Olha só! Capítulo novo! Desculpe a demora, mas a vida real me pegou de jeito. Só quero que saibam que eu não desisti de nenhuma das fics que estou traduzindo. Podem demorar, mas serão terminadas. Obrigada por entenderem. Nos vemos lá embaixo. Capítulo não betado, então ignorem os erros.


Em suas mãos.

Música do capítulo: When you kiss me – Shania Twain

POV Bella

- Oi mamãe!- disse com tom alegre- Lamento não ter vindo antes. Tento tanto para contar!- depositei as flores diante da lápide e me ergui em seguida- Desde a última vez que vim, aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar. Já deve saber, mas Charlie acordou! Não sabe como estou emocionada por isso, não sei o que seria da minha vida sem o papai. Devemos viajar nos próximos dias para começar sua recuperação, sei que tudo vai sair bem, estou convencida disso. Por outro lado, a companhia vai muito bem, à noite tivemos o baile Anual. Não imagina quão estressada e nervosa que estava esses dias, mas saiu tudo perfeito, foi um êxito como todos os anos. Os escritores sentem muito sua falta, sentem saudades de todos os feitos de Renée Swan, assim como eu. - fiz uma pausa por um momento, para recuperar a compostura, não é que fosse chorar esta vez, mas ainda havia um sentimento de ausência muito grande que só o tempo seria capaz de melhorar. Pensei por uns minutos como abordar o último tema, o mais forte de todos.

- Mamãe- comecei- Tem algo que devo te contar, melhor dito, tem alguém que devo te mencionar. No dia que estive aqui pela última vez, conheci alguém, seu nome é Edward Culle advogado da companhia. Fiquei cativada por seu olhar quando o conheci nas portas do escritório, não sabia até então, que ele seria nosso advogado de defesa- sorri ao recordar a reação que tive ao vê-lo no escritório, um Adônis completo ao qual derrubei café uns minutos depois. - Nessa noite, voltei a vê-lo na festa de sua irmã Alice, que por certo, é um amor, algo hiperativa, mas genial. Em fim, descobri depois da festa que havia sido capturada por seus encantos. Olhar poderoso, voz aveludada e corpo de um deus. Eu sabia que nossa relação deveria ser mantida no estritamente profissional e ele também tinha isso claro, a ponto de me chamar só de Isabella. Mas isso não era o que meu coração queria, mamãe, esse muito traiçoeiro foi me empurrando pouco a pouco a um abismo no qual caí irremediavelmente.

- Estivemos viajando para Washington faz poucas semanas e foi até agora, a melhor viagem da minha vida. Essa noite ficamos presos em um celeiro onde meu deus me deu um beijo. Meu primeiro beijo de verdade, mamãe! Você sabe, o de Matt não conta e o único que James me deu, prefiro apagar da história. Seus lábios são tão suaves, se movem com tanta maestria- mordisquei distraída meu lábio inferior, recordando o sabor dos seus lábios sobre os meus. Em seguida sorri ao recordar o que esse simples gesto conseguia provocar Edward.

- As coisas foram avançando até desembocar em um romântico jantar no Sixty Blue, onde aceitei ser sua namorada. Pode soar precipitado, seu sei. Mas o que mais poderia fazer se não seguir os desejos do meu coração? Estou segura, mamãe, de que Edward é o indicado para mim, eu não o procurei, ele simplesmente chegou. Nem sequer o canal do tempo foi capaz de prever os efeitos do furacão Cullen em minha vida. Colocou tudo de cabeça para baixo e isso me fascina, Edward trouxe luz de volta à minha existência vazia. - tomei uma respiração antes de contar a última parte.

- Ontem à noite compartilhamos a melhor noite da minha vida, Renée, fui dele pela primeira vez- impossivelmente corada, levantei meus óculos de sol, para ver com claridade a lápide, como se na realidade fossem os atentos olhos de minha mãe- sua pequena Bella já é toda mulher, mamãe. Não sabe como foi perfeito, Edward foi tão gentil, tão suave comigo, cuidou de mim como se fosse o mais delicado cristal em suas mãos. Tive medo no início- sorri baixando os óculos ao recordar o grande tamanho de Edward ali em baixo, seu membro era realmente grande. Bem, não é como se tivesse visto mais para comparar, mas esse era definitivamente digno de um Oscar. Como foi possível que tudo aquilo entrasse em mim?... Vamos Isabella. Concentre-se de novo! Sacudi minha cabeça e voltei a falar.

- Mas o medo inicial foi superado pelo amor. É assim, mamãe. Eu, Isabella Marie Swan, amo Edward Anthony Cullen com loucura- fiquei em silêncio durante alguns minutos. Com certeza se Renée ainda estivesse entre nós, estaria dando pulos de alegria, pedindo informações sobre Edward e me dando seu sermão sobre sexo sando as abelhinhas e o pólen. Sorri ao lembrar a conversa que tive com mamãe há uns 10 anos atrás. Como ficava nervosamente divertida Renée, quando queria discutir temas como esse!

- Por uma boa sorte do destino, o ginecologista, durante uma rotina me receitou pílula há alguns meses atrás. Em teoria, seu único uso era regular o ciclo menstrual e a produção de hormônios. Para ser sincera via seu uso desnecessário até agora. Se não fosse pela pílula, o de ontem não teria acontecido. Foi incrível a sensação de ter Edward dentro de mim, formando um só corpo onde não se sabia onde terminava o meu e começava o dele. Doeu. Claro que sim! Mas suas carícias atenuaram qualquer rastro de sofrimento. Essa manhã fizemos novamente na banheira, e foi especial. Suas mãos me trataram com muito carinho, sua entrega total e suas palavras que me encheram a alma. E seus olhos enquanto ele me fazia dele... Seus olhos brilhavam como a mais formosa esmeralda. Amo Edward, Renée e tenho medo de perdê-lo a qualquer momento. Que seja um sonho, uma quimera que veio me reconfortar como um bálsamo quando meu coração mais necessitava- confessei a minha mãe o que tinha sido meu pior medo desde que Edward entrou em minha vida, como assim como chegou, se foi. Desviei meu olhar e me dei conta da hora. Tinha estado aí quase uma hora e deveria voltar logo ao escritório.

- Devo ir Renée, prometo vir em poucos dias e te contar tudo o que está acontecendo. Sinto muitas saudades suas – disse passando uma mão por sua lápide- Te amo mamãe, adeus.

Saí dali em direção ao carro, Billy me esperava para ir para o escritório. A primeira tarefa da manhã, uma reunião com Crowdley. Blag! Como detestava começar meu dia assim! Supõe-se que a relação com seu editor chefe deva ser melhor, mas Crowdley era tão insuportável que jamais poderia me dar bem com um ser tão odioso como ele. Entrando no estacionamento e quase chegando ao carro, distingui uma pequena figura algo familiar. Movia suas mãos com desespero enquanto falava com um jovem... um jovem de cabelos cobre que pareciam muito a ...

- Edward, como pode?- a escutei enquanto o enfrentava com dureza- Não posso crer que fez algo assim. O que você pensa? Santo deus!

- Alice, por favor, acalme-se, não sei o que escutou, mas sei que te devo uma explicação. Não será agora, porque esse não é o momento nem o lugar para isso. Não é tão grave como pensa, acredite em mim. - a expressão no rosto de Edward era inescrutável. O que estava acontecendo?

Vi Alice cruzar seus braços e se virar ficando justo na minha direção com os olhos fechados. Apertando os punhos novamente.

_ Necessita de uma explicação muito convincente Edward Cullen. Não posso crer que tenha sequer pensado em fazer algo assim contra alguém como... - nesse momento Alice ficou em silêncio e de imediato abriu seus olhos .Me reconheceu e sorriu. Bella!

O pequeno terremoto que era a irmãzinha de Edward avançou até minha posição em saltinhos.

- Bella! Que surpresa te ver aqui- disse enquanto me dava um eufórico abraço- Venha. Venha... - e me tomando pela mão, me levou até onde estavam inicialmente, onde estava Edward. O rosto de Edward continuava a ser hermético, ainda que agora fosse acompanhado de um sorriso. Vejamos Isabella, pense: Por acaso Alice sabia de algo que aconteceu ontem à noite? Seria essa, talvez, a razão da sua discussão com meu deus grego? Tinha um pouco de sentido:

"Edward, como pode? Não posso acreditar que fez algo assim.

O que você pensa? Santo deus!"

Era mais que evidente, Alice já sabia de nós e recriminava seu irmão por semelhante estupidez. Vamos... Quanto mais me empenhava em manter as coisas entre Edward às escondidas, mais gente ficava sabendo.

- Terra chamando Bella- escutei a voz aveludada que sussurrou em meu ouvido. Em estado de piloto automático enquanto estava perdida em minhas próprias conclusões, havia caminhado sem me dar conta, até ficar ao seu lado. Atribuí o raro feito à atração que o poderoso magnetismo que emanava de sua pele causava mim, éramos como imãs. Não dos que se repelem mutuamente, mas melhor daqueles tão poderosos que a força humana não seria capaz de separar jamais.

- Sin... Sinto muito. Distrai-me um momento- o inconfundível cheiro de rosas me fez recordar de onde estávamos- Que fazem aqui?- perguntei.

- Vim visitar o túmulo de meu avô, e acho que Edward fez o mesmo. Certo irmãozinho?

- Sim, eu também vim pelo mesmo motivo que Alice- o rosto de Edward se percebia diferente, sem dúvida. O que acontecia com meu Edward? Durante a noite anterior, e inclusive essa manhã nunca mencionou que viria aqui hoje. Estranho... Bem, tão pouco é para me contar cada movimento que faz, eu tão pouco lhe disse que viria visitar Renée, assim que estávamos iguais. Talvez por isso estivesse irritado?

- Veio visitar sua mãe, Bella- perguntou Alice enquanto brincava com as flores que tinha em mãos.

- Sim, tinha alguns dias sem vir. E precisava lhe contar um par de coisas- de maneira dissimulada ergui um pouco o olhar e me encontrei com suas poderosas esmeraldas fixas em mim. Sorri-lhe lentamente e ele captou a mensagem. Ele sabia que o tema da conversa com Renée esta manhã tinha sido justamente ele. Sem perder tempo se aproximou ainda mais de mim, passando o braço por minha cintura e me trazendo até ele, deixando um beijo em minha testa. Fiquei paralisada ao notar o sorriso que se desenhou no rosto de Alice ao nos ver assim.

- Não faz falta que me expliquem nada, eu sei de tudo- Caralho! Alice também? Só faltava que Obama também soubesse! Ia matar Edward. Não poderia manter um segredo por acaso? – Lembra-se do que te disse em casa depois do jantar, Bella?- disse depois de um momento. Tratei de recordar com exatidão as palavras de Alice essa noite, no sofá:

Tenho um forte pressentimento que vocês vão terminar juntos, algo me diz.

Acredite, Alice nunca se engana.

Uma pequena luzinha se acendeu em minha cabeça nesse momento, era certo. Alice havia previsto que Edward e eu terminaríamos juntos há algumas semanas atrás.

- Vê? Desta vez não fui eu quem contou. Disse-me divertido. Pobre Edward, o havia julgado tão vilmente. Mas não estava claro assim para mim, se eu não lhe disse nada e nem Edward. Então quem? Por acaso Alice tinha poderes psíquicos para saber? Eu perguntaria logo a Edward- Já tomou seus analgésicos?- sussurrou devagar ao meu ouvido para que sua irmã não escutasse, assenti levemente. Não só havia tomado meus analgésicos como também a pílula. Depois do acontecido no Four Seasons, definitivamente não voltaria a me queixar da condenada pastilhinha.

- deveria nos visitar novamente em casa, Bella, mamãe ficou apaixonada por você e encantaria ter outra noite dessas.

- Sim, eu também fiquei encantada com esme. Com certeza irei... Bem- fiz uma pausa- Sempre e quando Edward queira me levar.

- Não acho que isso seja problema Bella, além do mais, Edward, está fazendo falta uma visita em casa- disse Alice erguendo uma sobrancelha em tom acusador- Há muito para conversar, não?

-Sim irmãzinha, um desses dias estarei em casa com Bella. Ligarei oportunamente para mamãe e a avisarei- respondeu Edward enquanto passava delicadamente suas mãos por meus cabelos.

- Bem, isso espero- voltou a sorrir- Bella, lamento não poder ficar mais como com vocês, mas devo ir antes que fique mais tarde- se aproximou de mim e sussurrou-Bem vinda à família!

- Obri... obrigada...- gaguejei quase destemida.

- E você irmãozinho... Espero sua ligação, hein?- o acusou com um dedo. Edward a olhou com um jeito divertido e bagunçou lhe o cabelo. Alice tinha o mesmo cabelo rebelde que seu irmão: Negro com pixe e seu penteado era de ponta, cada uma apontando para uma direção diferente. Apesar de que Edward desarrumou seu penteado, cada ponta tomou uma nova posição, deixando então Alice devidamente penteada. Como isso era possível? Se eu tentasse fazer isso terminaria parecendo um ninho de avestruz. Sorri ao ver o gesto de Alice, cenho franzido e punhos apertados, com os braços cruzados no peito.

- Hei! Não me olhe assim, lhe dei um novo estilo de penteado- sorriu Edward, a ponto de arrebentar em um ataque de risos, eu, de minha parte, tive que engolir o riso para que Alice não se irritasse, mas foi ela quem rompeu em risos primeiro.

- eu sei Edward, não importa quanto tentemos arrumar nossos cabelos, os Cullen sempre teremos um...

- Cabelo endemoniadamente sexy?- interrompeu Edward.

- Não, cabelo endemoniadamente rebelde, ainda que o sexy também seja certo- Alice finalizou entre risos. A relação entre irmãos que Edward tinha com Alice me deu certa inveja nesse momento. Jamais tinha tido uma irmã e o mais próximo disso era Matt, mas nunca seria igual.

- Não os detenho mais, espero vê-los logo em casa. Quem sabe podem ir essa semana.

- Alice, sinto muito, mas essa semana é impossível. Vou para Chicago por uns dias e estarei de volta perto do dia 16 desse mês- nesse momento senti como o corpo de Edward se tencionou e me apertou ainda mais contra seu corpo. Como se fosse um pequeno menino a quem querem tirar seu bem mais precioso.

- Oh, entendo. Bem, pelo menos chegará a tempo do aniversário do meu irmãozinho.

- Anã... ummm não- disse Edward negando com a cabeça- Não quero fazer nada pelo meu aniversário dessa vez.

- Edward, esse ano tem inclusive mais razões para celebrar- me olhou fixamente e logo olhou para Edward- Não seja desmancha-prazeres, por favor?- Alice com seus braços cruzados sobre o peito e um terno bico, batia graciosamente seu pé em uma tentativa de acesso de raiva.

- Não, é não Alice... E não se falará mais no assunto. Entendido?- disse com tom impositivo.

-Está bem Smurf Rabugento!- disse divertida- Agora sim, os deixo. Edward, poderia soltar um pouco a minha nova irmãzinha pra dar-lhe um abraço como se deve?- Edward afrouxando um pouco abraço que me mantinha junto a ele, permitiu que Alice me apartasse um pouco- Enquanto esteja fora vou planejar algo surpresa para o aniversário de Edward, mas preciso de sua ajuda. Vou te ligar no celular, sim? Por favor, não lhe diga nada- sussurrou em velocidade vampírica em meu ouvido, só pude assentir e sorrir para que Edward não notasse nada. Planejar uma festa surpresa? Alice era uma gênia!- Adeus irmãozinho!- se despediu Alice imediatamente depois de me soltar. A vimos se afastar até desaparecer da área do estacionamento. Senti suas mãos novamente em minha cintura que me giraram até ficar de frente para ele. O sorri com gesto tímido e mordisquei meu lábio... Oh! Oh! Em seguida senti os lábios dele estamparem-se com os meus.

- Não entendo como depois de tudo o que vivemos há algumas horas ainda siga tendo sede de ti, te desejo tanto minha pequena. Está linda nessa roupa branca... Pequeno demônio provocador- murmurou contra meus lábios enquanto apoiava sua testa. Para essa manhã tinha escolhido um Ralph Lauren. Pantalona e camisa branca muito leves, acompanhados com um casaco de lã bege e cinto do mesmo tom, finalizando o look com um toque metálico ideal no cachecol e na bolsa, completando assim um estilo fresco e moderno, acompanhados com maquiagem leve e cabelo solto em ondas. Edward também não ficava atrás. Está manhã estava fabuloso com um YSL parecido com o que eu estraguei quando derramei café, mas de outra cor e com linhas um pouco mais retas. Adorava quando Edward usava roupa de estilista. Era como um estimulante sexual! Vamos... Isabella se converteu em uma faminta carnal.

- Tudo bem com Alice? Percebi que estava um pouco irritada no início- perguntei um pouco tonta, atribuído ao efeito que seu hálito provocava em mim quando falava assim tão próximo. Ele se separou um pouco de mim e pegou meu rosto entre as mãos.

- Sim pequena, nada que não possa se arranjar logo. Só houve um mal entendido com Alice, mas não se preocupe que farei todo o possível para solucioná-lo- depositou um beijo em minha testa, eu só pude fechar os olhos e desfrutar da sensação- Bella, uma pergunta- falou uns instantes depois.

- Diga Edward- respondi abrindo novamente os olhos.

- Billy... Sabe algo de nós?- perguntou.

- Não... - respondi categoricamente.

- Mas creio que acaba de se enterar pequena. Está parado fora do carro e viu tudo- disse em tom divertido.

- Vamos, comprovada minha teoria- sussurrei. Virei-me para comprovar o que Edward havia dito e era certo. Billy estava fora do carro e me olhava sorridente. Em uma estúpida reação, sorri em resposta e o cumprimentei com a mão. Senti as mãos de Edward novamente em minha cintura e me virou.

- Qual teoria Bella?- me olhou fixamente com seu adorável cenho franzido.

- Que quanto mais me empenhe em ocultar o nosso, mais gente acaba se enterrando. Primeiro Angela, logo Alice e agora Billy. - Logo em seguida cruzei meus braços sobre meu peito.

- Não acha então que seja um sinal para não ocultarmos?- sorriu. O muito canalha sabia como me convencer, mas desta vez não podia dar-lhe o gosto.

- Não podermos Edward, não ao menos até que eu volte de viagem prometo que diremos a todos, me dê só alguns dias.

- Bella, não quero que vá. Preciso de você aqui comigo... - disse em tom triste.

- Eu sei Edward, vai me fazer muita falta, mas devo ir. Meu pai precisa de mim...

- entendo... - o olhar de cachorro pesaroso que Edward fazia era realmente comovedora- Poderei ligar para minha namorada esses dias?- sussurrou sedutoramente em meu ouvido.

- Te mataria na volta se não ligasse!- brinquei com ele. Presenteou-me um de seus sorrisos de lado molha calcinha e me abraçou.

- Vou sentiu muito sua falta, Bella.

- Edward ainda não fui- sorri- Mas também vou sentir sua falta. Agora devemos ir para o escritório- lentamente soltou seu abraço e passou a mão pela minha cabeça em um gesto terno.

- O que diga Srta. Swan. - brincou fazendo um cumprimento no estilo militar.

- Trouxe seu carro?- perguntei ao não ver o volvo perto de onde estávamos.

- Sim, o deixei quase na entrada. Vemos-nos dentro em pouco pequena- e deixando um casto beijo na comissura de meus lábios, se retirou para pegar seu carro.

Caminhei resignada de volta ao carro onde Billy já me esperava dentro. Em silêncio saímos do cemitério com destino à oficina, já estava um pouco tarde para minha reunião com Crowdley, para variar.

-Billy... Isso, eu... Vamos, o que você viu... - não sabia por onde começar a me desculpar pelo que havia presenciado no estacionamento.

- Srta. Bella, não tem que explicar nada. Pode contar com minha descrição e silêncio todo o tempo- disse vendo-me pelo retrovisor.

- Obrigada Billy, prefiro que isso se mantenha em segredo pelo menos por alguns dias.

- assim será- finalizou colocando seu olhar atendo na autopista novamente. Na realidade era uma mulher de sorte. Primeiro Angela, e agora Billy. Não só tinha empregados leais, se não grandes amigos.

Chegamos ao escritório uns vinte minutos depois. Passei, como todas as manhãs, pelo andar de baixo agradecendo a todos e a cada um que haviam comparecido para fazer do baile um evento genial. Subi até meu andar onde encontrei Angela já sentada em sua mesa.

-Bom dia Srta. S. - ergui uma sobrancelha- Bella.

- Muito melhor. Bom dia para você também Angela. O que teremos para hoje- disse enquanto cruzava o corredor rumo à minha sala. Ela me seguiu e entrou, ficando no hall.

- Tinha uma reunião com o Sr. Crowdley há uns quinze minutos. O chamei para dizer que tinha tido um imprevisto e que chegaria um pouco mais tarde- retrocedeu alguns passou para pegar o telefone do hall. - O chamo para que suba?- perguntou agitando um pouco o telefone que já havia pegado com a mão esquerda.

- Sim, mas não agora. Primeiro preciso falar sobre algo com você- Vamos, segunda pessoa a que devo explicar o que viu. - Venha, sente-se aqui.

- Acontece algo, Bella?-perguntou timidamente enquanto sentava- se perto de mim.

- Sim, bem, não... Bem, mais ou menos.

- Bella não entendo. O que acontece? É algo do trabalho? Fiz algo errado à noite?

- Não... Não é nada disso. Primeiro devo agradecer por tudo o que você fez à noite. Estava estupenda e coordenou tudo com perfeição. Estou muito orgulhosa de ti, Angela...

- Eu estou muito orgulhosa de ti, Bella. Deslumbraste a todos ontem à noite, levou o Baile adiante. Renée estaria muito orgulhosa de você.

- Obrigada por seu apoio, Angela. Agora, em segundo lugar quero te pedir desculpas por não ter estado com você no café da manhã. Foi inaceitável que eu não estivesse lá, mas tenho certeza de que você foi estupenda.

- Sim, tudo saiu de acordo ao planejado. Os escritores se foram muito contentes e alguns estavam fazendo o check- out, quando eu voltei para o escritório.

- Perguntaram por mim?- perguntei enquanto ligava meu note para me preparar para a reunião com Crowdley.

- Sim, alguns, como Sr. Fox e a Sra. Carter. Só lhes disse que estava um pouco indisposta e por isso não havia chegado para o café da manhã.

- Esse é justamente o terceiro tema que deveria falar contigo- uff esta vinha difícil. Como diria à minha assistente: Vejamos ... Como te digo? Não fui ao café da manhã porque estava em uma banheira, fazendo amor com Edward.

- Não acho que seja algo que deva me explicar, Bella- sorriu de maneira cúmplice- Deve confiar em minha total descrição.

- Não duvido disso, Angela, mas acho que deve estar por dentro do que está acontecendo. Edward e eu estamos juntos desde há uns dias, pediu para que fosse sua namorada e eu aceitei. À noite ele havia preparado um brinde especial em uma das suítes do hotel e uma coisa levou à outra e me perdi no tempo e espaço. Por isso não cheguei a tempo do desjejum. Realmente sinto muito- confessei tudo de uma vez- Senti que tinha tirado um grande peso de cima de mim, mas um silêncio arrepiante que se apoderou do lugar, me disse que havia sido má idéia. Me sentia como uma sentenciada à morte, tendo diante de mim o carrasco que executaria a sentença me transpassando com o olhar. Depois de incontáveis segundos, um sorriso se desenhou no rosto de Angela.

- Não tem o que se desculpar comigo, Bella. Necessitava de uma noite assim para relaxar de toda a pressão do baile. Tinha o leve pressentimento de que algo estava acontecendo entre vocês , mas não foi até hoje de manhã que confirmei.

- Obrigada por sua compreensão, Angela, aprecio muito o gesto- a respondi aliviada.

- Pode contar comigo, Bella. Já era hora para que você se desse a oportunidade de ser feliz e Edward parece o homem indicado para você. Soube desde o dia em que o vi em seu escritório e que caiu nos braços dele. Parecem feitos um para o outro. - isso foi justamente o que senti, quando com ternura, Edward me fez dele. Éramos perfeitos um para o outro, suas curvas encaixavam perfeitamente com as minhas, formando uma engrenagem surpreendente.

- Sério? Pensa assim?- perguntei voltando mentalmente À CONVERSA.

- Claro que sim. Esse homem te olha com adoração, jamais havia visto algo assim. Não perca a oportunidade de ser feliz com Edward. Vocês merecem Bella...

- Eu sei, Angela, eu sei. Obrigada por tudo, é uma grande amiga.

- De nada Bella- disse enquanto se colocava de pé- Precisa de algo mais?

- Se por agora me desse um café carregado, agradeceria. E já pode chamar a fera- disse divertida, referindo-me Crowdley.

- Em seguida trago o café e a fera- respondeu piscando um olho e saindo da sala.

As palavras de Alice começaram a ecoar em minha cabeça. Uma festa surpresa... A idéia soava estupenda, mas junto de uma festa, sempre vem o presente. O que eu poderia dar ao homem que me havia dado tudo só com sua presença? Algo material seria muito impessoal, sem dúvida? De que servia um caro artefato eletrônico ou algum bem parecido se isso não representava tudo o que levo em meu coração por Edward? Devia ser original e especial, algo que lembre por toda a vida. Escutei uns passos aproximando de minha sala, tomei uma respiração e me acomodei na cadeira. Bem, aqui vamos... .

- Isabela, que agradável v que nos honra com sua presença a essa hora da manhã. - Vá. Começamos com sarcasmo e insolência.

-Sr. Crowdley devo dizer que o prazer é meu já que ontem não o vi no baile. Estive com todos os empregados da editora menos com você, Por acaso estava se escondendo de mim?- perguntei em tom ácido.

- Não, Isabella, não me viu, porque simplesmente não fui.

- Ok... E o fato se atribui a...?

- Que não queria ir. Não podia ver como uma inexperiente adolescente arruinava um evento como o Grande Baile Anual – respondeu com tom natural como se estivesse recitando a tabuada do um.

- Que pena que perdeu então o melhor Baile que a Swans Editors viu em anos! Foi um êxito realmente, deveria ter escutado todas as felicitações que recebi- Queria esse idiota falar com sarcasmo? Pois eu também poderia fazê-lo.

- Devem tê-la felicitado por felicitar somente. É impossível que você faça uma coisa bem feita.

- Bem, até aqui estava bem Sr. Crowdley. Eu sou sua chefe, a encarregada da Swan Editors até que meu pai regresse e por tanto exijo respeito- espetei ficando de pé.

- respeito? Você exige respeito? Uma menina mimada exige que um homem como eu me dobre aos seus caprichos? Está equivocada.

- Posso ser mais jovem que você por algumas... - pensei um momento e sorri- décadas. Mas isso não me faz menos capaz de manejar a empresa da minha família.

- Você, Isabella, maneja a empresa por ser a única descendente dos Swan e foi por obrigação que está sentada nesse posto, havendo gente aqui com mais experiência e capacidade que você- Assim que a isso se resumia tudo? Crowdley estava dolorido por não ser ele a manejar a editora?

- Alguém com mais experiência como você Sr. Crowdley?- perguntei erguendo uma sobrancelha.

- Claro Isabella, estou a vinte anos como editor chefe da Swan Editors e era eu quem merecia isso- disse aumentando a voz dessa vez. - Eu deveria estar aí em vez de uma fedelha que não sabe o que faz- gritou exasperado.

- Olha Crowdley, não vou suportar esse tipo de insultos em minha própria sala e te peço que saia agora mesmo- caminhei até onde estava e lhe mostrei amavelmente a saída. Recordei das poucas aulas de autogestão que recebi na Universidade de Seattle: jamais se ponha no nível de um subordinado e mantenha a calma. Pfff, manter a calma! .. O que queria era dar-lhe um pontapé no traseiro e tira-lo imediatamente dali.

- Vá... A menina Isabella está mostrando suas garras. Por acaso está dolorida pela verdade que estou lhe falando? Se realmente se sente incapaz de dirigir a empresa, deixe-a nas mãos dos experts.

- Deixar a companhia da minha família em suas mãos? Você está demente?

- E agora me acusa de demente. Insolente e também mal criada? Que caixinha de surpresas está sendo Isabelle Swan!- disse enquanto apertava meus braços com força.

- Já basta! Retire-se agora mesmo- gritei tratando de sair de seu agarre. Ao diabo as aulas de gestão. Isto já tinha me deixado farta. Em seguida um aroma familiar me golpeou com força.

- O que está acontecendo aqui?- perguntou Edward me olhando- No mesmo segundo notou que Crowdley me mentinha agarrada pelos braços e seus olhos se injetaram de fúria- Crowdley, que caralho você está fazendo? Solte imediatamente a Isabella! Agora!

- Vá, vá um cavalheiro de armadura brilhante em resgate à donzela em apuros- disse enquanto soltava seu agarre em meu braço. Em seguida Edward se aproximou de mim.

-Bella o que está acontecendo?- disse em tom irritado.

- O Sr. Crowdley pelo que parece não tem claro seu rol na empresa, Edward- disse arrumando minha roupa.

- Claro que o tenho claro Isabella, desgraçadamente tenho muito claro que uma fedelha como você acabará afundando o império Swan- de imediato Edward se afastou de mim em uma velocidade impossível e tomando de seu casaco levantou o punho para desferiu um golpe.

- Não, Edward, por favor, pára... - o tomei pelo braço obrigando-o a ver-me- Não faça isso- Edward fazendo caso ao meu pedido, abaixou o braço. Depois de tomar ar, falou para Crowdley.

- Olha seu pedaço inútil, não volte a falar assim com Bella ou não respondo pela visita ao cirurgião plástico que logo deverá fazer, assim que meu punho conheça oficialmente sua cara imunda. Entendido?

- Solte-me Cullen!- ele gritou para Edward que não relaxou a postura e o mantinha seguro pelo paletó – Não tenho porque lhe fazer caso e nem a inexperiente menininha aqui presente e muito pior a um simples advogado com suas absurdas ameaças. O que você é para ela depois de tudo? – senti que o tempo parou nesse mesmo momento.

- Bella é minha m. - não, por favor, Edward, não!- melhor cliente- respondeu exalando todo o ar contido em seus pulmões- O recordo que na qualidade de advogado posso processá-lo por assédio no trabalho e acredite que eu sei como afundar a cretinos como você- disse com aprumo- Eu, de minha parte também respirei, Edward esteve a ponto de nos delatar diante desse inútil.

- Não me ameace e nem me falte com o respeito Sr. Cullen, que facilmente posso passar por seu pai.

- Graças aos céus que não o é, o meu é imensamente mais respeitável e de melhor qualidade moral que você- -Touché Edward!

- Poderia me soltar, Sr. Cullen? Devo ir trabalhar, ao menos alguém aqui deve fazê-lo- espetou.

- Não quero ficar sabendo que ergueu a voz e muito pior que tenha tocado minha... Cliente- enquanto o soltava- Caso contrário o verei nos tribunais- Crowdley em seguida tratou de arrumar seu paletó e pegando uns documentos que havia deixado no sofá, tratou de sair da sala. Edward caminhou até a porta e a fechou.

- Bella, me explica... O que aconteceu com esse imbecil?- acariciou meus cabelos enquanto me apertava em seu peito em um abraço.

- Crowdley se comportou de forma grosseira comigo e as coisas saíram um pouco de controle- disse murmurando contra seu peito, meu porto seguro.

- Bella, ele te machucou?- neguei enérgica com a cabeça- Por que não me avisou antes? Escutei os gritos desde a minha sala e Angela me disse que estava com ele.

- Não achei que se portaria assim Edward... E não... - me interrompeu tomando meu rosto entre suas mãos.

- Bella, me prometeu na última vez que me diria quando tivesse algum problema com esse idiota. Eu sou seu namorado Bella, seu homem para efeito prático, o que está aqui para cuidar de você e te proteger com minha vida *. Por que faltou com sua promessa? Por quê?

* Também quero um homem que me diga isso. *suspira*

- Eu não sei Edward... Tudo aconteceu tão rápido que não pude fazer nada, eu... - me apertei ainda mais a ele e comecei a soluçar. Não pelo que havia acontecido com Crowdley, se não por ter faltado à promessa de Edward... Meu homem.

- Shhhh, não estou reclamando nada minha pequena. Calma. - passou uma mão por minha cabeça enquanto acariciava meus cachos- Vê como é necessário que todos saibam quem eu sou para você? Quase não me contive em dizer que você é... Minha mulher!

- Eu sei Edward e obrigada por não falar. Prometo que esse tipo de coisas não vai voltar a acontecer.

- Claro que não vão acontecer. Vou preparar a denúncia por assedio no trabalho para que você assine. Não pretendo ver esse cara nem um segundo mais, perto de você.

- Edward, não... - pedi- Isso não é o que Charlie iria querer.

- Bella, por favor, seja consciente. Se não houvesse chegado a tempo e esse cara tivesse te feito algo, eu não seria capaz de suportar que algo de mal te acontecesse. Precisa despedi-lo agora.

- Não sei como Charlie receberia a notícia, é um de seus melhores empregados.

- Mas também é o homem que faltou com o respeito para com sua filha, isso pesa muito mais pequena. Vou preparar a revisão e está tarde estará pronta.

- Edward, não posso despedir Crowdley agora. Querendo ou não ele comanda a editora em minha ausência pela viagem- Edward se separou um pouco de mim e olhando- me fixamente nos olhos, ergueu uma sobrancelha- Não estou dando desculpa, é só uma questão de conveniência. Além do mais não estarei por aqui e por isso não há risco de mais problemas.

- Então será quando voltar. Não quero ver esse maldito perto de minha mulher- finalizou.

- Sua mulher... - murmurei algo incrédula.

- Assim é Srta. Swan, desde ontem à noite, você me pertence de corpo e alma, igual eu a você. Estamos destinados a ficar juntos, não?

- Juntos sempre- sorri antes de beijar seus lábios. Aquele simples roçar estava começando a acender todas minhas terminações sensitivas, enviando sinais ao meu sexo que latejou em resposta. Edward que havia começado a mover seus lábios com mais ímpeto, estava na mesma situação, já que senti um vultinho crescer em suas calças.

- Pode ver o tipo de reações que provoca em mim?- sussurrou em meu ouvido. As reações de Edward eram um tanto visíveis. Mas e as minhas? Minha pobre calcinha estava em situação pior. - Devo voltar ao trabalho. Essa tarde irei ao fórum por uma causa e não sei se te alcançarei aqui.

- Planejei sair cedo para começar a fazer minhas malas. Saio domingo muito cedo- disse com nostalgia.

- Não imagina a falta que me fará, Bella. Não sei como sobrevivi tanto tempo sem você.

- Eu também não sei Edward... Também não sei- estivemos abraçados por um par de minutos e contra minha própria vontade tive que deixar que Edward voltasse para seu escritório. Tratei de me focar, procurando na mídia as reações sobre o Baile, todos coincidiam de que tinha sido majestoso e muito bem cuidado nos detalhes.

- Consegui mamãe- lhe disse dando uma olhada para a foto sobre minha mesa. Lembrei então que no escritório faltava algo, a foto sobre a mesa- Angela, viu uma foto que tinha em cima da minha mesa?- disse falando pelo viva voz do telefone.

- A que foto se refere?- perguntou.

- Uma em que estou sozinha abraçada às minhas pernas, sentada na areia- tentei lembrar dos detalhes da fotografia que tinha sido tirada por meu pai em uma viagem a La Jolla, uma praia de San Diego.

- Não Bella, não a vi há alguns dias. Pensei que você a tinha tirado daí.

- Talvez tenha caído atrás da mesa, outra hora eu procuro... Obrigada Angela.- encerrei a chamada e de imediato uma luzinha se acendeu em minha cabeça: La Jolla! Claro, o presente perfeito para Edward. Deveria levá-lo para um fim de semana na casa que temos lá e presenteá-lo com uma sessão de massagem no local aonde íamos com Renée para relaxar. Perfeito! Tenho seu presente, Edward...

Saí do escritório por volta das 5PM. Como tinha dito a Edward, tinha que fazer as malas para minha viagem ao Mississipi com Charlie. Jantei algo leve e ao terminar de empacotar e depois de uma ducha fria, fui direto para a cama. Era perto das 10 PM quando escutei meu telefone tocar.

- Não imagina a falta que me faz aqui, pequena- escutei sua inconfundível voz, do outro lado do telefone- Não posso dormir, Bella, preciso do seu calor.

- Estando dando volta na cama faz uma hora, Edward, tão pouco posso dormir- respondi.

- Preciso do seu aroma, o calor que emana dos seus peitos, preciso da sua pequena marquinha perto do coração- Edward tinha notado a pinta que tenho entre meus peitos? Muito observador!

- Eu também sinto sua falta, Edward. Me sinto tão só nessa cama.

- Pois não fale mais, não posso permitir que minha pequena se sinta só. Estou indo pra ai nesse momento.

- Não Edward... Isso, isso não seria prudente- contestei tentando evitar assim, que cometesse uma loucura.

- Bella, preciso de você aqui comigo- disse quase em um sussurro.

- Eu também preciso de você, Edward, mas agora não é certo nos vermos. Tenho uma idéia, coloque um par de almofadas ao seu lado e faça de conta que sou eu.

-Bella, jamais poderá se comparar a um ridículo par de almofadas. Não tem sua suavidade, nem suas curvas e muito pior, nem seu aroma.

- Eu sei, foi a única coisa que me ocorreu. - escutei sua risadinha musical do outro lado e ri também.

- Deve descansar. Suponho que amanhã terá um dia muito cansativo preparando tudo.

- Sim, ainda tenho que contratar o helicóptero ambulância que levará |Charlie até o Hospital onde nos espera o Dr. Miller.

- Então é hora de dormir minha pequena, descanse.

- Você também, Edward, descanse... Adeus- disse encerrando a chamada.

Depois de falar com Edward sem dúvida, o descanso foi reparador, não queria admitir, mas ter feito amor duas vezes, dormindo poucas horas essa noite havia me deixado exausta.

Deixei minhas últimas instruções para Angela, por email. Sabia que Crowdley se arrebentaria de ira, mas pedi que nenhuma decisão de Crowdley fosse definitiva, sem minha prévia autorização, ou de Angela. Já me acertaria com a fera quando voltasse.

Falei com Edward um par de vezes durante o dia. Céus... Como ia me fazer falta esse homem! Saímos do heliporto quase às 6 da manhã de domingo, rumo ao Estado das Magnólias, como é conhecido. O vôo demorou apenas 90 minutos, ao chegar, Dr. Miller nos esperava no centro Médico da Universidade de Mississipi na cidade de Jackson. Nos mostrou as instalações indicando que esse hospital era o líder em tratamentos inovadores para pacientes com a patologia de Charlie. Logo que nos acomodamos no enorme quarto particular onde meu pai ficaria durante sua estadia no hospital, se retirou dando-nos privacidade.

- Papai, devo ir me registrar no hotel onde vou ficar esses dias. Chama-se Jackson Marriot e está a poucas quadras daqui. Vou pedir à enfermeira que fique contigo enquanto eu volto. Está de acordo com isso?- assentiu ligeiramente. Era certo que ainda não havia recuperado toda a capacidade de falar, mas conseguia nos entender perfeitamente. – Voltarei dentro em pouco. Certo? Te amo, papai. - disse depositando em beijo em sua testa e saindo do quarto.

Depois de sair do quarto e deixando a enfermeira encarregada dele, caminhei até o hotel. Não era difícil, se via desde o hospital. Angela o havia reservado há uns dias por isso era só chegar e me registrar. Entregaram-me a chave de uma suíte muito luxuosa, ao entrar, uma sensação de melancolia me atingiu. Não era a mesma cidade, nem tão pouco o mesmo hotel, sem se que era a mesma cadeia, mas me recordava tanto a suíte do Four Seasons onde estive com Edward na noite do baile.

Edward! Caralho! Prometi ligar para ele quando chegasse...

- Bella, já estava preocupado. Onde está? Está bem?- perguntou algo desesperado.

- Sim, Edward, sinto muito. Esqueci de ligar novamente o celular. Acabo de entrar na minha suíte do hotel. Saudades- sussurrei.

- Não mais que eu pequena. Como foi a viagem?

- Bem, foi curta mais cômoda. Se não fosse tão caro, usaria esse meio de transporte mais vezes- brinquei.

- Vai ficar no hospital todo o dia?- perguntou.

- Sim, virei só dormir e comer um pouco. Justo agora devo ir pra lá. Estarei te ligando no transcorrer do dia. Certo?

- Esperarei sua ligação então. Para não morrer louco entre essas quatro paredes irei para a casa dos meus pais pelo resto do dia.

- Me parece excelente idéia, mande meus cumprimentos a Esme e Carlisle.

- Farei isso, adeus minha Bella- disse com tom triste.

Deixei minha bagagem no quarto e saí de volta para o hospital. Longas e intermináveis horas nos esperavam lá. De um médico a outro, de um exame para o outro. Cheguei cansada no hotel, por volta das 23h, logo que deixei Charlie dormindo. Havia falado com Edward durante a tarde assim que achei cruel ligar para ele a essa hora.

A tônica do dia seguinte foi a mesma do anterior e um aviso do que seriam os primeiros sete dias. Chegava no hospital às 8h e saia às 23h, as melhoras de papai eram formidáveis, já estava começando com a terapia física e tinha dado, com a ajuda do aparelho de caminhar, seus primeiros passos. Liguei para Edward chorando de emoção e disse que morria para estar comigo nesse momento, compartilhando essa alegria.

Alegria que durou pouco já que o Dr. Miller me comunicou que nossa estadia deveria se estender por mais uns quatro dias. Fiz mentalmente a conta e vi que com mais quatro dias, seria 20, o aniversário de Edward. Tratei de negociar com o Dr. Miller e ele conseguiu baixar a pena em um dia, com isso conseguiria voltar para Chicago dia 19. Liguei em seguida par Alice para comunicá-la a mudança de planos. Tinha estado falando com ela toda a semana sobre a surpresa de Edward.

- Alice, acho que tenho más notícias- comecei dizendo.

- Más notícias? O que foi Bella?- perguntou Alice do outro lado.

- O Dr. Miller precisa que fiquemos até o dia 20.

- Não pode ser!- disse Alice surpresa.

- Sim, tratei de diminuir a pena, mas só consegui que me liberasse um dia antes. Lamento não poder estar aí para te ajudar com as coisas de Edward.

- Não se preocupe Bella, sei como me arranjar sozinha. Lembra da minha festa de aniversário?- respondeu divertida.

- Há algo que possa fazer para te ajudar? – perguntei. Não é que fosse de grande ajuda estando em outro estado, mas não perdia nada em perguntar.

- Sim, de fato há algo que pode fazer. Quão boa mentirosa pode ser?

- Isso de mentir não sou boa Alice. O que está tramando?- Há poucos dias tinha tido contato com Alice, mas eram suficientes para saber que trazia algo em suas mãos.

- Se queremos fazer uma surpresa a Edward, tem que ser integral, começando por você. Edward sabe que estará em Jackson até dia 19?

- Não, ainda não. O Dr. Acabou de me dizer e liguei para você primeiro.

- Perfeito então! Preciso que ligue para Edward e diga que estará fora de Chicago até o dia 21.

-Alice, mas isso não é certo. Eu regressarei bem a tempo para seu aniversário.

- Eu seu Bella, é só uma mentirinha piedosa. Faremos meu irmão acreditar que você não chegará até o dia seguinte e quando te ver no apartamento dele BOOOMMM... SURPRESA!

- Gosto da idéia Alice, mas não é um pouco cruel? O faremos sofres desnecessariamente.

- Verá que sua reação será incrível, vale a pena fazê-lo sofrer um pouco. Vai me ajudar minha irmãzinha querida?- podia jurar que Alice estava fazendo bico e batendo os cílios.

- Está bem. Espero que Edward não se irrite. Te ligo quando falar com ele. Tá?

- Bella, é a melhor! Sorte e adeus!- disse antes de encerrar a chamada. Detestei a idéia de fazer meu Edward sofrer, mas Alice tinha razão, a reação de Edward seria de verdade de surpresa ao me ver ali.

Liguei para Edward para lhe dar a "má notícia" e menti dizendo que havia feito o possível, mas não conseguiria regressar até dia 21. Edward não aceitou muito bem, o tom melancólico em sua voz o entregava. Pobre Edward! Com certeza sentia tanta falta de mim quanto eu dele. Voltei a ligar para Alice que dava saltinhos de alegria enquanto lhe contar sobre a areação de |Edward. Como cedi a isso sabendo que não fazia nenhum bem a ele? Os dias restantes começaram a passar ainda mais lentos que os anteriores. Nossas ligações eram mais freqüentes, entre palavras tristes nos dizíamos o quanto sentíamos falta um do outro. Meu corpo cada dia reclamava a ausência do meu homem, creio que mais uns dias aqui e meus hormônios teriam organizado um feriado nacional.

Dia 19, bem cedo pela manhã, preparamos tudo para sair do hospital. Os tratamentos tinha sido excelentes e tínhamos tudo o necessário para começarmos a fazê-las em casa. Deram alta a Charlie por volta das 17h e fomos direto para o heliporto. Chegamos em casa por volta das 21h, de sexta e assim que deixei Charlie dormindo em seu quarto, fui para o meu.

O dia esperado tinha chegado. Alice me proibiu de ligar para Edward o dia todo, senão não seria surpresa, morria por vê-lo, beijá-lo e prometer nunca mais afastar-me dele tantos dias. A manhã se fez eterna até que quase meio dia, Alice ligou.

- Bella, pronta para a surpresa?

- Algo assim- respondi algo- A que horas planejou ir para o apartamento de Edward?

- Emmett o levará a um bar depois das 17h. Rosalie e eu estaremos decorando a casa enquanto Esme leva os aperitivos e o bolo. Emmett deve voltar às 20h com Edward, assim que você chegará um pouco antes.

- Perfeito. Isso me dá tempo de buscar o presente de Edward. O que acha se eu chegar às 19h?

- Excelente. Não sabe como Edward vai se surpreender quando te ver. Nos vemos às 19, Bella!

_ nos vemos, Alice- Saí depois de alguns segundos em meu carro. Não queria que Billy soubesse onde ia, assim desempoeirei meu mini Cooper azul e fui direto para o centro. A primeira parada era Victoria Secret´s , era parte do presente que tinha planejado para assessoria a uma amável senhorita que me ajudou a uma calcinha branca que vi no último desfile da coleção Angels deste ano. Era um precioso fio dental, com um mini triangulo em malha bordada de flores na parte da frente, sustentada por duas delicadas e finas tiras que complementavam a peça, dando um toque angelical e muito, mas muito sexy e que com certeza enlouqueceria Edward. Uma vez que paguei, saí da loja com um grande sorriso direto para a agência de viagens que ficava a poucas quadras. Comprei as passagens de avião pra San Diego com data em aberto, solicitando que depois de minha confirmação de data da viagem, reservassem também, sessões de massagens na Estância La Jolla Hotel e Spa, um luxuoso resort em San Diego, de tipo rústico e muito perto de LA Jolla.

Guardei as passagens dentro de uma caixinha colorida, os escondi muito bem, no fundo e sobre eles coloquei a calcinha branca. Voltei para casa às 16h, com tempo certo para me arrumar para ir para a casa de Edward. Alice me deu o endereço por telefone, era bem perto do escritório e com certeza não me perderia. À noite, também usaria meu mini Cooper e assim daria um descanso a Billy. Depois de uma ducha onde limpei meticulosamente cada poro do meu corpo, saí quase enrugada como uma passa de tanto tempo que fiquei debaixo da água. Me enrolei em meu roupão de banho rosa e fui para o quarto para continuar com o ritual de beleza.

Estive um longo tempo escolhendo o que colocar essa noite, tinha cabides e cabides de vestidos sem usar e está noite deveria ficar deslumbrante. Passei com cuidado cada vestido, examinando-o e decidindo se era o indicado ou não. Antes de chegar à metade do segundo guarda roupa encontrei o que estava procurando. Um mini vestido da coleção Resort 2010 de Missoni, era um vestido inspirado em traços étnicos, mas em cores pastéis celeste, verde água e amarelo claro. Solto na parte de cima, o decote se formava ao deixar cair a parte direita deixando descoberta totalmente o ombro. A parte debaixo do mini vestido era de corte reto e ajustado. Era perfeito!

O acompanharia com saltos Louboutin cinza que dava com os tons do vestido. Realmente era uma grande escolha. O peguei com cuidado e o deixei sobre a cama enquanto buscava minha calcinha. Abri a gaveta e a primeira coisa que vi foi a liga branca que Alice colocou em minha sacola em Nova York. Uma tentadora proposta, mas deixaria para outra ocasião, "talvez poderia levá-la para San Diego", pensei. Escolhi outras mais clássicas, uma calcinha pequena da cor branca que se ajustava perfeitamente às minhas curvas. Decidi deixar o cabelo solto já que meus cachos eram um caso perdido, só os arrumei nas pontas para dar a sensação de cascata. Uma maquiagem discreta, meu perfume preferido e estava pronta para sair.

Avisei a Sue que sairia e que não me esperassem acordados. Cheguei no centro novamente, pouco antes das 7PM, mas de um momento par ao outro, virei na rua errada e me perdi. Estava dando voltas há quase 40 min, tentei ligar para Alice, mas não atendia ao telefone. Depois da décima chamada, atendeu.

- Bella, onde está? Edward está para chegar ainda não está aqui.

- Alice, me perdi. Estou na Rua Vernue, quase chegando à esquina com Hubard- a escutei rir.

- Bella está atrás do edifício de Edward. Avance até West Ohio e vire para Ave. Fullerton. Tem um edifício tipo industrial, é esse.

- Décimo oitavo andar?- perguntei para confirmar a informação que me dera de tarde.

- Correto, anda logo que não temos muito tempo.

Segui ao pé da letra as instruções de Alice e estacionei meu mino Cooper perto do edifício. Calçada com uns saltos impossíveis, cruzei correndo a rua com minha caixinha na mão. Entrei no edifício e o elevador me levou direto ao 18º andar, onde em poucos minutos voltaria a ver meu Edward. Antes de bater à porta Alice abriu me arrastando para dentro. Fiquei pasma com o que vi. O apartamento de Edward tinha uma sala realmente grande. Era espaçosa e sem separações. Uma parede coberta com grandes janelas e um bem cuidado piso de madeira era o que mais ressaltava o lugar, além da ausência de móveis, apenas haviam uns quantos e bem masculinos. Eram umas poltronas de couro que acompanhavam um sofá preto, no extremo esquerdo da grande sala uma mesa com algumas cadeiras bem de frente a uma completa livraria. No outro extremo um piano se sobressaía imponente e continuo a uma janela panorâmica, e à minha direita uma pequena cozinha junto a uma escada em caracol para o piso superior. Todo o local tinha a essência de Edward: forte, masculino e imponente.

Ainda estava processando toda a imagem à minha frente quando Alice me arrastou até um quarto. Imediatamente depois de abrir a porta, um odor familiar me atingiu, soube então onde Alice estava me levando: o quarto de Edward.

- Fique muito tranqüila aqui, sim? Assim que Edward chegar, com certeza vai querer vir até seu quarto e levará a verdadeira surpresa.

- Tem certeza que isso é uma boa idéia Alice?- perguntei ainda receosa.

- Sim Bella... Acredite, eu sei o que faço, o conheço- disse divertida enquanto golpeava ligeiramente sua testa- Edward vai adorar. Devo ir, não faça muito ruído- disse saindo do quarto, deixando a luz acesa. Virei-me e fiquei maravilhada com a vista, o quarto de Edward era muito parecido com o resto de seu apartamento. Um quarto simples, mas grande, também se caracterizava também pelos poucos móveis. Ao fundo uma porta para o banheiro junto a um grande armário. No centro do quarto uma cama tamanho King era coberta por um jogo de cama cinza e masculina, com almofadas fofas. Para complementar a escassa decoração, dois abajures de desenho industrial sobre cada lado da cama.

Não resisti à tentação e deitei na cama fofa, deixando o presente de Edward sobre a mesma. Enchi meus pulmões com seu aroma. Deus, quanta saudade tinha sentido de Edward! Mantive-me nessa posição até que notei que os ruídos lá fora tinham cessado, com certeza Edward estava para chegar.

Em seguida me coloquei de pé e fiquei no centro do quarto. As luzes de fora se apagaram e eu imitei a ação. Uns minutos depois escutei a porta do apartamento abrir-se e as luzes acenderem, nesse instante o conhecido grito de SURPREZA! Rompeu o silêncio.

Quis me aproximar mais da porta e espiar um pouco o que estava acontecendo lá fora.

- Feliz aniversário Edward!- escutei Alice dizer alegremente,

- Não vem de bom humor Ali- reconheci a voz de Emmett.

- Necessito dormir, boa noite a todos- a voz de Edward se escutava cada vez mais próxima do quarto, meu coração batia a mil, entre emocionado e assustado. Abriu a porta com força e acendeu a luz. Se via impossivelmente mais bonito do que me recordava, com um casaco na mão, barba de dois dias, cabelos despenteados e seu olhar fixo no chão, definitivamente parecia triste. Não notou que eu estava ali, assim tive que fazer minha presença visível.

- Feliz aniversário, Edward!- minha voz saiu quase em um sussurro. De imediato Edward levantou o olhar e seus profundos olhos verdes me examinaram por completo. Ao voltar a conectar seu cérebro, Edward correu até o centro do quarto e me levantou pela cintura.

- Bella, Bella minha pequena. Voltou! Está aqui! Não posso acreditar, você... Você estava em Jackson! Meu anjo... Voltou. - disse me colocando novamente no chão e tocando meu rosto com suas mãos- É real, está aqui.

- Sim, Edward, eu voltei. Devo dizer surpresa?- sorri timidamente. Em seguida me pegou de novo pela cintura e me levantou no ar. Começou a dar voltas, parando depois da terceira volta. Subi minhas pernas na altura da sua cintura e as envolvi nela, para me sustentar melhor. Aproveitei essa nova posição para pegar seu rosto e ver seus olhos. Essas poderosas esmeraldas que tanta falta tinham me feito. Segui com meu olhar o caminho que levava aos seus lábios, passando por seu perfeito nariz. Ao chegar a eles, não suportei a tentação e os beijei. Edward, que também havia pego meu rosto entre suas mãos tomou o controle do beijo em seguida. Desfrutamos incontáveis minutos de nossos lábios, reconhecendo-nos e saboreando-nos, sem pressa. Abri um pouco minha boca, convidando sua língua a entrar, brincamos com nossas línguas em uma deliciosa batalha. Nossas respirações se faziam cada vez mais pesadas. Edward havia nos empurrado pouco a pouco até uma parede de seu quarto, batendo minhas costas contra a mesma. Agarrei-me a seu cabelo acobreado e segui beijando-o com selvageria. Meus pulmões protestavam por ar e um gemido que saiu dos lábios de Edward indicavam que ele também precisava de ar.

Rompemos o beijo bruscamente, sem desconectarmos nossos olhares.

- Está aqui- voltou a sussurrar.

-Sim Edward, eu estou aqui- disse juntando nossas testas.

- Quanto senti sua falta, pequena- confessou com os olhos fechados.

- Também me fizeste muita falta.

- Enganadora! Podia jurar que você foi cúmplice disso.

- E perder a cara que você fez quando me viu aqui? Impossível! Claro que ajudei a planejar sua surpresa.

- E vai me pagar pequena.

- Estaríamos empatados Sr. Cullen, ainda não esqueci o seqüestro de minha calcinha- sorri. Pelos segundos seguintes Edward se dedicou a repartir pequenos beijos por todo meu rosto. Beijou com delicadeza minhas pálpebras que se mantinhas fechadas para desfrutar da sensação, logo passou por minhas coradas bochechas, deixando também outro pequeno beijo na ponta de meu nariz para morrer em meus lábios. Este beijo, ainda que tivesse menos força que o anterior, tinha mais significado, lento e a consciência demonstrava tudo o que nossos corpos havia sentido falta um do outro. Minha calcinha não havia perdido tempo e já se encontravam molhadas por causa da excitação e meu traseiro registrou a não usual proeminência da calca de Edward, em uma zona específica.

- Edward, será melhor que saiamos – disse ao romper o beijo. Esta vez era eu quem repartia pequenos beijos por seu rosto- Alice preparou muitas coisas e não é justo que fiquemos metidos aqui a noite toda.

- Não me interessa nenhum outro presente além de você, Bella. Não quero sair daqui.

- Edward!- o repreendi.

- Entendo, entendo. Vamos...

- Por mais que me encante a posição, poderia me descer, por favor?- lhe pedi enquanto sorria.

- Não, tem algo que devo fazer e o farei enquanto te tenha nessa posição- disse enquanto colocava ambas as mãos em meu traseiro.

- Edward, o que pensa em fazer?- perguntei algo aterrorizada enquanto voltávamos para a sala.

- Já verá- respondeu com gesto casual. Edward caminhava rapidamente par a sala suportando meu peso unicamente em suas mãos agarrando minha bunda.

- Edward! Encontrou sua surpresa!- escutei Alice dizer emocionada. Me encontrando nessa posição, todo meu campo visual era nulo, já que todos estavam às minhas costas.

- Não Alice, não encontrei uma surpresa... Encontrei minha namorada- disse com um toque de orgulho na voz. Em seguida assimilei suas palavras. Edward estava confessando pela primeira vez em público que eu e ele estávamos juntos. Quando o vendaval Alice me arrastou para o quarto quando cheguei, não notei quem estava na sala. A quem ele estaria fazendo essa confissão?

- Filho que felicidade!- escutei Esme dizer. Quis me virar, mas os braços de Edward me impediam. Sentia-me incômoda estando assim. Devido ao fato de que minhas pernas estavam enroladas na cintura de Edward, meu vestido havia subido o suficiente para se converter em um embaraçoso espetáculo.

- Edward me desce, por favor- meu vaidoso só sorriu e atendeu meu pedido. Tratei de reacomodar meu vestido e depois de fazê-lo, me virei para descobrir quem era o público. Sorri ao ver que na sala só estavam Alice, Esme abraçada a Carlisle e Rosalie junto ao seu noivo Emmett. Não poderia estar mais contente, agora sua família e amigos já sabiam e isso nos evitava manter-nos escondidos na frente deles.

Esme abandonou o abraço de Carlisle e se aproximou de mim. Passou uma mão por meu cabelo e sorriu.

- Meu instinto de mãe nunca falha, sabia que vocês terminariam juntos. Bem vinda à família Cullen, Bella...

- Obrigada Esme... Eu... - me interrompeu a força de seu abraço. Uf... E eu que achei que a única Cullen efusiva aqui era Alice. Em seguida me soltou e permitiu que Carlisle se aproximasse.

- Bella, que boa notícia nos deram. Felicitações aos dois. - Carlisle bateu nas costas de Edward e me presenteou um enorme sorriso. Como pude ter medo da reação da família se todos foram tão bons comigo?

- Eu já sabia de fato minha nova irmãzinha me ajudou a planejar tudo- disse uma muito sorridente Alice.

- Conseguiu garota. Aposto que o Versace teve muito a ver com isso. - me sussurrou Rosalie enquanto me dava um abraço- Vem, te apresento oficialmente Emmett- disse enquanto esticava sua mão para um homem de cabelos escuros cacheados, alto e musculoso. Eu sabia de sua existência, era parte da firma de advogados que defendia a Swan Editors por anos, mas nunca me apresentaram pessoalmente.

- A grande Isabella Swan. A mulher que roubou o coração de Edward Cullen. Por fim, é um prazer conhecê-la!- disse enquanto me levantava no ar em um abraço.

- Emmett solte-a que pode machucá-la- rosnou Edward.

- Vai, a gente já não pode abraçar as pessoas aqui, é? O lado possessivo não se foi Cullen- brincou Emmett enquanto me colocava no chão de volta.

A noite começou a transcorrer em um ambiente familiar, brincadeiras e gestos de carinho que me faziam sentir em casa. Esme tinha feito um bolo de chocolate com recheio de manjar delicioso, Emmett tinha trazido umas quantas cervejas e Alice acho que seria boa idéia brincar de mímica. Colocou-nos em duplas, sendo ela a juíza. Cada casal tinha 10 palavras para adivinhas e dois minutos para fazer. Combinei com Edward que ele faria os gestos e eu tentaria adivinhar. Meu Adonis se via tão formoso fazendo caretas graciosas, mas no fim quem ganhou o jogo foram Esme e Carlisle que adivinharam 9 das 10, se conheciam que inclusive antes de Esme fazer um movimento Carlisle já sabia a palavra certa.

Ao chegar a hora dos presentes, decidi deixar o meu para o final, de qualquer forma não estava na mesa e sim na cama. Esme e Carlisle o presentearam com um lindo relógio que tinha gravado EC. Esme ao entregar, lhe deu uma bela explicação: "Vê essas letras? Tem um duplo significado. Quer dizer que Esme e Carlisle criaram com muito amor Edward Cullen. Te amamos filho."

Alice o presenteou com uma coleção de livros que por estarem embrulhados em papel escuro, não dava para ver que tipo de livros eram. Rosalie e Emmett por outro lado, o presentearam com um jogo de cadernos de partitura em branco, estimulando assim o lado musical de meu Edward.

- Ainda que deteste as surpresas, essa foi de longe a melhor de toda minha vida- disse enquanto me abraçava pelas costas para logo beijar meus cabelos.

Por volta de meia noite, Emmett e Rosalie se desculparam e foram para casa, uns minutos depois também o fizeram Esme, Carlisle e Alice, sem antes me agradecer por ser cúmplice na surpresa. Comecei a recolher os pratos do bolo que tinha ficado na pequena mesa e os levei para a cozinha. Apesar de que Edward morava sozinho, a organização reinante em seu apartamento era assombrosa. Na cozinha cada coisa estava perfeitamente posicionada apesar de não ser tão grande o espaço.

Estava esfregando os últimos pratos quando senti sua mão em meu quadril e outra afastando meu cabelo para beijar meu pescoço.

-Vê que não era tão difícil dizer para minha família? Já te consideram parte dela- murmurou enquanto continuava repartindo beijos. - Uhum- sabia que minha voz sairia rouca por causa de excitação que Edward estava causando em mim, assim que me limitei a me manter com monossílabos.

- Minha pequena, senti tanta falta do seu cheiro de frésias. Angela estava achando que estava ficando louco, pois passava todos os dias na loja da mãe dela para comprar suas flores e colocá-las na minha sala.

- Oh Edward!- disse virando-me- Eu também senti sua falta, uma pene que seu aroma seja tão único que não tem com o que compará-lo.

Segurando- me pelas costas me aproximou ainda mais a ele seus lábios capturaram os meus em um necessitado beijo. Suas mãos me levantaram e me deixaram sentada em cima do lava- louças. Minhas mãos percorriam seu lindo cabelo acobreado desarrumando-o ainda mais enquanto as suas que desancavam em minha cintura, passaram lentamente para meus peitos onde brindou uma suave massagem, meus mamilos ficaram eretos em seguidas em resposta as suas carícias.

-Preciso tanto de você Bella- disse enquanto beijava meu pescoço e ombros.

- Eu também preciso de você Edward- aquelas palavras foram suficientes para que Edward me pegasse pelas pernas e me jogasse sobre os ombros, me levando voando para o quarto.

- Vem- disse estendendo-lhe a mão- Ainda não abriu meu presente.

-Achei que você era o meu presente Bella. Que outro presente posso pedir além da minha pequena aqui?

- Pois então terá presente duplo. A mim você já tem já há algumas semanas, mas tenho algo mais para ti- alcancei a caixinha que estava no outro extremo da cama e a entreguei. Soltou devagarzinho laço que a prendia e ao abrir a tampa, um gesto de surpresa e incredulidade se desenhou em seu rosto.

- Calcinha? Minha namorada me presenteia calcinha?- disse divertido enquanto a tirava da caixa e me mostrava- Ainda que deva dizer que é linda, acho que se veria melhor em você que em mim, Bella.

- Pensei que se te desse uma calcinha você me devolveria a que pegou de mim no hotel. A quero de volta- pontuei.

- Não senhorita Swan, lamento lhe comunicar que ainda que me desse toda a loja da Victoria Secret´s essa calcinha em particular seguiria sendo minha. Me lembra o dia que te fiz mulher, minha mulher- se aproximou e deixou um casto beijo.

- Bem vejo que não ganharei essa. Mas a calcinha não era o presente em si. Olhe o fundo da caixa, Edward. – Edward voltou a pegar a caixa em suas mãos e tirou a passagem. As olhou por um longo tempo até que se atreveu a perguntar.

- Que significam Bella? Por que tem uma passagem em meu nome com destino a Califórnia?

- Se prestar atenção, a outra é uma passagem em meu nome. Esse é meu presente, um fim de semana em San Diego. Temos uma casa em La Jolla, uma praia privada e me ocorreu ir passar uns dias de relax completo, só para nós. Talvez possamos fazê-lo uns dias antes da audiência com Denali para...

- Pequena, você é o melhor que já me aconteceu... Não sabe como me faz feliz- me interrompeu. Deixando a caixa, a calcinha e as passagens de um lado correu para me beijar. A força com que o fez, me derrubou na cama o que só pude responder agarrando- me a sua camisa pela parte da frente.

Meu corpo reclamava aos gritos pelo dele, assim que sem perder mais tempo, desabotoei rapidamente sua camisa. Ao chegar ao último voltei minha mão para seus ombros, passando pelo centro de seu peito, desfrutando assim da sensação de meus dedos em seu perfeito corpo.

Empurrei sua camisa pelos ombros, indicando que já estava pronta para ser retirada. Ele rompeu o beijo nesse momento.

- Temos pressa, pequena?- disse enquanto seus lábios delineavam minha mandíbula.

- Edward- consegui dizer.

- Diga- me, Bella- respondeu com voz áspera. Notava-se cheia de desejo e antecipação.

- Faz amos comigo- disse pegando-o pelo rosto e obrigando que me olhasse.

- Não faz falta que você peça, pequena, penso em te fazer minha agora mesmo- respondeu enquanto se separava de mim para tirar sua camisa já desabotoada. Quis me levantar para começar a tirar meu vestido, mas me parou em seguida- Esse trabalho é meu, Bella, só eu tenho a tarefa de desnudar a minha deusa.

Lentamente enquanto beijava meu pescoço, desceu a única manga que sustentava meu vestido no lugar, descendo até a metade de meu braço. Pegou-me delicadamente pelo cotovelo e em um rápido movimento se livrou da manga por completo, logo repetiu o processo no outro braço, dispensando assim toda a parte superior. Acomodou essa parte do vestido, deixando-o na altura da minha cintura, enquanto seus olhos seguiam fixos em meus peitos.

- Olá pequena... Não imagina como senti sua falta- beijou delicadamente a união de meus peitos, no exato lugar onde minha pequena pinta deveria estar- Sabe que é minha, não é verdade? Igual que essas preciosas aqui- disse enquanto enchia de beijos meu peito esquerdo. Percorreu sua língua por toda sua extensão, centrando-se depois na área do mamilo. O beijou e lambeu devagar, enquanto com a mão imitava os movimentos em meu peito direito.

- São perfeitos, suaves e redondos. São meus- disse enquanto abandonava sua boca de um peito para passar ao outro. Era incrível ver como essas suaves carícias estavam a ponto de me levar a ebulição total, meu sexo latejava dolorosamente enquanto sentia uma sensação familiar de umidade em seu interior.

Edward, por sua vez, estava embelezado por meus peitos, brincava com a língua acariciando meu mamilo, mordiscando muito devagar. Sorvia deles como se quisesse extrais o mais doce néctar, adorava a sensação de sua boca em meus peitos, mas eu necessitava mais, assim me aventurei a descer a mão que tinha em seu peito para tocar o vultinho crescente em sua calça. Um prisioneiro de Guantánamo que pedia a gritos sua libertação.

Desabotoei sua calça e tentei descer seu zíper, mas ao notar o que eu queria fazer, afastou minhas mãos de seu quadril, levantando-as acima de minha cabeça. Um pequeno sonzinho de "plop" se ouviu ao abandonar sua boca de meu peito.

- Shhh, devagar, Bella. Não há pressa, temos a noite toda. Deixe- me desfrutar de seu corpo, de tanta falta que me fez- só pude assentir ao escutar o tom impositivo com que tinha falado. Sim senhor. Esse é meu Edward. Dominante, fora da cama e na mesma também.

Soltando suas mãos que mantinham as minhas presas acima de minha cabeça, começou a baixar o vestido que se mantinha em minha cintura, deixando- o desta vez, na altura de meus quadris. Repartiu mais beijos em meu abdome e barriga. Suas mãos cabiam perfeitamente na curva de minha cintura e me pegando por ali, com uma mão, me fez erguer o quadril para com a outra empurrar o vestido, deixando- o cair até meu tornozelo com um movimento fluido.

Se levantou por um momento para tirar o vestido dos meus pés e aproveitou para me descalçar enquanto beijava minhas pernas e panturrilha com ternura. O que eu havia feito para merecer um homem tão bom como Edward? Uma vez que terminou o mesmo ritual com o outro sapato, percorreu minhas pernas com beijos até chegar ao meio das minhas pernas.

- Vejamos o que esconde essa pequena calcinha branca- disse afastando-a e roçando meu sexo com deliberada lentidão. A situação no meu interior ficava cada vez mais intensa com cada minuto que passava, pensava que ia morrer em combustão se Edwards não fizesse algo logo.

Separando um pouco meus lábios, encontrou meu pequeno botãozinho mágico. Deu-lhe leves carícias com o polegar de forma circular. Maldito seja! Edward ia me levar a um orgasmo só massageando meu clitóris?

- Pequena, está tão úmida- o escutei dizer com voz entrecortada.

- Uhum...- atinei em responder.A maestria com que Edward fazia cada movimento provocava que meu desejo de ter um orgasmo disparasse à estratosfera. Sentiu que com sua outra mão separou mais ainda minha calcinha quando um novo convidado chegava para a festa.

-Oh Deus!- gemi quando senti um de seus dedos em meu interior.

- Pequena não sou Deus, sou Edward. Gosta de como te faço sentir?- disse enquanto tirava seu dedo lentamente e voltava a introduzi-lo com rapidez.

- Sim, sim, sim...- assentia com a cabeça apoiada no travesseiro. Tive que morder meu lábio para reprimir um forte gemido quando um segundo dedo acompanhou o primeiro. Não contive o desejo e comecei a mover meus quadris em busca de mais fricção, mas Edward me deteve uma vez mais.

- Devagarzinho, lento... Desfrute de tudo o que te dou Bella- estava a ponto de choramingar quando senti seus dedos completamente fora de meu corpo, mas o que senti em seguida me deixou sem poder de reação. Algo úmido e suavezinho começou a brincar com meu botãozinho pelo que supus que era... Sua língua! Como se não estivesse suficientemente úmida, minha vagina começou a lubrificar ainda mais. Céus! Necessitava de um orgasmo, já!

Com sua língua tentou recorrer o mesmo caminho que com seus dedos, fazendo pequenos círculos em minha entrada. Não era capaz de pensar em nada mais que na deliciosa sensação que Edward estava me brindando até que o som de um tecido rasgando e a sensação de frescor ali em baixo me fizeram conectar meu cérebro novamente.

- Sinto muito, pequena, mas me atrapalhava- disse sorrindo enquanto me mostrava a calcinha partida em duas.

- Edward! Essa era minha favorita- lhe disse fazendo bico.

- Compraremos outras, milhares delas. Também gostava delas, mas prejudicavam meu trabalho- logo após me dar um sorriso de lado, o vi desaparecer entre minhas pernas novamente.

Senti claramente como separava meus lábios para dar-lhe mais liberdade à sua língua, não pude se não agarrar os lençóis de sua cama para me sentir de uma forma ou de outra presa à terra já que sentia que a qualquer momento ia voar. Quando senti sua língua entrar e sair de minha vagina, com uma velocidade surpreendente, soube que não me restava muito mais tempo. Um espiral se formou em baixo ventre provocando a mesma estranha sensação das anteriores ocasiões em que estive com Edward.

Às suas magistrais carícias com sua língua se uniram com um dedo que acariciava meu clitóris em círculos. Não pude conter a espiral por mais tempo e explodi por dentro. Ah! A sensação de ter um orgasmo era espetacular, me fazia ver estrelas coloridas. Era como minha própria versão da teoria do Big Bang!

Relaxei minhas intumescidas mãos que se agarraram aos lençóis e as passei delicadamente pelos cabelos rebeldes de Edward que ainda se encontrava ali em baixo, bebendo de mim.

- Deliciosa, é deliciosa, pequena- disse antes de me beijar. O sabor de minha excitação misturado com seu próprio sabor dava a seu hálito um toque especial, embriagante.

- Obrigada por isso Edward, foi espetacular- lhe disse quando se separou de mim.

- Para isso estou aqui, Bella, para agradar minha mulher. Agora vou fazer amor com você, pequena. Vai me sentir dentro de você, vou cuidar de você e vai desfrutar. Sim?

- Sim, Edward, me faça tua... Te necessito- Não tive que dizer mais nada para que Edward saísse da cama e se desvestisse na velocidade de um raio. Via voar seus sapatos e suas meias, suas calças caíram no chão com um só movimento o deixando em suas boxes brancas. Quando se endereçou a mim, Edward em todo seu esplendor, seu membro estava mais que pronto e em sua pontinha apareciam uma gotinhas que o faziam parecer mais brilhante ainda.

- Gosta do que vê, Srta. Swan?- perguntou meu vaidoso Edward.

- Muito, Sr. Cullen, muito- disse mordendo meu lábio. O vi regressar para a cama com um andar felino e recolher minhas pernas, deixando ás descansar sobre meus pés. Novamente suas mãos foram explorar meu sexo.

- Continua tão úmida, tão pronta pra mim. - disse retirando seus dedos e levando-os à boca no gesto mais malditamente erótico que jamais havia visto. Acomodou-se entre minhas pernas permitindo que seu membro ficasse no lugar exato. Senti claramente sua ponta tatear minha entrada.

- Pequena, olha pra mim, vou te encher de mim agora. Sinta- me... - dito isso, seu membro começou a abrir caminho em minha cavidade- Estreita, perfeita...- murmurou sobre meus lábios.

Era a terceira vez que fazia amor com Edward e cada vez se sentia melhor. Seu membro me enchia por completo sem sentir que fosse doloroso ou incômodo, tinha o tamanho perfeito para mim, era minha peça perfeita do quebra- cabeça. Logo depois de me dar um casto beijo começou a se mover em um lento vai e vem. Se movia com sutileza de dentro pra fora, uma rica tortura que queria prolongar de alguma maneira, mas não sabia como.

Nossos olhares se conectaram enquanto nossos corpos tinham seu próprio compasso. A verdade me atingiu nesse momento como uma súbita revelação ao ver seus olhos brilharem, Edward realmente tinha sentido minha falta. Sabia pela forma em que havia me beijado, que havia me tocado, na forma que fazia amor comigo agora. Uns gemidos escaparam de meus lábios quando o sentia chegar cada vez mais fundo.

- É minha mulher, Bella, a que sempre procurei ainda que sem saber- disse entre gemidos.

- E você é meu Edward... - respondi baixinho.

- Nunca saia do meu lado- sussurrou.

- Jamais... - respondi.

Edward seguiu com suas investidas, fazendo uma mais deliciosa que a anterior. Em um movimento improvisado pegou minhas pernas levantando-as a seus ombros. Sem sair de mim, se acomodou novamente e seguiu seus movimentos com a ligeira novidade que essa posição permitia uma penetração mais profunda uma vez que podia tirar seu membro quase que por completo de minha vagina. Sentia uma estranha sensação de vazio quando o sentia sair de mim, não o queria fora. Claro que não!Assim que durante uma investida, justo no momento que ia se retirar novamente, em um ato0 reflexo, minha vagina se contraiu em um espasmo involuntário para assim evitar sua saída. Durou apenas um segundo no qual fechei os olhos, quando abri, notei que Edward tinha os olhos arregalados.

- Bella, pequena. O que foi isso?- disse parando seus movimentos por completo. Não sabia o que responder pois nem eu sabia o que tinha feito- Deus Bella... Vai me deixar louco- continuou com seus movimentos. Vá! Eu era capaz de enlouquecer Edward com um só movimento? Senti-me poderosa e... Sexy! Senti suas mãos massagearem meus peitos que devido ao movimento baixavam e subiam com força. Nossos gemidos inundavam o quarto, era o som mais especial do mundo: o da entrega total.

Depois de várias investidas mais, um conhecido espiral começou a se formar em meu ventre. Senti que Edward parou seus movimentos pegando minhas pernas de novo, voltou a colocá-las em sua cintura, permitindo que o abraçasse com as mesmas. Suas investidas começaram novamente, esta vez um pouco mais rápidas.

- - Já falta pouco, pequena, senti tanto a sua falta- disse enquanto beijava meus peitos. Seguei com força em seus maravilhosos bíceps quando os movimentos foram mais rápidos. Sentiu seu palpitante membro dentro de mim não tinha descrição, Edward se entregava com paixão a mim, a sua mulher. Estávamos perto, ambos podíamos sentir. Uma de suas mãos abandonou meus peitos e a levou a meu clitóris.

- Ah... Ed... Edward... - sibilei quando seus dedos começaram a massagear meu botãozinho.

- Bella... - respondeu com voz rouca.

- Estou a ponto de... Quero... Já não... - não sabia nem que raios dizer, a espiral que se formava com rapidez em meu ventre não me deixava nem unir coerentemente uma sílaba com outra.

- Eu sei pequena, chegou o momento- minha mente tratou de interpretar suas palavras, mas não conseguia. - Vamos... Venha... Vem comigo Bella- isso foi suficiente para que pela segunda vez na noite um orgasmo me açoitasse com força por meu corpo.

- Edward!- gritei nesse momento. Não sei como fiz, mas durante aquela explosão um novo espasmo involuntário me sobreveio e contraiu com força os músculos de minha vagina por frações de segundos o que provocou o delírio de Edward, que imediatamente depois de relaxar meu interior, soltando seu membro, veio violentamente dentro de mim.

- Bella!- disse com sua voz rouca. Senti claramente como enchia meu interior com sua semente. Que deliciosa sensação era ser preenchida pelo calor do homem que amava!

Sem retirar-se de dentro de mim, deixou vencer seu corpo sobre o meu e nos rodou na cama, deixando-nos de lado. Soltou o abraço que mantinha em sua cintura com minhas pernas e apertando-me a seu peito com força, beijou meus lábios com suavidade.

- Pequena isso foi maravilhoso - sussurrou distribuindo beijos em minha orelha.

- Feliz aniversário, Edward- respondi quase em um murmúrio. O senti sair de mim uns poucos segundos depois.

- Srta. Bella Swan, esta noite me deu o mais especial dos presentes de aniversário: você mesma... Seu corpo e sua alma...

- Uhum- disse contra seu peito.

- Está cansada, vamos dormir- senti quando uma de suas mãos abriu o cobertor e nos envolveu com o mesmo. Aspirei seu delicioso aroma enquanto me acomodava entre seus braços e antes de sumir na inconsciência do sono, sussurrei.

- Te amo, Edward.

POV Edward

Bella dormia suavemente entre meus braços, de vez em quando sorria e voltava a relaxar o rosto. Suas palavras haviam sido a causa de que não pudesse pregar os olhos apesar do cansaço que sentia.

Te amo Edward...

Minha pequena Afrodite de lindos cabelos cor de café e olhos de chocolate havia dito que me amava. Aquelas palavras que um dia escutei da voz de Jessica Stanley jamais se comparariam com o rebuliço que provocou quando minha Bella as disse. A mulher que descansava em meus braços me amava. Ela me amava!

Bella havia me dado tudo, havia devolvido minha vontade de sorrir, de viver. Eu amava essa mulher com cada fibra de meu corpo, e faria o que fosse possível para que jamais se afastasse de meu lado. Ela era perfeita, meu lindo anjo. Uma de minhas mãos viajou até seu peito e com a ponta dos dedos os toquei, eram tão suaves. Inclinei um pouco a cabeça usando-os como meu travesseiro pessoal, quentinha e suave. Como adorava seus peitos! Fiquei escutando por um longo tempo a batida de seu coração que para mim era o som mais belo que jamais havia escutado, poderia passar horas escutando. A senti remexer um pouco e regressei minha cabeça a minha posição original. Uma vez mais a escutei falar em seus sonhos.

- Meu Edward... Te amo...

- Como te dizer o quanto te amo, minha pequena?- sussurrei em seus lábios bem lentamente com temor de despertá-la. A minha mente veio então um poema, o favorito de minha mãe. A apertei um pouco mais a meu peito e lhe sussurrei ao ouvido.

Como te amo?... Deixe- me contar as formas.

Pois te amo até o abismo e a região mais alta que posso chegar quando persigo.

Os limites do Ser e o Ideal.

Te quero no viver mais cotidiano, com o sol e a luz da chama.

Te amo com liberdade, como se aspira ao Bem;

Te amo com a inocência do que anseia glória.

Te amo com a paixão que antes coloquei em minha dor e com minha fé de menino,

Te amo com o amor que acreditei perder a meus santos...

Te amo com meu alento, com meus sorrisos, com as lágrimas de minha vida... E se deus quiser...

-... te amarei muito mais depois da morte- finalizou por mim. Ela estava acordada e havia escutado todo o poema que parece que conhecia tão bem como eu. Seu poderoso olhar chocolate se fixou em mim e eu, pegando seu rosto em minhas mãos soube que era o momento de dizer- lhe...

- Te amo Isabella Swan...


N/T: Meninas, como disse, não vou desistir, mas posso demorar. Viram como o capítulo é longo? vale a pena esperar um pouquinho.

Me ajudam com uma coisa? Eu tenho tudo certo para ir na premiere de Breaking Dawn em Los Angeles, mas depois desse rolo todo, estou muito na dúvida se vai valer à pena ou não. Tenho medo de baixaria e de que eles passem rápido prlo Red Carpet e nem deem tanta atenção aos fãs, justamente por causa das baixarias. O que vocês acham? O que vocês fariam? Iriam assim mesmo? Obrigada. Lu.