Sentado à bela escrivaninha, Charles se distraía lendo colunas políticas de um jornal nova-iorquino enquanto ouvia música clássica num volume discreto. As notícias da Guerra Fria o mantiveram concentrado por muito tempo; outras, inusitadas, chamaram-lhe a atenção: homens e mulheres chamavam a atenção do mundo com seus protesto pela liberdade de expressão. Antes de fechar o noticiário, Charles sentiu-se intrigado pela pequena nota que falava de homens homossexuais, assassinados brutalmente na noite anterior.

O professor imediatamente voltou a atenção para si mesmo. Ele também era diferente, um mutante, estes considerados muitas vezes - na maioria das vezes, aliás - aberrações que traziam medo e imoralidade à sociedade "humana". Seria difícil lutar para que um dia os mutantes fossem aceitos e pudessem viver na sociedade comum sem medo de represálias. Com isso, lhe veio a clara imagem de Erik Lehnsherr, o amigo mutante com quem compartilhava a liderança da árdua missão. O alemão estivera desde o começo ao seu lado, compenetrado na vingança contra Bernard Shaw, e dedicado a ajudá-lo no rastreamento de mutantes. Sua ajuda, julgava Charles, era imprescindível; Erik era o ímpeto e a brutalidade que ele mesmo não tinha. Uma contraparte de sua personalidade pacífica. O outro lado da moeda de prata que ele manipulava sempre em momentos de tédio.

Olhou novamente para a notícia, mais especificamente para a palavra "homossexuais". Pensou se o jeito que olhava para Erik era um modo "homossexual: desde que conhecera o mutante mais velho, sentia-se muito excitado em sua presença. Amaldiçoava a blusa de gola alta que ele tanto usava, porque impedia de ver o pescoço de Erik, e sua pele bonita. Além disso, havia as vezes em que se pegava observando o mutante de longe, nos campos de treinamento, correndo ou se exercitando, e captando partes do corpo dele; braços, pernas, ombros, costas, até mesmo a bunda. Quando percebia que era Erik a lhe observar, disfarçava bem, mas não deixava de ficar corado. E quando falavam com os rostos próximos, estivera muitas vezes a ponto de beijá-lo, sentar em seu colo, e abraçar aqueles ombros fortes. Não deixou de se excitar com a reflexão. Não transava há tanto tempo...

Quando deu por si, levou um grande susto, pois o objeto de sua luxúria estava à porta de seu escritório, com uma das mãos ainda na maçaneta. Estava tão bonito, com a bendita blusa de gola alta, uma calça clara, e os olhos brilhantes.

"Desculpe a invasão, Charles, mas você estava tão compenetrado... eu bati na porta duas vezes e você não respondeu, resolvi entrar assim mesmo. Fiz mal?", explicou Erik, parado à porta.

"Não, imagine, Erik!", respondeu o professor, fechando o jornal, mexendo nervosamente nos cabelos - como costumava fazer. - e levantando-se. "Sem problemas!"

"Pensei que poderíamos beber alguma coisa, ou jogar uma partida de xadrez. Você está há tanto tempo neste escritório, devia relaxar um pouco, meu amigo.", e deu um sorriso, que Charles achava ser um sorriso relaxado que Erik reservava apenas para ele.

"Claro! Eu estava pensando mesmo em sair daqui, respirar ares não-acadêmicos.", disse Charles, em tom de brincadeira, e seguiu Erik pelo corredor.

Finalmente relaxados, os dois pegaram uma garrafa de whisky e passaram a beber sem pressa, apreciando a noite e o calor da lareira. Tendo jantado pouco, Charles sentiu-se tonto bem rápido - e com isso recostou-se na poltrona, segurando seu copo vazio, e virou o rosto para o amigo. Erik percebeu que estava sendo observado e voltou seu olhar para o telepata. O sorriso que Charles deu chamou a atenção de Erik; julgava que Charles estava bêbado. Ele devia ter se lembrado que quando se tratava de whisky, o professor não se continha até beber a garrafa inteira. Ao invés de bancar o amigo preocupado, Erik resolveu se divertir.

"E como estão os seus estudos, Charles? Algum avanço em relação à pesquisa?", indagou o mutante mais velho, colocando seu copo na mesa de centro.

"Estão...", respondeu Charles, voltando o rosto para o outro lado da sala. O mundo devia estar girando para ele, pensou Erik, e sorriu.

"Estão o quê?", perguntou Erik novamente, rindo. Charles então virou-se para ele.

"As pesquisas...", explicou o professor, e Erik riu mais alto. "O que foi? Não ria das minhas pesquisas!"

Erik observou Charles, que estava mole e relaxado em sua poltrona. Estava tão bonito com seu colete marrom, a camisa fechada de maneira impecável até o pescoço, as pernas esticadas em direção à lareira, os olhos mais brilhantes do que nunca; olhos tão azuis, grandes, que davam a impressão de Charles ser o mais indefeso dos mutantes. Erik tinha vontade de dizer-lhe que se fosse preciso, ele o protegeria com a própria vida, e que o amaria para todo o sempre, como o fizera desde que se conheceram. Mas Charles era aquela criatura pacífica e reservada, cheia de pequenos mistérios. E o mais importante: dizia abertamente que gostava de mulheres. Não acreditaria que ele, um homem tão sério e lacônico, amava o Professor X, e que o desejava ardentemente.

"Você definitivamente devia ir pra cama, Charles.", disse Erik, após alguns minutos de silêncio, quando era observado por Charles com certo ar de luxúria. Quando levantou-se, notou o olhar que ele lhe dirigia, e sentiu uma onda de calor percorrer-lhe o corpo. Se Erik pudesse ler mentes, saberia que Charles pensou em seguida: 'Só se você for comigo'.

"Mas tão cedo...", murmurou, ignorando seus pensamentos. Talvez fosse pra melhor. Ficara muito excitado só de refletir sobre Erik, e se os dois continuassem bebendo, ele nem sabia do que seria capaz. Sozinho, na cama, resolveria a questão física. Não estava tão bêbado assim; tinha resistência para bebida e gostava de álcool, como grande parte dos britânicos de sua idade. Mal sabia Erik que aquela era uma jogada de charme de Charles, uma tentativa de seduzir o amigo.

Levantou-se e Erik o acompanhou pelo corredor em que havia a suíte do Professor X. Charles seguiu o amigo e pôde observar que Erik tinha um andar dominador, rápido, como se fosse líder de uma matilha. Chegando ao destino, Charles suspirou. Encostou-se na porta de seu quarto, e por vários instantes ficou em silêncio olhando para o homem à sua frente.

"Você está bem?", perguntou ele, aproximando-se do telepata.

"Estou... Estou sim, aparentemente eu gostei de ficar aqui encostado na porta.", respondeu Charles, em tom de brincadeira, e deu uma risada sincera. Erik encarou a boca vermelha do amigo e não conseguiu rir. Sentia-se culpado de ficar tanto tempo em silêncio, perdendo tempo, sendo teimoso e jamais abrindo o coração para Charles. Toda sua vida, seu passado e presente, eram de conhecimento do telepata - menos o sentimento que Erik lhe dirigia com mais vigor.

Olhando para Charles ali, indefeso e manhoso, fitando-o como um gato que seduz seu dono apenas com o olhar - e os olhos azuis de Charles eram irresistíveis, a seu ver -, não pôde evitar de sentir-se excitado. Sentia uma urgência agonizante de sentir toda a pele do professor contra a sua boca, de mordiscá-la e lambê-la com força, até que Charles gemesse. Aproximou-se mais um passo e ficou um palmo da boca do outro.

"Charles", chamou, mal crendo no que estava prestes a fazer.

"Sim, Erik?", respondeu Charles, ainda de maneira esguia. Ah, como ele adorava ouvir seu nome ser pronunciado por aquela voz.

"Leia minha mente. Agora.", ordenou o mais alto, fazendo com que Charles erguesse mais o rosto e ficassem mais próximos.

"Mas..."

"Eu sei que eu disse pra você ficar longe dos meus pensamentos, mas agora quero que você os leia."

"Está bem...", murmurou, convencido.

Quando viu o que Erik pensava, ofegou: eram cenas sucessivas dos dois em uma cama, na biblioteca, e nos campos de treinamento, onde Erik o cobria com seu corpo grande, e sussurrava em seu ouvido que o amava loucamente; outras cenas apareceram mais esparsas, como quando via a si mesmo sendo observado por Erik, e quando passava por ele sem nem notar os olhares cheios de amor que o alemão lhe lançava. Viu o amor e a paixão que Erik lhe dirigia; única e exclusivamente para ele, Charles Xavier. Saiu da mente do outro ainda chocado.

"Erik, você...", começou o professor, ofegando, excitado. Sentia sua ereção pulsar dentro das calças, e tentou evitar que Erik a sentisse, tão perto estavam seus corpos. "... então você... corresponde a tudo?" O alemão entendeu imediatamente que Charles não era, ainda bem, somente seu amigo.

"Se 'tudo' for você, Charles, então sim.", disse o mais velho, olhando apaixonadamente para os olhos azuis do outro.

Aquilo foi o suficiente para Charles envolver o pescoço de Erik com os braços e trazer o rosto dele para perto, beijando com sofreguidão e desespero, como se quisesse resgatar todo o tempo perdido em silêncio. Erik pegou na cintura de Charles e o empurrou contra a porta, mal se importando com o barulho que faziam e os gemidos altos do telepata em sua boca. Erik passou a beijar, lamber e morder o pescoço de Charles (como tanto desejava) e este gemia e ofegava em seu ouvido, num misto de surpresa e tesão. Jamais tivera esse tipo de experiência com homens, mas a partir daquela decidiu que era realmente o que queria: Erik o envolvendo como uma onda gigante de calor sufocante. Contra seu abdômen, Charles sentia a ereção de Erik, que fazia questão de pressioná-la contra o outro, como que para fazê-lo lembrar-se de como estava ensandecido com aquele momento de luxúria. O menor falou, entre passadas ofegantes de sua respiração:

"Erik...", e o alemão olhou novamente nos olhos do telepata, seus olhos brilhantes penetrando fundo na imensidão azul à sua frente. Charles mal podia conter sua excitação e encarava Erik com um irresistível olhar passivo. "...eu quero... você. Na minha cama."

Sem nem mais um segundo a mais, Erik abriu a porta do quarto de Charles, segurando este pelas costas para que não caísse. Charles se endireitou quando foi solto, e continuou encarando Erik; o coração batia violentamente no peito, ansioso, excitado, apreensivo com o que estava prestes a acontecer - um novo passo naquela amizade que nunca havia sido muito normal. Assim que adentraram o cômodo, o telepata ouviu o click da chave do quarto virando com o poder do mutante mais velho, e lentamente voltou o olhar para o rosto para ele, que estampava o sorriso mais safado que Charles havia visto expressado.

"Assim não seremos incomodados, Professor X.", brincou o alemão, ainda sorrindo. Aproximou-se de seu amante e o beijou com ternura, e logo passou a um beijo mais intenso, mais quente. Erik, apressado, sem intenção nenhuma de prolongar a tortura daquela situação, foi conduzindo Charles até a cama, onde este caiu deitado, e deu uma risada gostosa.

Antes que o professor pudesse falar qualquer coisa, ele notou que Erik estava olhando-o de cima a baixo, como um predador voraz observa sua presa indefesa machucada, pronta para o abate. Aquilo o excitou mais ainda, como se fosse possível. Lambeu os próprios lábios e olhou cada detalhe do corpo grande que estava à sua frente: Erik tirou a blusa de gola rolê e tirou a camiseta branca que tinha por baixo. Charles tocou debilmente a sua própria camisa, mas Erik o impediu. Este abaixou-se, e passou a mão com certa pressão pelo peitoral de Charles, abrindo a camisa social com as duas mãos, rapidamente, fazendo com que os botões voassem para o chão com pequenos estalidos. Charles riu de surpresa, e Erik sorriu novamente de maneira cafajeste, contente que o telepata não ficara zangado; parecia total e completamente hipnotizado pelas atitudes firmes e experientes do mutante mais velho. Erik sabia que aquela inocência que Charles mostrava quando ria para ele era uma máscara, e que por dentro queimava de desejo. Em seguida, jogou a camisa e o colete para longe. Com as pernas, enlaçou Erik e o trouxe para cima dele, fazendo com que o outro levasse um susto. Isso não fez com que o alemão perdesse o ritmo, e continuou o que pretendia desde o começo: dominar o jovem professor e fazê-lo seu, marcá-lo com a boca, até que ele gritasse seu nome.

Tendo alguma experiência, Erik sabia que a provocação era um bom começo quando se transava com alguém. Mas em se tratando de transar com Charles Xavier, o mais velho queria mostrar que podia ser mais eficiente que um telepata sabendo com atencipação todos os seus pontos erógenos. Queria mostrar para Charles que o conhecia por inteiro mesmo não podendo ler sua vida em alguns segundos através da mente, e sim que sabia tudo sobre ele por mera dedicação, tudo que estava oculto através da imagem do acadêmico comportado e cético, que tanto amor tinha pela Humanidade. Charles moveu-se com rapidez até a majestosa cabeceira da cama e sentou-se com as pernas entreabertas. Erik massageou a ereção de Charles ainda por cima da calça e ouviu um gemido gostoso, entregue, enquanto este tentava de todo modo tocá-lo, apertar sua carne, beijar seu pescoço, seu peitoral, sua boca grande e bonita.

"Isto está no caminho...", murmurou Erik quase dentro da boca do outro, indicando a calça de camurça. Charles sorriu e ajudou-o a tirá-la sem demora; Erik ofegou ao ver as coxas e pernas brancas do telepata. Eram como ele imaginava. Como um bom britânico, Charles não era muito bronzeado, mas sua palidez o deixava ainda mais delicado. Sem pedir permissão, tirou a cueca do professor, ofegando novamente em seguida.

Charles, exposto como estava, não sabia como reagir. E como sempre, Erik tomou a iniciativa, impetuoso que era. Beijou o peitoral de Charles, o abdômen, o baixo ventre, e chegou finalmente ao pênis de seu amante; masturbou-o um pouco, e o toque quente de Erik fez o telepata fechar os olhos e jogar a cabeça para trás.

"Erik...", murmurou Charles. "Ah!", exclamou sem seguida e sentiu o outro lamber sua glande, depois envolver seu pênis com a boca quente, iniciando movimentos para cima e para baixo, enquanto o masturbava lentamente pela base. "Erik!", exclamou, massageando os cabelos castanhos do alemão, às vezes puxando-os, demonstrando o quanto estava desfrutando do carinho. Após mais algumas investidas, Erik levantou-se e masturbou Charles com rapidez, e este gozou com força, jogando a cabeça para trás, gemendo.

Erik deliciou-se com a visão: Charles com suor nas têmporas, seus cabelos um pouco desarrumados - diferente daquele Charles Xavier engomadinho, cheirando a amaciante de roupas -, com a boca muito vermelha entreaberta, ofegante. De imediato, Erik levantou-se e ficou em cima do corpo do amante, entre suas pernas, estocando com certa força em provocação, beijando a boca de Charles, apoiado com uma mão em cada lado do corpo suado. Ele também havia transpirado um pouco: só de ver o telepata gemendo e chamando pelo seu nome, podia dar-se por satisfeito... o que não era o caso.

"Erik...", chamou Charles, passando a mão pelos cabelos do amante, pelo pescoço e descansando os antebraços nos ombros fortes. "Tenho lubrificante na última gaveta, aqui.", e apontou para o luxuoso criado-mudo do lado esquerdo. Com um olhar cafajeste, Erik engatinhou até o móvel e pegou o pequeno frasco, com o conteúdo quase cheio. Então queria dizer o Professor X se divertia sozinho, no silêncio do quarto, mesmo que poucas vezes... a ideia deixou o alemão com ainda mais tesão, imaginando Charles se masturbando, pensando nele, descontando a tensão que havia entre eles desde sempre. Era óbvio que havia algo mais físico, algum desejo, algum sentimento bom entre eles que fazia o professor pensar única e exclusivamente nele, Erik Lehnsherr, e o tornado especial.

Para delícia visual de Charles, Erik sentou-se na cama e tirou a calça e a cueca de uma vez, ficando completamente nu. Em seguida, ajoelhou-se na frente do telepata e derramou uma grande quantidade de lubrificante em seu próprio pênis, que doía de tão rijo. O corpo de Erik era mais forte do que Charles imaginava: músculos proeminentes no peito e braços, um abdômen bonito, coxas grossas, pernas definidas. Olhou com luxúria pelo corpo todo do mais velho, e encarou os olhos verdes, cujas pupilas estavam dilatadas. Erik sorria, um sorriso safado e sensual. Charles deitou-se e abriu ligeiramente as pernas, colocando-as sobre as coxas de Erik.

"Eu sei que vai doer, mas não estou pensando em mais nada além de você me fodendo.", murmurou Charles, vendo Erik esquentar o lubrificante com as mãos, friccionando-as. Quando ouviu o último verbo, Erik apoiou-se sobre uma das mãos e aproximou-se do menor, beijando-lhe o queixo, as bochechas, a boca, os olhos, sorrindo.

"Tenha certeza de que eu vou...", murmurou o alemão na curva do pescoço pálido, subindo para a boca vermelha de Charles, que sentiu uma onda de calor lhe subir pela espinha. "E muito." O professor remexeu-se embaixo dele, ansioso e excitado, sorrindo languidamente, olhando o amante de maneira devassa. "No começo vai ser incômodo. Bastante. Me mande parar se doer demais."

Inquieto, Charles puxou Erik mais para cima dele, e sorriu, beijando o outro com suavidade, mordiscando-lhe os lábios finos.

"Estou tão excitado que a única coisa que eu pediria é pra você ir mais rápido...", provocou o professor, sentindo um dos dedos de Erik lhe invadir devagar, com muito cuidado, ao contrário do que esperava. Quando se tratava dele, o mutante mais velho parecia mudar, parecia tornar-se alguém com o coração cheio de amor, apesar do passado triste. Arfando, Erik continuou a estimular Charles, agora tocando e masturbando o pênis deste, que estava novamente duro.

"Relaxe agora."

Erik colocou a cabeça do pênis na entrada de Charles, apoiando-se em um braço, e o professor o beijou, estimulando-o a continuar. Em alguns instantes, criou coragem para penetrar com vigor e enterrar-se por inteiro em seu amante. Charles gemeu alto. Jamais sentira-se daquela maneira antes, era uma mistura de dor e prazer, um calor imenso e atordoante que o invadia. Sentia-se completo ao ser dominado por aquele homem alto, de braços e pernas fortes, com um pênis que ele julgava ser grande. Erik esperou até que o outro se acostumasse com a sensação. Agora era preciso ver sua reação ao ser estocado.

"Charles...", chamou ele, olhando naqueles olhos azuis tão chamativos. "Nada se compara com a sensação que estou tendo agora. Nem nos meus sonhos mais...", e sentiu Charles apertando-o mais pela cintura, com as pernas. Gemeu. "...ah, cafajestes eu imaginava que seria tão maravilhoso estar com você aqui. Assim."

O professor sorriu, levantou um pouco o rosto e expôs seu pescoço para o homem acima dele.

"Isso porque ainda estamos no começo...", murmurou Charles, ofegando. "Vamos, Erik, eu sou seu. Não tenha medo. Já faz tempo que eu provei que quero."

"Eu te amo, Charles.", disse Erik, retirando seu pênis até quase sair de Charles, abaixando o rosto em direção ao pescoço do amante e dando-lhe alguns beijos e chupões leves.

"Eu tamb-", respondeu ele, quando sentiu uma estocada violenta. "Ah! Erik!", gemeu alto, e passou os braços ao redor do pescoço forte de Erik. "Ah! Eu também te amo, Erik!"

Erik tinha a permissão que queria. Podia deixar de lado as palavras, por alguns momentos, porque o que pretendia era apenas ouvir Charles ofegando em seu ouvido, delirante, chamando por seu nome. Continuou a estocar com força, e a cada movimento, Charles respondia com um agarrão, ou um gemido; Erik sentia-se tomado por ondas quentes, que passavam rápidas junto de seu sangue pulsante. Encostou a testa na curva do pescoço de Charles e sentiu que poderia gozar a qualquer segundo. Puxou o rosto Charles pela nuca e o beijou com luxúria, lambendo os lábios dele, deixando a boca delicada ainda mais vermelha.

"Goza pra mim, Charles.", murmurou ele, ainda segurando o amante pelos cabelos. "Goza... pra... mim.", repetiu, entre estocadas.

Ouvir Erik falando daquela maneira, enlouquecido por sua causa, prestes a gozar, trouxe Charles ao ápice, e o estímulo em sua próstata lhe rendeu outro orgasmo. Ele gozou na barriga dos dois. Erik, com isso, fechou os olhos e enterrou-se mais algumas vezes no corpo de Charles, e ejaculou com vigor.

Durante alguns segundos, os dois ficaram calados, apenas ofegando e sentindo um o corpo do outro, unidos como estavam, completamente suados e cansados. O rosto de Charles estava vermelho, e Erik sorriu, ainda encaixado no corpo do professor.

"Você sabe que eu vou dormir aqui, certo?", perguntou ele em tom de brincadeira, ainda ofegante.

"Achei que você nunca ia perguntar.", respondeu o telepata, beijando o amante na boca.