A sala estava mal iluminada. Havia apenas uma pequena claridade que vinha do pouco fogo que crepitava da lareira. A chama estava acabando. A sala era redonda, fechada, sem janelas só uma pequena porta, sem mobília, lá se encontrava uma larga poltrona virada para a lareira e um homem sentado nela, acariciando o que parecia ser uma serpente. Não era um homem comum, muitos diriam que não era um homem, com suas narinas de cobras e seus olhos apenas um par de fendas vermelhas. Seu nome era Tom Riddle, conhecido popularmente por Lord Voldemort.

-Nagini, Nagini... Quais são as nossas chances? – Falava ele pensativo com a serpente enroscada em seu corpo – A cada dia que passa o garoto esta perto de conseguir destruir todas as nossas horcruxes... Não posso impedi-lo, não sei como encontrá-lo... Mas preciso impedi-lo Nagini! Demorei tempo de mais para chegar aonde cheguei, para consegui o que consegui, não posso deixá-lo que me destrua... Eu sei que ele é só um garoto, sei que ele não conseguira me destruir, mas há uma chance, é pequena, claro, mas há uma chance! Como eu o odeio Nagini! Você sabe que só confio em você Nagini, então meu amor, me diz, por favor, me diz o que devo fazer? –

A cobra desceu de seu colo e foi rastejando até atrás da poltrona, subiu por ela e levantou a cabeça até a altura dos olhos de seu mestre, ambos se fitavam intensamente como se houvesse um diálogo entre eles. Como se a cobra estivesse realmente dizendo lhe o que fazer.

Depois de horas, Voldemort se encontrava na mesma sala, diferente de antes, agora estava com mais uma companhia, uma companhia feminina. A mulher estava ajoelhada, como num ato de devoção em frente ao homem, fitava-o fixamente, com um sorriso disfarçado nos lábios. Ela tinha grandes e pesados cabelos cheios de cachos, vestia preto da cabeça aos pés, e esperava ansiosamente para saber porque o seu mestre á chamou.

-Bella, deve estar curiosa para saber por que a chamei aqui, é claro – Começou Voldmort, ele se levantou de sua poltrona e foi andando por envolta da sala enquanto falava – Você é uma das minhas servas mais fiéis, tem qualidades excelentes que só eu vejo, e sei que faria qualquer coisa por mim...

-Sim Milorde! – interrompeu a, mas ao ver o olhar de censura de Voldemort abaixou a cabeça e voltou á ouvir.

-Como eu dizia, sei que faria qualquer coisa por mim, e estou com certo. Medo... Das chances que podem ter o garoto Potter contra mim. Quero me assegurar de que nada atrapalhe meu triunfo e/ou se atrapalhar quero que tenha alguém que continuara o que comecei.

- MiLorde... – começou Bellatriz a falar se levantando vagarosamente- Esta me pedindo para que eu continue o que começou se lago vier a acontecer? –Peguntou ela com uma felicidade nada disfarçada

-Claro que não sua tola! – riu ele debochadamente dela – Você veio de uma família sangue puro, tem tanta maldade no coração quanto eu, e se olharmos bem, tem até certa beleza – Bellatriz abriu a boca pra dizer algo, mais antes que conseguisse, ele disse – Não me interrompa! Você é uma mulher que prezo muito Bella, e tenho que deixar minhas sementes nesse mundo, me entende? –Bellatriz negou com a cabeça- Tudo bem, preciso de um herdeiro Bella! Pra me apoiar no meu reinado, no meu triunfo, e se na pior das hipóteses algo acontecer comigo, continuar o que comecei, entende? Mas não posso conseguir isso sozinho óbvio! – Ele chegou, mas perto da mulher, segurou suas mãos junto as dela – Por isso preciso de você.