N/A: Hey, pessoas, como estão? Espero que bem. Minha vida tá na correria, trabalho, vida pessoal, família preenchendo quase 100% do meu tempo, mas eu não tenho vergonha na cara e sempre acho um tempo para escrever. Espero que pelo menos vocês fiquem felizes com isso. hahahaha Bom, essa nova one-shot é apenas a extensão de um outtake de outra one-shot minha chamada "Come back to bed". Pra quem não leu, ainda dá tempo. Então corram pra lê-la! :)

Agradeço imensamente a minha beta BeeJelly que betou o doc em uma horinha e ainda ficou me condenando porque eu gosto de beijar rostinho de bebê, mesmo sabendo que isso dá bolinha. E quase arrancou minha cabeça pelo pc quando eu disse que uma pomada cura tudo. Ela não gosta de pomada em rosto de bebê e eu não vejo problema nisso. Nos julguem. hahahahaha

É isso, espero que vocês gostem da shot assim como eu gostei de escrevê-la. Divirtam-se!


Disclaimer: Edward e Bella são de Gordinha Meyer. Mas Gordinha Abby é to-da minha.

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A beautiful day

BPOV

Sempre questionei a estranha mania que Edward tinha de passar horas me observando dormir. Mas agora o entendia perfeitamente.

Desde que Abby nasceu, me tornei uma obcecada por vê-la quietinha em seu sono. Era fascinante.

Todos os dias fazia questão de acordar alguns minutos mais cedo apenas para correr até o quarto ao lado do meu a tempo de ver meu bebê imerso em seus sonhos infantis. A forma como ela ficava aconchegada ao cobertor de ursinhos risonhos e como segurava a pontinha do tecido junto ao rosto sereno fazia meu coração disparar de felicidade, derramando um calor que percorria meu corpo até a ponta do último dedo do pé.

Minha pequena gordinha dormia como o mais tranquilo dos anjos e naquela manhã ensolarada de sábado eu esperava encontrá-la ainda sonolenta, mas tive uma grata surpresa que me fez esticar ainda mais o riso costurado nos lábios.

Abby estava acordada e observava as sombras na parede projetadas pela luz do sol que entrava tímida pelas grandes janelas de seu quarto cor de lavanda; de vez em quando seus dedinhos avançavam pelo ar e ela emitia sons engraçados que faziam meu estômago esquentar de um jeito bom. A sensação era mais ou menos parecida com aquela produzida por uma boa xícara de chocolate quente em um dia de frio.

Era gostoso, diferente e familiar ao mesmo tempo. Como se eu sempre tivesse vivido aquilo em minha vida inteira e mesmo assim ainda não conseguia lidar com o poder que emanava de minha filha.

Deus, como ela era linda.

Com apenas um movimento mínimo rendia meu coração, minha alma e todo o resto. Por ela eu seria capaz de enfrentar o mundo, lutar em centenas de guerras e encarar tudo que mais temia. Ela me deu a coragem para agir de maneiras que eu nunca imaginei e por ela eu iria até o outro lado do universo.

Acho que era isso que significava a palavra mãe.

Os olhos cor de mar passeavam pelas paredes do quarto e seguiam até o teto, onde as figuras deformadas pelo vai e vem das cortinas terminavam. Quando algo chamava sua atenção, Abby balbuciava uma série de uh-uh's e oh's, como se alguma coisa extraordinária estivesse acontecendo.

E realmente estava.

Minha filha tinha pouco mais de um ano e a cada dia que passava descobria um pedacinho do mundo ao seu redor. Vê-la crescendo e principalmente acompanhar sua interação com tudo que a cercava me deixava absurdamente orgulhosa. E com um sorriso que quase rasgava meu rosto ao meio.

Os pezinhos cobertos por meias coloridas ficaram suspensos no ar e as mãos pequenas tornaram-se nervosas, me dando a certeza de que Abby estava começando a se aborrecer por ficar tempo demais deitada. Era cada vez mais comum esse seu pequeno estresse, pois ela estava entrando na fase de querer fazer certas coisas por conta própria. Já dava para notar o quão forte seria a sua personalidade.

Edward travava diariamente uma "briga" com a filha, quando ela fazia birra e insistia em andar sozinha sem a ajuda do pai. Mesmo quando caia sentada no chão por ainda não ter forças nas pernas cheias de dobrinhas, ela se mantinha firme, erguia o corpo com a ajuda das mãos curiosas e tentava de novo.

E voltava a cair.

Era assim até ela desistir e pedir colo para Edward, com os olhos tristonhos e a cara aborrecida. Mas bastava ganhar um beijo do pai para abrir um largo sorriso e voltar a ser a criaturinha mais adorável do mundo. Que por sinal era toda minha.

O suspiro inquieto que Abby soltou me tirou do devaneio e eu notei que ela estava a ponto de cair no choro. Seu aborrecimento só tinha uma explicação: ela estava com fome.

Era a minha hora de agir.

"Hey, Gordinha!" anunciei calmamente, o mais suave possível para não assustá-la.

Imediatamente seus olhos tão verdes quantos os de Edward se viraram em minha direção e um sorriso gigante se formou no rosto rechonchudo, o que acabou derrubando a chupeta da boca cor de rosa; os dois únicos dentinhos que ela tinha brilharam à luz solar, deixando-a ainda mais adorável. Mas o que mais me chamou a atenção foram as contas de cristal que ficaram penduradas nos cílios clarinhos; eram as lágrimas que ela esqueceu de derramar.

Não dava para mensurar o tamanho do sentimento que eu nutria por um ser tão pequeno. Era indescritível e indestrutível; como se estivesse impregnado em minha pele, colado a cada célula de meu corpo. E já havia dominado meu coração e controlava cada uma de suas batidas.

Sim, eu acho que havia me transformado em uma mãe coruja. Talvez até a maior delas.

Abby estendeu os bracinhos quando me aproximei do berço lilás que sua madrinha Alice havia dado de presente e eu a peguei no colo, deixando uma porção de beijos estalados por todo o rosto de boneca. Seus dedos de bolinha apertaram as pontas das minhas orelhas e ela grudou a boca em meu nariz, mordendo-o sem machucar.

Aquela era a sua forma de me desejar um bom dia.

"Resolveu acordar mais cedo hoje, amor?" perguntei me sentando na poltrona junto à janela para acomodá-la melhor nos braços.

Suas mãos puxaram a gola de minha blusa e eu sabia que ela deveria estar faminta. Hora do café da manhã do meu bebê.

"Calminha, mamãe já vai dar o que você quer." murmurei desabotoando a alça do sutiã.

Guiei a boca sedenta em direção ao seio esquerdo e a ajudei a pegar o bico até senti-la sugando com vontade.

"Uau, você estava mesmo com fome. O que houve, gordinha? Brincou muito essa noite, foi?"

Abby apenas abanou os cílios muito longos e apertou a mãozinha em concha no topo do meu peito. De vez em quando ela esfregava os nós dos dedos em minha pele só para que eu brincasse com seus cabelos enquanto mamava. Era o seu carinho favorito.

Enrolei o indicador em um de seus muitos cachos largos e macios e isso a fez sorrir largamente. Aquele era sem dúvida o sorriso mais lindo que já vi na vida.

Nada me fazia tão feliz do que as horas que passava alimentando minha filha. Saber que eu era a responsável por seu crescimento e saúde deixavam meu ego ultra inflado. Às vezes mães poderiam ser um pouquinho convencidas. E eu certamente não fugia à regra.

Agora entendia porque Renée gostava tanto de me exibir quando crianças, pois eu queria fazer exatamente a mesma coisa com minha gordinha.

Voltei minha atenção a Abby e notei que seus olhos de esmeralda estavam começando a ficar pesados, como sempre acontecia quando ela mamava. Aproveitei a calmaria e acariciei suas bochechas aveludadas, que estavam quentes por causa do sol fraquinho que nos banhava.

Passou a sugar com lentidão e eu sabia que ela já estava satisfeita. Com delicadeza, afastei-a e abotoei meu sutiã, sem nunca deixar de fazer carinho no rosto de porcelana.

"Vai dormir de novo, preguiçosa?" perguntei sorrindo ao vê-la bocejar longamente. Acompanhei seu gesto em um ato reflexo e ri mais ainda como a mãe boboca que era.

De repente, as pálpebras sonolentas abriram-se e em uma questão de segundos os olhos estavam espertos e atentos. Quando ela encontrou aquilo que chamou sua atenção, soltou uma daquelas gargalhadas que me deixavam mole como manteiga. Acompanhei seu olhar e senti o coração se desmanchar de alegria.

Parado junto à soleira da porta, estava o homem que também me fazia flutuar sem sair do chão e que disparava o sangue em minhas veias com o menor dos movimentos.

"Edward" sibilei um pouco zonza e isso o fez entortar o canto dos lábios em um lindo sorriso torto.

"Quer dizer então que as minhas meninas resolveram tomar café sem mim, não é?" ele comentou se abaixando para me dar um beijo na testa e outro nos lábios antes de pegar Abby no colo. As mãos enormes pareciam tão delicadas ao arrumá-la junto ao peito.

Edward era um homem extremamente bonito, mas ficava ainda mais lindo e perfeito quando se mostrava o pai dedicado que era ao cuidar de nossa filha.

A cada dia que passava, eu me apaixonava um pouco mais por ele. Como se isso fosse mesmo possível.

"Pa... pa..." Abby murmurou enquanto roçava o nariz na testa de Edward. Em resposta, ele mordia suavemente a barriga da filha, causando uma série de risadas gostosas que aqueciam meus ouvidos. Impossível não rir de volta.

"Tome cuidado, ela acabou de mamar." adverti-o quando ele ameaçou erguê-la no ar e agitá-la do jeito que ela tanto adorava.

"Quer dar uma volta no parque com ela? O dia tá ótimo para um passeio." Edward disse algum tempo depois, sentado no chão com Abby entre as pernas. Ela estava ocupada demais mordendo as mãos do pai e parecia se divertir com isso.

"Seria bem legal mesmo, vai fazer bem pra ela. Agora se prepare para uma dor nas costas no fim do dia. Essa baixinha aí não vai te dar trégua." respondi e ele soltou uma risada fraca, baixando os olhos para observar a forma como Abby se pendurava em seus braços para tentar escapar da prisão que eles formavam. Como era traquina, meu Deus!

"Não tem problema, pelo menos sei que essa noite vou ganhar uma massagem sua." Edward piscou convencido e eu girei os olhos fingindo tédio.

"Ei, garotinha, onde você pensa que vai, hein?" questionei quando vi Abby engatinhar em direção a poltrona em que eu ainda estava sentada.

"Ela quer que você sente no chão também." Edward explicou e eu apenas assenti antes de me juntar a eles sobre o tapete confortável.

Abby ergueu o corpo e tentou caminhar em minha direção, mas ao dar dois pequenos passos, caiu sentada no chão como sempre acontecia. Edward gargalhou e tentou ajudá-la, mas ganhou um sonoro "Nah" e suas mãos foram empurradas para longe.

"Vem aqui com a mamãe, vem, gordinha." incentivei-a e ela riu sapeca; suas mãos ficaram firmes no chão e ela ergueu o corpo antes de balançar seu bumbum de fralda em minha direção. Conseguiu dar três passos antes de voltar a cair.

Edward dessa vez não riu e Abby virou-se de imediato na direção do pai, encarando-o com aborrecimento. Ele franziu o cenho não entendendo nada e ela bufou irritada, sem desviar os olhos dos dele.

"Você não riu quando ela caiu, amor. Tem que rir para ela continuar." eu expliquei e ele concordou; riu alto e ganhou como recompensa uma gargalhada calorosa de Abby.

"Viu? Ela tá fazendo isso só pra chamar a sua atenção." murmurei observando Abby cair e levantar várias vezes, sempre olhando para Edward com o olhar travesso.

"Sua pestinha, vem aqui com o papai." sem esperar, ele a puxou para junto de si e a apertou forte contra o peito, beijando-a no rosto seguidas vezes; Abby engatou uma gargalhada que a deixou suada e com as bochechas coradas.

Sentei ao lado de Edward, tomando seus lábios nos meus em um beijo terno e aproveitei para colocar Abby sentada em minhas pernas.

"Olha só como o dia tá lindo lá fora, gordinha." apontei para o céu azul e límpido que surgia através da janela.

"Não tão lindo quanto aqui dentro." Edward comentou baixando o rosto para passar a ponta do nariz em minhas bochechas e acariciar as mãozinhas de Abby.

Encarei-o de forma intensa e percebi um sorriso enorme crescendo em meu rosto, exatamente igual aquele que ele carregava nos lábios.

Definitivamente. Ele tinha toda razão.

~~ FIM ~~


E aí, gostaram da pequena do nosso casal favorito? Linda, né? Vocês podem suspirar e também se candidatar a babá de Abby através das reviews. Tô analisando os curriculuns, fica a dica. :)

A gente se vê, mwah!

Cella.