Autora: MrsValensi

Os personagens são da Tia Stheph

Link da fic original: http:/ www . fanfiction . net / s / 4686862 /Casi_Platonico (tirem os espaços)

Resumo: Dizem que a amizade ao amor é um passo. No entanto, em muitos casos, um passo não é suficiente. Especialmente se você sabe que seu melhor amigo nunca poderia olhar para você. Mas ... é sempre assim? EXB. Todos humanos.

Gostaria de agradecer de coração a todos que acompanharam essa fic, mesmo com meus atrasos de atualização e a LadiC/ MrsValensi que deixou que eu viajasse nessa tradução.


Finalmente o epílogo e terminamos aqui. Boa leitura!

Capítulo 20: Epílogo.

(POV de Edward)

Aquele sorriso idiota estava preso em meu rosto há exatamente um mês. Desde aquele dia perfeito quando tinha dito a Bella que a queria para sempre comigo, desde aquela noite, na qual poderia dizer, oficialmente, que Isabella Swan era minha namorada.

Meu sorriso se alargou ainda mais diante deste pensamento, enquanto estacionava o meu Volvo na entrada de um pequeno café no centro do distrito. Esquivando- me de um casal de rapazes que estavam dando socos amigáveis, entrei no local, onde algumas mesas estavam distribuídas simetricamente. Vi um rosto familiar a poucos metros da porta e caminhei com lentidão até lá.

-Bom dia- cumprimentou Charles quando ele me viu.

Sorri e sentei à mesa.

-Por Deus, olhe para você, Edward- disse, inclinando a cabeça. - Você se parece com um menino de quinze anos passando por seu primeiro amor.

Eu ri suavemente, enquanto dava uma olhada rápida no menu.

-Suponho que seja o mesmo, mas alguns anos mais velho- disse , encolhendo os ombros.

-Fico feliz por você- disse Charles, com um sorriso. - Meu irmão disse-me algo, mas não pensei que fosse tão bom. Sério, os meus parabéns.

Voltei a sorrir diante da lembrança de Jacob. No fundo do meu coração, me deu um pouco de pena...

Bah, a quem eu estava querendo enganar?

- Foda-se ele! Eu pensei ainda com aquele sorriso estúpido nos lábios.

Felizmente, Charles, ao contrário de seu irmão, era uma pessoa agradável, com quem podia falar à vontade. Fiquei feliz que houvesse aceitado o fato de estar com Bella tão calmamente. Mas, claro, como eu imaginei, ele sabia disso.

Eu suspirei, não tirando o sorriso do meu rosto.

Por que eu tinha sido o último a perceber que eu estava completamente apaixonado pela minha melhor amiga?

(POV da Bella)

-Sim, muito obrigada pela sua compra. Na caixa você vai ser cobrado. Tenha um bom dia!

Dei um sorriso simpático para a senhora, a qual retribuiu o gesto e foi pagar as roupas que tinha decidido a comprar. Nas últimas três semanas tinha começado a trabalhar na Armani, e pouco a pouco estava me acostumando com o trabalho.

Olhei o relógio, feliz por faltar apenas dez minutos para terminar o meu turno.

Quando o ponteiro se moveu para o número doze, eu deixei o meu posto e fui para o fundo da loja para pegar as minhas coisas. Alice vinha dando pequenos pulinhos ao meu lado, dizendo algo para uma colega, relacionado com uma nova coleção exclusiva... ou algo assim. Eu estava muito distraída pensando que finalmente estava livre e que meu príncipe viria em seu veículo prateado me resgatar.

Sorri ao pensar, enquanto saímos do lugar. Então eu vi, tão impossivelmente perfeito aos meus olhos, como de costume, apoiado em seu carro. Os cantos dos seus lábios se levantaram profundamente enquanto caminhava em minha direção. Me envolveu num abraço delicado e os seus lábios entraram em contato com os meus. Como em cada beijo que compartilhávamos, senti tudo ao meu redor desaparecer.

Bem, quase tudo.

-Hey, "casal quente", nós temos que ir- disse uma vozinha estridente. -Jazz está esperando por mim no DC Coast para o jantar.

Como sempre acontecia, corei diante do apelido que Alice tinha dado a Edward e eu, enquanto ele ria da minha reação permanente. O nome de "casal quente" nos tinha dado minha maquiavélica amiga, depois de um dia bastante peculiar na faculdade. Na volta de nossa viagem de fim de ano, Edward e eu havíamos felizmente começado nosso relacionamento. Claro, ainda havia um pequeno detalhe: Jacob. Na primeira oportunidade que teve, ele tinha me abordado. Eu já havia tentado deixar claro que não queria nada com ele porque estava interessada em outra pessoa, mas Edward já tinha se adiantado: deixando de lado seu jeito cavalheiro e reservado, tinha me pegado pela cintura e me deu um beijo de cinema... em pleno corredor da universidade. Claro, Jacob não tinha tido nenhuma dúvida de que meu interesse era em outra pessoa. E, de fato, metade dos alunos também.

-Você tem que admitir, a cara de Black era impagável- Edward se defendia, com um pequeno sorriso arrependido.

Eu tinha feito a vítima por alguns minutos, mas a verdade era que ele estava certo. Eu me sentia um pouco culpada por ter feito tão direto, mas foi o suficiente que Edward me contasse um pequeno detalhe sobre uma chantagem para que minha pena se transformasse em raiva. Queria fazer algo sobre isso, mas Edward tinha insistido que a pequena cena do beijo tinha sido mais do que suficiente para deixar Jacob fora de combate. Além disso, a sua suplência terminaria na semana seguinte...

Não havia nada para me preocupar.

-Feliz primeiro mês, por certo?-Edward murmurou, sorrindo radiante, e fazendo-me voltar à realidade.

-Igualmente.

Uma tosse por parte de Alice nos fez voltar para onde estávamos, batendo o pé na calçada com o seu sapato e apontando o relógio invisível em seu pulso, com uma expressão no rosto tentando ser irritante. E tinha dito tentava, já que seus lábios estavam curvados em um sorriso enorme. Se havia alguém mais feliz do que nós estávamos com a nossa relação, esse alguém era Alice.

Nós três entramos no Volvo de Edward, e ele começou a dirigir pelas ruas movimentadas da cidade. Em menos tempo do que o esperado, já que meu namorado ainda mantinha o hábito de dirigir como um louco, tínhamos chegado ao restaurante onde Jasper estava esperando por Alice. A pequena se virou para nós e, com um enorme sorriso, disse:

-Aproveitem bastante a noite.

E depois voou para o "DC Coast."

Eu suspirei, com o rosto rosado, enquanto Edward estava rindo baixinho.

-Bem, então o que faremos hoje à noite? , Perguntou ele.

Virei-me para vê- lo. Ele estava confortavelmente deitado no seu assento, com as mãos descansando casualmente sobre o volante. Ele olhou para mim preguiçosamente, os olhos brilhando intensamente.

-Eu não quero que gaste dinheiro- esclareci rapidamente, sabendo que ele tinha esse hábito irritante de desperdiçar somas enormes em presentes.

-Na verdade, eu estava pensando um jantar caseiro e um filme- ele disse, encolhendo os ombros. - Se você quiser, eu posso usar alimentos enlatados para economizar, que você acha?

Eu ri com a ironia, mostrando- lhe a língua.

-O jantar caseiro me parece bom- disse- mas pode gastar um pouco com a comida-brinquei, dando-lhe um leve toque no braço.

Ele sorriu radiante, antes de inclinar-se para me beijar.

-Feito- sussurrou, antes de se juntar os seus lábios nos meus.

Edward me deixou em minha casa e se despediu, dizendo apenas que estivesse pronta em uma hora. Cheguei ao meu apartamento e logo que entrei, fui correndo para meu armário. Eu estava nervosa sobre o nosso "não encontro" naquela noite. Depois de vasculhar as gavetas e as coisas que estavam pendurados em desordem, ainda não conseguia escolher o que usar. Felizmente, a minha salvação veio materializada no corpo de Angela.

- Angie, eu preciso da sua ajuda! –Implorei e quando mostrei meu armário, logo sabia o que eu queria dizer.

-Não se preocupe- assegurou com um sorriso.

Meia hora depois eu estava em um lindo vestido verde que nem sequer me lembrava de quando tinha comprado. É claro que ter Alice como companheira de apartamento, não era estranho que as roupas aparecessem em lugares inesperados. Angela, conhecendo minha estabilidade com saltos, me passou um par de sapatos baixos e um casaco escuro que combinava com eles. Depois de agradecer inúmeras vezes, eu comecei a minha maquiagem suave. Eu estava apenas colocando um rímel, quando a campainha tocou. Eu corri e voz suave de Edward soou pelo interfone.

- Boa sorte! Angela gritou de seu quarto quando estava prestes a sair.

Agradeci-lhe com outro grito, enquanto fechava a porta.

Quando cheguei à portaria, encontrei Edward de pé, tão radiante como sempre. Com uma camisa e calças casuais, fazendo minha respiração ficar difícil, especialmente porque eu tinha a certeza de que era tudo para mim. E para mais ninguém.

Com um grande sorriso, ele me acompanhou até seu carro, abrindo a porta do passageiro como um cavalheiro.

Edward dirigiu para o apartamento dele, que eu já conhecia muito bem. Nós estávamos falando da recente ideia maluca de Alice: iria trazer um cachorrinho para nossa casa e chegaria à próxima semana.

-Tenho certeza que será lindo-, eu disse, enquanto Edward abria a porta.

-Sim, espero que não seja hiperativo como minha irmã - disse ele-se não terão verdadeiros problemas...

Eu ri suavemente, permanecendo alguns segundos atrás, contemplando a sala de Edward. A mesa que normalmente estava localizada no centro, estava colocada perto da janela com vista para a varanda, permitindo que a luz da lua iluminasse sua superfície. O sofá estava contra a parede, mais perto do centro, e a TV estava perfeitamente localizada em frente a ele. Edward sorriu para mim e me ajudando com o meu casaco, me conduziu ao redor da sala.

-Você está maravilhosa - disse ele em meu ouvido, enquanto puxava a cadeira para eu me sentar.

Eu sorri, com o rosto corado.

Apesar do tempo, eu nunca me acostumaria com as seduções do Edward.

Ambos compartilhamos um jantar agradável. Embora a nossa relação tivesse mudado, ainda continuávamos sendo os mesmos e falar ainda era tão fácil e necessário quanto respirar. Nós ríamos, brincávamos, falávamos sério e tudo era totalmente natural com a gente.

-Eu aluguei alguns filmes- disse Edward, quando tínhamos acabado de jantar. - Eu não sabia o que você gostaria de ver, então ...

Eu sorri largamente, enquanto nós dois sentávamos no sofá.

- A que você escolher está é bem - apontei, enquanto ele rodeava meus ombros com um braço.

Ele sorriu, com aquele sorriso torto tão característica dele.

-Eu te amo- disse ele- Está bem isso?

-Seria ruim se não fosse assim -eu respondi, levantando os cantos dos meus lábios- muito, muito ruim.

Ampliando o seu sorriso, veio me beijar. O contato, que começou devagar e gentil, tornou-se mais exigente e rápido. Os braços de Edward se apertaram em torno da minha cintura, enquanto o meu se agarrava a seus ombros, com uma intensidade que beirava o desespero.

Edward conseguiu ficar de pé, e minhas pernas se agarraram a sua cintura com um ato reflexo. Me pegando pelas costas, começou a depositar beijos suaves em meu pescoço, enquanto nos movíamos. Na verdade, eu não tinha certeza se estávamos realmente em movimento ou era eu que achava que tudo estava girando. Minhas dúvidas se dissiparam quando senti minhas costas colidirem com uma superfície acolchoada. Era a sua cama.

Meu coração começou a bater violentamente, cheia de uma nova e desconhecida adrenalina.

O beijo se transformou em um jogo de carícias que me dominou completamente, sentindo aquelas sensações novas dominarem meu corpo. Edward pareceu perceber, porque ele levantou a cabeça e olhou para mim com brilhantes olhos verdes cor de esmeralda. De repente, senti a boca seca e meu coração bater ainda mais rápido... mesmo que não fosse humanamente possível, é claro.

- Tem certeza de que quer isso? -Ele perguntou, sua voz trêmula.

Senti que meu coração estava para sair do meu peito.

-Edward, eu sempre... quis- sussurrei, perto de sua boca.- E agora que eu sei que você sente o mesmo ...

Não me deixou continuar. Sua boca na minha me silenciou completamente.

Seus lábios vagavam pelo meu rosto, meu pescoço, deixando alguns traços ocasionais minha clavícula. Desajeitadamente e com ansiedade, eu levei as minhas mãos à sua camisa, desabotoando os primeiros botões e deixando apele branca como neve do seu peito exposta. Acariciei seus ombros, sentindo as pontas macias de seus dedos em minha cintura, queimando com o seu toque. Tudo era tão lento e suave novamente, que a impaciência começava a me deixar louca. Antes que Edward fizesse algo mais, girei, deixando-o com as costas na cama. Ele parecia confuso, mas só me encarreguei de beijá-lo, enquanto terminava de desabotoar sua camisa.

Ele não ficou com as mãos paradas, é claro, avidamente começou a tirar meu vestido, fazendo uma das manobras mais engenhosa que tinha visto na minha vida. Senti suas mãos quentes sobre minhas costas, até chegar ao fecho do meu sutiã. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos.

-Inconscientemente, eu esperei por isso muito tempo-ele disse com um leve sorriso.

-Eu esperei, mas conscientemente- eu confessei, sorrindo de forma cúmplice e um tanto nervosa- e posso te assegurar que isto não é fácil...

Sua risada melodiosa encheu o quarto, tirando um pouco da tensão da coisa toda, antes de me beijar novamente.

Foi uma perfeita inconsciência a que combinava nossos corpos e mentes, naquele momento, controlado apenas por nossos instintos mais básicos e os nossos sentimentos mais profundos. No entanto, eu podia ouvir claramente a voz de Edward:

-Eu te amo, minha pequena, para sempre.

Respondia apenas com carícias e beijos, que faziam as palavras sem sentido.

Afinal, os amores impossíveis seriam sempre perfeitos, sem precisarem de nada.

E os possíveis, também.

FIM


Agora acabou de verdade e espero de coração que vocês tenham gostado. Para lerem outras, é só dar uma olhadinha lá no meu perfil. Muito obrigada pelos que acompanharam. Bjs, Lu.