Normal: narração e fala

Itálico: pensamento

Cory Muntz e a penseira reveladora

Capítulo 1.

Toda criança deseja saber quem são ou quem foram seus pais de verdade, mesmo que eles nunca tenham sido presentes. Cory Muntz, é claro, não é diferente.

Depois de passar 4 anos estudando magia em Durmstrang, o garoto transfere-se para Hogwarts, mais precisamente para o 5º ano da Grifinória. Ele havia se tornado um grande amigo de Fred e Jorge Weasley (nessa fic, Harry está no 3º ano) e gostava de todos os professores.

Embora, no início, existisse um professor que aparentava não gostar dele: Severo Snape.

Severo e Cory nunca tinham se falado, já que Cory normalmente não sabia as perguntas no mestre de poções e este também não pedia que as respondesse. Então, Severo mal sabia da existência do garoto... até a primeira vez que Cory lhe entregou um dever de poções.

Quando os alunos entregavam os deveres, normalmente colocavam o nome completo em cima, e foi isso que chamou a atenção de Severo quando Cory entregou a prova.

Severo: Pode parar, Sr. Muntz!

Cory parou de andar, surpreso. Achou que Severo tinha visto algo no trabalho que não tinha gostado e estava um pouco assustado, principalmente quando o primeiro andou até ele.

Severo: Você é parente de Melanie Muntz?

Olhando para os cabelos de Cory, Severo notou que a possibilidade do garoto ser parente da tal Melanie era muito grande: o cabelo de Melanie mudava de cor conforme as emoções dela se manifestavam, e o mesmo acontecia com Cory, sem falar que os olhos negros dele eram muito familiares.

Cory: Ela é minha mãe.

Cory notou que Severo havia ficado surpreso, antes de assumir uma postura zangada e sair das masmorras sem dizer uma palavra.

Cory: *sentando-se, confuso* O que deu nele?

Fred: Não esquenta com ele, Cory!

Jorge: *completando* Desde que ele não tire pontos da Grifinória, está bom pra nós.

Cory ficou curioso, mas deu de ombros e saiu com os outros das masmorras quando a aula terminou (mesmo que Severo não tenha voltado).

Depois das aulas, Cory estava indo para o Salão Comunal, mas gritos vindos do corredor chamaram sua atenção, pertencentes à Severo Snape e outra pessoa que o garoto conhecia muito bem: sua mãe, Melanie Muntz.

Severo: *indignado* EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESCONDEU ISSO DE MIM DURANTE TODOS ESSES ANOS!

Curioso sobre o porquê de Severo estar discutindo com sua mãe, Cory usou sua forma animaga (um besouro) e escutou a conversa. Ou melhor, a discussão.

Melanie: VOCÊ TAMBÉM NÃO ME PROCUROU! METADE DA CULPA É TODA SUA!

Severo: PELO MENOS, VOCÊ PODIA TER ME CONTADO QUE EU TINHA UM FILHO!

Mesmo como besouro, Cory arregalou os olhos com o que ouviu. Se ele era filho único e sua mãe nunca tinha se envolvido com outro homem, então... Severo Snape era seu pai!

Nem mesmo Fred e Jorge conseguiram acreditar quando Cory contou a eles.

Fred: Você? Filho do Snape? Tá certo que você tem os olhos negros como os dele, e é excelente em poções, mas se fosse mesmo filho do Snape teria ido pra Sonserina.

Cory: Não necessariamente. Minha mãe era da Grifinória! Posso ter puxado mais à ela do que ao meu pai!

Jorge: De qualquer forma, eu tenho certeza de que sua mãe irá conversar contigo sobre isso. Ela não pode esconder pra sempre, pode?

Cory torcia pra que Jorge estivesse certo, mas sua mãe não conversou sobre isso com ele. Entretanto, no dia de receber correios, Cory ganhou um misterioso embrulho que precisava de duas corujas para carregá-lo.

Fred: O que será que tem aí?

Cory: Sei lá! *lendo o cartão* "Está na hora de você saber de tudo, meu filho. Com amor, mamãe".

Jorge: *ancioso* Abre logo! Quero saber o que é!

Cory abriu o embrulho e notou que era uma coisa parecida com uma bacia, cheia de um estranho líquido.

Cory: *confuso* Alguém sabe o que é isto?

Fred: *lendo um papel preso à "bacia"* "Querido Cory, isto diante de você é uma penseira, usada para ver as lembranças que são colocadas nelas. Sei que está surpreso, mas achei que essa era a melhor forma de contar à você sobre seu pai e eu. Mandarei uma cópia de uma lembrança minha ou de seu pai em breve. Até lá, cuide bem da penseira. Com amor, mamãe". Que legal!

Cory: Não era mais fácil ela me contar pessoalmente em vez de mostrar lembranças?

Jorge: Assim ficaria sem graça!

Cory saiu do salão principal com a penseira e, ao chegar ao Salão Comunal da Grifinória, guardou a penseira na parte de cima do guarda-roupa ao lado de sua cama. Não havia contado para os gêmeos, mas estava muito curioso.