Meu amado cunhado

Capítulo 1.

Rebeka P.O.V.

Uma mulher carente pode fazer loucuras, como embarcar em relacionamentos inesperados. No meu caso, foi minha carência por causa de uma traição que me aproximou de meu atual marido e estamos juntos até hoje.

Confesso que minha história de amor é um pouco... diferente. E não pude deixar de me lembrar dela com a pergunta que minha filha mais velha, chamada Katie, fez outro dia.

Katie: Mamãe, o que aconteceu entre você e meu pai pra você ter se casado com o tio Brett?

Brett é o nome de meu atual marido e irmão de meu ex, Josh. Atualmente, ele está morando com a ex-amante dele (agora esposa) na França, Yoko. Ele e Katie têm contato por telefone, mas Brett é quem a criou como filha.

Melhor contar como tudo começou. Mas já vou avisando que não serei a única a contar essa história.

Josh P.O.V.

Eu tinha apenas 16 anos quando conheci a Rebeka, que na época tinha 15 anos. Cabelos castanhos até a cintura, olhos verdes, pele clara, corpo curvilíneo e com tudo no lugar... Eu a achava uma deusa. Tanto que nosso noivado durou muito tempo e acabou em casamento, quando eu tinha 20 anos e ela, 19.

Atualmente, estou casado com Yoko e vivo na França com ela. Eu a conheci por telefone, depois de 6 anos casado com a Rebeka. Após um ano de bate-papo, quis conhecer Yoko pessoalmente na França, mas não sabia o que inventar pra Rebeka.

Foi aí que me veio uma ideia.

Eu: Meu pai me pediu que eu fosse até a França resolver uns assuntos pra ele em seu nome! Ficarei uns meses fora!

Rebeka: Mas... e a floricultura? Não posso dar conta da floricultura e da Katie sozinha!

Eu: Sem problema! Eu vou pedir ao Brett que assuma meu lugar enquanto estiver fora!

Rebeka P.O.V.

Na época, eu não tinha gostado de saber disso. Apesar de não termos convivido até o anúncio de Josh, Brett e eu nos detestávamos. Só o tinha visto uma única vez, quando fui apresentada à família de Josh no início do namoro, e ele era apenas um moleque de 10 anos que não parava de encher o saco.

Me lembro exatamente do que ele disse na primeira vez que me viu.

Brett: Você é muito feia!

Josh teve que me segurar pra que eu não avançasse pra cima do irmão dele, de tanta raiva que havia sentido daquele comentário.

Conviver com meu cunhado não seria fácil.

Brett P.O.V.

Quando Josh avisou que teria que ir pra França por causa do papai e que eu teria que ajudar a esposa dele na floricultura, não só detestei a situação, como também fiquei muito desconfiado. Papai não tinha clientes na França, por que Josh iria pra lá?

Mas essa dúvida foi esquecida quando lembrei de meu outro problema: Rebeka, minha cunhada e esposa de Josh. Claro que, atualmente, ela é MINHA esposa, mas na época não nos dávamos bem.

Quando a conheci, eu era um moleque terrível: vivia incomodando o Josh quando ele estava com as namoradas, pois sentia ciúmes e não queria dividir meu irmão mais velho com sirigaitas. Só que com a Rebeka não deu certo, pois Josh casou-se com ela e não soube mais deles.

Aos 20 anos, eu havia terminado a faculdade de medicina e juntava dinheiro pra construir meu próprio escritório, trabalhando durante meio período. Por isso, tinha muito tempo livre, então não recusei o pedido de Josh.

Só esperava que Rebeka não continuasse a mesma chata de antes.

Rebeka P.O.V.

Acompanhei Josh até o aeroporto, mas mesmo depois que ele partiu, tive que esperar por Brett no mesmo local, carregando um cartaz com o nome dele. Desejava logo que ele não demorasse, pois eu não era muito paciente, principalmente com as pessoas que eu não gostava.

Sentei num banco pra esperar, colocando o cartaz ao meu lado. Felizmente, ao ouvir uma voz chamando meu nome, suspirei aliviada.

Voz: Rebeka?

Só que a voz não era como eu me lembrava.

Brett P.O.V.

Ao chegar ao aeroporto, procurei alguém familiar, até notar uma pessoa num banco com um cartaz que estava escrito meu nome. Quando me aproximei pra ver melhor, notei uma das mulheres mais lindas que eu já tinha visto. Saquei logo que devia ser a Rebeka, mas por outro lado, não entendia como não havia reparado antes.

Eu: Rebeka?

Quando ela olhou pra mim, tive certeza de que era ela. Só não entendia o porquê dela estar com os olhos arregalados.

Rebeka P.O.V.

Aquele era o Brett? O pirralho que implicava comigo quando namorava o Josh era aquele homem lindo na minha frente?

Não pude deixar de arregalar os olhos quando o vi. Nunca imaginei que em 10 anos ele poderia ficar tão lindo.

Brett: Meu irmão já foi pra França?

Só despertei de meus pensamentos com a pergunta dele e decidi disfarçar antes que ele percebesse que eu estava corando.

Eu: Sim! Vamos embora!

Antes que ele perguntasse mais alguma coisa, levantei do banco e fui pro carro, com ele atrás de mim.