Fic não betada, desculpem pelos erros.


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Ele hesitou, a mão estendida em um gesto universal de solidariedade. Ela entreabriu os lábios ressecados, meio surpresa, meio chocada, meio lisonjeada, seu braço também estendido, quase aceitando a oferta silenciosa.

Ginny caíra, apressada que estava para chegar ao treino de quadribol. Draco estava sentado, chorando, como parecia estar fazendo o tempo todo agora. Oferecer ajuda lhe parecera instintivo, uma vez que tudo o que queria no momento era uma mão que o salvasse daquilo tudo.

Se os dedos de ambos se encontrassem, se os centímetros fossem vencidos, se um dos dois parasse de resistir à regra dos pólos opostos a que estavam sujeitos, tudo mudaria.

(ela passaria a sorrir quando o encontrasse nos corredores. isso poderia iluminar seus dias sempre tristes. ele desarrumaria seu cabelo quando passasse pela mesa da Grifinória, como costumava fazer quando ele e Pansy eram mais novos e suas vidas despreocupadas. isso desestruturaria as barreiras que suas famílias construíram há muitos anos. em uma tarde de outono, eles se encontrariam escondidos, para que nenhum Comensal da Morte ficasse sabendo, e, depois de conversarem a sério sobre a Guerra [ambos só queriam o seu fim], a ruiva contaria uma piada suja e eles se beijariam apenas por convenção e solidão. um dia, depois de tudo, se apaixonariam e viveriam felizes para sempre)

Ginny retirou a mão, quebrando a corrente elétrica entre os dois. Draco também recolheu a sua, como se tivesse se queimado. Ela levantou-se, espanando a saia. Sorrriu, constrangida.

"Obrigada."

Quando estava se afastando, entreouviu o garoto sussurrando:

"Não conte a ninguém."

Não, Ginny não contaria. O melhor de Draco Malfoy pertenceria somente a ela.


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# N/A: Um pequeno devaneio que eu tive há algum tempo atrás, depois de ver esse ano na tabela do 30cookies, e de ter um tesão louco por escrever uma DG.