Pequeno Castelo de Plástico

Título: Pequeno Castelo de Plástico/Little Plastic Castle
Autor(a):
Lawn Girl
Tradutor(a):
Leili Pattz
Beta:
Milena Mendes
Shipper:
Bella/Edward
Gênero:
Dor/Conforto/Drama
Censura:
M
Sinopse
: Mesmo os melhores castelos construídos às vezes caem. Em um café, em uma cidade... duas pessoas lutam para se lembrar de como colocar novamente os pedaços juntos.

Disclaimer: A história pertence a Lawn Girl, Twilight e os seus personagens a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


Nota da Autora: Então, aqui está... a minha nova pequena fic. Ela só vai ter 14 capítulos curtos. Terá uma mudança frequente de PDV é por isso que eu senti que funcionou melhor como uma fic pequena ao invés de O/s. Eu tive essa ideia mordiscando a minha cabeça por um tempo e finalmente apenas decidi escrever tudo. Vou ser honesta e dizer que não prometo um Felizes Para Sempre com essa fic. Sem ressentimentos se você não quiser continuar a ler.

Disclaimer da Autora: Eu não possuo esses personagens, eu só venho com coisas aleatórias para que eles façam.


Capítulo 1

~x~

Em uma cafeteria em uma cidade

Que é cada café em cada cidade

Em um dia que é todos os dias

Peguei uma revista

Que é cada revista

Ler uma história, e depois esquecer imediatamente

Eles dizem que um peixe dourado não tem memória

Eu acho que suas vidas são muito parecidas com a minha

E o pequeno castelo de plástico

É uma surpresa a cada vez

E é difícil dizer se eles estão felizes

Mas eles não parecem estarem se importando

- Little Plastic Castles

~x~

Edward PDV

Hoje está cinza. Finos raios de sol amarelo pálido lutam para forçar seu caminho através das densas nuvens, mas dificilmente fazem alguma diferença. Ainda é cinza.

Ontem foi cinza? Eu não consigo me lembrar.

Eu arrasto os pés pelo chão, me perguntando por que ele é de um linóleo verde pálido. Estou bastante certo de que prefiro madeira. Eu olho para baixo e observo que os meus chinelos brancos estão tingidos de cinza e me pergunto por quanto tempo estou usando-as. Há uma cesta de roupa dobrada em cima de uma cadeira, e enquanto eu não consigo me lembrar quando realmente lavei as roupas, eu estou grato que ele foi feito. Eu coloquei minhas roupas para fora, tomando cuidado para não enrugá-las.

Meias para se arrumar primeiro. Pretos apagados, castanhos e azuis, todos enroladas e arrumados, olhando para mim de primeira gaveta da minha escrivaninha. Em seguida, enrolo a cueca boxer branca colocando no espaço vazio perto das meias. Uma vez que eu tudo está certo e em ordem, fecho a gaveta rapidamente, pronto para arrumar alguma outra coisa. A gaveta acaba deslizando muito rápido, e antes que eu possa removê-lo, meu polegar é pregado.

"Merda!" Eu grito, incapaz de evitar.

Meu grito ecoa no quarto vazio, ninguém por perto para ouvir, além de mim mesmo.

Eu puxo a gaveta aberta e tiro o meu polegar, chupando enquanto ela pulsa na minha boca. Eu posso sentir o sangue batendo acaloradamente, lembrando-me que, apesar do cinza ao redor de mim, eu ainda estou aqui.

Eu ainda estou vivo.

Às vezes eu preciso desse lembrete... ou eu esqueço.

Uma vez que o pulsar do meu polegar começa a diminuir em um ritmo lento, percebo que tenho roupa para arrumar e trabalho perfeitamente para organizar as camisetas. Depois de arrumar algumas camisas de botão e algumas calças, meu cesto de roupa suja está vazio, e eu coloco no armário. Eu olho para o relógio, e percebo que tenho um pouco de tempo antes de precisar sair, assim que eu relaxo em uma poltrona estofada.

Há uma revista sobre a mesa e ligo a lâmpada ao meu lado, começo a folheá-la, curioso para saber sobre todos os artigos de diversão de verão sob o sol. Olho para fora mais uma vez, reafirmo a mim mesmo pensando que certamente não é verão, antes de virar a revista e notar a data de publicação.

Junho de 2009

Meus olhos giram para o calendário da minha cama, que me lembra que é realmente Outubro de 2010. Eu franzo a testa, expressando um pouco sobre eu ter uma revista velha por perto, mas continuo a lê-lo de qualquer maneira. O tempo passa, e eu me vejo ficando com fome. Olhando para o relógio, parece que um tempo se passou. Curvando, eu troco meu chinelo sujo por um sapato marrom de cadarços com sola de borracha resistente. Eu opto por um suéter de lã de cor creme, uma vez que o carvalho tingido de laranja do lado de fora de minha janela treme lentamente na brisa.

Quando eu cheguei à porta para sair, eu tive um momento pensando se esqueci alguma coisa ou não, mas nada brota na minha mente. Um caderno espiral vermelho brilhante esta situado ao lado da porta. Olho para ele e pego as chaves ficando próximo a ele antes de decidir que poderia ser uma boa ideia levá-lo comigo também. Há uma caneta colocada convenientemente na coluna em espiral, e eu seguro os dois perto do meu peito enquanto eu deixo o meu espaço.

O corredor parece vazio e o solitário o eco dos meus sapatos contra o chão enquanto caminho confirma esse pensamento. Quando eu chego na porta que da para a saída, uma mulher agradável sorri gentilmente para mim.

"Bom dia, Sr. Cullen", diz ela, movendo-se para permitir que eu entre.

"Bom dia", resmungo em resposta, não completamente certo que eu realmente sei quem ela é.

Esta é uma das armadilhas de viver em um lugar povoado. Muitas faces passam por mim, mas muito poucos se apegam. O resto parece que se fundem, não fazendo muito mais do que uma impressão. Eu apenas aceno e dou um sorriso e ando com pressa.

O ar revigorante me bate mais uma vez, e o cheiro insuportável de produtos químicos de limpeza do interior do edifício se dissipa com o vento. É rapidamente substituído pelo cheiro de grama recém-cortada e baforadas de folhas em chamas. Eu tomo uma respiração profunda e permito que os aromas me acalmem e paro um pouco antes de fazer o meu caminho. Meus pés se movem um em frente do outro, e logo eu me encontro na frente de um café. Eu não o reconheço, mas algo me parece quente e acolhedor.

O exterior é de tijolo vermelho-escuro com uma porta amarela. Eu entro e sou imediatamente atingido com o cheiro familiar de café amargo e doces muito açucarados. Minha boca saliva, instintivamente, quando olho a variedade de bolinhos e pães doces na vitrine. Há um papel para anotar, então vou marcando ali, contemplando o que eu gostaria de pedir. Acho difícil e tento decidir quanto a minha bebida preferida para escolher enquanto espero a minha vez.

Noto a mulher de aspecto cansado no balcão, conversando com um cliente na frente dela. Ela parece triste, derrotada, e como se estivesse carregando o peso do mundo sobre seus ombros.

Ela também parece incrivelmente familiar.

Seu rosto está franzido de concentração, ela pacientemente explica ao cliente que não há maneira de fazer o pão doce com queijo. Eu quero rir dessa troca ridícula, mas o olhar de dor em seu rosto me para. Ela não pode estar tão chateada por causa de um pão doce com queijo. Acho-me incapaz de desviar os meus olhos para longe dela, e ela deve sentir o meu olhar, porque de repente ela vira a cabeça e olha diretamente para mim.

Ofereço-lhe um sorriso tímido, envergonhado por ter sido pego olhando, e desvio meu olhar. Esperando a minha vez, desejo que ela ainda esteja no balcão para me ajudar.


São 14 capítulos e todos eles são pequenos. Então é uma leitura rápida e fácil. Cada capítulo será contada em um ponto de vista, ou seja, no próximo é o da Bella, e talvez vocês tenham uma noção melhor do que a fic aborda. Acho difícil descobrirem de primeira o que aconteceu com o Edward, mas quem quiser arriscar fique a vontade.

Capítulo 2 vem na quarta ou quinta, se vocês quiserem é claro. Diga que dia é melhor.

Mandem um comentário sobre esse comecinho, sei que não tem muito o que dizer, mas é sempre bom saber que leu e quer seguir em frente.

Beijos.

xx