N/T: Gatinhassssssss, preparem-se para mais um cpt muitoooooooo sexy/lindo/perfeito/APANHAAAA


Anteriormente...

Kakashi desligou o chuveiro com um piscar de olhos e enxugou-se rapidamente. Quando ele saiu do banheiro, verificou o relógio novamente. Dez minutos de atraso para o encontro com Ayame. Ele estava conseguindo em bom tempo!

Meio vestido, ele fez um parada rápida na cozinha para pegar uma laranja em seu caminho para recolher sua camisa e o colete. Mas assim que ele tirou sua terceira fatia, uma batida leve soou em sua porta. Kakashi fez uma pausa e olhou em volta confuso. Ele não costumava receber visitas tarde da noite, a menos que fosse algum de seus vizinhos chegando para se queixar sobre algo. Seu chuveiro por vezes vazava, então talvez o Sr. Tetsuyo pudesse ter descido as escada para falar sobre isso?

Quando a batida soou outra vez, ele decidiu atender. De forma alguma qualquer um de seus vizinhos batiam à porta de maneira tão respeitosa (cautelosa) quanto essa. Só podia ser uma pessoa.

Kakashi abriu a porta e encostou-se no madeiramento, olhando para a garota de cabelo rosa em pé diante de si. Mastigando lentamente, ele olhou para ela de cima a baixo. Não havia uma parte dela que não estivesse encharcada. Quanto tempo ela tinha estado na chuva?

Ele esperou que ela falasse, mas ela parecia nem sequer reconhecer que fora ele que atendeu a porta. Ela estava juntando coragem para fazer alguma coisa, ele podia sentir isso, então ele simplesmente esperou o tempo dela e esperou.

O queixo levantou primeiro, depois os olhos, e ela tremeu um pouco por causa do frio ou dos nervos no exato instante em que, silenciosamente, o fitou por baixo dos cílios.

Em seguida, os lábios macios se separaram e ela exalou um suspiro suave.

E em uma voz muito tênue, tão, tão fraca, ela disse: - Por favor, faça amor comigo.

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Por Silvershine

Trad/Apadtacao por K Hime

Betada por Bela21

Presente para Anju hime

The Window

A janela

Capítulo Onze


Sakura pôs-se em frente à casa de sua mãe muito antes de tentar ousar bater na porta. Estava frio, seus braços apertados e, de vez em quando, uma gota de água caía daquelas nuvens ameaçando transbordar.

Sentia-se como uma estranha nesta etapa, mesmo tendo passado metade de sua vida sentada neste mesmo local, conversando com Ino em dias de verão, enquanto apreciavam um sorvete, ou apenas sentada num canto, ali, em dias de frio do outono, quando seus pais continuavam discutindo lá dentro (ela simplesmente gostava de fingir para si mesma e para seus pais que não tinha idéia sobre seus problemas conjugais). E nada tinha mudado a primeira vista. A casa da frente era a mesma de sempre, com sua porta azul e canos laterais cinza. O vizinho à esquerda ainda tinha seu jardim perfeito e bonito, enquanto o vizinho da direita ainda tinha seu jardim cheio de cotocos antigos e brinquedos para as crianças se divertirem, tudo era igualzinho desde sua infância. Mas, mesmo que essas crianças já houvessem crescido e saído de casa, seus brinquedos permaneceram no mesmo lugar... como se estivesse esperando por elas, como se algum dia fossem voltar.

A casa de Sakura não era nem um pouco acolhedora. Ela quase esperava que, caso se sentasse no degrau da varanda por tempo suficiente, acabaria sendo, de alguma forma, transportada de volta à sua infância, quando a vida era simples e as coisas eram seguras. Onde ser uma kunoichi era apenas devaneio pueril que sempre guardara a sete chaves em sua mente e seus pais, ao menos, se preocupavam um com o outro. Mas no final do dia, ela ainda teria 18 anos, ainda estaria sentada em frente à porta de sua antiga casa, ainda estaria desejando sonhar sobre seu passado, simplesmente porque temia a realidade do amanhã.

Desejando nunca ter mudado de qualquer maneira. Inanição sempre fora a ruína de sua vida, exatamente por isso, essa era a hora de finalmente se levantar e tentar dar outro rumo em seu destino com suas próprias mãos, correndo o risco de soar como o personagem brega e otimista dessas novelas que assiste.

Em algum momento próximo, iria começar a chover.

Sakura se levantou e bateu na porta daquele cenário decrépito. Estava destrancada e ela sabia que poderia adentrar e ir beijar sua mãe na bochecha como sempre fazia, mas desta vez ela queria que sua mãe viesse até ela. Para recebê-la; dar conta de si.

Depois de muito tempo, a porta se abriu e o rosto de sua mãe apareceu através da abertura de uma pequena fresta, uma mistura de confusão, sono e irritação. Era muito parecida com a cara que tinha visto no jutsu que Kakashi lhe fizera, provocando aquela visão "de seu futuro", mas Sakura supôs que talvez não fosse tão feia assim. Sua mãe era, de alguma forma, ainda uma mulher atraente, especialmente quando não estava carrancuda, fumando ou com aquele hábito horrível de dormir ainda com maquiagem. Infelizmente, agora, todos os três podiam ser detectados.

- Sabe que horas são? - Perguntou a mulher.

- Não é tão tarde. - Sakura respondeu. - Nem passou das sete e meia. Estava dormindo?

- Sim, eu estava. - respondeu, no tipo de tom que sugeria que ainda desejava o estar fazendo. - Então o que é desta vez? Se está aqui, só pode estar querendo uma de três coisas. Não pode ser dinheiro, porque sabe que eu não tenho. E não pode ser roupas, porque tenho certeza que você já levou tudo. Então, pode ser sua consciência culpada que lhe fez vir aqui pra visitar sua pobre mãe abandonada.

Sakura revirou os olhos.

- Então qual das três é?

- Culpa. - Sakura murmurou. - Posso entrar?

A mulher hesitou. - Seja rápida. O intervalo comercial está no ar.

De repente, Sakura começou a se perguntar por que sequer se preocupou em vir. Seguiu a mãe até a sala de estar e sentou-se à mesa, observando quão estranhamente familiar aquele lugar lhe parecia ao jutsu de mais cedo. Fitando a mãe agora, não era nada diferente que encarar diretamente seu maior medo mais uma vez.

- Sakura, não me olhe assim. - Sua mãe deu-lhe um olhar de canto de olho. - É muito desanimador.

- Desculpe. - disse, desviando o olhar para a TV. - Ah, eu já vi esse episódio. É aquele onde Denji acorda e pede Rinoko em casamento.

- Sim, bem, não me dê spoiler ou cosia do tipo...

- Sinto muito.

Isso não estava indo bem.

A mãe de Sakura fitou a filha e suspirou, trazendo os dedos manchados de fuligem de cigarro pelos fios róseos da cabeça da kunichi- Está tudo bem, querida? Você parece pra baixo.

Sakura a fitou. - Eu tive um dia muito assustador.

- Bem, você é uma kunoichi, suponho que seja normal...

- Não desse tipo de assustador… - Sakura murmurou. - Mamãe, posso fazer uma pergunta?

- Vá em frente. - disse-lhe lentamente.

- Por que se casou com o papai?

Sua mãe bufou e apagou o toco do cigarro no cinzeiro sobre a mesa, pegando outro maço em seguida. - Por que mais? Eu tinha 32 e não era mais tão jovem.

Sakura esperou, mas sua mãe parecia horrível com a menção aquele assunto. - É só isso?

- Olha, Sakura, quando você for mais velha, vai entender essas coisas. Todos os meus amigos e irmãs estavam casados e felizes, e eu tinha o hábito de escolher homens ruins. Pensei que seu pai era diferente, mas só levou alguns anos mais que o normal para suas verdadeiras facetas se mostrarem. Ele era como o resto deles e agora estou de volta onde comecei... só que agora estou com 50 anos e, se era difícil tentar encontrar um homem decente quando eu era livre, leve, solta e jovem, agora com certeza seria um milagre se eu conseguisse tal.

- Certamente conheceu alguns homens decentes... - Sakura disse, franzindo a testa.

Sua mãe deu uma longa tragada em seu cigarro e exalou lentamente. - Talvez um ou dois. Não. Apenas um.- suspirou. - Quando eu tinha a sua idade, talvez um pouco mais velha, eu sabia que esse cara era um homem incrível. Todas as meninas gostavam dele e tenho certeza que ele teve boa parte delas. Cavalheiro, hábil e de uma família reconhecida. Ele era praticamente perfeito em todos os sentidos, exceto por um.

- O que? - Sakura perguntou.

- Ele gostava de mim.

- Ah. Então o que aconteceu?

- Nada, - sua mãe murmurou, revirando os olhos no mesmo "estilo Sakura". - Ele me intimidou e, como de costume, eu corria de coisas que estavam acima de mim. Essa foi a maior merda que fiz em toda minha vida. Ele poderia ter sido o seu pai se tivesse escolhido melhor e talvez estaria vivendo em um casa maior, talvez até mesmo um desses casebres na montanha, como os do cinema.

Sakura piscou em surpresa. Ela não achava essa casa tão ruim, mas depois de tudo, essa era a casa onde crescera e nunca sonhara com mais do que isso. Talvez sua mãe se sentisse tão presa aqui como Sakura imaginava.

- Onde ele está agora? - Sakura perguntou baixinho.

- Quem sabe? - Deu de ombros, cansada. - Eu não o vejo faz muito tempo. Ele era um jounin... então talvez já esteja morto ou pior..? Casado.

Sakura pensou por um momento. Talvez pudesse encontrar este homem... - Qual era o nome dele?

- Não importa, Sakura. - disse breve. - Basta que isso sirva como uma lição pra você. Não deixe o medo ditar sua vida. Não se contente com o segundo melhor. Se a oportunidade de ter o que você quer está lá... Apenas tome-a pra si. Porque se deixá-lo, escapará pelos dedos...

A mão da mulher congelou no lugar, as cinzas caíram sobre a mesa. Fumaça rodopiou do toco de cigarro, difundindo no ar. A mãe de Sakura fitou-a por um momento, antes de voltar os olhos para a televisão. - Tudo bem, - disse, sua voz estranhamente calma. - Você fez o seu dever por mim. Agora pode ir.

Sakura não se moveu. - Mas eu-

- Eu preferiria que você fosse embora, Sakura.

Esse provavelmente não era um assunto fantasticamente alegre para sua mãe, então Sakura entendeu o recado. Em vez de discutir, ela apenas balançou a cabeça e se inclinou para frente para envolver os braços em torno da Haruno mais velha. - Eu te amo, mamãe. - sussurrou, inalando o cheiro familiar de fumaça e o perfume ao qual se acostumara durante sua infância.

- Eu também te amo, meu amor. - A mulher deu uns tapinhas no braço da filha. – Cuide-se.

Sakura deixou a casa da mãe.

A chuva implacável veio de encontro a si, tão logo fechou a porta da frente. Por um longo tempo ela ficou ali, contemplando o que fazer em seguida.

Ela não queriair para casa e sentar-se sozinha durante toda a noite como sempre fazia. Ela não queria encontrar Naruto, porque ele estaria, sem dúvida, esperando para sair com Sasuke, e a última coisa que queria, agora, era estar com alguém para o qual ela sempre esteve em segundo lugar. Dois era bom, mas três era demais. A única outra pessoa que Sakura poderia visitar agora era possivelmente Ino, mas ela somente diria sermões sobre Sakura tentar consertar erros de sua vida e ex-namorados.

Havia outro lugar em que poderia ser bem-vinda... mas Sakura não queria pensar sobre isso.

Ela só sabia que não poderia continuar de pé na frente da casa de sua mãe, como uma salsicha senil. Com toda essa água escorrendo na parte de trás de seu colete, seria apenas uma questão de tempo antes que pegasse um resfriado. Por mais maravilhoso que o justu médico fosse, ainda não se encontrou um forma de curar a doença "funga funga" .

Descendo a rua, Sakura correu por entre as poças e em vão tentou proteger o rosto da chuva ou procurar abrigo. Mas de todo modo, encontrou-o na forma de um toldo de uma mercearia fechada. Sakura deslizou-se para baixo dele, ao lado de uma pilha de cestas mal cheirosas de couves e legumes velhos, e permaneceu ali. A umidade somente aumentou. Soltou um suspiro e fechou os olhos, achando que não era tão afeiçoada a chuva como professara ontem para Kakashi.

Oh, Kakashi...

Seu coração apertou patético em nostalgia e ela teve que lutar contra o caroço que crescia em sua garganta. Ela estava com problemas, problemas muito graves, quando a única pessoa que a entendia e poderia dar a ela o que queria era seu professor jounin. Mas não era sua culpa. Recentemente, quando estava com ele... por mais que temesse, ela gostava de tal. Ninguém a ouvia da forma como ele o fazia. Naruto não sabia como, Sasuke não queria, Ino só lhe dava sermões e, certamente, nenhum dos rapazes com quem, supostamente estivera íntima no passado, conseguira conter seus egos gigantes e vê-la ali, ao seu lado. Embora, supôs, que isso era tudo sua culpa por namorar outros shinobis.

Kakashi era diferente. Desde aquela manhã fatídica (e medonha) em que o vira com Kimura Yoshi, percebeu que ele não era tão diferente. Ele era humano, e não tão intocável assim. Falava sobre coisas que ela não ousava falar com mais ninguém. Ele a fazia sentir coisas que ninguém jamais fizera...

Sakura estremeceu ao lembrar-se das sensações que seu sharingan lhe tinha infligido. Essa explosão de prazer que teria explodido até o topo de sua cabeça se tivesse permitido que ele continuasse por mais um momento. Apenas a lembrança de tal fez seu corpo pulsar de desejo. Por ele. Por suas ásperas e calejadas mãos sobre sua pele e sua boca quente na dela e seu corpo firme contra o seu... dentro de si.

Ela veio até sua mãe para obter respostas, para descobrir o que deveria fazer. Mas mesmo que sua mãe lhe dissesse muito bem o que esperava ouvir, Sakura ainda estava hesitante...

Se a oportunidade de ter o que quer está ali - tome-a. Porque se deixá-la, escapará pelos seus dedos...

A oportunidade estava lá, livre para aceitar ou rejeitar. Ela poderia jogar a precaução na lixeira e mergulhar de cabeça, ou poderia optar pelo mais seguro e ir para casa, subir em uma cama fria e saber o que poderia ter acontecido consigo se tivesse tido a coragem de fazê-lo.

Seus pés lentamente tomaram vida própria, Sakura debatia mentalmente, aflita por um momento, pensando se estava fazendo a coisa certa. Mordeu o lábio inferior nervosa. Então, se decidiu.

Saindo de debaixo do toldo da loja, Sakura começou a caminhar pela rua. Seus pés parecendo blocos de chumbo, e ela sequer poderia apressar o passo, mesmo se quisesse. A chuva caía como marteladas em sua cabeça e ombros e as luzes dos postes de rua acenderam por cada canto que passava, em resposta à escuridão de todo resto. Sakura não percebeu. Ela tinha apenas um objetivo em mente, tão concentrada que nem sequer se lembrava mais de todo o resto. Em um minuto estava saindo da porta da mercearia e no outro estava de pé, do lado de fora do prédio de Kakashi.

Uma luz acesa vindo de sua janela, e desde que lhe dissera que era bastante consciente com sua conta de energia elétrica, isso significava que, provavelmente, estava em casa agora. Mas tudo o que podia ver da rua era a silhueta vaga do Sr. Ukki.

Sakura continuou, passando pelo portão enferrujado e pelo caminho de pedras quebradiças da porta externa. Por um momento seu dedo pairou sobre o botão que iria chamá-lo, quando se lembrou que estava quebrado. Foi, provavelmente, tudo graças a este botão estúpido com o número do apartamento de Kakashi que ela estava nesta situação. Se não estivesse quebrado naquela manhã, nunca teria ido até sua janela chamá-lo. Se ela nunca tinha visto ele dessa forma, o acontecimento de uma série de coisas nunca teria mudado sua forma de vê-lo. Ele ainda seria seu sensei, estranho, excêntrico e com uma paixão por pornografia, nada mais que isso. Enquanto ela poderia estar sentada em sua casa, fora dessa chuva, insatisfeita e solitária, mas, pelo menos, ainda alegremente ignorante do que "poderia ter acontecido".

Tentou a maçaneta da porta e ficou levemente surpresa ao descobrir que estava destrancada. Dentro do hall principal estava quente e seco e, instantaneamente, o contraste de temperatura em sua pele gelada a fez estremecer. Mas estaria mentindo se dissesse que o tremor não tinha nada a ver com os nervos a flor da pele.

As escadas pareciam estender-se até o infinito, mas Sakura as encarou, um passo de cada vez, passado o primeiro apartamento onde tocavam música clássica, passando pelo apartamento próximo, segundo e terceiro, tranquilos e silenciosos, e passando por um quarto onde podia ouvir o riso soar de dentro.

O apartamento de Kakashi era o quinto. Não havia nada de espetacular em sua porta esverdeada com o capacho escrito "Welcome Home" (que não era um tapete tão velho, a não ser pelas duas últimas letras estarem gastas, deixando Sakura muito pouco à vontade com a sua mensagem). Ela hesitou apenas um momento antes de levantar o punho e bater delicadamente. Imaginava que ele não fosse atender depois de tudo...

Mas não tinha chegado tão longe para desistir no último minuto.

Quando a porta se abriu, seu estômago caiu e ela olhou friamente o homem diante de si. Sua máscara azulada mal presa por um laço. Uma toalha em volta do cabelo como um turbante. E ele estava comendo uma tangerina?

Sakura não sabia que tipo de fantasia esperava encontrar do "deus do sexo" aqui esta noite, mas isso não era exatamente o que imaginava.

Kakashi fitou-a de cima abaixo lentamente, examinando sua aparência molhada, antes que seu olhar encontrasse o dela e suas sobrancelhas arqueadas lhe dissessem silenciosamente "Bem?".

O queixo de Sakura ergueu em resposta e ela respirou fundo e disse o que queria dizer desde aquela manhã que o vira pela janela.

- Por favor, faça amor comigo.

XXXX

A fatia de tangerina caminhou pelo buraco errado naquele momento, e Kakashi tossiu discretamente sobre o punho cerrado. Não que tivesse ficado surpreso com o fato dela ter vindo aqui pelo sexo. Estava simplesmente surpreso dela ter ido direto ao assunto.

Ela parecia apavorada, de pé em seu capacho, as pontas dos cabelos e nariz escorrendo com a água da chuva, tão pálida que poderia se mesclar as paredes de cal atrás de si. Ela estava tremendo como um gatinho no frio e, por mais divertido que fosse zombar dela como normalmente o fazia, agora ela parecia um pouco frágil demais para ele fazê-lo.

- Acho melhor você entrar então. - Disse, sempre dominando a arte do eufemismo. Recuou um pouco e abriu a porta para ela passar.

Sakura passou pela porta como um rato entra na cova dos leões, respeitosamente retirando suas sandálias, fitando ao redor da sala como se nunca a tivesse visto antes. Talvez realmente nunca a tivesse? Ele não conseguia se lembrar dela lhe fazendo muitas visitas no passado e, certamente, dele a convidar para entrar. Perguntou o que ela achava de seu apartamento. Ele estava bem arrumado, sabia que para um solteiro, até que sua bagunça estava sob controle. Mas hoje havia roupas empilhadas pelos cantos da sala, à espera de serem passadas, dobradas e guardadas. A maioria se tratava de suas roupas de baixo.

Ela quase pulou quando ele arrancou a toalha da cabeça e colocou-a sobre si. - Você está toda molhada. Será que foi tomar um banho no rio ou algo assim?

Esfregou a toalha sobre a cabeça rosada sem piedade, para seu desgosto. - Você ouviu o que eu disse? - perguntou. - Eu quero que você-

- Eu ouvi. - cortou-a simplesmente, antes de apontar para a mesa da sala. - Por que não se senta?

Ela fez uma pausa, como se estivesse prestes a protestar, mas pensou melhor e foi se sentar. Ele foi buscar outra tangerina na tigela do balcão da cozinha e em seguida juntou-se a ela novamente, tomando um lugar no lado oposto da mesa. Ele lhe ofereceu um pouco sem sequer dizer quaisquer palavras, mas ela balançou a cabeça em negação. Ele começou a descascá-la de qualquer maneira.

- Eu sempre como uma tangerina quando estou me sentindo pra baixo. E bem, nunca falha em me fazer sentir melhor. - disse em tom de conversa. - Eu acho que tem algo a ver com a vitamina C.

Observou-a esfregar a toalha distraidamente pelos braços - os lisos braços tonificados, polvilhados com uma pitada de um bronzeado de verão já praticamente desaparecendo. Para uma menina tão forte, ela era extremamente delicada, com antebraços curvilíneos, pulsos finos e pequenos e dedos longos. Seus olhos pareciam uma noite escura, quase cinzas, neles havia aquele tom de cautela à espera de cada palavra que saía de sua boca.

Kakashi voltou sua atenção a tangerina em sua mão que estava descascando. - Por que veio aqui, Sakura?

Um silêncio mortal se fez pelo apartamento. - Eu pensei que me fiz bastante óbvia. - Disse sem hesitar.

- Ok, deixe-me reformular. - disse ele, fixando-a com um leve sorriso. - Por que quer que eu foda você?

Sua calma cautelosa quebrou e ela corou. - Eu não quero que você me foda, quero que faça amor comigo. Como se deve. Você disse que se eu precisasse de alguma coisa, estaria lá por mim-

- E você pensou que eu iria largar tudo e foder você - er desculpe - Fazer amor com você, então veio bater na minha porta no meio da noite pra isso? - Pegou uma fatia de tangerina e levou a própria boca. - Uma grande conclusão que tirou de uma simples oferta de ajuda.

Ela o fitou com atenção. - Eu estava errada? - Perguntou lentamente.

- Não. - ele admitiu. - Mas a minha hospitalidade tem limites. E é por isso que estou querendo saber qual exatamente é sua motivação. Você está aqui porque quer estar aqui? Ou está aqui por causa de algo que viu no jutsu desta manhã?

Seu olhar esverdeado ficou um pouco incerto e por um longo momento ela não disse nada. - Eu não tenho certeza do que quer dizer com isso. Mas é como disse antes. Todo mundo se sente um pouco sozinho... mas quando estou perto de você, eu não sinto tanto. Entende isso, certo?

Muito bem. Ele balançou a cabeça lentamente, dando-lhe um sorriso mais acolhedor. - Sim. - murmurou. - Eu entendo.

- E-eu não sei... - disse de repente, sua compostura desmoronando como vidro fino, enquanto ela lançara um olhar ao redor de seu apartamento. - Talvez eu não devesse estar aqui. Talvez isso seja um erro-

- Talvez não seja... - interrompeu-a. - Talvez você devesse estar aqui.

Ela o fitou hesitante. - Eu deveria...?

Ela estava dependendo dele para dar-lhe uma resposta, para decidir por si que atitude deveria tomar, fazer uma escolha e dar-lhe o caminho mais fácil. Por mais tentador que fosse garantir calor em sua cama hoje à noite, ele não queria ser o único a tomar essa decisão. Ela deveria ser aquela a escolher.

Kakashi fitou as fatias de tangerina em sua mão e, de repente, começou a separá-las. - Eu gosto de tangerinas, mas você sempre encontrará um caroço em alguma parte, não é? Digo que há uma chance de 50% em encontrar uma semente em cada uma dessas fatias.

Sakura piscou.

- Portanto, vamos fazer uma pequena aposta. - disse alegremente. - Você pega uma dessas fatias aleatoriamente e a coma. Se encontrar uma semente nelas, terá que ir pra casa. Se não, terá que me beijar.

Os olhos de Sakura arregalaram e seu rosto tornou-se mais pálido, embora não soubesse ao certo se era sobre a possibilidade de ser enviada de volta para casa ou de ser beijada. Isso ele só poderia imaginar.

- Trato? - Perguntou.

Lenta e cautelosamente ela concordou. - Trato.

Ele sorriu preguiçosamente e depositou as fatias de tangerina na mesa. Em seguida, fez um gesto para ela pegar. - Vá em frente. Feche os olhos e faça sua escolha.

Quase relutante, fechou os olhos e estendeu a mão para pegar a fatia de tangerina. Seus dedos se atrapalharam por um momento antes de se fixar sobre uma das fatias mais grossas, em seguida, com os olhos ainda fechados, trouxe-a a boca e mastigou-a.

Mesmo que encontrasse uma semente agora e fosse para casa, simplesmente teria a chance de vê-la lentamente levar essa fatia de fruta a seus lábios úmidos rosados e isso era suficiente para compensar todo o resto. Esse tipo de imagem era o tipo de coisa que fazia parte de seus sonhos molhados. E quando ela finalmente engoliu de forma audível e os lábios rosados puseram-se entreabertos suavemente, kakashi sentiu apertar em algum lugar próximo a sua virilha.

Essas pequenas coisas normalmente não o fariam sentir o sangue correr para a região sul dessa maneira. Se ela lambesse os próprios lábios, ele não podia ter certeza se conseguiria se segurar e não arrancar a mesa do caminho em sua pressa para chegar até ela.

Felizmente ela não fez mais nada do tipo. Apenas abriu os olhos e o fitou diretamente nos olhos. Ele levou um momento para perceber que ela não estava cuspindo as sementes ou fazendo qualquer movimento para se levantar e ir embora. O que significava apenas uma coisa.

- Vai honrar o acordo? - Perguntou-lhe.

- É o mais justo a se fazer. - Ela respondeu vagamente.

Com outro sorriso de desarmar qualquer um, estendeu-lhe a mão. Dedos frios tocaram-no hesitantes e ele rapidamente pegou-os num enlace firme, trazendo-a para si e depositando um beijo leve sobre suas articulações. Sentiu-a tomar fôlego pesadamente. Seus dedos tremeram sob os dele e Kakashi viu-se maravilhado com a textura macia da pele feminina, que poria a prova a mais fina seda que já tivera em mãos.

Mas ele não lhe deu muito tempo para se ajustar. Depois de um momento, de repente, deu-lhe a mão um puxão suave e trouxe-a para frente, até que ela viu-se inclinando praticamente sobre a metade da mesa. Aquilo era apenas perto o suficiente para ele ser capaz de chegar a ela com facilidade, ajeitar os fios rosados úmido no canto de seu rosto, inclinar-lhe o queixo para cima e tomar-lhe um beijo.

O primeiro foi curto, casto, apenas para testar as águas e o segundo mais incisivo e cheio de persuasão. Seus olhos verdes cerraram e lábios se partiram ainda que levemente, mas Kakashi não pressionou mais que o necessário. Ele nunca tinha beijado ninguém com tanto cuidado como neste momento. Nunca precisou. A única coisa remotamente semelhante a isso foi a primeira vez que invocou Pakkun quando filhinho, e ele timidamente estendeu a mão para o cãozinho farejar-lhe em uma saudação, sem saber exatamente qual seria a reação que viria em seguida.

Claro, Pakkun prontamente tentou morder-lhe o dedo, mas da mesma forma aconteceria se não tomasse cuidado suficiente com Sakura, ele poderia acabar perdendo algo pior que somente um dedo. Poderia ser um pouco mais imprevisível e volátil se os planos tomassem um rumo diferente, e a última coisa que Kakashi queria agora era ser invasivo demais.

Mas parecia que Sakura havia aprovado suas investidas. Sentiu-a suspirar e inclinar-se sobre si, oferecendo-lhe um pouco mais de sua boca. Ele podia sentir o gosto cítrico em seus lábios e sentir o cheiro da chuva em seu cabelo e quando seus dedos frios tocaram-lhe o pescoço, ele simplesmente não conseguia mais se importar muito com o ritmo das coisas.

Então, de repente, Sakura reclinou-se para trás, lábios pressionados com firmeza num linha séria, fitando a mesa o tempo inteiro. Kakashi piscou em surpresa, mas se recuperou rapidamente. Ele estava prestes a perguntar se ela estava bem quando percebeu o relógio na parede atrás da kunoichi.

Já estava imperdoavelmente atrasado, mesmo para ele. Ayame não estava acostumada a tamanho atraso e, provavelmente, não seria tão complacente com esta falha em particular, como as outras. Por mais que quisesse ficar, ele realmente tinha que ir.

- Sakura, eu tenho um compromisso...

Ela revirou os olhos.

- Não, é sério. Estava prestes a sair quando você chegou, e provavelmente deveria estar cuidando disso agora. - disse, levantando-se. Os olhos de Sakura seguiram-no enquanto ele se movia pela sala atrás de seu colete e hitai-ate. Virou-se para ela e pôs a máscara no lugar, observando o ar de "menina abandonada" em seu rosto. - Estarei de volta em uma hora. Talvez uma hora e meia. - disse. - E isso deve ser tempo suficiente, suponho.

- Pra quê? - Ela murmurou.

- Pra que você possa decidir se deseja ou não estar aqui quando eu voltar.

Ela corou e desviou o olhar.

Kakashi fez uma pausa por um momento. - escolha com muito cuidado. - Alertou suavemente, antes de por suas sandálias shinobi e desaparecer pela porta.

XXXXXX

No momento em que ele se foi, Sakura cuspiu as sementes que escondera na boca e soltou um suspiro de alívio. Se ela tivesse deixado aquele beijo continuar do jeito que ia, sem dúvida, ele teria descoberto o que ela fizera e a zombaria impiedosamente sobre tal.

Não que isso tenha acabado com o prazer do beijo. Ninguém nunca a tinha beijado dessa forma. A maioria dos beijos que tivera, foram simplesmente um prelúdio para o sexo - ela já tivera namorados que consideravam beijos como um "mal necessário" ou apenas algo para fazer enquanto abria sua camisa. Beijos apressados eram o mais próximo de preliminares ao qual estava acostumada.

Mas o beijo de Kakashi havia sido lento, generoso e profundamente sintonizado ao que ela queria. Trazia a promessa de maior prazer, mas não fora exigente. Foi simplesmente um beijo pelo beijo e o maior exemplo de puro e verdadeiro ato que já tivera em apenas um beijo.

Normalmente ela o consideraria o maior pervertido desde Jiraiya Sannin.

Ele, provavelmente, só tinha toda aquela prática por causa de suas leituras. Claramente quando se tem casos com mulheres casadas e se pega meninas em bares todas as noites, naturalmente deveria adquirir alguma habilidade. Talvez não fosse realmente tudo tão puro e verdadeiro... talvez fosse apenas como as pessoas beijavam quando sabiam o que estavam fazendo?

Sakura suspirou e colocou a testa sobre a mesa. O que fazer?

Desde o momento em que entrou neste apartamento, resignou-se à ideia de que ela havia passado do ponto de um não retorno. Agora, de repente, lhe fora dada outra chance de voltar atrás. Era tentador a ideia de simplesmente saltar pela janela e voltar para a segurança de seu próprio apartamento, mas isso realmente seria para seu próprio bem? Mas se ela ainda estivesse aqui quando ele voltasse, eles fariam amor e essa realmente seria a escolha certa depois de tudo? Dormir com seu sensei era algo bastante desaprovado e irracional. Era uma atitude irresponsável sucumbir a tentação? Por que Kakashi não tornava as coisas mais fáceis para ela e simplesmente lhe expulsava de sua casa? Por que ele continuava dando corda assim?

Seria melhor para todos se ela saísse agora e, amanhã, quando ela encontrasse com sua equipe, pudesse fazê-lo sem amarras e fingir que nada tivesse acontecido e, eventualmente, ambos esqueceriam-se desta noite; a noite em que ela se ofereceu a seu sensei em uma bandeja.

A escolha estava feita. Com um suspiro resignado, levantou-se e moveu-se para pegar suas sandálias e partir, sabendo que estava tomando a decisão certa.

Mas se isso era certo, por que ela se sentia tão mal?

XXXX

- Kakashi-san, eu te odeio.

- Desculpe, o quê? Eu não posso te ouvir além do som das belas notas que estou tocando-

Crash!

Kakashi puxou as mãos apenas a tempo de evitar que seus dedos fossem esmagados com a tampa do piano, cortesia de sua tutora muito irada.

- Você é, oficialmente, melhor que eu agora. - Ayame disse, parecendo irritada. - Não tenho absolutamente mais nada a lhe ensinar.

Kakashi lhe fitou. - Viva? - Arriscou timidamente.

- Levei 12 anos para chegar a este nível, e você só precisou de três aulas e um total de quatro horas e meia! - Argumentou, com as mãos nos quadris. - Sabe quão irritantes são autodidatas!

Ele pensou em sua própria aprendiz de genjutsu e em sua facilidade de aprendizagem. - Acho-os toleráveis. - Disse vagamente.

A mulher soltou um suspiro e recostou-se ao piano. - Pra que é isso afinal?

Ela tem perguntando isso desde a primeira aula e ele evitou responder todas as vezes, afinal o assunto era algo ultrassecreto. Mas se Ayame planejava vender segredos que havia descoberto, ela já o teria feito até agora (Naruto normalmente contava-lhe tudo sobre cada missão secreta sempre que comia rámen na loja de seu pai), então talvez não houvesse mal nenhum em dar-lhe um pouco mais de informação.

- Eu tenho uma missão de reconhecimento no próximo mês. O homem cujos movimentos estarei seguindo, costuma mudar sua equipe a cada dois dias. As únicas pessoas que não mudam são três músicos. O pianista estará impossibilitado pelo próximo mês, que é quando eu vou milagrosamente aparecer para substituí-lo.

- Ninjas têm os trabalhos mais estranhos que já vi. - murmurou pensativa. - Mas como você sabe que o pianista ficará impossibilitado de aparecer?

Porque Kakashi trataria dele desaparecer? - Ninjas sabem de tudo. – Disse, em vez disso.

- Oh, ok. - assentiu com a cabeça. - Bem, boa sorte então. Vou mandar a conta para a Hokage, certo?

- Certo.

Ela olhou para o relógio. - É tarde, Kakashi-san. É melhor você ir andando antes que meu marido volte e veja que tem um homem estranho em casa.

- Eu não sou estranho... - Protestou, mas ela já o estava conduzindo porta a fora.

- Adeus, Kakashi-san!

Ele soltou um suspiro teatral, mas então a porta já havia sido fechada na sua cara.

XXXX

A noite acalmara um pouco e a chuva deu uma trégua, observou Kakashi olhando para cima, viu a lua crescente a espreita, aparecendo através das nuvens afastando-se, iluminando a rua mais que qualquer uma das lanternas penduradas nos postes. Fez seu caminho de volta para casa, sem pressa e em seu próprio ritmo. A possibilidade de Sakura estar lá quando voltasse vinha ameaçando-o desde que a deixara. Tinha até mesmo afetado sua performance ao piano, mas Ayame não chegara a notar - o que afirmara mais que qualquer coisa que ele realmente a superara.

Mas quem se importava com pianos e missões quando poderia haver uma menina muito linda esperando por ele em casa para fazer amor selvagem e apaixonado durante toda a noite? Ele lembrou-se que provavelmente aquilo era bom demais para ser verdade. Agora ela provavelmente teria voltado a seus sentidos e fugido de lá. Disse a si mesmo para não se decepcionar quando passasse pela porta e não a encontrasse. Aquilo já era de se esperar.

Mas seu coração parou na garganta quando girou a maçaneta e empurrou a porta, e aquele aperto desceu ao chão quando notou que as sandálias femininas já não estavam mais lá.

Droga. E aquela decepção voltou. Completamente irracional e inadequada, no entanto ele estava sentindo.

Sentindo-se claramente menos feliz que um momento atrás, Kakashi retirou seu colete e hitai-ate. Ele não estava no clima para arrumação, então jogou-os em cima da mesa, onde dois caroços se materializaram desde sua partida. Mas ele não estava no clima para pensar sobre o que aquilo significava. Ele só queria ir para a cama e esquecer o idiota que era.

Mas algo estava muito fora de lugar quando entrou em seu quarto. Em meio a penumbra do ambiente, seu primeiro pensamento foi que aquele gato maldito de um olho só, havia se arrastado pela janela e tomado conta de sua cama. Somente um momento depois, o suficiente para que sua visão se ajustasse à escuridão, que ele percebeu que o "pacote" enrolado nos lençóis era, de fato, cor de rosa.

- Eu pensei que você tivesse ido embora. - observou, sentindo-se quase sem fôlego. - Suas sandálias não estavam mais na porta.

Sakura sentou-se na cama, um lençol preso sobre a altura do peito. Era bastante óbvio que ela não estava usando seu colete... ou qualquer outra coisa. Ela lhe deu um sorriso tímido e envergonhado e apontou para o aquecedor onde duas sandálias jaziam para secar. - Estavam molhadas...

Ela era adorável. Sentiu o próprio coração bater por ela. - Você está nua? - Perguntou lentamente, deslizando o olhar vagarosamente pela forma feminina embaixo do lençol, embalada tão deliciosamente.

- Não exatamente. - disse timidamente. - Eu já te disse antes, sensei, só durmo de calcinha.

- Descreva-a pra mim.

- Preta. - Sussurrou. - Com um coração branco bordado na frente.

Ele acenou com a cabeça, digerindo aquela maravilhosa e deliciosa imagem mental.

- Gostaria de ver? - Ofereceu timidamente.

Como ele poderia recusar qualquer oferta que esta menina lhe fazia?

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Continua

O proximo cpt sera MUITO pervo

*A.P.A.N.H.A*

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N/T:

Ahhhhh, meninas, The window passou dos 100 favoritos!

DOMO ARIGATOU!

Me deixa mais que feliz saber que vcs curtem as kakasaku que escolhi trazer pra gente. Ai ai, The Window e, com certeza, a minha favorita ever :)

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Bonecas, eu quero saber das senhoritas:

Gostaram?

Estao ansiosas?

Estao imaginando o que tem bom pra acontecer no proximo cpt?

*hmmm, acho que vao gostar... gostar muito*

;D

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Agora, personas, vou indo nessa,

deixo bjitos,

amanha volto com meu "presente de pascoa" proces,

Hime.