A deusa olhava as flores abaixo de si, e respirava o seu doce e singelo aroma. Dava para ver em seu rosto uma expressão triste e solitária, de alguém que amou e ama muito, mas jamais fora retribuída como ela queria e merecia. O céu estava limpo, mas para a jovem só havia tristeza e sofrimento. Ela não sabia porque as flores continuavam e desabrochar, já que a deusa da primavera não estava mais entre eles.

- O que fazes ai, Sigyn? - uma voz feminina tirou-a de seus devaneios.

- Estou vendo as belas flores. - sorri tentando parecer feliz.- Não sei porque elas ainda crescem, e tão belas aqui. Ela se foi.

- Ela continuará presente enquanto houver pessoas que a amam.

- E Loki a ama mais que tudo.

- Não te martirizes. Loki não merece tua dor.

- Tu não entendes, Iddun. Eu não existo sem Loki.

- E Loki não existe sem a lembrança de Mjer.

- Sim. É essa lembrança que faz as flores serem tão lindas.

Loki olhava da janela de seus aposentos, que davam para a praça central da cidade de Asgard. Via crianças brincando e um casal de mais ou menos uns dez para doze anos correndo um atrás do outro, e as vezes o menino puxando os cabelos da menina. Isso o fazia lembrar de quando ele e Mjer eram crianças, logo depois dele, Thor e Sif terem libertado a ruiva do palácio de Freiya em Vanahein. Lembrar na meia-irmã de Thor também o fazia lembrar de outra mulher, homônima a esta, que preenchia seus sonhos e desejos.

"Preciso encontrar-me com esta bastardinha logo." Sorri maliciosamente.

Logo o deus escuta a porta abrir de leve, e a abre com sua magia. Trata-se de um de seus criados, Haguen, que estava lá provavelmente para avisar da presença de alguém no castelo que quer falar-lhe. Loki vira-se em direção a ele com cara de poucos amigos, pois estava irritado de ter sido tirado de seus devaneios por tal insignificante presença.

- Me diga quem estás me esperando.

- O Pai de Todos mandou avisar que quer a tua presença no castelo do rei, para um comunicado do mesmo.

- O que será que meu pai quer de tão urgente?

- Eu não sei senhor.

- Perguntei-te alguma coisa, verme?

Dizendo isso o trapaceiro colocou sua capa e junto com seu cajado se teleportou para o salão principal do castelo de Odin. Estavam todos lá, incluindo Thor e Sif, que outrora estavam em Midgard, junto aos super-heróis mortais conhecidos como os Supremos. Balder conversava com uma jovem pequena de cabelos ruivos e olhos azuis, que deveria ser uma das irmãs de sua insuportável Sigyn, que deveria estar em algum lugar por ai. Percebeu também a verdadeira Iddun, mas Amora não estava presente, provavelmente trabalhava no plano dele.

- Mandei-vos reunir para uma notícia que devo dar-vos. Isto foi decidido no início da semana passada.

Uma semana antes.

Mjer acorda ainda um pouco sonolenta. O dia anterior fora um pouco confuso, devido a conversa que tivera com Thor. As reações que tivera quando seu pai falara em machucar Loki a fizeram ter certeza de que o sentia por ele quando era mais moça voltara com força total. Ela estava amando Loki, mas tinha noção de que ele só a quis por uma noite, e que essa sorte não se repetiria. Vestia uma camisola que Carol havia lhe emprestado, e que por acaso estava curto e apertado.

Colocou um roupão que havia sido deixado por Jennyfer Walters, que usava enquanto permanecia em sua forma de She-Hulk, sou seja, o tempo inteiro. Esse ficara no tamanho e nas medidas certas. Sorriu e pegou uma roupa, também deixada por esta, e foi para o banheiro, no meio do corredor, para tomar um banho e escovar os dentes, antes de ir para o café da manhã.

Já dentro do banheiro e este com a porta trancada, a jovem despe-se do roupão e da camisola, entrando no chuveiro e o abrindo, deixando a água escorrer pelo seu corpo cheio de curvas. Pega o shampoo e passa nos cabelos, depois ensaboando-se com um sabonete líquido que alguém havia comprado para ela. No meio do banho, cantava uma música do antigo grupo conhecido como Spice Girls chamada Viva Forever.

Passava a esponja pelos seus seios fartos e depois descia por seu abdômen e pelas partes íntimas. Em seguida as pernas e os braços, sempre imaginando o trapaceiro tocando seu corpo, como se aquela não tivesse sido a primeira vez deles, e como se eles já tivessem feito isso muitas vezes antes, a um tempo antes de sua vida, o que ela concordava que era uma maneira estranha de se pensar, passou por fim no rosto, fechando os olhos para não feri-los.

Deixou novamente a água correr sobre o seu corpo, tirando toda a espuma em conjunto com a sujeira de seu corpo. Quando a sujeira ia saindo, ela ia pensando em como as coisas aconteceram de forma rápida em sua vida. A um ano atrás era apenas uma simples estudante de direito, e hoje estava na terra 205, que era um universo semelhante ao universo da série Ultimate da Marvel, mas com algumas familiaridades.

Finalmente estava totalmente limpa. Desliga o chuveiro e se seca com a toalha rosa que haviam reservado para ela. Veste o vestido deixado pela She-Hulk e vai para o salão de refeições da mansão dos Supremos, para poder tomar o café da manhã. Hoje ela iria conhecer a sua meia-irmã humana, que seu pai havia mencionado no dia anterior. Ele disse que esta era gêmea dela, o que a deixou um tanto curiosa para saber a aparência da mesma.

Todos já estavam na mesa quando ela chegou, o que a fez perceber que deveria começar a acordar mais cedo. O pai pegou uma das cadeiras para a filha de sentar, e a mesma agradeceu com um sorriso doce nos lábios. Em seu lado direito sentava-se Bárbara, a Valquíria, e em seu lado esquerdo estava Thor. O loiro a serviu calmamente, para um pouco desgosto da jovem, que não gostava de ser tratada como criança, ficando quieta apenas porque de certa forma entendia o que o deus do trovão estava sentindo.

- Tua irmã é uma médica muito conceituada e inteligente. Seu nome é Nathalia.

Mjer cuspiu o alimento que tinha em boca, fitando o pai com os olhos arregalados de surpresa.

- Na.. Nathalia?

- Sim. Nathalia. Por que?

A pequena olhava confusa para o seu interlocutor, não entendendo o motivo para tanta surpresa. O mesmo a olhava dos pés a cabeça, não acreditando no que via nem no que ouvia. A médica de certa forma achava isso engraçado, rindo baixinho enquanto via a cara perplexa do homem a sua frente, que só depois de alguns instantes conseguiu pronunciar qualquer palavra.

- Nathalia Macedo? A sétima maior mente do universo?

- Não exagere. -disse ela corando- Apenas da Terra. E você é Hank Pyn, não é? O cientista que descobriu e deu nome as partículas Pyn.

- Sim. Sou eu mesmo e bem, eu que achei que você fosse um pouco…

- Maior? Já me disseram isso.

- Desculpe. Não queria ofende-la.

- Não se preocupe. Não ofendeu.

A jovem tentava aparentar calma, mas estava borbulhando de nervosismo. Nunca imaginaria que estaria frente a frente com Hank Pyn, um dos seus maiores ídolos da ciência, e que iria ver um dos filhos deste com a jovem Janet Van Dyne nascer. Os mesmos moravam em uma mansão própria, separada da sede dos Supremos, mas eram atualmente membros deste grupo de super-herói, tendo os codnomes de Homem Formiga e Vespa.

- Agora o importante é cuidar para que seu filhote nasça saudável.

- Soube que vai se casar. Mande meus parabéns para Tom. Ele é um homem de sorte.

- Você também tem muita sorte.

- Sim. Janet é a mulher mais perfeita do mundo.

- Que fofo. -sorri docemente.- Agora deixe-me entrar no quarto e nem pense em vir fofocar.

- Tudo bem.

A médica entra no quarto e vai até a cama onde Janet se encontra, sorrindo e olhando nos olhos da mesma, como que dizendo que tudo vai dar certo, mesmo sem pronunciar nenhuma palavra. Tudo já estava preparado para o parto. Ela não costumava fazer isso em casa, mas a mansão de Hank e Janet tinha, estranhamente, uma aparelhagem melhor que a de muito hospital para qualquer tipo de procedimento cirúrgico, então ela estava tranqüila de que tudo sairia certo.

- Agora inspire fundo e depois expire. Faça isso lenta e pausadamente.

- Ahhh… - Janet gritava enquanto tentava obedecer a pequena na respiração.

- Isso. Acalme-se. -sorria docemente Nathalia- Agora começa a empurrar devagar.

- Ahhh.. - gritava mais um pouco, fazendo um pouco de força para empurrar.

- Agora um pouco mais rápido.- continuou.

A socialite gritava enquanto empurrava o bebê cada vez mais forte, de acordo com o recomendado pela médica. A dor tornava-se cada vez mais forte, mostrando que sua vagina estava sendo dilatada para a saída do então feto. Logo a médica sorri docemente para acalmar a outra.

- Já saiu a cabeça. Força.

A mulher ia com mais força ainda, afim de facilitar o trabalho da médica. Dentro de alguns segundos o bebê estava nas mão da médica, que após cortar rapidamente o cordão umbilical, batia de leve no bumbum do bebê, e logo um som ao mesmo tempo triste e ao mesmo tempo animador saía do bebê.

- Nhenn… Nhennn..Nhenn…sninf sninf…

Sif pegava a pequena Torunn no colo e sorria, olhando para ela com um olhar bondoso. Não precisava saber ler mentes para saber que a caçula estava querendo tomar um pouco de leite. Tirou as vestes de leve, fazendo um de seus seios ficarem desnudos, e colocou a criança, de agora cinco meses, para suga-lo e se alimentar um pouco.

- Minha pequena princesa. Logo veremos teu pai novamente. Farei questão de levar-te a Midgard para ver teu pai e tua irmã.

- E eu, mãe? - uma voz feminina podia ser ouvida da porta dos aposentos da princesa de Asgard.

- Tu deverías estar junto das Valquírias, não é, Thrud?

- Tu sabes que estou na guarda pessoal de Lady Freiya, e por isso, estou aqui para cumprir ordens dela.

- Então que as cumpra e não fiques aqui. Assustas tua irmã, sabia?

- Não é minha culpa se ela é uma criança fraca. Fraca assim como aquela bastarda, que no primeiro momento, deixou-se ser seduzida e foi para cama com o deus trapaceiro.

- Porque não vais cumprir tua missão, capacho de Freiya, ao invés de encher meu ouvido com essas tolices?

- Sou tua filha.

- Filha minha não é seguidora daquele ser desprezível.

- Seja como queres, lado Sif. Irei ausentar-me afim de terminar o que Freiya ordenou-me.

- Já vai tarde.

A jovem valquíria deixa os aposentos da mãe deixando-a sozinha com a filha caçula. Andava pelos corredores um tanto irritada pelo tratamento que a mãe lhe dava, chegando a defender a filha bastarda de Thor ao invés de ficar do seu lado, sua primogênita. Enquanto caminhava encontra sua prima mais velha, Astrid, conversando com uma das crianças de Midgard que se encontram sob os cuidados de Volstagg.

- Ora. Cuidando de mortais, agora, prima?

- Com muito prazer, Thrud. Os dois são crianças adoráveis.

- Vejo que desceste ao fundo do poço. Imagino o que teu pai vai dizer disso.

- Não me importo. Não sou mais criança para ter que obedecer a tudo que ele fala, ao contrário de ti, prima, que segue cegamente alguém que nem tua mãe é.

- Aff. Não tripudie de minha fidelidade a lady Freiya. -olha para ela e para o menino mortal com asco.

- Não ouses tocar um dedo nele.

- Não sei a quem puxaste. Deve ter sido daquela tola da minha falecida tia, a…

- Mjer Thordottir, - Thor dizia firmemente olhando para os olhos da filha.- Vá escovar os dentes pois temos que ir ver tua meia-irmã humana.

- Pai. - dizia ela bufando.- Eu não sou mais criança para ficar tendo que ser lembrada de questões de higiene.

- Tudo bem, minha filha, me desculpa. Por ser a primeira vez que a vejo para mim és o meu bebêzinho.

- Tudo bem, pai. - sorri docemente para ele- Vou lá escovar os dentes e já vamos ver essa médica.

Mjer se dirige até o banheiro. Lá ela pega a escova que separaram para ela e escova os dentes, depois voltando para o salão. De lá, ela e Thor vão, usando o teletransporte dela, para chegar até a mansão de Janet e Hank, pois a médica estaria lá fazendo o parto do filho da Vespa. Lá eles vêem o novo papai babando na esposa e na filha, enquanto uma pequena jovem de cabelos castanhos escuros olhava orgulhosa. A ruiva olhou para ela assustada.

- Por Odin.

A morena virou-se para Mjer e sorriu docemente, e depois olhou para Thor, que fez um sinal afirmativo com a cabeça. Lágrimas começaram a cair dos olhos de Nathalia, que olhava a irmã como se fosse uma espécie de jóia preciosa. Tanto tempo achou que era filha única e sonhou com esse instante que nem sabia o que fazer ou falar naquele momento, apenas ficar paralisada, sem reação, olhando a ruiva pasma.

- Minha irmã..- a primeira palavra surgiu de sua boca.

- Nath…

Mjer estendeu os braços, e a pequena correu para abraça-la sem nenhum pudor ou medo de soar de alguma forma infantil o ato dela. No momento ela só queria estar ali, abraçada a irmã que nunca conhecera e com a qual tanto sonhara. Dos olhos das duas caiam lágrimas, mas não de tristeza, e sim de felicidade e emoção de estarem uma perto da outra depois de que saíram do útero da mãe de ambas.

- Então. Como está?

- Estou bem, e tu?

- Vou me casar.

- Quem é o sortudo? O conheço?

- Não sei se ele existia no universo que você fora criada. O nome dele é Thomas. Thomas William..

- Hiddleston?

- Sim.

A ruiva cuspiria tudo que estivesse em sua boca houvesse alguma coisa nela, devido ao susto provocado pela afirmação da irmã. Lembrou-se de quando ela estava noiva de Thomas no universo no qual ela vivera toda sua vida. Balançou um pouco a cabeça tentando tirar esses pensamentos, pois eles também acabavam inevitavelmente lembrando-a de Loki, uma pessoa que ela não queria recordar no momento.

- Não conheço, mas sou fã dele. Na Terra 03 ele é um ator famoso.

- Aqui ele também é um ator famoso. Na verdade agora ele está fazendo uma série. Até estava para perguntar se não gostaria de fazer o teste para uma personagem nova que vai entrar na série.

- Uau. Vai ser uma experiência impressionante.

- Ok. Então pode ir lá nesse estúdio, -entrega o cartão a ela.- amanhã às sete da manhã.

- Tudo bem. Eu irei. Sabe quem eu fiz no filme Thor 2 no universo onde eu estive?

- Quem?

- Lorelei, muito prazer. - a ruiva olhava para o homem de cabelos negros sorrindo maliciosamente.- Então, tu deves ser Hades, o deus do mundo dos mortos grego, não é?

- Sim, sou eu, asgardiana. - Hades fala com um misto de frieza e uma ponta de interesse no que a bela mulher estava fazendo a sua frente.- O que queres de mim?

- Estou aqui para falar-te sobre a valquíria de nome Brunhilde, que está sem memórias encarnada no corpo de uma humana chamada Bárbara.

- Dizes a heroína a quem chamam Valkiria?

- Sim, my lorde. Ela mesma.

- O que queres falar sobre ela? - disse um pouco mais interessado.

- Preciso que me ajudes a recuperar a memória dela sobre quem ela é.

- E o que ganharei em troca?

- A localização de Persephone.

- E como sabes desta? - disse segurando a ruiva pelos braços, furioso.

- Tenho meus métodos. Ela está mais perto do que imaginas.

- Estou enjoada. - disse a médica, um pouco tonta.

- Temos que levar-te a um médico. - disse Mjer assustada.

- Acho melhor mesmo. - sorriu- Eu mesma pediria uma ultra-sonografia, mas não posso fazer um pedido para mim mesma.

- Aqui nós temos um aparelho de ultra-som. - disse Hank. - Eu posso fazer em você e você analisa e vê.

- Obrigada, Dr Pyn.

Seguiram calados o cientista até a a sala onde tinha a maquina de ultra-sonografia mencionada pelo Homem Formiga. Ele pediu para que a mesma sentasse e passou um pouco de gel na barriga dela. Colocou o captador na mesma, perto do ventre, e ficou girando, enquanto a área uterina aparecia no monitor conectado ao objeto. Aonde estava o útero, que deveria estar vazia, tinha algo que se assemelhava a um pequeno cavalo marinho, de tamanho ínfimo.

- Eu estou grávida. - disse a jovem médica assustada.

- É o que parece.

A ruiva sentiu lágrimas escorrerem por seu rosto, não só por sua irmã humana estar grávida, mas por imaginar que poderia ser ela a ter um filho de Thomas se permanecesse no outro universo, mas também lembrou que se continuasse lá, ele talvez não existisse mais. Sorri docemente abraçando a morena e dando congratulações a mesma.

- Tenho que contar ao Thomas. - disse a morena, levantando-se, ficando levemente tonta.

- Shiu. - disse a ruiva.- Tens que descansar agora. Depois falas para…..

- Carol acabou de ligar. - entra Janet assustada. - A Valquíria desapareceu…

Não sabia o que fazia naquele lugar. Era ali que Amora havia marcado de se encontrar com ela, mas já estava horas lá e nada da loira aparecer. O lugar era deserto e tinha certo ar tenebroso e assustador. Parecia ter saído de um filme de terror daqueles que fazem você ter pesadelos durante a noite. Ela não era uma asgardiana de verdade, assim ela pensava, e por isso não tinha a obrigação de ter coragem de tudo. Ela queria de fato sair daquele lugar assustador.

Não deu tempo de reclamar, pois logo a asgardiana apareceu, indo em direção a ela com a mesma pose de arrogância que lhe era de costume. Mas não estava sozinha, Hela, a deusa da morte, estava com ela. As duas iam em direção a ela cada uma do seu jeito peculiar. A jovem Valquíria não sabia como agir perto das mesmas, e olhava entre o sem graça e a pose de auto-proteção contra qualquer investida hostil que uma das duas pudesse lhe fazer.

- Não necessitas ficar na defensiva, humana. - disse Encantor, rindo. - Não far-te-emos mal algum.

- Por que Hela está aqui? - pergunta Bárbara, um tanto desconfiada.

- Estou aqui pois o plano refere-se a mim também, mortal. - respondeu a deusa da morte, com asco na voz.

- Então - sorri a mortal, achando graça de tudo isso- Loki pediu a ajuda de duas pessoas para conquistar a filha de Thor?

- Loki não admite o interesse que tem na garota, - disse Amora- mas nós sabemos isso.

- Então, como estás em atrai-la para longe dos Supremos? - perguntou Hela.

- Ainda não tive tempo de falar com ela,- respondeu Bárbara- Thor não sai de perto dela um só instante.

- Então arranjes uma forma de falar com ela sozinha. - Amora ordena.

- Sim, lado Amora. -fala um tanto irritada.- Assim o farei.

- Logo voltarei para ver o andamento do plano. -disse a asgardiana.

Chegaram a mansão dos Supremos umas dez horas da noite, com a jovem semi-deusa exausta e pronta para cair na cama e ter um sono de quarenta e oito horas ou mais. Thor como sempre, a lembra que ela tem que tomar banho e escovar os dentes antes de dormir. A jovem, rindo, faz exatamente como o pai pede e logo cai despencada na cama, para não dormir o que queria, mas apenas as oito horas normais.

No dia seguinte a ruiva acorda e faz o mesmo ritual do dia anterior, mas ao chegar no salão de refeições, nota que Sif havia retornado de Asgard. Esta estava conversando com Thor sobre alguma coisa que havia conversado com Odin, e que parecia deixar o deus extremamente feliz e satisfeito. Ao perceberem sua presença eles sorriram para ela, com Sif dizendo.

- O pai de todos decreta que tu, Mjer, irá morar em Asgard para ser treinada como uma grande guerreira que és. Tua apresentação será semana que vem, mas irás para lá hoje mesmo. Tu e teu pai Thor.

Agora.

Todos estavam animados para saber o que Odin iria contar a todos. Thor e Sif já deviam saber o motivo, pois cochichavam entre si extremamente felizes. Loki olhava para Frigga pedinte, que dizia a ele com o olhar que nada poderia dizer no momento. Então Odin bateu o cajado três vezes, o que significava que Asgard teria um novo habitante. O trapaceiro indagava-se se Sif estava grávida novamente ou se mais algum bastardo de seu pai seria trazido a cidade eterna.

- Semana passada -começou o pai de todos- uma jovem filha de Thor foi descoberta, e depois de muito pensar, tomei uma decisão. A partir de hoje, a jovem Mjer Thordottir se torna uma legítima cidadã de Asgard, e minha neta.

Enfim Loki percebeu a presença de uma jovem encapuzada, impossível de ser identificada. A jovem foi em direção a Odin e retirou o capuz, mostrando-se ser a ruiva filha de seu irmão. O moreno arregalou os olhos assustado, e depois de alguns míseros instantes de perplexidade, sorriu malicioso para si mesmo, com um plano em mente. Foi até a mesma e segurou sua mão, depois abraçando-a cortes e docemente, murmurando em seu ouvido.

- Bem vida a Asgard, filha de Thor