SIM TEM 4 CAPÍTULOS JUNTOS AQUI. ME DESCULPA A CONFUSÃO NO LAYOUT OK? Eu tinha tirado a fic do ar, daí depois de anos resolvi voltar com ela pq eu sou tonta e não tava dando conta de enviar pra todo mundo que pedia. Resolvi botar tudo junto pra evitar do pessoal receber alertas desnecessários e ter falsas esperanças com esses capítulos "velhos" hahah


Aviso: Twilight não me pertence. Mas esse enredo sim. Respeitem!

N/A: Obrigada à Tod por ter sido uma beta fofa e atenciosa.

Essa short-fic pertence a uma brincadeira de amigo oculto entre as autoras: blueberrytree, Carol Venancio, Cella E.S, GiulyCerceau, Isa Vanzeler, Lali Motoko, Oh Carol e Tatyperry.

Lembram-se do Natal de 2010, quando surgiu "Um Bom Menino", que eu escrevi para a Isa? Então, essa é a 2ª edição da brincadeira. Tem uma comunidade com todas as fics chamada "Amigo Oculto de Férias/Julho 2011", vocês a encontrarão no meu profile na parte de Community. Não deixem de conferir as outras fics no profile de cada autora.

O tema da vez é "Férias" e cada uma de nós recebeu duas músicas e duas fotos da nossa amiga oculta para criar uma história, podendo escolher ao menos um desses itens.

E eu tirei minha querida xará Carol Venancio, que deu várias inspirações (links no final do capítulo), mas, principalmente a frase "Amor de verão não sobe a serra". Por isso, relaxem, peguem seus drinques com guarda-chuvinhas e divirtam-se como essa Bella se divertirá!


CAPÍTULO 1


Essa era a quarta vez que Isabella Swan fazia o mesmo caminho em um dia 13 de julho, para ser exato. O quarto ano que ela iria pôr os pés no mesmo transatlântico da Companhia Sea Joy de cruzeiros marítimos.

- Você viu quem estava na fila de embarque? Era o elenco todo de The Hills. Eu tenho certeza que era, eu amava aquele reality show! E também aquele solteirão que participou da última temporada de The Bachelor. - sua mãe tagarelava ao seu lado, ignorando o ar de desinteresse da filha.

- Mãe, eu acho que não pude ver a última temporada de The Bachelor, sabe? Estava ocupada. - replicou Isabella com ironia. Ela sequer sabia que tipo de programas eram esses. Ela não assistia televisão. Muito menos TV americana.

- Olha, meu amor, eu acho que você poderia investir no Jack Benjamin, se tiver a chance. Ele é um partidão e, cá entre nós, eu li na Ok! Magazine que o noivado marcado no fim do Bachelor não deu certo. Ele iria te achar linda, tenho certeza.

- Uhum. - ela murmurava, enquanto sua mãe continuava o quase monólogo.

Sob o sol à pino da baía de Los Angeles, Isabella adentrava o lindo navio ao lado de sua mãe, Renee, a pessoa responsável por colocá-la nessa "quase roubada", como ela achava.

Isabella xingava sem parar dentro da sua mente enquanto seus pés cambaleavam ao cruzar a pequena passarela que levava em direção à entrada, onde um marinheiro e uma marinheira terrivelmente sorridentes recepcionavam os passageiros, distribuindo colares havaianos clichês. Se um dia, ela pensou, eu cair no mar poluído dessa cidade imbecil, ai de quem estiver ao meu lado para ouvir minhas reclamações!

É claro que ela fazia essa viagem por amor à sua mãe - afinal, esse era o único tempo que tinham para se reencontrar durante todo o ano. Desde que começou sua faculdade em Lyon, na França, suas voltas à terra natal haviam ficado restritas a um mês de suas férias de verão.

Um mês, esse era o tempo exato que a jovem mulher de 25 anos conseguia voltar a aturar o povo desse país, além da sua cidadezinha minúscula e grosseiramente chuvosa com um nome tão ridículo quanto seus moradores, Forks. Eram quinze dias reservados para sua mãe, outros quinze para o seu pai - ela preferia assim, já que dessa forma não teria que reviver o inferno que fora sua adolescência, quando os dois ainda formavam um casal.

Isabella até hoje achava ridículo o fato de seus pais dividirem uma enorme casa em Forks, embora estivessem separados desde antes de ela garantir sua vaga na renomada Universidade de Lyon. Sua mãe insistia que esse era um jeito mais descomplicado de lidar com um desquite - e, mesmo assim, Isabella sabia que seus pais continuavam brigando feito cão e gato. Talvez esse tenha sido o principal motivo para que ela fugisse para tão longe daquela cidade na primeira oportunidade que teve. Pois qualquer outro lugar em território norte-americano não era bom o suficiente para livrá-la de tudo o que a incomodava em sua vida.

Embora Isabella preferisse as costas europeias, esse cruzeiro na costa sudoeste dos Estados Unidos, partindo da Califórnia, era o máximo que sua mãe podia pagar, então ela fazia um esforço. O destino do cruzeiro era o Havaí, "14 noites e 1 manhã de pura diversão, conforto e belezas naturais para você curtir suas férias no melhor estilo" - ao menos, era isso que dizia no anúncio que ela recebia todo mês de abril em seu e-mail pessoal.

A realidade era muito diferente.

Estar no mar não era sua praia - com o perdão do trocadilho -, então seus enjôos eram constantes nos dois primeiros dias até ela se ajustar ao ritmo do oceano. Depois que se acostumasse, seriam longas e tediosas horas do dia sem absolutamente nada para fazer. Jogos de azar não eram de seu interesse. Aulas de dança de salão muito menos. As gincanas e animações na piscina eram patéticas demais para o seu gosto. Tudo o que ela fazia era ler um bom livro, conversar asneiras com sua mãe, e dormir sob o sol e a brisa fresca do Pacífico enquanto esperava chegar ao prometido paraíso havaiano, para então retornar.

Está bem, não soava tão ruim assim, ainda mais tendo outros bons motivos que a atraíam… Mas não exatamente a sua ideia de diversão. Esse ano, porém, ela decidira que iria aproveitar ao máximo e explorar todas as possibilidades que o cruzeiro prometia.

O ano no trabalho - um importante escritório de advocacia -, tinha sido mais estressante do que nunca. O caso de corrupção no parlamento francês lhe rendera excruciantes horas extras em seu cargo de assistente jurídica. Juntando isso aos seus estudos para a pós-graduação, tudo o que ela precisava era justamente não pensar em nada, o que soava ótimo considerando as opções de lazer do navio.

Aqui, ela podia voltar a ser apenas Bella Swan, a mulher cheia de sonhos, decidida, livre de amarras sociais, que pouco lembrava a Isabella durona e fria que havia conseguido seu espaço no competitivo mercado de trabalho francês - mesmo que não demonstrasse o seu lado natural para todo mundo. Ser ela mesma lhe fazia bem, apesar de estar em meio à estranhos, além de ter a companhia de sua mãe, cuja personalidade era demasiadamente exótica e de gosto duvidoso para, realmente, se conectar à Bella.

O cruzeiro podia parecer fútil, simples demais e sem graça - um típico passatempo de férias - não fosse o fato de que, embora suas manhãs fossem demoradas e lânguidas, suas noites no navio nos últimos dois anos eram repletas de atividade. E era a sua atividade favorita de praticar, mesmo fora dali.

Há dois anos, esse era o seu pequeno segredo. Um delicioso, excitante, e quase perigoso pequeno segredo de olhos verdes matadores, sorriso lascivo, porte atlético, que, de fato, não era tão pequeno assim.

- Me pergunto se vou achar a Minnie e a Dolly esse ano. Elas garantiram que voltariam, nos divertimos tanto ano passado! - sua mãe riu, lembrando das amigas que tinha feito no cruzeiro. Bella vagamente se lembrava das duas dondocas rondando sua mãe pelo salão de festas, bêbadas com seus drinques fortes em punho, como se ainda tivessem 20 anos. Era tão ridículo.

- Tomara que tenham vindo, não é, mãe? - ela falou tentando sorrir, mas a nostalgia que lhe tomara conta ao adentrar o navio a deixou alarmada.

Erguendo os óculos escuros acima da testa, Bella percorreu os olhos pelo corredor de gente formado por todos os funcionários do transatlântico, no deck de entrada onde faziam a recepção. Ela não queria admitir, mas seu olhar se agitava, com mais rapidez do que nunca, de lado a outro em busca do brilhante cabelo de cor peculiar dele, cujo tom já estava gravado na sua memória. Nas manhãs ensolaradas, a cor era a mesma do sol ao se pôr; à noite, um castanho acobreado fechado.

A fila de passageiros seguia para frente em passos lentos. Ninguém tinha pressa, afinal. Mas ela começava a sentir-se extremamente ansiosa para saciar sua dúvida. Ano passado, o rapaz havia dito que terminaria a faculdade de Educação Física esse ano, portanto, o emprego de verão que aqui tinha para pagar as contas da mensalidade não seria mais necessário.

O alívio tomou conta do corpo de Bella quando avistou o bendito sorriso irregular que só ele conseguia reproduzir. Ela ajeitou sua postura minimamente antes de passar por ele rapidamente, dando uma piscadela de cumplicidade. Ela podia sentir os olhos do homem queimando em suas costas, ao andar por ele. Está olhando para minha bunda. Perfeito, pensou.

Edward A. Cullen, dizia o crachá, preso em uma das raras camisetas que ele estaria usando pelos próximos quinze dias. Bella sempre se indagava o que aquele "A." significava, e sempre lhe ocorria que ela jamais soube o nome completo dele; ela também não se lembrava de informar o seu a Edward, então o pensamento era rapidamente esquecido por algo mais importante. Formalidades não eram necessárias para os dois - afinal, o que eles tinham em comum era, basicamente, tratado entre lençóis e não em complexas conversas.

Ela quase nunca pensava nele durante o ano, embora, de tempos em tempos, tornasse a ver o vídeo que havia gravado com sua câmera fotográfica digital ano passado, e que agora estava guardado seguramente em seu computador pessoal.

Bem, cada um levava suas recordações de férias do jeito que quisesse.

- Você adora uma sacanagem, não é? Eu adoro isso em você. - Edward rira em seu ouvido enquanto via Bella amarrando os pulsos dele nos cantos da cama de solteiro na cabine de Edward. Naquela noite, ela o cavalgara virada de frente para a câmera, e de costas para ele, mais do que nunca se sentindo uma voyeur ao pensar em assistir a si mesma durante o sexo. Seu parceiro grunhira, gemera e tanto adorara que, ao fim da viagem, pediu que ela lhe mandasse uma cópia do vídeo. É claro que ela jamais mandou.

Bella aproveitava a sensação de aventura e loucura que o vídeo evocava, sozinha em seu apartamento, naqueles momentos dos quais o que ela mais precisava era fugir de seu eventual cotidiano difícil. Ela só podia imaginar se um dia descobrissem que Isabella Swan, uma séria advogada com um brilhante futuro pela frente, já havia feito um verdadeiro pornô caseiro. O aspecto proibitivo a excitava imensamente, e talvez tivesse sido esse o motivo por ter começado algo assim, para início de conversa.

Edward era mais jovem do que Bella. Um cara de 22 anos, estudante e atleta da Universidade de Stanford, na Califórnia. Passou os últimos cinco verões trabalhando como salva-vidas da piscina do Sea Joy, enquanto, durante o restante do ano, dava aulas de natação para crianças e disputava competições com a equipe de natação da faculdade.

Era estritamente proibido que a tripulação tivesse qualquer tipo de envolvimento com os passageiros, a não ser uma amena amizade, de pura troca de gentilezas enquanto lidavam com o público. Se soubessem que Edward, volta e meia, se via envolvido com Bella nas dependências do navio, certamente ele tomaria uma advertência e nunca mais seus serviços seriam contratados.

- Olhe, Bella, aquele seu amigo salva-vidas está aqui também. Acho que estão quase todos os funcionários do anos anteriores, até mesmo o gato do barman. Eles são tão gentis. - sua mãe interrompeu seu fluxo de memória, tapeando seu ombro. Bella assentiu a cabeça, sem nada a dizer.

Renee sabia que a filha fizera amizades com a equipe de salvamento, já que Bella adorava passar o tempo no navio nadando na piscina ou pegando sol no deck. Durante o cruzeiro passado, ela às vezes via o salva-vidas principal conversando com a filha, e Renee gostava que a moça tivesse encontrado pelo menos alguém com quem se divertir por aqui. Ela nunca entendeu o motivo de Bella detestar os americanos, então ter amigos compatriotas era uma surpresa.

O que Renee não sabia, no entanto, era que o divertimento proporcionado pelo rapaz à filha era de uma natureza completamente diferente do que ela acreditava.

Os passageiros tomavam suas cabines. Pouco a pouco, iam preenchendo o transatlântico pomposo e já animado pela música alta que tocava. Bella e a mãe seguiram até a cabine que dividiam.

O espaço pequeno era ocupado por duas camas de solteiro, uma ao lado da outra, um minúsculo banheiro contendo apenas o básico, e tinha uma decoração colorida vibrante que só de olhar já deixava Bella com dor de cabeça. A vantagem era a janela relativamente grande, que proporcionava uma bela vista enquanto se tentava dormir em um navio em alto-mar.

Se tudo desse certo, Bella sequer precisaria da ajuda calmante que a paisagem pacífica exercia sobre o sono - se fosse como nos dois últimos verões, Bella teria o auxílio de um corpo quente e forte que a faria dormir como um bebê após uma atividade intensa e revigorante.

- Mãe, eu sei que você está doida para aproveitar a farra de boas-vindas lá fora. Pode ir, eu vou ficar aqui descansando um pouco. Ainda estou sentindo o prejuízo de quase 16 horas dentro de um avião. – avisou Bella, para o alívio da mãe. Ela queria a companhia da filha, porém não estava disposta a passar a primeira manhã trancafiada dentro do quarto.

- Obrigada, meu amor. Eu imagino o quanto você está cansada – falou Renee, dando um beijo na bochecha de Bella e limpando o resto de batom, como fazia na infância dela. - Mas não vá ficar dormindo o dia todo. Temos muito para aproveitar aqui. É verão, meu bem!

Após sua exclamação empolgada, Renee saiu da cabine para deixar Bella sozinha; pronta para ter seu merecido descanso.

Antes de deitar-se, porém, ela verificou se a pequena geladeira tinha tudo o que ela precisava - que consistia de garrafas de água fresca e as trufas de chocolate recheadas de rum, um dos únicos doces americanos que ela gostava; Mas não. As trufas estavam lá, porém ela precisou sair para reclamar com alguma camareira sobre as garrafas de água que estavam faltando, após tentar, sem sucesso, fazer isso pelo interfone.

Vagou os corredores estreitos dos hóspedes, mas depois de cinco minutos, ela já se sentia tonta e cansada. Bella achava um disparate que o serviço dessa vez parecia estar péssimo; nunca acontecera isso antes. Ela estava bolando um jeito de processar a companhia por ter seus direitos de consumidor negligenciados quando, ao virar a esquina para retornar ao seu corredor, quase trombou com a pessoa que vinha ao seu encontro. Era Edward.

Bella parou com um sobressalto, assim como ele. Eles passaram um embaraçoso segundo sem saber se cumprimentar-se-iam ou não, até que, enfim, Edward tomou a iniciativa.

- Como vai, Isabella? – cumprimentou com um sorriso, estendendo a mão, a qual Bella aceitou. - Que bom vê-la por aqui novamente.

Edward a tratava com um respeito muito paradoxal a toda intimidade que eles costumavam compartilhar carnalmente. E cada vez que Isabella, ao invés do apelido, saía da boca daquele homem, a mente de Bella preenchia-se de todas as situações onde ela adorava ouvir seu nome sendo sussurrado ou gemido por ele.

- Igualmente, Edward. Estou ótima, mas cansada. E você? – perguntou, entrando em uma conversa de amenidades.

- Também estou ótimo. Terminei a faculdade esse semestre. Minha turma toda está em alguma ilha do oceano atlântico nesse momento… perto do Brasil ou algo assim. E eu, bem, estou aqui. Essa é a minha viagem de presente de formatura. – ele brincou, parecendo quase nervoso por partilhar aquilo com Bella.

- Hm. Eu lembro que você tinha dito. Parabéns. – respondeu ela, não resistindo a passar sua mão uma vez no braço superior de Edward. A pele amorenada lhe incitava.

- Muito obrigado. Bom, eu vi sua mãe por aqui. Acho que ela virou fã do cruzeiro?

- Ah sim. Minha mãe parece ter se apegado a esse programa de verão.

- Muita gente se apega. – ele disse, e Bella não sabia ao certo se tinha ou não ouvido o tom de insinuação naquela frase. Ele deixou escapar um sorriso que ela considerava nada além de sacana, e parecia um menino levado. Ela quase quis dar umas palmadas na bunda dele. Ou mordê-la.

Apesar da - pouca - diferença de idade, Bella nunca havia conhecido um garoto que fosse tão bom quanto Edward naquilo que os dois faziam. Ele agia como um amante de vasta experiência, não como um menino desajeitado de faculdade; Edward era um amante muito melhor do que muitos que Bella já tivera. Ele era quase embatível. Quase. Afinal, ninguém podia ser um amante tão completo quanto Demetri Volturi, o empresário italiano bonitão com quem Bella volta e meia saía, lá em Lyon. Os italianos eram os melhores amantes do mundo, e, para Bella, não havia discussão nisso.

Mas ela bem que adorava testar as habilidades do american boy parado à sua frente.

- Bom, eu preciso ir. Estou exausta do vôo que enfrentei a madrugada inteira, e ainda tenho que achar uma camareira para repor as garrafas de água da geladeira.

Edward olhou ao redor, e, verificando que não havia mesmo nenhuma funcionária por perto, ofereceu ajuda. – Pode deixar que eu mando providenciar isso pra você. A sua cabine é…?

- É a 42B. – respondeu ela, pensando se ele talvez não resolvesse fazer uma visita a qualquer hora dessas. Tudo o que ela precisaria era se livrar de sua mãe por algumas horas, mas era apenas um detalhe.

Ela e Edward criaram o costume de somente se encontrar na cabine que ele dividia com um outro salva-vidas, Jasper, vez ou outra achando lugares apertados escondidos e nada confortáveis para os padrões de Bella. Ela se lembrava que ambos trabalhavam lá desde que começara a frequentar o cruzeiro, e que Jasper era camarada de Edward. Eles eram colegas na equipe de natação em Stanford, ou algo assim. Ela não tinha certeza - realmente não dava a mínima para as informações.

Tudo o que importava era que Jasper era legal o bastante de deixá-los a sós no período da noite, o horário em que ambos estavam de folga, e ele só retornava no meio da madrugada para dormir. É claro que isso requeria que Bella saísse de fininho para voltar à sua cabine, mas não era um problema - Renee dormia feito pedra após tantos drinques acumulados o dia inteiro, cujo efeito era auxiliado por seu remédio para dormir.

- Em cinco minutos suas garrafas estarão lá, eu te garanto, Isabella. – ele reafirmou.

- Ok. Muito obrigada. A gente se vê. – ela disse com um pequeno sorriso que queria dizer muito mais do que aquilo, e não resistiu em deixar uma piscadela antes de sair pelo corredor.

Uma camareira, pouco depois, bateu à sua porta, e Bella agradeceu ao pegar dez garrafinhas de água, o dobro do que pretendia pedir. Ela trocou de roupa, pondo uma mais confortável, enquanto indagava-se o motivo de Edward estar vagando por essa ala no navio, já que, normalmente, a ala dos tripulantes ficava do lado oposto.

Sua mente criou cenários até seu cansaço vencer, e ela, enfim, adormecer.

O sol já estava bem mais baixo quando Bella reabriu os olhos, com sua barriga roncando de fome. Pegou o celular da mãe, na mesa de cabeceira entre as camas, e o horário marcava 4 da tarde. Quando se levantou, tudo em volta pareceu rodar, e seu estômago, de modo mais paradoxal possível, remexeu-se com enjôo causado pelo mar. Bella xingou para si mesma, mas respirou fundo, tentando não vomitar o que não tinha em seu interior, antes de ir tomar um banho rápido, a fim de buscar uma refeição que pudesse amenizar a sensação.

Ela saiu com um vestido leve e os cabelos amarrados em um coque; a travessia ao ar livre até o salão do refeitório a deixou arrepiada com as rajadas de vento impostas pelo fim da tarde. Sabendo que havia perdido o almoço do bufê regular, ela se contentou em pedir o lanche que era incluso no pacote do cruzeiro. Sentou-se, sozinha, em uma mesa de uma varanda elevada, virada de frente para o deck da piscina. Era melhor assim, pois ela tinha certeza que se encarasse o oceano nesse momento, regurgitaria qualquer coisa que estivesse tentando ingerir.

Ao fundo, do outro lado, ela já não mais enxergava a costa de onde partiram. Seus olhos vagaram, assistindo a movimentação das pessoas sobre o deck. Ela se perguntou se Edward estaria em turno naquela hora, e por um breve instante, seus olhos procuraram por ele, visto que não havia ninguém no posto fixo do salva-vidas.

Era tanta gente por ali, que ela já estava desistindo de encontrá-lo, quando o avistou, parado de costas, na parte mais ao longe da piscina. Bella torceu para que ele se virasse para olhar em seu belo rosto, embora ela adorasse contemplar o bumbum firme e torneado, além das largas costas e ombros moldados pela natação - não era uma visão nada ruim, ela concluíra.

Edward vestia o uniforme completo, a regata e bermudão vermelhos, e ela tinha certeza que por baixo estaria a sunga igualmente escarlate que a deixava estranhamente excitada. Parece que tudo ficava mais apetitoso escondido por uma cor tão viva. Ela se achava extremamente cafona por pensar desse jeito, mas as reações de seu corpo eram inegáveis.

Bella ficou observando sua diversão por um longo tempo, enquanto comia suas torradas com pastas diversas e um suco de laranja. Talvez ter uma coisa tão agradável para entretê-la tivesse levado o enfoque de seu cerebelo à um lugar diferente da sua aversão ao balançar marítimo: ela não mais se sentia tão desconfortável com as náuseas, embora outras partes mais interessantes do seu corpo começassem a tomar vida.

Sua última torrada já estava prestes a terminar quando Bella viu a estranha jovem se aproximando - de Edward, não dela.

A mocinha tinha um olhar de determinação e, quando Bella menos esperou, ela viu Edward ser tragado em um abraço, as pernas curtas da moça envolvendo a cintura dele e o rapaz não teve escolhas, a não ser segurar a garota para que não caíssem no chão. Ambos riram, embora Edward parecesse desconsertado, e o impulso do salto os fez rodopiar algumas vezes perto da borda da piscina.

Bella desejou que os dois caíssem na água gélida quando viu que a garota exclamava qualquer coisa e dava beijos por todo o rosto de Edward, enquanto seus braços se fechavam com força em torno do pescoço dele. Bella não conseguia ver se a moça beijava ou não a boca de Edward, já que o movimento fora rápido demais, além de terem rodopiado para fora de seu campo de visão. Ela até mesmo ergueu-se da cadeira para tentar ver melhor, mas sem sucesso.

O sentimento que ela percebeu aflorar-se em seu interior foi o de ira. Uma decepção que veio de sabe-se lá onde.

Era um despontar de ciúmes que Bella sequer pensava ser possível existir por aquele cara que, apesar de ser exclusivamente seu durante 15 dias de férias, não significava absolutamente nada para ela.

Bella estava certa de que a estranha era alguém muito importante para Edward, e se ela não estivesse enganada, podia jurar que ambos se olhavam como se estivessem… apaixonados? Estava longe demais para perceber com toda a certeza, porém os dois rostos brilhantemente adornados por sorrisos não deixava mentir.

E ele nunca sequer agiu comigo assim. Isso não é permitido! Eu posso muito bem denunciá-lo e mandá-lo embora antes mesmo de chegarmos ao Havaí.

A mulher, que mais parecia uma menina, era uma desqualificada. Jamais estaria à altura de Bella. Era baixinha, peituda, magrela, e cafona até o último fio do cabelo. Cabelo esse que era a coisa mais esquisita que Bella já vira na vida - colorido de preto graúna, curtíssimo e com as pontas repicadas emplastadas de algum produto qualquer; nem mesmo nas cidades mais esdrúxulas da Alemanha ela havia encontrado mulheres assim… Está bem, Bella podia estar exagerando um pouco, mas o fato é que ela jamais imaginaria que uma garota como aquela fizesse o tipo de Edward.

A estranha não tinha curvas femininas e proporcionais como as suas. Não tinha cabelos longos e sedosos como os seus. A pele daquela mulher estava artificialmente bronzeada, certamente o resultado de um ano inteiro sem poder frequentar a praia. De todas as qualidades que ela se lembrava de Edward alguma vez já ter elogiado em seu corpo, nenhuma delas estava presente na figura da baixinha sem sal.

Ela sentiu-se indignada, mais decepcionada do que queria admitir.

E desafiada.

Bella, naquele momento, sentiu uma súbita vontade de mostrar para Edward o que ele estaria perdendo, sem querer tirar satisfações explícitas. Afinal, ele não lhe devia nada.

Meu Deus, o que eu estou pretendendo fazer? E se ela for uma namorada séria? E se ela for uma noiva, ou uma esposa? Ele pode muito bem ter se casado desde o ano passado, ela refletia em sua batalha interna. Eu não acredito que estou com ciúmes. OK, isso não é ciúmes. Isso é sentimento de posse. Edward era o meu brinquedo de férias, a minha diversão.

Ela não conseguia aceitar que alguém roubasse isso dela, e muito menos, que isso fosse atrapalhar o seu planejamento desse verão - o de relaxar o máximo que podia, com tudo o que tinha direito. E, certamente, Edward Cullen seria parte do projeto, já que ela achava difícil encontrar algum homem tão interessante como ele por aqui.

Então, ela firmara o pé em duas resoluções que elaborou em sua mente.

Se a baixinha fosse apenas um casinho recente e sem importância, Bella iria para o ataque. Se a coisa fosse séria, ela jogaria a toalha, e se daria por vencida - embora rancorosa.

Não havia compromisso algum entre ela e Edward. Era apenas uma coisa casual que durava o tempo do cruzeiro, e que estaria sujeito às mudanças de itinerário de cada uma das partes. Eles se encontravam, fodiam como coelhos e depois cada um voltava para suas rotinas. Um típico caso de verão passageiro que tivera tido a sorte de ser repetido algumas vezes.

Antes de viajar da França, esse ano, Bella estava saindo com um cara novo, Jules Jenks - um advogado francês que, apesar do charme, não lhe atiçava a paixão que ela julgava necessária. Ela não sabia onde ia dar, e nem prometera exclusividade à ele, embora estivesse louca para saber se ainda poderiam voltar a se ver quando estivesse em Lyon.

Mas, mesmo assim, ela iria esforçar-se um pouco mais para ter Edward de volta, pois ele valia a pena, e muito. Bella estava decidida que iria tentar, a todo custo, trazer Edward de volta para a sua cama - ou a dele, como queira.

Porque se havia alguma coisa em que Isabella Swan era boa, isso era conquistar os seus objetivos. Não importando quais obstáculos estivessem pelo caminho.

N/A: Músicas inspirações - letras. terra. com. br/aerosmith/939/traducao. html | letras. terra. com. br/britney-spears/1102556/traducao. html

No álbum "Só Pelo Verão", vocês podem ver as fotos-inspirações: bit. ly/pZSVvk

Curtiram? Se sim ou se não, as reviews são o espaço para críticas construtivas. Reviews me fazem feliz :)


CAPÍTULO 2


Assim que chegara à França para estudar, aos 18 anos, Bella descobriu que poderia utilizar a distração passageira proporcionada pela atenção física masculina e, desse modo, conseguir enfrentar a ansiedade das provas na faculdade. Desde então, o sexo era a sua forma predileta de relaxar. Se livrar do estresse era tudo o que ela mais queria, portanto isso significava que, sem nenhuma ação de tal natureza, suas férias não estariam completas.

E ela simplesmente não podia deixar que isso acontecesse.

Já era um novo dia - o segundo no navio. Os enjôos do mar ainda aturdiam seu estômago, porém eram leves, graças ao remédio específico. Andando em direção ao deck da piscina com sua mãe, Bella não via a hora de estirar-se em uma das cadeiras e sentir o calor do sol abraçar seu corpo.

Ela caminhou até lá, batendo papo com Renee, até achar um local livre e estratégico. É claro que ela faria de tudo para permanecer no campo de visão de Edward. Ela tinha escolhido seu melhor biquíni para hoje, e esperava atrair o olhar do salva-vidas aparentemente recatado sentado a poucos metros dela.

Ela queria deixá-lo desconsertado.

Edward estava em seu posto de costume, vestindo apenas a bermuda do uniforme e os óculos escuros, e seu cabelo estava molhado. No início da manhã, uma criança havia caído na parte mais funda da piscina, e ele teve que cumprir seu papel, para delírio das mães presentes. O rapaz interagia incrivelmente bem com crianças, e ele, às vezes, se perguntava se algumas jogavam seus filhos de propósito na água, por mais terrível que isso soasse. Ele sempre ouvia elogios e agradecimentos acalorados vindo delas, e embora aquilo lhe causasse certo constrangimento, ele lidava com graça e sutileza.

Edward viu Isabella contornar a piscina, passando por sua frente com um "bom dia" singelo, para ir deitar no deck paralelo, onde vários homens e mulheres tomavam sol. Ele não queria ficar encarando a linda mulher com quem tinha passado os dois últimos maravilhosos verões, afinal, além de estar em horário de trabalho, a Sra. Swan - ou seja lá qual era o seu sobrenome de desquitada - estava grudada à Isabella, e seria mais do que estranho ter pensamentos pecaminosos com a filha, enquanto a mãe estava bem ali.

Ele não conhecia muito bem a história de Isabella - tudo o que ele sabia era que seus pais eram separados, e ela havia se mudado para alguma cidade da França na época da faculdade, e vivia lá até hoje. Ah, sim, e sabia que ela era uns 3 anos mais velha do que ele, o que o deixava extremamente excitado; poder lidar com uma mulher tão experiente como ela parecia ser era um privilégio.

Ele podia não saber nada sobre as mazelas da vida de Isabella, porém agradecia aos céus por Dona Renee ser tão desligada - foram inúmeras vezes que Isabella deixou a mãe a… bem, a ver navios enquanto os dois se encontravam, escondidos, em algum canto do transatlântico. Ela sequer dava falta da filha, de tão entusiasmada com as atrações oferecidas.

Continuando a observar Isabella, Edward viu quando ela deitou-se de bruços sobre a cadeira de sol e, como ele já esperava, desamarrou a parte de cima do espetacular biquíni que usava.

Edward se lembrava muito bem da primeira vez que reparou na bela mulher de cabelos fartos e curvas suaves mas generosas. Era o seu terceiro ano trabalhando no navio, e ele estava sentado no lugar de sempre, cuidando da piscina em um dia tranquilo. Ao se dar conta do burburinho que começava a se formar próximo ao deck da proa, ele levantara rapidamente para ver o que acontecia.

Várias pessoas cercavam uma jovem que havia acabado de ser enrolada por uma toalha quando ele chegou lá. A maioria das senhoras ali tinham uma expressão de pavor no rosto, e outras sentiam-se constrangidas; alguns garotos riam de uma forma nada respeitadora. Ele se aproximou, e ouviu a moça jovem no centro da roda começar um discurso indignado, que dizia como os Estados Unidos eram um país tão atrasado que não permitia o banho de sol topless, e como na Europa tudo era muito diferente.

- Aqui vocês podem comprar armas em supermercados, mas não podem encarar um corpo nu com naturalidade, sem segundas intenções? - A jovem lançara a questão, olhando fixamente para uma senhora, que certamente havia sido sua algoz inicial. -Eu tenho o direito de fazer o que eu bem entender com o meu corpo, e ninguém tem absolutamente nada a ver com isso! Mereço respeito!

As palavras ficaram marcadas na mente de Edward, pois, até então, ele jamais havia parado para pensar nisso com tal visão. Ele concluíra que ela estava mais do que certa.

Edward quis rir enquanto a mulher xingava as senhoras de "madames moralistas" ao citar o "país do falso moralismo", terminando por ameaçar deixar cair sua toalha novamente; ele, imediatamente, a achou interessante. Ela ficava extremamente sexy dando um belo - e merecido - sermão naquelas pessoas de nariz em pé, além do seu ar de determinação ser afrodisíaco para ele. Edward, definitivamente, preferia mulheres de personalidades fortes.

Quando a poeira baixou, ele mesmo se ofereceu para escoltá-la para longe do enxame de fofoqueiros, e logo desejou não ser funcionário do cruzeiro, pois assim poderia tentar alguma coisa com a moça. Mal sabia Edward que, duas noite depois, após uma festa temática da boate, os dois estariam de amassos num canto escuro daquele salão. Ele nunca ficou tão grato por ser amigo do segurança que os deixou usar o camarim dos performistas por uma hora, e fazer tudo o que tinha direito com Isabella.

- Já vi que a sua parceira de viagem está aqui. – seu amigo Jasper provocou, tirando Edward de seus pensamentos ao sentar ao seu lado sob a cobertura do posto do salva-vidas.

- Qual delas? – ele perguntou com amargor.

- Isabella, é claro.

- Sim. E está me deixando louco. Olha só para aquilo, Jasper, aquele biquíni é uma tortura, cara. Tenho que evitar de olhar muito, senão…

- Concordo. Com todo respeito, ela está muito gostosa. Mas me diga, vai querer que eu desapareça essa noite ou não? Eu sei que você já disse que não acontecerá dessa vez, mas a escolha é toda sua. Vai mesmo deixar passar tudo isso? – falou o amigo indicando Isabella com o olhar.

Edward franziu o cenho. – Não sei, cara, pode ser arriscado…

- Eu te dou cobertura.

Edward expirou longamente, mas respondeu. – Está bem. Mas se eu me meter em encrenca, eu não me meterei sozinho, ouviu bem?

Foi a vez de Jasper bufar uma risada zombeteira. – Quem dera que eu me metesse também.

Edward rolou os olhos para o trocadilho infantil do amigo, e continuou a observar a piscina, fazendo o seu trabalho. Vez ou outra seus olhos desviavam para Isabella, que não satisfeita em se bronzear com o sutiã do biquíni desamarrado, ainda havia pedido para a mãe lhe passar óleo bronzeador. Ele desejou poder deslizar as mãos sobre as costas nuas de Isabella, e imaginou que talvez pudesse fazer isso em outro momento.

Bella tinha certeza de que sua estratégia de captar a atenção de Edward estava dando certo.

A baixinha peituda nadava na piscina, e vez ou outra fazia uma gracinha na direção de Edward, arrancando risadas dele - o que significava que Bella estava disputando sua atenção com a garota inconveniente. E ela não gostava nem um pouco disso.

- Estava escrito na programação que esse ano o baile havaiano seria mais cedo. Como uma festa de boas-vindas. – comentou Renee enquanto passava óleo na filha.

Bella prezava sua pele alva no inverno, pois combinava com ela. Mas era inegável que ela também adorava sentir-se com uma cor de saúde no verão. Entretanto, sem exageros - para não ficar queimada demais, utilizava o filtro solar com um fator mínimo de bronzeador, o qual era suficiente para lhe garantir um aspecto levemente dourado em sua pele.

- Uhum. Eu vi. – respondeu Bella. - Mas eu só vou se você prometer que não irá me obrigar a usar aqueles colares cafonas, mãe.

- Mas, Bella, essa é a diversão do baile!

- Mãe. Por favor. – chamou em um tom que poria um ponto final no assunto.

- Ok, você é que estará perdendo a experiência completa. – ela disse, se referindo ao baile que reunia todos no navio, como confraternização, inclusive os tripulantes.

Bella deitou-se ao sol até achar que era suficiente. Seu corpo estava mole e sonolento do calor, e tudo o que ela queria era dar um mergulho.

- Vou dar um pulo na piscina antes de subir pra me trocar. – avisou ela à Renee, que por sua vez, ficou sentada sob um guarda-sol lendo uma revista de fofoca e tomando alguma coisa que parecia suco de laranja, mas certamente tinha alguns dedos de álcool.

Bella levantou-se segurando o biquíni, olhando fixamente em direção a Edward, que mesmo de longe a observava. Ele havia retirado os óculos escuros e agora podia confirmar o fato. Ela estava adorando lhe provocar dessa maneira, já que a baixinha desconhecida agora estava sentada ao lado dele enquanto tagarelava. Edward não parecia nem um pouco interessado no papo da garota.

Discretamente, Bella segurou os seios para não deixar cair o biquíni, e viu Edward lamber os lábios ligeiramente. Ela riu de forma sedutora e virou para trás, sem desgrudar os olhos de Edward. Pediu para a mãe amarrar de volta o sutiã e logo mergulhou na piscina, para alívio de seu corpo.

Bella confiava no seu taco. Ela sabia muito bem que era uma mulher desejável e possuía um grande poder de sedução em seu olhar. Ninguém precisava lhe dizer isso, embora muitos já tivessem dito - ela era uma mulher que conhecia seu corpo e se orgulhava dele; era uma tentação quando queria ser, e não tinha a menor vergonha disso.

Saindo da piscina, com seu andar decidido e sensual, ela passou por Edward e a desconhecida. E viu, por um instante, a expressão no rosto dos dois, mas principalmente adorou ver o espanto na cara da baixinha. Isso mesmo, fique espantada. Está com medo da concorrência? Bella pensou.

A noite havia caído, e após o jantar, Bella foi carregada para a famosa festa temática. A festa tomava conta do navio - ultrapassava as fronteiras do salão de festas, e seguia até o deck. Era ao ar livre e começava cedo, mas, conforme as pessoas se recolhiam para dormir, a comemoração terminava dentro da boate revestida de isolamento acústico, e durava até altas horas para aqueles mais festeiros.

Bella passou grande parte do tempo entediada no círculo de novas colegas da mãe, que não paravam de comentar como sua filha era linda. Ela se sentia com 15 anos novamente, com toda aquela bajulação.

Eram onze da noite quando Renee decidiu já estar mais do que um pouco inebriada de tantos drinques, e, cambaleante, subiu ao seu quarto. Bella avisou que gostaria de ficar mais um pouco para ver o último número de dança havaiana da noite, e a mãe aquiesceu sem maior insistência.

É claro que Bella estava pouco se lixando para dançarinas exóticas de alguma ilhazinha do Pacífico. Ela queria ir até Edward, já que havia o avistado sentado conversando com Jasper e outras pessoas que ela sabia que eram funcionários, em uma roda no fundo do deck da piscina.

O local todo estava enfeitado de luzes e flores selvagens, e toda aquela aura lhe deixava motivada a perseguir o que queria. Bella caminhou até o seu alvo.

- Com licença, posso me sentar? Minha mãe é minha única companhia aqui, mas ela acabou de subir para dormir. Eu vi a conversa de vocês tão animada, e fiquei curiosa. – ela falou na voz mais ingênua possível ao chegar perto do grupo. Haviam três moças e quatro rapazes, e a baixinha peituda estava ao lado de Edward empoleirada com um braço em seu ombro enquanto ele lhe mostrava qualquer coisa no celular.

Assim que ouviu a voz de Bella, o rosto de Edward, assim como o da desconhecida, se ergueram de supetão. Ele franzia os olhos com alarde. A baixinha peituda os franzia com suspeita.

- Claro, sinta-se à vontade. – falou Jasper com um largo sorriso e levantando-se para dar lugar a Bella, o que a fez sentar-se do lado direito de Edward. Ela lançou um sorriso de agradecimento a Jasper, e ele piscou em cumplicidade.

- Oi, eu sou a Bella. Eu acho que reconheço alguns dos seus rostos. Essa é minha terceira vez por aqui. – ela disse, fingindo que era a primeira vez que conhecia Edward e Jasper.

- Isa…Bella. – falou Edward, quase deixando escapar o nome inteiro que ela não havia informado aos demais. Ele achava completamente estranho chamá-la pelo apelido. Parecia tão íntimo. - Eu não sei se uma passageira pode se sentar na mesa de tripulantes. São ordens dos nossos superiores.

- Ora, Edward, qual foi? – interferiu um rapaz sentado do outro lado. Todos eles tinham bordados de identificação em suas camisetas floridas, e esse se chamava José. - Tenho certeza que não há problema algum, afinal, essa festa é de confraternização.

- Sim, José está certo. – conferiu Jasper. - Relaxe, cara.

Edward soltou a respiração, mas ele parecia extremamente tenso por ter Bella ao seu lado. Ela queria esticar sua mão e tocar a coxa dele que quase encostava na dela, mas achou melhor deixar isso para outro momento. A baixinha ao seu lado continuava com a mão no ombro do rapaz e ainda olhava suspeitosa para Bella.

Ela percebeu que a garota não usava uniforme, e sim um vestido que não seguia o padrão floral dos demais, o que a levava a crer que ela era, de fato, uma convidada de Edward.

O grupo se apresentou a Bella, e ela entendeu que o nome da baixinha era Mary-Alice-alguma-coisa. Todos conversaram sobre aleatoriedades, porém Bella tinha um olho na conversa da roda e outro no modo como Edward agia com sua companhia.

Eles faziam piadinhas, e a baixinha a todo tempo se inclinava sobre Edward para ver e mostrar qualquer coisa que fosse tão engraçado no celular que compartilhavam, seus braços se tocando vez ou outra. Parece tão infantil. Bella não podia acreditar que Edward havia preferido passar o verão com isso a passar com ela.

Em alguns momentos, Bella tentou trazer a atenção de Edward para si, e em todas as vezes ela havia conseguido interromper algo que Mary-Alice-alguma-coisa estivesse dizendo. A garota portava uma expressão de irritação, mas apenas rolava os olhos.

- Eddie, estou ficando com sono. – Mary Alice reclamou após um tempo, colocando a cabeça sobre o ombro dele. Ela parece ter 18 ou 19 anos, no máximo. Deve ser uma caloura da faculdade, Bella concluiu, Pelo menos eles não estão sugando a boca um do outro o tempo todo.

- Vamos, eu te levo para o quarto. – Edward falou, levantando-se rapidamente. Bella sentiu-se mais desafiada do que nunca. Era como se Edward estivesse fugindo dela, já que não queria ficar nem mesmo no mesmo ambiente que ela.

Os tripulantes desejaram boa noite para os dois, mas ela simplesmente não queria que ele tivesse uma boa noite ao lado daquela mulher. Mais prejudicada pelos drinques do que pretendia, Bella abriu a boca para falar a primeira coisa que veio em sua mente.

- Aproveitem, pombinhos! – gritou ela para os dois que andavam em direção às escadas. Edward olhou para trás com uma expressão confusa enquanto caminhava, no mesmo instante em que ela ouviu Jasper dando uma gargalhada ao seu lado.

- O que foi, hein? – perguntou irritadiça.

- Bella… – ele riu mais um pouco. - Então é por isso que você estava agindo desse jeito, cheia de ciúmes?

- Eu não faço ideia do que você está falando, Jasper. – ela despistou. Quase. Jasper chegou perto dela para conversarem em sussurros altos.

- Não se faça de besta. Se alguém aqui não sabia da sua história com Edward, agora certamente já sabem. Mas, Bella… – falou Jasper antes de começar a gargalhar de novo.

- Se você vai ficar rindo da minha cara, então eu vou embora. – disse ela se erguendo, mas foi impedida por Jasper, que a puxou e a fez sentar-se novamente com um baque na cadeira.

- Alguém já te disse que isso é muito mau-educado, além de irritante? Não se pode ficar puxando as pessoas desse jeito.

- Bella, quieta. É só que você achou que Alice fosse namorada do Edward, não foi?

- Eu achei? Está na cara que é, Jasper. Se não é, será algum dia.

- Não, Bella. Alice é irmã de Edward. – ele disse, e Bella ouviu aquilo com olhos arregalados, incrédula.

- O quê?

- Irmã caçula. – ele completou, e Bella engasgou-se com a própria saliva.

- Você está zombando com a minha cara. – falou desconfiada, tossindo e batendo em seu peito.

Jasper sacudiu a cabeça em negação. – Não estou, eu juro. Quer ver só?

Bella estava perplexa demais para responder, mas viu Jasper esgueirando o corpo para alcançar a pessoa mais próxima a ele.

- Hey, George? – ele chamou o rapaz loiro ao seu lado. - Como é mesmo o nome da irmã de Edward?

- Mary Alice… Por quê?

- Nada não, só queria certificar. – falou dando um tapinha no ombro do colega.

Bella estava boquiaberta e mais do que somente um pouco ruborizada, além de lidar com o acesso de tosse. Ela sentia sua face queimando, e sequer lembrava-se que tinha o costume de corar quando se sentia desconfortável. Era uma sensação com a qual ela não estava acostumada, há tanto tempo sendo dona da própria vida e responsável pelo seu destino.

Bella Swan simplesmente não cometia erros absurdos como esse; Bella Swan não deixava que ninguém a fizesse sentir-se inferior, muito menos burra.

Ela não era estúpida, mas podia jurar que havia visto algo a mais ali. Merda, ela podia até estar enganada. E se estivesse, então Bella não conseguia acreditar que sua mente estivera brincando desse jeito com ela, ainda mais com algo tão insignificante.

Ela, que enfrentava grandes autoridades europeias. Ela, que fazia os homens apaixonarem-se e atiçava-os até não poder mais, apenas para cansar-se da mesmice que eram aquelas pessoas e lhes dar um adeus sem muitas explicações. Era um erro inaceitável ter deixado-se levar por sentimentos à flor da pele daquele jeito.

Os fatos dos últimos dias passaram a rodar em sua mente como um filme. E eles diziam que havia a possibilidade de ela estar errada em sua convicção.

Edward e a garota agiam como crianças na presença um do outro; Quando Mary Alice havia começado uma briga por besteira, Edward pareceu de saco cheio da aporrinhação; Eles jamais haviam demonstrado qualquer tipo de carinho com segundas intenções, e muito menos ela vira os dois beijando-se na boca.

Bella era filha única, mas mesmo assim, aqueles sinais fraternais eram impossíveis de serem negados, e agora ela se sentia a mulher mais tola do mundo por ter ciúmes da irmã-não-namorada do cara com quem ela queria passar algumas noites nesse navio.

- Eu preciso de ar. – ela anunciou a Jasper, que havia lhe dado um copo com água, já que ela parecia tão afetada.

Mortificada. Constrangida. Uma boba. Era assim que ela se sentia.

Esbarrando em pessoas que dançavam a música irritante ou cambaleavam de bêbadas, ela andou até achar um banheiro.

- Céus. – comentou quando viu seu reflexo no espelho, seu rosto e colo rosados pelo rubor e pelo sol. Vestia um vestido tomara-que-caia azul marinho com botões dourados, que ela havia escolhido pela temática "náutica", mesmo que nada tivesse ver com o tema havaiano da festa; ela simplesmente não combinava com roupas floridas.

Molhou o rosto para tentar amenizar a situação, o que acabou ajudando. Ela queria subir para retocar a maquiagem, mas pensou, Que se dane, Edward já foi dormir mesmo.

Bella estava decidida a ir para seu quarto de vez, quando saía do banheiro. No entanto, ela avistou Edward ao longe, descendo pela escada onde antes havia desaparecido, e ela respirou fundo para marchar na direção dele.

Era uma visão avassaladora de cabelos escuros e pele deliciosamente exposta.

Edward estava com medo de que ela o rejeitasse, e quase suspirou de alívio ao percebê-la vindo até ele. Edward havia decidido voltar para a festa, e ao menos conversar com Isabella.

Ele estava enfrentando um grande dilema nesse cruzeiro. Seu corpo - e o aperto em suas calças - dizia sim; a presença da sua irmã caçula proferia um sonoro não à sua consciência. Edward já estava beirando a loucura com essa situação.

Isabella parou à sua frente assim que seus pés tocaram o deck. Ela bufou uma vez e ergueu uma sobrancelha, colocando uma mão na cintura. Sua postura era de imposição e uma auto-confiança que fazia Edward querer ser mais uma vez amarrado à sua cama, e cavalgado a noite toda enquanto assistia ao show.

- Me segue. – ela disse, apenas. Ele desarmou o sorriso que estava a postos, mas a seguiu como um bom garoto.

Ela os levou para um canto escuro e vazio da boate que só agora começava a tocar música eletrônica, convidando os festeiros a entrar. Era um lugar seguro e quase reservado atrás do DJ. A música não estava exageradamente alta, então Bella pôde falar a uma distância pequena de Edward, mas só porque ela queria - Bella, de fato, detestava ter que berrar no ouvido dos outros, e odiava mais ainda que fizessem isso com ela.

Isabella o encarou com um olhar que Edward só podia identificar como furioso e, quando ela falou, ele pôde sentir o hálito em sua face, deixando-o tentado a provar aqueles lábios ligeiramente carnudos, e tão rosados.

- Por que não me disse logo que Mary Alice era sua irmã? – perguntou rispidamente, o que o pegou desprevenido.

- Ahn… por que… – ele tentou pensar em uma resposta, chegando até a coçar a cabeça em um gesto perdido, mas não havia nenhuma explicação. - Sinceramente, eu não sei por que, Isabella. Me desculpe.

Ele simplesmente havia esquecido. Alice era conhecida da maioria de seus amigos, e não era um costume seu apresentá-la como irmã aos amigos - já era algo óbvio. Se bem que, ele lembrava de alguns episódios onde as pessoas apenas percebiam que eles eram irmãos após meses. Era algo estranho, já que ele achava que eram tão parecidos.

- Que seja. Me responda, você está disponível? – Bella inquiriu, sendo direta e clara, já que realmente não gostava de rodeios em determinados assuntos.

- Totalmente. E você? – ele disse, dando um passo à frente para envolver seu braço pela cintura dela, embora a voz em sua mente lhe dissesse que ele não deveria estar fazendo aquilo.

- Isso não nos interessa. Mas nesse cruzeiro, eu estou. – ela falou audaciosamente, e Edward não evitou que suas sobrancelhas se erguessem alguns milímetros. Ele adorava que Isabella tivesse uma atitude tão aberta quanto à sua vida sexual e afetiva, mas ele realmente não estava acostumado com mulheres como ela.

- Se você diz… – falou Edward enquanto pensava, Bem, ela pode estar traindo alguém, mas eu é que não vou reclamar. Isabella tem total consciência sobre seus atos.

- Eu não acredito que você roubou esse tempo todo da gente. – ela disse, como se tivesse passado muito mais do que os dois dias desde que o cruzeiro começara. - Você faz ideia de como nós já poderíamos estar fodendo pelos cantos desse navio?

Era uma questão retórica, obviamente, já que, além de deixar Edward sem palavras, Bella aproveitou o momento para aproximar-se e tomar sua boca em um beijo afoito.

Ela estava adorando ter a vantagem sobre os lábios e língua dele, por pegá-lo desprevenido. Além disso, ela adorou sentir mais uma vez a mistura certa de maciez e masculinidade que a boca de Edward continha - Bella já havia tido experiências o suficiente com mulheres, e sua conclusão era a de que nenhuma delas tinha o beijo firme e viril o bastante para enlouquecê-la. Além de nelas faltarem coisas mais… sólidas que ela pudesse usar.

Edward sentiu Isabella lhe empurrando em direção à parede e ela logo o trazia de encontro ao seu corpo, como se indicasse que ele deveria tomá-la bem ali no meio daquela boate enquanto imprensada na parede.

Suas mãos estavam apertando a cintura de Isabella fortemente para impedir que elas vagassem para locais inapropriados. O fio de consciência que lhe restava agora gritava que, apesar de tudo, ele ainda estava em seu local de trabalho, e que não deveria começar algo que ele sabia como seria difícil terminar, dada a presença de Alice em seu quarto.

- Eu quero você. – Bella gemeu ao se afastar por um instante. Sua mão agarrava a nuca de Edward, e ambos estavam arfando como nunca.

- Isabella… – falou ele em uma voz baixa que a deixou com arrepios de tesão. Ela não resistiu e deu uma lambida na boca de Edward antes de morder o lábio inferior dele. - Eu não sei…

Ao ouvir aquilo, sua mordida passou de sensual para agressiva, e ela se afastou antes que fizesse maior estrago.

- O que foi que você disse? – inquiriu.

Ele desgrudou suas mãos da cintura de Bella, colocando-as ao lado da cabeça dela, na parede. E expirou profundamente.

- Temos um problema de logística, Isabella.

Bella olhou para Edward como se ele tivesse transformado-se em um monstro verde e zarolho.

- Problema. De logística. – balbuciou ela, incrédula no que ouvia. Se ele não queria me foder, então essa deve ser a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi na vida. Não que isso acontecesse com muita frequência.

- Me desculpe, eu devia ter dito antes. – falou ele enquanto retirava uma mecha fina de cabelo que havia caído no olho dela, o qual estava franzido para ouvir o que ele falava.

- Explique-se.

- Bem, é que você já sabe que minha irmã está aqui comigo. E ela não somente está aqui, como também está dividindo o quarto comigo.

Bella sequer deixou ele terminar de explicar, para interrompê-lo com um beijo lascivo e cheio de garra.

- Ah, isso não é o menor problema. – falou entre o beijo. - A gente vai pro quarto de Jasper.

- Isabella, esse é justamente o problema. – Edward disse afastando-se e afrouxando as mãos de Bella em sua nuca.

- É bom que você tenha uma explicação muito importante, porque eu nem me lembro da última vez que um homem me deu tanto trabalho desse jeito. – ela disse se referindo muito mais ao embaraço que sentiu mais cedo ao confundir a irmã de Edward, do que outra coisa. Mas ele não precisava saber desse detalhe.

- Tenho. É que Jasper não está dormindo sozinho, ele também está dividindo a cabine com um outro funcionário. E além disso… sabe os dias em que eu tenho folga à partir das quatro da tarde? Agora eu não vou ter. Quer dizer, tecnicamente sim, mas não.

- Você está me confundindo e me enrolando, Edward. Se você não me quer, é só dizer, que eu vou embora. – ameaçou Bella, mesmo que o volume que ela havia sentido entre suas pernas, enquanto Edward lhe beijava, tivesse lhe dado todas as respostas que precisava.

- Eu te quero. Mais do que nunca. – falou ele imprensando-a levemente, para mostrar a ela justamente o tal volume que povoava os seus pensamentos. - Mas é que eu simplesmente não estou completamente livre dessa vez aqui no cruzeiro. Minha irmã está aqui sob a minha responsabilidade. Ela não conhece ninguém por aqui, e por isso eu tenho que ficar de babá e ainda por cima entretê-la.

- Edward, sua irmã tem quantos anos? Porque, sinceramente, ela não parece tão criança assim para não poder ficar sozinha sem supervisão.

- Ela tem 18. Acabou de completar. Mas esse não é o ponto.

- Claro que é o ponto! Ela tem 18, já é uma adulta e pode muito bem se cuidar sozinha. – Bella falou. Ela pensou por um momento que talvez estivesse sendo cruel demais em sua busca incessante pelo corpo de Edward. Ele estava viajando com a irmã, eles pareciam se dar bem, e sabe-se lá qual história os dois tinham. Alice podia estar morrendo de alguma doença esquisita e esse ser seu último desejo. Vai saber.

- Sim. Diga isso aos meus pais. – ele falou, e Bella cruzou os braços à espera da história imbecil que ele contaria. - Eles viajaram para a Grécia nesse verão, em comemoração aos 25 anos de casados. E eles jamais deixariam sozinha em casa a minha irmãzinha que já conseguiu incendiar parte da cozinha durante uma festa clandestina enquanto ela mesma preparava um drinque de tequila, rum e fogo.

- Que peste! – ela exclamou seu pavor ao ouvir aquilo, antes de bater uma mão sobre a boca. - Desculpe, eu não quis…

- Tudo bem. – Edward riu levemente. - Ela não é nada fácil. É uma peste. Então meus pais me fizeram prometer que eu não tiraria os olhos dela aqui, porque você e eu sabemos muito bem como não é nada difícil fazer coisas às escondidas dentro desse cruzeiro.

Bella olhou por um tempo para ele, contemplando o que devia fazer em relação a tudo isso. Várias coisas passaram por sua cabeça, inclusive a percepção de que ela e Edward jamais haviam conversado durante tanto tempo, e era a primeira vez que ela ouvia mais sobre a família dele. Céus, ela sequer sabia que ele tinha uma irmã. O outro fato era de que ela não podia acreditar que uma garotinha como Alice estaria pondo em risco o seu verão, só que agora por um motivo completamente diferente do que ela imaginara.

- Eu não admito que a gente vá… sabe, nadar e morrer na praia. – ela falou com uma risada desajeitada pelo trocadilho óbvio. - Vamos dar um jeito. Sua irmã não vai ser a nossa empata-foda.

Ela odiava soar como se estivesse implorando sexo a Edward, mas que se dane. O estrago já estava feito, e seu exterior de mulher durona e independente dos homens já estava fragilizado há horas.

- Eu não sei, Isabella. Não sei como seria possível encontrar algum lugar confortável para nós.

- Shh. – falou ela, pondo dois dedos sobre os lábios entreabertos de Edward, o que levou uma instantânea corrente elétrica por seu corpo até seu sexo. Ela se lembrou do quanto adorava que ele sugasse seus dedos.

Agora, mais do que nunca, ela queria sentir aquilo novamente. Para ela, a busca ficava ainda mais excitante quando existiam empecilhos. E quando Bella Swan queria alguma coisa, ela conseguia.

- Eu vou dar um jeito. – falou com impressionante convicção.

- Eu não quero dizer que duvido de você, Isabella, só que…

- Você verá. Mas, por favor, será que agora você não arranja aquele camarim de novo pra gente terminar isso aqui? – ela disse, retornando a seduzi-lo com um tom envolvente.

Edward olhou para o lado oposto do salão que já havia enchido de gente desde que eles entraram ali. Era meia-noite e, certamente, a última performance de hula-hula já tinha acontecido há tempos.

- Por favor? – Bella pediu com um bico tão atípico para ela, e ele virou o rosto para ver aquela expressão. Edward pareceu torturado por aquilo.

- Você me faz perder a cabeça, Isabella Swan. – ele murmurou baixo puxando-a pela mão em direção ao grandalhão do segurança que guardava a porta do dito camarim.

Não era para ela ouvir o que ele havia resmungado, mas Bella ouviu, e não podia negar que a afirmação de Edward lhe deixara com uma sensação incrível de auto-confiança. O seu ego que tinha dado um adeus temporário nessa noite havia, enfim, retornado.


N/A: Perdoem meus trocadilhos que tem a ver com ver navios, nadar e morrer na praia e afins. Eu queria colocar algo como "o balanço do mar ajudava o requebrar dos corpos dos dois" mas era só umpouco exagerado.

Onda, onda, olha a onda…


CAPÍTULO 3


Bella esperava sentada no largo sofá daquele camarim onde havia sido o início de tudo entre ela e Edward. As luzes estavam apagadas, o espaço apenas iluminado por dois abajures, dando um aspecto mais confortável ao cômodo utilitário. Edward havia subido para pegar preservativos em seu quarto após conseguir convencer, novamente, o segurança que liberasse a chave do local para eles.

Os dançarinos já haviam subido para suas cabines, portanto eles não precisavam se preocupar em serem rápidos, como da outra vez. Era uma pena que nas próximas semanas eles não pudessem utilizar esse camarim como ponto de encontro, já que seria mais do que um pouco indiscreto - o local era cercado de gente a todo tempo, e eles não queriam correr nenhum risco.

Bella pensou em retirar seu vestido, mas preferiu esperar que Edward fizesse isso. Ela estava quase se contorcendo de ansiedade quando ouviu as três batidas indicando ser Edward, e ela abriu a porta. Assim que ele pôs os pés ali dentro e trancou a porta, Bella o puxou pelos ombros para deitá-lo no sofá macio, rapidamente desabotoando a ridícula camisa florida que o obrigaram a vestir.

- Demorou tanto. – reclamou. Ela estava sobre ele, desabotoando sua calça quando começou a beijar o peitoral e os ombros largos que ela tanto admirava. Subiu os lábios pelo pescoço dele, e traçou sua língua de uma ponta de sua orelha, pelo maxilar, até chegar em sua boca. Ela gostou de sentir a textura da barba rala em sua língua, então fez o caminho inverso do outro lado.

- Isabella. – Edward gemeu quando ela alcançou sua boxer, e o acariciou sobre o tecido. Ele ergueu os quadris para que ela terminasse de retirar a calça jeans e os sapatos, e as camisinhas em sua mão caíram no chão. Bella sentou-se sobre o quadril dele, o vestido embolando no topo de suas coxas, e ele não hesitou em percorrer as mãos sobre elas, assim como Bella não hesitou em roçar seu sexo coberto sobre o dele. Ambos gemeram com a fricção.

Em um gesto rápido, Edward puxou o tomara-que-caia para baixo, e seus quadris se ergueram ao ver que ela não usava sutiã. Uma vez livres de todas as roupas, seus movimentos foram apressados, mas não afobados.

Edward fez questão de estimular Bella com sua boca, e ela rapidamente chegou a um intenso clímax. Ele sorriu, satisfeito, ao ver o efeito que causava nela - uma mulher com porte tão firme perdendo a compostura por algo que ele lhe proporcionou era demasiadamente excitante.

Bella ainda estava arfando enquanto Edward acariciava levemente seu sexo. Ela deu uma leve puxada nos cabelos dele, e se esgueirou pelo sofá até tentar virá-lo para que pudesse retribuir ao agrado.

- Não. – ele disse se inclinando para pegar uma camisinha no chão, e colocando-a em si mesmo enquanto falava. - Eu não vou aguentar por muito tempo se você fizer isso. Você não tem ideia da minha situação desde que te vi com aquele biquíni minúsculo. Isso não se faz, mocinha.

Bella riu, mas se deitou no sofá para começarem o que realmente interessava, puxando Edward para cima dela. Ele enroscou em sua cintura a perna de Bella que se encontrava livre do encosto do sofá. Bella deixou escapar um gemido enquanto ele, finalmente, a penetrava, adorando a forma como Edward a preenchia. Ela preferia começar com calma assim, para que guardassem o pique para o melhor no final.

Bella não hesitou em passar as mãos sobre os ombros de Edward, adorando a maneira como eles se contraíam ao investir contra seus quadris, enquanto ela ia de encontro aos dele. A pele firme e dourada que cobria os músculos do rapaz, de tantos anos exposta ao sol, deixava Bella com vontade de passar sua língua por cada pedaço de Edward. Era tentador.

Edward parou os movimentos, e ambos arfavam enquanto ele mudava de posição para virar Bella, colocando-a apoiada sobre joelhos e cotovelos. Era a posição favorita de ambos.

Ela assistiu o tempo todo o reflexo dos dois nos grandes espelhos, extremamente excitada por ver como seus belos corpos trabalhavam juntos. Eles podiam ouvir o som abafado da festa acontecendo lá fora, e vez ou outra eles, inconscientemente, sincronizavam com a batida da música.

Ela nunca ficou tão grata por eles terem encontrado um camarim.

Quase uma hora e meia depois, Bella saiu primeiro do local, se misturando aos passageiros que ainda dançavam dentro da boate. Ela estava exausta, suada, seus cabelos uma bagunça, mas estava mais do que satisfeita. Todo o seu corpo ainda estava vivo da atividade recente. Ela adorava essa sensação.

Edward ficou para trás, mas subiu após certo tempo, deixando o camarim limpo de qualquer resquício da presença dos dois naquele pequeno cômodo, e agradecendo novamente ao segurança John. Ele sabia que devia alguma coisa para o cara, mas no fim da viagem eles acertariam as contas.

Ambos entraram em suas respectivas cabines, caminhando na ponta dos pés para não acordar suas companheiras de quarto. Bella tomou uma ducha rápida, assim como Edward. Ambos ficaram recordando em suas mentes os eventos recentes da noite, e adormeceram com a vontade imensa de ter mais daquilo.

xxxx

Já era o quinto dia da viagem.

Isabella estava ao lado de Edward na piscina - bem, ela estava dentro, e ele fora, de pé, observando o monte de crianças brincando e mães se bronzeando, enquanto pais dividiam cervejas com os amigos solteiros ou casados no bar molhado. Era o dia mais movimentado desde que começara o cruzeiro, e desde o dia seguinte ao seu encontro com Isabella no camarim da boate, sua irmã Alice não havia largado do seu pé.

Ele já estava ficando louco por variados motivos, mas o principal deles era que, desde então, ele e Isabella não conseguiram se encontrar novamente, a não ser por uns amassos em frente à porta da cabine dela em todas as madrugadas - o que o deixava sedento por uma finalização mais digna. Ele se sentia quase como uma bomba-relógio, prestes a explodir a qualquer minuto.

Isabella conversava discretamente com ele, tentando pensar em uma forma de despistar Alice, para que o caminho ficasse livre.

- Me diga, sua irmã tem algum interesse, Edward? – perguntou, virando a cabeça para cima.

- Como assim? – falou, voltando os olhos para ela, sem dar bandeira.

- Sei lá, ela gosta de algum tipo específico de gente? Ela curte esportes, música…? Alguma coisa que ela tenha em comum com alguém que possa se identificar por aqui?

- Bom, eu não convivo com ela há uns quatro anos, desde que fui pra faculdade. – ele falou e coçou a cabeça. - Mas ela sempre quis ser atriz. De Hollywood, claro. Acho que esse é o maior objetivo dela. Ela fala sobre isso o tempo inteiro, se você entrar no assunto.

Ao ouvir aquilo, os olhos de Isabella arregalaram-se como se tivessem lhe acendido a maior das lâmpadas das ideias.

- Minha mãe! – exclamou ela.

- O que sua mãe tem a ver com isso?

- Minha mãe adora celebridades, Hollywood, filmes, ela sabe tudo sobre esse mundo. E se tem uma coisa que ela adora fazer, é fofocar com alguém sobre isso.

- E você acha que a gente apresentando Alice à sua mãe, ela irá sair do meu pé?

- Eu tenho certeza. Minha mãe é uma pessoa super divertida, de verdade. Parece até uma garota adolescente, às vezes. Eu acho que Alice e ela vão se dar muito bem, e minha mãe pode levar Alice para fazer tudo aquilo que ela quer fazer comigo mas eu não gosto.

Edward virou seu rosto completamente para Isabella antes de abaixar-se para falar com ela. Ele deu uma olhada no biquíni de hoje - um marrom escuro sem alças, que o deixava com vontade de passar os dentes sobre a clavícula dela -, e assentiu a cabeça.

- Vamos ver se isso vai dar certo. Não custa nada tentar. – ele falou e Isabella abriu um sorriso. Até que ela avistou algo, ao longe, e o lindo sorriso diminuiu aos poucos em seu rosto.

Edward se levantou para virar-se e dar de cara com a irmã. O sobressalto de susto foi mais intenso pelo caráter supostamente secreto de sua conversa com Isabella, e então cruzou os dedos para que Alice não tivesse ouvido o plano que eles haviam bolado.

Alice olhou com fagulhas nos olhos para Isabella enquanto o arrastava de volta para o seu posto de salva-vidas. Isabella fechou sua expressão, recolocando sua postura de mulher durona, e se afastando para um mergulho.

- Eu já saquei que você tem alguma coisa com aquela moça, tá. – ela disse com uma mão na cintura.

- Que coisa? Você está doida. – maldita Alice por ser tão perceptiva, ele pensou. Não que ele e Isabella fossem assim tão sutis, mas ainda sim.

- Eu sei que você está pegando essa fulana. Aliás, Edward, quantos anos ela tem, hein? Está sempre de cara amarrada, parece uma velha.

Edward bufou, ignorando a alfinetada da irmã. – Eu não estou fazendo nada de errado. Isabella e eu somos maiores de idade e livres. E eu não negligencio meu trabalho, então não há nenhum mal.

- Ha ha, Edward, você é que pensa. Eu sei muito bem que tripulantes são proibidos de se envolverem com passageiros. Eu li no manual.

- Alice, o que você quer com isso? – sua irmã podia ser tão espertinha.

- Bom, querido irmão, você sabe muito bem que toda a minha turma está em uma maravilhosa viagem de verão nesse momento. Aquela viagem que eu estou perdendo já que você não fez nada para me ajudar a convencer o papai e a mamãe de me deixarem ir. Se eu não posso me divertir nessas férias do jeito que eu quero, então isso significa que você também não pode.

Edward rolou os olhos. Ele havia esquecido como sua irmã podia ser mimada e teimosa.

- Desde quando eu tenho alguma coisa a ver com as besteiras que você faz? Você colhe o que planta. Eles deviam te deixar de castigo, mas olhe em volta, Alice. Você acha mesmo que um cruzeiro como esse é um castigo? As pessoas pagam muito bem para virem pra cá.

- E desde quando ficar sozinha num lugar cheio de gente velha ou crianças é divertido?

- Você é tão má-agradecida. – ele resmungou.

- Que seja. Ah! E hoje à noite você vai jogar carteado comigo. Eu arranjei um grupo que topou pôquer com apostas. – ela deu meia-volta e foi em direção a uma cadeira de sol. A Baixinha consegue ser tão insuportável, às vezes.

A noite chegou, e Edward não escapou de sentar-se à mesa de carteado com a irmã. Eles sentaram-se na mesa com vários outros funcionários, a maioria eram aqueles com quem conversavam na noite da festa. Entretanto, ele já estava prevenido, e combinou de avançar o plano com Isabella naquele momento.

Como Alice era menor de idade para participar de jogos de azar, de acordo com a lei americana, ele teve que bancar o seu tutor. O que significava apenas que ele teria que assumir o jogo dela, caso algum supervisor mais restrito do navio passasse por ali, embora ele mesmo não estivesse jogando. Mantinham-se as aparências, e então estava tudo bem.

Edward estava ansioso. A todo momento olhava a porta de entrada do salão de jogos, não vendo a hora que Isabella adentrasse o local com sua mãe.

- Poxa, Edward, você prometeu que ia jogar. – choramingou Alice. - Eu acho que você não vai querer que eu conte pra todo mundo nessa mesa o seu segredinho, vai?

- Eu não acredito que você está me chantageando desse jeito, garota. – ele sussurrou em um tom indignado, mas suspirou. - Ok, eu jogo uma partida com você.

- Pois bem, comecemos. – Alice disse. É impressionante como uma pessoa tão pequena possa ser tão irritante e tão mandona, refletiu Edward.

Alice assumiu o posto de comandante da mesa. Ela distribuiu as cartas e fichas do pôquer, e ditou as regras aos marmanjos que a cercavam, sendo a única mulher dali. Edward estava distraído vigiando a porta, e quando retornou seu olhar, viu que alguém havia acabado de acender um charuto e o passado para Alice.

- Charuto, Mary Alice? – ele exclamou, em parte por não acreditar no que via, e outra por achar a cena tão incrivelmente cômica e gaiata, que ao invés de dar um sermão, ele quis ter uma câmera para registrar o momento.

- Um bom croupier tem que manter a classe, Edward.– ela disse erguendo-se de sua cadeira e fazendo uma pose com seu charuto, como faziam os responsáveis pelas mesas de jogos dos cassinos. Ela estava vestida a caráter com sua camisa de botões branca dobrada até os cotovelos, calça de alfaiataria preta e uma gravata borboleta. Apenas Alice conseguiria fazer aquelas vestimentas parecerem modernas e femininas, além de incrivelmente descoladas. Vai ver ela realmente terá sucesso na carreira de atriz, concluiu Edward.

Quando uma porção considerável de dinheiro havia sido recolhida dos participantes, Edward, finalmente, avistou Renee e sua filha ultrapassando a porta. Ele fez um sinal com a mão que Alice não notou, mas no mesmo instante, ele se pronunciou.

- Alice, eu acho que temos convidadas. Pode repartir novamente as cartas e as fichas? – ele perguntou, e a irmã bufou de incredulidade.

- Quem, Edward? Tem que ser alguém muito bom pra me obrigar a distribuir isso tudo de novo.

- Somos nós! – exclamou Bella ao chegar por trás dos dois. Todos da mesa viraram-se para olhar as intrusas, e Alice não disfarçou seu desagrado. - Eu e minha mãe estamos morrendo de vontade de jogar pôquer desde que a viagem começou, não é, mãe?

- É claro. Bem, pelo menos eu estou, não sei de onde surgiu essa sua animação toda de repente, Bella.

- Eu já expliquei os motivos, mamãe. – ela falou. É claro que não eram os motivos verdadeiros, mas sua desculpa para trazer Renee até aqui havia sido bem aceita. – Vamos, eu te apresento ao pessoal e a gente pode começar logo a jogar.

E realmente logo eles começaram a jogar, após Alice fazer cara feia enquanto colocava um novo arranjo de jogo, e recolhia mais apostas. Renee foi sentada por Bella estrategicamente ao lado de Alice. Ela não sabia jogar muito bem, mas suas mancadas eram compensadas pelo seu bom humor e o resultado dos vários drinques que tomava um atrás do outro. O garçom já até havia cronometrado em quantos minutos ele deveria voltar à mesa para pegar os novos pedidos.

Renee foi conquistando Alice aos poucos, e Bella assistiu a tudo com gosto, ao lado de Edward. Ela quis dar um aleluia aos céus por ver que seu plano de unir as duas maluquinhas estava dando certo. Bella não jogou, mas ajudou tanto Edward - que não tinha a menor intimidade com cartas - quanto a sua mãe, que lutava para acertar ordens de naipe ou julgar o valor de uma aposta correta.

Alice conseguiu fazer com que Renee lhe desse cobertura para que ela pegasse drinques para a menor de idade. Renee sequer se importou com isso, já que ela achava que um pouco de daiquiri de morango não iria deixar ninguém alcoólatra. Ao fim do jogo, elas já faziam piadas entre si, o tempo todo agindo como adolescentes em uma festa do pijama enquanto ganhavam ou perdiam dinheiro no jogo de azar. Edward e Bella viram uma nova amizade nascer ali e a sensação de triunfo em ambos era fenomenal.

Eles se entreolharam antes de declararem a segunda partida encerrada, e Edward deu uma piscadela enquanto Bella sorriu insinuantemente para ele.

- Acha que podemos deixar as duas aqui até a madrugada e subir pra comemorar nossa vitória? – ela se inclinou e perguntou ao pé do ouvido de Edward.

- Com toda certeza. – respondeu.

Eles não saíram da mesa ao mesmo tempo, mas sim com um intervalo de alguns minutos entre um e outro, para que ninguém mais percebesse a coincidência. Renee sequer olhou duas vezes para Bella quando ela disse que estava cansada de ficar sentada ali e queria observar a lua lá fora. Alice, por sua vez, olhou Edward com uma expressão que dizia que ela não era nem um pouco cega, mas não comentou nada quando Bella deixou a mesa.

Era como se tudo o que Alice precisasse fosse alguém para dar atenção a ela, e então tudo se resolvia.

E o que Alice mais teve aquela noite foi atenção - toda a mesa orbitava ao seu redor, e pessoas chegavam de outros cantos, atraídas pela aparente diversão que eles estavam tendo ali. Ela se sentiu a Rainha do Mundo, e considerou até mesmo reencenar o Leonardo DiCaprio berrando aquilo na proa de seu transatlântico.

Bem, isso contanto que o destino desse navio não fosse igual ao do Titanic.

Bella e Edward aproveitaram as quatro horas livres de interrupções na cabine que Jasper conseguira arranjar, de última hora, com o seu novo companheiro de quarto que, por um acaso, possuía todas as chaves do transatlântico. O cara era um supervisor das camareiras, ou algo assim. Edward suspeitava que Jasper havia furtado aquele cartão-chave enquanto o companheiro dormia, mas quem era ele para reclamar. Ele já sabia mesmo que estava se atolando até o pescoço de favores que devia tanto ao seu amigo, quanto ao segurança da boate.

A cabine ficava em um local distante e relativamente mal posicionado, o que justificava ela estar vazia. O importante é que, além de privacidade, o quarto possuía uma cama de casal - algo que eles jamais tiveram o luxo de possuir à disposição.

Foram quatro horas de tudo o que eles queriam fazer e um pouco mais - tocando-se, beijando-se, acariciando-se, invadindo os corpos um do outro de diferentes formas, e proporcionando ao outro o máximo de prazer que conseguiam.

O navio estava passando por uma tremenda calmaria, e apenas o som do mar, do leve rufar dos motores, e das pessoas conversando ao longe podiam ser ouvidos, o que só aumentava a sinfonia que eles produziam: a pequena cabine foi preenchida pelos sons de seus corpos colidindo, suas respirações arquejadas, seus gemidos e uns palavrões bem posicionados, aqui e ali.

Entre uma rodada e outra, eles beliscaram petiscos que Edward havia levado para lá, e até comemoraram com champanhe. Bella nunca ficou tão grata por Edward ter tanto preparo físico devido a sua equipe de natação.Deus abençoe as faculdades de Educação Física, pensou ela.

Agora, Bella estava deitada de bruços enquanto recebia uma massagem de Edward. Sua cabeça estava sonolenta, mas Bella não queria dormir. Fazia tempos que ela não se sentia tão leve e relaxada desse jeito, e ela não iria perder essa sensação para o sono.

Edward espalhou mais um pouco do óleo de massagem que trouxera, acariciando a coluna de Bella, até passar, vagarosamente, pela curva suave no final de suas costas, e o revelo de seu bumbum. A massagem passou de relaxante para erótica em um segundo quando as mãos dele percorreram suas coxas até chegarem ao interior delas. Ele grunhiu ao sentir o seu sexo novamente molhado.

- Eu quero muito fazer um comentário, mas não sei como você vai reagir.

- Tente. – ela deu de ombros, sabendo que, à essa altura, quase nada poderia estragar o seu bom humor.

- Ok. Você pediu… Isabella Swan, porra, como eu amo a sua bunda. – ele disse acaloradamente e Bella soltou uma gargalhada para o comentário inusitado.

- Obrigada.

- Não que todo seu corpo não seja gostoso também. Por favor, não fiquem com ciúmes. – falou passando as mãos nas laterais dos seios de Bella, já que seus braços estavam sob sua cabeça. Ela não acreditou no que ouvia, então sua reação foi rir ainda mais. Bella olhou para trás e viu a expressão brincalhona no rosto de seu amante, e esses eram os únicos momentos em que ela se lembrava que Edward ainda era apenas um garoto de 22 anos, apesar de tudo.

Sentindo a ereção dele contrair-se novamente contra sua coxa, ela ergueu seu quadril de modo convidativo.

- Vem. De novo. – ela disse com a voz branda. Edward murmurou um palavrão baixo antes de buscar um novo preservativo.

Bella queria demais senti-lo sem a barreira da proteção, mas preferia não correr riscos. Ela tinha certeza que estava limpa de qualquer coisa, além de estar garantida em seu contraceptivo diário. Porém, ela não fazia ideia da rotina sexual de Edward, ainda mais com a vida estudantil da qual ele havia acabado de sair. Quem sabe, numa próxima vez, a gente possa combinar alguma coisa que resolva isso…

Edward a invadiu novamente por trás, e dessa vez, estocava com força e rapidez, mas sempre fazendo o caminho inverso lentamente, para delírio de Bella. Ele segurava seu bumbum e quadril com mais força do que já segurou, e ela sabia que ficariam marcas ali.

- Edward. – ela chamou em um gemido. - Eu estou… amando que você ame tanto a minha bunda, mas…

- Sim? – ele disse, parando completamente. Bella protestou, porém aproveitou para falar.

- Mas eu acho que é melhor você desafrouxar um pouco esse aperto. Nós não querermos minha mãe amanhã perguntando onde eu arranjei marcas de dedos no meu quadril, quando eu for pegar sol, não é?

Ele riu baixo, porém obedeceu, voltando a penetrá-la.

Suas mãos estavam deslizando devido ao óleo e ao suor de ambos, o que o fazia agarrar cada vez com mais força os quadris de Isabella, para ter maior equilíbrio. Ele não iria desagradá-la, então acatou ao pedido dela, e procurou segurar firme um pouco mais acima, mas sem tanta garra.

Edward olhava fixamente o ponto onde ele sumia e reaparecia no corpo dela, junto com a visão do bumbum que ele tanto adorava, quase não aguentando o erotismo daquilo. Ele reparou que o botão rosado acima de onde ele penetrava Isabella estava diferente desde o ano passado, e só de imaginar como ela havia conseguido ficar assim, sua ereção se tornava ainda mais rígida dentro daquela mulher.

Seus dedos vagaram sobre o sexo úmido, passando pelo clitóris até chegar ao local de conexão dos dois. Ele demorou dois segundos, mas enfim não resistiu à tentação e acariciou um dedo sobre o último orifício do corpo de Isabella. A reação dela o pegou completamente de surpresa. Ela arfou e suas costas arquearam-se, projetando toda sua parte traseira para mais perto de Edward.

- Você gosta disso? – inquiriu ele, rapidamente introduzindo apenas a ponta de seu dedo escorregadio devido ao resquício de óleo de massagem, sem parar as investidas de seus quadris. Isabella estava com a respiração sôfrega, vez ou outra gemia, mas teve que interromper esse padrão para responder.

- Aha… aham. – afirmou ela.

Edward paralizou totalmente seus movimentos, já que se continuasse, ele iria acabar com tudo mais cedo do que planejava. Foda-se tudo. Essa mulher é um sonho erótico ambulante, era tudo o que passava por sua cabeça naquele momento.

- Porra, Isabella. – xingou baixo, continuando a brincar sobre a superfície visivelmente mais relaxada do que ele se lembrava. Ele havia notado isso na primeira noite em que transaram esse ano, três dias atrás, mas pensou estar vendo errado.

- Eu sei. – falou ela em simpatia, com o rosto colado a um travesseiro, tentando retomar o fôlego. - Mas só tentei com objetos… menores. Você é grande demais pra isso. Não perca o foco. Continua, vai.

Ela sequer se importou se estava inflando o ego de Edward, mas ele, como recompensa, retornou sua atividade, agora sem hesitar em estocá-la da forma como ela demandava. A mente de Edward vagou para cada cenário que envolvesse aquela nova informação, e o estímulo a mais deixava tudo mais interessante e intenso.

O último orgasmo da noite foi compartilhado enquanto eles olhavam a lua, que brilhava forte pela janela, e Bella quase achou aquilo romântico - não fosse o fato de Edward ser uma diversão de férias e nada mais que isso. Claro, além de ela estar, naquele momento, de quatro sobre uma cama qualquer de uma cabine de navio apertada.

Mas a vida foi perfeita para os dois naquelas poucas horas.


N/A: Só vou dizer que 1) eu não sei jogar pôquer, se tiver informações erradas, vocês já sabem o motivo, e 2) Bella é sexualmente liberal e não tem medo de experimentar. Ela pode fazer tudo o que quiser, certo?

SPOILER do capítulo final: "Vai te molhar, vai te banhar, vai sacudir, vai abalar" letras. terra. com. br/tchakabum/66360/ (alguém me pare, porque eu estou me divertindo demais com essas babaquices hahahahah)


CAPÍTULO 4


Você não vai me dar nada de recordação?

Baby, cale a boca e me vire do avesso

Mesmo que a gente não possa durar para sempre

Baby, você sabe o que eu desejo nesse momento

Inside Out - Britney Spears

O transatlântico, enfim, havia atracado em Honolulu no Havaí, após seis dias de viagem. Foi difícil para Bella se reacostumar à terra firme, e seu corpo reclamou um pouco durante o primeiro dia de estadia. Mas ela não se importava; estava apenas contente com a perspectiva de passar quatro dias e três noites visitando maravilhosas e paradisíacas praias daquela ilha.

A excursão levou os passageiros para locais diferentes dessa vez, ainda mais exóticos do que nos anos anteriores. O itinerário foi dividido em dois tipos: um para os adeptos aos esportes radicais, e outro para os que preferiam a boa vida de sombra e água fresca o dia inteiro. Obviamente, Bella optou pelo segundo.

O melhor de tudo, porém, era que, embora ela quisesse ter a companhia da mãe enquanto não fazia absolutamente nada sob o sol havaiano, Bella havia encontrado a parceira perfeita para Renee, que esse ano insistira em entrar no itinerário do grupo de esportes radicais. Alice Cullen tinha energia para dar e vender, e ficou mais do que animada quando Bella sugeriu que Renee a levasse para as descidas de rapel, trilhas e esqui aquático.

Bella contentou-se em participar dos mergulhos em água rasa, e adorou ver as riquezas do oceano Pacífico, além de passar horas e horas banhando-se ao sol. Havia até mesmo a vantagem de observar algo além das belezas naturais da praias, que era tão agradável aos olhos quanto: Edward. Ele havia sido escolhido o salva-vidas para acompanhar o grupo dela, enquanto Jasper ficou responsável pela supervisão do outro grupo. Edward não tinha quase trabalho nenhum, já que as praias eram altamente aparadas por equipes de salvamento local, e além disso, ninguém tentou nenhuma peripécia no mar.

Eles tinham mais liberdade para escaparem para seus já conhecidos amassos durante as manhãs, os quais apenas eram preliminares para as tardinhas e noites. Às vezes, eles utilizavam a cabine de casal clandestina, em outras, iam para a própria cabine de Edward, uma vez que o navio ficava praticamente vazio enquanto todos estavam fora e só voltavam quando o sol se punha - o que, lá, significava nove da noite.

Hoje era a última noite na grande ilha, e o Sea Joy estava atracado no porto de Kauai. O ponto era conhecido pelas praias desertas, e o cruzeiro estaria promovendo uma festa em uma delas. Edward estava de folga desde às seis da tarde, o que significava que ele estava livre para sair da redoma do cruzeiro, e fazer o que quisesse no pequeno município. Ele não era obrigado a estar naquela festa, mas nada o faria perder essa noite, e muito menos perder sua Isabella de vista. Sua Isabella, pois ele podia não significar nada para ela no restante do ano, mas enquanto durava o verão, ela era só sua. Seu corpo era só dela.

Isabella estava deslumbrante em seu vestido branco de alças finas e tecido leve, como pedia a etiqueta da comemoração. Ele a observava de longe, adorando a forma como o vento suave e refrescante fazia a saia na altura dos joelhos lamber as coxas torneadas, que a essa altura da viagem, já possuíam uma cor dourada ao invés da brancura europeia que ela sempre portava ao chegar. O vestido a fazia parecer inocente, e Edward concatenava cenários com aquela fantasia.

A festa, sob uma ampla tenda branca, já estava à todo vapor quando ele decidiu, finalmente, deixar a roda de colegas onde conversava e ir atrás de Isabella. Ele ainda não tinha visto nem Jasper, nem sua irmã por aqui, mas ele encontrara com Renee, que o informara que os dois tinham ficado na cidade fazendo uma experiência gastronômica ou coisa do gênero. Ele não gastou muito tempo pensando nisso, já que confiava plenamente que Jasper tomaria conta para que sua irmã não entrasse em nenhuma encrenca. Ou assim ele esperava.

Observando Isabella, que dançava de olhos fechados e um copo na mão para a música lenta e sensual que tocava, ele andou devagar até ela. A pista de dança ficava em um canto reservado e com a iluminação escurecida a não ser pelas tochas laterais acesas, o que lhes dava mais privacidade. Os movimentos de Isabella diziam que ela não se importava com quem estivesse vendo-a dançar; ela apenas movia seu corpo para seu próprio prazer. Edward estava prestes a colocar as mãos na cintura dela, quando ela se virou repentinamente, em sobressalto.

- Que susto, Edward. – ela disse, mas não parecia nada brava. Pelo contrário, Isabella parecia inebriada, e ele adorava quando ela ficava assim, mas apenas por ela parecer perder seu exterior concentrado e distanciado.

- Shh. Não foi minha intenção. – falou ele, calando-a com um beijo roubado. Ela retribuiu, relaxando seu peso sobre o corpo dele. Edward se afastou, e a virou para ficar atrás dela. - Continue dançando, Isabella.

Ela nada falou, apenas obedeceu às ordens e voltou a mexer-se da forma como antes, porém agora com a ajuda de Edward para a guiar. Ele pôs todo o cabelo dela de um só lado de seu pescoço antes de envolver os braços na cintura dela. Desse modo, ele podia brincar com o pescoço dela da forma como quisesse, uma vez que a cabeça dela tombou para recostar-se em seu ombro. Ele vagou com o nariz, sentindo o aroma da pele perfumada, mordiscou os locais sensíveis, e passeou com os lábios do jeito que ela gostava.

Isabella estava calada, mas derretida em seus braços. Da posição privilegiada por conta da diferença de altura entre eles, Edward podia ver o peito de Isabella arfando, subindo e descendo, e os mamilos tão rígidos que despontavam visivelmente pelo fino tecido branco. Ele estava mais do que tentado a raptá-la dali.

- Você está tentando me seduzir? – brincou ela com uma risada descontraída e um gole no drinque avermelhado que ainda estava em sua mão. Os dois continuavam embalados ao som de música.

- Está funcionando? – sussurrou. Isabella pegou a mão direita que circundava a cintura dela e, quase discretamente, entrelaçou-a com a dela, para colocá-la sobre seu seio esquerdo, roçando em seu bico eriçado.

- O que você acha? Ahn? Aqui não está nem um pouco frio, e eu já estou desse jeito. – ela disse, e Edward grunhiu baixo em seu ouvido.

- Vem comigo, Isabella. – falou ele, puxando Isabella pela mão. Foda-se se alguém viu isso. Eu preciso dela. Agora.

Bella estava levemente entontecida, mas ficou satisfeita por ter conseguido parar de beber a tempo de aproveitar bem seja lá o quê Edward estivesse indo fazer com ela. Ele tirou o copo de sua mão, deixando-o em alguma superfície da pista de dança, e a guiou para a parte de trás da pista aberta nas laterais, saindo da redoma que haviam construído para a festa, e adentrando um emaranhado de altos arbustos.

- Ei, pra onde você está me levando? – perguntou ela quando reparou que relutava contra folhagens e cascalho.

- Pra um lugar que você nunca mais vai esquecer.

- Edward, está de noite. Eu prefiro ficar por lá. A gente pode se perder. – ela disse, mas um arrepio de adrenalina percorreu por seu corpo, e de repente, ela parecia muito mais sóbria do que minutos atrás. Era a excitação pelo inesperado.

- Não vou deixar que isso aconteça. Eu já estive aqui várias vezes, e esse ponto é um lugar que eu descobri. É mais deserto do que onde estávamos, e… tem uma surpresa por lá. – ele explicava enquanto ajudava Bella a passar pela pequena floresta. A luz emanada do céu noturno brilhava forte demais, e seus olhos haviam acostumado-se a procurar por obstáculos.

- Que surpresa?

- Isabella, qual parte do "é suspresa" você não ouviu?

Ela rolou os olhos, enquanto Edward continuava a guiá-la, segurando firme sua mão. – Edward, eu juro que se você vai se arrepender se estiver me levando pra uma roubada.

Ele nada respondeu.

- Chegamos. – avisou quando saíram por uma clareira, entrando em uma praia de águas calmas. Mesmo à luz da lua, Bella podia ver que o mar era cristalino, refletindo o luar. O trecho de areia era pequeno, já que um paredão rochoso se formava assim que terminava o caminho da mata. Ao longo da praia, no final dela, uma pequena península era composta pelo alto paredão, e naquele cantinho, havia algo que Bella só podia identificar como um bangalô.

- Edward, tem gente aqui! – ela falou apontando o dedo naquela direção.

- Sim. Tem eu e você. Vem.

Eles caminharam por alguns minutos até chegar naquele abrigo de madeira. A praia era curta, o que dava ainda mais uma sensação de aconchego a Bella.

- É um bangalô abandonado, que na verdade não é tão abandonado assim. – Edward começou a explicar. - O morador original fugiu daqui no início do ano quando tiveram aqueles alarmes de tsunami. Acho que era um velho pescador que acabou morrendo, ou algo assim.

- E você me trouxe pra esse lugar para…? – Bella não acreditava naquilo. Seu senso de aventura era grande, mas ouvindo aquela história, ela começou a ter dúvidas.

- Eu conheci, há um tempo, um jovem nativo que descobriu esse lugar e acabou tomando posse do bangalô. Bom, digamos que oferecendo um agrado, ele deixa que casais passem a noite lá.

- Edward, você gastou seu dinheiro aqui? A gente podia estar usando a cabine.

- Não se preocupe com isso. Não foi tão caro assim, posso te garantir que foi muito mais barato que um bangalô que eu alugasse por um hotel.

Bella comprimiu os olhos para ele. Ela queria dizer alguma coisa provocativa e zombar Edward, já que ela sabia muito bem dos esforços que alguns homens seriam capazes de fazer para levar uma mulher à cama. Mas ela também sabia que, devido à condição casual deles, Edward estava fazendo aquilo por vontade própria - afinal, sexo ele já tinha garantido, completamente de graça, com Bella.

Ela expirou uma vez e, num impulso, envolveu os braços ao redor do torso dele. O primeiro abraço inocente que ela se lembrava de dar em Edward.

- Isso é muito legal da sua parte. Obrigada. Por tudo… Essas sempre são as melhores férias da minha vida. – ela disse, não acreditando que estava, de fato, agradecendo e o abraçando. Ela não tinha o costume de demonstrar afeto tão gratuitamente, nem com ele, nem com ninguém.

- De nada. – Edward parecia não saber como agir com aquilo, mas lidou da melhor forma possível.

Constrangida pela súbita emoção, Bella se afastou, e acenou com a cabeça para a porta do pequeno abrigo.

- Eu espero que tenha uma cama bem firme ali dentro. – falou, passando por ele para subir os cinco degraus que levavam para o interior do bangalô. - Porque você já me provocou demais naquela pista de dança.

Edward não resistiu, e se aproximou dela, por trás, para sussurrar em seu ouvido, pegando seus braços em um aperto leve. – Você sabe que, mesmo se não tivesse uma, eu poderia muito bem te carregar o tempo todo enquanto te fodia contra as paredes.

Um arrepio percorreu o seu corpo.

Sem mais esperar, Bella parou no meio do caminho, virou-se e lascou Edward com seu beijo. Ele enterrou as mãos no cabelo dela, obrigando-a a andar para trás até atingirem a porta fechada.

Edward se afastou alguns instantes depois, rapidamente procurando pela chave do local no bolso da calça. Bella esperou pacientemente enquanto ele abria a porta, e eles adentraram. Havia apenas uma cama, e no canto, uma pia improvisada. O chuveiro ficava do lado de fora, no canto da casinha.

Ele acendeu grandes lamparinas que cercavam o quarto, deixando-o perfeito para que ambos admirassem um ao outro. Feito o trabalho, Bella atacou Edward novamente, pondo-o contra uma parede próxima à porta aberta. Ela ainda tinha em sua mente as palavras de Edward sobre fodê-la contra aquelas superfícies, e agora queria que ele provasse aquilo.

Em nenhum momento seus lábios e línguas se descolaram, e quando a necessidade de respirar foi maior, Edward a virou para colocá-la contra aquele trecho de parede, e passou a arrastar sua boca pelo pescoço de Isabella, chegando ao ombro. Isabella afastou sua cabeça para dar-lhe espaço, e Edward envolveu a boca na alça folgada do vestido e, com os dentes, arrastou-a pelo ombro dela. Ele repetiu o mesmo com o outro lado, enquanto Isabella sugava um ponto no pescoço dele, e retirou o resto do decote com as mãos.

Os seios de Isabella ficaram expostos, e, para Edward, era como se eles estivessem ali apenas esperando por sua boca, com seus bicos tão endurecidos apontando especialmente para ele. Edward não resistiu à prová-los por alguns instantes, cada um deles. Suas mãos vagavam pelo corpo dela, subindo por sua saia e apertando o bumbum firme, até que outra ideia surgiu em sua mente. Ele queria saborear essa noite de liberdade com Isabella, e percebeu que talvez estivesse indo rápido demais.

- Vamos para a água. – falou, ouvindo uma lamúria de Isabella.

- Sério? – perguntou ela, incrédula.

- Só um mergulho para recuperar as energias. – ele disse, mas Bella achou a sugestão estapafúrdia.

Ela alcançou a ereção de Edward, e a apalpou sobre a calça, sentindo a contração repentina no corpo dele. – Eu acho que temos uma boa quantidade de energia aqui.

Edward se desvencilhou dela, rapidamente descendo as escadas. - Venha, Isabella. – ele disse. Bella demorou alguns segundos, mas mesmo assim o seguiu.

Ambos entraram apenas vestidos com as partes de baixo, o que consistia em uma boxer e uma tanga. Bella sabia muito bem como era desconfortável sexo na praia, já tendo uma tentativa falhada com um ex-namorado. Mas a calmaria atípica do mar permitia que os dois ficassem estáveis na água, enquanto se beijavam afoitamente.

Seus corpos roçavam um no outro, suas pernas envolviam os quadris dele, e os seus não paravam de rebolar contra os de Edward. Ela se sentia uma adolescente novamente - fugindo com um cara para darem amassos semi-nus, em uma área onde tal prática era proibida.

Ela estava desesperada para que fossem logo ao assunto principal, então decidiu começar a tirar a boxer de Edward. Mas ele impediu suas mãos.

- Eu quero você. – ela disse sobre sua boca. Edward balançou a cabeça.

- Aqui não. Vem. Eu disse que era só um mergulho. – ele falou. Ela não fazia ideia do motivo de Edward estar se torturando, adiando as coisas desse jeito. Não fazia bem a nenhum dos dois.

No entanto, Bella deixou que ele fosse na frente. Ela observava-o nadando perfeitamente de volta à borda quando pensou que seria uma boa ideia deixar aquilo tudo mais divertido.

- E se eu disser que estou me afogando, você me salva? – ela gritou, e Edward parou de nadar para olhar para trás.

- Está louca?

- Não. Estou me… – falou, desaparecendo na água por um instante e retornando, fazendo todos os movimentos típicos de um afogado. - …Afogando. Socorro!

- Isabella. – ele chamou em um tom reprovador.

- Estou me afogando, me ajude! – disse repetindo os movimentos, mas parando o suficiente para dizer: - Eu prometo uma boa recompensa se você me ajudar!

Edward, enfim, nadou em sua direção, e a pegou heroicamente. Ela estava grata por ele finalmente ter entrado na brincadeira. Bella fingia que tossia enquanto ele a levava para a praia em seus braços, mas não deixou de virar o rosto, vez ou outra, para lamber gotas salgadas que escorriam sobre o peitoral dele.

Ele subiu na minúscula varanda do bangalô para adentrá-lo e colocar Bella sobre uma esteira que cobria o chão, ajoelhando-se ao seu lado. Era desconfortável, mas Bella ficou grata por ele não ter os colocados na cama, molhados daquele jeito; ela realmente não havia pensado nessa parte.

- Me ajude, não me sinto nada bem. – falou. Sua voz estava completamente diferente, tendo assumido um tom mais agudo e manhoso, interpretando o papel de mocinha indefesa.

- Eu tenho vários procedimentos de salvamento, Isabella. Você quer que eu demonstre alguns?

- Sim. – disse, ainda tossindo. Ambos estavam segurando o riso, mas aguentaram firme. Edward inclinou-se sobre ela e várias gotas atingiram seu rosto.

- Está bem. Primeiro começo com a respiração boca a boca. – falou, e, lentamente, seus lábios sugaram os dela para trazê-la para um beijo aprofundado.

- Hmm. – gemeu ela quando se afastaram. - Ainda preciso de mais salvamento, Sr. Cullen.

Ele sorriu calado, e então uma expressão concentrada tomou conta de seu rosto.

- Em seguida vem a massagem cardíaca. – disse ele, envolvendo os seios nus de Bella com as duas mãos, massageando-os, para o delírio dela. Ele estimulou ainda mais os mamilos que não deixaram de estar eretos por um minuto. Lambeu cada um deles, apenas para sugá-los em seguida, e repetir o processo várias vezes, massageando o local. Bella estava achando divino, e se perguntou porquê eles nunca fizeram algo assim antes. Depois de muitos minutos, Edward se afastou e Bella continuou na brincadeira.

- Mais, mais. Ainda estou em perigo! Cof! Cof! – falou com uma tosse exageradamente fajuta. O sorriso de Edward apareceu para que ele tentasse prender o riso, porém rapidamente a expressão em seus olhos tornou-se predatória. Ele arrastou sua mão, descendo pela barriga e ventre de Bella lentamente, arrepiando toda a pele que encontrava pelo caminho.

- Por último… Checagem de pulso. – assim que disse, seus dedos entraram em contato com o local que pulsava em Bella sob a calcinha, e ela não suprimiu seu gemido alto. Seus dedos deslizaram sobre o sexo muito excitado de Bella, massageando seu clitóris, até adentrarem seu interior.

Após alguns instantes, Bella sentiu o alívio do orgasmo tão esperado, gritando o nome de Edward. Ela arquejou até recuperar o fôlego, e logo o fez levantar-se.

- Obrigada, senhor, esse foi um ótimo salvamento. – disse, voltando ao personagem. Edward riu.

- É o meu dever. Mas então… o que você iria me dar como recompensa mesmo?

- Vamos lá no chuveiro nos limpar, e eu já te mostro.

Eles tomaram uma ducha para tirar o sal e a areia do corpo, retornando para dentro do bangalô em seguida. Secaram-se com duas toalhas que estavam em cima da cama, e rapidamente retomaram de onde haviam parado.

- Sabe, eu sempre quis fazer loucuras quando te via com aquele uniforme vermelho. Você fica tão… – vagueou Bella.

- Irresistível?

- Convencido. – ironizou. - Apetitoso, eu diria.

- É? – perguntou ele com a voz um tom mais baixo. Isabella se esgueirou pelo seu corpo, e se pôs de joelhos. Eles já haviam se livrado das últimas peças de roupas, então sua ereção contraiu-se para a atenção com que os olhos de Isabella olhavam naquela direção.

- Uhum. – murmurou ela. Isabella lambeu os lábios, olhando para Edward, e antes que ele tivesse que implorar, sua boca fez contato com o membro dele. O alívio que Edward sentiu foi grande, e logo seus joelhos sentiram a cama, e ele sentou-se para que Isabella ficasse mais confortável.

Ela trabalhou com maestria sobre seu membro, sugando-o, lambendo-o, colocando-o para dentro de sua boca até onde conseguia. Edward adorava que ela fosse aventureira o bastante para tentar atingir seus limites daquela forma.

E aventureiros eles foram naquela noite.

As imagens ficaram para sempre em suas memórias. Bella montada sobre ele, cavalgando-o como ela adorava fazer. Edward tomando-a contra uma parede, contra a pia improvisada, contra o chão, contra a janela, estando Bella de frente ou de costas. Eles até mesmo saíram uma última vez para o mar, e Bella gostou de ter uma nova - e melhor – experiência de sexo na praia.

Quando retornaram para a civilização, horas depois, a festa estava no fim, e já quase não havia ninguém ali.

- Merda, será que minha mãe ficou me procurando? – indagou Bella ao chegarem sob a grande tenda. Ela passou os olhos pelo salão, e seu olhar bateu sobre dois casais entrelaçados, aparentemente absortos em beijos intensos encostados em uma parede ao fundo. Quando identificou as roupas das mulheres, seus olhos saltaram, e ela ouviu o mesmo tom indignado saindo de Edward, ao exclamarem juntos:

- É a minha mãe!

- É a minha irmã!

Eles se entreolharam. Bella não acreditava que sua mãe tinha arranjado um homem no cruzeiro, após tantos anos frequentando-o.

Edward não acreditava que sua irmãzinha estivesse se agarrando com um de seus melhores amigos.

- Eu mato esse desgraçado. – rugiu ele, disparando na direção de Jasper e Alice. Bella saiu do transe, e foi atrás dele, conseguindo alcançar seu antebraço.

- Espera! Espera, Edward.

Ele parou apenas para não machucá-la. – Você tem noção que minha irmã de 18 anos está atracada com um cara cinco anos mais velho que ela? Isso é praticamente pedofilia!

- Edward, calma. Eu sei que você está bravo, mas raciocine. Sua irmã, tecnicamente, já é maior de idade. E, por favor, se formos interromper, minha mãe também vai acabar ficando acanhada com a minha presença. Eu não quero isso, ela tem o direito de se divertir também.

Edward olhou uma vez mais para os casais que se apalpavam no fundo do salão, apenas para virar o rosto fazendo careta de nojo.

- Vamos, eu quero tomar banho e dormir. Depois você trata disso pela manhã. Não é como se Jasper fosse levar Alice para a cabine dele, já que ele tem aquele companheiro lá, não é?

Edward olhou para ela com uma expressão de incredulidade e sarcasmo. Ela se calou para não piorar as coisas. Ops. Provavelmente Jasper já tem uma chave de uma cabine vazia, constatou ela.

O dia amanheceu nublado, e Bella viu o mar pela janela, indicando que o navio já havia partido de volta. Olhando ao redor, percebeu que sua mãe não havia dormido ali, já que nem no pequeno banheira ela estava.

Bella não precisou se preocupar nem por cinco minutos. Assim que ela se levantou da cama, sua mãe adentrou a cabine na ponta dos pés.

- Já estou acordada, mãe.

Renee sobressaltou, mas acalmou-se rapidamente.

- Minha filha, me desculpe. Eu posso explicar. – começou a dizer, mas Bella interrompeu.

- Mãe. Por favor, não se explique. Eu já tenho uma vaga ideia do que aconteceu. Eu vi vocês ontem.

- Oh…

- Não tem problema, mãe, você é uma adulta livre e solteira. Eu não tenho nada a ver com isso. – ela não sabia sobre a vida amorosa, muito menos sobre a sexual de sua mãe. Era um tópico desconfortável, o qual ela tentava evitar, mas estava um pouco mais aliviada em saber que Renee não havia virado uma freira após o divórcio.

- Obrigada. E, bem… Agradeça ao Jasper pelo favor que ele fez a Edward.

Bella franziu o cenho, confusa e desconfiada.

- Que favor?

- Ontem algum supervisor estava procurando por Edward durante a festa. Queriam avisar sobre uma reunião para hoje, eu acho.

- E?

- Bom, Jasper encobriu pelo amigo, inventando alguma história. Ele não contou que vocês estavam juntos.

A boca de Bella se abriu e sua face encobriu-se daquele rubor inconveniente. Como ela descobriu isso? Merda.

- Ora, Bella, você acha que sua mãe é cega? Eu posso ser desligada, mas cega não sou. – Renee falou enquanto se despia para entrar no chuveiro, lendo a expressão no rosto da filha. - Não foi o que você mesma disse? Você é adulta, livre e solteira, e merece se divertir.

Bella não acreditava que esse tempo todo Renee sabia de tudo, afinal do jeito que falava, era isso que ela podia concluir. Ela não tinha vergonha nenhuma para tratar sobre sua vida sexual com mais ninguém; mas quando o assunto vinha à tona com sua mãe, ela virara uma adolescente pudica.

Sem mais querer embaraçar-se, Bella fez sua rotina matinal, quieta, apenas ouvindo sua mãe no banho recontar a história louca da noite anterior.

Alice e Renee haviam entrado em uma brincadeira de Verdade ou Consequência que envolvia tequila e homens demais. Obviamente, Alice já havia planejado tudo. Sua "experiência gastronômica" tinha servido o seu propósito de seduzir Jasper e convencê-lo de que ela valia a pena. Vendo o interesse de Renee por um certo rapaz da roda - ninguém menos que Jack Benjamin, o solteirão e sub-celebridade do tal reality show -, Alice conseguiu com que ele partisse para cima de Renee. Quando se deram conta, ao final da brincadeira, elas já estavam aos amassos com seus parceiros prediletos do jogo.

- Divertido. – Bella apenas comentou, vestindo-se para começar o dia da última parte da viagem, o retorno à California. - Mãe, eu vou descer, se não se incomoda.

- De modo algum. Não precisa me esperar para tomar café, eu…ahn…já comi.

- Ok. – falou sem querer saber mais.

A viagem de volta pareceu passar mais rápida do que Bella esperava. Ela continuou se encontrando com Edward, até mesmo aproveitando a cabine de Bella, algumas noites, já que a cama de sua mãe ficava livre quando ela escapava para a cabine do solteirão com quem agora ela se envolvia. Ela não queria que o cruzeiro acabasse, já que havia se divertido tanto dessa vez. No último dia, por um mero instante, passou em sua cabeça a ideia de ficar o resto das férias na Califórnia, assim passando mais um tempo com Edward. Mas ela sabia que seu pai estaria lhe esperando para vê-la em Forks, e ela riu de si mesma para o absurdo da ideia. Ela sequer sabia onde Edward morava, ou mesmo se ele tinha uma casa de verdade.

Eles se despediram em terra firme, com o sentimento de nostalgia já tomando conta de Bella. Apesar de que, para ser sincera, ela já sentia saudades de sua casa na França - bastou ouvir as batidas de uma terrível música hip-hop saindo de um jipe estacionado na orla da praia perto do porto, e ela já sentia falta dos artistas de rua tocando acordeon em sua Lyon.

- Bom, então… isso é um adeus. – falou ela dando um abraço em Edward. Nos anos anteriores haviam sido apenas apertos de mão, mas dessa vez, visto todas as coisas que eles compartilharam, ela sentiu a necessidade de algo menos frio. Ela podia ter controle sobre sua vida amorosa e não se apegar facilmente aos homens, mas também não era uma imbecil sem coração.

- Gostei muito desse verão. – disse Edward com um sorriso.

- Eu também. – ela falou e eles se afastaram. - Boa sorte… Na sua nova vida.

- Obrigado. Eu vou precisar.

- Você vai conseguir. – encorajou Bella, mesmo não fazendo ideia de quais eram os planos dele para daqui em diante. Ele apenas merecia ser feliz.

Bella estava certa de que eles nunca mais se veriam, uma vez que Edward agora iria atrás de uma carreira de verdade que o bancasse o ano inteiro, e não fosse apenas um emprego de verão. Ele disse que ia tentar ser personal trainer de Los Angeles, pois era um mercado amplo; Edward resmungou sobre como Alice queria ir junto com ele para, enfim, tentar sua carreira de atriz, mas ele parecia extremamente feliz com as possibilidades à sua frente.

Ambos combinaram de manter contato por email, mesmo que Bella tivesse pensado no quão utópico aquilo soava.

Os meses se passaram.

O bronzeado na pele de Bella sumiu pouco a pouco, retornando à quase palidez original. O trabalho e os estudos para sua tese deixaram-na virar praticamente uma eremita sem vida social. De certo, Edward e ela não se falavam por email constantemente como amigos, a não ser lembranças e parabenizações em datas como aniversário de Bella, ou feriados especiais. Ela não estava triste, pelo contrário.

Edward havia sido uma boa recordação que ela guardaria para sempre; Uma lembrança feliz sobre um momento de sua vida em que ela sentia-se no auge de seus 20 e poucos anos. E além disso, ela duvidava que eles tivessem muito o que conversar - os dois não possuíam praticamente nada em comum que não fosse a atração física um pelo outro.

Já era abril do ano seguinte, e o seu escritório enfrentava um dia movimentadíssimo. Ela havia sido promovida à diretora de um grupo de jovens advogados estagiários, os quais a auxiliavam nos casos direcionados a ela, e não podia estar mais feliz com seu emprego, embora às vezes detestasse ter que trabalhar por tantas horas.

Bella estava quase dando fim a sua jornada de trabalho quando um alerta de nova mensagem soou em seu computador. Ela abriu seu email para encontrar uma mensagem cujo remetente era Edward, mas o assunto estava em branco. Ela refletiu por um momento se abriria aquilo. Fazia meses que eles não se comunicavam, talvez desde o ano novo.

Não devia ser nada importante, então seu cursor passou por cima da marcação para deletar. Mas por que um assunto em branco?, pensou. Sua curiosidade foi maior naquele momento, e antes que se arrependesse, abriu a mensagem.

Dentro, estava um panfleto virtual. Um anúncio de um cruzeiro exótico pelas ilhas gregas - o qual possuía um deck especial para topless, uma raridade entre cruzeiros da Europa -, que sairia no verão daquele ano. Bella rolou a barra até atingir o final, em busca de mais explicações.

No rodapé, escrito no corpo da mensagem, estava apenas a frase "Precisavam de um instrutor de academia que falasse inglês, e eu pensei 'por que não?'".

Ao ler aquilo, todo o seu corpo se aqueceu enquanto ela era invadida por memórias e situações hipotéticas intensas, em noites de verão quentes, lânguidas e sensuais.

Com um sorriso sacana no rosto, ela abriu uma nova mensagem para sua mãe, e escreveu um rápido email pedindo que ela considerasse um novo cruzeiro para a Europa. Dessa vez, ela afirmou que pagaria pelas duas, e sabia que sua mãe jamais poderia lhe negar a companhia.

Por que não?, pensou ela ao clicar enviar. Bella mal podia esperar pelo próximo verão.

FIM


N/A: Sim, é o fim. Eu disse que o amor de oceano não subiria a serra, não disse? Nem adianta pedir pra continuar, porque, sinceramente, se eu continuasse ia ser basicamente a mesma coisa em todo capítulo, não ia ter mais graça nenhuma hahahah Eu prometo que algum dia retomo minhas ones que tem potenciais para capítulos só de lemons + um enredozinho. Mas não essa, ok?

Visitem o álbum "Só Pelo Verão" no Picasa para ver todas as imagens da fic, além da capa linda feita pela Giuly Cerceau (que foi quem me tirou nesse amigo secreto e escreveu uma fic super fofa pra mim. Vão lá conferir! Quer dizer, confiram todas que participaram, estão ótimas mesmo!). Link, bit. ly/pZSVvk