se apaixonar por ele. Algumas coisas são simplesmente incontroláveis.

Eu acabei cochilando no ombro quentinho de James ouvindo os risos gostosos de Julian, que se acabava de rir quando James errava alguma coisa. Acordei com minha campainha tocando e logo levantei para atender a porta.

Lá estava Jennie com um guarda-chuva azul-marinho.

- Lily! – Ela me abraçou como pôde ainda segurando o guarda-chuva – Ele deu muito trabalho?

Eu sorri para ela.

- Você sabe que não, ele não poderia ser mais comportado. – Virei para dentro e chamei Julian que ainda estava na sala – Julian! Sua mãe chegou!

Ele veio correndo e eu subi para pegar sua mala/mochila descendo poucos segundos depois.

Julian foi com a mãe até o carro apenas para voltar correndo, abraçar minhas pernas e correr novamente para o carro. Eu ri enquanto ele conversava animado com a mãe antes de se acomodar no banco de trás.

Fechei a porta assim que Jennie acenou para mim já de dentro do carro e se foi. Ao virar, dei de cara com o peito nu de James e o ouvi murmurar:

- Garoto esperto.

- Ele é sim. – Eu disse com um sorriso.

- Eu notei – James abraçou-me beijando meu ombro nu – Ele abraçou essas suas pernas fantásticas antes de ir.

- James! – Eu ri – Não seja estúpido, ele é uma criança. Nem repara nessas coisas.

-Hn, eu reparo. – Ele subiu os beijos para meu pescoço. – Sua pernas enlouquecem qualquer um.

Mordi os lábios segurando um gemido.

- Você não precisava ter arrumado a cozinha para mim. – Eu lhe disse tentando desviar a tenção para outro ponto.

- Eu quis fazê-lo. – Eu o senti sorrir contra minha pele.

Um arrepio subiu por minhas costas.

- Ainda está chovendo... – Ele disse - ... Podemos voltar para a cama.

Meus braços circundaram seu pescoço.

- Eu preciso terminar um projeto. – Sorri.

- Você pode terminar depois. – Ele sugeriu antes de achar meus lábios com os seus.

Eu o beijei de volta. Os pensamentos sobre o projeto – que nem era tão importante assim – voaram para longe e eu mal podia pensar. James pegou-me no colo e subiu as escadas comigo indo em direção ao meu quarto. Quando ele colocou-me na cama baixando uma das alças de meu vestido, ouvimos um celular tocar.

Eu parei de beijá-lo logo, e o empurrei delicadamente para longe.

- Seu celular.

- Eu não preciso atender – Ele disse ofegante antes de beijar-me novamente.

- James... – Eu suspirei entre os beijos completamente rendida – Só atenda. Pode ser importante.

Ele gemeu chateado, mas levantou-se e pegou o aparelho do chão.

- Potter. – Ele falou.

Sentei-me na cama arrumando os cabelos e o observei falar. Ele é inegavelmente lindo. As costas largas, os cabelos negros rebeldes...

Ele suspirou irritado.

- Certo. Estarei aí em uma hora. – Ele encerrou a ligação.

Senti meu coração se apertar levemente, mas no fundo eu sabia que não duraria muito. Levantei da cama.

- Vou ver se suas roupas terminaram de lavar, então as colocarei na secadora. – Falei já da porta de meu quarto.

Ele procurou a carteira e as chaves do carro no chão, e ao achá-los veio até mim, agarrando minha cintura com certa força e colando sua boca na minha em um beijo intenso.

- Não precisa, eu pego quando voltar para o almoço. – Ele disse rouco.

Voltar?

- O que? – Eu balbuciei.

Ele puxou-me escada a baixo e olhou pela janela perto da porta. Quando entendi suas intenções, o segurei.

- James! Não.

- Meu carro está logo ali – Ele apontou para um Maserati preto.

- Não pode ir até lá assim! – Eu o olhei.

- Ninguém verá, essa rua nem é movimentada.

Eu ri.

- Sério, espere. Você matará minha vizinha se ela o vir.

Ele franziu as sobrancelhas.

- Ela morreria feliz provavelmente – Completei com um pequeno riso.

James riu junto.

- Está exagerando linda.

- Mas...

- Será rápido, e lá em casa não precisarei me preocupar. – Ele segurou meu rosto com uma mão, aproximando-me dele. – Espere-me, eu voltarei assim que resolver isso.

Então ele beijou meus lábios com uma promessa e abriu a porta correndo, descalço e sem camisa até seu carro. Eu o olhei da porta, com um pequeno sorriso, já dentro do carro ele abaixou a janela e jogou-me um beijo. Eu ri alto com a cena. Quando ele arrancou, eu virei para voltar para casa, nesse momento vi minha vizinha, senhora Reid olhando-me.

Oh meu Deus.

Corei um pouco e sorri para ela da melhor maneira que pude.

- Bom dia, senhora Reid. – Eu disse.

- Finalmente! – Ela jogou as mãos para o ar – Eu achei que o pobre rapaz teria que passar outro dia inteiro em sua porta!

O que eu havia corado antes nem se comparava ao estado de meu rosto agora. Então, obviamente ela tinha visto James dar uma de louco aquele dia.

- Han... – Eu murmurei sem saber o que falar.

- Eu gosto dele querida, é muito bonito. E parece gostar de você o bastante para se expor ao ridículo.

Meu coração bateu animado com as palavras, mas eu sabia bem que não deveria ter muitas expectativas nelas.

- Obrigada – Sorri-lhe ainda embaraçada.

Ela sorriu de volta e voltou a mover os vasos de sua varanda para as beiradas, com a intenção de fazer as plantas pegarem a chuva. Entrei em casa e novamente tive aquela sensação estranha de vazio. Logo afastei esse pensamento, afinal é totalmente normal achar a casa quieta após ter Julian e James aqui comigo.

Subi para arrumar meu quarto, e quinze minutos depois tudo estava no lugar. Fechei a porta e fui até minha pequena biblioteca trabalhar naquele projeto que mencionara à James mais cedo. Meia hora mais tarde eu estava totalmente concentrada nele, e ainda pensava com cuidado no desenho, quando ouvi o telefone tocar. Levantei com um suspiro irritado e fui até meu quarto pegar a extensão.

- Evans. – Falei voltando para a biblioteca.

- Linda. – Ouvi a voz profunda de James do outro lado – Não sei se chegarei para o almoço.

Fechei os olhos por um momento antes de respondê-lo.

- Certo. Eu já imaginava.

- Não fique magoada. – Ele pediu parecendo realmente chateado.

Eu soltei uma pequena risada.

- Certamente não estou magoada, James.

- Coração... – Ele começou quando ouvi uma voz ao fundo, James disse algo antes de voltar a falar comigo – Escute, tenho que ir. No exato momento que terminar eu irei até aí.

Revirei os olhos.

- Claro. Até. – Eu desliguei o telefone.

Respirei fundo. Okay, super infantil o que eu acabei de fazer.

Que droga! Eu já sabia que James e eu não daríamos certo. Ele eventualmente cansará de mim – se já não cansou – e se interessará por outra.

E eu já sabia.

Suspirei.

Acho que só o fato de saber não torna tudo mais fácil.

Sentei-me e olhei para o projeto, mas havia perdido toda a vontade de fazê-lo. Infernos!

Eu desci as escadas e joguei-me no sofá ligando a TV. Assisti um programa de culinária, metade de um seriado romântico e por fim escolhi um filme sangrento.

Afundei-me lá sem vontade de me mover, quando ouvi o telefone tocar novamente. Estiquei o braço e peguei o telefone atendendo-o.

- Evans.

- Lily! – Remus disse alegre – Bom dia.

Ajeitei-me no sofá.

- Oh, bom dia Remus! – Eu sorri.

- Naquele dia você parecia estar com tanta pressa que nem pude conversar com você direito.

Corei sem-graça.

- Sinto muito.

- Não – Ele riu – Eu é quem preciso pedir desculpas por ter dado seu telefone ao Prongs.

- Bem – Eu murmurei – Tarde demais. Mas não se preocupe.

Remus ficou calado por um tempo antes de dizer:

- Eu soube que ele passou um dia em sua porta.

Eu sorri com a lembrança.

- Seu amigo não é normal.

Ele riu.

- Eu só desejava que ele não tivesse a fama que tem. – Falei.

De repente Remus parou.

- Lily, eu posso te afirmar que só dei seu número a ele pois nunca o vi tão louco por alguém como ele ficou por você.

Revirei os olhos.

- Ele nem mesmo usa muito meu nome. E você está certo, ficou, dê um tempo e ele estará com outra mulher na cabeça.

E nos braços.

Eu ouvi Remus rir do outro lado. Não, eu ouvi Remus gargalhar.

Não o entendi, e fiquei calada confusa.

- Lily – Ele disse ainda humorado – Como ele a chama?

- Ah, você sabe. – Eu disse – Como ele deve chamar toda mulher: coração, linda, doçura...

- Amor... – Remus completou.

- Amor. – Eu confirmei.

- O negócio é que – Ele disse agora sério – James nunca chamou nenhuma das outras "mulheres" que estiveram com ele assim.

- Perdão? – Balancei a cabeça confusa.

- Lily, James acredita que esses tipos de apelidos carinhosos não são algo que devem ser compartilhados com qualquer uma. Ele os usa com você porque a vê como alguém certamente única.

Após o almoço, eu ainda tinha as palavras de Remus em minha cabeça, e toda vez que eu pensava nelas, meu coração acelerava-se. Eram por volta de quatro e meia da tarde, eu havia posto um shortinho confortável e uma blusa de alcinhas para ficar em casa e já preparava café para o lanche. Eu havia convidado a senhora Reid para vir até aqui comer algo comigo e pensava se deveria ir até a padaria mais próxima e comprar pães quentes ou ficar e oferecer o bolo de cenoura que restara e os cookies que eu assava no forno, quando minha campainha soou.

Eu nem mesmo tirei o avental branco com rendinhas nas pontas, e corri para atendê-la.

- A senhora chegou na hora. – Eu sorri abrindo a porta.

A pessoa que estava lá, parada em minha porta, estava longe de ser a senhora Reid. James segurava o maior buquê de lírios que eu já havia visto e do outro lado tinha uma caixa média escrito: Peyton and Byrne.

- Demorei – Ele sorriu-me como apenas ele sabe sorrir e entregou-me o buquê.

Eu senti meu rosto começar a corar.

- Lírios – Eu murmurei e escondi o rosto em meio as flores para que ele não notasse meu embaraço.

James aproximou o rosto do meu cauteloso e eu afastei um pouco as flores olhando para ele.

- Você é o mais bonito deles – Ele murmurou antes de plantar um beijinho em meus lábios.

Corei mais do que é normalmente possível e sorri sem-graça.

- Então... – James me olhou confuso, para acrescentar mais humorado – Você vai me deixar entrar, ou terei que passar mais um dia em sua porta?

Eu sorri, totalmente caída por ele.

- Isso depende – Eu falei e coloquei os lírios contra meu corpo com um arquear de sobrancelhas.

- Do que?

- O que você trouxe na caixa?

James riu e então a abriu para mim.

- Fairy Cakes para minha dama. – Ele ofereceu-me galante.

Eu ri feliz e então me pus nas pontas dos pés para beijar-lhe os lábios. James, surpreso, só pode corar enquanto eu me afastava. Eu nunca achei que fosse vê-lo envergonhado.

Dei um passo para trás permitindo-o entrar, James fechou a porta atrás de si e eu fui até a cozinha colocar as flores em um vaso com água. Assim que as arrumei, formosas, em minha mesa da sala, James agarrou-me por trás carregando-me no colo.

Meus braços circundaram os seus ombros e eu ri.

- A senhora Reid vem tomar café comigo daqui a pouco.

James sorriu-me e beijou-me o rosto.

- Eu creio que ela tem outros planos.

- Como assim? – Perguntei curiosa.

- Quando cheguei ela me parou e disse que você estava me esperando.

Eu ri.

- Imagine – Comecei marota – Ela disse que o acha bonito e gosta de você.

James apertou-me mais em seus braços e riu.

- Tenho a impressão de que ela e eu seremos bons amigos.

- Eu a convidarei para jantar então. – Sorri-lhe batendo os cílios.

- Será um prazer levá-las para comer. – Ele disse indo para as escadas.

- James? – Eu o chamei ainda em seu colo aos risos - Você tem um tipo de predileção em me carregar no colo?

Ele beijou meus lábios e falou contra eles:

- Coração – E eu me arrepiei – Você não tem idéia do que faz comigo.

- Meus cookies vão queimar – Eu murmurei com um sorriso contra seu pescoço.

- Eles com certeza continuarão deliciosos.

- Seu mentiroso – Eu apertei-lhe a bochecha.

James riu.

- A única coisa que eu quero que pense agora é em mim– Ele disse.

Entramos em meu quarto e James novamente fechou a porta com os pés.

- Acredite – Eu murmurei corada – Mesmo que eu não quisesse, é incontrolável.


Então, eu seeei que demorei.

Mas o que importa é que eu terminei certo? XD

Reviews maravilhosas que pessoas lindar deixaram:

Thays: Muito obrigada querida! Espero que tenha gostado! Beijinho!

Feer Prongs: Tudo ótimo Fê, e você? Sinto pela demora absurda. Você não tem ideia de quão feliz me fez quando disse que nunca tinha lido, mas resolveu dar uma conferida na minha! Mooorri com seus elogios! Adoro esses dois, e me alegro em saber que você também curtiu! Muito obrigada pela review! Beijinhos e até!

Sassah Potter: Olá! Primeiramente, desculpas pela demora, e em segundo agradeço do fundo do coração por ter lido, e deixado seus pensamentos. Estou torcendo para que o final lhe agrade, obrigada pela review! Beijos!

Clara Casali: Oi Clara, quero agradecer pela sua review viu? Obrigada mesmo! Desculpe-me pela demora, beijinhos!

Lalaias: Olá querida! Eu acho que no fundo, no fundo ela quis rir. XD Na verdade ela riu bem mais agora na continuação. Poxa todo mundo falando que está ansioso para ler o resto e eu demorei muuuito. u.u' Sinto muito mesmo. Você não sabe como fiquei feliz ao saber que lê Naturalmente também! Eu estarei me concentrando em seu capitulo já que terminei esse aqui. Obrigada mesmo pela sua review! Deixou-me muito feliz! Beijos! Ps: cá entre nós, não sou muito boa no humor, mas eu faço o melhor que posso .x)

Lady H. Potter: Oi! Queria agradecer pela review! Muito obrigada por ler! Beijinho!

Laura Toshi - aka: Laury - Ooooi Laury! Finalmente terminei o capitulo! Ficaram 35 no final! LOL. Mas eu acho que disse isso por email. Caaalma, agora eu vou me concentrar em Naturalmente tá? Fica tranquilíssima que agora você também tem uma fic pra gerenciar. Aliás estou esperando o próximo viu? Mudei uma coisinha ali, outra aqui... Mas gostei das mudanças, estou nervosa na verdade, já que você disse que se não gostasse ia ter porrada. "Eu não gostar de porrada" Lembra? Pois é, not. Então estou torcendo para que você goste e não pegue um voo até aqui para me bater. LOL. Beijos!

Gabi: Oi Gabi! Eu tenho uma prima que chama assim! Obrigada pela review! Beijos!