Capítulo 2.

Brett P.O.V.

Eu admito que não foi fácil nossa convivência no início. Rebeka trabalhava mais cedo do que eu, então eu era obrigado a acordar mais cedo. Eu a ajudava durante a parte da manhã, e à tarde eu ia trabalhar meio-período como garçom.

Entretanto, muito tempo depois, Rebeka foi me acordar como sempre e eu acabei arregalando os olhos: ela tinha acabado de sair do banho e foi me acordar enrolada numa toalha. Claro que acabei ficando vermelho.

De jeito nenhum que eu ia levantar com ela vestida daquele jeito! Infelizmente, quando puxei a coberta por cima da cabeça, dei a impressão de que não queria levantar, então Rebeka começou a me balançar.

Rebeka: Brett, levanta! Você tem me ajudar com a floricultura!

Eu: Está bem, já vou! Mas vai vestir uma roupa!

Rebeka P.O.V.

Foi aí que eu entendi: ele não estava com preguiça, estava com vergonha por eu estar só de toalha. Ele tinha razão, eu devia ter vestido uma roupa antes de ir acordá-lo. Ás vezes, esquecia que o Josh não estava em casa.

Fui pro quarto me vestir e olhei para o calendário: faltava pouco para Josh retornar da França. Devia chegar na semana que vem.

Depois de me vestir, fui ver como estava a Katie antes de ir trabalhar.

Brett P.O.V.

Depois que a Rebeka tinha saído do quarto, fui tomar banho e me vestir, pra depois ir ajudá-la no trabalho. Passei pelo quarto da Katie e notei Rebeka lá, aconchegando a filha. O que me fez ficar vermelho de novo foi a roupa que ela estava usando. O vestido era tão curto que dava pra ver tudo.

Desviei a cara na hora. Pô, ela era minha cunhada! A esposa do meu irmão! Não podia traí-lo assim!

Rebeka: *virando-se* Pelo que vejo, finalmente levantou! Podemos ir trabalhar agora?

Eu: Ah... sim!

Após ela colocar a Katie pra dormir, descemos para trabalhar.

Rebeka P.O.V.

Quando Brett me ajudava na floricultura, o local ficava bem movimentado. Não era pra menos: Brett era bonito e tinha muitas admiradoras.

Eu ficava com ciúmes toda vez que alguma engraçadinha dava em cima dele, mas se demonstrasse, não pegaria bem. Afinal, eu era casada e, pra completar, 5 anos mais velha do que o Brett. Não podia trair o Josh enquanto ele estava fora.

Depois do almoço, Brett foi ao seu outro trabalho e eu fui pegar a correnpondência. Depois de tanto tempo, esperava uma carta de Josh, pois ele não me escrevia há muito tempo. No final, eu acabei recebendo uma carta dele.

Com os papeis do divórcio.

Josh P.O.V.

Eu havia ficado encantado em conhecer a Yoko, ou melhor, eu a amava. Mas quando estava perto do dia de retornar para a França, eu não queria ir.

Tinha que tomar uma decisão, então mandei logo os papéis do divórcio. Havia decidido ficar com a Yoko na França. Claro que a Rebeka ligou pra falar sobre isso e, pela voz dela, percebi que a mesma não queria a separação.

Rebeka: Pelo menos me diga o motivo, Josh! Deve ter algum motivo pra você querer o divórcio!

Eu: Eu amo outra mulher agora, Rebeka!

Ela não respondeu nada, mas quando a ligação caiu, soube logo que ela havia ficado chocada.

Brett P.O.V.

Quando voltei do trabalho, lá pelas 18 horas, senti que havia algo errado. Minhas suspeitas se confirmaram quando entrei em casa: Rebeka estava sentada na mesa de jantar, com uma garrafa de cerveja na mão. E era a terceira garrafa!

Eu: *tirando a garrafa da mão dela* Eu não sei o que aconteceu, mas é melhor você parar de beber, Rebeka! Daqui a pouco, vai acabar vomitando!

Rebeka: *voz fria* Depois do que aconteceu, não me importo mais com o que vai acontecer comigo!

Rebeka mostrou os papeis do divórcio em cima da mesa, antes de contar que Josh a havia deixado por causa de uma mulher na França. Fiquei indignado com isso: enquanto o Josh estava feliz da vida com a amante, Rebeka estava sofrendo e se embebedando por causa dele.

Eu não podia deixar a Rebeka daquele jeito, então fui até ela e cometi a maior loucura da minha vida (naquela época, era loucura pra mim): a segurei pela cabeça e a beijei na boca.

Me sentia mal por estar me aproveitando da fraqueza da Rebeka, tanto que parei de beijá-la antes que ficasse mal.

Eu: Desculpe!

Rebeka: *voz desesperada* Por que está se desculpando?

Eu: Não devia estar fazendo isso! É como se estivesse me aproveitando e...

Rebeka: *enlaçando o pescoço* Não está!

Rebeka P.O.V.

Desta vez, fui eu quem o beijei, um beijo de verdade desta vez, com língua e tudo. Podia ser por causa da carência, ou talvez por causa das três garrafas de cerveja que havia tomado, mas não ligava nem um pouco. Josh havia se divorciado de mim, então que culpa eu tinha?

Quando amanheceu, minha cabeça estava confusa, e fiquei chocada ao me encontrar sem roupa na mesma cama que Brett. As lembranças da noite anterior chegaram à minha cabeça e, no final, abri um sorriso leve.

Não me arrependi do que aconteceu, e menos ainda de casar com Brett logo depois que o divórcio saiu. Perdoei o Josh nesse dia, pois ele está feliz com Yoko, e eu estou feliz com Brett. Hoje, ele tem 30 anos, e eu, 35, mas continuamos casados e apaixonados.

Brett era meu amado cunhado, que mais tarde virou meu amado marido.

FIM!