Sozinho no banheiro, Charles penteava os cabelos escuros e acordava aos poucos. A manhã já havia se estabelecido há algumas horas e, lentamente, o telepata detectou a mudança na frequência de pensamentos do namorado: uma bela indicação de que ele acordava - e bem excitado. Resolveu aguardar, e logo ouviu seus passos pesados em direção ao cômodo; com os cabelos desalinhados e o rosto marcado, Erik entrou no banheiro e deu-lhe um beijo carinhoso no rosto. Depois de urinar e lavar bem as mãos, o alemão ajeitou os cabelos em frente ao espelho e em seguida aproximou-se e enlaçou Charles por trás, esfregando a ereção crescente entre as nádegas do namorado.

" Bom dia, Professor X.", cumprimentou ele, passando as mãos geladas pelas coxas do menor e massageando bem o membro de Charles, que ofegou baixinho. "Que tal um exercíciozinho antes de descermos?"

Charles, raciocinando rapidamente, resolveu ver até quando o namorado aguentava sem que ele se oferecesse de prontidão. Postergando a resposta, ele alcançou a pasta de dentes, despejou um pouco em seus dedos e passou desajeitadamente pelo rosto de Erik.

"Eu ainda nem acordei, Sr. Ereção Matinal!", brincou o telepata, "armado" com a pasta de dentes. Erik sorriu, a visão de seus dentes tão semelhantes a de um tubarão sempre lembrando Charles do quão predatório ele costumava ser.

"Eu tenho fome pela manhã...", retrucou ele, dando um bote na mão de Charles e roubando a pasta. "Mas se você quer brincar, vamos brincar.", provocou Erik, espalhando uma quantidade alarmante do produto na mão direita e movendo-se em direção ao namorado, que recuou por instinto.

Erik logo atacou Charles e o agarrou com a mão suja, lambuzando o braço do professor com a pasta branca, em seguida agarrando um dos antebraços do outro e passando a mão no rosto de Charles, marcando-o na bochecha inteira.

"Erik! Não vale!", gritou, conseguindo de alguma maneira limpar o excesso de seu braço e passando os dedos pelo pescoço de Erik, que tentava a todo custo sujá-lo.

"Lute comigo, vamos!", instigou Lehnsherr, segurando os dois punhos de Charles em seguida alcançando o tubo que estava derrubado no chão. Seus braços compridos ajudavam.

"Me dá isso!", respondeu Charles, soltando uma das mãos e dando um tapa na pasta, derrubando-a novamente e segurando no ombro forte de Erik. Desvencilhando-se do namorado, Erik sentou-se na beirada da banheira de mármore e respirou pesadamente por alguns instantes. O professor o encarou e sorriu, ainda ofegando por causa do pequeno "combate".

"Sabe, Xavier", chamou o mais velho, as deliciosas pernas compridas afastadas. Charles permaneceu de pé, próximo da porta, hipnotizado com a cena. "Eu só queria...", e deslizou o dedão pelo elástico do shorts e o puxou para baixo num gesto deveras sensual. Charles finalmente viu o quanto Erik estava excitado; o pênis estava endurecido por inteiro, pulsando com desejo e avermelhado na glande. O telepata voltou a atenção para o rosto do alemão. "...foder você." Charles mal conseguiu engolir sua própria saliva, mas continuou parado, observando o namorado seduzindo-o à distância. Este começou a se masturbar com lentidão, olhando nos olhos azuis do amante, massageando a enorme ereção com a mão direita. "...bem assim." Charles quase engasgou quando viu que Erik aumentava a velocidade e gemia com a voz rouca e entrecortada.

Ao mesmo tempo em que o telepata se via propenso a entregar-se para Erik e transar com ele até alcançar a conhecida explosão de endorfina, ele foi tomado por uma súbita ideia perigosa. Estufou o peito e aproximou-se do namorado, que ainda se tocava deliciosamente.

"Magnus, você já reparou que você sempre tem o que quer, na hora que quer?", perguntou o telepata, enviando uma onda exorbitante de prazer para o cérebro de Erik, que mesmo suspendendo os movimentos, terminou por gozar com força. "Acho que hoje vou te deixar esperando um pouco." Sorrindo daquela maneira diabólica, virou-se e caminhou rapidamente para o quarto, deixando o namorado sozinho no outro cômodo.

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O dia havia sido separado para treino físico, e os mutantes se viam todos de uniforme cinza com o 'X' do Instituto Xavier desenhado no peito. As moças apostaram em abdominais e flexões, pois assim conversavam de maneira isolada; Hank, Alex e Sean resolveram que queriam apostar uma corrida entre si, "para decidir quem era de fato o mais atlético". Charles suspirou mas concordou em ser o juíz. Sentado no murinho de pedra, demarcou a linha de chegada e esperou que os meninos tivessem bom senso e não trapaceassem entre si (uma tarefa que ele considerava praticamente impossível).

Enquanto os três discutiam entre si algum assunto desinteressante, - e Charles apenas observava, cansado - Erik se aproximou, tendo percorrido um enorme perímetro. O professor logo notou as finas linhas de suor na têmpora do mutante mais velho, o rosto avermelhado, a parte escurecida no moletom onde Erik havia suado no peitoral. Lambeu os lábios vermelhos e sorriu, apreensivo. Ele não precisava da telepatia para saber que Erik estava descontando sua raiva nos exercícios, produzindo endorfina o suficiente para não ficar excitado o tempo todo.

"Belo dia para um treino, não acha, Magnus?", começou Charles despreocupado, mexendo um dos pés e fingindo estar distraído.

"Corta essa, Xavier.", retrucou o alemão, passando a mão pelos cabelos e suspirando forte. "Que história foi aquela hoje de manhã?"

Charles era tão controlado e sereno que uma veia na testa de Erik chegou a saltar de raiva. O menor o encarou com aqueles malditos olhos azuis chamativos que tanto o faziam parecer inocente e ergueu as sobrancelhas escuras, como se provocá-lo daquela maneira fosse muito normal.

"Eu acho que estou te mimando demais. Sempre que você quer, você tem. Aprende a esperar um pouco", explicou Charles, notando que os meninos se ajeitavam - finalmente! - na largada e planejavam correr. Quando eles chegaram, Charles encarava o namorado com um olhar enigmático.

"Que os jogos comecem.", anunciou Erik em voz baixa, sem quebrar o contato visual com o professor.

"Ei, quem é que ganhou afinal?", perguntou Sean, olhando os dois mais velhos com incerteza.

"Alex.", respondeu Charles ainda sem tirar os olhos do rosto de Erik. "Apesar de ter trapaceado." Os três garotos começaram uma barulhenta discussão que os isolou da situação. Charles virou-se para Erik novamente. "Teimoso." Erik lhe deu um olhar significativo e virou as costas, caminhando em direção à Mansão.

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Já limpo e relaxado, Charles abotoava a camisa do pijama na frente do espelho oval. Se via elegante num pijama de seda azul escuro com listras de um tom mais claro. Apurou os ouvidos e ouviu os passos pesados de Erik entrando no quarto. Estava na hora de dormir e desde a tarde não o vira pela Mansão. Viria ele calmo o suficiente para fazerem as pazes?

"Olá, Erik.", murmurou o professor, ainda apreensivo do que seu amante tão passional faria. Surpreso, ele foi abraçado por trás; o corpo de Erik estava quente e cheiroso, como de costume.

"Olá, Charles.", respondeu o outro, de maneira lânguida, beijando-lhe o pescoço e o ombro, passando as mãos quentes pelo corpo do telepata, passando pelas coxas, os ossos do quadril, o ventre, o peito, seguindo então para a virilha, já excitada pelo toque. "Vim aqui louco pra te ver...", anunciou com a voz rouca bem em seu ouvido, movimentando os quadris e demonstrando o claro desejo que sentia.

Charles gemeu, preparado para transarem a noite toda, fechando os olhos e deitando a cabeça no ombro de Erik. A mão deste desceu até o membro de Charles e o libertou da calça fina, massageando-o com os dedos calejados, os dedos finos, a palma da mão quente. Com a outra mão, Erik tomou os cabelos da nuca de Charles e os prendeu com força, expondo o pescoço pálido. Masturbando o namorado, o alemão ofegava com tesão no ouvido de Charles e o levava ao delírio. Aumentando o ritmo, o telepata se sentiu compelido a olhar para o espelho e vê-los refletidos ali, tão conectados, naquele momento íntimo e cheio de volúpia; com a imagem, mais ondas de desejo passaram por seu corpo, anunciando que gozaria.

"Erik, eu vou g... ah!", gemeu ele, entregue.

De um instante para o outro, a magia se quebrou; Charles não teve o esperado orgasmo e se sentiu terrivelmente abandonado. Erik se aproximou novamente da orelha de Charles e murmurou:

"Agora estamos quites, Xavier."

O professor estava que mal podia acreditar. Olhou para o namorado, que contornava a cama para tomar seu lugar do lado da janela.

"Erik...!"

"Tenha uma boa noite, Charles.", murmurou o Sr. Magnus, virando-se para o outro lado e cobrindo-se com o lençol. Desacreditado, Charles foi ao banheiro para livrar-se daquela ereção e ejaculou sozinho, despejando-se na privada. Os jogos de fato haviam começado.

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Novamente, estranhos sonhos assolaram o sono de Erik: dessa vez, Charles era o protagonista, e em inúmeras cenas o alemão se via penetrando-o ou sendo penetrado, incontáveis vezes ele ejaculava, suor escorria pelos seus corpos nus, Charles fincava as unhas em sua pele, sangue escorria dos machucados. Sufocado, Erik acordou no meio da madrugada e esfregou o rosto; por instinto, virou-se para onde o namorado dormia e assustou-se mais uma vez ao ver que ele não estava ali. Seu pênis doía de tão duro.

"Charles? Charles?", chamou, levantando-se da cama, desesperado, ofegante, tomado de uma onda fria de medo. "Char..."

'Estou aqui.', projetou o telepata na mente de Erik, tranquilizando-o de imediato.

'Aonde você está?', perguntou Lehnsherr, passando ambas as mãos pelos cabelos lisos.

'Na sala grande com lareira, do lado da cozinha.'

Com rapidez, sem ao mesmo cobrir-se com o robe azul, Erik se deslocou até onde Charles estava. Ao vê-lo, sentado tranquilamente ao lado de uma lamparina, lendo qualquer bobagem científica, o mais velho sentiu uma onda de alívio.

"Nunca mais me assuste assim!", exclamou Erik, aproximando-se e abaixando-se para plantar um beijo preocupado na boca do professor.

"Ora, eu perdi o sono e vim me distrair onde havia deixado o último número do Seminário de Ciência.", explicou ele daquela maneira tão irritantemente serena. O outro mal conseguia tirar os olhos daquela boca pequena e carnuda. "Não quis te assustar, Magnus."

"Está bem...", murmurou o alemão, encarando-o por mais alguns minutos, arrancando o jornal das mãos de Charles e puxando-o para levantar-se. Abraçou-o com força e beijou-o com desejo, enfiando a língua quente na boca do namorado, entrelançando-as, esfregando-as com volúpia; passou as mãos pelo corpo de Charles e foi correspondido com agarrões tão desejosos quanto os seus. O telepata lhe apertou pelas costas, em seguida embaraçou as mãos nos cabelos claros do alemão e gemeu, entregue, desejoso, excitado.

"Vamos resolver isso de uma vez por todas?", perguntou Charles aos sussurros, soltando-se dos braços de Erik e alcançando um pote pequeno que estava em cima da mesa. Lubrificante. Os olhos de Erik pareceram brilhar ainda mais.

"Você trouxe isso sabendo que eu viria?", indagou, pegando o pote e voltando a abraçar o amante.

"Quem você acha que te fez acordar no meio da noite tão duro que mal podia caminhar direito?", perguntou o professor, conduzindo Erik para perto de um sofá-cama que ele abriu de imediato. Era de couro liso, confortável e grande para os dois. Lehnsherr considerou um pouco e olhou em volta.

"Você enviou aqueles sonhos?"

"Não, eu enviei as ondas de desejo enlouquecedor. Os sonhos são produção do seu inconsciente."

Erik sorriu e Charles sentiu-se satisfeito de vê-lo feliz.

"Vem aqui.", chamou, rouco, e beijou Charles novamente de maneira ensandecida, lambendo aqueles lábios vermelhos deliciosos, chupando-lhe a língua, dando-lhe mordidas, envolvendo suas línguas, aprofundando bem o beijo. Charles gemia e se movimentava com languidez, sabendo que sua passividade excitava ainda mais o mestre do magnetismo.

Despindo-se sem cerimônias, Charles deitou-se no centro do sofá-cama e abriu as pernas, expondo-se ao máximo. Seu olhar cheio de volúpia fez com que Erik esquecesse toda e qualquer cortesia e o lambuzasse logo de lubrificante. Com rapidez, posicionou-se e penetrou o ânus do telepata com considerável facilidade. Quando entrou por completo, deu uma estocada forte, como se reafirmasse ser o macho alfa e o verdadeiro dominante. O professor sorriu, suando um pouco, e o enlaçou com as pernas e braços. Sua respiração ofegante lançava ondas de calor pelo corpo grande de Erik.

"Você está fundo.", disse Xavier, ajeitando-se e apertando ainda mais o membro de Erik dentro de si. "Tão fundo, ah..."

"Ah...", gemeu Lehnsherr, começando a movimentar-se, envolvido numa enorme esfera de luxúria.

Excitado e enlouquecido com as sensações da situação, Erik passou a estocar com força, penetrando-o em longas passadas, alargando a pequena entrada de Charles. Ergueu o tronco e segurou as pernas de Charles abertas, dando-lhe estabilidade; o som do baque de seus corpos fazia o professor entregar-se mais e gemer audivelmente; tocando as mãos de Erik, ele sorria, sentindo gotas de suor cobrirem-lhe o couro cabeludo; Erik continuou o ritmo com habilidade, atingindo a próstata do telepata e rendendo-lhe choques de prazer proporcionados pela deliciosa fricção.

"Você me enlouquece, Xavier.", falou ele, ainda movimentando-se com precisão. "Você é a única pessoa no mundo capaz de me fazer sentir... assim.", as estocadas passaram a ficar mais errantes, e Erik sentiu-se próximo do orgasmo.

"É porque você me ama.", disse Charles, vendo o corpo de Erik tremer com a violência das ondas de prazer e calor.

"É mesmo?", brincou Magnus após alguns instantes, ainda conectado ao corpo do amante.

"Sim.", sussurrou o professor, fitando os olhos de Erik, que voltou a estocar com força aproveitando o fim da ereção, masturbando-o também, atingindo novamente a próstata sensível de Charles, que em poucos instantes gozou com força.

"Olha o que você faz comigo.", comentou, mostrando o sêmen em sua barriga.

"É porque você me ama.", disse Erik, com um sorriso orgulhoso.

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N/A: Capítulo mais comprido e elaborado, do jeito que eu gosto! Achei o fim meia-boca.