Disclaimer:I do not own Relic Hunter – Relic Hunter e suas personagens pertencem a Fireworks Entertainment. Esta fic não possui fins lucrativos.

Summary:Sydney bate a cabeça em um acidente, e eis que ocorre um dos básicos clichês do mundo fanfic (essa é para quem gosta de fics sem morte, mutilação ou tortura do nosso inglês do coração... Santa Sacarose que me ajude, sou péssima com fluffy!).


_Sweet 16_

Parte IX (na faculdade)

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Os dois estacionaram no gramado da universidade, próximo ao prédio de História.

A caçadora desceu rapidamente e olhou para os lados. Nigel fez a volta no veículo e a acompanhou no pequeno caminho até a porta da faculdade.

― Tem algo de errado? Você parece nervosa.

― Impressão sua – e ela olhou novamente ao redor, parando de andar.

― Syd, por favor, me conte o que está acontecendo.

― Eu não posso agora... AGORA!

O inglês estremeceu com o grito inesperado da mulher. Ela estava olhando para um homem logo adiante na entrada da universidade. Do nada, Derek Lloyd apareceu atrás do sujeito e o rendeu com sua arma.

Nigel permaneceu apático testemunhando a cena. Sydney caminhou em direção ao agente do governo, que estava algemando o homem estranho.

― É ele? – perguntou Derek.

― É. Agora eu tenho certeza – confirmou Sydney.

― O que está acontecendo? – perguntou Nigel, detrás da caçadora.

― Bom trabalho, agora só precisamos arrancar as informações deste aqui – ameaçou Lloyd.

Sydney concordou com a cabeça. Derek fez sinal e mais dois agentes que estavam à paisana se aproximaram.

― Levem-no. Precisamos descobrir para quem trabalha e o que ele já sabe sobre o pergaminho.

― O que está acontecendo? – perguntou o inglês novamente. Os outros dois começaram a caminhar em direção à faculdade. Nigel os seguiu.

Em segundos estavam no escritório.

― Olá, Claudia.

― Bom dia, Syd. Sua visita já chegou.

― Eu sei – respondeu a caçadora e apontou para Derek, que entrou logo depois dela. O último a passar pela porta foi o inglês.

― Eu procurei como você pediu pela manhã, mas não encontrei nada – disse a loira.

― Ninguém vai me dizer o que está acontecendo? – perguntou Nigel.

A morena considerou um instante. ― Talvez estivesse no carro. Nigel, o que foi que o hospital lhe entregou com as minhas coisas?

― Sua bolsa e as roupas. Por que eu sou o único que não sabe o que está acontecendo aqui?

O agente entrou na conversa. ― Pode estar em qualquer lugar. É como disse, se ele a continuava seguindo, é porque eles ainda não conseguiram pôr as mãos no pergaminho.

Nigel ainda estava confuso. ― Qual pergaminho?

Sydney começou a pensar. ― Onde pode estar? – e caminhou para seu gabinete.

― Por que ninguém me responde? – o inglês continuou falando sozinho e foi atrás dos dois.

― Não está na sua casa? – inquiriu o agente.

― Eu revirei todo o meu quarto e encontrei apenas o envelope com as ameaças. Eu sei que não levaria uma relíquia para lá.

Nigel aquietou-se, observando.

― Pode haver outra pessoa interessada, talvez quem a seguiu no dia do acidente seja outra pessoa e já levou o pergaminho de Paracelso.

Nigel arregalou os olhos.

― Eu duvido, lembro bem do rosto do motorista, e é aquele mesmo homem que você prendeu há pouco.

O inglês arriscou-se. ― Syd, vai me contar o que está acontecendo?

Os dois o ignoraram. ― Então ainda deve estar escondido. Devemos procurar onde a sua secretária ainda não revistou – declarou o agente.

Nigel virou as costas para os dois, ainda sem resposta. Caminhou até uma das estantes da professora e retirou um livro enorme. Voltou para frente dos dois e entregou o pesado objeto à mulher.

― Se tivesse me perguntado, eu já teria lhe dito onde você o escondeu pela última vez. Quando estiver disposta a me dar respostas, me procure – disse o inglês e saiu do gabinete.

A mulher abriu o livro e viu que as páginas eram falsas. Lá dentro estava escondida a relíquia.

― O pergaminho! – exclamaram Sydney e Derek juntos.

― Nossa, não imagina a dor de cabeça da qual acabaram de me poupar – comentou Derek, animado.

Claudia parou na porta do gabinete. ― Sydney, o que aconteceu com Nigel? Ele foi embora!

― Como assim?

― Ele se despediu, pegou suas coisas e FOI EMBORA!

A caçadora praticamente jogou o livro com o pergaminho nos braços do agente. ― IMPOSSÍVEL!

Ela correu, saindo do escritório. Viu a silhueta do inglês adiante, no corredor. Apressou-se e o alcançou.

― Nigel! Aonde está indo?

― Para casa.

― Como assim? Eu ainda nem lhe contei o que aconteceu.

Ele parou e virou-se para ela. ― Oh, eu sei o que aconteceu. Aparentemente, você recebeu ameaças para entregar o pergaminho e resolveu cuidar de tudo sozinha. Mas no final, decidiu pedir ajuda a Derek.

Ela ficou quieta. Ele pausou um instante e continuou:

― Eu entendo que tenha pedido ajuda para alguém mais forte e capaz. Contamos com a ajuda de amigos sempre. Mas... você não me contou nada. Poderia ter me dito o que estava se passando a qualquer momento. Por que me deixou de fora? É por causa de Derek? É ele o motivo de ter me rejeitado na noite de natal?

A mulher estreitou os olhos. Ele estava... com ciúmes?

― Nigel, não faça essa cara de zangado. Embora seja super atraente, ainda prefiro seu sorriso.

― Eu não estou com vontade de sorrir agora, Sydney.

― Tudo bem. Mas saiba que Derek só veio até aqui para investigar quem está atrás dos pergaminhos.

Ele a encarou bem. ― Está dizendo que vocês dois não estão... juntos?

― Não estamos juntos.

Ele pareceu um pouco desconfiado por um segundo. A caçadora entrelaçou os dedos. ― Estou completamente disponível, para dizer a verdade.

Ela viu o rosto dele relaxar e corar levemente.

― Ah... i-isso é bom.

― Isso é ótimo. Sabe, naquela noite, eu não disse exatamente "não". Só não disse "sim" porque queria te proteger. Pensei que poderiam usá-lo, e eu não me perdoaria se algo ruim lhe acontecesse.

Ele olhou para o chão e balançou a cabeça concordando.

― Eu estava pensando, você ainda tem aquela caixa? ― perguntou ela.

O inglês levantou o olhar. ―... Está no meu bolso.

― E agora que já tem a resposta, você ainda acha que eu a mereço?

― Não...

Ela ficou surpresa. Ele continuou.

―... você merece muito mais. Mas se estiver disposta a aceitá-la, junto comigo... eu ficaria muito feliz. Você... aceitaria?

Ela o mirou diretamente nos olhos. ― Só se me beijar agora.

Nigel sorriu e respirou fundo. Ela o viu se encher de confiança e começar a se aproximar bem devagar. Ele se inclinou e beijou os lábios de Sydney gentilmente. Os dois fecharam os olhos, sentindo o carinho e a paixão se revelarem mais fortes a cada segundo daquele delicioso contato.

O inglês segurou delicadamente o rosto da mulher, e Sydney o enlaçou, trazendo-o para mais perto.

Os alunos que estavam no corredor começaram a bater palmas e a gritar. Claudia e Derek continuavam espiando o corredor pelo canto da porta do escritório. O agente, que estava atrás da secretária, arregalou os olhos.

― Então esses dois... finalmente? – perguntou admirado.

A loira balançou a cabeça, sorrindo. ― Parece que sim.

Sydney e Nigel se separaram. Os alunos sorrindo e fazendo gracinhas ao seu redor. O inglês retirou do bolso a pequena caixa, com aquele jeitinho acanhado que ela adorava.

― É sua, se quiser aceitar – disse entregando-a à caçadora.

Sydney sorriu ao receber o pequeno objeto. Dentro da caixa não havia um anel, como ela imaginava, e sim um colar belíssimo com um pingente vermelho, certamente um rubi.

― Era da minha mãe – explicou Nigel. ― Ela ganhou de presente de meu pai, e eu adorava quando ela o usava. É uma lembrança preciosa, quero que seja seu.

Ela não tinha palavras. Ele enfiou as mãos no bolso, ainda com o rosto avermelhado, tendo tantos expectadores a sua volta. Um dos alunos falou para os outros se afastarem, e o movimento no corredor diminuiu.

― Obrigada, Nigel. É o presente mais lindo que já recebi. Prometo cuidar muito bem de vocês dois.

Ele sorriu lindamente e lançou um olhar maroto. ― Já que... você levou este tempo todo para me dar uma resposta, o mínimo que deveria fazer é me convidar para jantar, não acha?

A caçadora concordou de maneira plácida. ― E que tal se eu fizer o jantar hoje no seu apartamento?

Ele franziu o cenho. ― Mas você não sabe cozinhar.

― Que pena. Teremos que fazer outra coisa para compensar – e escancarou um sorriso provocante.

― ... Eu mal posso esperar.

Os dois dispararam correndo para a saída.

― Ei, mas ainda faltam horas até o jantar – comentou Nigel, logo atrás da caçadora.

― Não se preocupe, eu pensarei em alguma coisa para passar o tempo!

Eles cruzaram o restante do corredor rindo.

― Parece que me dei mal. Iria convidar Sydney para sair hoje à noite – resmungou Derek ainda da porta do escritório.

A loira se virou para ele. ― Aonde pretendia levá-la?

― A um restaurante italiano, conheço um ótimo nesta cidade – e ele ajeitou o livro com o pergaminho debaixo do braço.

― Eu adoro massa! – disse Claudia.

O agente observou o olhar significativo da loira. ― E... você estaria livre hoje?

― Sim.

― Perfeito! Então eu te apanharei às sete.

― Combinado!

O casal voltou para dentro do escritório.

Sydney e Nigel continuaram a corrida até o carro. A caçadora chegou primeiro e fez a dança da vitória na frente do inglês e de todos que estavam no gramado. Os poucos do campus que ainda não sabiam compreenderam imediatamente que o casal havia se declarado, e ainda puderam testemunhar o beijo caloroso que os dois trocaram quando entraram no veículo.

― Vamos lá, temos muito a fazer! – disse Sydney, acionando a ignição.

Ela piscou para o belo homem ao seu lado e pôs o carro em movimento. A caçadora tinha muitas coisas em mente para aquela noite, e principalmente para o resto de suas vidas.

Fim


N.A.:Obrigada a todos que leram minhas fics. Ver este fandom animado novamente é maravilhosooooooo!

Yvarlcris gatíssima não sou nada sem você, sempre me apoiando, valeu muito muito muito mesmoooo, te amo! Steamboat, Lulu, muitíssimo obrigada pelo apoio! Adoro vocês!

Aqua, lindoka, Vitória, minha gatona! Amo vocês demais! Muito obrigada por acompanharem minhas fics!

Vocês são as leitoras mais lindas do mundo!

Espero que a aniversariante goste. Você merece tudo de bom, Aqua do meu coração!

Beijão a todos!