Nota: Não custa nada dizer novamente que a fic é baseada na música Beautiiful Liar, da Beyoncé e da Shakira XD


Chapter III

- Uau, devo dizer que você está me surpreendendo hoje! – Misha disse, sentado no banco do carona do carro de Jared.

- É bom mudar as coisas de vez em quando, você não acha? – o moreno alto perguntou, olhando rapidamente para o outro.

- Depende das mudanças. – o advogado respondeu cauteloso, como todo bom mestre das leis.

- Ah, garanto que você vai gostar dessa! – Jared disse, a voz doce, a mão direita escorregando para a coxa do moreno mais velho.

Misha sorriu e Jared correspondeu. Até agora tudo saía conforme o planejado. O seu "namorado" devia estar mesmo estranhando suas atitudes. Era muito raro os dois saírem no seu carro, e mais raro ainda ele fazer algum convite que não fosse para suas exposições, ou algo ligado à arte. Naquela manhã, Jared tinha ligado para o advogado e dito que tinha uma surpresa preparada para aquela tarde, se ele estivesse livre. Jensen convenientemente tinha viajado na noite anterior para uma reunião de uma filial da empresa em Boston.

- Bom, chegamos! – o moreno alto falou, animado, quando entravam na garagem de um prédio do Green Village.

- Certo, eu estou morrendo de curiosidade, mas sei que se eu perguntar você não vai responder. – o mais velho disse, enquanto tiravam o cinto de segurança e desciam do carro.

- Exatamente. – Jared replicou, dando a volta e envolvendo o outro em um abraço, juntando os lábios em um beijo. – Você confia em mim? – perguntou, olhando bem dentro dos olhos azuis.

- Claro. – Misha respondeu, sem hesitar.

O mais novo beijou o advogado novamente, antes de conduzi-lo pela garagem até o elevador. Mal as portas se fecharam e Jared agarrou o moreno mais novo, prensando-o contra a parede metálica. Misha não estava acostumado com aquilo. O mais novo sempre deixava que ele tomasse as rédeas das situações, mas até que aquilo era divertido. Podia deixá-lo brincar um pouco, se sentir no comando por alguns momentos e depois virar o jogo. Porque sempre era ele que comandava. Não tinha como ser de outro jeito.

Aparentemente aquele prédio era de um apartamento por andar. O elevador dava em um corredor com apenas uma porta em seu final. Os dois homens cruzaram o pequeno espaço entre a porta do elevador e do apartamento entre beijos e abraços, os sons ecoando nas paredes pintadas de azul claro. Jared abriu a porta e eles entraram em uma sala ampla, com grandes janelas que tinham uma vista incrível da vizinhança. Mas Jared nem deu tempo para que o advogado reparasse na decoração e o arrastou para um dos quartos.

Era um quarto grande, com uma cama king size. As cortinas estavam fechadas e velas aromatizadas enchiam o ambiente com um perfume adocicado – canela, pelo que Misha pôde identificar. A luz filtrada pelas cortinas cor de pêssego e da chama das velas deixava o ambiente quente e excitante. Jared olhou o advogado, o rosto ansioso, esperando sua reação.

- Jay, isso é realmente... – Misha estava sem palavras. – Você está bem inspirado hoje, han?

- E você ainda não viu nada, amor... – Jared disse, erguendo o canto dos lábios em um meio sorriso misterioso. – Uma vez você me disse que é um homem de muitas facetas... – o moreno alto continuou, abraçando o outro pelas costas e beijando seu pescoço. – Eu tenho algumas que não mostrei ainda.

- É mesmo? – Misha sussurrou, enquanto as mãos grandes de Jared tiravam seu blazer caramelo e desabotoavam sua camisa cor de terra.

- Aham... – o pintor sussurrou em seu ouvido, fazendo seus pelos se arrepiarem. – Você quer que eu te mostre?

- Eu tenho que admitir que estou curioso. – fez-se de difícil, as mãos afundando-se nos cabelos macios do outro.

- A curiosidade pode ser perigosa. – Jared provocou, mordendo o ombro já nu do advogado, os dedos percorrendo seu abdômen até chegar ao cinto que foi desafivelado. – Dizem que ela matou o gato.

- Sorte que estou mais pra um leão do que para um gatinho indefeso, não é? – Misha disse, a voz meio estrangulada pelos gemidos que constantemente queriam sair de sua garganta.

Jared riu e imitou um rugido de leão em seu ouvido, enquanto suas calças de linho escorregavam por suas pernas. O moreno mais velho estava achando divertido aquele jogo com o mais novo. Deliberadamente abaixou-se para poder tirar os sapatos e sentiu o volume de Jared roçando em seu traseiro. O gemido do artista o fez sorrir. Sim, daria todas as esperanças, apenas para tornar mais divertido o momento em que invertesse os papéis.

- Não vai tirar suas roupas também? – perguntou, a voz doce e suave, olhos de cão abandonado.

- Na hora certa. – Jared respondeu, abaixando-se enquanto tirava a boxer azul claro. – Você vai ter que ser paciente dessa vez...

O moreno alto beijava e mordiscava o outro, agarrado à sua cintura e fazendo-o andar na direção da cama, onde o deitou de bruços e deixou seu peso sobre ele.

- Porque hoje a brincadeira vai ser diferente. – falou novamente, mas seu tom de voz era outro.

Misha detectou a mudança, mas tudo aconteceu tão rápido que ele não teve tempo de processar seus prováveis significados. Em menos de um segundo Jared prendia seus braços em suas costas enquanto pegava algo no chão, ao lado da cama. Não conseguiu nem perguntar o que estava acontecendo antes de ouvir o clique metálico e sentir algo gelado apertando seus punhos.

- Jared, o que você está fazendo? – sua voz estava assustada, porque o outro o puxava pela cama, na direção da cabeceira de tubos de aço moldados em formas circulares.

- Só mais um pouco e você já vai saber. – A resposta do outro saiu entre os dentes, porque Misha se debatia. Não estava gostando nada daquilo e definitivamente não queria saber como continuaria. Mas Jared era maior que ele e mais forte. De alguma forma ele conseguiu prendê-lo com outro par de algemas à cabeceira, deitado de costas.

- Jay, que porra é essa? – encarava os olhos verdes, assustado. Aquilo estava fora dos seus limites. – Eu não gosto dessa brincadeira.

O olhar que o artista plástico lhe lançou foi estranho. Sua expressão franzida era de repulsa, de nojo.

- Mas isso não é uma brincadeira, Misha. – o moreno finalmente falou, a voz baixa e perigosa. – Isso é o fim das suas mentiras, seu filho da puta!

A porta do quarto se abriu e, para espanto do advogado, Jensen entrou, a expressão muito parecida com a de Jared. Misha olhou de um para o outro, a boca ligeiramente aberta. Não conseguia acreditar no que seus olhos viam. Aquilo tudo era uma armadilha? O que diabos Jensen fazia ali? Era um sonho, só podia.

- Então, baby – raiva e sarcasmo se misturavam na voz de Jensen – gostou da surpresinha?

- Jensen, Jared eu...

- Você pode explicar? – Jared interrompeu, o volume da voz alteando. – O que você vai inventar dessa vez? Vai dizer ao Jensen que eu te seqüestrei? Que você está drogado?

Os punhos de Jared estavam fechados com tanta força que os nós dos dedos estavam esbranquiçados. O pintor estava se segurando muito para não partir a cara daquele cafajeste. Ao mesmo tempo sentia uma vontade enorme de se lavar, tirar dele o gosto dos beijos que haviam trocado momentos antes. Só Deus sabia o quanto ele tivera que se esforçar para ser convincente, para não explodir a qualquer minuto da farsa que tinha planejado com Jensen – muito embora seu corpo tivesse reagido àquilo tudo, o que lhe fazia sentir mais asco ainda.

- Vocês dois me enganaram... – Misha disse, como que para si mesmo.

- Aprendemos com você, amor. – Jensen falou. – Aliás, Jared você mereceria todos os prêmios de atuação do mundo, mas acho que nosso querido namorado ganha de você. Misha, como você foi capaz? – a voz do loiro foi ficando alta e aguda. – Eu confiei em você, eu me entreguei a você... Nós confiamos. – acrescentou, indicando Jared.

- Jen, Jay eu meti os pés pelas mãos! – Misha disse, sua voz insegura como nunca os dois mais novos tinham ouvido. O advogado sentia-se acuado e pela primeira vez em muito tempo completamente sem argumentos. Estava, como diziam, fodido e mal pago.

- Meteu os pés pelas mãos... – Jared repetiu, a indignação em seu tom de voz.

- Por quê? – Jensen perguntou. Sabia que a resposta seria mais uma mentira, mas não conseguiu evitar.

- Eu... eu me atrapalhei. – Misha parecia confuso. – Jen, eu me apaixonei por você, de verdade. E então conheci o Jared e... e nós nos envolvemos e... foi um erro. Eu sinto...

- Não diga que sente, porque não é verdade, seu cretino! – o empresário explodiu. – Você é incapaz de sentir. A única coisa que você tem dentro de si é esse seu ego gigantesco. Você deve se sentir o máximo, não é? O garanhão que é capaz de ficar com quantos quiser, que coloca de quatro qualquer homem! Se você sente muito é por você mesmo.

- Jen... – Misha baixou os olhos. – Eu me apaixonei por vocês...

- E pelo Chad também, não é? – Jared interrompeu. – É isso mesmo, Misha, eu sei. – o moreno alto acrescentou, quando o outro levantou os olhos, surpreso. – Francamente, é muita pretensão... além de me fazer de amante, se agarrar em um banheiro com meu melhor amigo! Você é um monstro, Misha.

- Como...?

- Como nós soubemos? – o pintor completou a pergunta. – Isso deve estar te incomodando muito, não é? Você sempre foi tão cuidadoso, tão inteligente. Seu ego nunca conseguiria prever que seria pego. Mas nenhum crime é perfeito. Chad sempre esteve de olho em você. Ele me levou ao Four Seasons na noite do seu aniversário com Jensen. Na noite em que você tentou trepar com ele no banheiro!

- Na noite em que você aceitou morar comigo! – Jensen falou, passando a mão pelo cabelo. – Como eu fui idiota, meu Deus!

- Eu podia ter feito uma cena no restaurante. – Jared continuou. – Mas não ia adiantar nada. Eu sairia machucado, Jensen também. E você apenas ficaria decepcionado consigo mesmo porque não conseguiu manter o seu jogo. O único jeito de fazer você pagar pelo que fez seria atingi-lo onde mais doeria.

- Jared, Jensen... – Misha estava com medo. O que aqueles dois iriam fazer?

- Ah, não se preocupe, baby... – o empresário falou, vendo o pânico nos olhos azuis. – Embora você merecesse uma surra das boas, não vamos sujar nossas mãos. Até porque não faria nenhum efeito. Vamos dar o golpe no seu ego. Sua imagem perfeita vai ruir hoje, Misha.

- Você não está numa situação agradável, - Jared retomou a palavra, dessa vez com uma nota de prazer na voz – assim, pelado e desprotegido, nesse quarto todo preparado para uma tarde de muito sexo. Agora, o que será que as pessoas iriam pensar disso? Especialmente, seus potenciais clientes – empresários como Jensen, que sempre procuraram as melhores referências de seus advogados? O que isso faria com a imagem do escritório onde você trabalha?

- Ah, seria um belo estrago, Jared. – o loiro disse, no mesmo tom do moreno alto. – Não seria nada bom. Eu diria que qualquer carreira estaria arruinada se essa história vazasse, por exemplo, num desses tablóides. Claro que para as pessoas comuns seria apenas uma história divertida, mas no meio empresarial... a coisa seria diferente.

- O negócio é o seguinte, - o pintor virou-se para o advogado. – nós vamos embora e vamos deixar você aqui. Ah, mas você não vai ficar sozinho, não se preocupe! – acrescentou, quando Misha abriu a boca – Não somos tão ruins assim. Um amigo nosso vai ficar aqui te fazendo companhia. Um fotógrafo. A chave das algemas vai ficar com ele. Você pode pedir pra ele te deixar ir embora a qualquer momento.

- Mas... – Jensen tornou a falar, andando devagar – Antes de te soltar ele vai tirar algumas fotos, sabe, pra registrar esse momento tão prazeroso. Para você nunca mais esquecer. E para ajudar a reforçar as lembranças, ele tem instruções para levar umas cópias para seu escritório e para o New York Post, onde um outro amigo nosso vai escrever uma notinha muito interessante!

- Jen, Jay, vocês não podem fazer isso! – Misha se debatia, tentando soltar-se. – Vocês vão afundar minha carreira! Isso não é justo...

Os dois homens riram juntos.

- Claro que não é justo. – Jared falou. – Isso não compensa nem dez por cento da sua canalhice!

Sem dar ouvidos aos apelos do advogado, o loiro e o moreno se viraram para a porta.

- Ah, tem um detalhe. – Jensen voltou-se para o moreno desesperado na cama. – Richard vai embora em uma hora. Então é melhor decidir logo se vai querer sair daqui hoje ainda ou... quando o dono do apartamento – um amigo meu – voltar de suas férias na Europa daqui quinze dias. Não adianta gritar por socorro, estamos no último andar e o apartamento debaixo está vazio. E também não adianta tentar subornar o fotógrafo, ele sabe que pagarei o dobro de qualquer quantia que você oferecer.

- Jared! Jensen! – Misha ainda gritou. – Voltem aqui! Merda! Merda! – ouviram-no da sala do apartamento, onde Richard, o fotógrafo, estava.

- Não se esqueça do nosso acordo. – Jensen disse para o homem de queixo saliente e ar brincalhão.

- Pode deixar, Sr. Ackles! – ele respondeu, acenando com a cabeça.

J2/M

O sol já estava se pondo e eles estavam caminhando pelo Central Park, dois copos com o logotipo da Starbucks nas mãos.

- Acha que ele está lá ainda? – Jared perguntou, tomando um gole do cappuccino.

- Acho que não. – Jensen respondeu, o olhar perdido nas árvores mais a frente. – Ele estava mesmo assustado, eu acho. Seu mundo perfeito desmoronou, ele viu que não é o fodão. Acho que não iria arriscar ficar preso duas semanas.

- Não que fôssemos deixá-lo lá de verdade esse tempo todo... – o moreno alto disse, tentando convencer a si mesmo de que realmente não era capaz disso.

Jensen captou o pensamento do outro e riu. Ele também tinha essa mesma dúvida.

- Ele pode nos processar por seqüestro. – o pintor falou, de repente.

- Nah, ele não faria isso. – o empresário respondeu. - Arruinaria ainda mais a imagem dele. Quanto mais escândalo no meio jurídico, mais ridicularizado ele ficaria. E, além do mais, é a nossa palavra contra a dele.

Jared concordou e eles continuaram caminhando a esmo. No fundo, aquela vingança não tinha aplacado a mágoa, a dor, a raiva que sentiam. Mas, de certa forma, era bom saber que Misha provavelmente não faria aquilo de novo. Ou pelo menos pensaria duas vezes. Os dois homens sabiam que o advogado era bem capaz de dar um jeito mirabolante de sair daquela situação, mas tinham uma sensação de alívio, de dever cumprido.

Sentaram-se em um banco, debaixo de um carvalho. Era um momento estranho. Estavam diante de uma curva na estrada, sem saber o que viria a seguir. Sentiam que demoraria um tempo para sair daquela rota mal sucedida e achar um novo caminho.

- Bom, conseguimos. – Jared disse, suspirando.

- Sim. – Jensen concordou, tomando um gole do seu café. – Mas, e agora?

- Acho que vamos em frente. – o mais novo disse, virando-se para o mais velho. – Não vai adiantar nada ficar sofrendo por causa daquele cretino.

- Ah, é tão fácil falar... – o loiro olhou para os próprios pés.

- Eu não disse que é fácil. – Jared replicou, colocando a mão no ombro do outro. – Jensen, eu passei pelo mesmo que você. Mas não adianta nada ficar parado. Como dizem, a fila anda. O barco segue em frente.

Jensen sorriu. Não conhecia o pintor direito, mas alguma coisa nele o fazia se sentir um pouco mais animado. Jared parecia ter uma luz que iluminava os olhos verdes. Podia ser o frescor da juventude, podia ser seu coração devotado às artes ou as duas coisas juntas. Era tão estranho que ele fosse o sujeito com quem seu namorado o traíra. Por mais que não quisesse, aquela ideia tomava conta de sua cabeça sempre que encarava o outro.

- Certo. – finalmente disse, depois de um longo tempo em que se olharam sem falar nada. – Você tem razão. Vamos deixar Misha e suas mentiras para trás.

A luz do crepúsculo sumia rapidamente, o céu passando do azul pálido para azul petróleo.

- É melhor irmos. – Jared disse, olhando as estrelas que começavam a aparecer.

- É melhor. – o loiro concordou, pondo-se de pé.

- Você, hm, quer uma carona? – Jared ofereceu. Jensen tinha ido até o apartamento onde prepararam a armadilha para Misha de táxi.

- Ah, obrigado, mas eu preciso passar no meu escritório ainda. – o mais velho disse, erguendo as mãos em um gesto de desculpas. – É aqui perto, eu posso ir a pé.

- Ah, certo. – o moreno disse, passando a mão nos cabelos compridos. – Bom, então... é isso. Talvez, não sei, a gente possa tomar um café novamente, outro dia.

- É, - Jensen concordou, meio incerto – talvez. Até mais, Jared.

- Até, Jensen. – o moreno respondeu.

Os dois homens deram-se as costas e foram em direções opostas. Nenhum dos dois tinha muita certeza de que rumo suas vidas tomariam dali pra frente, de que efeitos aquelas mentiras tão bem contadas teriam. Alguma coisa os fez olhar ainda uma vez para trás, seus olhares se encontrando rapidamente antes de seguirem em frente.

Bom, não adiantava muito ficar especulando o futuro. Afinal de contas, a vida escondia surpresas a cada curva. Ruins, como um belo mentiroso feito Misha, e também boas. Mas isso só descobririam com o tempo.

FIM


Nota da Anarco: Ah! Que peninha. Misha tinha a minha torcida. Queria ver esse belo mentiroso saindo por cima, mesmo depois de sacanear legal. Teria sido engraçado. ushaush Mas não consegui convencer o autor, então... Quem sabe o Cassboy não decide escrever um final alternativo só pra mim? *alisa o chicote e sorri maliciosa*

Nota do CassBoy: Hausahas! Esse Misha irresistível bem que era capaz de escapar mesmo dessa armadilha! Mas dessa vez o bem venceu e ele sofreu as consequências das suas mentiras. Porque elas sempre vêm, cedo ou tarde. Isso é uma verdade! E final alternativo é uma ideia interessante! Resta saber se a minha inspiração vadia vai colaborar XD

Espero que o final tenha agradado aos leitores! Não sei bem se era o esperado, se ficou à altura do que o Misha aprontou.


Segue a letra da música que inspirou a fic:

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